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“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (v.16).
Os cenários dos mais belos discursos de Cristo estavam na natureza. Num monte verdejante ou “à beira-mar” (v.1), estava Ele ensinando e curando aqueles aos quais viera salvar. A mesma voz que falou e tudo se fez (Jo 1:1-3), ganhava uma entonação vibrante e compreensível até por quem passasse de longe. E diante de uma multidão sedenta por atenção, Jesus iniciou uma nova “temporada” de sermões, através do uso de parábolas.
A parábola inaugural apresenta quatro tipos de ouvintes da Palavra de Deus, representados pelos seguintes tipos de solo:
- “à beira do caminho” (v.4): São aqueles que até ouvem a Palavra de Deus, mas logo vem o inimigo e “arrebata o que lhes foi semeado no coração” (v.19);
- “solo rochoso” (v.5): É todo aquele que ouve e recebe a Palavra “com alegria” (v.20), mas não criando raízes, isto é, não fortalecendo a fé, “chegando a angústia ou a perseguição por causa da Palavra, logo se escandaliza” (v.21);
- “entre os espinhos” (v.7): Estes ouvem a Palavra de Deus, mas são facilmente sufocados pelos “cuidados do mundo e a fascinação das riquezas”, tornando-se infrutíferos (v.22);
- “em boa terra” (v.8): Todo aquele que ouve a Palavra de Deus “e a compreende” (v.23), dando bons frutos.
Certamente, Jesus apreciava usar ilustrações da natureza e de coisas que eram familiares às “grandes multidões” (v.2) que O ouviam, sendo boa parte compostas de agricultores e de pescadores. Havia ali os quatro tipos de ouvintes. E também havia o joio e o trigo (v.36-43), os peixes bons e os peixes ruins (v.47-50). Pois “Aquele que lavou os pés de Judas, anseia lavar todo coração da mancha do pecado” (DTN, p. 465). De uma forma didática, Cristo os ensinava, mas a explicação dos “mistérios do reino dos céus” (v.11) só era dada aos discípulos por uma boa razão: nem todos os corações ali estavam realmente dispostos a compreender as verdades do Céu. Com os corações endurecidos (v.15), esperavam que Jesus manifestasse mais milagres que pudessem satisfazê-los, mas não estavam dispostos a colocar o reino dos céus em primeiro lugar (v.44). Não queriam ir em busca da “pérola de grande valor” (v.46), mas esperavam encontrar coisa melhor aqui.
No tempo determinado, Jesus veio a este mundo a fim de salvá-lo. No tempo determinado, Ele cumpriu o Seu ministério e pagou o preço de nosso resgate morrendo numa cruz. “No tempo da colheita” (v.30), Ele ordenará que os Seus anjos separem o joio do trigo, selando os filhos do reino e guardando-os no Seu celeiro, obra esta que já começou:
“Estamos no tempo da sacudidura, tempo em que cada coisa que pode ser sacudida, sacudir-se-á. O Senhor não desculpará os que conhecem a verdade, se não obedecem a Seus mandamentos por palavra e ação” (TS, v.2, p. 547 e 548).
De igual forma, no tempo determinado, Jesus voltará para por fim ao pecado. Prontos ou não, quer acreditem ou não, “todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24:30). Quer você estar apercebido (Mt 25:10) para este grande Dia? Não basta apenas se maravilhar com as verdades divinas (v.54), mas é preciso crer para que elas se tornem reais em nossa vida. Então, faremos parte do grupo de justos que “resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai” (v.43).
Por favor, permita que o Espírito Santo fale ao seu coração hoje, todos os dias, até aquele grande Dia. “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (v.43).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
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1 Comentário so far
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As parábolas do Mestre são impactantes. Nelas aprendemos, se assim nos esforçarmos para aprender, preciosas lições. Que o nosso coração seja aberto diariamente para receber a mensagem. Lembrando que o problema não está com a semente, mas com o solo.
Comentário por MARINALDO DE ALENCAR 3 de setembro de 2018 @ 8:56Que o nosso coração seja arado, adubado, preparado para ser um bom campo de plantio da Palavra de Deus.
Ajude-nos SENHOR!!