Reavivados por Sua Palavra


I Tessalonicenses 3 by Jeferson Quimelli
5 de maio de 2015, 1:00
Filed under: amizade, Juízo, relacionamento | Tags: , , ,

Comentário devocional

O tema principal deste capítulo se estende desde o capítulo anterior (1Ts 2:13-3:13): a amizade. Havia um vínculo emocional profundo entre Paulo e os tessalonicenses. Mas o relacionamento deles era mais do que uma ligação emocional – era uma amizade para sempre (1Ts 2:19-20; 3:13). Essa não era apenas uma relação de conveniência para o bem do evangelismo – Paulo tinha a intenção de continuar próximo a eles por toda a eternidade.

Uma razão pela qual Paulo anseia tanto rever os tessalonicenses é porque ele os vê como uma validação do seu ministério. Quando Jesus voltar os tessalonicenses serão sua alegria diante de Jesus (2:19-20). Paulo não se contentava em ser salvo, ele também queria evidências de que sua vida tinha feito diferença na vida dos outros. A igreja precisava de Paulo, mas Paulo também precisava da igreja.

Embora o evangelho (o que Jesus pensa de nós) seja um meio poderoso para construir um senso estável de autoestima, a nossa frágil humanidade anseia por sinais de sucesso. O apóstolo Paulo parece não ter sido exceção. Até certo ponto, o seu senso de autoestima como pessoa estava ligado ao sucesso de seus esforços como missionário (3:6-8).

O objetivo final de Paulo é ser declarado sem culpa por Deus no julgamento final (3:11-13). Mas igualmente importante para ele, é que a Segunda Vinda será uma reunião gloriosa de familiares e amigos, cujos relacionamentos durarão por toda a eternidade por causa do que Jesus fez. Os relacionamentos cristãos não têm data de validade. Eles são projetados para durar para sempre.

Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1th/3/

Traduzido por: JDS/JAQ/IB

Texto bíblico: I Tessalonicenses 3 

Comentários em áudio 



I Tessalonicenses 1 by Jeferson Quimelli
3 de maio de 2015, 1:00
Filed under: alegria, gratidão, oração, relacionamento | Tags:

Comentário devocional:

Relacionamentos são delicados. Eles podem estar maravilhosamente bem num dia e tempestuosos no dia seguinte. O relacionamento de Paulo com os tessalonicenses era profundo em sentimento, mas teve pouco contato pessoal. A primeira visita de Paulo a Tessalônica durou apenas algumas semanas, mas aquela breve convivência tocou profundamente a sua alma. Paulo estava saudoso deles, então escreveu uma carta para assegurá-los de que permaneciam no centro de seus pensamentos e orações.

Provavelmente a coisa mais próxima ao “Skype” e as redes sociais na vida de Paulo era a oração. Paulo usava a oração para, na presença de Deus, relembrar as suas relações terrenas. A profundidade dessas lembranças transparece no primeiro capítulo de I Tessalonicenses. O resumo de sua oração nos versos 2-5 é uma única frase em grego. O principal ponto da sentença é: “damos graças” (v. 2). E a principal razão para a gratidão de Paulo era o crescimento espiritual  da igreja de Tessalônica. Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8:10). Mas a alegria é avivada pela gratidão.

Nos versos 6-10, Paulo continua expondo as razões pelas quais ele é grato a Deus pelos crentes de Tessalônica. A igreja estava imitando o caráter de Jesus e dos apóstolos e estava se tornando um modelo para os novos crentes em todos os lugares. 

Tanto os apóstolos quanto o Senhor haviam  sofrido injustamente, mas experimentaram alegria no meio do sofrimento (1 Ts 2:1-2; Hb 12:1-2). O fato de que os tessalonicenses estavam fazendo o mesmo foi para Paulo mais uma prova do seu crescimento espiritual. O apóstolo tinha se preocupado com a condição espiritual deles nos dias anteriores ao recebimento de notícias sobre eles (ver 1 Ts 3:1-8). Quando ele finalmente ouviu falar de sua fidelidade, ele irrompeu num hino de louvor e agradecimento a Deus (1:2-10).

Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1th/1/
Traduzido por: JDS/JAQ
Texto bíblico: I Tessalonicenses 1 
Comentários em áudio 



Atos 10 by Jeferson Quimelli

Comentário Devocional:

A instrução de Paulo para “orar sem cessar” (1 Ts. 5:17) me incomodava. Não poderia significar andar com as mãos cruzadas e os olhos fechados durante todo o dia. Atos 10 fornece uma resposta.

Cornélio, um líder militar temente a Deus e gentio, orou sem cessar. O relato é que “ele e toda a sua família eram religiosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus” (v 2 NVI). O significado de “orava continuamente a Deus” é encontrado no versículo 7. Aqui Cornélio pediu ajuda “dentre aqueles que estavam com ele continuamente.” (NKJV).  Será que cada servo doméstico e soldado ficavam em torno de Cornélio o dia todo? Isso seria impossível, porque eles também dormiam, comiam, e se banhavam. 

A ideia de um servo estar continuamente, sem cessar, com seu mestre é um estado de espírito, uma disposição contínua. O servo está sempre pronto a cumprir as ordens do mestre. Orar sem cessar é também um estado de espírito. A conexão entre Deus e nós nunca deve ser cortada. Devemos sempre estar ouvindo a voz de Deus e prontos a fazer a Sua vontade. 

Deus respondeu às orações de Cornélio não apenas porque ele orava sem cessar. Observe o que o anjo disse: “Suas orações e esmolas subiram como oferta memorial diante de Deus.” (v. 4 NVI). Três vezes lemos que Cornélio orava e ajudava com dinheiro generosamente a outras pessoas (versos 2, 4, 31). Deus percebe nossas orações e nossos atos. 

Não podemos concluir Atos 10 sem discutir uma infeliz má interpretação. Muitos cristãos apontam para este capítulo para dizer que Deus cancelou as restrições alimentares do Antigo Testamento ao ordenar a Pedro que comesse carne imunda e repreendeu ao apóstolo quando ele se recusou a comê-la. Mas Pedro mostra claramente que a questão aqui não era sobre alimentos puros ou impuros, mas sobre a expansão do evangelho incluindo tanto judeus quanto gentios. “Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum”, disse Pedro. “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade” (Atos 10:28, 34 NVI). 

“Querido Deus, ensina-me a orar continuamente como Cornélio. Ajuda-me a manter essa conexão constante com o Senhor. E que, ao mesmo tempo, meus atos ascendam como cheiro suave diante de Ti hoje e todos os dias. Amém. ” 

Andrew McChesney 

Editor de notícias da Adventist Review

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Atos 7 

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Atos 2 by Jeferson Quimelli
31 de janeiro de 2015, 1:00
Filed under: Espírito Santo, relacionamento | Tags: , , ,

Comentário devocional:

É muito fácil se impressionar com as coisas incríveis que se seguiram ao Pentecostes. Línguas de fogo, grandes milagres, 3.000 pessoas batizadas num só dia. Mas o que aconteceu durante os 10 dias anteriores, no cenáculo, foi tão importante, se não mais, ao que aconteceu depois. 

Os discípulos sentiram sua grande necessidade e clamaram ao Senhor pela “santa unção” que iria prepará-los para o grande trabalho diante deles. Mas eles não pediram apenas pelo derramamento do Espírito Santo. Eles humilharam o coração em verdadeiro arrependimento, pediram perdão por seus erros, chegaram a um acordo a respeito de suas diferenças, abandonaram seus desejos por supremacia e até mesmo dividiram suas posses uns com os outros (você pode imaginar os incríveis resultados se fizéssemos isso hoje?).

Além disso, eles se entristeceram por terem desapontado o Mestre devido a sua falta de fé, confessaram sua incredulidade e meditaram muito a respeito da vida de Cristo e Sua Palavra. Eles se aproximaram mais e mais de Deus e uns dos outros enquanto sinceramente ansiavam pela salvação das almas. E o que aconteceu como resultado? O céu se abriu e a bênção do Espírito Santo foi derramada em uma magnitude nunca antes vista (veja Atos dos Apóstolos, p. 36, 37). 

Recentemente, alguns colegas e eu nos unimos em prol de um ministério mas não estávamos fazendo muito progresso. Havia muitas diferenças entre nós a respeito de como o trabalho deveria ser feito. Finalmente, reconhecemos nosso erro, e passamos várias horas orando juntos e confessando nossos erros uns aos outros. Depois disso, recebemos tanta força e unidade que o nosso trabalho se desenvolveu com poder e sentimos as bênçãos do céu. 

Este é apenas um pequeno exemplo do que Deus está desejoso de fazer por todos nós. E tudo o que aconteceu no dia de Pentecostes é apenas uma pequena amostra do que está por vir. Mas para que isso aconteça, nós, como um povo devemos estar em comunhão uns com os outros e com o Senhor (v. 42). Devemos pôr de lado as diferenças, e corrigir tudo o que está errado. 

Ellen White escreveu: “Muitos há que creem e professam reclamar a promessa do Senhor; falam acerca de Cristo e acerca do Espírito Santo, e todavia não recebem benefício. Não entregam a alma para ser guiada e regida pelas forças divinas. Não podemos usar o Espírito Santo. Ele é que deve servir-Se de nós.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 672). 

Deus está desejoso de derramar ricas bênçãos sobre nós como povo, famílias e indivíduos, mas precisamos primeiro suplicar que a Sua vontade seja feita e não a nossa.

Melody (Melodious Eco) Mason

Líder do Ministério de Oração ARME

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Atos 2 

Comentário em áudio 



Lucas 24 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Que capítulo glorioso! Depois da escuridão, luz; depois da tristeza, alegria; depois da morte, vida!

Como poderiam os nossos corações não “queimar dentro de nós” ao lermos estas palavras, em atitude de oração? A questão era, e ainda é: Onde está Jesus? As mulheres não podiam encontrá-Lo. Os discípulos não O tinham visto. Anjos testemunharam: “Ele não está aqui” (v 6).

No entanto, o próprio Jesus caminha ao lado de dois humildes discípulos na estrada de Emaús. À medida que eles ouvem as Suas palavras, seus corações ardem dentro deles. Não querendo deixar seu novo amigo viajar, eles insistem que fique com eles. Somente O reconhecem quando Ele parte o pão da refeição da noite. Energizados pela Sua presença, os discípulos correm de volta a Jerusalém carregando a maior notícia de todos os tempos: “Cristo ressuscitou! Nós O vimos!”

Há vinte e três anos atrás um intenso desejo brotou em meu coração. “Jesus”, orei, “eu quero conhecer-Te. Por favor, ajude-me a Te encontrar.” Então comecei a minha busca. Na época, eu tinha dois filhos e trabalhava das 8h00 até 17h30, de segunda a sexta-feira. Assim, eu me levantava às 3h30 e passava um tempo a sós com Deus, até 6h30.

Primeiro eu orava, abrindo o meu coração a Deus. Então eu li minha Bíblia, primeiro os Salmos, depois os evangelhos, e, então, toda a Bíblia. Em suas páginas eu encontrei Jesus vivo e percebi que Ele tinha estado ao meu lado durante todo o tempo.

A minha vida mudou. Jesus tornou-se tudo para mim e eu exclamei: “Para mim, o viver é Cristo!” (Filipenses 1:21). Conhecer Jesus é amar e confiar Nele. Nele não há decepção. Podemos sempre experimentar muito mais da presença de Jesus que nós já experimentamos.

Ele vive! Você realmente acredita nisto? É a Palavra de Deus uma coleção de “belas estórias” para nós? Ou ela faz que nossos corações ardam dentro de nós? (versos 11, 32). Se realmente O buscarmos, O encontraremos (Jr 29:13,14). É nossa a escolha.

Lynn Carpenter 
Enfermeira missionária aposentada

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/24/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 24 
Comentário em áudio 



Lucas 15 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Como deveriam os crentes se relacionar com os não convertidos? Talvez um colega de trabalho ou vizinho que não seja cristão convidou você para uma festa. Ou você foi convidado para assistir ao casamento de um parente muito materialista. Muitos de nós achamos desconfortável conviver com pessoas que não compartilham nossos valores. Nós nos preocupamos com o que comer ou beber e o que dizer.

Jesus passou tanto tempo com os pecadores que os fariseus e escribas reclamaram: “Este homem recebe pecadores e come com eles” (V 2 NVI). Jesus respondeu com três de suas maiores parábolas: a da ovelha perdida, a da moeda perdida e a do filho perdido. Cada uma delas busca responder à pergunta: “Como é que Deus se relaciona com os pecadores perdidos?” Nestas parábolas Jesus explica Sua missão e descreve o plano de salvação de Deus. Cada uma das três parábolas tem três partes: 1) a perda de algo valioso; 2) a busca por aquilo que foi perdido; e 3) a celebração, quando aquilo que foi perdido foi encontrado.

Jesus inclui a todos, homens e mulheres, nessas parábolas: “Qual de vocês… “(V 4 NVI); “qual é a mulher… ” (V 8 NVI). Ao ler Lucas 15, imagine-se como o pastor a procurar por uma ovelha perdida ou imagine-se como a ovelha perdida nos lugares desertos. Sinta a ansiedade da mulher enquanto ela procura sua moeda perdida e o seu alívio quando ela a encontra. Ao imaginar o Pai correndo ao encontro de seu filho pródigo, lembre-se de que a resposta de Deus aos perdidos é compaixão, aceitação e alegria.

No que você se alegra? Esta é uma questão importante para os cristãos considerarem, porque a nossa resposta indica nossas prioridades. Em vez de nos alegrarmos quando um pecador perdido é encontrado e salvo, nós, assim como o irmão mais velho do filho pródigo, ficamos chateados quando um pecador recebe compaixão e perdão, mas não justiça pelo que ele fez. Pode ser que até nos identifiquemos com o irmão mais velho quando seu pai pede para ele participar da comemoração do retorno de seu irmão e ele responde: “nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!”(V 29, 30 NVI).

Se você vê a sua própria atitude para com os pecadores na resposta do irmão mais velho, ouça o compassivo apelo do Pai para ele: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado” (v 31, 32 NVI).

Como é que Deus se relaciona com os pecadores? Ele procura por eles até que os encontra, comemora o seu retorno e os aceita como Seus filhos. Ele fez isso por nós; podemos fazer menos que isso para os outros?

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/15/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 15 
Comentário em áudio 



Lucas 10 – Comentarios selecionados by Jeferson Quimelli
25 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: adoração, alegria, comunhão, escolhas, relacionamento, testemunho | Tags: , , , ,

1 o Senhor designou outros setenta, e os enviou de dois em dois (ARA. NVI: setenta e dois). Jesus alcançou a Judeia com a Sua mensagem (v. nota em 9.51) de modo tão eficiente quanto a Galileia. … Durante Seu ministério na Galileia, Jesus também enviara os Doze, dois a dois… prática também observada pela igreja primitiva (At 13.2; 15.27, 39, 40; 17.14; 19.22). Bíblia de Estudo NVI Vida.  

Há uma interessante comparação: Houve 12 patriarcas [filhos de Jacó/Israel]; houve também 12 discípulos (cf Ap 7:4-8; 21:12, 14). Moisés elegeu 70 homens para auxiliá-lo a julgar Israel (ver Nm 11:16-25); Jesus também elegeu 70 para auxiliá-Lo. Segundo a tradição judaica, baseada numa lista de descendentes de Noé em Gênesis 10, houve 70 nações no mundo. O Sinédrio era composto de 70 membros, além de seu presidente. desta forma, o número 70 tinha papel importante no pensamento judaico. Os motivos pelos quais Jesus escolheu os setenta, e se Ele conferiu algum significado a esse número, não são revelados; e a especulação a respeito disso é inútil. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 859. 

para que O precedessem. Os setenta foram primeiramente às cidades e aldeias da Samaria. Isso indica que Jesus deve rer conduzido um ministério amplo ali durante o inverno de 30-31 d.C. A atitude amigável de Jesus para com o povo de Samaria manifestada na ocasião da visita à mulher de Sicar e Seu ministério pelo povo daquela vizinhança (ver Jo 4:5-42) deve ter contribuído para quebrar o preconceito. … O ministério dos setenta ao povo samaritano prepararia os discípulos para os labores futuros naquela região  (ver At 1:8). Depois da ressurreição, um notável êxito acompanhou os trabalhos dos apóstolos ali. CBASD, vol. 5, p. 859.

2 seara. Aqueles prontos a ouvir a seguir a mensagem de Deus (vv. 1, 9). Andrews Study Bible.

4 não leveissandálias. Proibição de levarem um par de sandálias extras. Bíblia de Genebra.

a ninguém saudeis pelo caminho. Os setenta deveriam reservar as saudações para os lares que visitariam (ver Lc 10:5; ver com. de 2Rs 4:29). Ainda hoje as saudações orientais são complicadas e longas. Restava pouco tempo de vida ao Salvador e a missão dos setenta devia ser realizada com rapidez. Eles foram enviados para proclamar “o reino de Deus”, que exigia pressa. CBASD, vol. 5, p. 860.

5 paz. Habitual saudação judaica. “Shalom” deseja paz e inteireza. Andrews Study Bible.

6 filho da paz. Um hebraísmo típico, que descrevia o líder de uma família como um homem agradável, pronto a receber e hospedar. CBASD, vol. 5, p. 860.

8 comei do que vos for oferecido. Os discípulos não deveriam ser comilões, solicitando alimento que o anfitrião não oferecesse; ou exigentes, rejeitando comer o que ele propiciava. A exortação de Jesus aos setenta é, ás vezes, interpretada como permissão para comer o que for disponibilizado pelo anfitrião, mesmo que o alimento seja proibido nas Escrituras. Deve-se lembrar que os setenta não entrariam em lares gentios, onde seria servido alimento proibido, apenas entrariam em lares de judeus e samaritanos, e ambos eram rigorosos quanto às disposições do Pentateuco acerca de alimentos puros e impuros (ver com. de Lv 11). CBASD, vol. 5, p. 860.

11 está próximo o reino de Deus. Na pessoa de Cristo e Seus emissários, não no tempo (cf Mt 12.34). Bíblia Shedd.

13 Corazim e Betsaida. tendo ouvido e rejeitado a Jesus, estas cidades eram mais culpadas do que Tiro e Sidom, que eram infames por causa da sua iniquidade. Bíblia de Genebra.

Privilégio maior exige responsabilidade maior. Bíblia Shedd.

15 inferno. Gr haidou, “hades”, como sheol no AT, significa o local dos mortos ou o sepulcro. Bíblia Shedd.

As pessoas não serão condenadas no grande dia do julgamento final porque creram no erro, mas porque negligenciaram as oportunidades fornecidas pelo Céu para conhecer o que é a verdade. CBASD, vol. 5, p. 860

17, 20 alegria. É característica de Lucas mencionar a alegria (19 vezes), o cântico e a glorificação de Deus. Bíblia Shedd.

17 demônios se nos submetem. Até onde vai o relato, Jesus não comissionou especificamente os setenta para expulsar demônios (ver v. 9), assim como ocorreu com os doze (Mt 10:1). No entanto, este aspecto do ministério parece ter impressionado os setenta. CBASD, vol. 5, p. 860.

pelo Teu nome! Repletos de alegria, os setenta reconheceram que foi o poder de Jesus operando por meio deles que possibilitou o sucesso. CBASD, vol. 5, p. 861.

18 caindo do céu. Em seu contexto, o dito parece significar que o ministério dos pregadores tinha infligido uma derrota sobre Satanás. Bíblia de Genebra.

Satanás era um inimigo conquistado. Nesta declaração, Jesus olhava adiante, para a crucifixão, quando o poder de Satanás seria desfeito (ver DTN, 679, 758; cf 687). Ele também viu o tempo quando o pecado e os pecadores não mais existiriam. Os setenta testemunharam a expulsão de Satanás da vida de muitas pessoas: Jesus “viu” sua completa queda. CBASD, vol. 5, p. 861.

19 autoridade. Os mensageiros de Deus são protegidos quando fazem aquilo que Deus manda fazer. Bíblia de Genebra.

serpentes. Simbolizavam os demônios no judaísmo antigo; a proteção é contra o poder satânico. Bíblia Shedd.

20 alegrai-vos, não porque. A habilidade de operar milagres não assegura, em si mesma, a vida eterna de alguém (ver Mt 7:22, 23). CBASD, vol. 5, p. 861.

23-24 O maior dos profetas e reis, nos dias primitivos, não tinha visto o Messias, como estes discípulos viram. Bíblia de Genebra.

25 intérprete da Lei. Gr nomikos,  “advogado”. Era um teólogo judeu, autoridade na Lei (Torá) de Deus. Bíblia Shedd.

Jesus estava em Sua última viagem da Galileia para Jerusalém (ver com. de Mt 19:1). A narrativa indica que o evento ocorreu em Jericó. O cenário envolvendo o samaritano e a vítima de assalto teria ocorrido havia pouco (ver DTN, 499). Imediatamente após o encontro com o intérprete da Lei e a narração do caso do bom samaritano, Jesus foi para Betânia, partindo de Jericó. CBASD, vol. 5, p. 861

pôr Jesus à prova. A pergunta do intérprete da Lei a Jesus foi cuidadosamente estruturada pelos líderes religiosos (ver DTN,  497). CBASD, vol. 5, p. 861.

Mestre. Literalmente, “professor”. Como profissional do ensino da lei, o intérprete confronta Jesus com um problema que os próprios escribas discutiam longamente. CBASD, vol. 5, p. 861.

que farei ? A pergunta revela que o conceito de justiça do intérprete era equivocado. Para ele, bem como para a maioria dos judeus da época, obter a salvação era uma questão essencialmente de fazer as coisas prescritas pelos escribas. Desta forma, ele considerava que a pessoa poderia obter a salvação pelas obras. No grego, a ênfase é colocada sobre a palavra “fazer”. CBASD, vol. 5, p. 861.

26 Como interpretas? Era o ofício do intérprete saber a resposta a esta pergunta. Ele era professor da lei judaica e, como tal, era apropriado que lhe fosse concedida oportunidade para a resposta. A pergunta de Jesus não indica necessariamente uma repreensão. Dar oportunidade a outro de responder a própria pergunta era uma cortesia. CBASD, vol. 5, p. 862.

27 Amarás. O intérprete da lei cita Deuteronômio 6:5 … mais tarde, Jesus respondeu da mesma forma a mesma pergunta feita por outro intérprete da Lei (ver Mt 22:36-38). … Amar a Deus no sentido indicado neste versículo que dizer dedicar o ser completo a Seu serviço: as afeições, a vida, a força física e o intelecto. Este tipo de “amor” é “o cumprimento da lei” (Rm 13:10). … Aquele que verdadeiramente “conhece” a Deus guardará “Seus mandamentos” porque o “amor” de Deus é “aperfeiçoado” nele (1Jo 2:4-6). CBASD, vol. 5, p. 862. 

de toda a sua alma forças entendimento. A tônica é a total dedicação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 Respondeste corretamente. O amor é o núcleo da lei e a norma pela qual o povo de Deus é chamado a viver. Andrews Study Bible.

Estes dois mandamentos sumariam toda a lei (cf Rm 13.9). Como era impossível o coração humano atingir este padrão, Cristo cumpriu a dupla lei do amor por nós. Bíblia Shedd.

faze isto. A vontade de Deus é o caminho da vida. Bíblia de Genebra.

29 querendo justificar-se. É como se dissesse: “Quem é o meu próximo?”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Como o jovem rico (Mt 19:16-22), o intérprete da lei não estava satisfeito com o conceito farisaico de justiça (ver DTN, 497). Como o jovem rico, ele estava consciente de uma carência em sua vida que, intuitivamente, ele pressentia que Jesus preencheria. Como Nicodemos (ver com. de Jo 3:2, 3), ele relutava admitir o fato, até para si mesmo. Portanto, em  parte como um meio de negar sua convicção interna, ele passou a “justificar-se”, fazendo parecer que havia dificuldades maiores em realmente amar os companheiros (ver DTN, 498). CBASD, vol. 5, p. 863.

Quem é o meu próximo? Quando uma pessoa faz perguntas sutis das quais sabe ou deveria saber a resposta, é evidente que ela está convicta (cf Jo 4:18-20); mas, por alguma razão, lança desculpas para não fazer o que a consciência lhe diz que deve fazer. No pensamento do intérprete da Lei, pagãos e samaritanos estavam excluídos da categoria “próximo”. A pergunta dele tinha que ver qual dos companheiros israelitas ele deveria considerar como “próximos”.  CBASD, vol. 5, p. 863.

30 Certo homem. Este foi um episódio real (DTN, 499), que era notícia em Jericó, o lar do sacerdote e do levita envolvidos no incidente … Esses dois homens estavam presentes nessa ocasião (DTN, 499). CBASD, vol. 5, p. 863.

de Jerusalém para Jericó. Distância de quase 28 km, com uma descida de 762 m acima do nível do mar para 244 abaixo da superfície do mar. A estrada passava por uma região rochosa e desértica, propiciando a presença de assaltantes que ficavam à espreita para atacar viajantes indefesos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A rota principal de Jerusalém para Jericó seguia o Wadi Qelt, através de uma porção de colinas desabitadas, estéreis e áridas do deserto de Judá. A determinada altura, o Wadi Qelt estreita-se num desfiladeiro rochoso que é refúgio de ladrões desde tempos remotos. Toda a região, com suas muitas cavernas e rochas, provê um esconderijo oportuno para bandidos. CBASD, vol. 5, p. 863.

31 um sacerdote passou de largo. Como se não tivesse visto; na verdade, porque não se importava. A hipocrisia tinha se tornado uma capa, como se fosse para proteger o egoísmo da inconveniência. … Muitas desculpas passaram pelas mentes desses homens enquanto procuravam justificar sua conduta. CBASD, vol. 5, p. 863.

32 levita. Os levitas auxiliavam os sacerdotes nas tarefas do templo. Se ajudassem a vítima, ambos se arriscavam a outro ataque e a um ritual de limpeza que demandaria tempo por tocar numa pessoal potencialmente morta. Andrews Study Bible.

33 Samaritano. Os ouvintes esperariam que um sacerdote e um levita fossem seguidos por um leigo israelita, numa história anticlerical. O samaritano é totalmente inesperado, como é inesperada a sua compaixão. Bíblia de Genebra.

Os samaritanos tinham uma mistura ancestral de judeus e gentios. Judeus e samaritanos possuíam uma longa história de hostilidade mútua, desde o tempo em que os judeus retornaram da Babilônia (Ed 4:1-4). Andrews Study Bible.

Os judeus consideravam os samaritanos mestiços, tanto física (v. nota em Mt 10.5) quanto espiritualmente (v. notas em Jo 4.20, 22). Os samaritanos e os judeus hostilizavam-se abertamente (v. nota em 9.52), mas Jesus asseverou que o amor não tem fronteiras nacionais. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O samaritano sabia bem que se ele fosse a vítima ferida deixada ao lado da estrada, não poderia esperar misericórdia de qualquer judeu comum. No entanto, o samaritano, arriscando-se aos ataques dos salteadores, decidiu auxiliar a pobre vítima. De modo real, a misericórdia demonstrada pelo samaritano reflete o espírito que moveu o Filho de Deus a vir a esta terra resgatar o ser humano. deus não era obrigado a resgatar a humanidade caída. Ele poderia ter passado ao largo de pecadores, como o sacerdote e o levita ignoraram o viajante na estrada para Jericó. Mas o Senhor estava disposto a ser “tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito” (DTN, 25). CBASD, vol. 5, p. 864.

“O bom samaritano” ensina que: 1) Religiosidade não significa, automaticamente, bondade; 2) Nosso “próximo” pode ser alguém fora do nosso grupo, raça ou religião; 3) O amor real requer sacrifício como Cristo demonstrou (cf Rm 5.8). Bíblia Shedd.

34 ferimentos. Do gr traumata, de onde se originam as palavras “trauma”, “traumatismo”, etc. CBASD, vol. 5, p. 864.

35. dois denários. As moedas pagariam a pensão de um homem por vários dias. Bíblia de Genebra.

quando voltar. Possivelmente, na viagem de volta. A confiança que o hospedeiro parece ter no samaritano indica que este último era um negociante que frequentemente passava por Jericó e era conhecido. CBASD, vol. 5, p. 864.

36 Qualparece ter sido o vizinho? (NKJV) Jesus mudou a pergunta original do intérprete da lei de “Quem é o meu vizinho?” para uma mais importante: “Sou eu um bom vizinho?” Andrews Study Bible.

A pergunta passou agora a ser: “Quem revelou por seus atos ser o bom vizinho – o próximo?”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ser um bom “próximo” não é tanto uma questão de proximidade quanto de vontade de carregar os fardos dos outros. Ser bom próximo é a expressão prática do princípio do amor pelo semelhante. CBASD, vol. 5, p. 864.

37 O que usou de misericórdia. Sob tais circunstâncias, os meros pensamentos não tinham valor; o que contou foram as obras. … O “próximo” de uma pessoa é simplesmente quem necessita de seu auxílio. CBASD, vol. 5, p. 864. 

Vai e procede tu de igual modo. em outras palavras, se você deseja conhecer o verdadeiro bom “próximo”, vá e modele sua conduta pela do samaritano. Tal é a natureza da verdadeira religião (Mq 6:8; Tg 1:27). … Deus “permite que tenhamos contato com o sofrimento e a calamidade para nos tirar de nosso egoísmo” (PJ, 388). CBASD, vol. 5, p. 865.

38 num povoado. Betânia, a cerca de 3 km de Jerusalém (Jo 11.1). Bíblia de Genebra.

MartaMaria. Marta era a mais velha das duas irmãs e aquela que administrava os assuntos do lar. Ela era que “O hospedara em seu lar”. … Marta era responsável pelo lar e tinha uma mente prática. Por sua vez, Maria era mais preocupada com as coisas espirituais. CBASD, vol. 5, p. 865.

39 aos pés do Senhor. A posição de um discípulo. Andrews Study Bible.

40-41 A preparação de Marta pode ter sido desnecessariamente esmerada. Maria sabia que ouvir Jesus era uma oportunidade extraordinária demais para dar preferência a outros tipos de preocupações (ver Mc 9.7). Bíblia de Genebra.

Senhor, não Te importas ? Marta sabia, de experiências passadas, que nada conseguiria ao apelar diretamente a Maria. … Ao apelar a Jesus, Marta não apenas envergonhou Maria, como indiretamente censurou a Jesus. O problema real, indicava ela, repousava no fato de que Ele “não Se importava” com a situação ou não tinha intenção de fazer nada a respeito, porque Ele se agradava mais em que Maria O ouvisse do que auxiliando no preparo da refeição. CBASD, vol. 5, p. 865.

41 Marta, Marta. A repetição do nome indica afeição e, algumas vezes, preocupação (ver Lc 22:31; At 9:4). CBASD, vol. 5, p. 865.

te preocupas com muitas coisas. A hospitalidade simples seria suficiente para Jesus; ele não exigia coisas elaboradas. CBASD, vol. 5, p. 865.

42 pouco é necessário. Em vez da nervosa preocupação pelo servir um banquete digno do Senhor, um prato seria suficiente. Bíblia Shedd

uma só coisa. Marta era diligente, rápida e enérgica, mas faltava a ela o espírito calmo e devocional de sua irmã Maria. Ela não aprendera a lição dada em Mateus 6:33, de dar prioridade ao reino de Deus, e um papel subordinado às coisas materiais. CBASD, vol. 5, p. 866.

Maria, pois, escolheu a boa parte. Alguns consideram a expressão “boa parte” [ou “boa porção”] como um jogo de palavras, em que Jesus faz referência ao melhor prato na mesa. “a boa parte”, a “única coisa” necessária para Marta, era uma profunda preocupação pelo conhecimento do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 864.

não lhe será tirada. As coisas materiais em que Marta se interessava seriam tiradas (ver Lc 112:13-21; 16:25, 26). maria estava acumulando “tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome” (Lc 12:33; ver com. de Mt 6:19-21). CBASD, vol. 5, p. 866.



Marcos 10 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

2 aproximaram-se dEle para pô-Lo à prova. A pergunta dos fariseus era hostil. João Batista denunciara Herodes Antipas e Herodias pelo divórcio ilícito (v. 6.17, 18) e, por ter feito essa repreensão, foi lançado no cárcere e depois decapitado. Jesus, agora, estava dentro da jurisdição de Herodes, e os fariseus talvez tenham esperado que a resposta de Jesus levasse o tetrarca a prendê-Lo, assim como prendera João Batista. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 O divórcio jamais contou com a aprovação de Deus, a não ser como o menor entre dois males. Bíblia Shedd.

11-12 O costume judeu dizia que somente o marido poderia dar início ao divórcio, porque o divórcio era parte das leis do direito de propriedade. Tribunais e autoridades não eram envolvidas. Contudo, somente aqui, em Marcos, encontramos uma referência a uma mulher ser capaz de dar início ao divórcio. Esta pode ser uma outra indicação de que a audiência de Marcos seja não judia, muito possivelmente romana. Na lei romana, a mulher também tinha a prerrogativa de se divorciar de seu marido. Andrews Study Bible.

15 como uma criança. O que se compara aqui são a abertura e a receptividade comuns às crianças. O Reino de Deus pode ser recebido somente como dádiva; não pode ser recebido mediante o esforço humano. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O ponto central do texto é que mesmo os pequenos podem ser discípulos de Jesus. Andrews Study Bible.

Jesus apresenta uma criança como modelo para os adultos. A confiança e a amorosa obediência de uma criança representam traços de caráter de grande valor no reino dos Céus. Jesus chama de “pequenas” as crianças que ainda não aprenderam do exemplo negativo dos adultos os pecados da dúvida e da desobediência. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 699.

17 que farei? O rico pensava da perspectiva de acumular atos de justiça para merecer a vida eterna, mas Jesus ensinava que era uma dádiva que deve ser recebida (cf. v. 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 a todas estas coisas eu tenho guardado. Um piedoso e fiel judeu observava todas as 613 leis como listadas nos cinco primeiros livros da Escritura, o Pentateuco. O apóstolo Paulo, que era um fariseu, disse que era inculpável pela observação destes requisitos legais, até ter encontrado a Jesus; então eles se tornaram como lixo em comparação com o dom da justiça que ele recebera de Jesus (Fl 3.4-11). Andrews Study Bible.

21 uma coisa te falta. O amor desse jovem pelas riquezas (v. 22) e a recusa dele em distribuí-las e seguir a Jesus mostram que ele quebrou o maior mandamento de todos: “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6.5; cf Mt 22.37). Bíblia de Genebra.

Vá, venda tudo. O problema principal do jovem eram suas riquezas (cf. v. 22), e por isso Jesus lhe recomendou desfazer-se delas. … Ao doar as suas riquezas, o jovem teria eliminado o obstáculo que o impedia de confiar em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 olhando ao redor. Um quadro vívido descrito por Marcos. Jesus deve ter olhado para os discípulos um após o outro para ver como reagiriam à decisão do jovem rico. CBASD, vol. 5, p. 699.

Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que tem riquezas. A dificuldade não é porque as riquezas sejam um mal em si mesmas e desqualifiquem aqueles que as possuem, mas é porque os ricos são tentados a depender de suas riquezas e podem ser incapazes de admitir que necessitam de Deus. Bíblia de Genebra.

25 camelofundo de uma agulha. Um excelente exemplo da linguagem proverbial e vívida de Jesus, aqui expressando a ideia de impossibilidade (v. 27). A sugestão de que havia um pequeno portão chamado de “fundo da agulha”, através do qual os camelos podiam passar sem carga, não tem apoio e minimiza a figura usada por Jesus. Bíblia de Genebra.

26 maravilhados. Os judeus olhavam para as riquezas ganhas honestamente como um sinal da aprovação de Deus. Se os ricos, que tem “todas” as vantagens que poderiam propiciar a seus corações agradarem a Deus, perecem, quem, então, poderia se salvar? Bíblia Shedd.

Os discípulos entenderam o significado do que Jesus disse. Ninguém pode ser salvo por boas obras. Bíblia de Genebra.

28 deixamos. O verbo gr está no aoristo, tipo de ação que revela uma decisão definitiva. Bíblia Shedd.

29 amor. Se a renúncia não for motivada por um grande amor  a Cristo e ao evangelho (necessário à sua divulgação) nada vale (1Co 13.1-3). Bíblia Shedd.

30 cêntuplo. A fraternidade produzida pelo evangelho tornará todos os cristãos em uma grande família (cf At 2.44-47; 4.32-35; Rm 16.13). Bíblia Shedd.

Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que Lhe deveriam vir. Os doze sabiam dos planos em andamento para tirar a vida do Mestre (ver com. de Lc 13:31; cf. Jo 11:7, 8), mas não acreditavam que, por fim, esses esforços teriam êxito (ver Lc 18:34). CBASD, vol. 5, p. 699.

37 direitaesquerda. É notável a ironia; quem acabou ocupando estas posições, na hora do triunfo de Cristo na cruz foram dois ladrões (15.27). Bíblia Shedd.

38 beber o cálice. Um símbolo do Antigo Testamento para expressar sofrimento e ira (Sl 75.8; Is 51.17-22; Jr 25.15; Ez 23.31-34). Bíblia de Genebra.

45 o Filho do Homem veio para … servir e dar a Sua vida em resgate por muitos. Versículo-chave de Marcos. Jesus veio a este mundo como servo … que sofreria e morreria por nossa redenção, como Isaías predisse com clareza (Is 52.13-53.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

muitos. Ver Is 53.12. Nos escritos do Qumran (Manuscritos do Mar Morto) este é um termo para todos os membros da comunidade. Bíblia de Genebra.

46 E foram para Jericó. A cidade do Jericó do NT estava situada a mais ou menos 1,6 km ao sul das ruínas da cidade de Jericó do AT. Herodes, o Grande, havia embelezado a cidade e tinha um palácio de inverno lá. CBASD, vol. 5, p. 700.

51 Mestre. Heb Rabboni, lit. meu grande ou ilustre (senhor, mestre). Nota textual Bíblia de Genebra.

Uma forma aumentada de “Rabi”, título comum para designar um mestre… Ressalta o reconhecimento e submissão à autoridade de Jesus. Bíblia de Genebra.

Este é o mesma terna expressão que Maria usou quando se dirigiu a Jesus após Sua ressurreição (Jo 20.16). Bartimeu reconheceu Jesus como mais do que um fazedor de milagres. Ele desejou um íntimo relacionamento com Ele. Andrews Study Bible.

que eu torne a ver. Literalmente “recuperar a minha visão”. O texto grego deixa claro que Bartimeu não nasceu cego, mas que se tornou um. CBASD, vol. 5, p. 701.



Marcos 9 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

O relato de Marcos difere dos outros três evangelhos. Todo o seu foco está sobre o poder de Deus. Na mente de Marcos, a melhor maneira de demonstrar o grande poder de Deus é mostrar o que Ele é capaz de fazer. Por isso, as páginas que ele escreveu estão cheias de poderosas obras – milagres – em muito maior número do que os milagres registrados pelos outros evangelistas.

Os milagres registrados em Marcos estão cheios de vitórias sobre o inimigo. Você pode achar um pouco estranho eu dizer isso, mas é por isso que eu amo Marcos. E este capítulo ilustra o que eu quero dizer.

Descendo as encostas da montanha, onde Pedro, Tiago e João tinham recebido o retrato de uma “mini Segunda Vinda”, Jesus descobriu um pai muito perturbado. Este homem buscava uma demonstração do poder de Deus, em benefício de seu filho possuído pelo demônio.

Os discípulos, que tinham permanecido na base da montanha, não estavam à altura da tarefa. Agora a necessidade do pai é canalizada a Jesus nesta questão embaraçosa: “se podes fazer qualquer coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” (Mc 9:22 NVI). Jesus então transformou a questão do desejo do pai em uma exibição externa de poder em convocação à fé interior.

Fé e entrega devem preceder o poder! Jesus procurou chamar o pai em um relacionamento eterno com a Divindade: “Se você pode crer, todas as coisas são possíveis ao que crê” (Mc 9:23 NKJV). A resposta do pai foi imediata, ao ele gritar: “Senhor, eu creio. Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9:24 NKJV).

Esta é a oração perfeita! É a que brota de um coração sincero, quebrado, e desesperado. Esta é a oração que você e eu devemos fazer. Muitas vezes nos achegamos a Deus buscando bênçãos e não relacionamento. Deus está nos convidando a entrar em um relacionamento experimental com Ele e a partir deste relacionamento virá o poder. Deus está procurando um povo a quem Ele possa confiar o grande poder da Chuva Serôdia. E não vai concedê-lo a alguém que não esteja totalmente entregue a Ele. Você está?

Não importa que dificuldades estejam ocorrendo em sua vida neste exato momento, clame a Deus, busque-O de todo o seu coração, submeta a Ele todos os aspectos de sua vida, e Ele responderá a você com o poder.

Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/9/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Marcos 9 
Comentário em áudio 



Marcos 7 by Jeferson Quimelli
6 de dezembro de 2014, 0:30
Filed under: , relacionamento | Tags: ,

Comentário devocional:

É objetivo do inimigo manter a nossa atenção sobre as pequenas coisas da vida, em lugar do que é realmente importante: o nosso relacionamento com o Criador do universo. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17: 3, ARA). Muitas coisas chamarão a sua atenção nesta vida. Diversas “pequenas coisas” surgirão para distraí-lo, impedindo-o de estabelecer um relacionamento de amizade com Cristo. Algumas pessoas, entretanto, reconhecem a sua imensa necessidade e decidem que nada as impedirá de buscar a Jesus.

A mulher siro-fenícia era uma dessas pessoas. Ela tinha ouvido falar de Jesus e estava determinada a obter a ajuda dEle para sua filha possuída por um demônio, independentemente do que teria de suportar. Não demorou muito para ela perceber que o Diabo estava trabalhando por meio dos doze discípulos. Todos eles disseram para Jesus despedi-la (Mt 15:23). E durante algum tempo, até mesmo Jesus pareceu ignorar os seus pedidos de ajuda.

Mas esta filha do Rei não desistiria da bênção almejada apesar dos empecilhos plantados em seu caminho. Sua filha precisava de um milagre: libertação do demônio que a possuía! Ela juntou cada pedacinho de amor que tinha por sua filha, toda promessa de Deus que conhecia e os lançou aos pés de Jesus, de forma que Ele não poderia simplesmente desprezá-la. Ela sabia que até mesmo pequenos cães eram alimentados com o que sobrava da mesa da família e insistiu na petição, confiando no amor e no poder de Jesus. Então o Mestre olhou para ela e disse: “Podes ir; o demônio já saiu de tua filha.” (v. 29 ARA).

Alguém já disse uma vez que se você quiser ter sucesso, “Mantenha em primeiro lugar aquilo que deve estar em primeiro lugar.” Creio que Jesus incluiu a história dessa mulher para que você e eu não desistamos daquilo que é importante.

Você quer ter sucesso em coisas celestiais? Quer permanecer na companhia de Jesus, independentemente das circunstâncias? Então não deixe que nada lhe distraia de aceitar a Jesus e permanecer em Sua companhia. 

Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista 
Conferência Geral

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 7 
Comentário em áudio