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1-3 À primeira vista estes versos parecem irrelevantes nos dias de hoje. Mas um olhar mais atento revela alguns importantes princípios sobre disciplina. É você responsável pela disciplina de um filho, um estudante ou um empregado? Três importantes pontos ajudarão você a desempenhar esta responsabilidade: 1) que a punição seja aplicada logo após a ofensa; 2) que o grau da punição reflita a seriedade da ofensa; e 3) não exagere na disciplina. A disciplina que é imediata, justa e contida atinge o objetivo de preservar a dignidade do ofensor. Life Application Study Bible.
1 condenando ao culpado. Literalmente, a expressão seria “ajustar os anormais [os não ajustados]”. … Devia haver esforço para reabilitar e ajustar, em vez de punir no sentido de vingança. Biblia de Estudo NVI Vida.
não fique aviltado. O castigo indevidamente severo faria com que a pessoa castigada se ressentisse e pensasse ter sido tratada com injustiça. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1144.
3 quarenta açoites. Esse é o pano de fundo para a prática judaica de dar “Uma quarentena de açoites menos um” (2Co 11.24). O intuito dessa prática era resguardar-se contra algum possível erro na contagem dos açoites, e tinha um caráter de misericórdia. Biblia de Genebra.
4 Não atarás a boca ao boi. Qual o objetivo deste regulamento do AT? Bois eram usados para trilhar [pisar] grãos em uma eira [lugar de debulhar grãos]. O animal era preso por uma viga de madeira a uma pedra de moer. à medida que ele andava ao redor desta pedra de moinho, seus cascos pisavam os grãos, separando os grão da palha. Ao mesmo tempo, a mó transformava o grão em farinha. Atar a boca ao boi impediria que ele comesse enquanto a trabalhar. Paulo utilizou este argumento no NT para argumentar que não fossem negadas a obreiros no trabalho de Deus recebessem os benefícios do seu trabalho – eles deveriam receber apoio financeiro (2Co 9:10; 1Tm 5:17, 18). O fato de que uma pessoa está no ministério de Cristo não significa que ele ou ela seja pago injustamente. Existe ainda uma aplicação mais ampla: Não seja mesquinho para com aqueles que trabalham para você. Life Application Study Bible.
O serviço fiel, seja de seres humanos ou de animais merece reconhecimento. CBASD, vol. 1, p. 1144.
Um trabalhador (um animal, nesse caso) tem o direito de alguns dos resultados de seu trabalho (comparar com 1Co 9:9-10; 1Tm 5:18). Andrews Study Bible.
5-10 O costume do casamento sob levirato era antigo e não se limitava aos hebreus. Quando um homem morria sem filhos, seu irmão devia tomar a esposa dele. Os filhos desse casamento eram reputados filhos do primeiro marido. Onã recusou-se a cumprir com sua responsabilidade porque seus filhos não receberiam herança primária (Gn 38.8-10). O livro de Rute mostra que o costume do cassamento sob levirato incluía mais gente além do irmão falecido. E uma nova extensão do costume é vista no fato que Boaz se casou com Rute, e não com Noemi. … Esta lei levantou a pergunta que os saduceus apresentaram a Jesus acerca da ressurreição (Mt 22.23, ss). Bíblia Shedd.
5 a mulher do que morreu. Uma exceção à proibição do incesto em Lv 18:126, com o propósito de produzir um herdeiro para o irmão morto para que seu nome/identidade se mantivesse através de uma linha de descendentes que herdariam sua porção da propriedade (comparar com Gn 38; Rt 4). Este casamento também proveria suporte à viúva. Andrews Study Bible.
seu cunhado. Temos aqui a única menção, na Bíblia, à lei do casamento levirato (que vem da palavra latina levir, que quer dizer “irmão do marido”). Biblia de Genebra.
O irmão que se recusasse a cumprir este dever era considerado infame. CBASD, vol. 1, p. 1145.
6 nome do seu irmão. Ver Nm 27:4; Rt 4:5. Os homens em todas as épocas valorizaram a perpetuação do nome da família. Isso ainda é verdade nos países orientais, onde não pode sobrevir maior calamidade a um homem do que morrer sem um herdeiro do sexo masculino. CBASD, vol. 1, p. 1145.
7 se o homem não quiser tomar sua cunhada. Apesar do casamento entre cunhados (“levirato”) era fortemente encorajado, o irmão sobrevivente não era forçado a ele. Pode ser que o homem, já casado, não quisesse tomar nova esposa, mesmo em uma sociedade que tolerava a poligamia. Andrews Study Bible.
subirá esta à porta. Tal como no caso de Tamar (Gn 38), a esposa tinha a responsabilidade de zelar para que a obrigação do cunhado fosse cumprida. Bíblia Shedd.
9 descalçará a sandália. A ação de colocar o pé calçado sobre uma propriedade simbolizava … que se exercia o patrimônio legal sobre a mesma (Sl 60:8; 108:9). em consequência, o ato de tirar o calçado de um homem proclamava a indignidade do mesmo. Ele recusara fazer o que se esperava dele. [Ver tb Ct 7:1; 2Sm 15:30; Is 20:2, 4; Êx 3:5; Js 5:15). CBASD, vol. 1, p. 1145.
e lhe cuspirá no rosto. Comentaristas judeus normalmente interpretam que se cuspia no solo “diante de seu rosto”. Isso parece razoável, porque a preposição não é “sobre”, mas “ao lado” ou “diante de ” (Dt 11:25; Js 10:8). Cuspir diante do rosto de alguém era tido como humilhação (Nm 12:14). CBASD, vol. 1, p. 1145.
assim se fará ao homem. As únicas exceções eram o sumo sacerdote, que não estava sujeito à lei do levirato (Lv 21:13, 14), irmãos que viviam distantes um do outro e os idosos. CBASD, vol. 1, p. 1145.
11, 12 O órgão masculino não devia ser maltratado (cf 23.1). Era a fonte da fertilidade e também trazia o sinal do pacto de Deus com Seu povo (Gn 17.11). Bíblia Shedd.
cortar-lhe-ás as mãos. A penalidade por esta intervenção na luta de seu esposo (não para sua auto defesa) é severa, muito provavelmente porque a mulher se arriscaria a causar dano ao outro homem à sua habilidade de ter filhos e removê-lo da participação da assembleia de Israel (comparar nota em 23:1). A lei da retaliação por dano resultante na defesa de um assalto (Lv 24.10-20) não poderia ser aplicada porque a mulher era parte envolvida neste caso. Andrews Study Bible.
Esta lei deriva do princípio declarado em Êxodo 21:24. Alguns comentaristas judeus rejeitam a ideia de que isso devesse ser considerado literalmente. Os rabis, mais tarde, mudaram a sentença, aplicando uma multa pesada em vez de cortar a mão. CBASD, vol. 1, p. 1146.
13 pesos diversos. “Dois padrões para o mesmo peso” (NVI), um peso mais leve para vender e um maior para comprar. … Amós 8:5 indica que esse tipo particular de desonestidade não era incomum entre os judeus. … O desejo de Deus é que entre Seu povo prevaleçam os princípios da justiça e da equidade. Aqueles que servem a Deus não enganarão seus semelhantes (ver 1Jo 4:20). CBASD, vol. 1, p. 1146.
Utilizados para trapacear na pesagem de coisas para comprar ou vender (comparar com Lv 19:35-36). Andrews Study Bible.
Não podiam ser feitos negócios com dois tipos de pesos, um maior para recebimentos, e outro menor para os pagamentos, cf Am 8.5. Bíblia Shedd.
O desprazer de Deus diante de negócios desonestos é salientado (Lv 19.35-36; Pv 11.1; 16.21; 20.10, 23; Mq 6.11). Biblia de Genebra.
14 duas sortes de efa. (ARA; NVI: “dois padrões para a mesma medida”).
15 peso integral e justo. Ver Lv 19:35. Nos negócios é difícil resistir à tentação de ter lucro fácil. Diz-se que a honestidade é a melhor política. Mas a conduta seguida por alguns comerciantes é tão cruel quanto as leis da selva. Seve-se admitir que tais negociações com frequência geram grandes riquezas para alguns, e até boa reputação na sociedade. Porém, sem honestidade nunca poderá haver paz de espírito e consciência limpa perante Deus. CBASD, vol. 1, p. 1146.
17-19 Lembra-te do que te fez Amaleque … apagarás a memória de Amaleque. A referência aqui é contra à hostilidade dos amalequitas para com Israel na jornada desde o Egito (Êx 17:8-16). É verdade que na época em que foi escrito o livro de Deuteronômio os amalequitas já não eram uma ameaça a Israel. Todavia, Deus não tinha se esquecido do dano que haviam feito a Seu povo. CBASD, vol. 1, p. 1146.
18 atacou na retaguarda. Demonstração de covardia e crueldade (ver Êx 17:8-13). CBASD, vol. 1, p. 1146.
não temeu a Deus. Esta era a razão para sua má conduta. A indiferença aos princípios corretos dificilmente pode proporcionar um sólido fundamento para se construir a bondade e o amor para com o próximo. CBASD, vol. 1, p. 1146.
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Comentário devocional:
Deus diz em Malaquias 2:16, “Eu odeio o divórcio.” E Jesus ressaltou que a permissão de Moisés para divórcio no casamento só havia sido permitida “por causa da dureza de coração de vocês”. E então Ele acrescentou: “Mas não foi assim desde o princípio” (Mat. 19:8, NVI). Na verdade, existem alguns outros motivos legítimos para o divórcio, além de imoralidade sexual (ver 1 Coríntios 7:15; Êxodo 21:10-11). Mas o mais importante a se ter em mente é que tanto Moisés quanto Jesus claramente colocaram a culpa para o divórcio na falta de relacionamento com Deus.
A característica mais marcante da maioria das diversas leis, do restante deste capítulo, é o interesse de Deus nas pessoas marginalizadas da sociedade, especialmente os pobres, os necessitados, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas.
A lei da respiga descreve o preceito bíblico para o bem-estar dos famintos: dar a eles oportunidade de trabalhar, deixando no campo os grãos caídos pelo excesso e algumas espigas não colhidas. Não tome para si tudo que é de seu direito, mas deixe alguma coisa para os pobres e estrangeiros.
“Querido Deus, a maioria de nós não têm campos e vinhas nos dias de hoje, portanto ajude-nos a encontrar uma maneira de aplicar o princípio da generosidade.”
John Ash
União Missão Chinesa
Hong Kong
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/deut/24 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/deut/24/
Texto original expandido em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2012/10/10/
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Deuteronômio 24
Comentário em áudio
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DEUTERONÔMIO 24 – Precisamos aprender a viver. Deus está mais do que disposto a ensinar. Ele quer o nosso bem e a nossa felicidade mais do que ninguém. Ele tem o melhor para nós, cabe a nós desejar o bem que Ele quer para nós a fim de que vivamos melhor a cada dia.
Observe estes pontos:
1. Divórcio e novo casamento (vs. 1-4). O divórcio está em alta. Para muitos, ele é tão normal que o casamento começa com a possibilidade de divorciar-se. Contudo, o divórcio é uma aberração do casamento. É uma interrupção do maravilhoso plano de Deus para o mais íntimo dos relacionamentos.
2. Antídoto para combater o divórcio: Durante o primeiro ano de casado, o marido deve viver prioritariamente para promover a felicidade de sua esposa (v. 5);
3. Sobre o penhor (v. 6);
4. O castigo pelo sequestro: A morte (v. 7);
5. Cuidados em relação à doença da lepra (vs. 8-9);
6. Regulamentação quanto a empréstimos (vs. 10-13);
7. Ser justo e pronto no pagamento de salários a funcionários do povo de Deus ou não (vs. 14-15);
8. A responsabilidade em relação a crimes é individual, pais não pagam pelos filhos nem filhos pelos pais (v. 16);
9. Orientações em relação aos necessitados: Estrangeiros, órfãos e viúvas:
· Não perverter o direito, aproveitar de suas fraquezas, nem tomar roupas como penhor (v. 17);
· Deixar para trás restos de grãos na hora da colheita objetivando beneficiá-los (v. 19);
· Não tirar todas as azeitonas das oliveiras para deixar para os necessitados (v. 20);
· Deixar restos de uvas sem colher a fim de suprir as necessidades dos necessitados (v. 21)
Deus ensina, orienta e prescreve preciosos ensinamentos vitais. Ele usa diversos recursos didáticos: Adverte quanto ao pecado (v. 14), explica a importância da vida (v. 6), a importância de limitar a maldade na sociedade (v. 7); apresenta o caminho da justiça (v. 13) e a forma de evitar orações negativas (v. 15).
Contudo, o essencial é que Deus libertou Seu povo; por isso, Seu povo deve viver a altura do padrão por Ele apresentado (vs. 18, 22). Hoje devemos lembrar que Cristo morreu para nos libertar do pecado; portanto, nossa vida deve ser regida pelos princípios da Bíblia.
“Senhor, eleva nosso padrão comportamental!” – Heber Toth Armí.
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1-4 Alguns pensam que esta passagem apoiava o divórcio, mas este não é o caso. Ela simplesmente reconhece uma prática que já existia em Israel. Todos os quatro versos deveriam ser interpretados com o objetivo de entender o objetivo desta passagem; ela certamente não está sugerindo que um homem se divorciasse de sua esposa por um simples capricho. O divórcio era um ato final e permanente para o casal. … Esta restrição objetivava prevenir o novo casamento efetivado de maneira casual após uma separação frívola. O objetivo era fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de se divorciarem. Life Application Study Bible Kignsway.
1 coisa indecente (ARA; NVI: “algo que ele reprova”; NKJV: “algo impuro”). O texto aqui refere-se à mesma “coisa indecente” de Dt 23.14, tendo um sentido bastante genérico. … O divórcio foi reconhecido por uma variedade de razões, mas não necessariamente permitido (os vs. 1-3 são descritivos, e não prescritivos). Bíblia de Genebra.
A palavra heb. literalmente significa “nudez”: de forma figurada como neste caso, é “vergonha” ou “desonra”. Não era ofensa de adultério, pois isso era punido com a morte (Dt 22:22; cf Mt 19:9). Simplesmente era algum comportamento que o marido considerava impróprio. Os judeus compreendiam que este preceito mosaico significava que o homem podia se divorciar da esposa por qualquer motivo (Mt 19:3, 7). No entanto, Cristo explicou que não era a vontade de Deus que o divórcio fosse feito tão facilmente (Mt 19:4-6) e que esta previsão tinha sido feita somente devido à dureza de coração (Mt 19:8). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1140.
Êx 21 indica outra razão pela qual o casamento poderia ser dissolvido no antigo Israel: se uma escrava fosse libertada por conta de abuso passivo (negligência) ou ativo cometido pelo seu senhor/marido, o casamento poderia ser anulado (Êx 21:10-11, 26-27). Andrews Study Bible.
certificado de divórcio. Literalmente, “uma nota de separação”. … isto deveria ser feito formalmente, provavelmente diante de testemunhas, a fim de ser legalmente válido e incontestável. CBASD, vol. 1, p. 1140.
e a despedir. Outro ato formal. Supõe-se que o marido tinha a obrigação de despedi-la com o mínimo necessário para chegar até a casa de seu pai em segurança (ver Gn 21:14; cf. Dt 15:13). CBASD, vol. 1, p. 1140.
Isto a protegeria da acusação de adultério, indicando que ela foi liberada do casamento por outra razão. Andrews Study Bible.
3 se este a aborrecer (ARA; NVI: “Se … não gostar mais dela).
4 foi contaminada. A consumação do casamento com um segundo marido tornava-se impura para seu primeiro marido. Se ele a tomasse de novo por esposa estaria cometendo adultério. ela lhe era ilícita como esposa (ver Jr 3:1). CBASD, vol. 1, p. 1140.
assim não farás pecar a terra. Isto é, ao permitir a depravação moral. Embora Deus tolerasse algumas coisas que certamente não podia aprovar (ver com. [CBASD] de Dt 14:26), havia limites que não podiam ser transpostos. A “terra” com frequência é personificada, como se pudesse agir e sentir (ver Lv 18:25; Is 24:5). … estes versículos revelam a vida do judeu sem seu lar. Desposar uma mulher era considerado como a aquisição de uma propriedade. A autoridade do marido sobre a esposa era quase absoluta. O propósito da lei anunciado neste versículo era de melhorar a sorte da mulher hebreia. Esta lei, longe de estabelecer um padrão moral baixo, representava um padrão mais elevado do que o reconhecido pelos costumes cruéis da época. … A lei garantia certos direitos à mulher divorciada e a protegia de ser considerada adúltera ou proscrita pela sociedade. A carta de divórcio estabelecia que o primeiro esposo já não tinha mais jurisdição sobre ela e que ela não maias tinha nenhuma obrigação para com ele. Ela estava livre para se tornar esposa de outro homem. … A lei mosaica do divórcio não foi instituída para anular os ideais de casamento instituídos na criação, mas devido à “dureza” do coração dos israelitas (Mt 19:8). A condição de uma mulher sozinha e rejeitada era deplorável. A carta de divórcio amenizava o infortúnio. Esta lei simplesmente reconhecia a situação prevalecente e tentava atenuá-la. Era uma lei de permissão, não de ordenança. Essas restrições precisas foram designadas para eliminar o fácil processo de divórcio que os hebreus tinham aprendido aparentemente no convívio com povos pagãos. Criso falou de forma enfática contra o conceito de esposa como propriedade (Mt 5:27-32; 10:3-9). Essa prática tinha acarretado muita desgraça e injustiça às mulheres judias. … No tempo de Cristo, a escola de Hillel [em contraponto à escola de Shammai que definia a expressão “coisa indecente como qualquer ato comprovado de imodéstia ou adultério] permitia o divórcio por trivialidades como a exposição do braço de uma mulher em público, o fato de queimar a comida do marido, ou quando o marido encontrava uma mulher mais atraente. … A lei de Deuteronômio não instituiu o divórcio, mas o tolerou em vista da imperfeição da natureza humana e dos baixos conceitos morais do povo de Deus naquela época. Para saber o que Deus pensa sobre o casamento sobre o casamento, não se deve deter em Deuteronômio 24:1, 4, mas ir a Gênesis 1:27 e 2:24, como fez Jesus (Mt 5:27-32; 19:3-9). CBASD, vol. 1, p. 1140, 1141.
24.5 – 25.4 A chave destas leis é a compaixão posta em prática, o amor de Deus refletido no comportamento humano. Bíblia Shedd.
5 não sairá à guerra. Esta lei provia tempo para que o lar se estabelecesse firmemente. E, ainda mais importante, do ponto de vista hebreu, dava mais possibilidade para o nascimento de um herdeiro que perpetuasse o nome da família e herdasse sua terra. CBASD, vol. 1, p. 1141.
6 não se tomarão em penhor as duas mós (ARA; NVI: “as duas pedras de moinho”). Usadas para moer grãos a fim de produzir farinha e o alimento diário (v. nota em Jz 9.53). Bíblia de Estudo NVI Vida.
a vida. Ninguém devia aceitar, como garantia de um empréstimo, aquilo de que a vida ou a saúde de outrem dependia (cf 10-31). Bíblia Shedd.
…algo essencial para o preparo de alimento, colocando assim em risco a saúde de sua família. CBASD, vol. 1, p. 1141.
Em consonância com o propósito do empréstimo, aquele que emprestasse não deveria causar maiores dificuldades ao que pedisse o empréstimo confiscando itens essenciais como uma mó doméstica ou vestes externas. Bíblia de Genebra.
7 tendo roubado um dentre os seus irmãos (ARA; NVI: “sequestrando um de seus irmãos”). Ver Êx 21:16. Raptar uma pessoa para escravizá-la era crime punível com a morte. A liberdade é preciosa aos olhos de Deus. A escravidão é um pecado indesculpável contra Deus e a sociedade, bem como contra o escravo. CBASD, vol. 1, p. 1141.
Paulo condenou os comerciantes de escravos (“raptores”) juntamente com outros violadores dos Dez Mandamentos (1Tm 1.10). Bíblia de Genebra.
8 Guarda-te da praga da lepra. Devia ser dada cuidadosa atenção à prescrição divina para tratar com essa enfermidade visto que a saúde da comunidade inteira corria perigo. Bíblia Shedd.
Esta era a pior forma de impureza cerimonial, e, portanto, deviam ser tomadas as precauções mais cuidadosas. CBASD, vol. 1, p. 1141.
9 Miriã. Ver Nm 12. Miriã foi uma dos três importantes líderes de Israel (Mq 6:4). No entanto, ela foi repentinamente acometida dessa terrível doença e retirada do acampamento de Israel por sete dias (Nm 12:14). Sua importante posição e a relação pessoal com Moisés não a protegeram. Não havia diferença no trato para com o leproso mais pobre e miserável e o leproso rico ou de família importante. … A lepra é um símbolo do pecado. O leproso espiritual, cuja alma está doente, não pode encontrar cura a não ser em Cristo. CBASD, vol. 1, p. 1141, 1142.
10 em sua casa. Isto era uma provisão legal para proteção do pobre. Sua casa com o que continha era de pouco valor material, e consistia apenas do indispensável para as necessidades. É provável que a família não tivesse mais que as roupas, algumas vasilhas e um moinho primitivo, e talvez só a casa e o terreno. Todavia, esta casa devia ser respeitada. Não devia ser violada. … O pobre não tinha muito para oferecer em penhor por um empréstimo (ver Êx 22:26, 27), mas não se devia abusar desse pouco como algo sem importância. O dono saía à porta para mostrar o que podia dar em penhor. Quem lhe emprestava não podia entrar na casa para escolher o que desejava levar. … Os direitos de propriedade do necessitado eram tão sagrados para Deus como o são os do rico. CBASD, vol. 1, p. 1142.
13 justiça. A fé de Abraão foi imputada como justiça perante Deus. A manifestação de misericórdia para com o pobre e necessitado é igualmente agradável a Deus (Mt 25:34-36). Os seres humanos são objeto do amor e da misericórdia divina. deus quer que tratemos o próximo da mesma forma. … os israelitas não deveriam das “esmolas”, literalmente “justiça”, diante dos homens (Mt 6:1). Eles deveriam ser justos perante o Senhor. CBASD, vol. 1, p. 1142.
14 não oprimirás o jornaleiro pobre e necessitado. Isto se aplicava a trabalhadores contratados por dia que esperavam e necessitavam de seus salários a cada dia. Andrews Study Bible. [Destaque acrescentado.]
Ver Lv 19:13; Jr 22:13; Ml 3:5; Tg 5:4. CBASD, vol. 1, p. 1142.
15 o seu salário. A pontualidade no pagamento do salário era um requisito divino tanto quanto a observância do sábado ou a entrega do dízimo. Não era uma to de benevolência, mas de justiça. CBASD, vol. 1, p. 1142.
16 os pais não serão mortos em lugar dos filhos. Esta lei interessante e justa é citada em 2Rs 14.6; 2Cr 25.4 e que foi criada como sendo do “Livro da Lei de Moisés” ou “Lei, no Livro de Moisés”. Bíblia de Genebra.
Em alguns sistemas legais não israelitas, se um homem causasse dano a um membro de alguma família, ele era punido tendo um membro de sua família sofrendo o mesmo dano causado. Andrews Study Bible.
Não era incomum entre os pagãos condenar uma família inteira pelo crime de um membro dela (ver Dn 6:24). Porém, Deus fazia com que o transgressor carregasse toda a culpa e o castigo por seu crime (2Rs 14:6; Ez 18:10-24).
19 Quando… esqueceres um feixe de espigas, não voltarás. O intuito compassivo dessa lei é visto em Rt 2.2-23. Bíblia de Genebra.
O povo de Deus foi instruído a deixar um pouco de suas colheitas no campo para que os viajantes e os pobres o pudessem colher. Esta segunda colheira, chamada respiga, era um modo de providenciar comida para eles.Anos mais tarde, Rute conseguiu comida para ela e Rute ao respigar atrás dos ceifeiros no campo de Boaz (Rt 2:2).Rute, uma mulher na linhagem de Jesus, pôde conseguir comida porque esta lei ainda era obedecida muitos anos depois de ter sido escrita. Life Application Study Bible Kignsway.
19-21 Quando… segares a messe… oliveira…vinha. De estação a estação, o tempo da colheita recordaria aos homens o valor e a beleza da compaixão. A existência de necessitados dá a oportunidade de cultivar o espírito da generosidade. Aquele que ainda na colheita, quando recolhe os abundantes frutos da natureza, permanece som o coração duro, dificilmente poderá ser generoso em outro momento. CBASD, vol. 1, p. 1143.
22 Lembrar-te-ás de que foste escravo na terra do Egito. Ver o v. 18; e 15:15. As experiências difíceis e desalentadoras devem servir para o cristão entender que deve confortar a outros que passam pela mesma situação. CBASD, vol. 1, p. 1143.
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O título do primeiro capítulo impressiona: "Por que foi o pecado permitido?" Isto é um enigma para muitas pessoas, especialmente tendo em conta a afirmação de que "Deus é amor", com a qual Ellen White começa o capítulo. Por que um Deus de amor permite o pecado, o sofrimento, o mal e a morte em Sua criação? Se Deus é todo-poderoso, onisciente e todo-amoroso, porque permite que Sua criação seja perturbada e arruinada por criaturas que devem a sua própria existência a Ele?
Com base na Bíblia, Ellen White mostra como o pecado e a rebelião contra Deus começaram no céu com Lúcifer, um anjo altamente exaltado. Ele estava com ciúmes de Cristo e queria ser igual a Deus. Ela escreve: "Pouco a pouco Lúcifer veio a condescender com o desejo de auto-exaltação" (pp 35). Isso começou o que Ellen White chamou de “O Grande Conflito Entre Cristo e Satanás”. A leitura deste capítulo me ajudou a ver que não há realmente nenhuma razão para que Lúcifer se rebelasse contra o governo de Deus.
O capítulo explica porque Deus não destruiu Satanás imediatamente, mas permitiu-lhe desenvolver suas reais intenções, de modo que todas as criaturas inteligentes fossem capazes de ver as desastrosas consequências de rejeitar o soberano governo do Deus de amor.
Podemos agradecer a Deus pelo sacrifício de Cristo, não só pela salvação da humanidade caída, mas também porque o verdadeiro caráter de Satanás pôde claramente ser exposto perante todo o universo.
Peter van Bemmelen
Seminário Teológico da Universidade de Andrews
Patriarcas e Profetas, cap. 1, disponível em:
http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/1 e http://credeemseusprofetas.org/
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Comentário devocional:
O que está escrito neste capítulo é uma extensão às regras de saneamento e limpeza dadas a todo o Israel em Levítico 15. Mas, você notou a razão pela qual Moisés dá essas regras? “Porquanto o SENHOR, teu Deus, anda no meio do teu acampamento para te livrar e para entregar-te os teus inimigos; portanto, o teu acampamento será santo…” (v.14)
Nós muitas vezes nos referimos a Enoque como aquele que andava com Deus, e isso é verdade. Mas, o que raramente se fala é que o grande Deus do universo desejava caminhar com Enoque. Este prazer do Criador, em caminhar com Sua criatura, foi tornado notavelmente claro quando Jesus veio a esta terra como “Emanuel, que traduzido é: ’Deus conosco.’” (Mateus 1:23)
Você já reparou que quando duas pessoas caminham sempre juntas elas estão estabelecendo ou mantendo um relacionamento maravilhoso? Enoque “estudou o caráter de Deus com um propósito. Ele não estabeleceu o seu próprio percurso. Ele se esforçou para se conformar com a semelhança divina. “(EGW, 1BC 1087)
“Querido Deus, como Moisés, meu único desejo é: ‘Mostre-me sua glória [caráter]’” (Êx. 33:18). E ajude-me a limpar as áreas desordenadas e impuras da minha vida. “
John Ash
União Missão Chinesa
Hong Kong
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Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/deut/23 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/deut/23/
Texto original expandido em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2012/10/09/
Tradução/adaptação: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Deuteronômio 23
Comentário em áudio
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas: Patriarcas e Profetas, cap. 1
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DEUTERONÔMIO 23 – Deus está tão preocupado com a vida secular dos seres humanos como está da espiritualidade. Seus princípios devem reger nossa vida integralmente, ou de nada nos valerá servir ao Senhor.
Tópicos do capítulo em apreço:
1. Pessoas proibidas de entrar na assembleia do Senhor: Os homens castrados, os amonitas e as primeiras gerações de edomitas e egípcios (vs. 1-8);
2. Lidando corretamente com a impureza no acampamento, ou melhor, como operar a limpeza no lugar onde se habita, em relação à guerra, à polução noturna, às fezes (vs. 9-14);
3. Agindo prudentemente em relação aos escravos fugitivos: Cuide dele (vs. 15-16);
4. Lei proibindo a prostituição espiritual, não imitar a religião adulterada, falsificada e pagã (vs. 17-18);
5. Quando é proibido cobrar juros e quando é permitido (vs. 19-20);
6. Lei sobre o cumprimento dos votos feitos ao Senhor (vs. 21-23);
7. Orientações sobre comer no campo alheio: O que é permitido e o que é proibido (vs. 24-25).
Deus não quer estar presente somente nos cultos e celebrações de louvor e adoração que Lhe rendemos, Ele quer estar sempre presente em nossa vida (v. 14). Podemos expulsar a presença de Deus em nossa rutina com nossa atitude impura, negligente e imoral.
Se agirmos constantemente demonstrando interesse pela presença de Deus em nossos afazeres diários, certamente teremos miraculosos e extraordinários livramentos (v. 14). Deus nos livra do mal, das astutas ações de inimigos diversos; Ele nos protege de todo perigo.
Deus quer habitar onde nós habitamos, Ele quer estar onde nós trabalhamos, Ele quer nos acompanhar em nossas lutas diárias; Ele quer não apenas nos livrar, Ele quer nos orientar a fim de vivamos melhor – eis aí o motivo das leis deste capítulo.
Deus está atento a tudo, inclusive à nossa higiene e à higiene de onde moramos. Ele quer nos dar saúde, mas temos de querer seguir Suas recomendações para evitar as enfermidades. “Deus não operará um milagre para preservar de enfermidades os que não têm nenhum cuidado consigo mesmos, mas estão violando constantemente as leis de saúde, e nenhum esforço fazem para evitar a doença” (Ellen G. White).
Deus quer proteger, abençoar e curar àqueles que se comprometem tanto com Ele a tal ponto de viver Seus princípios revelados. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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1 trilhados os testículos (NVI: “testículos esmagados”) ou cortado (NVI: “amputado”) o membro viril.A mutilação intencional dos órgãos masculinos em devoção a algum deus por alguns “homens santos” sobreviveu até os tempos modernos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1134.
Era uma prática pagã. Nas antigas religiões pagãs, os eunucos eram sacerdotes dos templos. Bíblia Shedd.
A redução na “completeza” do físico de uma pessoa e, portanto, de sua santidade (comparar Lv 21:20 – Um defeito desqualificaria um descendente de Arão de oficiar como sacerdote). Andrews Study Bible.
não entrará na assembleia do SENHOR. …exclusão do santuário, onde a congregação adorava (Ne 13:1, 7; Lm 1:10), mas não a exclusão da salvação ou da casa espiritual de Deus (ver Is 56:3, 5). Séculos mais tarde, na comunidade espiritual cristã, um eunuco foi altamente honrado por um mensageiro especial enviado por Deus (At 8:27-40). CBASD, vol. 1, p. 1134.
Essa frase refere-se à comunidade reunida em adoração diante do Senhor e não á população de Israel como um todo (Ne 13.1-3). A palavra hebraica que significa “assembléia” (qahal) é geralmente traduzida por ekklesia na Septuaginta (o Antigo Testamento grego). Este é, também, o termo empregado no Novo Testamento para “igreja”. Bíblia de Genebra.
2 bastardo. Ou “filho de uma união ilegítima”, que poderia incluir um “casamento proibido”, como o casamento entre um israelita e uma cananita (compare 7:3-4). Andrews Study Bible.
A tradição rabínica não aplica este termo a todo que nascia de uma união ilegítima, mas o limita ao nascido de incesto. … A pureza da vida familiar e da vida espiritual sempre foi algo de suprema importância para Deus. CBASD, vol. 1, p. 1135.
nem ainda sua décima geração. Talvez para sempre, pois o número dez simboliza a conta completa ou definitiva. No v. 6, a expressão equivalente é “enquanto vocês viverem” (lit., “todos os seus dias para sempre”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 Nenhum amonita ou moabita entrará na assembleia do SENHOR. Tobias, um amonita, foi excluído do templo com base neste texto (ver Ne 2:10; 13:1-8). CBASD, vol. 1, p. 1136.
Rute é uma exceção notável à regra de Moabe ser excluído de Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 nem aborrecerás o egípcio. Não se devia esquecer de que Israel tinha encontrado refúgio do Egito por muitos anos e havia prosperado na terra a despeito das dificuldades. … Deus não permitiria que Seu povo visse apenas o lado mau de uma nação. CBASD, vol. 1, p. 1136.
9 coisa má. Ou: “qualquer coisa ruim”. Isto podia incluir coisas impuras, impróprias, nojentas, não propriamente moralmente “ímpias”. Andrews Study Bible.
Nesta passagem se adverte sobre estrita limpeza física e pureza de vida. Como um exército em marcha, um contingente de soldados sem as relações sociais normais podia ser tentado a rebaixar as normas de conduta. A condição de Israel diante de Deus era muito mais importante do que sua preparação militar para o confronto com o inimigo. Deus não podia conduzir à vitória um povo infiel e impuro. CBASD, vol. 1, p. 1136, 1137.
10 polução noturna. Uma emissão noturna de sêmen, que causava uma impureza ritual menor (comparar com Lv 15:16-17). Andrews Study Bible.
12 haverá um lugar, fora do acampamento, para onde irás. Devia se observar a decência e o respeito pelas convenções da vida. As regras sanitárias deviam ser observadas, não apenas por respeito ao próximo, mas como proteção da saúde do exército. CBASD, vol. 1, p. 1137.
13 porrete (ARA; NVI: “algo com que cavar”).Um instrumento pontiagudo que tinha várias utilidades. CBASD, vol. 1, p. 1137.
14 que ele não veja em ti coisa indecente. A expressão hebraica significa, literalmente, “a nudez de alguma coisa”, isto é, alguma coisa impropriamente deixada descoberta. Andrews Study Bible.
Uma igreja impura não pode ser vitoriosa no conflito entre Cristo e Satanás, pois as bênçãos do Céu são somente para aqueles que creem em Deus e Lhe obedecem sem reservas. CBASD, vol. 1, p. 1137.
15 escravo fugido. Pode-se supor que o escravo fugira de um senhor cruel. Bíblia Shedd.
A escravidão em Israel era cuidadosamente regulamentada e seus abusos eram limitados (15.12, nota). Em vista, aqui, está algum escravo que escapou de outro país e se refugiou no território de Israel. Bíblia de Genebra.
17 se prostitua no serviço do templo. Sem exceções, a prostituição do corpo é uma abominação a Deus, mas fazer da prostituição uma parte da religião constitui uma depravação terrível. Há várias referências à prostituição em conexão com a religião (1Rs 14:23, 24; 15:12; 2Rs 23:7; Jr 3:2). CBASD, vol. 1, p. 1137.
18 não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor … por qualquer voto.
A prostituição é uma zombaria do plano original de Deus para o sexo, tratando o sexo como um ato físico isolado ao invés de um ato de comprometimento por outra pessoa. Fora do casamento, o sexo destrói relacionamentos. Dentro do casamento, se praticado com a atitude correta, é um construtor de relacionamentos. Deus teve que constantemente advertir Seu povo contra o sexo extramarital. Hoje ainda precisamos destas advertências – jovens precisam ser lembrados a respeito do sexo premarital e adultos precisam ser lembrados de fidelidade sexual. Life Application Study Bible Kingsway.
19 A teu irmão não emprestarás com juros. A economia agrícola da antiga região de Israel era muito diferente da economia comercial de nossos dias, e todo empréstimo normalmente era pedido em face da pobreza. Bíblia de Genebra.
O propósito era beneficiar aqueles que de fato estivessem em apuros. CBASD, vol. 1, p. 1138.
20 Ao estrangeiro emprestarás com juros. Um comerciante estrangeiro viria para Israel buscando vantagens financeiras [Bíblia Shedd: relacionamento de “caráter comercial”], e por isso estaria sujeito ao pagamento de juros. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 voto ao SENHOR. Tal voto era feito voluntariamente (v. 22). Um voto tomado era considerado uma coisa seríssima e todo voto válido devia ser observado. A lei dos votos aparece, na íntegra, em Lv 27; Nm 30. Bíblia de Genebra.
24 comerás uvas. Este caso se refere a trabalhadores numa vinha e a viajantes com necessidade de alimento. É comum no Oriente que, ao passar por um canavial, a pessoa corte e consuma cana-de-açúcar ao ir de uma aldeia a outra (ver Mt 12:1-9). CBASD, vol. 1, p. 1138.
25 na seara não meterás a foice. Ver Mc 2:23. A fome legítima devia ser satisfeita; pegar mais seria roubo. Esta previsão estava em harmonia com o segundo “grade mandamento”, o do amor ao próximo, além de ser um reconhecimento de que a colheita pertencia a Deus. … O dono não perderia com a pequena quantidade de grão ou fruto tomado de seu campo ou horta, porém, seria suficiente para satisfazer a fome imediata de quem passasse por ali. … O estranho, se fosse pobre, não pensaria que a sociedade não se interessava por suas necessidades. CBASD, vol. 1, p. 1138.
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Comentário devocional:
Esta passagem descreve os dois principais locais em que uma virgem israelita podia ser sexualmente violentada: na aldeia ou em uma área deserta nos arredores da cidade. Se uma mulher estivesse na cidade ela estaria cercada por homens que correriam em seu auxílio, caso ela gritasse por socorro. Nesta cultura de tutela masculina, se ela ficasse em silêncio, os líderes responsáveis deveriam supor que ela havia concordado com o ato.
Isto estava em contraste dramático com a situação prevista na lei quando uma mulher fosse violentada sexualmente em um lugar isolado. Se houvesse uma chance de que ninguém tivesse ouvido seus gritos de socorro, ela deveria ser automaticamente considerada inocente e isenta de punição. Em contraste com muitas das leis naqueles dias, a lei israelita sobre agressão sexual não exigia testemunhas para provar a inocência.
Como muitas outras regras do Antigo Testamento, este capítulo evidencia o caráter daquEle que conta os cabelos de nossa cabeça. No meio da escuridão de uma cultura, que não valorizava suficientemente as mulheres como criaturas de Deus e onde a palavra dos homens tinha geralmente mais autoridade do que as das mulheres, Deus defendeu as mulheres e ordenou que elas fossem protegidas e acreditadas.
Nicole Parker
Southern Adventist University
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/deut/22 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/deut/22 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/deut/22/
Texto original expandido em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2012/10/08/
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Deuteronômio 22
Comentário em áudio
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DEUTERONÔMIO 22 – As estatísticas sobre divórcio seriam outras na sociedade caso as pessoas se preparassem para o casamento como se preparam para um vestibular ou um concurso público. Não digo preparar-se para a festa/cerimônia, mas para o casamento em si.
O capítulo apresenta os seguintes tópicos:
· Conduta em relação à propriedade alheia (vs. 1-4);
· Lei proibindo o travestismo (v. 5);
· Conduta para com as aves em seu ninho (vs. 6-7);
· Responsabilidade na prevenção de acidentes (v. 8);
· Lei contra as misturas (vs. 9-11);
· Lei acerca das borlas (v. 12);
· Prevenção da impureza sexual pré-marital e o abuso sexual (vs. 13-21);
· Castigo em relação ao adultério (vs. 22);
· Prevenção em relação à violação sexual de uma mulher comprometida (vs. 23-27);
· Prevenção em relação à violação sexual de uma virgem comprometida (vs. 28-29);
· Proibição da prática do incesto (v. 30).
Ao invés de olhar o catálogo sexual oferecido pelo Diabo, que tal assimilar as leis e refletir nos princípios do catálogo sexual de Deus? Ao invés de olhar sites, revistas e filmes que promovem a depravação e o mal, por que não fixar na Palavra de Deus que eleva nosso padrão moral?
Se a virgindade fosse preservada com seriedade até a cerimônia de casamento, os problemas de muitos casais existentes no presente nunca existiriam. A virgindade cria expectativa, curiosidade e uma certa ansiedade que seriam superados no casamento; mas, ludibriá-la e corrompê-la destroem muitas coisas lindas existentes ao respeitar a cada etapa da vida.
A sentença para estupro é a morte do estuprador. A mesma sentença é dada para o adultério, ambos deveriam ser apedrejados. A fornicação devia gerar responsabilidade no homem de tomar a moça como esposa. Desta forma, Deus inibia a perversão sexual e a imoralidade entre Seu povo.
1. O “alicerce da sociedade humana é a família, uma dádiva de Deus para a qual não foi encontrado nenhum substituto adequado” (W. W. Wiersbe).
2. Difamar a esposa nunca foi plano de Quem projetou o casamento, é estratégia do diabo.
3. O casamento deve ser protegido pela pureza pré-nupcial a fim de promover o prazer pela qual foi projetado.
Fuja da promiscuidade sexual. Deus leva muito a sério a pureza sexual antes e depois do casamento.
Lute pela família que Deus te deu. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.