Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
14 de fevereiro de 2021, 0:50
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1627  palavras

1-3 Neste tempo, Daniel tinha mais de 80 anos e era um dos três mais altos administradores. Daniel trabalhava com quem não cria em Deus, mas ele trabalhava mais eficientemente e com mais competência que todo os demais. Portanto, ele atraiu a atenção do rei pagão e conseguiu um lugar de respeito. Uma das melhores maneiras de influenciar empregadores não cristãos é trabalhar diligente e responsavelmente. Quão bem você representa Deus para seu empregador? Life Application Study Bible Kingsway.

1 Sátrapas. Pequenos governadores locais da província. Bíblia Shedd.

Do aramaico ‘achashdarpan. … “príncipe”… No período dos persas, o título designava oficiais que regiam satrapias, as maiores divisões do império. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 891 e 859.

Dano. Perda de impostos, que os 120 oficiais tinham a cobrar. Bíblia Shedd.

A razão para a complicada organização da administração civil na Pérsia é descrita em cores vívidas. Precauções eram tomadas pelo sistema imperial para evitar perdas em arrecadação de impostos e outros danos (ver Ed 4:13-16). CBASD, vol. 4, p. 892.

3 Espírito excelente. Esta não foi a primeira vez que observadores reais tinham notado um “espírito” singular em Daniel [Dn 4:18; 5:11, 12]. CBASD, vol. 4, p. 892.

4, 5 Os invejosos oficiais não conseguiram achar nada a criticar na vida de Daniel, então eles atacaram sua religião. Se você enfrentar críticas invejosas por causa de sua fé, alegre-se por estar sendo criticado por esta parte de sua vida – talvez seus críticos tenham de focar em sua religião como último recurso! Responda continuando a acreditar e viver como você deveria. Então lembre-se que Deus está no controle, lutando esta batalha por você. Life Application Study Bible Kingsway.

Procuravam ocasião. A história ensina-nos que eles tinham traído seu próprio rei abrindo as portas para os invasores. Não quiseram, portanto, que um favorito da velha família real regesse. Bíblia Shedd.

Nenhum erro. A despeito de sua idade avançada, então com cerca de 80 anos, Daniel era capaz de cumprir seus deveres de estado de forma tal que nenhum erro ou falta pudesse ser encontrado nele. Isso se devia à sua integridade e à confiança na direção infalível de seu Pai celestial. Amar e servir a Deus era para ele mais importante que a própria vida. A adesão restrita às leis de saúde desde a juventude, sem dúvida, lhe deu vigor bem acima do que era comum em homens de sua idade. CBASD, vol. 4, p. 892.

Na lei de Deus. O homem, sendo cínico, se entrega às ambições de Satanás, “o acusador dos irmãos”, que a própria virtude de sua vítima é considerada motivo justo para liquidá-la. … A mais angustiosa perseguição que o crente tem que enfrentar é justamente o plano dos homens de fazer sua virtude entrar em choque com o ambiente. Bíblia Shedd.

6 Estes presidentes e sátrapas. Não há necessidade de se supor que todos os governadores do império tenham se reunido diante do rei para tratar dessa questão. Sem dúvida, apareceram apenas aqueles que tinham ciúmes da posição de Daniel. Se todos tivessem sido chamados para a ocasião, o rei teria suspeitado, principalmente, se Daniel não estivesse entre eles. CBASD, vol. 4, p. 892.

Todos … concordaram. A falsa implicação é que Daniel também tinha concordado com a proposta. Bíblia de Genebra.

Sem dúvida, uma mentira, pois é duvidoso que todos tivessem sido consultados. CBASD, vol. 4, p. 893.

Todo homem que … fizer petição. Um decreto desta natureza teria sido totalmente estranho aos persas, que tinham a reputação de ser tolerantes quanto a questões religiosas. É impensável que um homem como Ciro teria assinado tal decreto. Porém, Dario, o medo, evidentemente tinha uma formação diferente. Sabe-se pouco sobre o que os medos pensavam com respeito com respeito à tolerância religiosa. Ciro, o rei persa, reconstruiu templos de nações destruídas pelos babilônios, e mostrou assim espírito de tolerância para com as práticas e os sentimentos religiosos de outros povos. CBASD, vol. 4, p. 893.

E não a ti, ó rei. Os conspiradores apelaram ao ego do rei, com o objetivo de encurralar Daniel. Bíblia de Estudo Andrews.

A proposta pareceria a Dario mais política do que religiosa, servindo para consolidar a sua autoridade sobre territórios recém-conquistados. Bíblia de Genebra.

8, 9 Dario era um administrador de governo eficiente, mas ele tinha uma falha fatal – orgulho. Ao apelar para sua vaidade, os conspiradores levaram Dario a assinar uma lei que o fazia – na prática – deus por 30 dias. Life Application Study Bible Kingsway.

8 Lei dos medos e persas. O próprio rei era escravo da lei que assinava. Bíblia Shedd.

A imutabilidade da lei destes povos irmãos também é confirmada nos escritos extrabíblicos. Bíblia de Genebra.

As leis humanas são inválidas quando entram em conflito com as divinas (comparar com At 5:29), porque somente o Senhor possui conhecimento, sabedoria e poder total. Bíblia de Estudo Andrews.

10 Janelas abertas. As janelas abertas da casa de Daniel estavam na direção de Jerusalém, a cidade que tinha deixado quando rapaz e provavelmente nunca mais viu. Daniel tinha o costume judaico de se voltar em direção a Jerusalém para orar (ver 1Rs 8:33, 35; Sl 5:7; 28:2). CBASD, vol. 4, p. 894.

Três vezes por dia. Na tradição judaica posterior, orara três vezes ao dia ocorria na terceira, sexta e nona horas do dia (contadas a partir do nascer do sol). A terceira e a nona horas correspondiam ao momento dos sacrifícios da manhã e da tarde. O salmista seguia a mesma prática (Sl 55:17). Mais tarde, orar três vezes ao dia se tornou costume de todo judeu ortodoxo que vive de acordo com as regras rabínicas (Berakoth, iv.1). Este costume também parece ter sido adotado pela igreja cristã primitiva (Didaquê, 8). CBASD, vol. 4, p. 894.

De joelhos. A Bíblia apresenta diferentes posições para oração. Houve servos de Deus que oraram sentados, como Davi (2Sm 7:18); inclinando-se, como Eliézer (Gn 24:26) e Elias (1Rs 18:42); e, em vários casos, em pé, como Ana (1Sm 1:26). A mais comum é a posição ajoelhada, da qual se têm os seguintes exemplos: Esdras (Ed 9:5), Jesus (Lc 22:41), Estêvão (At 7:60); ver mais a esse respeito em PR, 48; OE, 178. CBASD, vol. 4, p. 894.

Daniel continuou no seu costume de orar porque ele não poderia buscar no rei a orientação e força que ele precisava neste momento. Ore regularmente, não importa o que aconteça, porque orar é a sua corda salva vidas com Deus. Life Application Study Bible Kingsway.

Como costumava fazer. É evidente que os hábitos de oração de Daniel tinham-se tornado públicos. Bíblia de Genebra.

13 Dos exilados de Judá. Esta identificação étnica de Daniel talvez indique preconceitos contra os judeus por parte dos oficiais de Dario (3.8). Bíblia de Genebra.

Eles não se referiram à dignidade de seu posto, mas o caracterizaram meramente como um estrangeiro, um exilado judeu. Sem dúvida, esperavam com isso colocar sua conduta sob suspeita de ser um ato de rebelião contra a autoridade. … As palavras deles foram planejadas de modo a levar Dario a considerar Daniel como ingrato, ou mesmo traidor. CBASD, vol. 4, p. 894.

Não faz caso de ti. Uma mentira covarde, veja 3.12. Bíblia Shedd.

14 Livrar a Daniel. O monarca viu a armadilha que lhe tinham preparado. … De repente, percebeu que a origem de toda a questão não era como havia imaginado: trazer honra ao seu reino e à sua pessoa, mas privá-lo de um amigo verdadeiro e servo público de confiança. A despeito de seus esforços quase frenéticos, o rei não pôde encontrar uma desculpa legal para salvar Daniel e, ao mesmo tempo, preservar o conceito básico da inviolabilidade da lei dos medos e dos persas. CBASD, vol. 4, p. 894, 895.

15 Foram juntos. Pela segunda vez naquele dia, os inimigos de Daniel foram ao rei, então ao entardecer. Esperaram por vária horas e execução do veredito; quando nada ocorreu, voltaram a procurar o rei e insolentemente reivindicaram sua presa. Sabiam que tinham direito legal de ordenar a execução de Daniel, pois não havia brecha na lei pela qual pudesse escapar. CBASD, vol. 4, p. 895.

17 Selou-o com o seu próprio anel. Anéis de selar e cilindros de selar eram usados pelos assírios, babilônios e persas. O cilindro de selar era pressionado sobre a argila ainda mole, para deixar nela a marca do proprietário do selo. Romper esses selos era uma violação da lei. Bíblia de Genebra.

O selamento oficial por parte do rei e de seus grandes tinha um duplo propósito. Servia como garantia ao rei de que Daniel não seria morto por nenhum outro meio, no caso de não ser atacado pelos leões. Pelo fato de Dario ter a esperança de que o Deus de Daniel o salvasse dos leões, naturalmente, ele tomaria precauções contra qualquer interferência da parte dos homens que estavam determinados a tirar a vida de Daniel. Por outro lado, o selamento garantia aos inimigos de Daniel que nenhum esforço poderia ser feito para salvá-lo, no caso de ele não ser imediatamente despedaçado pelos animais. CBASD, vol. 4, p. 895.

20 Triste. Do aramaico ‘atsib, “triste”, “sofrido”, “cheio de ansiedade”. A voz é um reflexo das emoções. É difícil às pessoas esconder seus sentimentos mais íntimos. CBASD, vol. 4, p. 895.

Servo do Deus vivo. As palavras de Dario revelam o quanto conhecia do Deus e da religião de Daniel. O fato de o rei chamar o Deus de Daniel de “o Deus vivo” sugere que Dabiel tinha lhe falado sobre a natureza e o poder do verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 895.

22 O meu Deus enviou o Seu anjo. … uma menção ao Anjo do Senhor. Ver a nota em 3.28. Bíblia de Genebra.

Fechou a boca aos leões. O escritos de epístola aos Hebreus cita essa experiência de Daniel e atribui o livramento do profeta ao poder da fé (Hb 11:33). CBASD, vol. 4, p. 896.

23 Tirar a Daniel da cova. Cumpriram-se as exigências do decreto real. Esse decreto não tinha exigido a execução do transgressor, mas apenas que fosse “lançado na cova dos leões”(v. 7). … Daniel tinha sido lançado na cova dos leões e não havia restrições legais que impedissem o rei de tirá-lo dali. CBASD, vol. 4, p. 896.

24 Seus filhos e mulheres. Segundo o costume persa, esta punição cruel foi transferida àqueles que haviam conspirado contra o rei a fim de levá-lo a uma ação injusta (ver também Ester 7:9, 10). Life Application Study Bible Kingsway.

Por mais horrendo que pareça hoje, a destruição de membros da família fazia parte da punição dos culpados (comparar com a justiça divina de retribuição em Nm 16:27, 31-32). A prática se deve, em parte, à visão de vida grupal comum na época. Era também uma medida para prevenir retaliação. Bíblia de Estudo Andrews.

Alguns comentaristas questionam esta narrativa como não histórica afirmando que a cova onde os leões eram mantidos não poderia ser ampla o suficiente para receber 122 homens com suas famílias. Além disso, não poderia haver leões suficientes em Babilônia para devorar tantas vítimas. No entanto, a Bíblia não declara que esse tenha sido o número dos condenados à morte. Esses eruditos críticos tiram a conclusão de que os 120 príncipes e os dois presidentes dos v. 1 e 2 estavam envolvidos no caso. No entanto, o número de pessoas envolvidas é apenas uma especulação. CBASD, vol. 4, p. 896.

Esmigalharam. Não haja dúvida de que os leões eram mesmo ferozes. Bíblia Shedd.

26 Faço um decreto. Dario promulgou um edito que ordenava todas as nações de seu reino a temer e a reverenciar o Deus de Daniel. Não se deve concluir disso que o rei tenha abandonado o politeísmo dos medos. Dario reconheceu o Deus de Daniel como o Deus vivo, cujo reino e domínio são eternos, mas não se afirma que O reconheceu como o único e verdadeiro Deus (ver p. 826, 827 [CBASD, vol. 4]. CBASD, vol. 4, p. 896.


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