Reavivados por Sua Palavra


Como testemunhar para os parentes by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2014, 12:02
Filed under: amor, confiança em Deus, guia divina, sucesso, testemunho | Tags: , ,

Lucas 8:39 “Volte para casa e conte o quanto Deus lhe fez” (NVI).

Aqui vão alguns conselhos que poderão evitar situações embaraçosas em sua família. Tão logo me converti, causei estragos irreparáveis agindo como se fosse um “touro bravo dentro de uma loja de porcelanas”. Forcei a situação para que minha mãe, meu pai e vário amigos meus tomassem sua “decisão por Jesus”. Agi de forma sincera, zelosa, amorosa, gentil e estúpida. Não compreendia que a salvação não acontece com a “tomada de uma decisão”, mas por meio do arrependimento, e o arrependimento é um dom que vem de Deus, não pode ser imposto a ninguém (2Tm 2.25). A Bíblia diz que ninguém poderá vir até o Filho se o Pai não o “atrair” (Jo 6.44). Se você conseguir arrancar da pessoa uma decisão sem que ela tenha convicção do seu pecado, você possivelmente acabará tendo um “natimorto” em suas mãos.

No meu “zelo sem entendimento”, na verdade acabei retardando a salvação das pessoas que mais amava e tentava desesperadamente salvar. Não há nada mais importante para você do que a salvação de seus entes queridos, e ninguém deseja falhar nisso. Se falhar, perceberá que não existe uma segunda oportunidade. Ore fervorosamente por eles, e agradeça a Deus pela salvação deles. Faça com que eles vejam sua fé. Deixe-os sentir sua cordialidade, seu amor genuíno e sua gentileza. Dê-lhes presentes inesperados. Faça coisas que ninguém pediu para você fazer, como lavar a louça, recolher o lixo, etc. Tenha paciência. Ponha-se no lugar deles. Você sabe que encontrou a vida eterna – o aguilhão da morte foi retirado de você! É claro que sua alegria é indescritível. Todavia, quando você analisa a situação do ponto de vista de seus familiares, observa que eles possivelmente pensam em você como alguém que sofreu uma lavagem cerebral e aderiu a algum tipo de seita estranha. Portanto, suas ações amorosas falarão bem mais alto do que dez mil sermões eloquentes.

Por essa razão, evite a todo custo confrontos verbais, pelo menos até que adquira o conhecimento que dirigirá corretamente seu zelo. Ore por sabedoria e sensibilidade para saber o momento propício que Deus concede. Talvez você tenha somente uma bala na agulha de seu revólver, por isso não a desperdice. Fique tranquilo. Se não for devagar, talvez tenha o resto da vida para lamentar o fato de ter sido afoito. Acredite no que estou dizendo. É melhor ouvir um parente ou amigo íntimo dizer: “Fale um pouco a respeito de sua fé em Jesus Cristo” do que insistir com a pessoa para que ela pare e o escute, principalmente se você quiser falar de Jesus num momento em que ela não deseja. Persevere na oração por eles, então você verá que Deus abrirá os olhos de seus parentes para a verdade.

Ray Comfort. Bíblia NVI Evangelismo em Ação.



Lucas 6 by Jeferson Quimelli
21 de dezembro de 2014, 1:00
Filed under: amor, formalismo, oração, sábado | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O capítulo 6 de Lucas é importante porque encontramos preciosos ensinamento de como utilizar bem o dia de sábado, fazendo o bem (6-11), como lidar com pessoas difíceis e sobre o melhor da vida no resumo do Sermão do Monte (20-14).

Menos perceptível, porém mais importante que isso, é que nos capítulos cinco e seis, Lucas usa uma forma literária na qual a mesma afirmação ou ideia introduz e conclui uma seção da Escritura. O capítulo 5 descreve como Jesus lidou com sua crescente popularidade: “multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava”  (Lucas 5:15-16, NVI). Quais foram os resultados das sessões de oração de Jesus no deserto? “O poder do Senhor estava com ele para curar os doentes” (Lucas 5:17). 

Então Lucas conclui essa porção dos seus escritos com outra história de sessões de oração de Jesus resultando em poder de cura: “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos… E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos Seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, que vieram para O ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos” (Lucas 6:12, 13, 17-19, ARA). 

Pela oração Ele conseguia poder para atender solicitamente a todos – tanto às multidões como a cada um, individualmente – sob a tensão dos constantes olhares dos espiões que sempre estavam prontos a criticá-Lo, ao menor pretexto.

Na oração, nós também temos acesso ao mesmo poder para fazer o bem que estava disponível a Jesus. Peça a Deus, ao ler as histórias das multidões que seguiam a Jesus e dos conflitos que se abatiam sobre Ele em todos os lugares, para dar-lhe o poder de curar seus conflitos pessoais e o poder de lidar com as tensões que você enfrenta a cada dia.

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/6/ 
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6 
Comentários em áudio 



Lucas 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
21 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: amor, caráter, religião viva | Tags: , ,

1 sábado. A principal fonte de controvérsia entre Jesus e os fariseus prendia-se ao uso correto do sábado. Eles o cercavam de regulamentos opressivos com o objetivo de evitar que o sábado fosse quebrado. Jesus não defendia tanto a ideia de que os regulamentos deviam ser relaxados, mas insiste que eles entendiam mal o significado do sábado – que era um dia em que as boas obras deviam ser feitas. Bíblia de Genebra.

3 Davi. Nem Deus nem os fariseus condenavam Davi por esta transgressão. Davi foi orientado a agir assim, a fim de preservar sua vida para servir ao Senhor. Bíblia Shedd.

5 Senhor do sábado. Jesus reconhece o sábado como uma instituição vigente e declara Sua autoridade para interpretar como deve ser guardado. Ele quer dizer que Ele é Quem instituiu o sábado na criação (Gn 2:1-3; Êx 20.8-11). Andrews Study Bible.

6 em outro sábado. Parece que os três autores sinóticos [Mt, Mc e Lc] agruparam determinados episódios de conflito entre Jesus e os líderes judeus em ordem temática, não cronológica, para enfatizar a crescente oposição dos escribas e fariseus para com Jesus e Sua obra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 819.

mão direita. Apenas Lucas, com a visão profissional de um médico, observa esse detalhe. … A palavra grega traduzida neste versículo como “mão” pode também incluir o braço, e assim é utilizada pelos autores gregos. CBASD, vol. 5, p. 819.

8 venha para o meio. Para que não houvesse dúvidas a respeito da cura. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 é lícito? Aqueles que, hoje, afirmam que Jesus não considerou a lei de Deus, em outras palavras, que por preceito e exemplo Ele se afastou das reivindicações do quarto mandamento, unem-se aos escribas e fariseus e compartilham do espírito deles. No final de Sua vida terrestre, Jesus afirmou que guardara todos os mandamentos de Seu Pai (ver Jo 15:10). CBASD, vol. 5, p. 820.

Jesus propõe uma escolha entre fazer o bem e fazer o mal no dia de sábado, e não entre fazer o bem e fazer nada. Ele considera a falta de fazer o bem como um mal em si mesmo. Bíblia de Genebra.

Aquele que se recusa em fazer o bem, faz o mal. Andrews Study Bible.

Os escribas e fariseus matavam, no íntimo. … Talvez Jesus tivesse esse quadro em mente quando falou sobre destruir a vida, e procurou dirigir-lhes a atenção ao fato de que a malícia os tornava verdadeiros transgressores do sábado. CBASD, vol. 5, p. 821.

O dia do Senhor é consagrado por meio da prática de boas ações em favor dos outros. Bíblia Shedd.

11 ficaram furiosos. Porque não conseguiam resistir ao raciocínio de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 orar. Para o Filho de Deus, a oração era perfeita comunhão. Bíblia Shedd.

13 chamou Seus discípulos. Entre os que vinham escutar a Jesus, havia um grupo que o seguia regularmente e se dedicava aos Seus ensinos. Havia ao todo pelo menos 72 homens, considerando que esse foi o número enviado numa campanha evangelística (10.1, 17). Posteriormente, 120 crentes esperavam e adoravam em Jerusalém após a ascensão (Atos 1.15). Dentre esses discípulos, Jesus escolheu 12 nessa ocasião para serem Seus apóstolos, que significa “enviados com uma missão especial”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

14 Bartolomeu. “Filho de Tolmai = Ptolomeu”, era, provavelmente, outro nome de Natanael (cf Jo 1.45). Bíblia Shedd.

16 Judas Iscariotes, que se tornou traidor. Nesta época, Judas não era um traidor de fato, apenas potencialmente. Quando foi escolhido, não manifestou tendência à traição. ele não percebeu que determinados traços de caráter, errados e latentes, caso acalentados, o levariam ao vergonhoso clímax de sua vida. CBASD, vol. 5, p. 822.

17 Planura. Este sermão parece ser distinto do Sermão da Montanha (Mt 5.1-7.29), ainda que os paralelos sejam muitos. Bíblia Shedd.

20 olhando Ele para os Seus discípulos. Este sermão mostra para toda a multidão de discípulos (v. 17) o que significa viver como discípulo. Andrews Study Bible.   

Bem-aventurados. Este termo implica mais do que “afortunado” ou “feliz”; é um termo religioso e significa “os que desfrutam do favor de Deus”. Bíblia de Genebra.

22-23 Uma bênção para o perseguido é muito inesperada. E não é para o sofrimento em geral que a bênção é prometida, mas só para o sofrimento que é por “causa do Filho do Homem”. Bíblia de Genebra.

22 quando vos expulsarem. …uma referência à excomunhão da sinagoga (ver Jo 9:22, 34; 12:42; 16:2). … A excomunhão poderia ser permanente, envolvendo a exclusão plena do judaísmo para sempre, ou temporária. … A excomunhão indicava contaminação religiosa e social, ou impureza. CBASD, vol. 5, p. 823.

rejeitarem o vosso nome. Essa rejeição se refere à circulação de calúnias (ver 1Pe 4:14). CBASD, vol. 5, p. 823.

24 ai. Gr Ouaí, sinal de dor ou desagrado, é o contrário de “bem-aventurança” (21-23). A riqueza, a fartura, o prazer e o louvor do mundo material (cf 1Jo 2.15-17) só poderão recompensar com desventura aqueles que O buscam (Tg 5.1-6). Bíblia Shedd.

ricos. Deus pode abençoar uma pessoa com riqueza, mas esta deve ser gasta para ajudar aqueles em necessidade (Lc 1.50-53; 6:30; 12:21, 33; Pv 28:11; Is 58:1-10; At 2:44-45). Aqueles que se orgulham de sua riqueza espiritual também são os alvos deste lamento (p. ex., Lc 18:10-14). Andrews Study Bible.

Aqueles que não tem consciência de sua pobreza espiritual, mas confiam nos seus próprios recursos, colherão desastre no fim. O termo “ai” frequentemente representa um oráculo profético de ruína (p. ex., Ez 34.2). Bíblia de Genebra

O pouco valor que Jesus dava às coisas materiais (ver com. de Mt 5:3) alienava as afeições da classe social que considerava a riqueza e o prestígio como os principais objetivos da vida (ver Mt 6:1-6; etc.), embora o Salvador buscasse levar a salvação a todas as classes sociais, tanto rico como pobres. Na verdade, comparativamente poucas pessoas da classe rica se tornaram amigas de Jesus, sendo que Nicodemos e José de Arimateia são notáveis exceções. Jesus estava preocupado em levar as pessoas a entesourar no Céu e não na terra (ver Mt 6:33, 34; Lc 12:13-33), a fim de que o coração delas estivesse mais intimamente ligado a Deus. Em muitos casos, a riqueza provou ser uma insuperável barreira ao Espírito (ver Mc 10:23, 25; Lc 18:24, 25). CBASD, vol. 5, p. 823.

27-28 amai os vosso inimigos. Revela o radical princípio subjacente ao reino de Deus – amor sacrifical mesmo para aqueles que aparentemente mais indignos deste amor. Andrews Study Bible.

31 assim fazei-o vós. Jesus é o primeiro a dar a “Regra de Ouro” desta forma positiva. Bíblia de Genebra.

Este versículo áureo ensina que a base de todas as relações sociais deve ser o amor genuíno (Gl 5.14; 1Pe 1.22). Bíblia Shedd.

35 emprestai, sem esperar nenhuma paga. A tradução da KJV está baseada na Vulgata, que interpreta: “por este motivo, não espere nada”. Em consonância com a Vulgata, a Igreja Católica proibiu, durante séculos, o empréstimo de dinheiro a juros e, como resultado, os judeus se tornaram os grandes credores e banqueiros da Europa. O contexto de Lucas 6:30 a 35 deixa claro que Cristo não Se refere, aqui, a juros sobre empréstimos, mas ao grande princípio de que os cristãos deveriam ser doadores (v. 30), tratar aos outros com equidade (v. 31), fazer o bem (v. 31, 35) e amar aos outros (v. 32) – sem calcular com antecedência a probabilidade de obter de volta a mesma quantia ou além dela. Os cristãos devem ajudar mesmo em casos aparentemente sem esperança. CBASD, vol. 5, p. 824.

vosso galardão. Nossa motivação não é ter uma vida melhor a fim de adquirir determinadas recompensas, embora elas tenham seu lugar, mas viver corretamente em reconhecimento de que, por si só, isso é uma vida melhor. Um cristão encontra satisfação total em viver em harmonia com os grandes princípios eternos do reino celestial. CBASD, vol. 5, p. 825.

37 Não julgueis. No sentido de censurar com o propósito de destruir a reputação e levar ao desprezo o caráter de outrem. Bíblia Shedd.

…o que Ele adverte aqui é a hipocrisia dos que condenam outros por aquilo de que eles mesmos são culpados (vs 41-42)  e o fracasso em demonstrar misericórdia. Bíblia de Genebra.

39 Não cairão ambos no barranco? Preferivelmente, “poço”. CBASD, vol. 5, p. 825.

40 O discípulo não está acima do seu mestre. Isto é, o aprendiz não está acima do professor. Esta frase é semelhante ao provérbio em que a corrente de água não se eleva acima do nível de sua nascente. … Ou seja, aqueles que posam como professores devem ter clara visão dos assuntos sobre os quais se propõem a instruir. A menos que ajam assim, atingirão um baixo padrão. CBASD, vol. 5, p. 825, 826.

42 Hipócrita. Literalmente, um ator representando alguém que não é. Andrews Study Bible.

43 Não há árvore boa que dê mau fruto. Jesus frisa a necessidade da conversão. Sem o novo nascimento pelo Espírito, o caráter não pode produzir uma vida agradável a Deus, nem pode conduzir outras a Ele (Jo 15.5, 16). Bíblia Shedd.

46-49 Chamar Jesus de “Senhor” é dizer que Ele deve ser obedecido. Bíblia de Genebra.



Marcos 14 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
13 de dezembro de 2014, 0:00
Filed under: amor, Amor de Deus, Evangelho, Julgamento de Jesus, Páscoa | Tags: , , , ,

1 a Páscoa. A Páscoa era uma das mais importantes das festas judaicas, pois celebrava a libertação do povo da escravidão do Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” das casas do povo de Israel (Êx 12.1-30). No tempo de Jesus, a Páscoa era celebrada no décimo quinto dia [14, cf outras fontes] do primeiro mês do calendário judeu (Nisan, que corresponde ao fim de março ou começo de abril). Era observada no último dia antes da primeira lua cheia, depois do equinócio da primavera [dia da primavera em que o dia e a noite tinham o mesmo tempo de duração]. Desde aquele dia, quando os cordeiros pascais eram sacrificados e comidos, todo fermento (que simbolizava o pecado) era removido da casa e só pão sem fermento (asmo) devia ser comido, durante sete dias. Bíblia de Genebra

não durante a festa. Sendo uma das festas de peregrinação dos judeus, a Páscoa levava grande número de pessoas a Jerusalém. Josefo calculou que a população de cinquenta mil aumentava para três milhões de pessoas. Ainda que esses números sejam considerados muito exagerados (duzentos e cinquenta mil é o número mais provável), havia razão para as autoridades tremerem. Bíblia de Genebra.

Pães asmos. A festa judaica que durava oito dias após a Páscoa (8.15n). Bíblia Shedd.

2 durante a festa. O grego do original indica “no meio da multidão”. Bíblia Shedd.

3 uma mulher. De Jo 12.3, sabemos que era Maria, irmã e Marta e Lázaro. Bíblia Shedd.

alabastro. Alabastro é um tipo de gesso em sua forma pura ou translúcida, encontrado em depósitos de calcário, em cavernas e em saídas de correntes de água. Era usado frequentemente para se fazer vasos de unguento e era considerado um item de luxo. Bíblia de Genebra.

frasco de alabastro (NVI). Frasco lacrado com gargalo longo, o qual era partido na hora de usar o conteúdo e continha unguento suficiente para uma só aplicação. Bíblia de Estudo NVI Vida

nardo. Perfume feito de um óleo aromático extraído da raiz de uma planta cultivada especialmente na Índia [Bíblia de Genebra: Himalaia]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

cabeça. Em Jo 12.3 frisa-se a unção dos pés de Jesus. Bíblia Shedd.

derramou sobre a cabeça. Quando um convidado chegava a uma festa, era costume do anfitrião ungir a cabeça do convidado com perfume. Simão parece que não havia feito isso para Jesus. Andrews Study Bible.

5 trezentos denários. Quase o valor de um ano de trabalho. Bíblia Shedd.

7 tende os pobres convosco sempre. Esta não é uma determinação para negligenciar os pobres. A citação é de Dt 15:11. Neste contexto, Deus fala aos filhos de Israel que se eles obedecessem os Seus mandamentos não haveria pobre entre eles. Mas se existissem pobres, o povo deveria estender suas mãos para ajudá-los. Ao longo dos Evangelhos, Jesus sempre está ao lado dos pobres. Mas neste momento, em termos de prioridade, a mulher fez a coisa certa. Andrews Study Bible.

8 Ela fez o que pôde. Ou seja, a mulher fez o melhor uso possível do que tinha nas mãos. Isso é o que Deus espera de todos, nada mais e nada menos. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 716.

ungir-Me para a sepultura. Jesus se refere à unção de cadáveres, com especiarias e perfumes, amplamente praticada na Palestina naqueles dias. Bíblia de Genebra.

10 Judas. Motivado pela avareza, trai ao seu Mestre. Maria, motivada pelo amor, oferece o preciosíssimo perfume (v 3). Bíblia Shedd.

12 primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era 14 de Nisã (corresponde a Abril, época de nossa Páscoa). O cordeiro era sacrificado à tarde (c. 15 h) e comido por pelo menos 10 pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite. Bíblia Shedd.

Pães Asmos. Esta festa simbolizava a remoção do pecado na vida dos crentes israelitas (Êx 12.14-20). A refeição da Páscoa caía no primeiro dia desta festa …, o décimo quarto dia depois do começo do ano judaico (Êx 12.6). Bíblia de Genebra.

sacrifício do cordeiro pascal. Jesus morreu na Páscoa, a festa que celebra o modo como o sangue de um cordeiro protegeu os israelitas do juízo de Deus no Egito. A morte de Jesus mostra a profunda continuidade no plano divino da redenção (cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra

13 Dois dos Seus discípulos. Pedro e João (Lc 22.8). Bíblia Shedd.

homem trazendo um cântaro de água. Podia ser facilmente indicado, porque em geral somente as mulheres carregavam potes de água. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus quis manter secreto o local. Bíblia Shedd.

14 Onde é o meu salão de hóspedes? (NVI). Era costume que quem tivesse um salão disponível em Jerusalém o cedesse, mediante solicitação, a qualquer peregrino que desejasse celebrar a Páscoa. Parece que Jesus tinha combinado previamente com o dono da casa. Bíblia de Estudo NVI Vida

15 Façam ali os preparativos. Isso incluiria os alimentos para a refeição: pães sem fermento, vinho, ervas amargas, molho e o cordeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18 Comendo, reclinados à mesa (NVI). A princípio, a refeição da Páscoa era comida de pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume era comê-lo em posição reclinada. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 Porventura, sou eu? Em gr espera-se resposta negativa. Bíblia Shedd.

20 mete comigo a mão no prato. Pão ou carne eram mergulhados numa tigela central cheia de molho.O detalhe dá ênfase à profunda traição pessoal, uma vez que a comunhão à mesa era uma prova de genuína amizade (cf. 2.16). Bíblia de Genebra.

23 deu graças (NVI). palavra “eucaristia” [Gr Eucharist, Ing Thanksgiving, cf Andrews Study Bible]  deriva do termo grego usado aqui. Bíblia de Estudo NVI Vida.

26 Tendo cantado um hino. Um dos salmos (114-118 ou 136), cantado antes das duas orações finais de celebração da Páscoa. Bíblia Shedd.

28 para a Galileia. O anjo, no túmulo, lembra esta promessa e alude à negação por parte de Pedro (16.7). Bíblia de Genebra.

30 hoje. Segundo o cômputo judaico, ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da semana, e o julgamento e a crucifixão ocorreriam antes do pôr de sol seguinte. CBASD, vol. 5, p. 717.

32 Getsêmani. Jardim ou pomar na encosta inferior do monte das Oliveiras, um dos locais prediletos de Jesus (v. Lc 22.39; Jo 18.2). O nome é hebraico e significa (prensa de azeite”, lugar para espremer o azeite de oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 E, levando consigo. Jesus levou os discípulos mais chegados, desejoso de companhia e conforto destes. Anos depois, eles escreviam tudo o que ali se passou. Bíblia Shedd.

tomado de pavor. Esta expressão é única em Marcos e expressa profundo sofrimento emocional (9.15; 16.5-6). Bíblia de Genebra.

34 vigiai. A oração alerta, urgente e relevante é o único caminho seguro para vencer a tentação (cf 1Pe 5.8s). Bíblia Shedd.

36 Aba. Uma palavra coloquial aramaica para “pai”, que expressa o estreito relacionamento de Jesus com Deus, o Pai. Bíblia de Genebra.

41 Basta! Nos papiros, a palavra grega assim traduzida ocorre em recibos para indicar que o pagamento integral fora efetuado … . Jesus quis dizer que os discípulos haviam dormido o suficiente ou que o debate desse assunto específico estava terminado. CBASD, vol. 5, p. 717.

43 turba. Era um bando composto de guardas do templo comandados por ordem do Sinédrio, juntamente com os servos (escravos) do sumo sacerdote. Bíblia Shedd.

João (18.3) mostra que pelo menos alguns soldados da corte romana estavam no grupo enviado para prender Jesus, junto com os guardas do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

44 beijar. Um sinal de respeito que os discípulos mostravam para com os mestres. Depois de comer no mesmo prato (v. 20, nota), Judas agora finge submissão e respeito. Bíblia de Genebra

48 salteador. …em vista da acusação feita contra Jesus, em Seu julgamento (Lc 23.2), a tradução “insurrecionista” fica melhor. Bíblia de Genebra.

49 todos os dias. Temos aqui uma sugestão confirmando que o ministério de Jesus em Jerusalém foi mais amplo do que Marcos relata. Só João nos fornece dados mais completos sobre a atividade de Jesus na Judeia. Bíblia Shedd.

50 todos fugiram. O abandono vergonhoso de Jesus por parte dos discípulos adverte a futuros crentes da urgência de vigiar e orar para não escaparem de Sua presença. Bíblia Shedd.

51 um jovem. Teria sido o próprio Marcos (cf At 12.12, 25; 13.13; 15:37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11). Possivelmente, Judas e a turba foram primeiro à casa de Marcos (local do cenáculo, vv 14 ss) para prender a Jesus. Marcos, acordado depressa, sem tempo para vestir, os teria acompanhado até o jardim. Quase foi preso nessa ocasião. Bíblia Shedd.

55-65 É provável que tenhamos, aqui, um relatório do procedimento que houve no Sinédrio, por parte de um dos líderes que ali estivera e que mais tarde se tornou crente em Cristo (cf At 6.7). Bíblia Shedd.

61. Bendito. Uma forma de designar a Divindade, a fim de evitar o uso do sagrado nome de Yahweh (ver vol. 1, p. 149, 150). CBASD, vol. 5, p. 717.

62 És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Segundo a opinião comum dos judeus, o Messias não seria divino. Jesus reivindica Sua plena divindade. Bíblia Shedd.

65 cuspir nele. Cuspir no rosto indicava exclusão do grupo (Nm 12.14-15), como se fosse por impureza ritual. Neste ponto o Sinédrio rompeu definitivamente com Jesus. Bíblia de Genebra.

vendaram-Lhe os olhos (NVI). Uma antiga interpretação de Is 11.2-4 sustentava que o Messias podia julgar pelo olfato, sem a ajuda da vista. Bíblia de Estudo NVI Vida

66-72 Estes vv procedem, diretamente, das palavras de Pedro, principal fonte de informações deste evangelho de Marcos. Não esqueçamos que, ainda que Pedro tivesse negado a Cristo, foi ele quem ainda teve coragem de seguir a Jesus até à corte de Caifás e ali ficar durante longas horas. A história de sua negação é contada em todos os evangelhos para mostrar a graça perdoadora do Senhor desprezado. Bíblia Shedd.

68 Não o conheço, nem sei do que você está falando (NVI). Forma comum no direito judaico de apresentar uma negação formal e jurídica. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70 galileu. Os judeus da Judeia desprezavam os judeus da Galileia, pois eram considerados cultural e religiosamente inferiores. Os modos e o sotaque de Pedro denunciaram-no, especialmente no pátio de um aristocrata saduceu. Bíblia de Genebra.



Mateus 22 by Jeferson Quimelli
23 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: amor, parábolas, Reino de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Mateus 22 inclui várias histórias dentro do tema do desafio ao qual Jesus está sendo submetido pelos líderes religiosos. Quero focar, entretanto, os versos 34-40. Como especialista em ética, me é muito interessante esta história do doutor da lei pedindo a Jesus que identifique o “maior mandamento da lei”. Por que fazer tal pergunta?

Quando o doutor (ou: intérprete, ARA; perito, NVI) da lei  se refere à “lei”, ele quase certamente estava se referindo à Torá, os cinco livros de Moisés. Na época de Cristo, os rabinos já há muito tempo haviam contado os mandamentos da Torá e haviam  encontrado 613 deles (incluindo os 10 mandamentos). Observar estas 613 leis havia se tornado o ponto focal para recuperar a bênção de Deus e evitar outro cativeiro como o babilônico. Esta questão, que envolvia forte vigilância interna e externa, no entanto, levava a um problema.

Se a pessoa não fosse um “doutor da lei” (ou seja, um estudioso da Bíblia), como poderia este inexperiente “homem comum” se lembrar de todos os 613 mandamentos? Seria um grande desafio para a grande maioria das pessoas manter o controle sobre mais de 600 regras. Mesmo que tivesse uma lista escrita, a pessoa média certamente esqueceria algumas. Assim, a pergunta lógica seria: que mandamento, ou mandamentos, seria o maior, o mais crítico e importante, que uma pessoa deveria ter cuidado para não esquecer? Os advogados estavam aparentemente debatendo este problema entre si. A pergunta feita a Jesus sugere que, a fim de ajudar as pessoas a resolver esta questão, os peritos da lei classificaram os mandamentos, alguns como mais importantes e outros como menos importantes, ou descartáveis. Assim, se a pessoa perdesse o controle de todos os 613 mandamentos, seria melhor esquecer um dos menores mandamentos, não um dos maiores.

Jesus responde apresentando uma visão holística e indivisível dos mandamentos de Deus, que contrastava radicalmente do senso comum. Há, de fato, apenas duas ideias centrais em todos estes mandamentos: Amar a Deus acima de tudo e amar o próximo. Todo o resto deriva destes dois. Portanto, o homem comum não precisa lembrar de 613 mandamentos. Ele só precisa de dois e com o pensamento santificado, ele pode descobrir as suas várias aplicações.

Podemos cair na tentação de organizar os mandamentos de Deus como mais ou menos importantes e assim não nos sentirmos responsáveis em certas situações.

Que, em lugar de procurar exceções às nossas responsabilidades ou inventarmos novas categorias de regulamentos para nós mesmos e para os outros, possamos descobrir o poder dos dois grandes mandamentos.

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/22/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 22 
Comentário em áudio 



Mateus 18 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
19 de novembro de 2014, 0:00
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Nota: Observe que o Comentário Bíblico Adventista deixa muito clara a belíssima interpretação de que todo o capítulo 18 compõe a resposta de Jesus à pergunta: “Quem é o maior?”. A resposta é: Aquele que é capaz de perdoar de coração, como uma criança…

1-35 Este capítulo é o quarto dos cinco grandes discursos, em Mateus. Bíblia de Genebra.

1 Naquela hora. Esta instrução foi dada no mesmo dia em que ocorreu o incidente sobre o tributo no templo. … A discussão entre os discípulos .. atingiu o clímax no momento em que o grupo entrou em Cafarnaum. A referência de Jesus sobre ir novamente a Jerusalém (ver Mt 16:21), de onde Ele tinha estado ausente por quase um ano e meio (ver com. de Jo 7:2), tinha reavivado no coração dos discípulos esperanças equivocadas … de que havia chegado o tempo de Jesus estabelecer Seu reino. … Todo o discurso [cap 18] pode muito bem ser intitulado: “Como lidar com as diferenças de opinião e conflitos que surgem na igreja”. O grande problema que tornou necessário o discurso foi um grave choque de personalidades entre os doze. Era necessário resolver isso para que a unidade do grupo fosse preservada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 469.

Quem … é o maior? Os discípulos se consideravam os mais altos oficiais do reino. No reino da própria imaginação, a posição ocupava o primeiro lugar, fazendo-os esquecer o que Jesus lhes dissera sobre o sofrimento e a morte. A opinião preconcebida efetivamente isolava a mente contra a verdade. CBASD, vol. 5, p. 470.

3 Este não é um chamado para ser “infantil”. Era deste modo que os discípulos estavam agindo em sua disputa para ser o maior. O chamado de Jesus é para ser “como uma criança” – desenvolver a humildade, inocência e dependência que é facilmente encontrada nas crianças. Andrews Study Bible

6 fizer tropeçar. Aqui, Jesus Se refere principalmente a qualquer coisa que possa causar desunião entre os irmãos. Paulo admoesta os cristãos maduros a não fazer nada que leve um cristão imaturo a tropeçar (1Co 8:9-13). CBASD, vol. 5, p. 470.

pedra de moinho. Do gr. mulos onikus, literalmente, “uma pedra de moinho de jumento”, isto é, uma pedra tão grande que era necessário um jumento para movê-la. CBASD, vol. 5, p. 470.

Isto é, pedra de moinho girada por jumento – bem maior e mais pesada que as pequenas (24.41), manipuladas pelas mulheres todas as manhãs em casa [24.41]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 corta-o. Jesus não está sendo literal aqui. Ele está enfatizando a seriedade de fazer com que um irmão fraco se extravie. Infelizmente, alguns cristãos através dos séculos entenderam literalmente este ensino de Jesus e se mutilaram, no que consideraram ser uma obediência à instrução de Jesus neste verso e em outros similares (5:29; 19:12). O exemplo mais famoso foi Orígenes, o pai da igreja do terceiro século, que se castrou por causa de seus pensamentos lascivos [de forte desejo sexual].  Andrews Study Bible.

10 A referência aos pequeninos pode ser tanto à criança quanto aos neófitos da fé. O escândalo e o desprezo a estes novos teria efeito negativo no exemplo ou ensino, afastando-os da fé. Bíblia Shedd.

12-14 A parábola da ovelha perdida também se acha em Lc 15.3-7. Ali se aplica aos incrédulos, mas aqui aos crentes. Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações diferentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 indo procurar. A salvação consiste não na busca do homem por Deus, mas na busca de Deus pelo homem. O raciocínio humano vê na religião nada mais do que tentativas humanas de encontrar paz e resolver o mistério da existência, encontrar uma solução para as dificuldades e incertezas da vida. É verdade que no fundo do coração humano há um desejo dessas coisas, mas o ser humano, por si só, nunca pode encontrar a Deus. A glória da religião cristã é que ela conhece um Deus que tanto Se preocupa com o ser humano que deixou tudo a fim de “buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). CBASD, vol. 5, p. 472.

a que se extraviou. Do gr. planao, “desviar-se”, “vagar” ou “levar ao erro”. Nossa palavra “planeta” vem da palavra grega relacionada planetes, que significa “errantes” (ver Jd 13). os planetas do sistema solar receberam esse nome porque parecem vagar sem rumo, entre as estrelas aparentemente “fixas”. CBASD, vol. 5, p. 472.

15 pecar. Evidentemente, o “irmão” que “erra” é o mesmo que a “ovelha” que “se extraviou”. CBASD, vol. 5, p. 472.

mostre-lhe o erro (NVI). Esta é mais do que uma advertência sábia, é um mandamento. “Somos tão responsáveis pelos males que poderíamos haver reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação” (DTN, 441). CBASD, vol. 5, p. 472.

entre ti e ele só. Fazer circular relatos sobre o que “teu irmão” possa ter feito tornará mais difícil, talvez mesmo impossível, chegar até ele. Aqui, talvez mais do que em qualquer outro aspecto das relações interpessoais, é nosso privilégio aplicar a regra de ouro … Quanto menos publicidade for dada a um ato errôneo, melhor. CBASD, vol. 5, p. 472.

ganhaste teu irmão. Alguém já disse que a melhor forma de nos desfazer de nossos inimigos é fazer deles nossos amigos. CBASD, vol. 5, p. 472.

Estes três estágios para tratar com o cristão em pecado constituem o coração de toda disciplina eclesiástica. O objetivo é levar ao arrependimento, enquanto procura reduzir a consciência pública do referido pecado ao mínimo. Em hipótese alguma deve este assunto ser propagado ao mundo em geral. Bíblia de Genebra.

16 uma ou duas pessoas. Estas “mais uma ou duas pessoas” não estão pessoalmente envolvidas, portanto estão em posição melhor para expressar uma opinião imparcial e aconselhar o irmão ofensor. CBASD, vol. 5, p. 472.

17 considera-o como gentio ou publicano. Caso haja desrespeito à igreja, o culpado deve ser excluído da comunhão e tratado como a um pagão (o que não deixa de estar dentro do objetivo do amor). Bíblia Shedd.

pagão (NVI). Para os judeus, significava qualquer tipo de gentio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A sociedade judaica geralmente não se socializava com gentios ou coletores de impostos. A remoção do corpo de membros da igreja é o primeiro passo no processo que visa trazer pessoas ao arrependimento e reconciliação. … Contudo, os termos usados por Jesus nos lembram do Seu exemplo ao tratar com pecadores e coletores de impostos (9:9-11; 11:19). Seu cuidado amoroso e perdão demonstram como a igreja deveria tratar aqueles que estão desligados, buscando a restauração definitiva de todos os pecadores. Andrews Study Bible.

19-20 Estes versículos devem ser tomados no seu contexto mais amplo, como tratando ainda da disciplina na igreja. Bíblia de Genebra.

20 A declaração de Mt 18:20, é claro, é verdadeira em sentido geral, embora, no contexto do capítulo (v. 16-19) se refira principalmente à igreja em sua capacidade oficial de lidar com um membro ofensor. CBASD, vol. 5, p. 473.

A congregação que se reúne em nome de Cristo é a que O tem em seu meio. Bíblia Shedd.

21 até sete vezes? Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Bíblia Shedd.

O perdão, seja da parte de Deus, seja da parte do homem, é muito mais do que um ato judicial, é a restauração da paz onde havia conflito (cf. Rm 5:1). mas o perdão vai além e envolve o esforço de restaurar o próprio irmão que erra. CBASD, vol. 5, p. 474.

22 até setenta vezes sete. Se o espírito de perdão age no coração, a pessoa está tão pronta a perdoar aquele que se arrepende pela oitava vez como na primeira vez, tão pronta a perdoar na 491ª vez como na oitava. O verdadeiro perdão não se limita a números; além disso, não é o ato [do perdão] que importa, mas o espírito que precede o ato. CBASD, vol. 5, p. 474.

23-25 A parábola do credor sem compaixão ensina a Pedro o motivo pelo qual deve-se perdoar sem limites. Deus perdoou-nos tanta coisa ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós é irrisória em comparação a isto. Perdoá-lo seria o mínimo que poderíamos fazer, refletindo, assim, algo da bondade divina que tem sido derramada em nossas vidas (6.14, 15). Bíblia Shedd.

24 dez mil talentos. Um talento era a mais alta medida monetária da moeda corrente, e era equivalente a seis mil denários ou dracmas. … Uma tal soma de dinheiro era praticamente incontável e ilustra a enorme dívida do pecado em que todos temos incorrido diante de Deus. Bíblia de Genebra.

Cerca de 215 toneladas de prata, o suficiente para contratar 10 mil trabalhadores por 18 anos. CBASD, vol. 5, p. 474.

Cerca de 60 milhões de vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

O verdadeiro perdão: 1) Cristo ensinou-nos a perdoar sempre; 2) Isto refere-se especialmente a ofensas praticadas contra nós mesmos; 3) Pelo fato de também sermos pecadores, não nos compete julgar com demasiado rigor às faltas do nosso próximo; 4) Deus, finalmente, julgará a todos segundo Sua reta justiça: que será de nós se não praticarmos misericórdia? (Tg 2.13). Bíblia Shedd.

28 cem denários. Cerca de 100 vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

35 perdoar. O ensino principal da parábola. Bíblia de Estudo NVI Vida.

do íntimo. O problema na pergunta de Pedro … foi que o tipo de perdão a que ele se referia não era do coração, mas, sim, um tipo mecânico e legalista de “perdão”, com base no conceito de obtenção de justiça pelas obras. Como foi difícil para Pedro entender o novo conceito de obediência do coração, motivada pelo amor a Deus e aos seus semelhantes! Isso completa a resposta de Jesus à pergunta de Pedro (v. 21), resposta que também trata indiretamente da pergunta: “Quem é o maior no reino dos céus? (v. 1). O “maior” é simplesmente aquele que, “de coração”, reflete sobre a misericórdia do Pai celestial e que faz “o mesmo” em relação a seus semelhantes. … As palavras de perdão, por mais importantes que sejam, não são de primordial importância aos olhos de Deus. Pelo contrário, é a atitude de coração que dá às palavras a plenitude de sentido que, de outra forma, lhes faltaria. A aparência de perdão, motivada por circunstâncias ou por objetivos escusos, pode enganar aquele a quem é atribuída, mas não Aquele que vê o coração (1Sm 16:7). O perdão sincero é um aspecto importante da perfeição cristã. CBASD, vol. 5, p. 475, 476.



Mateus 12 by Jeferson Quimelli
13 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Neste capítulo, Jesus está ensinando e ministrando ao povo na sinagoga, especificamente aos fariseus. Os fariseus não estão abertos aos Seus ensinamentos e O estão testando. Jesus diz que é “é permitido fazer o bem no sábado” (v. 12 NVI) Ele está falando aos fariseus na linguagem que eles entendem. Aos judeus tinham sido dados os Dez Mandamentos e os livros de Moisés. Havia também “tradições” que acompanhavam essas leis e às pessoas comuns tinha sido ensinado que deveriam seguir estas tradições para o bem de sua fé. Aos olhos dos fariseus, Jesus estava abertamente quebrando o sábado. Ele estava “fazendo um trabalho” em um dia de descanso.

Jesus e os discípulos tinham ministrado às pessoas e estavam com fome. Ao entrarem em um campo, arrancaram espigas e as comeram. Jesus curou um homem com uma mão deformada e expulsou um demônio de um homem. Todas essas ações foram consideradas como impróprias para o sábado pelos fariseus. Eles estavam cegos de raiva a respeito de Jesus e tão focados na rigidez de suas regras que perderam a bela mensagem de amor e deixaram de perceber a importância dos milagres de Jesus e o poder do Messias.

Não conseguimos imaginar Jesus falando aos discípulos: “Se vocês tivessem realmente se preparado para este dia, teriam trazido comida consigo! Vocês deveriam ter trazido com vocês um bocado de pão embalado na sexta-feira!” Não, Ele não disse isso. Ele deixou-os colher as espigas do cereal, provavelmente milho. O foco não estava na “atividade ou trabalho”, mas na missão e na intenção. 

Quando os fariseus criticaram Jesus por ter expulsado o demônio, acusando-O de trabalhar para Satanás, Jesus disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, então, subsistirá seu reino?” (vv 25, 26, NVI).

A tradição, às vezes, pode ser um obstáculo entre nós e Deus. De acordo com Jesus, o foco não está em regras e formalidades, mas no amor na prática. Devemos “Amar ao Senhor com todo nosso coração e amar ao próximo como a nós mesmos”.  

Se desenvolvermos um relacionamento íntimo com Deus e permitirmos que o Seu Espírito trabalhe através de nós, seremos como Jesus e praticaremos obras de amor. Peçamos a Deus que nos conceda esta experiência. 

Joey Norwood Tolbert
Cantora e compositora cristã



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/12/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 12

Comentário em áudio  



Mateus 8 by Jeferson Quimelli
9 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Em seus últimos anos, Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, criou um “novo” evangelho, ao qual ele chamou de: “A Vida e os Costumes de Jesus de Nazaré”. Usando uma lâmina de barbear, Jefferson recortou e colou alguns versos que ele selecionou dos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João, colocando-os em ordem cronológica. Ele misturou trechos de um Evangelho com os de outro, criando uma narrativa única. Mas em sua composição ele excluiu todas as seções do Novo Testamento que continham aspectos sobrenaturais. Em outras palavras, ele criou o seu próprio evangelho sem milagres.

Thomas Jefferson podia aceitar Jesus, mas ele não aceitava Seus milagres. No entanto, ao excluir os milagres dos Evangelhos ficamos com muito pouco de Jesus, porque sem milagres não podemos conhecer plenamente o que Jesus realmente é: o Filho de Deus.

Quando Jesus terminou o Sermão da Montanha, “as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade” (Mat. 7:28-29 NVI). Ao colocar o Sermão do Monte nesta parte específica do Evangelho, Mateus apresenta a autoridade de Jesus, em primeiro lugar, na pregação.

A coleção de milagres relatados por Mateus demonstra inequivocamente a autoridade de Jesus.

Em primeiro lugar, Jesus tem autoridade sobre as doenças. Mateus demonstra isto apresentando histórias de cura do leproso, do servo do centurião e da sogra de Pedro (versículos 1-17).
Em segundo lugar, Jesus é apresentado como aquele que tem autoridade sobre a natureza, quando Ele acalma a tempestade (versos 23-27).
Em terceiro lugar, Jesus tem autoridade sobre os poderes demoníacos (versos 28-34).

Hoje podemos enfrentar doenças, mas lembremo-nos de que Jesus tem autoridade sobre elas.
Nossos campos podem estar sob perigo de seca, mas lembremo-nos de que Jesus tem autoridade sobre a natureza.
Finalmente, podemos ser atormentado por demônios, mas lembremo-nos que mesmo os demônios sabem quão poderoso é o nosso Senhor Jesus.

Oleg Kostyuk
Hope Channel



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 8 

Comentário em áudio



Mateus 7 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 não julgueis. Não se proíbe o uso de critérios sãos. O que é proibido é o espírito de crítica, que aumenta o erro alheio. Bíblia Shedd.

Jesus se refere em em especial ao fato de julgar as intenções de outra pessoa, não ao fato de julgar se seus atos são certos ou errados. … Jesus não se refere à percepção da qual o cristão deve distinguir o certo e o errado (Ap 3:18; cf. T5, 233), mas sim ao hábito da crítica e da censura, em geral, injusta. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol 5, p. 369.

3 cisco … viga. Exemplo de hipérbole nos ensinos de Jesus. … Seu propósito é deixar uma lição bem clara. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 trave. O cristão que descobre o erro do irmão irá corrigi-lo “com espírito de brandura” (Gl 6:1), considerando que ele próprio pode ter sido tentado e pode ter caído naquele mesmo ponto, ou pode cair no futuro. CBASD, vol 5, p. 369.

5 verás claramente. Somente quando a pessoa está disposta a sofrer, se preciso for, para ajudar um irmão errante, ela deixa de ser cega para ajudá-la. CBASD, vol 5, p. 370.

6 o que é santo. O obreiro do evangelho não deve perder tempo com aqueles que “só fariam do evangelho um objeto de contenção e ridículo”. CBASD, vol 5, p. 370.

7 pedi. Esta passagem nos encoraja a sermos persistentes em buscar a Deus e Ele nos dará todas as dádivas que Ele sabe que precisamos. Andrews Study Bible.

12 Longe de pagar o mal com o mal, devemos fazer o bem a todos. Foi assim que Deus respondeu à rebelião dos homens oferecendo-lhes a salvação pela graça (Ef 2.8, 9).  Bíblia Shedd.

Apenas aqueles que fazem da regra áurea sua lei para a vida e a praticam podem esperar ser admitidos no reino da glória. A atitude para com  o próximo é um indicativo infalível da atitude para com Deus (ver 1Jo 3:14-16). … A regra áurea toma o egoísmo supremo (o que gostaríamos que os outros nos fizessem) e o transforma em suprema abnegação (o que devemos fazer para os outros). Essa é a glória do cristianismo. CBASD, vol 5, p. 371.

esta é a Lei. Cristo nega de forma enfática que o princípio apresentado na regra áurea seja algo novo; é a própria essência da lei, dada por Moisés (a Torah), e o que os profetas escreveram; em outras palavras, todo o AT. … Quem atribui a lei do amor apenas ao NT, e relega o AT ao esquecimento, como um sistema religioso obsoleto, critica o Mestre, que declarou especificamente que não veio para mudar os grandes princípios contidos na “Lei” e nos “Profetas”. … Todo o Sermão do Monte, de Mateus 5:20 a 7:11 ilustra essa grande verdade. CBASD, vol 5, p. 371.

13, 14 porta estreita. Jesus chama o caminho do céu de “porta estreita” ou “caminho apertado” … porque na prática muito poucas pessoas renunciam ao eu-próprio para procurar a Deus.  Bíblia Shedd.

15 falsos profetas. Um verdadeiro profeta é aquele que fala no lugar de Deus. Um falso profeta é alguém que finge estar falando no lugar de Deus, quando na realidade fala apenas dos pensamentos pervertidos de seu próprio coração. CBASD, vol 5, p. 372.

22 profetizamos. No NT, esse verbo significa em primeiro lugar transmitir uma mensagem da parte de Deus, não necessariamente uma predição. Bíblia de Estudo NVI Vida.

muitos milagres. As Escrituras deixam claro que a realização de milagres não é em si eidência conclusiva de que o poder divino está em operação. O maior milagre de todos os tempos e da eternidade é uma vida transformada à semelhança divina (ver DTN, 406, 407).  CBASD, vol 5, p. 373.

25 ventos. Os “ventos” da tentação e das provas (DTN, 314), ou os ventos dos falsos ensinos que tendem a retirar a pessoa do firme fundamento da fé (Ef 4:14).  CBASD, vol 5, p. 374.

edificada sobre a rocha. Isto é, sobre os ensinamentos de Cristo. neste caso particular, os ensinos do Sermão do Monte (v. 24).  CBASD, vol 5, p. 374.

26 homem insensato. “Insensato” porque não fez o que sabia que deveria ser feito (comparar com o homem sem a veste nupcial [Mt 22:11-13] e com as cinco virgens néscias [Mt 25:2, 3]).  CBASD, vol 5, p. 374.

sobre a areia. Aquele que não dá ouvidos ao evangelho constrói sobre a instável areia do eu, sobre seus próprios esforços (MDS, 152) e sobre teorias e invenções humanas (DTN, 314).  CBASD, vol 5, p. 375.

29 Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Não por meio de dogmas, mas com Sua própria autoridade, em vez de citar expositores anteriores da lei, como faziam os rabis. Observe o uso frequente nos evangelhos da expressão “em verdade vos digo”. … O ensino dos escribas era dogmático e baseado em tradições dos anciãos. No método de Cristo havia poder vivificante, bem como nas verdades que apresentava, em contraste com o formalismo morto dos ensino dos escribas.  CBASD, vol 5, p. 375



Miqueias 6 by Jeferson Quimelli
2 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: amor, , fidelidade, Justiça, trabalho | Tags: , ,

Comentário devocional:

Se Miqueias estivesse escrevendo para nós, hoje, ele poderia perguntar: “Você acha que o Senhor ficaria satisfeito somente com a sua presença em todos os cultos, com o fato de você trabalhar como diácono ou como um ancião ou mesmo por dar uma oferta de alta porcentagem de sua renda?”

“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”(Mq 6:8).

É muito mais fácil fazer coisas que são facilmente mensuráveis (como ofertar boa parte de sua renda ou trabalhar pela igreja) do que agir com justiça. É mais fácil discutir sobre a idade da Terra ou outros pontos controversos da doutrina do que ser misericordioso para com todos. A prática de certas ações exteriores podem nos fazer sentir especiais e espiritualmente satisfeitos.

“Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputarem sobre qualquer ponto de somenos importância. Procura assim desviar a atenção do verdadeiro assunto. Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina?” (O Desejado de Todas as Nações, p. 396). 

Não são as grandes obras, mas, sim, aquelas feitas pela fé, com espírito justo, fiel e humilde que mais agradam a Deus. Quando as fazemos pela fé, é Ele Quem as faz por nós. Que, ao trabalharmos por Deus, foquemos menos nos detalhes e mais na salvação e o bem estar de nosso próximo. Que Deus nos conceda esta experiência hoje!

Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/6/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Miqueias 6 

Comentário em áudio