Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de dezembro de 2021, 0:45
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“Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7).

Desde que este livro se tornou conhecido no mundo, sua linguagem em sua maioria figurada e seus símbolos e palavras impactantes, têm causado reações diversas desde medo, curiosidade, expectativa, indiferença, mas também alegria e esperança para aqueles que encontram o verdadeiro conhecimento que advém desta profecia. Filmes, séries e quadrinhos incluem em sua trama cenas da profecia, mas não como está escrito, e usam a palavra Apocalipse como significado de morte e destruição. Do grego “apokálypsis”, Apocalipse significa “revelação” ou “ação de descobrir”, o que podemos perceber de forma bem clara já no início do livro: “Revelação de Jesus Cristo” (v.1). Esta obra, portanto, considerada pela maioria como envolta em mistério, nada mais é do que a revelação de Jesus “que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer” (v.1).

De uma forma didática, Jesus revelou a João, “por intermédio do Seu anjo” (v.1), a história da igreja cristã e do mundo desde os tempos apostólicos até a volta de Cristo. A realidade das sete igrejas da Ásia figurava a situação do povo de Deus na Terra em momentos específicos da História. E não somente isso, mas também apontam para as dificuldades e perigos que acometem os cristãos podendo-os levar à ruína eterna caso não se arrependam, e o modo pelo qual Cristo espera encontrar o Seu povo quando Ele voltar. Aquele “que era, que é e que há de vir” (v.4) nos deixou este livro para que Seu povo possa ler, ouvir e guardar as coisas nele escritas, “pois o tempo está próximo” (v.3). Para tanto, necessitamos do Espírito Santo, aqui representado pelos “sete Espíritos” que se acham diante do trono de Deus (v.4), uma representação da plenitude do Espírito Santo, como está escrito: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2).

Aquele “que nos ama, e pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (v.5), apareceu ao Seu amado discípulo quando este se achava confinado na ilha de Patmos, “por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9). Segundo a tradição judaica, João foi enviado àquela ilha depois de muitas tentativas frustradas em tirar-lhe a vida. Não podendo silenciar pela morte o servo de Deus, seus algozes o lançaram para além-mar na tentativa de, finalmente, emudecer o último apóstolo vivo de Cristo. Mas a estratégia humanamente brilhante foi ofuscada quando “o Soberano dos reis da Terra” (v.5) apareceu em Sua glória e majestade ao idoso cativo. Foi enquanto João buscava encontrar conforto divino “no dia do Senhor” (Leia Êx.16:25; Êx.20:8-11; Is.58:13-14; Ez.20:12, 20; Mc.2:28), que seu coração acelerou e seus olhos foram abertos para ver e seus ouvidos para ouvir o que deveria escrever para que este registro sagrado estivesse em nossas mãos hoje.

A descrição de Jesus Cristo é semelhante a que encontramos nas visões de Daniel e de Ezequiel. Ou seja, Aquele que falava aos Seus profetas do Antigo Testamento foi o mesmo que Se manifestou a João. Aquele que manifestava a Sua glória no santuário terrestre, agora ministrava no santuário celeste “no meio dos candeeiros” (v.13). João teve uma visão de Jesus no lugar Santo do santuário. Pois a obra do pátio foi realizada com sucesso, posto que Ele esteve morto, mas eis que está vivo “pelos séculos dos séculos”, conquistando “as chaves da morte e do inferno” (v.18). O “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) Se deu em sacrifício por nós e tornou-Se Sacerdote de Deus oficiando como nosso Intercessor. A doutrina do santuário está mais evidente e presente no livro de Apocalipse do que qualquer outro tema. Foi de lá, do tabernáculo de Deus não feito por mãos humanas (Hb.8:2), que Ele abriu Seus oráculos à compreensão de todo aquele que busca o conhecimento da verdade com inteireza de coração. Percebam que já no primeiro capítulo, temos a explicação dada pelo próprio Jesus sobre a significação de Seus símbolos: “Quanto ao mistério que viste na Minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (v.20).

Tendo em mente que o livro de Apocalipse é uma revelação do próprio Jesus, a fim de habilitar um povo preparado para o Seu segundo advento, tomemos para nós as palavras ditas a João: “Não temas” (v.17). Em meio ao caos destes últimos dias, Cristo coloca sobre nós a Sua mão direita e, pela revelação de Sua Palavra, deseja brilhar “como o sol na sua força” (v.16) em nossos corações. Semelhante a João, ainda que confinados neste mundo de pecado e cercados pelo mar da aflição, que busquemos, pelo poder do Espírito Santo, olhos e ouvidos espirituais a fim de sermos “bem-aventurados” (v.3) do Senhor, aguardando e apressando a nossa bendita esperança. Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos de Deus!

* Compartilhe esta mensagem com seus contatos. Convide seus amigos e familiares para estudar conosco este sagrado e poderoso livro, em linguagem simples e compreensível. E, o mais importante, ore para que o Espírito Santo ministre esta obra.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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