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“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (v.3).
Já no início, nos é mostrado o objetivo principal de Apocalipse: revelar Jesus Cristo. Não há suspense ou verdades encobertas, mas uma mensagem especialmente importante para o tempo do fim. Uma hierarquia é estabelecida: Deus deu a revelação a Jesus, Jesus a enviou “por intermédio do Seu anjo”, para notificar “ao Seu servo João” (v.1), que foi uma notável testemunha de Jesus Cristo, “quanto a tudo o que viu” (v.2). Então, uma promessa é estabelecida para com todos os “que leem e… que ouvem as palavras da profecia e guardam” o que nela está escrito (v.3). Apesar de se dirigir diretamente às sete igrejas da Ásia, veremos que estas sete igrejas representam sete fases na história do mundo até o retorno de Cristo.
Esta introdução nos revela detalhes muito importantes no plano da salvação. A Trindade Se apresenta já nos primeiros versículos: Pai, Filho (v.1) e Espírito Santo (v.4). Os “sete Espíritos” são uma referência à terceira pessoa da Trindade e podemos melhor compreender esta expressão quando lemos o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Repousará sobre Ele [Cristo] o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11:2). Antes mesmo da fundação do mundo, o Deus Trino já havia estabelecido o resgate dos Seus filhos, resgate este que foi prometido aos nossos primeiros pais: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). Já no Éden, Satanás teve decretada a sua derrota. Cristo viria e pagaria o preço dos nossos pecados, de uma vez por todas.
Estamos a poucos passos da gloriosa promessa do grande EU SOU: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7). Desde então, como sacerdotes de Cristo (v.6), aguardamos a fiel promessa, assim como João a almejava. Imagino a saudade que João tinha de seu Mestre e com que profunda afeição recordava do tempo em que recostava a cabeça em Seu peito. Na ilha de Patmos, o solitário prisioneiro buscava em Cristo conforto, “no dia do Senhor” (v.10). Seus grilhões não o impediam de O adorar. Estando ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9), foi surpreendido com “uma grande voz, como de trombeta” (v.10), ordenando que Ele escrevesse em livro tudo o que lhe seria mostrado e declarado.
Qual não foi a surpresa do fiel apóstolo, ali estava Jesus, não mais como o Homem de Nazaré, mas com o sublime aspecto de Sua glória celeste. A descrição verbal de João acerca de Jesus nos dá um vislumbre do que ele contemplou, uma cena tão acima de toda comparação que o fez cair “a Seus pés como morto” (v.17). A primeira mensagem que João recebeu não foi de um anjo, mas do próprio Cristo. O toque dAquele que um dia lavara seus empoeirados pés, é então sentido e a mesma voz que tanto ouvira e que abrandara o seu rude coração, foi outra vez ouvida. Despertado de seu desmaio e fortalecido pela destra de Deus, compreendeu que estava sob sua responsabilidade escrever o livro que revelaria à humanidade o perfeito cumprimento do plano da redenção.
Ao contrário do que muitos acreditam, Apocalipse não é um livro obscuro, e sim a “revelação de Jesus Cristo” (v.1), a carta de amor de Deus para todos os que creem em Cristo e amam a Sua vinda. Veremos que a própria Bíblia nos fornece o significado dos símbolos proféticos, a começar pelos “sete candeeiros de ouro” (v.12) e pelas “sete estrelas” (v.16), que significam, respectivamente, as sete igrejas da Ásia e “os anjos das sete igrejas” (v.20). Portanto, já no início, Jesus deixa bem claro que é uma mensagem que Ele mesmo deseja que a compreendamos. Esta primeira visão já nos remete à figura do santuário, mas não mais o santuário feito por mãos humanas, mas “do santuário e verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2).
Jesus nos convida, a partir de hoje, para entrarmos com Ele no Santuário Celeste e contemplarmos, pela fé, as cenas que nos mostram o perfeito cumprimento das promessas divinas. Você está disposto a aceitar este convite? Então, em espírito de oração, busquemos do alto sabedoria e coração puro para ler, ouvir e guardar tudo o que o Senhor nos deixou revelado.
Bom dia, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP
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4 Comentários so far
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Muito bom seu comentário, tenho aprendido muito e compartilhado. Que Deus te abençoe e te conceda muita bênção e sabedoria do Alto, e a vida eterna!
Comentário por Antônio Dias Sobrinho 21 de setembro de 2018 @ 6:19Oremos: PAI dê-nos sabedoria para entendermos o livro de apocalipse, tão importante para nossa salvação. Em nome de Jesus, Amém.
Comentário por Anesio Rosalem 21 de setembro de 2018 @ 7:33Gostei muito. Deus a use cada dia e sempre, estou mais infiltrada nas escrituras.
Comentário por Celiane ramos Sousa 21 de setembro de 2018 @ 8:05Estou estudando a palavra do fazendo o ano bíblico acompanhado do reavivados por sua está sendo maravilhoso louvado seja Deus!
Comentário por Adailton 16 de junho de 2021 @ 20:04