Reavivados por Sua Palavra


Levítico 8 – Comentários adicionais CBASD by Jeferson Quimelli
17 de outubro de 2015, 0:29
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Transcrevo aqui trechos do Comentário Bíblico Adventista, de rica aplicação à vida prática de sacerdotes, sejam leigos ou oficiais.

Toma Arão, e seus filhos. Cronologicamente este capítulo segue o último capítulo de Êxodo no qual a construção do tabernáculo é registrada. Os sete capítulos seguintes contém as instruções precisariam seguir antes de começar o ministério no santuário. A primeira qualificação para o sacerdócio veio para Arão e sua descendência. Os registros genealógicos foram mantidos com muito cuidado (2Cr 31:16-19).Alguém que não pudesse comprovar legalmente pertencer à descendência de Arão não podia exercer o ofício sacerdotal (Ed 2:62; Ne 7:64). A segunda qualificação dizia respeito à integridade física. Qualquer deformidade ou ferimento era suficiente para impedir um filho de Arão de se aproximar do altar e até mesmo de entrar no santuário. A linhagem de Arão [entretanto] dava-lhe o direito de receber suporte. Ele poderia comer a porção dos sacrifícios destinada aos sacerdotes e receber uma parte dos dízimos (Lv 21:17-23). O sacerdote devia ser, além disso, livre de qualquer impureza cerimonial e abster-se de vinho e bebida forte (Lv 10:8-10).

A função especial dos sacerdotes era aproximar-se de Deus em favor do povo (Lv 10:3; 21:17; Nm 16:5). deviam mediar entre o Deus Santo e o povo pecador; portanto, eles mesmos deviam ser santos. A questão da santidade é repetidamente enfatizada na descrição da obra sacerdotal. O sumo sacerdote, em que se centra o sacerdócio, é chamado de o “santo do SENHOR” (Sl 106:16). Na lâmina de ouro puro atada à mitra estavam escritas as palavras: “Santidade ao SENHOR” (Êx 28:36)….

Antes, porém, que o sacerdote e seus filhos pudessem iniciar a ministração no santuário, eles eram solenemente separados para a tarefa. Arão devia ser ungido com o óleo santo e seus filhos deviam aspergir o óleo na porta da tenda da congregação, onde ocorria a inauguração. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 803-804.

e os lavou. Este é o símbolo da regeneração (Tt 3:5). Eles não podiam lavar a si mesmos, pois o estado de pureza que Deus exigia era algo que não podiam fazer por si mesmos. Outra pessoa deveria lavá-los.

Enquanto os dois irmãos procediam a lavagem, a mente de ambos devia se ocupar do significado e da importância do que estavam fazendo. Era muito mais do que um banho comum; era a purificação espiritual. Arão não podia purificar a si mesmo do pecado. Alguém deveria fazê-lo por ele. CBASD, vol. 1, p. 804.

Vestiu Arão da túnica. Após a lavagem, vinha a investidura de Arão com as vestes santas e a insígnia do ofício. Este também era um ato simbólico, por isso não lhe era permitido vestir a si mesmo. … Ele devia aprender que nada que pudesse fazer podia ser aceitável a Deus. devia aprender a lição da completa dependência. Era Deus que o preparava para o serviço. Era Deus vestindo-o com a justiça divina (Sl 132:9). CBASD, vol. 1, p. 804.

10 ungiu o tabernáculo. Antes de ungir Arão, Moisés ungiu o tabernáculo e seus móveis, incluindo a arca, de acordo com a ordem de Deus (Êx 30:26-29). CBASD, vol. 1, p. 804.

12 derramou do óleo. Depois de ungir o tabernáculo e seus móveis, Moisés ungiu Arão. A unção foi sua coroação como sumo sacerdote (ver Lv 21:12; cf Zc 6:11-13). A unção foi tão copiosa que o óleo escorreu pela barba e pelas vestes de Arão (Sl 133:2). CBASD, vol. 1, p. 804.

22 o carneiro da consagração. A cerimônia com o carneiro da consagração foi o último ato na consagração de Arão e seus filhos. Com a dedicação completa, eles estavam investidos de autoridade para desempenhar os vários serviços sacerdotais de mediação. CBASD, vol. 1, p. 805.

23 sobre a ponta da orelha direita. A aplicação do sangue na orelha direita significava consagração ao serviço de Deus. Assim, Arão devia atender diligentemente às ordens de Deus e fechar os ouvidos para o mal. Essa é uma lição útil também para pastores e leigos. Esses devem dar ouvidos ao Senhor, pois “o obedecer é melhor que sacrificar, e o atender, melhor que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22). CBASD, vol. 1, p. 805.

sobre o polegar da mão direita. A aplicação do sangue sobre o polegar direito de Arão significava que cada ato seu devia ser justo. A mão faz o trabalho do dia a dia, vários atos externos, a prática da justiça. Se Cristo foi dito: “Eis aqui estou, para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hb 10:7). “A minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou”, disse Jesus (Jo 4:34). CBASD, vol. 1, p. 805.

o polegar do seu pé direito. Aplicar sangue sobre o polegar do pé tinha um significado semelhante. Significava andar na luz, correr para atender aos deveres estabelecidos por Deus, defender a verdade e a justiça. Cada faculdade do ser deve ser dedicada a Deus. CBASD, vol. 1, p. 805.

aspergiu Moisés o resto do sangue sobre o altar. O altar recebia mais atenção do que qualquer outra parte do santuário. Sem dúvida, isso se devia à importância da expiação, pois cada sacrifício desempenhava um papel importante. CBASD, vol. 1, p. 805.

31 ali a comereis. Esta refeição ritual concluía a cerimônia de consagração. CBASD, vol. 1, p. 805.

35 sete dias. O serviço do dia terminara, mas Arão e seus filhos podiam sair somente depois de sete dias [muito provavelmente de um sábado a outro]. Este era um tempo de estudo, oração e meditação para praticar o ritual muitas vezes a fim de não cometer nenhum erro quando chegasse o tempo de oficiar. CBASD, vol. 1, p. 805.


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