Filed under: Julgamento de Jesus, sofrimento | Tags: Paixão de Cristo, Páscoa, Pães Asmos
1 festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa (NVI). A palavra “Páscoa” era usada em dois sentidos: 1)Refeição específica que se iniciava ao pôr-do-sol, no dia 14 de nisã (Lv 23.4,5), e 2) semana que se seguia à refeição da Páscoa (Ez 45.21), também chamada festa dos Pães se Fermento [asmos], semana durante a qual era proibido usar fermento (Êx 12.15-20; 13.3-7). Nos tempos do NT, os dois nomes da festa se uma semana de duração eram praticamente intercambiáveis. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A festa [dos Pães Asmos] iniciava-se com a Páscoa e durava sete dias. Os judeus chamavam a ambas as festas, juntas de “Páscoa”. Bíblia Shedd.
3 Satanás entrou em Judas. Desse modo os evangelistas retratam o controle de Satanás sobre Judas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Satanás tinha estado esperando a oportunidade para retornar a atacar Jesus (4:13). Andrews Study Bible.
4 oficiais da guarda do templo. Eram todos judeus, selecionados principalmente entre os levitas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 sem tumulto. Era importantíssimo, para os inimigos de Jesus, não despertar uma reação popular favorável a Cristo. Durante a celebração da Páscoa [ao entardecer da quinta-feira] não haveria gente nas ruas. Bíblia Shedd.
7 devia ser sacrificado o cordeiro pascal. No dia 14 de nisã, entre 14h30 e 17h30, no átrio dos sacerdotes – a quinta-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 preparar-nos. Incluía matar e assar o cordeiro e providenciar pão asmo, ervas amargas e vinho. Bíblia Shedd.
10 um homem carregando um pote. Era algo fora do comum ver um homem carregando um pote de água, pois em geral esse era um serviço das mulheres. Bíblia de Estudo NVI Vida.
…os homens transportavam água em odres de pele. Bíblia de Genebra.
Jesus estava desejoso de evitar a Sua captura durante a celebração da Páscoa. Judas não tinha conhecimento prévio do lugar. Bíblia Shedd.
Jesus estava pronto para morrer, mas no tempo de sua própria escolha. Bíblia de Genebra.
16 Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês. Jesus ansiava por celebrar essa Páscoa com Seus discípulos, pois era a última ocasião antes de ser sacrificado como o perfeito “Cordeiro pascal” (1Co 5.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino dos Deus. O simbolismo da Páscoa [Passover] … se cumprirá com a libertação final da morte e do mal. Andrews Study Bible.
19 é. “Representa” ou “significa”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto é o Meu corpo, oferecido por vós. A morte de Jesus não foi uma casualidade, mas aconteceu em benefício dos pecadores (5:32; 1Jo 4:9-10). Andrews Study Bible.
em memória de Mim. Assim como a Páscoa era uma constante lembrança e proclamação de como Deus redimira Israel da escravidão egípcia, assim também observar essa ordenança de Cristo serviria de lembrança e de proclamação de como os crentes haviam sido libertos da escravidão ao pecado mediante a obra expiatória de Cristo na cruz. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 nova aliança. Como a aliança no Sinai, esta aliança separa um povo para Deus (Lc 24:8), mas desta vez com o sangue de Cristo. Ela prometia que a lei de Deus seria escrita nos corações de Seu povo perdoado. Para mais sobre a nova aliança, ver Jr 31:31-34; 1Co 11:25; Hb 8:8-10; 9:15, 20-22, 10:11-18. Andrews Study Bible.
22 ai daquele. A traição de Judas cumpriu o plano de Deus; não obstante, ele deve enfrentar a responsabilidade por suas escolhas (ver At 2:23). Andrews Study Bible.
24 discussão. Só Lucas registra esta disputa que mostrava quão longe, até mesmo os Doze, estavam de compreender aquilo que Jesus viera fazer. Bíblia de Genebra.
25 benfeitores. Título assumido por governantes do Egito, da Síria e de Roma, em demonstração de honrarias, sem muitas vezes representar serviços realmente prestados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 como o que serve. Jesus conclama ao tipo de liderança que ele mesmo exemplificava – o de bem servir, característica tão incomum naquela época quanto agora. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Eu sou como quem serve. Jesus estabeleceu o exemplo definitivo de serviço humilde ao dar o Seu corpo e sangue pelos humanos (versos 19-20). Andrews Study Bible.
31 peneirá-los. Satanás queria testar os discípulos, esperando levá-los à ruína espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 espada. Os seguidores de Jesus enfrentariam tempos difíceis para os quais eles deveriam estar preparados, e Jesus fala seriamente para os advertir (ver 14:26). Apesar de Ele ter previamente aconselhado paz em lugar de violência (6:27), Seus discípulos, que estavam impacientes para lutar pelo reino, tomaram Suas palavras literalmente (v. 51). Andrews Study Bible.
37 contado entre os transgressores. Jesus estava para ser preso como criminoso, cumprindo assim as profecias das Escrituras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
38 Basta! Os discípulos tomaram as palavras da espada literalmente, e a resposta de Jesus significa “Basta desse tipo de conversa”. Bíblia de Genebra.
39 Costume. Jesus não quer evitar a Sua captura; Judas irá para o jardim. Bíblia Shedd.
40 Orai. Um chamado para que os discípulos façam como Ele mesmo tinha sempre feito em tempos desafiadores. Andrews Study Bible.
44 gotas de sangue. … possivelmente a hematidrose, mistura de sangue e suor, como nos casos de extrema angústia, pressões ou sensibilidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
45 dormindo. O sono substitui a oração e resulta em negação da fé (57ss). Bíblia Shedd.
47 beijo. Uma saudação tradicional entre amigos próximos e familiares. Ver tb Mc 14:45. Andrews Study Bible.
50 o servo do sumo sacerdote. Chamava-se Malco; foi Simão pedro que o golpeou. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 poder das trevas. Mais do que a cobertura da escuridão da noite, esta frase se refere aos poderes satânicos que estavam trabalhando com os líderes religiosos (ver versos 3, 31). Andrews Study Bible.
…hora em que as forças das trevas – da iniquidade – fariam o máximo para derrotar o plano de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
59 é galileu. Reconhecido pelo seu modo de falar (Mt 26.73) e identificado por um parente de Malco, servo do sumo sacerdote. Bíblia de Estudo NVI Vida.
63 zombavam. Cumprindo a própria profecia de Jesus (18:32). Andrews Study Bible.
71 Acabamos de ouvir. Essa reação do Sinédrio deixa claro que a resposta de Jesus havia representado um taxativo “sim”. Marcos registra simplesmente “Sou”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Filed under: acontecimentos finais, Israel, Tempo do Fim | Tags: Jerusalém, sinais, tempo do fim, Volta de Jesus
Comentário devocional:
Jesus nos ama! Ele nos diz a verdade porque nos ama, mas não revela mais do que podemos suportar. E aquilo que revela, Ele mistura com misericórdia (Jo 16:12). Em Lucas 21, em resposta à indagação de Seus discípulos quanto às tribulações futuras, Jesus combina três momentos de dificuldade: a destruição de Jerusalém, a Idade das Trevas e os problemas a serem enfrentados logo antes de Seu retorno. A lista é longa e preocupante.
Falando do problema à frente, foi escrito: “Dá-se muitas vezes o caso de se supor maior a angústia do que em realidade o é; não se dá isso, porém, com relação à crise diante de nós. A mais vívida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova.”( GC 628, cap 39).
Mas Jesus não nos deixa a olhar, com corações tremendo, aos horrores que em breve nos rodearão. Não! Ele sinceramente procura dirigir nosso olhar dos problemas terrenos para Sua face de amor. Ele diz simplesmente: “Olhe para cima!” (cf v 28). “Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra” (Is 45:22 NVI). Jesus Se dirige a todas as culturas e atende às necessidades de cada coração.
Nosso Salvador sabe que “necessitaremos de uma experiência que agora não possuímos, e que muitos são demasiado indolentes para obter.” (GC 628). Assim, com compaixão, Ele nos diz claramente que não devemos, em qualquer tempo, sobrecarregar nossos corações com os prazeres, cuidados e responsabilidades da vida, de forma que eles recebam toda a nossa atenção (cf v 34).
Jesus diz: “Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar em pé diante do Filho do Homem” (v 36 NVI).
“Querido Senhor, ajude-nos a manter nossos olhos em Ti, em vigilância e oração. Dê-nos a sua força e graça para podermos estar diante de Ti quando vieres, e que isso possa acontecer logo. Amém.”
Lynn Carpenter
Enfermeira Missionária aposentada
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 21
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, confiança em Deus, Falsos profetas, Reino de Deus, Tempo do Fim | Tags: Jerusalém, sinais, tempo do fim
1 gazofilácio. No pátio das mulheres havia 13 caixas – em forma de trombeta – para arrecadar ofertas, com dizeres que mostravam em que essas ofertas seriam aplicadas. Bíblia de Genebra.
2 pobre. Uma palavra incomum no original (somente aqui, no Novo Testamento), que significa “muito pobre”. Ela deu todo o seu sustento (v. 4): duas moedas de cobre do mais baixo valor. Bíblia de Genebra. [Nota textual: Gr. lepta, moedas de cobre muito pequenas]. Bíblia de Genebra.
5 como o templo era adornado (NVI). “Tudo que não era revestido de ouro era do branco mais puro” (Josefo, Guerra judaica, 5.5.6). Herodes deu uma videira de ouro como um dos enfeites. Cada um de seus cachos tinha a altura de um homem. A plena exuberância do templo, conforme foi melhorado e adornado por Herodes, só veio a ser descoberta recentemente, mediante investigações arqueológicas no monte do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Sou eu! Eu sou Jesus, o Messias (vindo pela segunda vez). Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 Antes, porém, de todas estas coisas. Sinaliza o início de uma nova seção. Aqui Jesus adverte aquilo que os discípulos enfrentariam imediatamente – perseguição, que se tornaria oportunidade para testemunho inspirado pelo Espírito (e.g., At 4:1-10; 26:1-31). Andrews Study Bible.
os entregarão às sinagogas (NVI). As sinagogas eram usadas, não somente para o culto e para o ensino religioso, mas também para a administração comunitária e para confinar quem aguardasse julgamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 Antes, porém, de todas estas coisas. Aqui Lucas inclui (v. 12-16) uma parte do discurso profético no Monte das Oliveiras que Mateus não menciona, provavelmente porque Mateus já havia relatado quase a mesma linha de raciocínio, usando palavras bem parecidas, num discurso anterior (ver com. de Mt 10:12-16). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 951.
13 Os problemas para a igreja significam também oportunidades para testemunhar. Bíblia de Genebra.
18 não se perderá um só fio de cabelo. Jesus havia recém advertido que alguns seriam mortos (v. 16); portanto, esta promessa deve olhar para a certeza definitiva da vida eterna com Deus (ver 12:7). Andrews Study Bible.
21 fujam para os montes. Quando um exército cerca uma cidade, o mais natural é buscar proteção dentro dos muros. Mas Jesus manda Seus seguidores buscar a segurança dos montes, porque a cidade estava condenada à destruição. Bíblia de Estudo NVI Vida.
montes. Só poderá ser a Transjordânia, para onde os crentes de Jerusalém fugiram antes da destruição da cidade em 70 d.C. Bíblia Shedd.
os que estiverem nos campos não entrem nela [em Jerusalém]. …moradores das áreas rurais, que vivem em pequenas cidades e vilas. CBASD, vol 5. p. 951.
22 estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito. Uma referência às maldições pela desobediência (ver Dt 27:11-26; 28:15-69). CBASD, vol 5. p. 951.
23 ira contra este povo. Ou seja, contra os judeus (ver com. de Mt 23:35; cf 5:29; sobre o plano de Deus para Israel e sua rejeição como nação, ver vol. 4, p. 13-17). CBASD, vol 5. p. 951.
24 serão levados cativos. Em conexão com a aplicação a Daniel acerca da restauração do cativeiro babilônico (ver com. de Dn 9:24, 25), foi acrescentada uma advertência de que a repetição dos erros que ocasionaram o exílio numa segunda destruição de Jerusalém e do templo (ver com. de Dn 9:26, 27). É a esta segunda destruição e à dispersão dos judeus que Cristo se refere aqui (ver com. de Mt 24:15-290; cf Lc 21:20). CBASD, vol 5. p. 952.
tempos dos gentios. A aparente autonomia que os judeus desfrutaram sob domínio romano, até 70 d.C., não foi restaurada; e, desde aquele ano, Jerusalém sofreu controle gentílico. Por causa da revolta de Bar Cocheba, reprimida em 135 c.C., todos os judeus foram proibidos de entrar na cidade, com ameaça de morte para a desobediência. Desde o ano 70 d.C., o templo não foi mais reconstruído. Romanos, sarracenos, normandos, turcos, cruzados e árabes, dentre outros, estiveram no controle da cidade e da antiga área do templo. Durante a guerra dos “seis dias”, no ano de 1967, Israel assumiu controle de toda a cidade, mas não da antiga área do templo (ver p. 65, 66). CBASD, vol 5. p. 952.
26 haverá homens que desmaiarão de terror. A última parte do versículo diz que o principal motivo para os seres humanos desmaiarem de terror é o abalo dos “poderes dos céus”. A cena aqui retratada recorre durante a sétima praga e sexto selo (PE, 41; GC, 636). “Os ímpios contemplam a cena com horror e espanto” (GC, 636), pedindo às montanhas e rochas que caiam sobre eles (Ap 6:14-17). CBASD, vol 5. p. 952.
28 erguei a vossa cabeça. Os seguidores de Jesus podem olhar estes sinais assustadores (vv 7, 11, 25) com confiança e alegria, sabendo que seu Salvador está voltando para eles. Andrews Study Bible.
redenção. Esta palavra significa livramento mediante o pagamento de um preço. Jesus pagou o preço no Calvário e agora ele olha para o cumprimento final daquilo que o livramento significa. Bíblia de Genebra.
31 está próximo o reino de Deus. Isto é, o reino da glória, em contraste com o reino da graça (ver com. de Mt 4:17; 5:2). CBASD, vol 5. p. 952.
34 orgia. Do gr kraipale, “intoxicação” ou “ressaca”. … Escritores gregos da área médica usavam kraipale para se referir a náusea e letargia que ocorrem após o excesso de bebidas. CBASD, vol 5. p. 952.
preocupações. Isto é, “ansiedade”, “Inquietações”. CBASD, vol 5. p. 952.
36 vigiai. Do gr agrupneo, “ficar sem sono”, literalmente, “manter-se desperto”. CBASD, vol 5. p. 952.
estar em pé na presença do Filho do Homem. Este é o objetivo supremo da vida cristã. CBASD, vol 5. p. 952.
Comentário devocional:
Neste capítulo, homens de alta posição e conhecimento vêm até Jesus (vv 1, 27). Eles O observam, fazem-Lhe perguntas e ouvem o que Ele tem a dizer (vv 20-22, 27-33). Mas o seu objetivo não é aprender com Ele; eles querem enredá-lo em Suas respostas na frente de uma grande multidão. E não se envergonham de fazer isso.
Contudo, no final do dia, quais são os resultados? Eles são abençoados? Seus corações são tocados e transformados pelo incomparável amor do Salvador e por Suas respostas sábias e atenciosas? Não! Jesus disse: “Esses homens serão punidos com maior rigor!” (v 47 NVI).
Por quê? Porque sua motivação estava equivocada. Eles se aproximaram de Jesus, para encontrar alguma falha nEle, para condená-Lo. A motivação deles era a morte de Jesus! Ele representava uma ameaça ao seu estilo de vida; por isso Ele tinha que morrer.
Qual é o seu estilo de vida? Você pode continuar vivendo nele na presença de Jesus?
Qual é a nossa motivação ao irmos até Ele, hoje, ler a Sua Palavra e fazer-lhe perguntas? É a Jesus quem desejamos mudar e corrigir? Ou com corações humildes desejamos ser mudados e clamamos: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!”? (Lc 18:13 NVI).
Ele irá reviver o coração humilde e abençoará e transformará o espírito contrito. (Is 57:15).
Que esta seja a nossa experiência de hoje!
Lynn Carpenter
Enfermeira Missionária aposentada
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/20/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 20
Comentário em áudio
Filed under: ressurreição | Tags: autoridade de Jesus, imposto, oposição, parábola lavradores, tributo
Todos os acontecimentos de 20.1-21.36 ocorreram na terça-feira da Semana da Paixão – um longo dia de controvérsia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar. Jesus estava trazendo as boas novas de Deus e, ao mesmo tempo, seus inimigos estavam conspirando contra Ele. Bíblia de Genebra.
principais sacerdotes … escribas … anciãos. Parece ser uma delegação do Sinédrio. Bíblia de Genebra.
2 com que autoridade fazes estas coisas? Especialmente a purificação do templo (19.45ss), que era um desafio violento às autoridades judaicas. Só o Messias teria tal autoridade, mas é impossível reconhecer a autoridade divina, se não estivermos dispostos a nos submetermos a ela. Bíblia Shedd.
5-6 Notar que eles não estavam preocupados com a verdade, mas com as consequências de suas possíveis respostas. Bíblia de Genebra.
16 Tal não aconteça! Ou seja, “nem pense nisso!”. Esta forte exclamação foi proferida quando os fariseus reconheceram na parábola um retrato do próprio destino (ver PJ, 295). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 948.
O povo reconhece as implicações da parábola e rejeita a possibilidade de que Deus, o proprietário da vinha, os destruiria. Andrews Study Bible.
17 A pedra que os construtores rejeitaram. O Salmo 118 foi cantado ao se completarem os muros de Jerusalém em 444 a.C. O v 22 desse salmo citado aqui referia à volta de Israel à Palestina e seu restabelecimento como nação. Bíblia Shedd.
principal pedra. O judaísmo esperava uma renovação gloriosa do templo, nos dias do Messias. 1 Pe 2.4-9 mostra que esta esperança se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo (cf Jo 2.19-22; Ef 2.20-22). Bíblia Shedd.
22 é lícito … ? Isto significa”está de acordo com a lei de Deus?” Bíblia de Genebra.
24 Jesus … tornou claro que há deveres próprios para com Deus, mas também deveres para com o estado. Bíblia de Genebra.
25 Dai. Gr apodote, “pagai de volta”. Não é somente lícito, mas também um dever. Bíblia Shedd.
27 saduceus. Lucas menciona os saduceus somente aqui. Nenhum dos escritos deles permaneceu, por isso só os conhecemos através de seus oponentes. Eles eram conservadores e aristocratas e contavam os sumos sacerdotes entre os de sua classe. Rejeitavam a tradição oral dos fariseus e não encontravam base para a doutrina da ressurreição no Pentateuco [cinco livros de Moisés, a Torá]. Bíblia de Genebra.
34-36 Os saduceus achavam que se houvesse uma vida após a morte, seria algo semelhante a uma repetição desta vida. Jesus nega isto. O casamento é uma parte essencial desta vida, mas não da vida futura; portanto, a pergunta dos saduceus era inválida. Bíblia de Genebra.
35 O casamento, como nós conhecemos, será substituído por algo melhor, o que ainda não sabemos. Andrews Study Bible.
34 filhos deste mundo. Lit “século”, significa aqueles que, como os saduceus materialistas, adotam este mundo como seu alvo e exemplo. Bíblia Shedd.
36 filhos da ressurreição. …indica simplesmente os que ressuscitaram dos mortos. Eles receberam vida novamente pelo mesmo poder que lhes dera vida a princípio. Todo seu ser foi reconstituído para a vida em um mundo novo. CBASD, vol. 5, p. 949.
37 no trecho referente à sarça (Êx 3.2). Antes da divisão em capítulos e versículos, as passagens nas Escrituras eram mencionadas por seu conteúdo. Bíblia de Genebra.
As divisões em capítulos foram feitas em 1244 d.C. e em versículos entre os séculos VI e X. Bíblia Shedd.
39 alguns dos escribas … respondeste bem! Na sua grande maioria eram fariseus, os quais aceitavam a ressurreição (At 23.6-8), e portanto aprovaram a resposta de Jesus. Bíblia Shedd.
44 Na ordem patriarcal, o mais velho não podia honrar o mais novo assim. É uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (cf Mt 22.41ss; Mc 12.35ssn). Sendo eterno, Ele é antes de Davi, como também de Abraão (cf Jo 8.58). Bíblia Shedd.
A inevitável resposta é que o Cristo [Messias] é mais do que somente um filho de Davi. Jesus, portanto, responde indiretamente à pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Andrews Study Bible.
45 Ouvindo-O todo o povo. Em outras palavras, enquanto os escribas e fariseus estavam ouvindo Jesus. CBASD, vol. 5, p. 949.
Nota: Você encontrará mais comentários nas passagens correlatas:
Filed under: arrependimento, conversão, correção, crescimento espiritual, escolhas, restauração, salvação | Tags: Zaqueu
Comentário devocional:
Zaqueu era um homem pequeno. Ele não só era baixo fisicamente, mas também agia com outras pessoas aquém do esperado, tomando delas mais do que deveriam em impostos. Como chefe da coleta de impostos da cidade de Jericó, ele recolhia as taxas aduaneiras de todos que cruzavam o rio Jordão. E, neste trabalho, ele era realmente pequeno na honestidade. Seus companheiros judeus odiavam até seu nome, que significava “Puro”. Que paradoxo alguém cuja riqueza veio da injustiça ser chamado de “puro”!
Contudo, Zaqueu não era totalmente pequeno em termos de pureza. Ele tinha ouvido falar de Jesus, o rabino que gostava de cobradores de impostos. Quando lhe disseram que Jesus estava chegando a Jericó, Zaqueu decidiu vê-Lo. Mas ele era muito baixo para ver por cima das cabeças das pessoas. “Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali.” (Lucas 19:4 NVI).
Dali a poucos momentos Jesus passou debaixo daquela árvore, parou e olhou para cima. Uma risada se espalhou pela multidão quando perceberam o que Jesus tinha encontrado sentado na árvore. Mas Zaqueu ouviu apenas as palavras de Jesus: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje.” (v. 5 NVI). Zaqueu, então, desceu rapidamente da árvore, abriu o caminho para a sua casa e acolheu Jesus com alegria. A multidão, entretanto, se queixava de Jesus, dizendo: “Ele Se hospedou na casa de um pecador” (v. 7 NVI). Sem dúvida, muitos na multidão haviam tido seu suado dinheiro roubado por Zaqueu. Eles o consideravam um ladrão.
Antes de condenarmos a multidão, pensem no murmúrio que se espalha através de uma igreja – da qual fazemos parte – quando certos pecadores entram por seus corredores. Quanto à multidão que condenava Zaqueu, esta se silenciou quando Zaqueu se levantou e fez uma promessa surpreendente: Ele restituiria em quatro vezes tudo o que tinha tomado de forma desonesta e daria metade de seus bens aos pobres. Quem poderia duvidar da veracidade de tal arrependimento?
Quando você vem para Jesus, você também deve corrigir alguns aspectos de sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer, ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Sua reputação ou os seus bens podem se perder, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe maiores riquezas espirituais, bem mais do que você recebeu até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.” (Lucas 19: 9).
A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vêm na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (v 10 NVI). Como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle de sua vida e o que você tem.
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/19/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 19
Comentário em áudio
Filed under: Israel, parábolas | Tags: Jerusalém, minas, rejeição, Zaqueu
2 Zaqueu. Do gr. Zakchaios, do heb. Zakkai, que significa “puro”. … Zaqueu seria hoje um funcionário do Ministério da Fazenda. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 938, 939.
maioral dos publicanos. Jericó, na fronteira com a Transjordânia (Pereia) facilitava a arrecadação de impostos. Zaqueu, sendo chefe, recebia uma porcentagem de todos os impostos coletados. Bíblia Shedd.
O vau a leste de Jericó era um dos três pontos mais importantes entre o Mar da Galileia e o Mar Morto, nos quais o rio poderia ser atravessado mesmo na primavera. CBASD, vol. 5, p. 939.
e rico. Apoiados por Roma, os publicanos costumavam recolher mais impostos do povo do que a lei exigia (ver p. 53, 54; ver com. de Lc 3:12). CBASD, vol. 5, p. 939.
Zaqueu é um tipo de pessoa tida por “impossível aos homens” (cf 18.24-27). Bíblia Shedd.
3 procurava ver quem era Jesus. Não como o curioso Herodes (9.9), nem como as multidões incrédulas (cf 11.16, 24ss), mas com a insistência do cego (cf 18.41n). Bíblia Shedd.
É possível que ele já esperasse uma oportunidade de ver Jesus havia algum tempo. O início da obra de João batista se deu em Betânia [não a aldeia de Maria, Marta e Lázaro], do outro lado do Jordão, local não identificado, mas que talvez ficasse perto de Jericó (ver com. de Mt 3:2; Jo 1:28), e Zaqueu se u ira às multidões que o ouviam pregar (DTN, 553). Talvez ele estivesse entre os publicanos que perguntaram a João: “Mestre, que havemos de fazer?” (Lc 3:12). Zaqueu ficou impressionado com a mensagem de João e, embora não tenha passado por uma conversão verdadeira na época, as palavras do Batista começaram a crescer como fermento em seu coração (DTN, 553). Antes dessa ocasião, Zaqueu ouvira de Jesus e começara a obra de confissão e restituição (DTN, 553). Cheio de expectativa, ele ansiava ver a Cristo e aprender dEle o estilo de vida mais perfeito. CBASD, vol. 5, p. 939.
mas não podia, por causa da multidão. As ruas estreitas das cidades antigas, em geral pouco mais amplas do que os braços abertos de uma pessoa, de uma parede a outra, dificultavam ainda mais o problema de Zaqueu. CBASD, vol. 5, p. 939.
4 correndo adiante. Zaqueu ouviu a notícia de que o Mestre havia entrado em Jericó. (ver DTN, 553). Sem dúvida, com as multidões que passavam pela cidade a caminho da Páscoa [em Jerusalém], o chefe dos cobradores de impostos … estaria mais ocupado que de costume. Mas ele pôs tudo em ordem a fim de ter um vislumbre de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 939.
subiu a um sicômoro. Um procedimento indecoroso para um homem como Zaqueu. ele estava disposto a ser excêntrico para não perder a oportunidade de um vislumbre do Mestre. CBASD, vol. 5, p. 939.
sicômoro. Trata-se de uma árvore baixa, de galhos espalhados, que proporciona boa sombra. Dificilmente uma árvore como esta seria encontrada nas ruas das cidades antigas. Elas geralmente ficavam à beira da estrada, fora da cidade. CBASD, vol. 5, p. 939.
6 Me convém ficar hoje em tua casa. Esta é a única ocasião registrada em que Jesus Se convida para ficar na casa de alguém. Um homem da posição de Zaqueu certamente teria cômodos amplos para receber convidados, e Cristo sabia que o publicano não passaria vergonha mesmo que as visitas fossem inesperadas. Não se diz como Jesus reconheceu Zaqueu a ponto de chamá-lo pelo nome. É possível que alguns dentre a multidão tenham contado ao Mestre, mas é bem provável que seja um exemplo de conhecimento sobrenatural (ver Jo 1:47). CBASD, vol. 5, p. 940.
7 Todos … murmuravam. Para o “povo” era mais fácil louvar a Deus pelo milagre da cura de Bartimeu (cf 18.24), do que pelo milagre maior da conversão de um grande pecador (cf 15.28, 30). Bíblia Shedd.
8 resolvo dar aos pobres a metade de meus bens. Para os judeus, cuidar dos pobres era o mais importante ato de piedade e de aplicação prática da religião. Deus deixou instruções específicas quanto ao cuidado desse grupo (ver Lv 19:10, 15; 25:35-42; Et 9:22; Rm 15:26; ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 940.
A disposição voluntária de distribuir livremente a riqueza que ele havia adquirido de forma injusta era uma evidência da conversão de Zaqueu. “Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma” (DTN, 555). A iniciativa voluntária de Zaqueu foi o posto da recusa do jovem rico de abrir mão de suas riquezas quando Jesus o chamou a fazê-lo (ver com. de Mr 19:21, 22). A experiência de Zaqueu evidencia que um rico pode entrar no reino dos céus (ver com. de Mt 19:23-26). CBASD, vol. 5, p. 940.
Zaqueu demonstra a realidade da sua conversão pela profunda gratidão que sente ao ver em Cristo o único valor real. Bíblia Shedd.
quatro vezes mais. Quando a restauração era voluntária, a lei de Moisés exigia apenas o acréscimo de um quinto do valor tomado (ver Lv 6:5; Nm 5:7). A restauração quatro vezes mais era uma das penalidades extremas por roubo deliberado com perda dos bens (ver Êx 22:1; ver com. de 2Sm 12:6). … O montante que Zaqueu prometeu restaurar era a melhor evidência de que ele havia passado por uma sincera mudança. CBASD, vol. 5, p. 940.
9 salvação. Jesus tinha dito precisamente que é difícil um rico ser salvo (18:24-25); a salvação de Zaqueu mostra que isso não é impossível (18.27). Bíblia de Genebra.
filho de Abraão. Judeu verdadeiro – não somente por ser da linhagem de Abraão, mas também por andar “nos passos da fé” de Abraão (Rm 4.12). Jesus reconheceu o publicano como tal, embora a sociedade judaica o tivesse excluído. Bíblia de Estudo NVI Vida.
o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Ou, “o que estava perdido” (NVI). Ver com. de Mt 1:21. O termo da ARA sugere todos os pecadores. No entanto, Jesus veio restaurar não só as pessoas, mas também tudo aquilo que se perdeu por causa do pecado do ser humano. O mundo em si será conduzido novamente à beleza edênica, habitado por uma raça sem pecado e “o que estava perdido” será transformado nos “tempos da restauração de todas as coisas” (At 3:21). CBASD, vol. 5, p. 941.
11 propôs. O texto grego diz, literalmente, “acrescentou e disse”, o que seria uma redundância. Trata-se de uma expressão idiomática hebraica usada em outras partes do NT e que evidencia uma influência do hebraico no texto dos evangelhos (Lc 20:11, 12; At 12:3; etc.; ver também Gn 4:2; 8:12; 25:1; Jó 29:1). CBASD, vol. 5, p. 941.
A parábola das minas tem o propósito de combater a ideia de que Jesus estabeleceria Seu reino terrestre ao chegar a Jerusalém. Bíblia Shedd.
…os discípulos ainda acreditavam que Ele seria aclamado rei de Israel e que aceitaria o trono de Davi. … A base para essa concepção errônea sobre os objetivos de Cristo era a expectativa messiânica disseminada pelos rabinos, que se baseava numa interpretação equivocada das profecias messiânicas do AT(… cf. Rm 11:25; 2Co 3:14-16). CBASD, vol. 5, p. 941.
o Reino de Deus ia se manifestar. Esperavam que o Messias aparecesse em poder e em glória para estabelecer seu reino terrestre, derrotando todos os inimigos políticos e militares dos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 A parábola dos talentos (Mt 25.14-29) parece-se com esta, mas naquela as quantidades são maiores e variam de tamanho, testando os servos em sua competência para tarefas maiores. Aqui, as quantidades são menores e as mesmas para todos (v. 13). A parábola ensina que cada um tem uma tarefa básica – servir a Deus fielmente. Bíblia de Genebra.
Certo homem nobre. Fica claro que Jesus está representando a Si próprio. Há uma semelhança notável entre esta parábola, comumente conhecida como a parábola das minas, e a dos talentos (Mt 25:14-30). Há também diferenças notáveis. CBASD, vol. 5, p. 942.
partiu para uma terra distante. É possível que Jesus tenha baseado esta parábola em fatos históricos com que Seus ouvintes estivessem familiarizados (ver com. de Lc 15:4). CBASD, vol. 5, p. 942.
13 Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas. Cada servo recebeu uma mina, o equivalente a cem dracmas (15.8, nota), ou o pagamento de vários meses de trabalho. Bíblia de Genebra.
Do gr. mnai, palavra derivada do heb maneh (ver vol. 1, p. 142, 145). Nos tempos de Cristo, a mna, era equivalente a cem dracmas. … uma mina equivalia ao salário de cem dias de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 942. [Ver tb o com. de Dn 5:25, 26, “mina, mina, sheckel”].
Negociai até que eu volte. Ver Lc 19:15; cd Ez 27:9, 16, 19, 21, 22. A quantidade de 385 g de prata parece ser pouca para o “homem nobre” dar a um de seus “servos” como capital. … Entretanto esta era uma forma de testar as habilidades de cada servo, com a expectativa de atribuir responsabilidades mais importantes no futuro. As palavras “até que eu volte” sugerem que o nobre planejava ficar fora durante um período indeterminado. Por meio dessas palavras, Cristo também subentende que Ele também ficaria fora por um período considerável antes de voltar para dar a recompensa aos fiéis. CBASD, vol. 5, p. 942.
14 seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada. Quando Arquelau, filho de Herodes, foi a Roma procurando por seu reino, seus súditos judeus enviaram uma delegação para pedir que ele não fosse feito rei sobre eles. Bíblia de Genebra.
Não queremos. Os judeus não queriam aceitar a Cristo como seu rei. Perante Pilatos, declararam: “não temos rei, senão César!” (Jo 19:15), rejeitando a Jesus por completo. CBASD, vol. 5, p. 942, 943.
15 Quando ele voltou, … mandou chamar os servos. O nobre queria saber como os seus servos haviam se saído na administração de seus bens e planejava lhes atribuir responsabilidades como oficiais em seu reino, a cada um segundo a habilidade demonstrada. CBASD, vol. 5, p. 943.
16 o primeiro. São relatadas só as experiências de três dos dez servos, como exemplos de variados graus de desempenho. CBASD, vol. 5, p. 943.
rendeu dez. O lucro foi de mil por cento do capital investido. … O primeiro servo servo demonstrou habilidade incomum em sua iniciativa de negócios. Isso refletia sua devoção ao senhor, além de diligência e fidelidade no cumprimento de seus deveres. CBASD, vol. 5, p. 943.
16-19 Dois servos trabalharam bem e foram recompensados com posteriores oportunidades de serviço, proporcionais ao seu sucesso. Notar a modéstia deles (“tua mina rendeu”). Bíblia de Genebra.
20 lenço. Do gr soudarion, do latim sudarium, derivada do radical sudor, “suor”. O “lenço” era um pedaço de pano usado como peça de vestuário. Papiros mencionam o soudarion como parte do dote da noiva. CBASD, vol. 5, p. 943.
21 tive medo de ti. O principal motivo do temor deste servo era sua atitude errada em relação ao mestre, que parceia esperar que cada um fizesse seu melhor absoluto e nada menos. Fica óbvio que este servo era preguiçoso. O teste que o “nobre” lhe dera, se bem aproveitado, teria sido útil para ajudá-lo a superar essas características. CBASD, vol. 5, p. 943.
o que não semeaste. O que o servo disse, na verdade, foi: “De qualquer maneira, você pegaria o que eu ganhei e eu não teria recompensa por meus esforços. Qual é, então, o sentido de me preocupar tanto?” A recompensa recebida pelo primeiro e segundo servo é prova de que a falha se encontrava no terceiro servo, não no senhor. CBASD, vol. 5, p. 944.
22-26 A punição por não usar o que recebeu foi perder o que tinha recebido, um princípio de ampla aplicação. Os que usam suas oportunidades espirituais encontram mais, enquanto os que nada fazem com elas perdem a habilidade que tinham recebido. Bíblia de Genebra.
22 por tua boca. Os que sempre culpam os outros pela falta de sucesso acabam denunciando os próprios defeitos de caráter. Deixam claro que não podem ser encarregados de maiores responsabilidades. CBASD, vol. 5, p. 944.
23 banco. Do gr trapeza, “mesa”; refere-se à mesa de um cambista, daí, “banco” (ver Mt 21:12; Mc 11:15; Jo 2:15). CBASD, vol. 5, p. 944.
24 Tirai-lhe. O servo não parece receber castigo, a não ser a punição de devolver sem juros o capital que lhe fora confiado. CBASD, vol. 5, p. 944.
26 mais será dado. Os que buscarem no evangelho lucros espirituais para si e para o próximo ficarão espiritualmente mais ricos, mas os que negligenciarem ou esbanjarem o que lhes for dado ficarão empobrecidos, perdendo até mesmo o que já possuem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Quanto a esses meus inimigos … executai-os. Isto é, aqueles que se rebelaram na ausência do nobre e tentaram impedi-lo de receber seu reino. … Ao que tudo indica, os opositores do nobre não mudaram a conduta. Continuavam a ser contrários a seu governo, e a única forma de resguardar a paz e a segurança do reino era eliminá-los de uma vez por todas. CBASD, vol. 5, p. 945.
Jesus, também, retornará para estabelecer Seu reino, mas Seu julgamento será fundamentado na justiça, em contraste com o desejo de ganho pessoal e poder evidenciado pelos reis seculares. (Sl 9:8). Andrews Study Bible.
28 subindo para Jerusalém. Ou seja, de Jericó, no vale do Jordão. Em cerca de 25 km, eles subiram 1,5 mil metros de altitude. CBASD, vol. 5, p. 945.
29 aconteceu. Somente Lucas narra o clímax da entrada triunfal, que ocorreu no cume do monte das Oliveiras (v. 41-44). CBASD, vol. 5, p. 945.
Betfagé. Aldeia próxima à estrada que vai de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Betânia. Outra aldeia, cerca a 4 km a sudeste de Jerusalém (Jo 11.18). Nela moravam Maria, Marta e Lázaro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 um jumentinho. Foi profetizado que um rei entraria em Jerusalém em um jumento, trazendo salvação e paz a toda a terra (Zc 9.9-10). Andrews Study Bible.
no qual ninguém montou. O qual não tinha sido submetido a uso secular (Nm 19.2; 1Sm 6.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Apenas Lucas observa que os donas da jumenta e do jumentinho (ver Mt 21;2) questionaram os dois discípulos enviados para procurá-los. CBASD, vol. 5, p. 945.
31-34 o Senhor precisa dele. Este é o padrão de mordomia no NT. Bíblia Shedd.
32 acharam segundo lhes dissera Jesus. Profecia cumprida era a credencial de um profeta [Esta foi a razão do desespero de Jonas: porque Nínive não foi destruída; e a razão de sua fuga]. Jesus tem o dom da profecia (cf 22.13, 21, 34) e conhece os segredos dos homens (7.30s; cd Jo 1.47ss). Bíblia Shedd.
35-36 pondo suas vestes sobre ele. As vestes, evidentemente, serviam de sela; as roupas pelo caminho formavam um tapete virtual. Bíblia de Genebra.
37 Esta entrada em Jerusalém cumpriu a profecia (Zc 9.9) e foi uma proclamação pública da messianidade, porém messianidade de uma espécie distintiva, uma vez que o jumentinho era o animal de um homem de paz. Um rei conquistador estaria montado num cavalo. O povo parece ter reconhecido a realeza, mas não viu a ênfase sobre a paz. Bíblia de Genebra.
Tradicionalmente, os líderes de uma cidade sairiam para saudar uma autoridade com grande aclamação. Isto foi deixado para os seguidores de Jesus, que celebravam Sua chegada com alegria. Andrews Study Bible.
38 Uma citação do Sl 118.26, porém com uma referência explícita ao Rei. Apenas Lucas tem as palavras “paz” e “glória”. ele não inclui “Hosana”, que os leitores gentílicos podiam não entender. Bíblia de Genebra.
repreende os teus discípulos. Ao invés de dar as boas vindas ao Rei, estes fariseus O repreendiam. Andrews Study Bible.
39 alguns dos fariseus. Na noite anterior, os líderes de Israel haviam decidido matar Jesus. … O fato de as multidões deixarem de lado os cultos no templo a fim de ter um vislumbre de Jesus (DTN, 571), especialmente com a temporada pascal se aproximando, era um presságio do declínio do poder dos líderes religiosos da nação, que temiam que Cristo permitisse que as pessoas O coroassem (DTN, 572). CBASD, vol. 5, p. 945.
40 se eles se calarem, as próprias pedras clamarão. Quem é Jesus não será mais segredo. Mesmo que os discípulos deixem de anunciá-lO, as pedras darão testemunho, como fizeram na destruição de Jerusalém (21.6), em cumprimento da palavra de Cristo (v 44). Cf Josefo, Guerras, 6, 5, 3. Bíblia Shedd.
41 vendo a cidade, chorou. Nesta ocasião, … Jesus chorou audivelmente, pois Ele era capaz de ver aquilo que a multidão não conseguia enxergar: o terrível destino de Jerusalém nas mãos do exéercito romano, menos de 40 anos depois. CBASD, vol. 5, p. 945.
41-42 Só Lucas registra o lamento de Jesus quando chegou perto da cidade. Jesus sabia que a emoção das multidões não correspondia à genuína percepção espiritual e que as ações levadas a efeito trariam inevitavelmente a guerra e não a paz. Bíblia de Genebra.
42 Ah! Se conheceras … o que é devido à paz! Isto é, as coisas que os líderes e o povo necessitavam saber a fim de impedir a calamidade e assegurar prosperidade e paz. Eram os requisitos que Deus esperava dos judeus, a fim de poder honrá-los plenamente como nação e transformá-los em Seus representantes para as nações da terra. CBASD, vol. 5, p. 945, 946.
44 a oportunidade que Deus lhe concedeu (NVI). Deus veio até os judeus na pessoa de Jesus, o Messias, mas não O reconheceram, e o rejeitaram (v. Jo 1.10, 11; cf. Lc 20.13-16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
não reconheceste o tempo da tua visitação (NKJV). Um termo [visitação] usado para a vinda de Deus, para o bem (Gn 50.24), como aqui, na pessoa de Jesus, o Messias, mas também, quando não atendido, para julgamento (Êx 32:33-34). Andrews Study Bible.
43 sobre ti virão dias. Com visão profética do futuro, os olhos de Jesus captam o que viria e visualizam o exército de Roma cercando Jerusalém e deixando-a desolada. CBASD, vol. 5, p. 946.
os teus inimigos te cercarão de trincheiras. Do gr charax, “estaca”, “fortificação” ou “plataforma de proteção”. Josefo (Guerra dos Judeus, vi.2; ix.2; xi.4 a xii.2) descreve o cumprimento desta profecia. Ao cercar Jerusalém, a princípio os romanos construíram fortificações de madeira e terra. Quando os judeus as destruíram, os romanos as substituíram por um muro. CBASD, vol. 5, p. 946.
e, por todos os lados, te apertarão o cerco. os romanos cercaram Jerusalém e fizeram seus habitantes passar fome até se renderem. Quando a escassez de alimentos levou ao pânico, as legiões romanas atacaram a cidade e a tomaram. CBASD, vol. 5, p. 946.
44 não deixarão em ti pedra sobre pedra. …indica completa destruição. CBASD, vol. 5, p. 946.
45 Marcos (11.11-17) deixa claro que essa purificação ocorreu após a entrada triunfal, na segunda-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
no templo. Especificamente, no átrio exterior (dos gentios), onde animais para os sacrifícios eram vendidos a preços injustos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
45-46 Casa de oração transforma-se em covil de Ladrões, quando: 1) O Senhor da casa não é reconhecido (v 42; cf Ml 3.1); 2) A avareza (cf Jr 7.11) substitui a adoração e o amor (cf 1Co 13); 3) A casa do Senhor (“minha”) é tratada como “nossa” (cf 1Co 6.19); 4) Palavras e petições egoístas suplantam a intercessão (Tg 4.2, 3). Bíblia Shedd.
47-48 O templo era um lugar normal para o ensino. A oposição a Jesus agora inclui um novo grupo – “os maiorais do povo”. Os leigos proeminentes tinham agora se juntado aos sacerdotes e escribas. Bíblia de Genebra.
Comentário devocional:
Alguma vez você já se perguntou: “Por que eu tenho que continuar pedindo a Deus a fim de que minhas orações sejam respondidas?” Como Jacó lutando com o anjo, nós nos preocupamos: “Devo persistir até eu prevalecer?” À primeira vista, a parábola da viúva persistente, em Lucas 18, parece reforçar a ideia de que, a fim de conseguir que nossas orações sejam respondidas, temos que ser persistentes até que Deus nos responda. Jesus está dizendo que os persistentes apelos da viúva para o juiz injusto é um modelo para a nossa vida de oração?
Felizmente, Jesus fornece uma melhor interpretação: “E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto” (v 6 NVI). Jesus está nos dizendo para contrastar, em vez de comparar, o juiz injusto com Deus. Deus se preocupa conosco. Todo o plano de salvação é o plano de Deus para nos resgatar do verdadeiro juiz injusto, Satanás. Jesus conclui: “Eu lhes digo: Ele [Deus] lhes fará justiça, e depressa” (Lucas 18:8a NVI). Em face dos ataques de Satanás, Deus agirá rapidamente. Jesus está nos dizendo para perseverarmos na oração, não implorar desesperadamente tentando chamar a atenção de Deus. Nós não somos a viúva suplicante e Deus não é o juiz injusto! Jesus está nos dizendo que, como crentes, devemos perseverar em oração ao reivindicamos a promessa:
Deus fará justiça,
Ele não irá adiar meu pedido.
Ele me fará justiça,
E o fará rapidamente.
Então, persevere na oração, não porque você tem que pedir que Deus o ajude. Persevere em oração porque você acredita que Deus está ansioso para agir em seu benefício. Persevere em oração para continuar crendo em Deus, mesmo quando Satanás tenta levá-lo a duvidar.
Jesus encerra a parábola em Lucas 18:8 com o que parece à primeira vista, uma pergunta estranha: “Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (v 8b). Como esta pergunta de Jesus se relacionada com os pedidos da viúva?
Jesus está nos chamando a perseverar na oração a fim de que não percamos a fé na promessa de Sua Segunda Vinda. Há o perigo de que o nosso foco na sobrevivência nos transforme de crentes em céticos. Podemos ser tentados a duvidar da promessa de Sua vinda. Oração persistente e perseverante, oração que não desiste, é a única maneira de manter a nossa fé no breve retorno de Jesus.
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/18/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 18
Comentário em áudio
Filed under: oração, parábolas, salvação | Tags: Juiz, parábolas, salvação pela graça, salvação pelas obras, viúva
1-8 Disse-lhes Jesus uma parábola. A data devia ser março de 31 d.C., pouco depois da ressurreição de Lázaro … e algumas semanas antes da última Páscoa. E o local devia ser alguma parte da Pereia. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 930.
Como 16.1-8, esta é uma parábola de contraste. Se um juiz que não teme a Deus (ou ao homem) pode ser levado a vingar uma viúva importuna, quanto mais o Justo Juiz do universo (cf Tg 4.12). No contexto, os crentes perseguidos são encorajados a orar confiantes em Deus, durante o intervalo que há entre a ascensão e a segunda vinda de Cristo. Bíblia Shedd.
3 viúva. No AT representa (com os órfãos) os desamparados e destituídos de todos os recursos (Sl 68.5; Lm 1.1). Bíblia Shedd.
5 molestar-me. Literalmente, “dar-me um olho preto [roxo]” (Jesus conta a estória com humor). Andrews Study Bible.
7 Se mesmo um juiz injusto (v. 6) fará aquilo que é direito, quanto mais Deus? Bíblia de Genebra.
13 não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Olhar para cima era costume quando se fazia oração, mas este homem estava muito consciente de sua indignidade para fazer isto. Ele simplesmente pediu por misericórdia, reconhecendo o seu pecado. Bíblia de Genebra.
batia no peito. Literalmente, “continuava a bater no peito”. As ações do cobrador de impostos evidenciam a sinceridade de suas palavras e constituem uma expressão vívida de seu senso de indignidade. ele se sentia indigno até mesmo de orar. Mas a consciência de sua necessidade o impelia a fazê-lo. CBASD, vol. 5, p. 935.
tem misericórdia de mim (NVI). O publicano não defende suas boas obras, mas, sim, recorre à misericórdia de Deus para lhe perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 vende tudo. Este desafio revelou que aquele homem não tinha realmente entendido os mandamentos. Quando ele se defrontou com a escolha, tornou-se claro que seus bens vinham antes de Deus. Bíblia de Genebra.
Jesus viu que este governante precisava, literalmente, abandonar todas as suas posses para ser completamente comprometido com Deus (ver 3:10; 19:8-9). Andrews Study Bible.
26 quem então pode ser salvo? (NKJV). Os ricos eram considerados ser especialmente favorecidos por Deus. Se eles não pudessem ser salvos, quem poderia? Andrews Study Bible.
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A história, no início de Lucas 16 é muito apropriada ao chegamos ao fim de 2014 e começar um novo ano.
Até mesmo o gerente infiel percebeu que precisava para se preparar para o futuro. Ele era um filho deste mundo, um incrédulo desonesto. A lição desta parábola de Jesus é clara: se mesmo os filhos deste mundo percebem a importância da preparação para o futuro, quanto mais devemos nós, como filhos da luz, nos prepararmos para a eternidade!
No limiar de um novo ano, determinemos, pela graça de Deus, caminhar como filhos da luz (v.8), vivendo para Jesus todos os dias, e se preparando para seu retorno glorioso.
Pr. Derek Morris
Coordenador mundial programa RPSP