Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
25 de fevereiro de 2018, 0:30
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Em cada lugar que entrava, Jesus enfrentava dois grandes desafios: o desespero das multidões e a perseguição dos líderes judeus. O Salvador não buscava para Si benefício algum e mal Lhe sobrava tempo para comer. Mas apesar de Seu altruísmo e santo procedimento, a visão dos que O perseguiam era voltada para o fato de Jesus não levar em consideração as suas absurdas tradições. Alegando agir em nome de Deus, eles promoviam suas regras arbitrárias desprovidas de qualquer demonstração de compaixão ou de interesse pelo bem do “transgressor”. Em outras palavras, suas convicções eram inegociáveis.

Ocupado em favor da qualidade de vida e salvação do povo, Jesus curava as feridas do corpo e da alma. Eram tantas as mazelas apresentadas diante de Cristo, que, por vezes, Ele precisava Se retirar em “um barquinho” (v.9). Percebam, no entanto, o real interesse da multidão: “sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com Ele” (v.8.). O texto não diz que eles buscaram a Jesus por causa de Suas palavras e nem por acreditarem que Ele era o Filho de Deus, mas pelo que Ele poderia lhes oferecer. Por um lado, é compreensível a atitude deles diante da oportunidade única de ter a sua condição física completamente restaurada. Por outro lado, porém, a maioria deles ficou apenas na cura física, deixando escapar o privilégio da cura espiritual.

A escolha dos doze apóstolos iniciou uma fase de especial interesse para o Mestre. Aqueles homens receberam instruções suficientes que, postas em prática, fariam deles os primeiros replicadores do ministério de Cristo. E para isso, não somente as curas e milagres, mas as palavras e atitudes de Jesus frente às investidas dos escribas e fariseus deveriam ser suficientes para que percebessem a incoerência daqueles que dantes admiravam como exemplo de conduta santa e irrepreensível. Os próprios “parentes de Jesus” (v.21) não aceitavam o Seu ministério e, como os rabinos judeus, fecharam seus corações para recebê-Lo.

Creio que a maior das acusações feitas contra Cristo foi declarada pelos escribas: “Ele está possesso de Belzebu” (v.22). Mas, ainda assim, não foi isso que levou Jesus a concluir o que seja o pecado contra o Espírito Santo. Este pecado é eterno em suas consequências, não por ser imperdoável, mas por não poder ser perdoado. Porque o pecado contra o Espírito Santo não é uma iniquidade que esteja acima do perdão divino, mas que está fora de seu alcance. Trata-se da rejeição absoluta do perdão de Deus, devido a ausência de arrependimento e endurecimento do coração a ponto de atribuir a Satanás, a obra que é realizada pelo Espírito Santo. Por exemplo: Judas, ao perceber o mal que havia feito, sentiu remorso, mas não se arrependeu, cometendo o pecado contra o Espírito Santo.

O cuidado do Salvador para com as multidões doentes e Suas palavras de sabedoria frente à perseguição dos líderes de Seu povo, tudo o que fazia, tinha a finalidade de perdoar e de salvar. Mas a incompreensão e a dureza de coração impediu a muitos de gozarem da geração mais privilegiada de todos os tempos. Hoje, eu creio, do profundo do meu coração, que fazemos parte da geração que verá o Filho de Deus vindo com as nuvens do céu. E assim como Ele chamou os discípulos para serem Seus primeiros seguidores, Ele está nos chamando para fazer parte de Seu último exército de verdadeiros adoradores. Se nossas intenções não estiverem voltadas para o que Ele pode nos oferecer, mas pelo que Ele é, certamente não rejeitaremos a voz do Seu Espírito. E se não rejeitamos a voz do Espírito, fazendo a vontade de Deus, logo, somos da família de Cristo (v.35).

Que o Espírito Santo tenha constante acesso ao nosso coração para que estejamos sempre atentos à Sua voz a nos indicar a direção certa: “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30:21).

Feliz semana, família de Jesus!

DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 4° dia: Oremos por uma vida de mais comunhão e intimidade com Deus.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Marcos3 #RPSP


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