Reavivados por Sua Palavra


SALMO 46 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
19 de março de 2020, 0:05
Filed under: Sem categoria

1140 palavras

Você já se deu conta de quantas canções foram compostas com base nas promessas e no conforto deste salmo? Eu me lembro, neste momento, de pelo menos 4 delas. Você pode nos ajudar a identificá-los para que as cantemos hoje? As palavras deste salmo tem sido conforto e apoio para muitos cristãos de todos os tempos. Estes versos merecem uma atenção especial.

Introdução. O Salmo 46 é chamado de “O salmo de Lutero” porque o reformador cantava este salmo nas horas de aflição e o parafraseou num hino, “Castelo Forte” […]. O salmo é um hino que fala da segurança que o povo de Deus pode desfrutar em meio ao caos deste mundo. Para expressar esse tema, tão pertinente em nossos dias também, o salmista escolheu a métrica regular, algo incomum na poesia hebraica. Três estrofes praticamente iguais em tamanho, com refrão e a palavra “Selá” devidamente posicionados, apresentam figuras de contrastes marcantes: águas turbulentas, montanhas abaladas e um rio tranquilo; nações agitadas, a terra se dissolvendo com a voz do Senhor; a desolação da guerra e Deus governando calmamente sobre as nações […] Os Salmos 46, 47 e 48 tem muitas ideias afins e provavelmente compartilham do mesmo contexto. Pode-se concluir da declaração do livro Patriarcas e Profetas (p. 203) que Davi foi o autor deste salmo.
Afirma-se que Oliver Cromwell, estadista inglês, pediu ao povo para cantar este salmo dizendo: “Este é um salmo muito especial para o cristão. Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Se o papa e os espanhóis e o diabo se opõem a nós, ainda assim, em nome do Senhor, nós os destruiremos. O Senhor dos exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio.” (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 837).

1-3 Deus é refúgio no perigo; força para levar a nossa vida para finalidades construtivas, socorro e consolo nas preocupações. Para exemplificar este fato, descrevem-se quatro calamidades que pareceriam ser o fim do mundo, sem atemorizarem aos que tem Deus como refúgio (Rm 8.31-39). A presença e o poder de Deus, reconhecidos e aceitos em nossas vidas, constituem a diferença entre derrotas e vitórias, entre fracassos e êxitos, entre o medo e a fé (Bíblia Shedd).

Deus é o nosso refúgio. Cada uma das três partes do salmo repete a declaração que “Deus é o nosso refúgio” v. 1, 7 e 11.
socorro bem presente. A frase completa diz, literalmente, “encontrou-se uma ajuda extraordinária na tribulação”. Visto que Deus sempre nos ajuda, podemos confiar nEle nas tribulações (CBASD, vol. 3, p. 837).

portanto. Isto é, tendo em vista o que Davi disse no v. 1. Os fenômenos físicos de agitação da natureza, terremoto que lança as montanhas ao mar, a fúria das ondas e o cataclismo de uma onda gigante, bem como comoções e revoluções na política mundial, não devem abalar os que confiam em Deus. Não importa o que aconteça, Deus é um refúgio seguro (CBASD, vol. 3, p. 837).

Selá (ARC). Esta palavra marca o final da primeira estrofe (CBASD, vol. 3, p. 837).

4-7 A salvação operada por Deus (1-3) é prova daquilo que Deus é para nós; é um antegozo do santuário eterno de Deus. Deus, que se tornou Deus de Jacó, que é o Deus de todas as forças do universo, quer também ser o nosso Deus, e nos levar para a Cidade Eterna com o rio e suas correntes (4; Ap 21.9-22.5) (Bíblia Shedd).

um rio. Uma bela metáfora da proteção divina. Apresenta-se um estado de tranquilidade e segurança em contraste marcante com o oceano feroz do v. 3. A segunda estrofe (v. 4-7) retrata a paz da cidade de Deus, ao passo que tudo o que está fora dela encontra-se em caos (CBASD, vol. 3, p. 837).

Jerusalém não tem rio, diferentemente de Tebas (Nm 3.8), Damasco (2Rs 5.12), Nínive (Na 2.6,8) ou Babilônia (Sl 137.1), mas nem por isso deixava de ter um “rio”. Aqui, o rio de 36.8 serve de metáfora do derramamento contínuo das bênçãos de Deus que sustentam e que refrigeram, e que deixam a cidade de Deus semelhante ao jardim do Éden (v. Gn 2.10; Is 33.21; 51.3; v. tb Ez 31.4-9) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

desde antemanhã. Literalmente, “na virada da manhã”, isto é, ao amanhecer (ver Êx. 14:24; Lm 3:22, 23) (CBASD, vol. 3, p. 838).

“desde o romper da manhã” (NVI). Ou “quando se aproxima a aurora” – i.e., quando havia mais probabilidade de ataques contra cidades. O socorro divino faz raiar a aurora do livramento e dissipa a noite do perigo (v. 44.19; cf. ex. em Is 37.36) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

a terra se dissolve. Linguagem figurada que demonstra o poder absoluto de Deus. A sucessão de frases curtas, sem conjunções […], torna a descrição mais vívida (CBASD, vol. 3, p. 838).

o Senhor dos Exércitos. O v. 7 é o refrão da segunda estrofe (ver v. 11). No refrão está a nota tônica do salmo (CBASD, vol. 3, p. 838).
está conosco. É o suficiente. O cristão precisa apenas estar seguro da presença de Deus [cf. Sl. 23:4] (CBASD, vol. 3, p. 772).

refúgio. Ou, “uma elevação segura”, “um abrigo”. John Wesley, confortado com a promessa deste versículo, corajosamente enfrentou a morte. Durante toda a noite antes de morrer repetiu estas palavras. A força do crente não está em si mesmo, nem na aliança com o poder do mundo, mas em Deus. Calvino disse: “O fiel deve aprender que a graça de Deus é suficiente. Portanto, embora a ajuda de Deus nos chegue de modo secreto e suave, como um riacho estreito, devemos desfrutar uma tranquilidade mais profunda do que se todo o poder do mundo fosse empregado de uma só vez para nos ajudar. (CBASD, vol. 3, p. 838).

vinde, contemplai. A terceira estrofe (v. 8-11) retrata o poder de Deus manifesto ao controlar o movimento das nações, e a excelência de Sua serena exaltação sobre elas (CBASD, vol. 3, p. 838).

carros.O versículo descreve um campo de batalha com armas quebradas e veículos queimados. A vitória é completa (CBASD, vol. 3, p. 838).

10 aquietai-vos. Literalmente, “entreguem-se”, “desistam”. O próprio Deus é quem diz estas palavras. A primeira frase deste versículo foi parafraseada: “Silêncio! Abandonem sua agitação e reconheçam que eu sou Deus.” Falamos muito e ouvimos pouco. Falta-nos o equilíbrio e a firmeza cristã devido aos nossos muitos afazeres. Moisés passou 40 anos na terra de Midiã (At 7:29, 30), Paulo passou três anos [quase 40 meses?] no deserto (Gl 1:17, 18) e Jesus 40 dias no deserto (Mt 4:1,2), preparando-se para as responsabilidades do chamado divino (CBASD, vol. 3, p. 838).

11 o Senhor dos Exércitos. O v. 11 é o refrão da terceira estrofe. O Salmo 46 trará conforto especial ao povo de Deus no tempo de angústia (GC, 639). Nessa hora, quando um grande terremoto jamais visto abalar toda a Terra; quando o Sol, a Lua e as estrelas saírem de suas órbitas; quando as montanhas tremerem como vara e rochas forem lançadas para todos os lados; quando o mar se agitar com fúria e toda a superfície da Terra se desfizer; quando cadeias de montanhas afundarem e ilhas desaparecerem (Mt 24:29,30; Lc 21:25,26; GC 637; PE 34,41), os santos terão a proteção de Deus (CBASD, vol. 3, p. 838).


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