Filed under: caráter de Deus, fidelidade, integridade, Israel, Justiça, lealdade, Messias, testemunho | Tags: pastores, pecado
Comentário devocional:
É uma grande responsabilidade ser um líder espiritual; ser pastor é uma responsabilidade ainda maior.
Posso entender a paixão que leva uma pessoa a ministrar em nome do nosso Deus, pois desde cedo convivi com muitos pastores. Meu pai é um pastor aposentado e tenho cinco tios que também são pastores. Adicione a esta lista de bênçãos: um irmão, um cunhado e um filho, além de muitos amigos pastores e, especialmente, meu pastor atual.
Nos capítulos anteriores de Jeremias, o foco eram os líderes políticos da nação. Neste capítulo a mensagem é dirigida aos líderes espirituais, pastores e profetas. Deus pronuncia aqui um ai contra os pastores que dispersaram a Seu povo (v. 2).
Algo muito sério e de responsabilidade é representar a Deus perante o povo e pretender falar em Seu nome. É um pecado muito grande diante de Deus perverter Suas palavras, representá-lo mal e profetizar mentiras em Seu nome. Não devemos nunca usar o nome de Deus de maneira inconsequente e descuidada para dar credibilidade a nossos propósitos.
Num período em que os líderes espirituais estavam deixando de repreender o erro e eles mesmos cometendo os mais graves, o Espírito Santo, através de Jeremias, derrama um feixe de luz brilhante em um mundo escuro. Ele profetiza que o próprio Deus irá estabelecer novos pastores que cuidem de seu povo (v. 4) e irrompe em uma bela profecia messiânica! (v. 5-8.)
“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:5-6, ARA). Eles precisavam desesperadamente da justiça de Deus assim como nós também precisamos.
Há um ditado que diz: “Como são os líderes assim é o povo”. Ou seja, o povo segue as ações de seus líderes. E não serão melhores do que eles. É de se admirar, então, que o mal ataque vigorosamente nossos pastores e líderes? Temos o privilégio de interceder por eles em oração, principalmente nestes tempos urgentes.
Uma prática que tem se demonstrado particularmente eficaz na neutralização da Palavra de Deus é a imoralidade. Mesmo que sejamos dedicados ao Senhor, ainda assim somos vulneráveis a tais tentações. Nos tempos de Jeremias, os falsos profetas e sacerdotes estavam levando o povo a decadência espiritual pela omissão da repreensão e por seus próprios atos. Jeremias chama esta situação de “uma coisa horrível” e compara o povo de Jerusalém ao povo de Sodoma (v. 14). Isso vale também para o nosso tempo.
Este capítulo trata acima de tudo acerca da deturpação da vontade de Deus. Dizer que Deus não gosta desta situação é um eufemismo. Foi com tremor que, como pastor, li: “Por isso me esquecerei de vocês e os lançarei fora da minha presença, juntamente com a cidade que dei a vocês e aos seus antepassados” (v. 39).
Jeremias lamenta profundamente a situação. Ele diz que seu “coração está quebrantado” por causa do uso indevido de “santas palavras” de Deus (v. 9). O profeta entende as graves implicações.
Fiquei impressionado com o conceito de que a Palavra de Deus poder ser “furtada” (v. 30). Pensei nas várias formas em podemos fazer isto, mas uma se destaca: os caminhos de um hipócrita – os que dizem uma coisa e fazem outra. Jesus alertou seus discípulos a respeito, porque os escribas e fariseus diziam uma coisa, mas suas ações não estavam em harmonia com o que diziam (ver Mateus 23:2-3).
Será que somos uma pessoa na igreja e outra na vida cotidiana? São os nossos pensamentos sujeitos à Santa Palavra de Deus? Deus está ansioso para que seu povo se desfaça da condição de Laodicéia, em que as pessoas permanecem com um pé na igreja e outro no mundo.
“Senhor, motiva-nos, constranja-nos e dá-nos a força para, como líderes espirituais, sermos fiéis à Sua Palavra em nossos corações e em nossas práticas diárias. Que assim, inspiremos outros a também Te servir, em espírito e em verdade, como Teus verdadeiros filhos e filhas. Amém.”
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/23/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 23
Comentário devocional:
Você pensa que ser profeta é fácil? A Palavra de Deus que o profeta deve transmitir é poderosa e atinge o coração impenitente das pessoas. Quando não acatada provoca reações violentas contra quem as proferiu. Com Jeremias não foi diferente – ele pagou um preço por sua obediência à orientação de Deus.
Esta passagem mostra o principal administrador do Templo, Pasur, reagindo com violência contra o profeta quando ouve a mensagem de julgamento. Em vez de acatar a mensagem, ele dá um soco em Jeremias! Então, o prende no tronco, instrumento de dor e vergonha (Jer 20:1,2).
A ira do povo pecador sempre se focalizou nos profetas que os advertiam como porta-vozes de Deus. Entretanto, a Palavra de Deus registra a história de fidelidade de homens e mulheres escolhidos que atenderam o chamado, mesmo sob perigo de perseguição e até de morte.
A voz de Deus não pode ser silenciada, mesmo quando os pecadores se recusam a ouvir as Suas palavras. A verdade é mais forte do que o mal e triunfará a despeito de toda a oposição.
Jeremias, na fraqueza de sua humanidade não desejava proferir aquelas palavras de condenação sobre o povo porque sabia que elas suscitariam o ódio de seus contemporâneos. No entanto a Palavra de Deus ardia dentro dele e ele não se calou.
Apesar de chegar a se sentir tão mal a ponto de amaldiçoar o dia em que nasceu, ele permaneceu fiel. De igual modo, devemos também ser fiéis à tarefa a nós confiada por Deus.
Eu oro para que nos próximos dias, assim como hoje, aqueles que participam do plano “Reavivados por Sua Palavra” demonstrem lealdade absoluta e fidelidade ao nosso Deus, mesmo nas mais difíceis circunstâncias.
“Ó Deus, através do poder prometido do Seu Espírito Santo, aumenta a minha fé para que, apesar das dificuldades, eu possa sempre honrar e glorificar Seu santo nome. Amém”.
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart – http://www.hartresearch.org/
Califórnia, EUA
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 20
Comentário devocional:
Deus tem me abençoado mais do que mereço. Ele me deu uma boa saúde, pais e amigos queridos e até mesmo posses materiais. Mas às vezes me pergunto se estou deixando de receber ainda mais bênçãos, especialmente as espirituais.
Os israelitas dos dias de Jeremias não pensavam que deixavam de receber bênçãos por causa de seus pecados. De igual maneira as nações de hoje não acham que bênçãos são retidas por causa dos seus pecados. Mas Jeremias disse que era isto que acontecia. Ele lembrou aos israelitas que era Deus quem lhes concedia as chuvas de outono e primavera, responsáveis por uma boa colheita. Mas “os pecados de vocês têm afastado essas coisas; as faltas de vocês os têm privados desses bens.”(v. 25 NVI).
Sofremos as conseqüências de nossas ações. Esta é uma lei básica da natureza. É por isso que às vezes as pessoas dizem: “O que vai, volta.” Eles querem dizer que se você matar alguém ou roubar alguma coisa, você será punido por isso. Se você gritar com raiva para alguém, essa pessoa pode gritar de volta para você ou pelo menos ficar de mau humor. Da mesma forma, um sorriso pode retornar na forma de um desejo amistoso de bom dia.
Quando se trata do pecado, Jeremias nos lembra que uma conseqüência direta de nossos erros é que ele interrompe o fluxo das bênçãos do céu. Deus não pode derramar Sua bondade nas pessoas que O estão deliberadamente desobedecendo.
Oração: “Querido Deus, meus pecados têm me privado de Sua bondade. Por favor, ajude-me a ouvi-Lo e obedecê-Lo, não porque eu quero mais bênçãos, mas porque Tu sabes o que é melhor para mim e para minha felicidade. Ajude-me a obedecer-Te, porque Te amo. Amém”.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 5
Comentário devocional:
Tenho em minha estante uma pequena coleção de livros sobre como testemunhar eficazmente. Nestes livros, cristãos experientes conseguiram resumir em apenas algumas páginas a ciência de partilhar Jesus. Mas, tendo em vista a natureza humana, tenho que reconhecer que os escritores que escrevem sobre a ciência de como espalhar o pecado tem tido mais sucesso. Reconheço que este é um pensamento assustador.
Desde o momento em que o pecado passou a existir entre nós, os pecadores gostam de ensinar outros a se juntar a eles em prazeres malignos. Foi por isso que Deus destruiu o mundo através do dilúvio: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (Gn 6:5 NVI). Centenas de anos mais tarde, Salomão disse que uma das sete coisas que o Senhor odeia é um “coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal” (Prov. 6:18 NVI).
Anos de pecado podem dar a uma pessoa o conhecimento de como levar outras pessoas ao caminho errado. Mas que enorme desperdício de tempo e energia! Quando eu comecei a buscar a Deus sinceramente, aos 33 anos de idade, olhei para trás com horror e vi uma vida desperdiçada. Jesus habitou entre nós por 33 anos e salvou o mundo. Na minha loucura eu nada tinha realizado para o Senhor durante esses meus anos!
Deus vê esta loucura em muitos de nós e diz: “O meu povo é tolo, eles não me conhecem. São crianças insensatas que nada compreendem. São hábeis para praticar o mal, mas não sabem fazer o bem.” (Jeremias 4:22 NVI).
Oremos: “Querido Deus, querendo ou não, estou sempre influenciando pessoas. Elas aprendem com minhas palavras e ações. Por favor, me ensine a ser um bom representante Teu. Permita que outros vejam Tuas palavras e Tuas ações na minha vida e, através delas, sejam atraídos para Ti. Amém“.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/4/
Traduzido por JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Jeremias 4
Comentário devocional:
Este capítulo é composto de duas seções: as más notícias e as boas notícias.
Primeiro, vamos às más notícias: Todos nós somos pecadores, culpados de quebrar a lei de Deus. Isaías fala acerca da enorme força que o pecado exerce sobre nós e da devastação que ele causa em nossos relacionamentos, especialmente nosso relacionamento com Deus. O pecado nos separa do Criador (v. 1-3).
Ao longo dos tempos os seres humanos têm tentado encobrir seus pecados sob o disfarce de rituais religiosos. Antes que possamos apreciar a Salvação, responder a ela, ansiar por ela, temos de perceber como o pecado é horrível. Isaías 59 retira a máscara para revelar a maldade insidiosa e desesperada do coração humano.
No entanto, vemos neste capítulo dois grupos de pecadores. O que os torna diferentes?
As pessoas descritas nos versos 4-8 são aqueles que rejeitam a Deus desafiadoramente. O profeta de Deus se afasta deles. São aqueles cujos pecados intencionais se endureceram em maldade. Eles não tem paz (v. 8).
Por outro lado, vemos um grupo de pessoas que reconhecem que são pecadores mas se entristecem por causa disso. Isaías se inclui no segundo grupo, assim como Esdras e Daniel o fizeram. “… buscamos claridade, mas andamos em sombras …, tateamos como quem não tem olhos … são muitas as nossas transgressões diante de ti, e os nossos pecados testemunham contra nós“ (v. 9-12a NVI). Não há, aqui, justiça própria ou negação da verdade. Eles pararam de fingir e admitem: “Não temos sido fiéis, temos nos revoltado contra ti e nos afastado de ti, o nosso Deus. Temos falado de crimes e de revoltas e temos feito planos para enganar os outros” (v. 13 NTLH).
Agora, as boas novas: para estes é estendida a promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que choram” por seus pecados “porque serão consolados” (Mt 5:4 ARA).
Existe justiça nessa terra? O veredito do “Justo Juiz da Terra” é: “Não!” E temos que concordar! Não é preciso viver muito tempo neste planeta para percebermos que a vida não é justa. Quatro vezes neste capítulo (v. 4, 9,11,14), e muitas vezes ao longo do livro, Isaías lamenta este fato: a sociedade não tem mispat. Esta palavra hebraica para a justiça representa o modo como as coisas deveriam ser em uma sociedade governada por Deus e obediente à Sua Lei do Amor – o modo como Ele na criação planejou que as coisas fossem. A desobediência resulta num espírito de ilegalidade, de falta de justiça, de separação de Deus (e dos outros) que é representado por palavras como revolta, iniquidade, transgressão e pecado.
Deus fica consternado, cheio de fúria divina, quando vê o estado do homem nas garras deste inimigo cruel chamado pecado; quando vê a luta agonizante que Seus filhos têm consigo mesmos. Ele decide então ajudar a humanidade a qualquer custo (v. 15b, 16). Nosso Poderoso Guerreiro vem pessoalmente em nosso socorro. Ele usa a arma mais drástica e poderosa de todas – o amor! Na forma do Servo Sofredor que usa sua própria armadura (v.17; Ef 6:10-18), Ele vence de forma surpreendente: ele próprio fornece justiça e salvação para o livramento de Seu povo, restabelece a justiça e a misericórdia como o fundamento de Seu trono e com vingança e zelo castiga e destrói o mal (v. 17, 18).
Louvai ao Senhor, todos os povos reverenciem o Seu nome para sempre (v.19)! A aliança de Deus com o homem é eterna. Sua intervenção e envolvimento com os assuntos dos homens nunca cessam. Em todas as épocas Deus tem pessoas guiadas pelo Espírito, que proclamam a sua palavra (v.21). Com Deus, a libertação nunca será apenas uma coisa do passado; Sua maior intervenção ainda está por vir quando Ele exterminará o mal completamente e dará início ao seu reino de glória.
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/59/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 59
Comentário devocional:
Uma das primeiras coisas que lembro a meu respeito é que eu era capaz de ser egoísta e violenta. Eu tinha vários irmãos. Ao mesmo tempo em que os amava (naquela época e agora também), lembro-me de, em alguns momentos, não gostar deles e até mesmo desejar fazer-lhes mal. Isto acontecia a despeito de sermos uma família amorosa e de eu nunca ter observado nada que não fosse amor incondicional e perdão da parte dos meus pais. Então, no fundo do meu coração, eu tenho que concordar com esse Salmo: “não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (v. 3, NVI)
Nenhum de nós pode considerar-se justo por natureza. Apesar disso, temos a maravilhosa promessa de que Deus nos ama, nos perdoa e restaura a nossa sorte. Ao compreendermos a bondade de Deus para conosco conseguimos até mesmo participar, como este Salmo descreve, dos atos dos justos.
É Deus quem nos capacita a buscá-Lo, a fazer o bem aos pobres, a procurarmos fazer boas ações. Concordamos inteiramente com as duas partes deste Salmo — reconhecemos a nossa maldade interior natural e louvamos a Deus por nos perdoar e restaurar a nossa sorte.
Lisa Clark Diller
Diretora do Departamento de História e Ciências Políticas
Southern Adventist University
Estados Unidos
Traduzido por JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/14/
Texto bíblico: Salmo 14
Comentário devocional:
Eliú desafia a Jó: “Você disse: ‘A minha justiça é de Deus” ” (V. 2). E continua: “Você diz: “No que eu me beneficiarei? Que lucro eu terei do meu pecado? “(Versículo 3). Como um crente em Deus, Jó formula corretamente estas perguntas. Segundo o autor, esta é a tradução literal do hebraico, contudo a maioria das modernas traduções vertem de forma diferente.
Segundo Eliú: “Não há quem pergunte: ‘Onde está Deus, o meu Criador, que de noite faz surgirem cânticos… Quando clamam, ele não responde, por causa da arrogância dos ímpios” (vv. 10, 12).
Diante da expectativa de Jó em relação a um processo judicial, Eliú diz: “a sua ira jamais castiga, … ele não dá a mínima atenção à iniquidade” (v. 15, NVI). Ele não está correto nestas afirmações. Eliú acusa a Deus de não se importar o suficiente a ponto de visitar a raça humana com Sua ira. Mas Jó entende de forma diferente e expressou isso anteriormente.
Eliú acusa Jó de abrir a boca com vaidade e multiplicar suas palavras sem conhecimento (versículo 16). No entanto, quem está multiplicando palavras com vaidade é o próprio Eliú.
Querido Deus,
Nós também queremos dizer juntamente com Jó, que a nossa justiça vem de Ti e que nada lucraremos com o pecado em nossas vidas. Neste ambiente hostil em que nos encontramos, as pessoas torcem nossas palavras e deturpam nossas intenções. Abençoe o trabalho que fazemos para Ti. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Traduzido e adaptado por JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Jó/35/
Texto bíblico: Jó 35