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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/atos/atos-capitulo-23/
Comentário devocional:
Poderíamos dizer que o apóstolo Paulo cometeu três grandes erros diante do Sinédrio, erros dos quais ele mais tarde se arrependeu. O primeiro foi se dirigir a este importante conselho utilizando o termo “irmãos”, em vez da saudação habitual, “autoridades do povo e anciãos de Israel
O segundo erro foi quando Paulo se defendeu vigorosamente perante o Sinédrio, acusando o sumo sacerdote de ser um sepulcro caiado de branco!
Por fim, o apóstolo, conhecendo plenamente as amargas divisões teológicas entre os fariseus e os saduceus que compunham o Sinédrio, fez uma declaração a fim de ganhar alguns simpatizantes. Este pode ter sido o seu terceiro erro. Ele declarou-se um fariseu e um crente da ressurreição. Os saduceus não acreditavam no céu ou na ressurreição, no que os fariseus acreditavam com muito fervor. Instantaneamente, metade da multidão tomou seu lado, enquanto a outra metade tentou silenciá-lo.
Essa foi uma jogada inteligente, mas não seguiu o que Jesus fez sob as mesmas circunstâncias. Quando Jesus enfrentou Seu próprio julgamento perante o Sinédrio anos antes, Ellen White afirma que entre os fariseus e os saduceus existia amarga animosidade e controvérsia entre eles. “Com poucas palavras poderia Cristo haver despertado os preconceitos de uns contra os outros, e teria assim desviado de Si a ira deles” (O Desejado de Todas as Nações, p. 705). Em vez disso, o Salvador do mundo se manteve em silêncio e não se aproveitou da situação para salvar a si mesmo.
Jesus deve ser o nosso único modelo. Não qualquer nosso irmão e líder, por mais consagrado e fiel que seja ele.
Jesus perdoou os erros cometidos por Paulo naquele dia. Naquela mesma noite, Ele assegurou a Paulo que ele iria a Roma, apesar de tudo. Oh, que maravilhosa graça, a do nosso Senhor!
Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte Asia-Pacífico
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1287
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados17-05-2018.mp3
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“Na noite seguinte, o Senhor, pondo-Se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (v.11).
Perante a cúpula religiosa dos judeus, Paulo iniciou nova defesa. Contudo, mal pudera pronunciar a primeira frase e logo foi ferido com uma bofetada na boca a mando do sumo sacerdote. Proferindo-lhe imediatamente uma resposta ousada, dirigindo-se ao mandante, disse: “Deus há de ferir-te, parede branqueada! Tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei e, contra a lei, mandas agredir-me?” (v.3). A expressão usada por Paulo, “parede branqueada”, tem o mesmo sentido do termo tão usado por Jesus ao referir-se aos líderes judeus: “hipócritas”. Ananias estava na posição de juiz, mas na verdade estava ali como acusador.
Ao tomar conhecimento, porém, de que falara contra o sumo sacerdote, Paulo se retrata mostrando maior respeito à lei do que aqueles que diziam estar ali para defendê-la. É certo que o apóstolo pôde se valer de suas raízes para amenizar a fúria de seus inimigos e livrar-se de castigos injustos. Perante a guarda romana, declarou-se cidadão romano. Já perante o Sinédrio, declarou-se fariseu. Sua cidadania e seu título religioso, no entanto, não o livraria do perigo que o aguardava. Nenhum argumento humano poderia livrá-lo da morte certa. Levado de volta à fortaleza, foi na noite seguinte que ele recebeu a visita do Único capaz de livrá-lo.
Imagino a angústia daquele homem de Deus em sua cela escura, quando, de repente, sentiu uma presença ao seu lado que encheu o seu coração de uma paz indescritível. Ao ouvi-Lo falar: “Coragem!”, reconheceu-Lhe a voz. Era o seu amado Mestre! Jesus viera novamente ao seu encontro e estava ao seu lado para confortá-lo. A promessa dada por Cristo a Seus discípulos foi experimentada por Paulo de forma visível e audível: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Nenhuma cilada maligna poderia frustrar os planos de Cristo na vida de Paulo. Deus sempre possui Seus representantes em lugares estratégicos e os usa no devido tempo. E muito maior do que o exército romano que escoltava o apóstolo, era o exército celestial que o cercava.
Enviado de um lugar a outro, Paulo testemunhava de Cristo e mostrava plena convicção no que de fato acreditava. Com intrepidez apresentava em sua defesa uma fé prática que nada tinha a ver com as acusações que recebera. Mas também tinha plena ciência de que nem todos aceitavam as suas palavras. A sua única certeza era de que, ao seu lado, estava Alguém mais poderoso do que os juízes e governantes; e que a decisão final a respeito de sua vida não estava em mãos humanas. Estava disposto a viver por Jesus, e a morrer por Ele também. Grande batalha travou aquele servo de Deus. Batalha que denominou de “bom combate” (2Tm 4:7).
Podemos nos valer das posições ou das coisas deste mundo por algum momento, mas esta segurança é temporária. Nada e nem ninguém pode garantir a nossa chegada e a nossa saída. O salmista declarou: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121:1). Creio que estamos vivendo nos últimos instantes deste mundo. Basta dar uma olhada nas últimas notícias e perceber o número de situações inéditas que estão acontecendo. As maiores catástrofes já registradas. A maior crise econômica. As maiores epidemias. Coisas que nunca haviam acontecido. Enfim, todo o mundo se transformou numa bomba relógio prestes a explodir. E parece que estamos nos acostumando com tudo isso. Aproxima-se o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn 12:1) e estamos mais preocupados com quem vai ganhar a Copa do que com o nosso destino eterno.
As profecias se cumprem uma após a outra, o Espírito Santo apela com veemente urgência e a nossa rotina não difere da rotina dos ímpios! Está tudo errado! Aqueles que pensam que sua religiosidade rasa e alicerçada nas areias de suas obras vazias será suficiente para sustentar sua fé no tempo da derradeira prova, perceberá tarde demais que suas lâmpadas estão apagadas. “Mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn 11:32). Revestidos de toda a armadura de Deus, estarão prontos para a última grande batalha. Em defesa deles “Se levantará Miguel, o grande Príncipe” (Dn 12:1) e cumprir-se-á a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (Sl 91:7). Jesus está ao seu lado e te diz, agora: “Coragem! Eu sou contigo!” Tomemos posse desta palavra e marchemos para a vitória final!
Bom dia, exército do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Atos23 #RPSP
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737 palavras
1 Fitando Paulo os olhos. Do gr. atenizõ, “fixar os olhos em”, “olhar atentamente”, “encarar fixamente”. É usado de maneira apropriada para caracterizar a expressão de Paulo ao olhar atentamente para a mais importante assembleia judaica pela primeira vez em 25 anos. Sem dúvida, houvera muitas mudanças de membros ao longo dos anos, mas o apóstolo pode ter reconhecido alguns rostos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 443.
2 Que lhe batessem. A declaração de Paulo equivalia a acusar o Sinédrio de hipocrisia. Se a conduta de Paulo fora escrupulosa, então a deles não fora. CBASD, vol. 6, p. 444.
3 Deus há de ferir-te […]! Alguns acham que Paulo falou sem pensar e que o verso 5 teria a intenção de funcionar como um pedido de desculpas. Contudo, é possível que o apóstolo tenha falado por inspiração e, sem saber que estava se dirigindo ao sumo sacerdote predisse seu destino. Ananias foi assassinado em 66 d . C , sete ou oito anos depois, provavelmente por sicários. CBASD, vol. 6, p. 444.
Parede branqueada! Isto é, tu, hipócrita (Mt 23:27). Assim como uma parede caiada, este alto oficial de justiça poderia até se aproveitar da pompa de sua posição, mas não era a pessoa justa e criteriosa que, como líder, deveria ser. CBASD, vol. 6, p. 444.
Contra a lei. O espancamento era permitido pela lei judaica, mas somente após um processo judicial correto que resultasse na condenação do réu. Por ser um ex-membro do Sinédrio, Paulo conhecia a lei e os procedimentos judiciais adequados, garantindo, portanto, seu direito a um processo legal adequado. CBASD, vol. 6, p. 444.
5 Não falarás mal. Paulo cita Êxodo 22:28, passagem na qual o heb. elohim, “deuses’, é usado para se referir a juízes humanos. A sinceridade de Paulo no momento é inquestionável. Os arautos do evangelho devem reconhecer e prestar o respeito devido ás autoridades, mesmo quando tais líderes abusam dela. CBASD, vol. 6, p. 445.
9 Vozearia. Do gr. kraugê, “grito”, “clamor”. Os membros impassíveis e instruídos do Sinédrio demonstraram ser tão incitáveis e irracionais quanto a multidão iletrada e instável. CBASD, vol. 6, p. 445.
Espírito ou anjo. O testemunho de Paulo não fora em vão. A atitude dos fariseus nesta ocasião lembra a de Gamaliel numa ocasião anterior (At 5:33-40). CBASD, vol. 6, p. 445.
10 Espedaçado. Fica claro que teve início uma luta física entre saduceus e fariseus, um grupo tentando agarrar Paulo, e outro, protegê-lo. CBASD, vol. 6, p. 446.
11 O Senhor, pondo-Se ao lado dele. Este Ser deveria ser o próprio Cristo (At 9:5). As perspectivas pareciam sombrias e, sem dúvida, Paulo se lembrava da aquiescência servil de Pilatos aos desejos dos judeus no caso de Cristo. O conforto divino nessas circunstâncias significaria muito para o apóstolo e lhe daria coragem para enfrentar as provas dos anos seguintes. CBASD, vol. 6, p. 446.
12 Sob anátema, juraram. Do gr. anatheniatizõ, “declarar maldito”, “jurar sob maldição [caso o juramento não seja cumprido]”. Esses homens haviam rogado sobre si as mais severas penalidades divinas caso falhassem em cumprir seu objetivo. CBASD, vol. 6, p. 446.
16 O filho da irmã de Paulo. Esta é a única referência a parentes de Paulo em Jerusalém. Ele tinha familiares em Roma (Rm 16:7, 11) e parece que em Corinto também (Rm 16:21). Sugere-se que o sobrinho de Paulo estava estudando em Jerusalém, assim como ele próprio fizera no passado. Não há evidências de que a irmã e o sobrinho do apóstolo fossem cristãos. CBASD, vol. 6, p. 447.
21 Esperando a tua promessa. Isto é, guardando o consentimento de Lísias para levar Paulo ao lugar onde os judeus alegavam que o investigariam. CBASD, vol. 6, p. 448.
24 Ir com segurança. A segurança de um prisioneiro que afirmava ser cidadão romano, a vida de centuriões e soldados, além da habilidade da força romana para manter a ordem, tudo isso estava em jogo na transferência de Paulo de Jerusalém para Cesareia. CBASD, vol. 6, p. 449.
27 Estava prestes a ser morto. A carta omite os detalhes da controvérsia religiosa que levaram ao ataque a Paulo, talvez por causa da ignorância de Lísias em relação a tais questões, e ele sabia que isso poderia ser relatado na presença de Félix. CBASD, vol. 6, p. 449.
32 No dia seguinte. Antipátride ficava a cerca de 60 km de Jerusalém. Saindo no início da noite e viajando com soldados que estavam à pé, Paulo e seus acompanhantes chegariam à cidade em algum momento do dia seguinte. CBASD, vol. 6, p. 450.
35 Ouvir-te-ei. Literalmente, “eu te ouvirei por completo”, isto é, darei a ti uma audiência completa. Félix aceitou a jurisdição do caso. Os acusadores só chegaram a Cesareia após cinco dias (At 24:1). CBASD, vol. 6, p. 450.
Nota: Atente, em especial, para o verso 11. É tão lindo saber que o próprio Cristo vem em nosso socorro quando mais necessitamos e nos encoraja a persistir com fé!
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