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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1jo/1
Cada membro da igreja tem suas características. Alguns são simplesmente problemáticos. Isso era tão verdadeiro nos dias do apóstolo João como nos nossos dias. Em sua congregação alguns indivíduos afirmavam que estavam em situação regular como membros da igreja, embora estivessem andando “em trevas”. Reivindicando estarem sem pecado e sem a possibilidade de cometerem atos pecaminosos, o apóstolo afirma que eles estavam vivendo uma mentira.
João viu claramente o problema dessas pessoas. No verso 8 ele os chama de mentirosos e no verso 10 ele diz que tais reivindicações fazem de Deus um mentiroso. Afinal, Deus é enfático em dizer que “todos pecaram” (Rom. 3:23), como Paulo deixa claro na primeira metade de Romanos 3, utilizando para isso uma grande quantidade de citações do Antigo Testamento.
A boa notícia em relação à reivindicação de uma “vida sem pecado”, por parte de alguns, é que ela deu a João a oportunidade para exaltar o evangelho do perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (verso 9 NVI).
Uma coisa que gosto em João é que ele é capaz de encontrar algo útil mesmo em situações ruins. Temos algo a aprender com essa atitude de João.
George Knight
Oregon, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1406
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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692 palavras
1 O que era. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações, pois o pronome ho, que se traduz como “o que”, é neutro, e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida, ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). O estilo de João torna a segunda interpretação mais provável (Jo 4:22; 6:37, em que os pronomes neutros se referem a pessoas) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 689.
Com respeito ao Verbo. Ou, “sobre a Palavra”. O apóstolo não tem a pretensão de lidar com todos os aspectos concernentes ao Verbo, mas declara em sua epístola verdades baseadas em experiência pessoal com o Verbo. O uso da “palavra” (logos) referindo-se a Jesus Cristo é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1, 14) a esta epístola (l Jo 1:1; 5:7) e ao Apocalipse (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma autoria comum. CBASD, vol. 7, p. 690.
2 A vida eterna. A associação de “vida” com “eterna” se apresenta 22 vezes nos escritos de João. O apóstolo pensa em termos de eternidade e sublinha a natureza eterna do seu amado Senhor e da vida que almeja compartilhar com Ele (Jo 3:16). CBASD, vol. 7, p. 691.
E nos foi manifestada. O autor está pleno de respeito reverente ao compreender o privilégio que lhe foi concedido de ver Aquele que estava com o Pai desde a eternidade. O esplendor da revelação nunca diminui na mente de João. Pelo contrário, permanece no centro de sua visão espiritual (Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 691.
4 Completa. Ou, “plena”. Jesus tinha expressado a mesma razão para falar “estas coisas” aos Seus discípulos (Jo 15:11), e as palavras do discípulo amado podem ter sido um eco às palavras de seu Mestre. A plenitude da alegria é um tema frequente nos escritos de João (Jo 3:29; 16:24; 17:13; 2Jo 12). A religião cristã é feliz (Jo 15:11). CBASD, vol. 7, p. 692.
5 Deus é luz. Na Bíblia, a luz está associada com a divindade. Quando o Senhor iniciou a Criação, a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à existência (Gn 1:3). As manifestações divinas são geralmente acompanhadas de glória inefável (Ex 19:16-18; Dt 33:2) . Deus é descrito como “luz eterna” (Is 60:19, 20) e “que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (ITm 6:16). Essas manifestações físicas simbolizam a pureza moral e a santidade perfeita que distinguem o caráter de Deus. CBASD, vol. 7, p. 692.
6 Mentimos. João destaca a hipocrisia daqueles que professam seguir o caminho da luz, porém voluntariamente andam nas trevas. Se Deus é luz (v. 5), todos os que tem comunhão com Ele também devem andar na luz. Por isso, qualquer um que afirmar ter comunhão com o Pai e andar nas trevas estará mentindo. CBASD, vol. 7, p. 693.
8 A nós mesmos nos enganamos. Se enganamos a nós mesmos, não podemos culpar ninguém. A pretensão de estar sem pecado é uma exaltação própria, uma ressurreição do velho homem, um ato de orgulho, de pecado, portanto, uma contradição característica de uma pessoa que se engana. Recusando-se a admitir sua própria pecaminosidade, o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de alegar sua inocência. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a receber a revelação. CBASD, vol. 7, p. 695.
9 Purificar. Ou “limpar. Ao confessar seu grande pecado, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (SI 51:10). O propósito do Senhor é purificar o pecador arrependido de toda injustiça. Ele pede perfeição moral de seus filhos (Mt 5:48). E fez provisão para que todos os pecados possam ser resistidos e vencidos com sucesso (Rrn 3:1-4). Enquanto houver vida, haverá novas vitórias a ganhar e novas excelências a alcançar. Este processo diário de purificação do pecado e crescimento na graça é denominado santificação. CBASD, vol. 7, p. 696.
10 Sua palavra. A referência não é a Cristo, a Palavra viva, mas à palavra escrita ou falada de Deus como o veículo mediante o qual Sua verdade (v. 8) é transmitida. Essa Palavra é a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em quem contradiz suas declarações evidentes. Se os seres humanos não aceitam o testemunho de Deus, negam-se a validar a descrição de sua condição. Assim agindo, rejeitam Sua Palavra e não podem mais tê-la no coração. CBASD, vol. 7, p. 697.
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“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (v.9).
De filho do trovão a discípulo do amor, João continua sendo um poderoso testemunho do poder transformador de Deus. Mais do que no evangelho segundo João e em Apocalipse, através de suas epístolas, conseguimos enxergar a mudança realizada em sua vida, mesmo que ele não fale de si mesmo. Assim como no início de seu evangelho, o apóstolo amado descreveu a pessoa de Jesus como o “Verbo da vida” (v.1). Pelo que viu, ouviu, contemplou e tocou, sua vida revelava a autoridade de quem compreendeu o que significa ser uma testemunha de Cristo. Não foi só o privilégio de ter andado lado a lado com o Mestre que o transformou, mas cada palavra que saía de Sua boca era para o inexperiente discípulo um renovado fôlego de vida.
O Verbo que Se fez carne e veio habitar entre pecadores (Jo.1:14) foi a mais comovente e constrangedora prova do grande amor de Deus pela humanidade. Quando João entendeu isso, e o plano salvífico que teve origem “desde o princípio” (v.1), com que profundo amor e reverência proferia: “Jesus, o Verbo da vida!”. A noção que antes possuía do temor a Deus como sendo uma forma de aplicar o próprio senso de justiça aos semelhantes, como o foi quando, junto com seu irmão, sugeriu que Jesus fizesse descer fogo do Céu para destruir os samaritanos (Lc.9:54), foi completamente mudada quando, ao pé da cruz, viu o Seu Senhor em agonia, proferir as palavras mais carregadas de amor e de misericórdia que ele já ouviu: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).
Estas coisas que João escreveu, portanto, são como um manual de comunhão plena com Deus “para que a nossa alegria seja completa” (v.4), assim como o foi com ele. “Deus é luz, e não há nEle treva nenhuma” (v.5). E a luz que emana da vida e da entrega de Jesus por seres humanos imerecedores, deve refletir em nossa vida e em nossa entrega pessoal como uma renovação diária e crescente, ou não passaremos de “admiráveis” mentirosos, cujo brilho tem prazo de validade. “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (v.7). Aquele cujo espírito rude e vingativo havia desejado a morte dos samaritanos, revelou um trato amável e misericordioso quando as suas faculdades foram entregues ao transformador e restaurador poder do amor.
Amados, todos pecamos e não podemos dizer “que não temos pecado nenhum” (v.8). Por mais lindas e notórias que sejam as mudanças realizadas em nós através da atuação do Espírito Santo, ainda somos reféns da natureza humana, que é pecadora. Contudo, esse entendimento não pode e não deve ser uma desculpa para se viver pecando. Ser pecador é uma coisa, ser conivente com o pecado é outra completamente distinta. O Espírito trabalha em nosso coração e intercede por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26), para que confessemos “os nossos pecados” diante de Deus, e a graça que advoga a nosso favor nos garante que “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (v.9). Continuemos sendo reavivados e transformados pela Palavra que nos leva ao conhecimento de Deus e de Cristo. Será esse conhecimento que nos levará à “vida eterna” (v.2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo sangue de Cristo!
* Oremos para que o Espírito Santo nos conceda o Seu fruto (Gl.5:22-23). Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1João1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I JOÃO 1 – Cada escritor bíblico enfatiza um aspecto da verdade, tornando-a clara e abrangente para nossa limitada mente. Desta forma, nesta altura da leitura bíblica, é possível perceber que Pedro pode ser considerado “o apóstolo da esperança, como Paulo é o da fé, Tiago o das obras e João o do amor” (J. Sidlow Baxter).
Sendo assim, mergulharemos profundamente no amor divino revelado através de João. A religião cristã bíblica não é só razão, é amor. Cristianismo apenas de teoria não tem serventia; apenas informações frias não resultam em alegria. Intelectualismo sem relacionamento íntimo e amoroso com Deus é a raiz do legalismo farisaico.
João, que foi transformado de filho do trovão em discípulo do amor, escreve com propriedade experiencial e com a autoridade do Espírito Santo sobre um tema tão divino e sublime. Observe o seguinte esboço do primeiro capítulo:
1. Introdução cristológica (1:1-4);
2. A mensagem do evangelho (v. 5) e suas implicações morais:
• Não se pode negar que o pecado é um obstáculo para o relacionamento com a Trindade (vs. 6-7);
• Não se pode negligenciar a existência de pecado na natureza humana caída e a necessidade constante de confissão (vs. 8-9);
• Não há como negar o pecado em nós sem recorrer à mentira e sem rejeitar a Palavra de Deus (v. 10).
Após uma ideia geral do capítulo inicial, observe o que Jonathan Gallagher observou:
“No decorrer de sua existência, João enfrentou o que foi talvez o mais penoso fato de seu ministério: a heresia que negava a realidade de Jesus – Deus que se fez carne. O apóstolo empenhou-se em corrigir a heresia e transmitir a verdade sobre a encarnação de Jesus. Se a verdade for proclamada em toda a sua plenitude e majestade, e se a proclamação puder estabelecer uma comunhão de amor, luz e fé, a heresia perderá sua influência e atração. Por isso, no início de sua Epístola, João nos apresenta a verdade central da proclamação cristã: Jesus. Ele é eterno. Ele é real. Ele é verdadeiro. Sem Jesus não há verdade, luz ou vida. Com Ele, a pregação do evangelho encontra certeza”.
Aceitar, acreditar e aplicar à vida a doutrina bíblica correta promove alegria plena na vida do verdadeiro cristão (v. 4). Experimente-a! Compartilhe-a!
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Querido amigo, sabemos que as mensagens especiais de Daniel e Apocalipse para este tempo foram o grande impulsionador do movimento adventista, a pregação da breve volta de Jesus. Hoje os sinais no mundo físico, político e religioso nos indicam que esta volta está ainda mais próxima.
Dos dias 23 de dezembro a 13 de janeiro iremos estudar o livro de Apocalipse. Para muitos esta será a última oportunidade de estudar com vagar e atenção a mensagem deste livro.
Que tal você também aproveitar conosco esta preciosa oportunidade?
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TEXTO BÍBLICO II PEDRO 3 – Primeiro leia a Bíblia
II PEDRO 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II PEDRO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2pe/3
Muitos anos atrás, havia uma querida e doce mulher negra que amava Jesus de todo o seu coração e vivia cada dia na alegria de Seu retorno prometido. Um dia, quando ela tinha ido comprar mantimentos, ela foi abordada por três meninos brancos que estavam tramando coisas ruins. Eles a seguiram do estacionamento para a loja gritando: “Ei, Bessie, ouvimos dizer que você está esperando a volta de Jesus. É melhor você correr para casa e se preparar. ” Com isso, a mulher se virou para os meninos e disse: “Agora vocês vão ter que me escutar – eu não tenho que me preparar, porque eu me mantenho sempre preparada!”
Pelo fato de vivermos na expectativa do breve retorno de Jesus, o apóstolo Pedro apresenta para nós uma estratégia de quatro passos que nos manterá prontos para aquele dia feliz. Em primeiro lugar, o desenvolvimento contínuo de um caráter semelhante ao de Cristo (versículos 11, 14). Em segundo lugar, o cultivo de um coração cheio de esperança (versículos 12-14). Em terceiro, conversas profundas e diárias com Jesus por meio das Escrituras (versículos 15-17). E o quarto aspecto é o crescimento consistente na graça (versículo 18).
A vinda de Jesus não é apenas um evento no horizonte, é uma realidade em nosso dia a dia a qual “nos mantém sempre preparados”.
Dan Martella
Pastor e administrador aposentado, Hanford, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1405
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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Surgiu da água e através da água. A expressão pode der traduzida como: “composta de água e por meio de água”. Um dos passos na preparação da Terra como a morada da humanidade foi o ajuntamento das águas em um só lugar (Gn 1:9). Pedro não está tentando descrever a criação em termos científicos modernos, mas explicando o trabalho criativo de Deus para as pessoas de sua época. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 675.
7 Entesourados. Do gr. thesaurizo, “entesourar”, de onde vem thesaurus. O tempo verbal implica que os céus foram e estão sendo preservados. CBASD, vol. 7, p. 675.
Para fogo. … para que o fogo faça sua destruição, assim como a água fez seu trabalho destrutivo na época do dilúvio (cf. com. de Ml 4:1; 2Ts 1:8). CBASD, vol. 7, p. 675
10 Virá. No texto grego, o verbo é enfático. O fato de que o dia do Senhor virá é incontestável. CBASD, vol. 7, p. 677.
Ladrão. Do gr. kleptes (vem com. de Jo 10:1). A mesma figura é empregada por Jesus (Mt 24:43), Paulo (1Ts 5:2) e João (Ap 3:3; 16:15) para salientar a imprevisibilidade do retorno do Senhor. Aquele que deseja ser salvo deve estar em paz com Deus antes que chegue o dia do Senhor, pois, naquele grande dia, não haverá oportunidade para arrependimento. CBASD, vol. 7, p. 677.
Elementos. É provável, embora não seja certo, que Pedro fale dos elementos físicos de que o mundo é composto, matéria que vai se “desfazer”, sob os fogos purificadores do último dia. CBASD, vol. 7, p. 677.
13 Novos. Do gr. kainos, “novos”, no sentido de diferente, novos em espécie, em vez de neos, que geralmente significa “recente” ou novo no sentido de idade. Pedro antecipa que os céus e a Terra renovados serão purificados de toda imundícia (cf. com. de Ap 21:1). CBASD, vol. 7, p. 678
14 Paz. Ver com. de Rm 5:1. Sem mácula e irrepreensíveis. Comparar com com. de Ef 1:4; Fp 2:15; Ap 14:5. Aquele a quem Cristo encontrar assim certamente estará “em paz”, isto é, imbuído da calma interior que provém da ausência de culpa. Essa pessoa vive em paz com Deus e com os semelhantes. Os falsos mestres vivem numa situação oposta a isso (ver 2Pe 2:13; comparar com o remorso dos ímpios, no com. de Jr 8:20). CBASD, vol. 7, p. 678.
16 Certas coisas. Não fica claro a que temas Pedro se refere. No entanto, se a referência for ao tema geral da segunda vinda, esse assunto encontra lugar em todas as principais cartas de Paulo e não há necessidade de uma identificação mais específica. CBASD, vol. 7, p. 679.
Difíceis de entender. Embora estas questões difíceis não sejam identificadas, a maioria dos comentaristas concorda que dizem respeito à frouxidão moral decorrente de má interpretação dos ensinos de Paulo sobre a segunda vinda e sobre a relação do cristão para com a lei, assuntos de destaque em 1 Tessalonicenses e Gálatas. CBASD, vol. 7, p. 679.
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“Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (v.13).
Temos visto, pelo exame das Escrituras, que toda ela aponta para o reencontro do Criador com Sua criatura. A entrada do pecado no mundo causou uma ruptura que só a cruz pôde desfazer. Pedro encerrou sua última epístola destacando que em ambas as epístolas que escreveu, ele não apresentou um evangelho novo, mas procurou “despertar com lembranças” (v.1) a mente dos cristãos, a fim de que recordassem do que já estava escrito “pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos […] apóstolos” (v.2). Ou seja, o Antigo e o Novo Testamento. Eis a nossa regra de fé e prática: “Toda a Escritura” (2Tm.3:16).
Por outro lado, outro ponto deveria ser levado “em conta”: “nos últimos dias”, surgiriam escarnecedores da genuína fé, que pela defesa de uma vida “segundo as próprias paixões” (v.3), pondo em dúvida a volta de Jesus, usariam a natureza como prova de que a sublime promessa não tem razão de ser. O apóstolo usou, então, o relato do dilúvio para contestar tal argumento. Assim como Deus enviou o dilúvio “sobre o mundo de ímpios” (2Pe.2:5), certamente cumprirá o seu derradeiro juízo, com fogo, na “destruição dos homens ímpios” (v.7). Contanto que muitos julguem demorado o retorno do nosso Senhor e Salvador, para Ele, “um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (v.8). Deus, portanto, não retarda “a Sua promessa, como alguns julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo” (v.9).
A longanimidade de Deus aguarda a nossa decisão. A demora, então, não é um atraso, mas um tempo de misericórdia. O desejo do Pai é de “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (v.9). Nada é tão precioso para o Criador do que a obra-prima de Sua criação! “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor” (v.10). Não no sentido de que será um evento silencioso, mas em que não sabemos nem o dia nem a hora em que ele ocorrerá. Pois Pedro continua dizendo: “[…] no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas […] os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão” (v.10 e 12). Será o evento mais ruidoso e espetacular que este mundo jamais testemunhou!
Vivemos no tempo de não somente esperar, mas também de apressar “a vinda do Dia de Deus” (v.12). A nossa espera, na verdade, deve refletir o nosso anseio pelo Lar de justiça que o Senhor nos preparou. E o nosso empenho deve ser na direção de sermos “achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (v.14), tendo sempre em mente de que a paciência de Deus é sinônimo de salvação, e não de demora. O reforço dado às cartas de Paulo aponta para outra grande lição: a firmeza nas verdades eternas. O cuidadoso estudo das Escrituras deve ser acompanhado de humildade e profundo desejo por ouvir a voz de Deus. A atuação do Espírito Santo apresenta, através da Palavra, o “conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.18).
É a construção de um relacionamento íntimo com o Senhor da Palavra através da comunhão pessoal diária, que crescemos “na graça e no conhecimento” de Jesus (v.18). Que esta seja a nossa realidade hoje e sempre, até aquele grande Dia! Vigiemos e oremos!
Bom dia, “os que vivem em santo procedimento e piedade” (v.11)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Pedro3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II Pedro 3 – Até na igreja verdadeira podem existir falsos mestres. Foi para nos advertir que o Espírito Santo inseriu as páginas desta carta de Pedro em nossas Bíblias.
João Calvino percebeu a importância dos detalhes desta carta. Ele declarou: “A majestade do Espírito de Cristo manifesta-se em cada parte da epístola”.
O estímulo para adquirir o conhecimento verdadeiro e para obter discernimento diante de tantos embusteiros da fé são constantes. Observe a análise de J. Sidlow Baxter:
• O capítulo 1 trata do verdadeiro “conhecimento” em todo o seu decorrer (vs. 2-3, 5-8). Na primeira metade do capítulo (vs. 2-11), ficamos sabendo como as verdades deste conhecimento devem ser ampliadas. A segunda metade do capítulo (vs. 12-21) nos informa porque “estas coisas” devem ser sempre “lembradas”.
• O capítulo 2 concentra-se inteiramente nos falsos mestres que, infelizmente, deveriam surgir entre o rebanho do Senhor e causar grandes prejuízos.
• Finalmente, o capítulo 3, trata da suprema “promessa” (note como a “promessa” se repete) da volta do Senhor. Sobre ele, baseando-me em Michael Green, ofereço este esboço:
1. Reiteração do propósito da carta (3:1-2);
2. Os escárnios dos que zombam da segunda vinda de Jesus (3:3-4);
3. Pedro argumenta com base:
• Na história (3:5-7);
• Nas Escrituras Sagradas (3:8);
• No caráter de Deus (3:9);
• Na promessa de Cristo (3:10).
4. As implicações éticas da segunda vinda de Cristo (3:11-14);
5. Pedro cita Paulo como apoio aos seus argumentos teológicos (3:11-14);
6. Conclusão da carta (3:17-18).
O conhecimento bíblico…
• …é fundamental para não ser enredado em falsas teorias ou para não titubear frente aos ataques dos supostos intelectuais ou suposta ciência que intentam provar que “tudo continua como desde o princípio da criação” (v. 4).
• …orienta nossas perspectivas, atiça nossa mente e coração para expectativas reais prometidas por Deus no futuro próximo, além de nos alertar contra os escarnecedores que intentarão minar a fé dos cristãos no tempo do fim (vs. 5, 17).
• …nos dá a razão da aparente demora para a restauração do caos causado pelo diabo e seus anjos maus: Deus está sendo paciente, esperando nossa entrega total a Ele e a Seus planos salvíficos (v. 9).
• …nos garante que nossa esperança não será frustrada, mas completada (vs. 10-13).
Temos boas razões para reavivarmo-nos e reformarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí #ebiblico #rpsp #rbhw
Qual foi tua experiência com estas cartas de Pedro?