Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 14, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
8 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!” (v.30).


Temendo a reação do povo, Herodes mantinha João Batista na prisão, a contragosto de Herodias, que desejava a morte daquele que expunha o seu pecado. Ao atalaia da verdade foi incumbido preparar os corações para receber o Messias, quer sua mensagem fosse aceita, quer não. E com coragem e santa ousadia, advertia a Herodes de seu pecado com Herodias: “Não te é lícito possuí-la” (v.4), cumprindo com fidelidade a sua missão: “Mas, se avisares o perverso, e ele não se converter de sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu salvaste a tua alma” (Ez 3:19). Apesar da forma trágica com que João foi morto, a sua morte foi para a vida (Ap 2:10). Mas, ao decretar a morte de João Batista, Herodes e Herodias decretaram a própria morte, e esta eterna.

A notícia da morte de João fez o coração humano de Cristo sangrar, a ponto de desejar passar o luto em lugar deserto. Entretanto, assim como as multidões se dirigiam ao deserto a fim de ouvir a mensagem de João, muito mais anelavam estar na presença dAquele a quem o profeta anunciara. A compaixão foi maior do que a dor da perda e a cada enfermo curado, Seu coração era confortado. “Ao cair da tarde” (v.15), porém, uma preocupação se instalou no coração dos discípulos: Não havia comida. Então, ao irem a Jesus pensando estar levando a solução, Ele lançou sobre eles a responsabilidade de saciar a fome de “cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças” (v.21). A partir dali, eles presenciariam uma das maiores lições de confiança no poder de Deus.

Apenas “cinco pães e dois peixes” (v.17) era o que tinham em mãos. Mas ao entregar aquele pequeno lanche nas mãos do Mantenedor, o pouco se tornou em abundância. Notem que Jesus não entregou o alimento às multidões, mas aos discípulos para que estes o compartilhassem. Após todos estarem satisfeitos, sobraram doze cestos cheios. Maravilhadas com aquele milagre, as multidões começaram a segui-Lo não pelo que Ele era, mas pelo que Ele poderia lhes oferecer (Jo 6:26). E, diante da revelação de Cristo: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6:48), escandalizaram-se e “O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo 6:66). Assim como daquela multiplicação sobraram doze cestos cheios, apenas os doze discípulos permaneceram com Jesus (Jo 6:67). E a eles foi dado o privilégio de viver inúmeras experiências lado a lado com o Salvador do mundo. Por Seu exemplo de íntima comunhão com o Pai (v.23), Jesus lhes ensinava as mais ricas lições espirituais.

Não é nada atrativa a ideia de que a vida cristã requer renúncia e privações, mas igrejas ficam superlotadas quando ali oferecem o que é aprazível às grandes massas. O grande problema que se tem instalado no meio cristão é justamente este, o de transformar o lugar de adoração em lugar de atração. Assim como aquelas multidões não estavam mais indo a Cristo pelo motivo certo, milhares têm seguido pelo mesmo caminho. Mas, ao perceberem que a vida cristã não é aquilo que desejam, abandonam a Jesus com a mesma rapidez com que decidiram segui-Lo. Não aceitam “toda a verdade” (Jo 16:16), fazendo da Bíblia apenas um livro de autoajuda e não o “Assim diz o Senhor”. Agostinho de Hipona sintetizou esta triste realidade em uma frase: “Se você acredita apenas nas partes que você gosta do Evangelho, e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você acredita, mas em si mesmo”.

Assim como Jesus foi ao encontro dos discípulos para socorrê-los alta madrugada (entre três e seis horas da manhã) (v.25), “começando de madrugada” (Jr 7:13), Ele vem ao nosso encontro para nos dizer: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” (v.27), e nos convida a andar com Ele por sobre o mar das aflições. E mesmo que a nossa falta de fé nos faça submergir, Ele está pronto a atender ao nosso grito de socorro: “Salva-me, Senhor!” (v.30). Cristo não nos prometeu uma vida só de alegrias neste mundo, mas prometeu estar sempre por perto para nos estender a mão e nos conduzir à Sua embarcação em segurança.

Que o nosso cristianismo não seja baseado no que Deus pode nos oferecer, mas no amor pelo Deus que deu o melhor do Céu para nos salvar. Que a nossa adoração a Cristo seja um constante testemunho a declarar: “Verdadeiramente és Filho de Deus!” (v.23).

Bom dia, seguidores de Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus14
#RPSP


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Avatar de Cremilda

Bom dia amada. Linda meditação… Há muito amor em ação de JESUS CRISTO pela humanidade. Mas tristeza pela descrença do ser humano e a rejeição do Messias , por parte das pessoas que não tinham JESUS em seu coração. Nota linda: JESUS, como homem, sofreu com a morte de João Batista, mas como você escreveu, eles vão se encontrar… O mesmo aconteça conosco. Amém Chautard

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Comentário por Cremilda




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