Reavivados por Sua Palavra


OSEIAS 10, Comentado por Rosana Barros
29 de novembro de 2017, 0:30
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“O seu coração é falso; por isso, serão culpados…” (v.2).


Após a divisão de Israel entre Reino do Norte e Reino do Sul, Jeroboão, temendo que o povo fosse adorar em Jerusalém e se agregasse a Roboão, mandou fazer dois bezerros de ouro “e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1Rs 12:28). E o que o povo fez? Aceitou a oferta e, rapidamente, afastou-se do Senhor para adorar aquelas imagens.

O registro deste capítulo relembra aquele episódio como uma segunda descrição da situação espiritual de Israel. Além de comparar com a trágica época que vimos ontem, o profeta acrescenta a degradação do povo por intermédio da idolatria. Por todo o domínio do reino, havia malícia, falsidade e perversidade. Israel havia perdido toda a noção de santificação e arrojou-se em semear o mal.

Outra forma muito comum para comunicar na Bíblia alguma mensagem é uso de termos agrícolas. Aqui, o profeta apresenta um contraste entre o método de Deus e o método do homem:

  • Método de Deus: semear em justiça, colher com misericórdia e preparar o campo para uma nova semeadura, buscando ao Senhor, aguardando a Sua vinda e confiando em Sua justiça (v.12);
  • Método do homem: arar a malícia, colher a perversidade, comer “o fruto da mentira“, depositando a sua confiança nele mesmo, em coisas e em pessoas (v.13).

Qual dos dois métodos tem sido real em nossa vida? Precisamos ter em mente que todas estas advertências divinas não foram dadas a povos pagãos, mas à nação eleita de Deus. Como Laodiceia, Israel tornou-se soberba e considerava-se rica e abastada (v.1; Ap 3:17). O fato de ter sido uma nação escolhida por Deus com uma mensagem especial, ao invés de despertar-lhe gratidão, causou-lhe um sentimento de orgulho próprio que a levou a envolver-se com as práticas dos povos que julgava perdidos.

Idolatria (v.1), coração falso (v.2), “palavras vãs” (v.4) e pecados ocultos levaram Israel a colher a própria destruição. É ilusão pensar que o fato de pertencer à família cristã é garantia de salvação. Ser cristão não é assumir um título, mas uma cidadania. Todo aquele que entende que o seu lugar não é aqui, que não pertence a este mundo, não vive em conformidade com as práticas desta terra, mas, pela fé, caminha em direção à Pátria Celeste, buscando “ao SENHOR, até que Ele venha” (v.12).

Cristo está prestes a ceifar a terra, “visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap 14:15). E de que lado estaremos? Daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14)? Ou dos que dirão “aos montes e aos rochedos” (Ap 6:16): “Caí sobre nós!” (v.8)? O nosso lugar não é aqui, meus irmãos! Clamemos ao Senhor para que o orgulho não contamine o nosso coração, pois “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co 3:7). Coloquemo-nos, pois, nas mãos do grande Agricultor e Ele fará descer sobre nós a Sua chuva de justiça (v.12) e nos levará para desfrutar de Sua messe abundante e eterna.

Bom dia, semeadores do Senhor!

Jornada de oração, dia 13/21: Oremos por um coração cujo solo seja fértil.

Rosana Garcia Barros

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OSEIAS 9, Comentado por Rosana Barros
28 de novembro de 2017, 0:30
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“Mui profundamente se corromperam, como nos dias de Gibeá. O SENHOR Se lembrará das suas injustiças e castigará os pecados deles” (v.9).

Um dos relatos bíblicos mais tristes e difíceis de se ler encontra-se no capítulo dezenove do livro de Juízes. A violência cometida contra a concubina do levita e o esquartejamento de seu cadáver foram absurdos que chocaram Israel e levaram todo o povo a concluir: “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (Jz 19:30).

A corrupção de Israel nos tempos de Oseias foi comparada com este episódio onde a maldade era sem escrúpulos. O povo se comportava como se em dias de festa, quando, na verdade, estava para viver dias de luto. Até as novas gerações não seriam poupadas do castigo vindouro, sendo levadas “ao matador” (v.13). A bênção que deveria ser perpetuada para a vida (Dt 6:4-9), foi trocada pela maldição para a morte.

A tragédia humana atinge o seu ápice na proporção em que o homem deixa de ouvir a voz do seu Criador. A mesma voz que falou e tudo se fez, é a mesma que continua falando através de Sua Palavra com a finalidade de, dia após dia, nos refazer. É uma obra contínua e ininterrupta que só atingirá o seu clímax no grande Dia do Senhor. Deixar de ouvir a voz de Deus não é só uma questão de escolha, mas de renúncia à própria finalidade para a qual fomos criados: “… os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is 43:7).

Com isto em mente, ponderemos  sobre nossos dias. Temos testemunhado de alguns uns anos para cá não a ocorrência de um episódio esporádico de violência extrema, mas de um surto generalizado de crimes hediondos que têm tornado esta terra um lugar terrível de se viver. O descaso para com a vida alheia, o desamor e o prazer a todo custo são as principais causas de tão elevado e absurdo número de vítimas fatais. Mas esta é a face do homem longe de Deus! Este é o quadro composto pelo príncipe deste mundo!

O episódio de Gibeá ilustra a situação do homem sem Deus: pior do que um animal. Porque o animal faz as coisas por instinto, mas, o homem, como único ser racional, quando age por conta própria, torna-se pior do que um bicho. O que estamos vendo a olho nu, hoje, é o retrocesso humano e a degradação do mundo. Quanto mais distante vivemos dos propósitos de Deus, mais vulneráveis ficamos às nossas paixões e concupiscências e, então, começamos a nos destruir uns aos outros.

Nunca estivemos tão perto de ver cumprida esta profecia de Oseias: “Chegaram os dias do castigo, chegaram os dias da retribuição” (v.7). Despertemos, meus irmãos! Basta olhar para os lados e ponderar de que o relógio deste mundo está prestes a badalar o seu minuto final. Isto não é sensacionalismo, isto é choque de realidade! O Senhor tem chamado o Seu povo para ouvir: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz” (Ap 2:7). E nós? Temos aproveitado ou rejeitado este privilégio?

Em nome de Jesus, aproveitemos ao máximo estes últimos instantes enquanto ainda podemos ouvir a voz do Espírito Santo. Porque está chegando o tempo em que todas as oportunidades cessarão e cumprir-se-á a profecia: “Ai deles, quando deles Me apartar!” (v.12).

Bom dia, ouvintes do Espírito Santo!

Jornada de oração, dia 12/21: Oremos por uma vida guiada e santificada pelo Espírito Santo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Oseias9 #RPSP

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OSEIAS 8, Comentado por Rosana Barros
27 de novembro de 2017, 0:30
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“Israel rejeitou o bem; o inimigo o perseguirá” (v.3).


A trombeta era um instrumento muito utilizado, tanto em batalhas quanto em festas e assembleias solenes. Geralmente, servia como um sinal de alerta ou de convocação, mas também para comemorar a vitória em alguma batalha. No Antigo Testamento encontramos diversos relatos em que a trombeta é utilizada. No livro de Neemias, por exemplo, o próprio Neemias convocava o povo que estava disperso, reconstruindo o muro de Jerusalém, para orar e lutar ao “som da trombeta” (Ne 4:20).

Pois bem, o capítulo de hoje já se inicia com um recado em tom de urgência: “Emboca a trombeta” (v.1), indicando que ela está prestes a ser tocada. Com o castigo às portas, e tendo sido avisado pelos profetas de Deus de que sua falsa religião precisava ser substituída pela “religião pura e sem mácula” (Tg 1:27), “Israel rejeitou o bem” (v.3) e teria de sofrer a dor das feridas que ele próprio causou (Pv 11:17).

Apesar da aberta idolatria (v.6), o povo ainda enchia a boca para dizer: “Nosso Deus! Nós, Israel, Te conhecemos” (v.2), e, ao mesmo tempo, contaminava a casa do Senhor com seus ídolos e práticas pagãs. Eram exatamente um tipo de Laodiceia, acomodando-se à condição de que, como nação eleita de Deus, já eram ricos e abastados e não precisavam de mais nada (Ap 3:17).

Conforme as profecias bíblicas, vivemos no tempo que antecede a sétima e última trombeta. Basta observar um pouco a situação deste mundo e da raça humana para perceber que “o sétimo anjo” (Ap 11:15) já está com a trombeta na boca apenas aguardando a ordem divina. E adivinhem só o que João viu logo após o ressoar da última trombeta: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário…” (Ap 11:19). E o que era mantido dentro da arca da Aliança? Além da vara de Arão e da urna de ouro contendo uma porção do maná, estavam ali “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18).

Agora, vejamos o porquê do Senhor ter-se irado contra o Seu povo: “porque transgrediram a Minha aliança e se rebelaram contra a Minha lei” (v.1). Transgredir significa passar dos limites. Israel passou dos limites confessando uma fé tão frágil quanto os deuses que construiu. Como uma revelação do verdadeiro caráter divino, a lei do Senhor “é santa, e o mandamento, santo, e justo e bom” (Rm 7:12). Desde o Éden, a desobediência (ou transgressão), sempre foi um ato ofensivo contra Deus, de tal forma que o seu salário “é a morte” (Rm 6:23).

O Criador nos deixou dez preceitos com base nos quais um dia seremos julgados (Tg 2:12). A lei de Deus expressa dez vezes que você e eu somos pecadores e precisamos de um Salvador que, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8), nos deixando isto como exemplo. Ele não voltará para buscar os que “amam o sacrifício“, pois “o SENHOR não os aceita” (v.13), mas virá segunda vez para levar Consigo “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap 14:12) como expressão do grande amor que os salvou.

Não podemos perder a inocência (v.5) que este mundo vil tem tirado até das crianças. Os mandamentos de Deus “não são penosos” (1Jo 5:3), mas o prazer daqueles que descobrem a bem-aventurança de seguir os passos de Jesus (1Pe 2:21). Que estejamos todos prontos para o ressoar da última trombeta, orando em todo o tempo: “Ensina-me, SENHOR, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim” (Sl 119:33).

Bom dia, bem-aventurados!

Jornada de oração, dia 11/21: Oremos para que tenhamos sempre prazer nos mandamentos de Deus.

Rosana Garcia Barros

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OSEIAS 7, Comentado por Rosana Barros
26 de novembro de 2017, 0:30
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“A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o SENHOR, seu Deus, nem O buscam em tudo isto” (v.10).


A iniquidade dos regentes de Israel levou todo o povo a práticas abomináveis e descaso para com Deus. Disposto a mudar-lhes a sorte, o Senhor desejava restaurar os filhos do Seu povo e trazê-los de volta a Si. Contudo, rejeitaram o chamado do Altíssimo e dEle fugiram (v.13).

A negativa partia do princípio de que ninguém havia que invocasse ao Senhor (v.7). Ninguém havia que O buscasse ou desejasse estar em Sua presença. A situação deles era cômoda e, em meio a malícias e mentiras, ocupavam o coração com as efêmeras alegrias deste mundo, debaixo de roupas de “religioso”.

No capítulo vinte e três do livro de Mateus, Jesus proferiu severas advertências contra os líderes da época. E a primeira delas exemplifica bem a situação de Israel: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mt 23:13). Ao invés de serem instrumentos de salvação, suas vidas tornaram-se uma barreira impedindo que muitos conhecessem, de fato, a Deus.

A ostentação e o orgulho tornaram os líderes do povo uma espécie de casta inalcançável. Colocando-se acima de tudo e de todos, abandonaram a essência da liderança celestial: a humildade e o serviço abnegado. E, tomados de um espírito soberbo, rejeitaram o único Mestre: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt 23:8).

A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos se deu em Antioquia, após a dispersão “por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão” (At 11:19). Ali, e nas cidades circunvizinhas, o evangelho foi pregado com inteireza de coração, pois “a mão do Senhor estava com eles” (At 11:21). Era isso que Deus esperava do antigo Israel e é isso que Ele espera do Seu Israel moderno. O Senhor não leva em conta o parecer ser dEle, mas o ser dEle “em espírito e em verdade” (Jo 4:24). Ele não deseja ouvir “uivos” (v.14) “santos”, mas clamores de corações que reconhecem a sua real condição: inteiramente dependentes da graça de Jesus.

A verdade é esta, amados: diante de Deus, não há distinção entre líderes e subordinados. Somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai (Mt 23:9). Todos carecemos da mesma graça, da mesma misericórdia e do mesmo Mediador, Jesus Cristo (1Tm 2:5). Ele mesmo nos deixou exemplo, quando, como Mestre, Se humilhou à condição de servo (Jo 13:14). Portanto, liderar não é mostrar serviço, mas servir para mostrar Jesus. E isto só acontece quando estamos sob a liderança do Espírito de Deus.

Que o Espírito Santo lidere a minha e a sua vida, então, sucederá que a letra da canção se cumprirá em nossa vida: “E se alguém vier atrás de mim, por onde eu for, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hino 481 do Hinário Adventista do Sétimo Dia).

Bom dia, liderados pelo Espírito Santo!

Jornada de Oração, dia 10/21: Oremos pelos pastores e líderes do “Israel de Deus” (Gl 6:16).

Rosana Garcia Barros

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OSEIAS 6, Comentado por Rosana Barros
25 de novembro de 2017, 0:30
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“Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (v.6).


Certa vez alguns homens chegaram em determinada cidade, após uma longa caminhada em estradas poeirentas. Com muita fome, eles começaram a comer, sem antes lavar as mãos. Outros homens vendo aquilo, indignados, perguntaram ao Líder daqueles: “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos [ritualmente] quando comem” (Mt 15:2). Você já deve saber a que história me refiro. Mas o que ela tem a ver com o texto de hoje? Tudo. Vamos descobrir o porquê, juntos.

Observem que os três primeiros versos exprimem uma ansiedade por cura, por restauração. Dão uma ideia de verdadeira busca pelo poder que só Deus pode conceder. Contudo, aqueles versos que contém palavras tão lindas, tão cheias de verdade, não passavam, simplesmente, disto: de palavras. O amor declarado do povo foi comparado a uma nuvem e ao orvalho “que cedo passa” (v.4). Isto é: Vocês dizem que Me amam, buscam a cura, acreditam que Eu levantarei um Salvador para vocês, mas o amor de vocês é uma grande mentira!

As perguntas de Deus para eles, em linguagem contemporânea, poderiam ser:

  • O que é que Eu faço com vocês (v.4)?
  • Até quando não compreenderão que “misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (v.6)?
  • Até quando vocês colocarão a tradição dos anciãos na frente do verdadeiro evangelho?
  • Até que ponto as coisas terão que chegar para que vocês percebam que estão se portando “aleivosamente contra Mim” (v.7)?

Tudo isto me lembrou de quando eu era adolescente na casa de meus pais. Quase toda semana, nós recebíamos a visita de uma senhora muito idosa a quem ajudávamos com algum alimento. O interessante é que ela sempre nos presenteava com um pano de prato. Eram paninhos simples, mas que tinham um grande significado para mim. Até que, a partir de um um dia, aquela senhora nunca mais apareceu e eu percebi que não eram panos de prato que ela deixava lá em casa, e sim amor.

Meus irmãos, do que adianta lavar as mãos enquanto o coração “está contaminado” (v.10)? A transgressão da aliança do Senhor não se resume ao que você e eu fazemos ou deixamos de fazer, mas ao que não permitimos que o Espírito Santo realize em nós. Existe um abismo de diferença entre dizer que ama e amar de verdade. Enquanto não entendermos que não é o que fazemos que define o nosso destino eterno, mas com que intenção fazemos, nunca descobriremos, de fato, a misericórdia e o conhecimento de Deus.

Que a minha e a sua vida não se resuma a “mãos lavadas” por sacrifícios e holocaustos, mas a “panos de prato” de misericórdia e amor de Deus!

Feliz sábado, misericordiosos do Senhor!

Desafio do dia 9/21: Oremos por uma vida plena de misericórdia e do amor de Deus.

Rosana Garcia Barros

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OSEIAS 5, Comentado por Rosana Barros
24 de novembro de 2017, 0:30
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“O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus, porque um espírito de prostituição está no meio deles, e não conhecem ao SENHOR” (v.4).


O contraste entre o justo e o perverso, destacado pelo sábio no livro de Provérbios, confirma uma verdade contida em toda a Bíblia que tem sido lançada por terra desde que o pecado entrou no mundo: a diferenciação entre o certo e o errado, entre o santo e o profano.

O conteúdo deste capítulo traz uma séria advertência aos líderes de Israel. “Na prática de excessos” (v.2), corromperam-se, levando consigo todo o povo. E o que o Senhor tem para nós, hoje, são palavras de dura repreensão, mas também de incomensurável amor e infinita misericórdia, a fim de que despertemos para a solene hora em que estamos vivendo.

Deus nos diz em Sua Palavra que usar o corpo de forma a corromper os princípios estabelecidos por Ele como santos, chama-se abominação. Pecados secretos como, pornografia, adultério, masturbação e pedofilia têm sido as principais práticas “de excessos” (v.2), nas quais o mundo tem se aprofundado. O Senhor também nos diz que causar contendas entre irmãos é abominável (Pv 6:16-19). Muitos, guiados pela cobiça e pela inveja, têm disseminado veneno, e causado divisões e desconfiança. Isto é diabólico e vai tirar muita gente do Céu, assim como tirou terça parte dos anjos! E, infelizmente, eu não me refiro aqui a casos de pessoas não cristãs, mas famílias cristãs que têm sido destruídas “por causa da sua iniquidade” (v.5). Agora pense nisto tudo acontecendo na vida daqueles que deveriam ser instrumentos de Deus para guiar o Seu povo.

O Senhor não se referiu a homens ignorantes quanto à verdade, mas a líderes cuja vida religiosa aparentava estar “à procura do SENHOR” (v.6). Porém, em sua soberba, jamais encontrariam Aquele que nem ao menos conheciam, “porque foi do seu agrado andar após a vaidade” (v.11). Chegamos em um ponto muito delicado da mensagem deste capítulo. Termos como, “prostituído”, “contaminado” (v.3) e “enfermidade” (v.13) revelam o resultado de uma vida destituída do Espírito de Deus, referindo-se aos líderes de Israel, mas que também alcançou todo o povo. Confirmando as palavras do Senhor no capítulo anterior: “porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa” (Os 4:4). Em linguagem atual, tornaram-se todos “farinha do mesmo saco”.

Sobre isto, escreveu o profeta Isaías: “Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna” (Is 24:5). Amados, religiosidade não é sinônimo de santidade. A verdade é que vivemos em um mundo de pecado, carregamos a terrível natureza pecaminosa e necessitamos desesperadamente da graça de Jesus. Pastores, líderes ou simplesmente membros de igreja, todos, somos igualmente propensos a cair. A diferença está na nossa reação diante do pecado. Estamos realmente fazendo diferença entre o santo e o profano?

Alguém que busca a Deus constantemente, que diariamente alimenta-se do maná do Céu e que faz da oração o seu respirar, vive uma intimidade com Deus que não o impede de ser tentado, mas que, certamente, o fortalecerá para resistir às tentações. Em contraste, uma vida de aparências é a pior mentira que existe e a forma mais perigosa de se perder em meio à comodidade de parecer ser o que não é. O apelo de Deus para todos nós, hoje, líderes ou não, é que façamos uma análise de nossa condição espiritual, confessemos os nossos pecados e O busquemos enquanto ainda há tempo. Ele olha para nós e não vê líderes e membros, mas pessoas pelas quais Ele entregou o Seu próprio Filho. Não permita que o seu coração seja envolvido pelo “espírito de prostituição” (v.4) que governa este mundo que jaz no Maligno, mas que seja movido e transformado, um dia de cada vez, pelo Espírito Santo. Aceite o conselho do sábio Salomão: “Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da Sua repreensão. Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv 3:11-12).

Bom dia, filhos do Pai de amor!

Desafio do dia 8/21: Oremos confessando diante de Deus os nossos pecados e clamemos pelo poder restaurador que há na pessoa do Espírito Santo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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OSEIAS 4, Comentado por Rosana Barros
23 de novembro de 2017, 0:30
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“O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (v.6).


Se colocássemos os versos dois e três como um texto comum em nossas redes sociais, certamente muitos concordariam com o que ali está escrito e nem se dariam conta de que trata-se de uma porção das Escrituras, pois parece bem um resumo da situação atual do planeta.

Rompimento com a fé, mentiras, homicídios, furtos, adultérios, arrombamentos, pessoas desfalecendo, a natureza em colapso e todas as misérias são os resultados de uma terra onde “não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus” (v.1). Ou seja, um completo caos. O homem vive dando “murro em ponta de faca”, buscando a solução para os problemas do globo pautado em seus próprios e finitos conhecimentos. E, dia após o outro, os noticiários nos mantém informados que os planos humanos são falíveis e fadados ao fracasso.

A resposta para o porquê de tanta destruição é apresentada por Deus, no verso seis: falta de conhecimento. Em palavras bem compreensíveis, ignorância quanto ao que realmente devemos conhecer. Mas o que “os habitantes da terra” têm ignorado? O Senhor também nos responde no mesmo verso: “visto que te esqueceste da lei do teu Deus”. As futuras gerações sofreriam os danos recorrentes da desobediência à lei que foi promulgada para libertar (Tg 2:12) “porque ao SENHOR deixaram de adorar” (v.10).

Este capítulo é uma séria repreensão dada pelo Pai aos Seus filhos terrestres de todas as gerações, e tem juízo todo aquele que a considera. Na sentença, “A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento” (v.11), há mais do século vinte e um do que se possa imaginar. Nunca houve uma geração tão erotizada quanto esta. Bem como nunca houve uma tão embriagada. Geração que consulta a tudo e a todos, menos ao Senhor, pois “abandonaram o seu Deus” (v.12). Geração que busca a própria desgraça, “pois o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” (v.14). Geração que consome “lixo” como se fosse “caviar” e ama “apaixonadamente a desonra” (v.18).

Eu não estou me excluindo desta realidade. Por muitos anos eu fui consumista deste “cardápio” maligno e andei cega e sem entendimento. Mesmo dentro da igreja, e atuando como líder, permitia que meus sentidos fossem embriagados com as finas iguarias e com o vinho da mesa do inimigo como “mosto” (v.11) inofensivo. Até que o amor incondicional me alcançou e me mostrou um caminho sobremodo excelente. Entristeço-me ao me lembrar do tempo em que me perdi como dracma, mas me alegro profundamente pela longanimidade do Senhor que me esperou, me ergueu bem alto e bradou: Achei! “Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido!” (Lc 15:9).

Como não me emocionar com tão imenso amor? Meus amados irmãos, já temos examinado as Escrituras por um bom tempo. Tempo suficiente para compreendermos que a única razão pela qual Deus deixou escrito a Sua Palavra em linguagem humana foi para nos salvar. Para mostrar que, mesmo diante de nossa vergonhosa condição, os Seus braços ainda estão abertos para nos receber, não importa quão longe tenhamos ido. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno” (1Co 6:2) para que você escolha a vida, “amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-se a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade” (Dt 30:20). “Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:19), para sempre!

Bom dia, alvos do Amor incondicional!

Desafio do dia 7/21: Oremos para que o Espírito Santo continue nos guiando ao verdadeiro conhecimento de Deus e Sua Lei.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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OSEIAS 3, Comentado por Rosana Barros
22 de novembro de 2017, 0:30
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“Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da Sua bondade” (v.5).


O resgate de Gômer representa o resgate de amor feito pelo Senhor por nós. Ele nos declarou o Seu amor mesmo diante de nossa infidelidade. Infinitamente maior foi o preço pago comparado com as “quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada” (v.2) pago por Oseias para comprar sua mulher de volta. Provavelmente, o profeta deu tudo o que tinha de mais valioso, assim como o Céu entregou o seu melhor.

A expressão “Comprei-a, pois, para mim” (v.2) significa muito mais do que um episódio que ficou no passado, mas é a nossa “porta de esperança” (Os 2:15) para um futuro eterno e glorioso. Cristo comprou a Sua igreja a preço de sangue, portanto, a nossa redenção “é caríssima” (Sl 49:8) e digna de profundo estudo e compreensão. Ele nos comprou na cruz, e, desde então, esperamos por Ele por “muitos dias” (v.3). Contudo, a espera é recíproca, já que Ele não retarda a Sua promessa, mas pacientemente deseja “que todos cheguem ao arrependimento” (1Pe 3:9).

“Nos últimos dias” (v.5), Deus tem levantado um povo cujo caráter tem sido purificado, provado e embranquecido (Dn 12:10), e será este povo que, cheio de temor, se aproximará “do SENHOR e da Sua bondade” (v.5) naquele glorioso Dia. Busquemos, pois, ao Senhor enquanto O podemos achar (Is 55:6). O tempo de Suas misericórdias está chegando ao fim e, aqueles que não abriram mão dos “bolos de passas” (v.1) do inimigo, descobrirão, tarde demais, que o manjar do pecado, na verdade, era veneno.

Bom dia, filhos amados do Pai!

Desafio do dia 06/21: Oremos por um coração puro e reto, pronto a amar e obedecer ao Senhor.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Oseias3
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OSEIAS 2, Comentado por Rosana Barros
21 de novembro de 2017, 0:30
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“Portanto, eis que Eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração” (v.14).


Sempre ouvi o ditado que diz: “Quem casa, quer casa”. Senti isso na pele quando meu marido e eu nos casamos e fomos para o nosso primeiro apartamento. Era pequeno, mas era um lugar para chamar de nosso lar. Porém, acima do lugar está quem o ocupa, e descobrimos que muito além de uma casa, quem casa quer amor, respeito, cumplicidade, fidelidade e tudo o mais que é necessário para uma vida a dois feliz e realizada.

Israel rompeu com a aliança do Senhor. Ainda permanecia em casa, realizando “todas as suas solenidades” (v.11), e, ao mesmo tempo, portando-se como uma mulher adúltera. Vivia uma santidade forjada e usava tudo o que tinha como formas de culto aos baalins. Deus não queria o Seu povo simplesmente como uma boa “dona de casa”, mas como uma esposa fiel e digna de louvor (Pv 31:28).

Comparando o louvor da mulher virtuosa com o texto de hoje, percebi que o contraste entre aquela e a infiel encontra-se exatamente nas “cláusulas” apresentadas pelo Senhor em Seu contrato de casamento. O casamento deve ser:

  • “Para sempre” (v.19);
  • Justo;
  • Benigno;
  • Repleto de misericórdia;

Enquanto os filhos de Israel se ataviavam com adornos e joias para adorar outros deuses, a única coisa que o Senhor desejava ver neles era as virtudes do Espírito Santo (Gl 5:22, 23), que valem mais do que muitas joias (Pv 31:10). Enquanto usavam a lã e o linho, “que lhe deviam cobrir a nudez” (v.9), para fins egoístas e idólatras, o Senhor desejava vesti-los “de lã escarlate… de linho fino e púrpura” (Pv 31:21, 22). Enquanto transformavam “a prata e o ouro” (v.8) em objetos de culto pagão, Deus esperava que  abrissem a “mão ao aflito” e socorressem ao necessitado (Pv 31:20).

Como um marido que dá a vida por sua mulher, o Senhor declarou a Israel o mesmo amor incondicional e eterno. O deserto não seria uma vingança, mas uma forma de trazer de volta a amada de Sua alma e levá-la para “repousar em segurança” (v.18). O mesmo amor foi declarado ao mundo, quando Jesus deu a Sua vida em nosso favor. A maior aliança já feita entre Deus e os homens constituiu no sacrifício de Seu Filho amado, e, ainda assim, somos tão egoístas que preenchemos o nosso coração com os entulhos de pecados que nos fazem esquecer do Senhor que nos “amou de tal maneira” (Jo 3:16).

Permita que Deus torne o seu coração uma terra fértil e que as virtudes do Espírito Santo sejam cultivadas nele, para que muito em breve, você ouça Jesus nos ares a lhe dizer: “Tu és o Meu povo”, e você possa Lhe responder: “Tu és o meu Deus!” (v.23).

Bom dia, virtuosos do Senhor!

Desafio do dia 5/21: Oremos para que em nossa vida seja evidente o fruto do Espírito Santo.

Rosana Garcia Barros

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OSEIAS 1, Comentado por Rosana Barros
20 de novembro de 2017, 0:30
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“… Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR” (v.2).


Amor incondicional é a expressão que melhor define este livro. A ordem inusitada dada a Oseias declarava a infidelidade de Israel e, ao mesmo tempo, o desejo de Deus de redimir o Seu povo. Através do casamento entre o profeta e Gômer, o Senhor ilustrou o contraste entre o amor e as baixas paixões.

Os três filhos gerados deste casamento receberam nomes incomuns. O primogênito, Jezreel, significa “Deus dispersará”, e declarava o futuro de Israel mediante suas próprias ações. Depois, Oseias teve uma filha, que recebeu o nome de Lo-Ruama, “Desfavorecida” (v.6). Aqui, Deus faz uma divisão entre os reinos do Norte e do Sul. Israel não mais seria digno de compaixão, mas a “casa de Judá” (v.7) receberia o Seu favor. Já o terceiro filho declarava a mensagem mais dura a Israel. Lo-Ami, “Não-Meu-Povo” (v.9), foi uma mensagem de exclusão. Deus estava dizendo: “A partir de agora, vocês não são mais o Meu povo, e Eu não serei mais o Deus de vocês”.

Contudo, a partir do verso dez, o Senhor começa a declarar o Seu amor incondicional. O fim da dinastia dos reis de Israel não significava a destruição do povo, mas a perpetuidade da dinastia do Rei dos reis. Espalhados entre as nações, Deus voltaria a reunir os Seus filhos que constituiriam “sobre si uma só cabeça” (v.11).

De modo muito claro, percebemos a distinção entre a fidelidade de Deus e a infidelidade do Seu povo. A prostituição na Bíblia indica a idolatria. Israel se envolveu com deuses pagãos esquecendo-se “do Deus vivo” (v.10). Esta metáfora não é uma mensagem ultrapassada, mas tão atual quanto o noticiário de hoje. Quando partimos da premissa de que quem casa espera que haja exclusividade, entendemos melhor o que Deus espera de nós: a entrega total, a integridade do ser.

Creio que uma das piores situações na vida do ser humano seja a falta de compromisso. Um relacionamento, por exemplo, onde não há compromisso, está fadado ao fracasso. O casamento representa a união entre um homem e uma mulher onde ambos assumem votos que devem ser cumpridos. Não é diferente quando assumimos um compromisso com Cristo. Quando entendemos que Ele é  “o cabeça” (Ef 5:23) da relação, passamos a nos submeter aos Seus cuidados e a respeitar os Seus desígnios, não como uma forma de conquistar o Seu amor, mas de aceitar o amor que nos ama incondicionalmente.

O que o Senhor espera como resultado do estudo deste livro, é que façamos uma análise de nossa condição espiritual. Realmente estamos sendo fiéis ao compromisso que fizemos com Ele? Realmente fizemos um compromisso com Ele, ou nosso coração está dividido? O amor de Deus é incondicional, mas também requer compromisso de nossa parte. Se temos “adulterado”, da mesma forma que, um dia, Jesus fez calar uma turba acusadora, Ele nos diz hoje que também não nos condena, mas conclui com uma ordem: “Vai, e não peques mais” (Jo 8:11). Em ser fiéis a esta ordem, há verdadeira felicidade.

Bom dia, “filhos do Deus vivo” (v.10)!

Desafio do dia 4/21: Oremos para que sejamos fiéis ao Senhor em qualquer circunstância.

Rosana Garcia Barros

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