Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 12, Comentado por Rosana Barros
19 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (v.3).


Perante um tribunal inquisitor estava um homem cujo caráter foi definido como “homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At 6:5). “Estêvão, cheio de graça e poder” (At 6:8), realizava no meio do povo grandes sinais e prodígios. Eleito um dos diáconos da igreja primitiva, ninguém podia-lhe “resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (At 6:10). Contudo, como sucedeu com Jesus, testemunhas falsas foram subornadas para depor contra aquele servo de Deus. Mas, diante de todos os que estavam no Sinédrio, repito, diante de todos, o rosto de Estêvão brilhava “como se fosse rosto de anjo” (At 6:15).

O relato bíblico acerca deste homem de Deus nos revela uma espécie de trajetória pré segundo advento. Cheio da plenitude do Espírito Santo, ele foi eleito para levar cura e restauração à vida das pessoas através do ministério de “servir às mesas” (At 6:2). E assim serão achados os salvos antes da volta de Jesus, como Ele mesmo afirmou: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; estive enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt 25:35-36).

E, discorrendo acerca de toda história do povo de Israel, Estêvão citou Moisés como aquele que “cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam” (At 7:25). E, findando o discurso, diante de uma multidão enfurecida contra ele, “Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à Sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At 7:55-56). Depois disto, apedrejado até à morte, Estêvão “adormeceu” (At 7:60) para aguardar a bendita esperança: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna” (v.2).

Amados, conseguiram entender o que se deu no relato sobre Estêvão? É um resumo do que sucederá aos justos antes do Grande Dia da volta de Jesus. Perante uma sociedade pretensamente religiosa, os santos padecerão severas perseguições e sofrerão um “tempo de angústia, qual nunca houve” (v.1). Cheios do Espírito Santo, assim como Estêvão, “resplandecerão como o fulgor do firmamento”, conduzindo muitos à justiça (v.3). E diante de um mundo enfurecido, semelhante à sentença dada à nação israelita, a visão de Estêvão tornar-se-á realidade quando “Miguel, o grande príncipe”, Jesus, o Senhor dos Exércitos, Se levantar para salvar o Seu povo “e todo aquele que for achado inscrito no livro” (v.1).

O último capítulo do livro de Daniel é uma inconfundível carta de alforria aos sábios de Deus. Entendendo a ordem do Mestre, e o que está escrito: “O fruto dos justos é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio” (Pv 11:30), sairão a pregar mediante o exemplo da própria vida escondida em Cristo. E, mesmo sem proferir uma só palavra, seus rostos manifestarão o resplendor da luz do Céu. Daniel queria entender tudo aquilo que lhe foi revelado, mas aquela mensagem não era para o seu tempo, mas para o nosso. E quando as fogueiras da perseguição forem reacendidas, e, perante multidões iradas, formos ameaçados de morte, as pedras do ódio diabólico cairão ao chão perante a gloriosa presença de um Deus que romperá esta atmosfera para nos dizer: “Vinde benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34).

O livro não mais está selado. Jesus venceu para abrir o livro, e prometeu: “Já não haverá demora” (Ap 10:6). E concluiu: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). O passo a passo da vida de Estêvão nos deixou uma clara definição do que significa “muitos serão purificados, provados e embranquecidos” (v.10). Precisamos parar de nos vitimizar perante as provações e entender que elas não são instrumentos de morte, mas de vida. Deus jamais permitirá que sejamos tentados além do que possamos suportar (1Co 10:13), mas não nos livrará de entrarmos em uma cova de leões, ou em uma fornalha ardente, ou ainda perante um tribunal mentiroso, se isto for necessário para a nossa salvação e para o cumprimento da missão que Ele nos confiou: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Então, a promessa final será vivida e sentida diariamente: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”  (Mt 28:19-20).

Você entende realmente o que verdadeiramente importa para Deus? “Importa-vos nascer de novo” (Jo 3:7). Se você ainda não tomou a decisão que define a sua entrada no caminho estreito; se você ainda está adiando a decisão de dar o primeiro passo na direção dAquele que, por você, deixou pegadas de sangue na trilha até o Calvário, meu irmão e minha irmã, não seja como os perversos que não entenderão (v.10) e nem como o povo de Israel que não compreendeu. Mas, como Estêvão, como Moisés e como Daniel, seja a mensagem que o mundo precisa ver e ouvir. E, ainda que morras, “ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança” (v.13).

Bom dia, sábios missionários de Deus!

Desafio do dia 3/21: Oremos pelo batismo diário com o Espírito Santo e assim sejamos cristãos missionários, apressando a volta de Cristo, nosso Salvador.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel12
#RPSP

Deixe seu comentário:



DANIEL 11, Comentado por Rosana Barros
18 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (v.32).


Gosto muito do episódio narrado em Atos 8:26-31, onde Filipe é enviado a falar a um etíope eunuco, um importante oficial da rainha da Etiópia, com o fim de lhe explicar uma porção das Escrituras. Guiado pelo Espírito Santo, Filipe se aproxima daquele homem e lhe faz a seguinte pergunta: “Compreendes o que vens lendo?” (At 8:30). E a resposta do eunuco retorna com outra pergunta: “Como poderei entender se alguém não me explicar?” (At 8:31). Então, Filipe o ensina, o homem entende a verdade e, sem perder mais tempo, pede para ser batizado.

Com surpreendente precisão, cada detalhe narrado em Daniel 11 foi cumprido no curso da história. Mas, para que eu pudesse afirmar isso, homens de Deus, guiados pelo Espírito Santo, se debruçaram sobre a Bíblia e, examinando a história secular, descobriram que a Palavra Inspirada estava narrando eventos já ocorridos. O Senhor tem usado “Filipes” modernos para, à semelhança daquele diácono e de Daniel, declarar “a verdade” (v.2) ao mundo.

Com relação à parte histórica, podemos resumir da seguinte forma:

  1. Os quatro reis que sucederam o reinado de Ciro (v.2): “Cambises (530-522 a.C.), Falso Smerdis ou Gaumata (522 a.C.), que ficou poucos meses no trono e Dario I (522-486 a.C.). O quarto rei é Xerxes (486-465 a.C.)” (Guia de estudo Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p. 50);
  2. Rei poderoso (v.3): Alexandre, o Grande.
  3. “Quatro ventos” (v.4): Generais que sucederam Alexandre: Cassandro (Oeste), Lisímaco (Norte), Selêuco (Leste), Ptolomeu (Sul).
  4. “A filha do rei do Sul casará com o rei do Norte” (v.6): “Antíoco II deveria se casar com Berenice, filha de Ptolomeu II, mas teve que divorciar-se de sua esposa Laodice. Esta tentativa de cimentar as relações entre o Egito e a Síria não teve êxito. Depois que seu sogro (o rei Ptolomeu) morreu, ele se divorciou de Berenice e retomou Laodice como sua esposa” (Idem, p. 51);

Observem que, novamente, estamos diante de uma explicação mais detalhada dos reinos apresentados nas visões anteriores. Apesar de não referir-se a Babilônia, há uma abordagem quanto aos sucessivos impérios: Medo-Pérsia, Grécia e, por fim, Roma (v.21 em diante). O “homem vil” (v.21) ou “chifre pequeno” (Dn 7:8) “se refere tanto a Roma Pagã como a Papal… O profeta viu que o verdadeiro povo de Deus, que sempre esteve determinado a contar aos outros sobre a gloriosa verdade do evangelho, enfrentaria perseguições e dificuldades impostas por Roma. Esta igreja apóstata utilizaria a força, a tortura e a inquisição para eliminar qualquer um que ensinasse de maneira diferente o que ela ensinava. A Bíblia descreve que esse poder continuará sua guerra contra os santos até o fim e, então, seu domínio será retirado para sempre, e será consumido quando Jesus se manifestar em Sua Segunda Vinda (2Ts 2:8)” (Idem, p. 52).

Jesus afirmou que “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). Daniel diz que aqueles que violam a aliança do Senhor se perverterão, “mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (v.32). Será que, de fato, conhecemos a Deus? Tanto Filipe quanto Daniel, foram atalaias das verdades do Senhor. Eles não viviam segundo as suas vontades e desejos, mas conheciam a voz do seu Pastor e, guiados pelo Espírito Santo, seguiam Seus passos. E embora tenham padecido perseguições, caíram “para serem provados, purificados e embranquecidos” (v.35).

Aqueles acontecimentos proféticos agora são apenas registros da história antiga. Mas eles nos servem de alerta de que precisamos estar atentos quanto ao que estamos fazendo de nossa vida hoje, “porque aquilo que está determinado será feito” (v.36), quer você acredite, quer não. Estamos “no tempo do fim” (v.40) não é um jargão sensacionalista, e sim o grito de um Pai que deseja salvar os Seus filhos da destruição. Ele apresenta a Sua Palavra não apenas como um livro de eventos passados, mas como a bússola que nos indica um futuro glorioso e eterno. Que assim como Filipe e Daniel, a nossa vida seja uma revelação do Deus que conhecemos.

Feliz sábado, povo do Deus vivo!

Desafio do dia 02/21: Oremos por: sabedoria e discernimento espiritual.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel11
#RPSP



DANIEL 10, Comentado por Rosana Barros
17 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas” (v.2).


A jornada espiritual de vinte e um dias feita por Daniel vai muito além de apenas abstenção de certos tipos de alimentos ou da dúvida quanto à alimentação do profeta. Ela nos revela a sabedoria que obteve aquele servo de Deus quanto à verdade de que as visões que teve “envolvia grande conflito” (v.1). E, em tempo de guerra, meu irmão e minha irmã, precisamos estar munidos das armas corretas, ou, do contrário, corremos o sério risco de perecer.

Daniel entrou em um período de angústia e de aflição, e, tomando posse do que já lhe era um costume, as três orações especiais do dia tornaram-se em “três semanas inteiras” (v.3) de reavivamento espiritual. Abstendo-se de “manjar desejável” (v.3) e de tudo aquilo que pudesse lhe embotar a mente ou distraí-la, Daniel provou, mais uma vez, que o que nós consumimos tem uma íntima relação com o nosso todo. Ou, “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo…?” (1Co 6:19).

O mérito da questão, contudo, não se trata de comida ou de bebida, mas da escolha de um servo de Deus de buscar na Fonte de toda a sabedoria, as respostas para os anseios de sua alma. A abstinência de certos tipos de alimento foi a consequência e não a causa. A profunda comunhão que estabeleceu nesses dias o levou a uma intimidade tal que, desta vez, Deus não Se contentou em enviar o Seu anjo, mas Ele mesmo Se manifestou. Comparem a descrição feita nos versos cinco e seis com a visão de João (Ap 1:13-15) e percebam que trata-se da mesma Pessoa: o próprio Jesus.

Semelhante ao que aconteceria com o apóstolo Paulo centenas de anos depois (At 9:7), os homens que estavam na companhia de Daniel foram tomados de “grande temor, e fugiram e se esconderam” (v.7). Duas coisas ficam bem evidentes aqui. Primeira, que, diferente de Daniel, Paulo não teve aquela visão após um período de reavivamento espiritual, mas enquanto perseguia severamente os cristãos; o que comprova a veracidade das palavras do Senhor ao profeta Samuel: “… porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7). Segunda, que todo aquele que não possui um coração sincero e pronto a ouvir a voz de Deus, foge e se esconde de Sua presença. Portanto, não foi o que Daniel fez que o levou a ver Jesus, mas o que ele permitiu que o Espírito Santo fizesse nele.

Contemplando tão sublime visão e ouvindo tão poderosa voz, o profeta perdeu as forças e sofreu um desmaio (v.8, 9). Mas “certa mão” (v.10) o tocou e colocou Daniel na posição de submissão, mas também de vigor espiritual (v.10). Gosto muito de uma frase de um autor desconhecido, que diz: “Quando você se curva diante de Deus, você anda reto diante dos homens”. Daniel não foi colocado em pé imediatamente, mas na posição que lhe daria forças para levantar-se. Notem que as orações daquele “homem muito amado” (v.11) não somente moveram o coração de Deus, mas também a ira de Satanás.

“O nome Miguel significa ‘Quem é como Deus?’. O Novo Testamento descreve Jesus como um ser ‘na forma de Deus’ (Filipenses 2:6), ‘a imagem do Deus invisível’ (Colossenses 1:15), ‘a expressa imagem da Sua pessoa’ (Hebreus 1:3). Os melhores escritores judeus estão de acordo, ao ensinarem que o nome ‘Miguel’ é o mesmo que o título de ‘Messias’. Nenhum ser criado pode preencher essas qualificações” (Henry Feyerabend, Daniel Verso por Verso, p. 174).

Enquanto no livro de Daniel ele é identificado como um príncipe, no livro de Judas é chamado de arcanjo, que não pode ser confundido com um anjo. Pois que “a palavra grega archaggelos é composta de archi, um prefixo que denota ‘chefe’ e a palavra aggelos, ‘mensageiro’. Ele é o Mensageiro-Chefe. Ele não é um anjo, mas o Comandante dos anjos” (Idem, p. 177).

No limiar dos setenta anos para ver cumprida a promessa de Deus e o povo de Israel poder voltar à sua terra, houve profunda resistência do rei da Pérsia, que, julgando o enredo ali envolvido devido ao personagem “Miguel”, é certo de que aquele rei estava sendo persuadido pelo próprio Satanás. Este título para Jesus, “Miguel”, só aparece mais duas vezes na Bíblia, e em todas as duas, há um cenário de guerra contra o inimigo de Deus (Jd 1:9 e Ap 12:7). Portanto, há um forte indício de que, enquanto Daniel lutava em oração, Miguel guerreava “contra o dragão” (Ap 12:7).

No findar da história terrestre, o Espírito do Senhor tem trabalhado com grande urgência a fim de apliquemos o coração a compreender e a humilharmo-nos perante Deus (v.12). Deus não escolhe a quem salvar, mas nos dá a liberdade de escolhermos a quem servir. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito…” (Jo 3:16), isto é, Ele amou a toda humanidade desde Adão. Ele não faz acepção de pessoas (Rm 2:11). O Seu dom gratuito de amor é para todos. Porém, a salvação implica na condição contida no final do mesmo verso: “… para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Estamos todos inseridos no “grande conflito” que envolve o meu e o seu destino eterno. Assim como Daniel despertou a ira de Satanás, o inimigo de Deus está irado contra um pequeno povo (Ap 12:17) que tem sido uma pedra no seu sapato. Insistindo em viver de acordo com a luz dada ao profeta Daniel, este povo despertará a cólera final do inimigo que usará governantes e autoridades para dispersá-lo e impedir que avance para a Canaã celeste. Mas, todo aquele que, semelhante ao “homem muito amado”, permitir que o Espírito Santo conduza todo o seu ser, não terá o que temer, pois ainda que tenha que passar por um período em que sentirá lhe fugir as forças e a própria vida (v.17), será fortalecido pelo Príncipe da Paz (v.19).

Repito, amados, não serão as nossas obras que moverão o coração de Deus para nos resgatar, mas a obra de reavivamento e reforma que permitirmos que Ele realize em nós por meio do Seu Espírito. Que façamos parte do seleto grupo dos amados de Deus que estão “esperando somente serem recolhidos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 109).

Bom dia, amados do Príncipe da Paz!

Desafio do dia: Vamos iniciar, a partir de hoje, uma jornada especial de vinte e um dias de oração? Cada dia, estaremos orando por algo especial. Hoje, apenas agradeça. Louve ao Senhor por Sua Palavra e pelo Espírito Santo que tem lhe conduzido a toda a verdade.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel10
#RPSP



DANIEL 9, Comentado por Rosana Barros
16 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão” (v. 23).


Tudo quanto examinamos neste livro, até agora, tem mostrado um caminho sobremodo excelente e que arrebata os nossos sentidos a buscar uma comunhão tal qual a de Daniel. A oração era o centro de sua vida e estando próximo o fim do período de cativeiro do povo de Deus, como predito nas Escrituras, este foi o tema predominante de suas orações. O fim dos setenta anos de exílio determinados por Deus (Jr 25:11; 29:10) representava o retorno para casa. Esta era a verdade presente e a grande esperança para o tempo de Daniel.

Mas, assim como no capítulo anterior, a continuação do capítulo nove não trazia informações acerca da libertação iminente; mostra uma profunda relação com o santuário. Falava da libertação futura e dos acontecimentos político-espirituais  que ocorreriam até esta libertação. A visão de Daniel 9 tinha como centro o santuário celestial e eventos a ele associados.

“O santuário é o principal tema da Bíblia. No Pentateuco, os cinco livros de Moisés, 45 capítulos são dedicados ao tema do santuário. Nos livros dos profetas, outros 45 capítulos também tratam deste tema. Nos demais livros da Bíblia, há cerca de 150 referências ao santuário. Crê-se que os salmos foram escritos para servirem de coletânea para os louvores do santuário. O livro do Apocalipse é estruturado no santuário. Ele possui sete divisões e cada uma delas se inicia com uma cena no Santuário Celestial” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p. 39).

As orações de Daniel comoveram o coração de Deus, a ponto de suas primeiras palavras já serem o suficiente para fazer descer do céu o anjo mais poderoso para lhe revelar a profecia a respeito do futuro de Israel. Acerca das setenta semanas temos que: “Se cada semana possui 7 dias e estamos falando em dias proféticos, ou seja, cada dia representando um ano, assim temos o seguinte cálculo: 69 semanas X 7 dias = 483 dias proféticos/anos literais. Se partirmos do ano 457 a.C., data do decreto de Artaxerxes, e viajarmos no tempo 483 anos, chegaremos ao ano 27 a.C.. Segundo o anjo, este seria o ano do aparecimento do ‘Ungido’, o ‘Príncipe’ (Daniel 9:25)… Este foi o ano do batismo de Cristo quando Ele recebeu a unção do Espírito Santo (Mt 3:16)” (Idem, p. 45).

“Conforme a profecia Ele [Jesus] faria uma ‘firme aliança com muitos, por uma semana’, ou sete anos, alcançando assim o ano 34 d.C. Que acontecimento assinala o fim desse período de aliança? Estudando o livro de Atos, encontramos o último discurso de Estevão, um dos sete diáconos da igreja primitiva (Atos 7:1-53)… Antes de morrer ele contemplou Jesus em pé à direita do Pai (Atos 7:55,56), numa atitude de reprovação e julgamento à nação judaica. Isso ocorreu no ano 34 d.C. e assinala o fim dos 490 anos de oportunidade ao povo judeu como povo escolhido” (Idem, p. 45).

Porém, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn 8:14) proféticas/dois mil e trezentos anos literais, ainda faltam mil oitocentos e dez anos. “Basta agora adicionar os 1.810 anos restantes, e a profecia alcança o tempo exato em que se iniciaria a purificação do santuário, ou seja, 1844. Fazendo um paralelo entre o 10° dia do 7° mês do calendário judaico, dia em que acontecia a expiação de Israel (Levítico 16:29), com o nosso calendário gregoriano atual, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844” (Idem, p. 45, 46).

Houve um grande despertamento nos anos que antecederam esta data, para o estudo da Bíblia, que, graças à reforma protestante, já circulava livremente, principalmente para as profecias do livro de Daniel. Arrebatado por grande certeza de que Deus o guiava e que o entendimento que lhe foi dado apontava para o evento mais aguardado pelos justos, Guilherme Miller, um fazendeiro sincero em seus propósitos, dedicou-se a pregar com veemência a verdade descoberta, dando origem ao movimento milerita.

“Eles pensavam que a purificação do santuário fosse a Segunda Vinda de Cristo. O dia 22 de outubro de 1844 passou e Jesus não voltou. Foi uma amarga decepção. Todavia, esta decepção já estava profetizada. Em Apocalipse 10 lemos a respeito de um livrinho que João deveria tomar e comer. Na boca seria doce, mas no estômago, amargo (Ap 10:8-10). Essa profecia descreveria a experiência de desapontamento que os mileritas enfrentariam. O movimento milerita deu origem a Igreja Adventista do Sétimo Dia (Ap 12:17; 14:6-12), igreja que surge com a missão de restaurar a verdade de Deus deitada por terra pelo chifre pequeno (Dn 7:25 e 8:12)” (Idem, p. 46).

Miller acertou na data, mas errou no evento. Como vimos, isto já estava previsto pela profecia de Apocalipse 10. Pois que “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). Isto é, ali não deveria ser o fim, mas o ponto de partida para um movimento que alcançaria o mundo. Sendo o santuário terrestre uma sombra do celeste (Hb 8:2), “assim como o santuário terrestre passava por uma purificação anual, o mesmo aconteceria com o celestial”, e, no dia 22 de outubro de 1844, Jesus deu “início ao Seu ministério como Sumo Sacerdote”, passando do lugar Santo do Santuário Celestial, para o Lugar Santíssimo. “Isso indica que estamos vivendo, desde 1844, o grande dia profético da expiação. Quando esse juízo terminar Jesus voltará a Terra como ‘Rei dos reis e Senhor dos senhores’ (Ap 19:16), para dar a recompensa a cada um (Mt 25:31-46) e destruir o chifre pequeno. Finalmente o reino será dado aos santos do Altíssimo e eles reinarão por toda a eternidade (Dn 7:11, 18 e 27)” (Idem, p. 46).

A atitude de Daniel ao descobrir as verdades para o seu tempo (v.3) é a mesma que precisamos ter, hoje, diante da sublime verdade de que estamos no limiar de ver o nosso Salvador retornando nas nuvens do céu. Se ele já orava, passou a suplicar. E se já era humilde, passou a se humilhar mais ainda. Assim como o Dia da Expiação era um dia de aflição de alma  para o povo de Israel (Lv 16:29), é tempo de afligirmos a nossa alma perante o Senhor e clamarmos por Sua purificação. A mensagem do santuário nos oferece uma exposição didática do plano traçado pelo Criador mesmo antes da fundação do mundo. Ali, encontramos o Cristo crucificado, o Cristo ressuscitado e o Cristo glorificado. E a firme e fiel esperança de que Ele atua como nosso intercessor diante do Pai, para muito em breve, nos levar para Casa!

“Ó Senhor, ouve, ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (v.19). Que seja este o nosso clamor diário!

Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!

Desafio do dia: Além do culto familiar, estabeleça um momento diário de oração e leitura da Bíblia com seus filhos. Restaure o altar do Senhor em sua casa.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel9
#RPSP



DANIEL 8, Comentado por Rosana Barros
15 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (v.14).


Um intervalo de dois anos ocorreu entre a primeira e a segunda visão de Daniel (v.1). Como se estivesse em outro lugar, o profeta levantou os olhos e viu (v.3) outros símbolos cujos significados apontavam novamente para o tempo do fim. Desta vez, apenas dois animais lhe são apresentados: um carneiro (v.3) e um bode (v.5). Perante Daniel estava a revelação do que haveria “de acontecer no último tempo da ira” (v.19).

Percebam que os animais representam apenas dois reinos dos quatro que já estudamos (v.20-21). No entanto, um terceiro poder surge no enredo da visão. Vejamos:

O “carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia” (v.20). Sobre ser um chifre maior do que o outro, escreveu Henry Feyerabend: “Os medos vieram primeiro, mas os persas tornaram-se os membros dominadores dessa união” (Daniel Verso por Verso, p. 134).

O próprio texto bíblico declara que “o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei” (v.21). “Os gregos costumavam falar de si mesmos como o povo do bode, e tinham esse animal como símbolo nacional… Assim como o carneiro do verso 21, o bode é claramente identificado pelo anjo como a Grécia, e o estupendo chifre é identificado como o primeiro rei, Alexandre o Grande” (Idem, p. 135).

Os “quatro chifres notáveis” (v.8) representam os quatro dos principais comandantes do exército grego que dividiram o império entre si, após a morte de Alexandre (Idem, p. 136). Sobre o chifre pequeno requer uma especial atenção. Quando, no verso nove declara que “de um dos chifres saiu um chifre pequeno”, ou, na edição Almeida e Corrigida, de 1995, onde lemos: “E de uma delas”, a melhor forma de compreendermos é extraindo o sentido do original hebraico:

“Numa leitura superficial, pode parecer que o pequeno chifre saiu de um dos quatro chifres. Um especialista no texto hebraico descartaria essa possibilidade. Chifres, em hebraico, são do gênero feminino, e a palavra original correspondente a ‘delas’ está no masculino. Por isso, não pode se referir aos chifres, mas sim aos ventos (v.8), que tanto podem ser masculino ou feminino” (Idem, p. 136-137). Partindo desta premissa, chegamos a uma linha de perfeita coerência entre esta visão, a visão anterior e o sonho de Nabucodonosor, considerando que o chifre pequeno se refere a Roma, pelos seguintes aspectos:

  1. “Roma segue a Grécia em Daniel 2 e 7. É lógico que Roma também devesse seguir a Grécia em Daniel 8.
  2. Roma levantou-se do oeste, encaixando-se assim na descrição de um poder vindo dos quatro ventos.
  3. O império romano dominou o Oriente Médio, ‘para a terra gloriosa’ (Daniel 8:9).
  4. Roma ‘engrandeceu-se até ao príncipe do exército’ (Daniel 8:11). Pôncio Pilatos e os soldados que condenaram e crucificaram Jesus eram todos romanos.
  5. Roma tornou em ruínas o lugar do santuário, em 70 d.C., e terminou permanentemente os sacrifícios que ali ocorriam” (Idem, p. 138).

O domínio romano tomou forma religiosa quando deu início a era de Roma papal, que “deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou” (v.12). A Idade “escura” permaneceu durante o exato período de 1260 anos, como revelado nas profecias. Porém, ainda em meio às trevas espirituais, Deus começou a levantar servos fiéis que encontraram nas verdades da Palavra de Deus a verdadeira fonte de vida. Huss, Jerônimo, Lutero, dentre outros, iniciaram a obra que revolucionaria o mundo e que o prepararia para o cumprimento da profecia de Daniel 8:14 e de Apocalipse 10.

Sabendo que, em profecia, um dia equivale a um ano, as “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (v.14), o período de 2300 dias (tardes e manhãs) refere-se, portanto, a dois mil e trezentos anos, que estudaremos no próximo capítulo.

Como Daniel, mesmo que tentemos compreender os propósitos divinos, não somos capazes de fazê-lo a menos que Deus mesmo, de alguma forma, nos revele (v.15). O aparecimento do anjo Gabriel representa uma maneira muito especial do Senhor nos dizer que o que Ele mostrou ao Seu profeta tem tanta importância quanto a primeira vinda de Jesus a esta Terra: “Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim” (v.17).

“Entende”, meu querido irmão e minha querida irmã: já estamos vivendo no “tempo determinado do fim” (v.19), e o príncipe deste mundo tenebroso tem feito “prosperar o engano” para destruir “a muitos que vivem despreocupadamente” (v.25). Mas, a pedra que arrojou a estátua do sonho de Nabucodonosor, quebrará, “sem esforço de mãos humanas” (v.25), o reino das trevas. Não existem mais diante de nós “dias mui distantes” (v.26), mas uma profecia que “se apressa para o fim e não falhará” (Hc 2:3). Portanto, tomemos, hoje, uma firme decisão ao lado da verdade que liberta (Jo 8:32) e que, muito em breve, quebrará o nosso jugo de pecado. Levantemos os olhos (v.3) e contemplemos, pela fé, o Deus que Se aproxima: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra” (Is 45:22).

Bom dia, libertos pela verdade que salva!

Desafio do dia: Pense em alguém especial que você gostaria muito que aceitasse estudar a Bíblia. Comece a orar por esta pessoa e envie uma mensagem dizendo que está orando por ela.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel8
#RPSP



DANIEL 7, Comentado por Rosana Barros
14 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (v.18).


Mediante uma leitura repleta de símbolos, o verso acima expõe o objetivo final de toda a exposição profética: os salvos reinarão com Cristo no reino eterno. A certeza de tamanha promessa, portanto, deve despertar nossos sentidos a examinar com cuidado as profecias envolvidas aqui, já que elas apontam para um final que definirá o meu e o seu destino eterno.

Daniel não mais estava diante da incumbência de revelar o sonho de alguém, mas ele mesmo foi contemplado com um sonho que já trazia a sua devida interpretação. Os metais da estátua de Nabucodonosor agora tomaram forma de quatro animais surreais. Seguindo a mesma sequência de reinos temos:

“Babilônia, que foi representada pela cabeça de ouro da imagem, era o primeiro e o mais nobre de todos os reinos – dominante, como o rei da floresta; veloz e de longo alcance como a águia” (Henry Feyerabend, Daniel Verso por Verso, p. 117). “O império Medo-Persa é representado por um urso… Menos nobre do que o leão, o urso ilustra a deterioração progressiva, que é uma das características da estátua de Daniel 2”. As três costelas na boca dão margem a duas linhas de interpretação: “Ciro acabara de absorver os três impérios – o da Babilônia, dos medos e dos persas. Pode ser também uma referência à Babilônia, Lídia e Egito, que foram castigados e oprimidos pelos persas” (Idem, p. 118 e 119).

“Por que a Grécia foi comparada a um leopardo?… Nada na história do mundo pode ser comparado à velocidade com que Alexandre o Grande vencia as nações… Com apenas 30 mil homens, Alexandre atacou Dario, com 600 mil. Como um leopardo ataca um leão ou urso, a Grécia conquistou a Pérsia. Esse leopardo tinha quatro cabeças. O império de Alexandre foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, que dominou a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, que dominou a Trácia e a Bitínia; Ptolomeu, o Egito; e Seleuco, a Síria” (Idem, p. 119).

“O quarto animal era tão diferente dos demais que o profeta não pôde encontrar nada na natureza real para descrevê-lo… Sua descrição – terrível, espantosa, muito forte e que fazia em pedaços outras nações, pisando-as aos pés, é uma descrição realista de Roma. Nenhuma outra nação poderia se encaixar nessa forma profética… somos informados de que Roma seria dividida em dez reinos, os quais são simbolizados por dez chifres… As dez divisões do império romano são identificadas como os Germanos, os Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Hérulos, Anglo-Saxões e Lombardos” (Idem, p. 120 e 121).

Dado o conhecimento de que os dez chifres foram dez divisões do império romano, o chifre pequeno também simboliza um poder. “O décimo-primeiro chifre surgiu entre os dez. O papado fez sua aparição no território da Roma imperial, entre as nações da Roma dividida… Por meio de guerra e diplomacia, o papado, que adotou o Credo Niceno, empenhou-se em destruir…” três daquelas nações: os Hérulos (493 d.C.), os Vândalos (533 d.C.) e os Ostrogodos (538 d.C.) (Idem, p. 122 e 123).

Tendo o seu cumprimento no decorrer da história, as profecias de Daniel nos apontam para um futuro e decisivo acontecimento: a segunda volta de Cristo, com o estabelecimento de Seu reino eterno. A descrição dada pelo profeta sobre o Ancião de Dias revela a autoridade e a majestade supremas e eternas de Deus ao sentar-Se como Juiz de toda a Terra e dar início a uma fase do julgamento que findará pouco antes do retorno de Jesus a esta Terra.

Contudo, apesar de tão grande esperança, o pequeno e insolente chifre ainda traria muito sofrimento “aos santos do Altíssimo”, que lhes seriam entregues nas mãos “por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (v.25). “Considerando que na mensagem profética do livro de Daniel, ‘tempo’ corresponde a ‘ano’ (ver Daniel 11:13), temos aqui três tempos e meio, ou seja, três anos e meio. Este mesmo período de tempo aparece em Apocalipse 11:3; 12:6, 14 e 13:5, onde temos 42 meses (3,5 anos x 12 meses = 42 meses) e 1.260 dias (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Considerando ainda que na profecia um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7), 1.260 dias proféticos representam na realidade 1.260 anos literais… A partir de 538 d.C., inicia o período de completo domínio papal que, segundo o próprio Daniel, se estenderia por 1.260 anos. Se contarmos 1.260 anos a partir de 538 d.C. chegaremos a 1798… o Papa Pio VI foi preso em fevereiro daquele ano e levado à Florença… Terminava assim, em 1798, a supremacia papal de 1.260 anos” (Guia de Estudo Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p. 30).

O poder que cuidou “em mudar os tempos e a lei” (v.25) pode hoje não ter mais a supremacia sobre o governo terrestre, mas, certamente, a mudança que efetuou com relação às verdades das Escrituras, prosperou (Dn 8:12). Basta comparar o catecismo com o conteúdo das Letras Sagradas e verificar o que o próprio papado declara: “O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho” (Lucius Ferrari, Prompta Bibliotheca, 8 volumes, art. “Papa, II”).

“Aqui terminou o assunto” (v.28) por hoje. Sei que se trata de uma mensagem muito forte e que talvez envolva tudo o que você até hoje acreditava e seguia com sinceridade. Ou quem sabe você até já ouviu falar disso tudo, mas nunca havia dado a devida atenção. Se o seu coração ficou perplexo, não se preocupe, pois até o próprio Daniel ficou perturbado com tantas informações. O convite do Senhor a você e a mim, hoje, é que permitamos que o Espírito Santo continue nos dirigindo neste estudo e que o nosso coração esteja aberto às Suas preciosas verdades. Não esqueça de que o próprio Jesus afirmou que o Espírito seria enviado para nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13). Deus é amor (1Jo 4:8), mas Ele também é um Justo Juiz que muito em breve virá para “destruir e consumir até ao fim” o mentiroso (Gn 3:4) e todo aquele que por ele se deixou ser enganado. Eis em suas mãos as verdades absolutas do Senhor. A escolha de segui-las, ou não, é toda sua.

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel7
#RPSP



DANIEL 6, Comentado por Rosana Barros
13 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (v.10).


Passado o poder de Babilônia para os medos e os persas, foi estabelecida uma estrutura política de governo na qual Daniel recebeu o encargo de ser um dos três  presidentes. Como um fiel servo de Deus, logo ganhou prestígio diante do rei Dario, que “pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino”, “porque nele havia um espírito excelente” (v.3). Contudo, isto despertou nos demais chefes do governo a inveja. E, guiados por tal sentimento, “procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino” (v.4).

A trupe maligna, diante do fato incontestável de que Daniel “era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (v. 4), apelou para procurar acusação “contra ele na lei do seu Deus” (v.5). Ardilosa e sutilmente, o plano foi posto em ação e, aproveitando-se da inocência do rei quanto à malícia de suas intenções, pensavam ter expedido o decreto de morte para Daniel. O que eles não esperavam era que o ato que proibiram, seria exatamente aquele que moveria os Céus para salvar o fiel “servo do Deus vivo” (v.20).

Ciente do decreto real e de suas consequências, Daniel, “como costumava fazer”, subiu ao seu quarto, e, diante das janelas que apontavam para a sua amada terra natal e dos olhos maliciosos que aguardavam com ansiedade por aquele momento, se ajoelhou e orou, dando graças “diante do seu Deus” (v.10). Semelhante aos seus três companheiros, ele decidiu corajosamente ser fiel ao princípio que Pedro e os demais apóstolos expressaram na seguinte frase: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29).

Revelado o verdadeiro caráter daquele decreto, Dario “ficou muito penalizado” e de todas as formas tentou salvar Daniel (v.14), porém, sem sucesso, disse ao seu amado funcionário: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre” (v.16). Em jejum e aflição aquele rei mal esperou que surgissem os primeiros raios da manhã “e foi com pressa à cova dos leões” (v.19). O que ele não sabia, era que estava para ser testemunha ocular de um grande milagre. O anjo do Senhor foi enviado para fechar a boca dos leões, Daniel foi retirado da cova e seus algozes receberam o mal que lhe desejaram.

Tal drama da antiguidade ganhará nova roupagem quando a ira do dragão for manifestada com todo o seu ímpeto sobre o restante da descendência da mulher (Ap 12:17). Satanás, não tendo do que acusar o povo remanescente, se valerá da lei de Deus para oprimi-los e persegui-los, usando o selo do Senhor (Ez 20:12,20) para isso. Todavia, não encontrará um povo de caráter fraco e inconstante, mas firme em seus princípios e constante em sua fé. Mesmo conseguindo arregimentar multidões, o inimigo encontrará no pequeno povo objeto de sua ira, uma grande causa para fazê-lo tremer: “Satanás não pode suportar que se apele para seu poderoso Rival, pois ele teme e treme diante de Sua [de Cristo] força e majestade. Ao som de fervorosa oração, treme todo o exército de Satanás… É quando anjos todo-poderosos, revestidos da armadura do Céu, vêm em auxílio da desfalecida e perseguida alma, Satanás e seus anjos retiram-se, pois bem sabem que está perdida a sua batalha.” (Review and Herald, 13 de maio de 1862).

O Senhor não promete livrar o Seu povo de ser jogado “na cova dos leões” (v.7) na última grande batalha, mas Ele promete, sim, enviar os Seus anjos para que os leões não nos causem “nenhum dano” (v.23): “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl 91:7-9).

Percebam que, assim como em Babilônia todo o reino foi testemunha do poder de Deus, o reino Medo-Persa também teve a mesma oportunidade. Em cada nação, Deus deixava a Sua assinatura através de Seus servos fiéis. Hoje, a assinatura do Deus vivo deve estar sobre todo aquele que almeja e busca, pelo poder que há na pessoa do Espírito Santo, o caráter segundo Jesus Cristo. O processo de santificação não nos exime da nossa condição de pecadores, mas nos concede o privilégio de sermos considerados até pelos nossos inimigos como inculpáveis (v.4).

O Senhor nos desafia a prová-Lo (Sl 34:8) e a descobrirmos em uma vida de oração e súplicas que “Ele livra e salva” (v.27). Daniel não teve o privilégio de ter os evangelhos em mãos para aprender a viver como Cristo viveu, mas foi a sua constante devoção que aperfeiçoou em sua vida a mente e o caráter dAquele que citaria o seu nome e os seus escritos ao falar sobre o tempo do fim (Mt 24:15). Da mesma forma que Jesus enfatizou a importância da compreensão acerca deste livro para os nossos dias, com que maior interesse deveríamos examiná-lo.

Muito em breve seremos severamente provados e não teremos mais nada a fazer a não ser orar. Mas os que não o fizeram em tempo oportuno, pressionados a ceder aos reclamos das multidões, depressa revelarão a sua frágil condição espiritual e, publicamente, se unirão à grande massa. O Senhor, porém, comanda o Seu exército que, refugiado “no esconderijo do Altíssimo” (Sl 91:1), e, revestido de toda a armadura de Deus, “com toda oração e súplica” (Ef 6:18), está prestes a dar o seu último brado de vitória. Portanto, não se amedronte diante dos “leões” que lhe ameaçam, mas confie no Deus que lhes fechará a boca.

Bom dia, servos do Deus vivo!

Desafio do dia: Reserve pelo menos três horários do dia para buscar a Deus em oração e faça disto um hábito diário.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel6
#RPSP



DANIEL 5, Comentado por Rosana Barros
12 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“… deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste” (v.23).


De coração iníquo e mente perturbada, Belsazar, neto de Nabucodonosor, assume o trono da superpotência do mundo antigo. Em seu governo regado a vinho e orgias, quebrou todos os protocolos da época ao usar os utensílios sagrados da Casa de Deus em seu banquete pagão. Nem Nabucodonosor, em seu rompante, ousou realizar tal blasfêmia.

Todos cantavam e brindavam em honra aos seus deuses fajutos, quando, “no mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam” (v.5). Belsazar viu o que só Moisés, até então, havia visto. Pois que, no monte Sinai, o Senhor concedeu a Israel, através do seu grande líder, “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18).

O rei foi tomado de tanto pavor, que “os seus joelhos batiam um no outro” (v.6). Acabou a festa e as estátuas as quais adoravam foram logo trocadas pelos “encantadores, pelos caldeus e os feiticeiros” (v. 7), que, destituídos da sabedoria e entendimento do Alto, “não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação” (v.8). As suas imagens de escultura, sobre as quais o Senhor, também com o Seu próprio dedo, havia escrito: “Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êx 20:5), mostraram a sua inutilidade, pois que “não veem, não ouvem, nem sabem” (v.23) coisa alguma.

Contudo, havia em Babilônia alguém em quem se achavam “espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (v.12). “Então, Daniel foi introduzido à presença do rei” (v.13), para, mais uma vez, provar naquela corte pagã, que só o Senhor é Deus. Apesar de ter sido ricamente assistido por Nabucodonosor com presentes e cargos privilegiados, Daniel recusou as honrarias vindas da parte de Belsazar, pois sabia que o Senhor o havia rejeitado (v.17).

Diferente de Nabucodonosor, Belsazar conservou a soberba e a arrogância de seu coração mesmo sendo conhecedor de tudo o que se havia passado com seu antepassado (v.22). E, “naquela mesma noite, foi morto” (v.30), e, junto com ele, o reino que era considerado invencível. A cabeça de ouro deu lugar ao peito e aos braços de prata (Dn 2:32), iniciando assim o cumprimento do sonho dado a Nabucodonosor e de todas as predições ditas pelos Seus profetas (Jr 51:41; Is 14:23; Is 47:1-15). Caiu, pois, a grande Babilônia.

Diante do cenário profético atual, Babilônia ocupa uma posição simbólica para designar o reino de trevas e de engano que envolvem este mundo. E, diante dos fatos que se noticiam, cada vez mais revestidos de terror e de estupefação, as palavras escritas por Ellen White, a mais de cem anos, assemelham-se às palavras de um jornal de hoje: “O tempo presente é de dominante interesse para todo o vivente. Governadores e estadistas, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda” (PR, p. 274).

À semelhança de Belsazar, estamos prestes a ver cumprida a segunda voz angélica, que diz: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap 14:8). Notem que, da mesma forma que Belsazar bebia vinho diante dos grandes da Terra num culto promíscuo e abominável, João também descreveu uma espécie de vinho que embriagava “todas as nações”. E, logo depois, ao findar da terceira voz angélica, João relata o que manterá sóbrio e a salvo o remanescente do Senhor: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Vocês acham coincidência o fato de Deus ter usado o próprio dedo para escrever apenas naquelas duas situações?

O mesmo dedo que escreveu os dez mandamentos e iniciou dizendo: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx 20:3-4), foi o mesmo que decretou a queda do império que desprezava a Sua lei (v.26). Da mesma forma, o desprezo pela lei de Deus decretará a sentença definitiva daquela que tem embriagado o mundo com o seu vinho de mentiras. E o tempo solene no qual vivemos nos exige uma decisão urgente. Precisamos atender, agora, ao apelo divino: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap 18:4). Pois como em um só dia veio a destruição da antiga Babilônia, “em um só dia” Deus dará termo a atual meretriz, “porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou” (Ap 18:8).

Amados, a graça de Jesus por meio de Seu sacrifício é o único argumento diante do Pai que nos salva e nos redime. Mas a mesma graça também nos lembra porque o Filho de Deus teve que descer até nós para cumprir tal promessa. Ele pagou, em nosso lugar, o preço do pecado. E o que é o pecado? João também nos responde: “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3:4). Portanto, todo aquele que aceita a graça maravilhosa e suficiente de Cristo Jesus, é conduzido pelo Espírito Santo a andar como Ele andou (1Pe 2:21). E serão estes que, como Daniel, recusarão os presentes corruptíveis de Babilônia e aguardarão o sublime e eterno presente: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10).

Bom dia, santos dos últimos dias!

Desafio do dia: O que você anda vendo e ouvindo? Não permita que a sua mente seja corrompida com o banquete abominável deste mundo. Peça ao Espírito Santo que lhe ajude a eliminar de sua vida tudo aquilo que tem maculado o seu coração e tome uma firme decisão.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel5
#RPSP



DANIEL 4, Comentado por Rosana Barros
11 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que Ele faz é certo, e todos os Seus caminhos são justos. E Ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância” (v.37 NVI).


Ainda consternado pela poderosa manifestação do poder de Deus na vida de Seus servos, Nabucodonosor engrandece o nome do Senhor. Mas, em meio ao sossego e a suposta felicidade (v.4), outro sonho lhe perturbou os sentidos (v.5). Assim como da primeira vez, ele chamou todos os sábios do reino que, certamente, não ousaram proferir sequer uma palavra falsa. Mesmo tendo sido o rei testemunha ocular de verdadeiros milagres e ouvinte de revelações divinas, “por fim”, mandou chamar Daniel (v.8).

Apesar de reconhecer as bênçãos de Deus em sua vida (v.2), o soberbo monarca ainda não conhecia o Deus das bênçãos. Em sonho, novamente, as misericórdias do Senhor lhe foram reveladas, não para o seu espanto, mas para a sua salvação. A interpretação do sonho não foi dada para torná-lo conhecedor do que iria acontecer, mas do que ele poderia evitar que acontecesse. O recado dado pelo mensageiro celestial deveria ter-lhe sido uma advertência a ser cuidadosamente ponderada e obedecida. Se Nabucodonosor tivesse permitido que o mesmo Espírito que guiava Daniel e seus amigos fosse o seu Conselheiro, aquele sonho, muito provavelmente, não teria se tornado em realidade.

É emocionante a reação de Daniel diante da revelação que lhe é dada. Ciente da desgraça que sobreviria ao rei, as suas palavras destilavam lágrimas e compaixão: “Senhor meu, o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação, para os teus inimigos” (v.19). Sabem qual é o nome disso? AMOR! Não o amor fajuto pregado pelo mundo a fora, mas o amor genuíno que brota de um coração governado pelo Espírito Santo. É este amor que opera nos santos de Deus as ações e reações que causam estranheza ao mundo. Não possuímos este amor. Ele não nos é intrínseco. Mas é um dom adquirido; o maior dos dons (1Co 13) e o antídoto para livrar-nos do que afetará “quase todos” (Mt 24:12).

Entretanto, Daniel tinha uma missão e, consolado pelas palavras do próprio rei (v.19), expôs a interpretação do sonho. Mas ele não poderia perder a oportunidade de fazer um apelo àquele teimoso rei que lhe tinha conquistado o apreço: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e em tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranquilidade” (v.27). Se Nabucodonosor tivesse dado ouvidos àquele jovem sábio, como teria sido diferente a continuação deste capítulo. Teve que ser rebaixado à condição de um animal até que aprendesse “que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (v.32).

Sabem, amados, têm tantas coisas que não conseguimos entender. Existem muitas situações adversas que nos causam inquietações que, por vezes, nos fazem indagar porquê o Senhor não interviu ou não impediu. Eu mesma, antes de conhecer ao Senhor, passei por momentos em que questionei a Sua atuação em minha vida. Mas, após conhecê-Lo e nEle aprendendo mais e mais, dia a dia, Ele tem me ensinado a encarar as tribulações como espécies de “simulados”, como preparação para a fornalha final. E é esta mudança de foco que nos concede forças e vigor espiritual. Nabucodonosor precisava desviar o foco das bênçãos, para o Senhor das bênçãos. E foi o que aconteceu. Compare o seu último discurso com o primeiro deste capítulo e perceberás que tudo o que ele precisava era parar de olhar para si e fixar os seus olhos em Deus: “levantei os olhos ao céu” (v.34).

Deus tem lhe abençoado? Amém por isso! Mas que os meus e os teus olhos não sejam enganados e desviados por coisas perecíveis. Mantenha os teus olhos fixos no “Rei do céu” (v.37), então, Ele lhe dará entendimento, tornará a tua vida um instrumento para a Sua glória e te guiará para Casa!

Feliz sábado, humildes servos do Deus Altíssimo!

Desafio do dia: Seja um praticante da justiça de Deus, “usando de misericórdia para com os pobres” (v.27). Ajude alguém que precisa, com roupas, alimentos, calçados. Mas, antes, ore ao Senhor para que esta ação seja conduzida por Ele, e não se torne algo isolado, mas o seu estilo de vida, o estilo de vida daqueles que hão de herdar a salvação (Mt 25:31-40).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Daniel4
#RPSP



DANIEL 3, Comentado por Rosana Barros
10 de novembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos, que confiaram nEle, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (v.28).


Entusiasmado com a ideia de que ocupava um lugar privilegiado no cenário profético, segundo o sonho que Daniel interpretara, Nabucodonosor encheu-se de orgulho e permitiu que o fato de ser a cabeça de ouro ofuscasse a sua experiência com “o Senhor dos reis” (Dn 2:47). Insatisfeito em ser apenas a cabeça, mandou fazer uma réplica da estátua de seu sonho toda de ouro, desafiando os propósitos divinos. O que ele não esperava era que, ali, “no campo de Dura” (v.1), o centro das atenções não seria aquela magnificente imagem de seu próprio ego inflado.

Os seis instrumentos da orquestra de Babilônia estavam a postos para o concerto que – ninguém imaginava – introduziria um dos maiores milagres de toda a história da humanidade. Todas as autoridades estavam reunidas. Os músicos aguardavam a ordem do arauto, para dar o sinal, o som “de toda sorte de música” (v.5), para que todos, sem exceção, se prostrassem e adorassem a imagem “que o rei Nabucodonosor levantou” (v.5), ou seriam lançados “na fornalha de fogo ardente” (v.6). Quando a música soou, “se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro” (v.7).

Todavia, em meio aquele tapete humano, três homens, ainda no vigor da juventude, destoaram da multidão. Enquanto a música fez com que todos caíssem com o rosto em terra, eles permaneceram em pé. Enquanto o medo atravessava o coração da multidão, a confiança e o temor do Senhor sustentavam aqueles três arautos da verdade. E mesmo sob terrível ameaça, não curvaram nem sequer a cabeça. Quanta fé! Tamanha coragem! Virtudes que só podem ser alcançadas mediante uma vida de total entrega e dependência dos cuidados divinos. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não desafiaram apenas a Nabucodonosor e todas as autoridades presentes ali, mas fizeram tremer Satanás e toda a sua hoste maligna.

Então, diante do rei que dominava virtualmente sobre toda a Terra, aqueles três jovens fizeram, assim  todos pensaram, o seu último corajoso discurso (parafraseando):

— Se Deus achar que for melhor, Ele nos livrará da fornalha ardente e de tudo o que queiras fazer contra nós, ó rei. Mas se Ele achar melhor não livrar-nos, ainda assim, fique sabendo, que jamais serviremos aos teus deuses e nem iremos nos curvar diante desta imagem (vs. 17-18).

Pronto! Foi o que bastou para o rei ficar “transtornado” (v.19). Ele ficou tão confuso com tudo aquilo, que além de mandar aquecer a fornalha, ainda mandou amarrar os corajosos adoradores do Deus vivo. Atados com as próprias roupas (v.21), foram lançados nas chamas que mataram seus algozes (v.22).

Diante de todo o mundo de sua época, inclusive de seus conterrâneos judeus instáveis, Hananias, Misael e Azarias revelaram o verdadeiro ouro refinado: um caráter segundo o coração de Deus. E a mesma boca que indagou: “E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v.15), foi obrigada a reconhecer: “Porque não há outro deus que possa livrar como Este” (v.29).

O inimigo pode enviar chamas ardentes na vida dos “servos do Deus Altíssimo” (v.26), mas “nem cheiro de fogo” (v.27) passará sobre eles. Ele pode querer nos atar com correntes de ferro, mas andaremos “soltos, passeando dentro do fogo” (v.25), porque conosco está o Filho de Deus e de forma espantosa nos dá livramento.

Prestem bastante atenção, servos e servas do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: o tempo de prova sobremodo terrível que antecede a segunda vinda do nosso Salvador está prestes a eclodir. Assim como a palavra de Nabucodonosor “era urgente” (v.22), mais urgente ainda tem sido a estratégia de Satanás em destruir o maior número de pessoas que ele puder. E para isso, a fornalha já está sendo aquecida. Em sua “grande cólera”, se valerá das maiores autoridades mundiais para concretizar seus planos, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Contudo, para todo aquele que, à semelhança daqueles três jovens, perseverarem até o fim, a fornalha aquecida “sete vezes mais” (v.19) será a perfeita prova de que Deus possui servos fiéis ainda nos últimos dias, cumprindo-se, pois, o que está escrito:

“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus” (Zc 13:9).

Estamos todos inseridos no grande conflito, cujo foco é: ADORAÇÃO. Prostre-se somente diante do Senhor Deus em todos os detalhes de sua vida e estarás de pé no grande dia de Sua volta.

Bom dia, fiéis a Deus e aos Seus princípios!

Desafio do dia: Ore para que o Espírito Santo o torne uma testemunha viva do poder de Deus. Ore para que você seja fiel nas pequenas e grandes coisas, por ter recebido dEle forças para enfrentar essas  dificuldades.

Rosana Garcia Barros

#RPSP
#Daniel3
#PrimeiroDeus