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“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (v.40).
Imagine que você preparou uma grande festa. Contratou o melhor buffet, não economizou na decoração e enviou convites a todos os seus amigos. Contudo, no dia da festa, os convidados não compareceram. Seria frustrante, não é mesmo? A parábola das bodas retrata uma situação exatamente assim. Só que o organizador da festa é Deus e os convidados, todos os que fazem parte do Seu povo. Tudo estava pronto, “eles, porém, não se importaram” (v.5), dando mais valor às preocupações desta vida. Podemos até achar que a atitude de Deus tenha sido muito arriscada em convidar para as bodas “maus e bons” (v.10), mas foi isso o que Ele fez ao enviar o Seu único Filho à Terra: arriscou tudo por quem não merece.
Enquanto Jesus unia-Se às multidões a fim de ensiná-las e curá-las, os rabinos judeus se reuniam com a intenção de surpreender Jesus “em alguma palavra” (v.15). Contudo, suas palavras polidas e bem escolhidas não podiam esconder do Leitor de corações a intenção que havia por trás da aparência. Apesar do simulado interesse em obter do conhecimento admirável do Mestre, aqueles líderes religiosos não passavam de algozes à espreita de apenas uma palavra que pudesse lhes assegurar a condenação de Jesus. Uma palavra era tudo o que precisavam para acusar a Cristo diante de todos como um falsário e herege. Sem nem se dar conta, eles foram os primeiros convidados a recusar o convite para as bodas dAquele que tanto perseguiam.
Ao responder sobre a finalidade do dinheiro, sobre a ressurreição, sobre o grande mandamento da Lei, e sobre a Sua origem, Jesus, literalmente, fechou a boca daqueles líderes para não mais abrir para questioná-Lo. Gostaria, no entanto, de destacar a resposta que Ele deu acerca do grande mandamento. O que Jesus afirmou ser o maior dos mandamentos não feriu ou revogou de forma alguma nenhum dos mandamentos de Deus. Muito pelo contrário, Ele confirmou cada um deles através da essência de Sua Palavra: o amor. Jesus simplesmente repetiu as palavras que estão em Deuteronômio 6:5 e em Levítico 19:18.
“Amarás o Senhor, teu Deus” (v.37) refere-se à observância da primeira tábua do Decálogo. E quanto ao amor ao próximo, vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos romanos: “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Rm 13:9). Percebem a perfeita harmonia entre as palavras escritas por Moisés, ditas por Jesus e reforçadas por Paulo? O amor “é o vínculo da perfeição” (Cl 3:14). Muitos têm rejeitado o terno convite de Deus porque não permitiram que o amor os adornasse. Outros apenas aparentam estar entre os convidados das bodas de Cristo, mas não permitiram que Ele os vestisse de Suas vestimentas de justiça.
A justiça de Cristo está perfeitamente vinculada ao amor. Não existe separação entre ambos. Foi o amor que O fez cumprir toda a justiça, e, pela Sua justiça, foi confirmado o amor. Temos sido testemunhas oculares de um dos sinais que confirmam a brevidade das bodas do Cordeiro: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24:12). Basta dar uma rápida olhada nas notícias mais recentes e perceber que o Senhor está repetindo as mesmas palavras para a nossa geração em grande tom de urgência: “Tudo está pronto; vinde para as bodas” (v.4). E Ele continua, dizendo: “Eis que já preparei o Meu banquete… Está pronta a festa” (v.4 e 8). Como, pois, Ele nos encontrará? Ocupados demais, ou disponíveis, para atender ao Seu último chamado? Amando, de fato, ou fingindo amar?
Oxalá que possamos viver o que está escrito: “Todos os vossos atos sejam feitos com amor” (1Co 16:14).
Bom dia, amados!
Rosana Garcia Barros
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