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“Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos, que confiaram nEle, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (v.28).
Entusiasmado com a ideia de que ocupava um lugar privilegiado no cenário profético, segundo o sonho que Daniel interpretara, Nabucodonosor encheu-se de orgulho e permitiu que o fato de ser a cabeça de ouro ofuscasse a sua experiência com “o Senhor dos reis” (Dn 2:47). Insatisfeito em ser apenas a cabeça, mandou fazer uma réplica da estátua de seu sonho toda de ouro, desafiando os propósitos divinos. O que ele não esperava era que, ali, “no campo de Dura” (v.1), o centro das atenções não seria aquela magnificente imagem de seu próprio ego inflado.
Os seis instrumentos da orquestra de Babilônia estavam a postos para o concerto que – ninguém imaginava – introduziria um dos maiores milagres de toda a história da humanidade. Todas as autoridades estavam reunidas. Os músicos aguardavam a ordem do arauto, para dar o sinal, o som “de toda sorte de música” (v.5), para que todos, sem exceção, se prostrassem e adorassem a imagem “que o rei Nabucodonosor levantou” (v.5), ou seriam lançados “na fornalha de fogo ardente” (v.6). Quando a música soou, “se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro” (v.7).
Todavia, em meio aquele tapete humano, três homens, ainda no vigor da juventude, destoaram da multidão. Enquanto a música fez com que todos caíssem com o rosto em terra, eles permaneceram em pé. Enquanto o medo atravessava o coração da multidão, a confiança e o temor do Senhor sustentavam aqueles três arautos da verdade. E mesmo sob terrível ameaça, não curvaram nem sequer a cabeça. Quanta fé! Tamanha coragem! Virtudes que só podem ser alcançadas mediante uma vida de total entrega e dependência dos cuidados divinos. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não desafiaram apenas a Nabucodonosor e todas as autoridades presentes ali, mas fizeram tremer Satanás e toda a sua hoste maligna.
Então, diante do rei que dominava virtualmente sobre toda a Terra, aqueles três jovens fizeram, assim todos pensaram, o seu último corajoso discurso (parafraseando):
— Se Deus achar que for melhor, Ele nos livrará da fornalha ardente e de tudo o que queiras fazer contra nós, ó rei. Mas se Ele achar melhor não livrar-nos, ainda assim, fique sabendo, que jamais serviremos aos teus deuses e nem iremos nos curvar diante desta imagem (vs. 17-18).
Pronto! Foi o que bastou para o rei ficar “transtornado” (v.19). Ele ficou tão confuso com tudo aquilo, que além de mandar aquecer a fornalha, ainda mandou amarrar os corajosos adoradores do Deus vivo. Atados com as próprias roupas (v.21), foram lançados nas chamas que mataram seus algozes (v.22).
Diante de todo o mundo de sua época, inclusive de seus conterrâneos judeus instáveis, Hananias, Misael e Azarias revelaram o verdadeiro ouro refinado: um caráter segundo o coração de Deus. E a mesma boca que indagou: “E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v.15), foi obrigada a reconhecer: “Porque não há outro deus que possa livrar como Este” (v.29).
O inimigo pode enviar chamas ardentes na vida dos “servos do Deus Altíssimo” (v.26), mas “nem cheiro de fogo” (v.27) passará sobre eles. Ele pode querer nos atar com correntes de ferro, mas andaremos “soltos, passeando dentro do fogo” (v.25), porque conosco está o Filho de Deus e de forma espantosa nos dá livramento.
Prestem bastante atenção, servos e servas do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: o tempo de prova sobremodo terrível que antecede a segunda vinda do nosso Salvador está prestes a eclodir. Assim como a palavra de Nabucodonosor “era urgente” (v.22), mais urgente ainda tem sido a estratégia de Satanás em destruir o maior número de pessoas que ele puder. E para isso, a fornalha já está sendo aquecida. Em sua “grande cólera”, se valerá das maiores autoridades mundiais para concretizar seus planos, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Contudo, para todo aquele que, à semelhança daqueles três jovens, perseverarem até o fim, a fornalha aquecida “sete vezes mais” (v.19) será a perfeita prova de que Deus possui servos fiéis ainda nos últimos dias, cumprindo-se, pois, o que está escrito:
“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus” (Zc 13:9).
Estamos todos inseridos no grande conflito, cujo foco é: ADORAÇÃO. Prostre-se somente diante do Senhor Deus em todos os detalhes de sua vida e estarás de pé no grande dia de Sua volta.
Bom dia, fiéis a Deus e aos Seus princípios!
Desafio do dia: Ore para que o Espírito Santo o torne uma testemunha viva do poder de Deus. Ore para que você seja fiel nas pequenas e grandes coisas, por ter recebido dEle forças para enfrentar essas dificuldades.
Rosana Garcia Barros
#RPSP
#Daniel3
#PrimeiroDeus
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“A Ti, ó Deus de meus pais, eu Te rendo graças e Te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que Te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei” (v.23).
Indo dormir com “pensamentos a respeito do que há de ser” (v.29), preocupado quanto ao futuro, Nabucodonosor teve um sonho que o deixou perturbado (v. 3). Ciente da esperteza dos magos, feiticeiros e astrólogos da corte (v.8), tomou uma decisão tão firme quanto foi a de Daniel. Uma sentença foi por ele estabelecida e um terrível tremor tomou conta daqueles charlatães, cuja resposta final só aumentou a fúria do rei: “Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige” (v.10).
Então, “saiu o decreto” (v.13), e um feroz destacamento da guarda pessoal do rei do exército babilônico foi arregimentada para cumprir as ordens de Nabucodonosor. Todos os sábios deveriam ser mortos (v.12), sob tortura, pedaço por pedaço, inclusive Daniel “e seus companheiros” (v.13).
Contudo, aquele jovem, cujo costume lhe prostrava os joelhos ao chão, “três vezes por dia” (Dn 6:10), “avisada e prudentemente” (v.14) falou e agiu com a sabedoria que vem de Deus. Enquanto os caldeus queriam ganhar tempo para enganar o rei, Daniel pediu tempo para lhe revelar a verdade sobre aquele sonho (v.16).
Diante de um desafio entre a vida e a morte, Daniel confia a seus amigos o papel da intercessão, “para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério” (v.18). Então, o mistério lhe é revelado “numa visão de noite” (v.19) e ele faz uma das mais lindas orações das Escrituras (vs. 20-23). Perceba que ele encerra a sua prece, dizendo: “A Ti, ó Deus de meus pais” (v.23). Foi em seu lar que ele conheceu a Deus e aprendeu o temor do Senhor. E foi ali que ele também aprendeu a desenvolver a compaixão, apiedando-se e intercedendo a favor da vida dos caldeus: “Não mates os sábios da Babilônia” (v.24). Daniel não desejou o mal de seus inimigos. Se algo tivesse que lhes acontecer, seria pelas mãos de Deus, e não através dele.
“Depressa” (v.25), Daniel foi levado à presença do rei. Posso até imaginar o seu semblante furioso quando o jovem sábio iniciou sua fala praticamente repetindo as palavras ditas pelos sábios caldeus (v.27). Mas posso imaginar também como seu semblante logo empalideceu ao ouvir da boca de um “dos cativos de Judá” (v.25) os detalhes de seu sonho e a sua devida interpretação. Cheio de convicção, mas revestido de humildade (v.30), Daniel foi o porta-voz de Deus para declarar aquele monarca que o seu reino, bem como todos os outros que surgiriam após ele, teriam fim, porém, “O Grande Deus” (v.45) haveria de suscitar um reino que “subsistirá para sempre” (v.44).
Babilônia (cabeça de ouro), Medo-Persa (peito e braços de prata), Grécia (ventre e quadris de bronze), Roma (pernas de ferro e pés de ferro e barro) teriam seus momentos de glória. Mas, por fim, cumprindo a profecia, apesar das tentativas de unir o ferro com o barro através dos históricos contratos de casamento (v.43), “chegamos então aos dias das modernas nações da Europa que nunca mais foram unificadas” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Daniel, p. 12). Muito pelo contrário, até hoje vemos os resultados da teimosia humana em querer unir o que “não se mistura” (v.43).
A pedra cortada “sem auxílio de mãos” (v.45), a solução divina na qual o homem não tomou parte alguma, está prestes a cumprir o final revelado a Nabucodonosor a aproximadamente dois mil e quinhentos anos atrás. “Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação” (v.45) e nós estamos no limiar de contemplar com os nossos próprios olhos o que aquele rei viu em sonho, pois eis que Cristo “vem com as nuvens, e todo olho O verá” (Ap 1:7). Quando este Dia chegar, os justos não receberão “muitos e grandes presentes” (v.48) de reis da Terra, mas serão coroados de glória pelo próprio “REIS DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19:16). E não receberão honras em palácios terrenos (v.49), mas terão lugar no palácio de Deus (Jo 14:1-3).
Decida, hoje, “firmemente” (Dn 1:8), ser fiel ao Senhor e buscá-Lo de todo o vosso coração e entendimento. Como Daniel e seus amigos, tenha uma vida de oração e viva as Escrituras, e, com certeza, o Espírito Santo vai conduzir seus passos até o breve encontro com o nosso Salvador.
Bom dia, povo do advento!
Desafio do dia: Foi através da comunhão diária que Daniel e seus amigos foram agraciados com a resposta de Deus. Tem algo que lhe atormenta e que tem tirado o seu sono? Experimente fazer como fizeram aqueles jovens. Dobre os seus joelhos, com humildade, e confie no Deus que te erguerá e te mostrará a vitória.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Daniel2
#RPSP
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“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v.8).
Na primeira deportação dos exilados de Jerusalém para Babilônia, estavam quatro jovens cujos princípios eram firmes e de fé inabalável. “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (v.6), deixaram escrito na história a prova de que é, sim, possível permanecer fiel em meio à infidelidade. Levados para uma terra estranha e de cultura totalmente diferente, aqueles jovens de linhagem nobre foram apresentados à nata babilônica e seus mais diversos e estonteantes entretenimentos.
Estima-se que Daniel tenha pisado em solo babilônico por volta de seus dezesseis anos de idade. Como entender, pois, que ele e seus amigos (nesta mesma faixa etária), fossem tão firmes nos princípios estabelecidos por Deus? A resposta está na educação do lar. Apesar da Bíblia não fazer referência alguma quanto aos pais desses jovens, certamente, eles foram instruídos com zelo e ensinados na admoestação do Senhor. Sobre esta fundamental e importantíssima informação, detalha Ellen White:
“Daniel e seus companheiros tinham sido educados por seus pais nos hábitos da estrita temperança. Tinham sido ensinados que Deus lhes pediria contas de suas faculdades, e que jamais deveriam diminuí-las ou enfraquecê-las. Esta educação fora para Daniel e seus companheiros o meio de sua preservação entre as desmoralizantes influências da corte de Babilônia” (Profetas e Reis, p. 244).
Daniel e seus amigos foram, portanto, frutos de lares cristãos bem estruturados. Diante de uma mesa farta das melhores comidas do reino e da realidade de que tinham a chance de, pela primeira vez, experimentar a “liberdade” de comer e fazer tudo aquilo que seus zelosos pais os haviam privado, a atitude desses mancebos foi surpreendente e tornou-se um dos maiores testemunhos de fidelidade das Escrituras. Alimentados, então, experimentalmente, com a ração do Éden (Gn 1:29), aqueles jovens que já eram “sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência” e “versados no conhecimento” (v.4), adquiriram melhor aparência e maior força “do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei” (v.15).
Após o período estabelecido por Nabucodonosor, aqueles quatro valorosos jovens foram levados à sua presença (v.18). E Deus os capacitou de uma sabedoria e inteligência tão avançadas, que o rei “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (v.20), e o Senhor deu a Daniel “inteligência de todas as visões e sonhos” (v.17). Ou seja, Deus está disposto a derramar torrentes de sabedoria e de inteligência sobre os Seus filhos. Contudo, há um caminho a se percorrer. O mundo é guiado por Satanás a pensar da mesma forma que pensou o chefe dos eunucos: “por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade?” (v.10). E deixamos de experimentar o pleno vigor de um corpo são e de uma mente esclarecida como resultado de uma dieta saudável e suficientemente completa.
O “garçom” maligno deseja destruir a sua vida e a vida de sua família, assim como iniciou sua obra no Éden. O “cardápio” de Satanás pode até parecer mais atrativo, mas, na realidade, não passa de um “prontuário” repleto de enfermidades. Hoje, a maior desgraça de uma vida intemperante e de um lar desestruturado tem sido a destruição da mente humana. E este declínio mental tem sido a principal causa dos constantes crimes hediondos que, com horror, têm sido noticiados.
Há quatro anos eu permiti que Deus mudasse a minha vida e o testemunho de Daniel foi o que me fortaleceu a dar os primeiros passos em direção ao centro da vontade de Deus. Desde então, tenho experimentado as benesses diárias da fidelidade. Surgem covas, e fornalhas são acesas, mas a certeza de que Jesus me acompanha é inegociável. Por experiência própria, decidir, “firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias” (v.8) do príncipe das trevas não é tarefa fácil, mas, inquestionavelmente, é a escolha mais sábia a ser feita, e, garanto, a mais feliz.
Bom dia, fiéis a Deus!
Desafio do dia: Você se lembra dos oito remédios naturais de Deus: água, ar puro, luz solar, temperança, repouso, exercício físico, alimentação saudável e confiança em Deus? Em praticá-los há bênção, saúde e cura. Experimente colocar estes remédios em prática durante dez dias. Depois, nos relate a sua experiência.
Rosana Garcia Barros
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“… e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali” (v. 35).
O livro de Ezequiel se inicia com uma visão: “… se abriram os céus, e eu tive visões de Deus” (Ez 1:1), e se encerra com outra. Inicia com um chamado, e termina com uma promessa. A vocação de Ezequiel como profeta de Deus entre os primeiros cativos de Babilônia foi uma forma muito clara de revelar ao Seu povo de que não o tinha abandonado, mas que já tinha providenciado o Seu plano de resgate.
Infelizmente, os filhos de Israel não compreenderam efetivamente esta verdade e, desprezando os profetas do Senhor, prosseguiam “de duro semblante e obstinados de coração” (Ez 2:4). Todavia, Ezequiel não podia se deixar abater pela rebeldia do povo, e, quer dessem ouvidos quer não, deveria alertar os seus patrícios da destruição que certamente lhes sobreviria caso não se arrependessem de suas iniquidades (Ez 3:18).
Num emblemático período de silêncio o profeta foi encerrado, porém, antes da queda de Jerusalém, foi orientado a falar ou encenar, entre os exilados, os juízos de Deus sobre a casa de Israel por causa de suas abominações (Ez 6:9). Ezequiel foi um verdadeiro recado ambulante de que o “fim vem sobre os quatro cantos da terra” (Ez 7:2), sendo uma voz para aquele tempo e que ecoa até os nossos dias.
Tendo a constante presença do Espírito Santo ao seu lado para levantá-lo e o levar a ver e a entender as “visões de Deus” (Ez 8:3), o atalaia do Senhor experimentou a plenitude da vida que anda no Espírito (Gl 5:16). Perante um povo que não mais sabia fazer diferença entre o santo e o profano, se deparou com a dura realidade de que apenas alguns seriam selados para a vida (Ez 9:4). Caindo “com o rosto em terra” (Ez 9:8), clamou temendo a destruição de todo o seu povo. Israel havia abandonado o Senhor. E Sua glória abandonaria o templo (Ez 10:18).
No entanto, a despeito da apostasia do povo, a começar dos seus líderes (Ez 11:2), Deus voltaria a reunir os Seus filhos, aos quais lhes serviu “de santuário” (Ez 11:16) e lhes dando uma nova vida, um novo coração (Ez 11:19). A situação era por demais agravante, e Ezequiel foi levantado como um sinal de Deus entre cegos e surdos espirituais (Ez 12:3 e 6), que se deixavam enganar por falsos profetas e profetisas que seguiam “o seu próprio espírito sem nada ter visto” (Ez 13:3). Israel levantou “os seus ídolos dentro do seu coração” (Ez 14:4) confiando em sua própria justiça, criando uma situação em que nem se os maiores justos que pisaram na Terra estivessem entre eles, conseguiriam reter a espada do Senhor (Ez 14:14).
A infidelidade de Jerusalém foi tão grande que fez a boca de Deus proferir as palavras mais fortes que já li nas Escrituras. Como uma “meretriz descarada” (Ez 16:30), a cidade escolhida como habitação de Deus tornou-se um antro de imundícies e de toda forma de maldade. Contudo, como um Deus justo, cada caso é analisado nas cortes celestiais de maneira individual e, tudo na terra e nos céus é realizado com o fim de que o perverso “se converta dos seus caminhos e viva” (Ez 18:23).
O ministério de Ezequiel não foi fácil, e, por vezes, chegou a lhe ser esmagador. Creio que a viuvez do profeta foi o momento mais doloroso de sua vida, principalmente diante da ordem divina: “Geme em silêncio” (Ez 24:17). Meus amigos, vocês percebem até que ponto o Senhor precisa chegar para que finalmente possamos acordar pra o fato de que algo de muito sério está acontecendo? Foi só depois daquela tragédia na vida daquele servo fiel que o povo resolveu indagar: “Não nos farás saber o que significam estas coisas que estás fazendo?” (Ez 24:19). Até então, o profeta tinha apenas dado alguns pequenos resquícios da poderosa mensagem que estava por vir.
Após proferir juízos sobre os inimigos de Israel, chegou a hora da nação eleita ouvir “o som da trombeta” (Ez 33:5) de Deus. Acabou o silêncio! O chamado: “Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do SENHOR” (Ez 33:30) ecoou em toda Jerusalém. Então, em “um vale que estava cheio de ossos” (Ez 37:1), Ezequiel teve um vislumbre do milagre do reavivamento, da graça e da salvação que só o Senhor pode dar.
No fecho do livro de Ezequiel, na descrição do santuário, vimos a revelação do plano da salvação em Cristo e em cada detalhe percebemos o zelo de um Deus santo e perfeito, que estabeleceu Suas leis como limites para sabermos “distinguir entre o santo e o profano” e “discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44:23). É olhando para o santuário que conseguimos visualizar o que Cristo fez, está fazendo e ainda fará por nós. Como nosso Sumo Sacerdote (Hb 8:1), Ele hoje está cumprindo os Seus últimos instantes como nosso Mediador (Hb 8:6) para que, dentro em breve, entremos na santa cidade pelas portas.
Em cada lado da cidade santa, Norte, Sul, Leste e Oeste, há três portas (Ap 21:13). representando o chamado de Deus para todos os “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6). O Senhor tem uma porta especial que foi preparada para você entrar. E, ali, ao dar o primeiro passo no piso dourado, você irá se deparar com o sorriso mais lindo e mais verdadeiro que já contemplou e ouvirá a voz mais doce e penetrante que já ouviu, a lhe dizer: “Seja bem-vindo(a), filho(a) amado(a)!”
Nada neste mundo e nem todo ele junto pode superar o que Deus tem preparado para você! Não poderia terminar este livro tão revelador e portador de uma mensagem tão urgente, sem rogar ao seu coração que aceite, hoje, plenamente, o último chamado de Deus. Fixe os seus olhos em Jesus! Em Sua vida e exemplo, busque a verdadeira consagração e experimente diariamente o sublime relacionamento pessoal com o seu Criador e Redentor. Então, quando Ele voltar, você perceberá que a voz que sairá das nuvens do céu é a mesma que, pela fé, você ouvia todos os dias (Jo 10:4).
Bom dia, herdeiros da santa habitação!
Desafio do dia: Marque seus amigos, convidando-os para iniciarmos amanhã o estudo do livro de Daniel.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel48
#RPSP
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“… não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio” (v.12).
Ainda em visão, Ezequiel foi levado a contemplar algo que vinha “debaixo do limiar do templo” (v.1) e que se estendia para além dos seus limites. Era como se houvesse uma nascente que saía à direita do santuário e se transformava em um rio caudaloso. À margem deste rio “havia grande abundância de árvores” (v.7), cujos frutos e folhas serviam de alimento e “de remédio” (v.12).
Quando João descreveu a cidade santa, em determinado momento ele viu “o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22:1). Percebam a importância de cada detalhe descrito pelo anjo, no fato de citar que as águas do rio vinham do lado direito do templo. Cristo mesmo afirmou: “Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus” (Lc 22:69). O que Ezequiel viu, portanto, foi o que Jesus afirmou à mulher samaritana: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14).
Cristo, a água viva, deseja nos lavar, nos purificar e nos dar vida. Direto do trono da graça emana um rio cujas águas promovem fartura e cura espirituais. Pois o justo “é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl 1:3). Comparado a uma árvore frutífera, todo justo tem uma coisa em comum: são regados pela mesma Fonte.
“Viste isto, filho do homem?” (v.6). Estamos no limiar de entrar “em herança” (v.14) na terra onde gozaremos de eterna felicidade. Bem como na visão de Ezequiel, João também viu “de uma e outra margem do rio… a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap 22:2).
Prepara-te, pois eis que Jesus está prestes a reunir os Seus filhos e a dizer “ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e Minhas filhas, das extremidades da terra” (Is 43:6).
Aceite, hoje, o lavar regenerador de Cristo, pois que “tudo viverá por onde quer que passe este rio” (v.9).
Bom dia, lavados e saciados pela água viva!
Desafio do dia: A partir de amanhã, iniciaremos uma nova jornada, agora com o tema: “Alcance o Poder” (Manassés Queiroz). Prepare o seu coração e peça ao Espírito Santo que lhe ajude neste novo desafio.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel47
#RPSP
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“Assim prepararão o cordeiro, e a oferta de manjares, e o azeite, manhã após manhã, em holocausto contínuo” (v.15).
As orientações dadas pelo anjo não eram revelações inéditas, mas a descrição dos procedimentos que envolviam o funcionamento do santuário. “No cerimonial religioso hebreu, a Festa da Lua Nova ocorria no início de cada mês, sendo celebrada ‘todos os meses do ano’ (Nm 28:11 e 14). Como ocasião especial de adoração (Ez 46:1-8), nesse dia tocavam-se as trombetas sagradas e ofereciam-se holocaustos e ofertas de manjares ao Senhor (Nm 10:10; 28:11-15; Sl 81:3); o povo abstinha-se de atividades comerciais e seculares (Am 8:5); realizavam-se também banquetes especiais (1Sm 20:5, 18, 24, 27 e 34); e pelo menos algumas pessoas costumavam visitar os profetas (2Rs 4:22 e 23)” (Alberto R. Timm).
Diante de Ezequiel foi apresentada a importância da contínua adoração. Mês a mês, sábado a sábado e “manhã após manhã” (v. 13, 14 e 15), o povo deveria preparar a sua oferta e “holocausto ao SENHOR” (v.13). E isto “é estatuto perpétuo e contínuo” (v.14). A perpetuidade não está no ritual, já que hoje não oferecemos mais sacrifícios ao Senhor, sendo que “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) já cumpriu o sacrifício único e perfeito (Hb 10:14). A perpetuidade está na adoração, como revelado ao profeta Isaías, referindo-se aos remidos na Nova Terra: “E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda carne a adorar perante Mim, diz o SENHOR” (Is 66:23).
A verdadeira adoração deve ser o constante caminhar do cristão. Todos os meses, todos os sábados e todos os dias do ano representam um contínuo processo de avanço para habitar “na Casa do SENHOR para todo o sempre” (Sl 23:6). Corremos o sério risco de perder este privilégio quando negligenciamos o processo “manhã após manhã”. Vivemos no tempo em que ser cristão virou moda. Não obstante, temos estudado e aprendido nas Escrituras que apenas o título de cristão não basta. Mas, “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23).
Percebam que Jesus utilizou a expressão “Pai” para designar a Deus nesta passagem. Porque todo verdadeiro adorador torna-se um filho de Deus. E, “a seus filhos, somente a eles, pertencerá a herança” (v.17). “Manhã após manhã” o Pai procura os filhos que O buscam com inteireza de coração e renova as suas forças na abundância diária de Suas misericórdias (Lm 3:23). São estes que herdarão “os novos céus e a nova terra” (Is 66:22; Ap 21:1), porque, à semelhança de Elias, restauraram “o altar do SENHOR, que estava em ruínas” (1Rs 18:30).
Amado e amada, o mesmo amor que o Senhor tem colocado em meu coração por Sua Palavra é o que eu desejo e oro que você também esteja desfrutando. O Reavivados e todos os recursos disponíveis são para te ajudar neste processo, mas não podem e não devem, de maneira alguma, substituir o teu encontro pessoal com as Escrituras e com o Senhor das Escrituras. “Manhã após manhã”, Deus te chama para uma audiência particular com Ele. Se você O buscar “em espírito e em verdade”, Ele falará direto ao teu coração a partir do momento em que os teus olhos repousarem sobre a Sua Palavra. Não perca as bênçãos deste privilégio contínuo. Clame ao Espírito Santo que te conduza à verdadeira adoração e, como filho de Deus, muito em breve, receberás a possessão eterna!
Feliz semana, filhos do Pai Celeste!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 21° dia: Espero que esta jornada tenha sido um divisor de águas em sua vida, assim como foi na minha. Ela não termina aqui, mas continua. Estamos vivendo em momentos decisivos, os últimos instantes da história desta terra de pecado. Continue vivendo “manhã após manhã” na presença de Deus. “O que determina de que lado nos encontramos hoje, são as nossas escolhas e atitudes. Atenda ao chamado, aceite o convite do Espírito Santo, levante-se e caminhe em direção ao Céu!” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 119).
Deixe aqui seu testemunho. O que esta jornada proporcionou à sua vida?
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Ezequiel46
#RPSP
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“Tereis balanças justas, efa justo e bato justo” (v.10).
Divisando a terra prometida, o Senhor ordenou a “Moisés e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote”, que levantassem “o censo de toda a congregação dos filhos de Israel” (Nm 26:1-2). Feito o censo, Deus orientou Moisés a repartir a terra em herança conforme a proporção em número de cada tribo (Nm 26:54). Ou seja, a porção territorial de cada tribo deveria ser distribuída com justiça conforme o número de sua população.
À tribo de Levi, no entanto, não seria dada herança na terra: “Pelo que não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhes tem dito” (Dt 18:2). Mas, “uma porção santa da terra” (v.1) seria separada para os sacerdotes para lhes servir “de lugar para casas” (v.4). Por algum tempo o povo havia sido oprimido, e dele exigido além do que era justo. As medidas citadas no texto de hoje se referem aos secos/comida (efa) e aos líquidos/bebida (bato). Em tudo, deveria prevalecer o juízo e a justiça. Deus não deixaria o Seu povo desassistido.
A sequência do capítulo, então, faz menção à entrada de ano dos israelitas, com uma espécie de cerimônia de purificação: “purificarás o santuário” (v.18). Um texto bem pertinente para nós, já que estamos iniciando o clima de final de ano e preparação para o ano porvir. Infelizmente, a realidade do mundo não tem nada a ver com purificação, e sim com contaminação. Há todo um preparo, organização e planejamento para o fútil, fazendo com que o que realmente importa seja desconsiderado e ignorado. Quando deveríamos estar fazendo um profundo exame de consciência, estamos preocupados com o que comer, beber e vestir.
Ora, Cristo foi direto ao ponto nessa questão, ao direcionar os olhos dos discípulos às aves do céu e aos lírios do campo. Assim como a Sua justiça foi ativa no passado, ela continuará em ação, sempre. Os Seus planos para os Seus filhos são justos em todos os seus efeitos e aquele que confia no Senhor não precisa temer quanto ao futuro. Mas há uma regra áurea que precisa ser seguida, e esta, Jesus repete a nós hoje: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).
‘Primeiro Deus’ não foi um slogan inventado pela Igreja Adventista, mas um princípio declarado pela boca do Cordeiro pascal. Erguer a bandeira do Reino de Deus e da Sua justiça e viver o evangelho com a intensidade de uma busca constante e perseverante, eis do que o mundo precisa. Foi quando estas verdades começaram a ser vividas pelos reformadores que as trevas do engano começaram a ser dissipadas pela luz da Palavra.
Praticar “juízo e justiça” (v.9) vai além de questões materiais ou religiosas, mas corresponde a colocar as coisas em seus devidos lugares:
- Primeiro Deus. Deus como a Fonte primária de todas as coisas.
- As nossas necessidades básicas atendidas (resultado).
“Todo o povo da terra” (v.16) tem sido chamado para fazer parte do reino eterno de justiça, mas nem todos estão dispostos a aceitar a justiça de Cristo como “oferta pelo pecado” (v.22). Muitos até afirmam aceitar e aparentam crer, mas ainda se apegam à própria justiça barata e imunda (Is 64:6).
Meu irmão e minha irmã, não há mais tempo para continuarmos seguindo os padrões mundanos e nos amoldando ao cenário pagão. É tempo de sermos as próprias “balanças justas” (v.10) que o Senhor erguerá como troféus perante o inimigo, assim como fez com Jó, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1). Então, a justiça que nos aguarda será infinitamente mais completa e perfeita do que a que foi usada na repartição territorial de Canaã e na retribuição à fidelidade de Jó. Não receberemos recompensas terrenas, mas recompensas eternas. Não viveremos “sete dias” (v.21) de Páscoa para nos lembrar do Cordeiro, mas haverá sete dias de “silêncio no Céu” (Ap 8:1), porque toda a corte angélica virá de lá, com Cristo, o Cordeiro, para trazer “juízo e justiça” definitivos.
Prepara-te, pois o Justo vem vindo!
Feliz sábado, justos do Senhor!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 20° dia: Chegou a hora de purificar a sua casa! Em oração, peça ao Espírito Santo para lhe mostrar tudo aquilo que O desagrada e que lhe afasta dEle, como CDs, DVDs, jogos e outros, e se desfaça de tudo isso. Em seguida, ore novamente e destrua os objetos (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 116).
Rosana Garcia Barros
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“Os sacerdotes terão uma herança; Eu sou a sua herança. Não lhes dareis possessão em Israel; Eu sou a sua possessão” (v.28).
O sacerdócio na Bíblia representa um ministério santo, sobre o qual repousa a responsabilidade da orientação espiritual. Tanto o sacerdócio do santuário, quanto o sacerdócio familiar, foram instituídos por Deus como um plano de estrutura perfeita, proporcionando ao homem a chave de uma vida vitoriosa: “eles se chegarão a Mim, para Me servirem, e estarão diante de Mim… diz o SENHOR Deus” (v.15).
Dentre as suas atribuições, a principal delas, com certeza, era a intercessão. Ao imolar os animais e ao oferecer a gordura e o sangue ao Senhor, os sacerdotes o faziam em favor de si mesmos e de todo o povo, consagrando-os a Deus. Ao mesmo tempo, precisavam ter uma vida ilibada, e o Senhor fez questão de destacar alguns aspectos:
- Vestuário e asseio pessoal (v.17-20);
- Alimentação (v.21);
- Casamento (v.22).
Diferente dos demais levitas, os descendentes de Zadoque (2Sm 8:17) permaneceram fiéis ao Senhor. “Os levitas, porém,… se apartaram para longe” (v.10) de Deus, servindo “à casa de Israel de tropeço de maldade” (v.12). Estamos diante de uma notória distinção entre o bom exemplo e o mau exemplo; entre o verdadeiro sacerdócio e o sacerdócio apostatado.
Com o dever de ensinar o povo “a distinguir entre o santo e o profano e… entre o imundo e o limpo” (v.23), o método de ensino dado por Deus foi o exemplo. As vidas dos sacerdotes deveriam ser verdadeiras “aulas práticas”. Cumpria-lhes instruir “aos rebeldes” (v.6) com a autoridade de quem vivia o que falava.
A porta “que estava fechada” (v.1) assim continuaria devido à dureza de coração dos filhos de Israel em misturar o santo com o profano. Contudo, a porta foi aberta pelo único que é digno e capaz de abri-la: “o santo, o verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fecha, e que fecha, e ninguém abre” (Ap 3:7). Ele mesmo disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo” (Jo 10:9). O sacerdócio de Cristo foi o fiel e perfeito exemplo. Ele abriu a porta que nos condenava à eterna separação da glória do Pai. E nos chama como Seu “sacerdócio real” (1Pe 2:9) para vivermos as Suas “prescrições” (v.16) com inteireza de coração.
“Nota bem, e vê com os próprios olhos, e ouve com os próprios ouvidos tudo quanto” (v.5) o Senhor tem nos ensinado através de Sua Palavra: permaneça diante de Mim (v.15), obedeça aos Meus mandamentos (v.16), vista-se com decência e bom senso e cuide de sua higiene e saúde (v.17-21), não se case sem a Minha bênção (v.22), faça diferença entre o santo e o profano (v.23), seja justo com o seu semelhante e santifique “os Meus sábados” (v.24), não ponha em risco a sua salvação envolvendo-se com “mortos” espirituais (v.25), seja fiel na devolução dos dízimos e das ofertas, “para que faça repousar a bênção sobre a vossa casa” (v.30).
Faça parte do “testamento” divino que está prestes a cumprir sua eficácia: “O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho” (Ap 21:7).
Pela graça de Deus, seja um praticante da Palavra (Tg 1:22) e, por Cristo, herdeiro das bênçãos celestiais!
Bom dia, sacerdócio real!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 19° dia: “Leia, em oração, o livro de Joel e medite profundamente em seu contexto e sua mensagem. Tenho certeza de que o Senhor o atenderá em sua sinceridade e o impactará com as Suas maravilhosas verdades sobre o preparo espiritual necessário para a breve volta de Cristo Jesus” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, pág. 110).
Rosana Garcia Barros
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“O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR enchia o templo” (v.5).
Que emoção não deve ter enchido o coração do profeta ao ver a glória de Deus novamente naquele lugar e ao ouvir da boca do Senhor: “este é o lugar do Meu trono, e o lugar das plantas dos Meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre” (v.7). Os pecados e as abominações haviam retirado a glória do Eterno do santuário, mas, o Seu santo nome não seria mais contaminado. Ainda havia esperança!
Não foi a atitude do povo de Deus que fez com que a glória do Senhor voltasse a encher o santuário, e sim o zelo pelo Seu santo nome. A Sua bondade e misericórdia foram estendidas aos filhos de Israel para que, “envergonhando-se eles de tudo quanto praticaram” (v.11), tornassem a observar e a cumprir os estatutos de Deus. Notem a sequência:
- “A glória do SENHOR entrou no templo” (v.4);
- O povo deveria envergonhar-se de seus pecados (arrependimento) (v.10);
- Então, observar e cumprir toda “a lei do templo” (v.12).
A obediência à lei de Deus não é sinônimo de salvação, mas, certamente, é o resultado dela. Foi assim na vida de Noé, Abraão, José, dentre tantos outros homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor e à Sua Palavra. Foi assim na vida de Jesus, que nos deixou exemplo “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl 2:8). Foi assim na vida dos apóstolos que nos deixaram um legado de fé prática, e confiança plena no poder de Deus. Foi assim na vida dos reformadores e pioneiros que dedicaram a vida em resgate das verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn 8:12).
Creio que a maior prova de que a observância da lei não salva está nos rituais de sacrifício. Se o cumprimento da lei fosse o suficiente, não precisaria haver “holocausto ao SENHOR” (v.24). A função principal da lei é a de revelar os nossos pecados e a necessidade que temos de um Salvador que faça “a purificação e a expiação” (v.20) das nossas iniquidades. Anule a lei, e, consequentemente, você estará afirmando que não há pecado. E, se não existe pecado, não precisamos da graça. E, sem a graça, para que um Salvador?
Muito em breve toda a Terra resplandecerá por causa da glória do Senhor (v.2), e os que insistiram na prática do pecado serão consumidos por Sua ira (v.8). Mas os que crerem em Jesus e seguirem os Seus passos, confiantes em Seus méritos, não farão parte da turba do desamor (Mt 24:12), mas irão amar como Ele amou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo 15:10).
Bom dia, amados do Senhor!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 18° dia: “A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que viveram verdadeiramente o ministério de Cristo e exerceram grande influência em suas comunidades. Pesquise e encontre-as e depois anote as ideias e o que você aprendeu para colocar em prática” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, Pág. 105).
Rosana Garcia Barros
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“… para fazer separação entre o santo e o profano” (v.20).
Numa linguagem atual, poderíamos dizer que Ezequiel teve uma visão 4K do templo. De fora para dentro e de dentro para fora, o anjo lhe mostrava a minuciosa arquitetura divina. “As câmaras” (v.5) serviam como uma espécie de “quartel general” dos sacerdotes. Ali eles comiam, armazenavam “as ofertas de manjares” e se vestiam (v. 13-14). Estas “câmaras santas” eram de exclusivo uso dos sacerdotes e nenhuma delas poderia servir de uso comum, porque o lugar era santo (v.13). “Somente eles podiam andar nos recintos sagrados do templo propriamente dito e comunicar-se com Deus” (M. L. Andreasen, O Ritual do Santuário, pág. 39).
À tribo de Levi foi dado o privilégio de ministrar no tabernáculo de Deus devido à sua fidelidade e zelo para com Deus e Sua lei (Êx 32:26). Separados para o santo ofício, tudo neles representava “Santidade ao Senhor” (Êx 28:36), inclusive as vestes. A conclusão do capítulo de hoje fecha com chave de ouro o princípio envolvido ali: a diferença “entre o santo e o profano” (v.20).
Já no Éden, Deus fez esta distinção ao instituir o sétimo dia da semana como santo (Gn 2:1-3). Também confirmou este princípio ao aceitar a oferta de Abel e rejeitar a oferta de Caim. O sábio Salomão dedicou treze capítulos e meio do livro de Provérbios só para fazer contraste entre o justo e o ímpio. E a Bíblia segue, do início ao fim, confirmando que há sim diferença entre o certo e o errado, entre o bem e o mal.
O que tem ocorrido no meio cristão é catastrófico e chega a ser deplorável diante da solenidade dos tempos em que estamos vivendo! Vocês acham que haverá uma próxima geração antes que Jesus volte à Terra? Eu não creio que isto seja possível e tenho clamado a Deus que não. O veneno mortal do pecado tem sido usado entre os crentes como uma espécie de energético para “animar” a igreja. Enquanto isso, Satanás se aproveita da “animação” desprovida de espiritualidade para profanar a casa de Deus com toda sorte de impurezas.
Amados, releiam comigo a segunda parte do verso quatorze: “… as vestiduras com que ministraram, porque elas são santas”. Precisamos ser “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19) em todo lugar, mas, principalmente, ao pisarmos em “terra santa” (Êx 3:5). Quer dizer que Deus Se importa com o que vestimos? Claro que sim! Se não, não teria feito roupas para Adão e Eva (Gn 3:21). Ou não teria dito a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx 20:26). Ou seja, Deus requer que o Seu povo siga a “moda” da ordem e da decência.
Contudo, a verdadeira compreensão acerca da reforma só acontece mediante um genuíno reavivamento. Quando o coração é revestido pela justiça de Cristo, o cristão vai sendo instruído pelo Espírito Santo, um passo de cada vez. Sua vida torna-se, então, uma confissão prática de sua fé e, como luz da aurora, ele “vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito” (Pv 4:18). Mas, quando esta “luz” são trevas, “que grandes trevas serão!” (Mt 6:23). Pois, “no tocante a Deus, professam conhecê-Lo; entretanto, O negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt 1:16).
Jesus não olhava para a roupa, os ornamentos ou para o estilo de vida das pessoas que O cercavam, mas era impossível que continuassem do mesmo jeito depois de conhecê-Lo. Em Seus olhos podiam ver a essência do amor, mas os mesmos olhos penetravam cada alma com as mesmas palavras: “vai e não peques mais” (Jo 8:11). Permita que o olhar de Jesus perscrute “as câmaras” do teu coração e torne cada uma delas, “lugar santo”. Então, muito em breve, serás “assim vestido de vestiduras brancas” (Ap 3:5).
Bom dia, santos do Altíssimo!
Jornada espiritual “Chuva Serôdia. Chegou a hora!“, 17° dia: “Visite um amigo e faça uma ministração espiritual. Na sequência, convide-o em outras visitas. E, por fim, estimule-o a fazer o mesmo, repetindo a ação. Dessa forma sua comunidade religiosa entrará em ação em favor das pessoas, pelo poder do Espírito Santo” (Manassés Queiroz, Chuva Serôdia. Chegou a hora!, p. 100).
Rosana Garcia Barros
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