Reavivados por Sua Palavra


Lucas 18 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

 

1-8 Disse-lhes Jesus uma parábola. A data devia ser março de 31 d.C., pouco depois da ressurreição de Lázaro … e algumas semanas antes da última Páscoa. E o local devia ser alguma parte da Pereia. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 930.



Como 16.1-8, esta é uma parábola de contraste. Se um juiz que não teme a Deus (ou ao homem) pode ser levado a vingar uma viúva importuna, quanto mais o Justo Juiz do universo (cf Tg 4.12). No contexto, os crentes perseguidos são encorajados a orar confiantes em Deus, durante o intervalo que há entre a ascensão e a segunda vinda de Cristo. Bíblia Shedd. 

 

3 viúva. No AT representa (com os órfãos) os desamparados e destituídos de todos os recursos (Sl 68.5; Lm 1.1). Bíblia Shedd. 

 

5 molestar-me. Literalmente, “dar-me um olho preto [roxo]” (Jesus conta a estória com humor). Andrews Study Bible.



7 Se mesmo um juiz injusto (v. 6) fará aquilo que é direito, quanto mais Deus? Bíblia de Genebra. 

 
8 depressa. Isto é, no tempo de Deus (2Pe 3.8) e não segundo o nosso [Sem demora = com certeza, cf. Ap. 22:20]. Bíblia de Genebra. 
 
9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos. Embora eles não sejam mencionados diretamente, fica claro que Jesus estava pensando nos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 932.
 
por se considerarem justos. Isto é, segundo os próprios padrões de justiça, que os fariseus, de modo geral, colocavam em prática meticulosamente, ou pelo menos fingiam fazê-lo. O padrão farisaico de justiça consistia na observância estrita das leis de Moisés e da tradição rabínica. Em essência, era a justificação pelas obras. O conceito farisaico e legalista de justiça operava com base na premissa de que a salvação deve ser merecida por meio da observância de determinado padrão de conduta. Esses líderes davam pouca ou nenhuma atenção à devoção necessária a Deus e à transformação dos motivos e objetivos da vida do ser humano. os fariseus enfatizavam a letra da lei, ignorando seu espírito. CBASD, vol. 5, p. 932, 933.
 
desprezavam. Aqueles que se consideram modelos de virtude costumam olhar para as outras pessoas com desprezo. CBASD, vol. 5, p. 933.
 
10 Dois homens. Um deles se considerava santo e subiu com o propósito de se engrandecer diante de Deus e dos semelhantes. O outro olhava para si como um pecador e subiu para confessar suas faltas ao Senhor, clamar por misericórdia e obter perdão. CBASD, vol. 5, p. 933.
 
subiram ao templo. A palavra deve ser usada em referência à subida das regiões mais baixas da cidade até o monte Moriá [do templo]. CBASD, vol. 5, p. 933.
 
um, fariseu. Ser fariseu era o mais elevado ideal judaico de piedade na época. CBASD, vol. 5, p. 933.
 
outro, publicano. Em contrapartida, o publicano representava o nível mais baixo da escala social judaica. CBASD, vol. 5, p. 933.
 
11 de si para si mesmo. Ou seja, de maneira inaudível, talvez mexendo os lábios ou sussurrando. Aparentemente, o fariseu estava se dirigindo a si mesmo, não a Deus.
 
Ó Deus, graças Te dou. Sem dúvida, o que ele queria dizer seria: “Senhor, Tu deves ser grato por ter uma pessoa como eu entre aqueles que vêm Te adorar. Sou bem superior ao povo comum. … O povo comum ficava muito distante de seu exaltado padrão de justiça própria. CBASD, vol. 5, p. 933, 934.
 
nem ainda como este publicano. Quando os olhos do fariseu detectaram a presença daquele vigarista da sociedade, orou dizendo mais ou menos assim: “Senhor, é deste tipo que estou falando, aquele detestável cobrador de impostos. Alegro-me por não sr como ele.” CBASD, vol. 5, p. 934.
 
12 jejuo duas vezes por semana. O jejum não era ordenado na lei mosaica, a não ser o jejum do Dia da Expiação. Os fariseus, no entanto, também jejuavam nas segundas e nas quintas-feiras (v. 5.33; Mt 6.16; 9.14; Mc 2.18; At 27.9). Bíblia de Estudo NVI Vida. 
 
De acordo com a teologia dos fariseus, um crédito suficiente de atos supostamente meritórios cancelava a dívida de atos de maldade. CBASD, vol. 5, p. 934.



13 não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Olhar para cima era costume quando se fazia oração, mas este homem estava muito consciente de sua indignidade para fazer isto. Ele simplesmente pediu por misericórdia, reconhecendo o seu pecado. Bíblia de Genebra. 



batia no peito. Literalmente, “continuava a bater no peito”. As ações do cobrador de impostos evidenciam a sinceridade de suas palavras e constituem uma expressão vívida de seu senso de indignidade. ele se sentia indigno até mesmo de orar. Mas a consciência de sua necessidade o impelia a fazê-lo. CBASD, vol. 5, p. 935.



tem misericórdia de mim (NVI). O publicano não defende suas boas obras, mas, sim, recorre à misericórdia de Deus para lhe perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

 
pecador. A consciência da própria necessidade é a primeira condição para ser aceito por Deus, numa percepção de que, sem Sua misericórdia, estaríamos completamente perdidos (ver PJ, 158). Em contraste com o fariseu, sem dúvida, o publicano pensou em muitos vícios e sabia que já os praticara todos; pensou nas virtudes e reconheceu que não possuía nenhuma delas. Assim como o apóstolo Paulo, ele sabia que era pecador (ver 1Tm 1:15) e necessitava da graça divina. … O publicano fala como se não existissem outros pecadores e ele fosse o único. Assim como o fariseu, ele se coloca numa classe totalmente separada. Não era virtuoso como as outras pessoas; era um pecador. O fariseu se considerava muito acima dos “demais homens” (Lc 18:11); o publicano se considerava muito abaixo dos outros. CBASD, vol. 5, p. 935.
 
14 este desceu justificado para sua casa, e não aquele. Isto é, por Deus (Rm 1.17n; 5.1). O fariseu, justificando-se a si mesmo, rejeita a justiça gratuita de Deus (cf Rm 3.20). Bíblia Shedd. 
 
O fariseu confiou nos seus próprios méritos, não tendo descoberto que nenhuma justiça humana é suficiente diante de um Deus que exige perfeição (Mt 5.48). O publicano confiou na graça de Deus e a encontrou. Bíblia de Genebra. 
 
O publicano sabia que era pecador (ver v. 13) e essa percepção abria caminho para que Deus o declarasse “sem pecado” – um pecador justificado pela misericórdia divina. … Era a atitude dos dois homens em relação a sia próprios e ao Senhor que fazia a diferença. CBASD, vol. 5, p. 935.
 
exalta. O problema do orgulho em oposição à humildade está no centro do grande conflitoCBASD, vol. 5, p. 935.
 
Lucas 18:14 encerra a “grande inserção” de Lucas, nome às vezes dado ao trecho de Lucas 9:51-18:14 (ver com. de Lc 9:51), pelo fato de os outros evangelhos não registrarem a maior parte dos eventos e ensinos desta seção. CBASD, vol. 5, p. 935.
 
17 pequeninosdos tais é o reino de Deus. Receber o reino requer: 1) Humildade, 2) Confiança, 3) proximidade e 4) Uma relação pessoal, como a da criança, que revela maior receptividade diante do amor de Cristo. Bíblia Shedd. 
 
18 homem de posição. Uma expressão geral para significar alguém da classe superior. Bíblia de Genebra. 
 
19 Bom Mestre. Esta não era uma forma comum de tratamento no Judaísmo; era mera bajulação. O homem presumiu que seus feitos lhe assegurariam a vida eterna. Bíblia de Genebra. 
 
Por que me chamas bom? Isto é, “sabes o que dizes? Só aquele que reconhece quem Eu sou, pode chamar-Me bom sem ser hipócrita”. Bíblia Shedd. 
 

22 vende tudo. Este desafio revelou que aquele homem não tinha realmente entendido os mandamentos. Quando ele se defrontou com a escolha, tornou-se claro que seus bens vinham antes de Deus. Bíblia de Genebra. 

 

Jesus viu que este governante precisava, literalmente, abandonar todas as suas posses para ser completamente comprometido com Deus (ver 3:10; 19:8-9). Andrews Study Bible. 



26 quem então pode ser salvo? (NKJV). Os ricos eram considerados ser especialmente favorecidos por Deus. Se eles não pudessem ser salvos, quem poderia? Andrews Study Bible. 

 
27 Os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Deus, apenas, é capaz de salvar. Andrews Study Bible. 
 
30 no presente. Os seguidores de Jesus não precisam esperar até que cheguem “ao céu” para começar a receber Suas bênçãos, porque algumas podem ser recebidas mesmo agora. Andrews Study Bible. 
 
34 Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas [sobre vv 31-33, os sofrimentos e morte próximos]. Lucas reflete mais do que os outros sinóticos sobre a completa falha dos discípulos em compreender as tristes verdades que Jesus procurava revelar a eles. O motivo era que a mente deles estava cheia de conceitos equivocados quanto à natureza do reino que Cristo viera fundar. Parece que eles não tiravam da cabeça [melhor: “não admitiam”] qualquer coisa que não estivesse de acordo com suas ideias pré-concebidas sobre o assunto (ver DTN, 547, 548). CBASD, vol. 5, p. 936.
 
35 Ao aproximar-se Jesus de Jericó, um homem cego. Lucas dá a entender que Jesus estava entrando em Jericó, enquanto Mateus e Marcos dizem que o incidente ocorreu quando eles saíam de Jericó (Mt 20.30; Mc 10.46). Parece ter havido duas “Jericós” que distavam aproximadamente em 1,5 km uma da outra; as ruínas da cidade do Antigo Testamento, conquistada por Josué (Js 6), e a cidade construída por Herodes, o Grande. O encontro pode ter acontecido quando Jesus estava deixando a cidade antiga e entrando na nova. Bíblia de Genebra. 
 
Mateus relata que dois cegos foram curados (ver nota em Mt 20.30). É provável que, pelo fato de um deles tomar a palavra e se destacar, Marcos e Lucas não mencionam o outro. Bíblia de Estudo NVI Vida. 
 
43 todo o povo. Lucas acrescenta algo que Mateus e Marcos não mencionam: a reação dos que testemunharam o milagre. em contraste com os líderes judeus, que costumavam atribuir o poder de Jesus ao diabo (ver com. de Mt 12.24), o povo comum, cuja percepção não fora cegada pelo preconceito, creditava a Deus o poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 936.


Lucas 11 by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2014, 1:00
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Comentário devocional:

Atendendo ao pedido de Seus discípulos para que os ensinasse a orar, assim como João ensinara aos seus próprios discípulos, Jesus lhes concede a oração modelo, que encontramos em Lucas 11:2-4 (e Mt 6:9-15). 

A “Oração do Senhor” não era uma oração a ser constantemente repetida. Isso se torna evidente a partir da história que Jesus contou a seguir de um homem que pede a seu amigo que lhe dê pão para atender a um convidado que havia chegado de surpresa. Por contraste, Jesus ensinou que Deus sabe e deseja atender ás nossas necessidades antes que o peçamos. Nós é que temos de ser transformados por nossas orações, que devem vir do fundo de nossa realidade e amor. 

A Oração do Senhor descreve o que podemos apresentar ao Senhor em nossas orações.Jesus inicia a Sua oração com: “Pai Nosso que estais nos Céus” (Lucas 11:2 NKJV). Aquele a quem dirigimos nossas orações está acima de tudo, Ele está no Céu. Ao mesmo tempo, Ele é um Deus pessoal, nosso Pai. Quando oramos, “santificado seja o Teu nome” (Lucas 11:2), estamos reconhecendo a Sua santidade e a nossa pecaminosidade. Estamos pedindo ao “Pai Nosso”, a nos dar o Seu caráter santo.

Em seguida, Jesus nos ensina a pedir: “Venha o Teu reino. Sua vontade seja feita na terra como no céu “(Lucas 11:2, 3 NKJV). Este mundo ainda não está sob o controle completo de Jesus. Portanto, estamos a orar pelo momento em que o pecado será erradicado e quando Jesus será novamente Senhor de todos na terra. E estamos a rezar para que a vontade de Deus se realize em nossas vidas hoje, assim como é feita no céu. Em todos os dias encontramos “compartimentos específicos” em nossos corações, os quais devemos submeter à vontade de Deus.

Além disso, todos os dias precisamos do “nosso pão cotidiano” (Lucas 11:3 NVI) e auxílio em outras necessidades físicas. Todos os dias precisamos de perdão pelos pecados que nós cometemos, e a cada dia precisamos estender o perdão àqueles que nos ofenderam. Talvez Jesus tenha agrupado os pedidos por pão e perdão porque a comida é uma das nossas necessidades físicas mais básicas e perdão é a nossa mais importante necessidade espiritual.

Na versão de Lucas da Oração do Senhor, o pedido final de Jesus é por libertação tanto da tentação quanto do próprio Satanás: “E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal” (Lucas 11:4 NKJV). Ambas as frases transmitem a mesma ideia: “Não nos permita sermos levados a situações em que o maligno tenha a oportunidade de nos tentar”.

Para dar mais vida à sua vida de oração, use os pontos principais da Oração do Senhor, adicionando seu próprio reconhecimento ao governo de Deus e seu louvor pessoal por Sua santidade. Adicione também seus pedidos para que Seu Reino venha e para que Sua vontade se realize em sua vida. Então traga a Ele suas próprias e específicas necessidades físicas e pedidos de perdão. Assim como as áreas específicas em que você quer que Deus te livre das tentações de Satanás. Então, repouse o seu coração, na certeza de que Ele ouviu e atenderá, no Seu tempo, com Sua sabedoria e poder, às suas necessidades.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/11/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Lucas 11 
Comentário em áudio 



Lucas 11 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2014, 0:00
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1 estava Jesus orando. Lucas nada registra acerca do tempo e local deste evento. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 869.

ensina-nos a orar como João ensinou aos seus discípulos.Reconhecidos rabinos e professores ensinavam aos seus discípulos orações que ilustravam seus pensamentos chaves. Andrews Study Bible.

Os discípulos ficaram impressionados ao ouvir como Jesus orava, falando com o pai celestial, como a um amigo. A oração dEle era diferente das preces dos líderes religiosos da época, na verdade, diferente de tudo o que tinham ouvido. A prece formal, expressa em frases prontas e aparentemente dirigidas a um Deus impessoal e distante, não tem a vitalidade que deveria caracterizar a oração. Eles pensavam que, se orassem como Jesus, sua eficácia como discípulos seria ampliada. Uma vez que Jesus os ensinou a orar por preceito (Mt 6:7-15) e exemplo (Lc 9:29), pode ser que, nessa ocasião, o pedido tenha sido de discípulos que não estiveram com Jesus em ocasiões semelhantes anteriormente. O termo “discípulos” não precisa ser confinado aos doze. Pode ter sido feito por alguns dos setenta. CBASD, vol. 5, p. 869.

2-4 Uma oração modelo, buscando primeiro as coisas de Deus e, depois, as necessidades diárias. Andrews Study Bible.

Esta forma da “Oração do Senhor” difere levemente da de Mt 6.9-13. Em Mateus, a oração é dada num sermão; aqui, é dada como resposta a um pedido. Bíblia de Genebra.

2 dizei. Esta oração pode ser adequadamente chamada de a Oração do Discípulo porque, de modo geral, não seria do tipo de oração que Jesus fazia. Por exemplo, Jesus não tinha necessidade de orar pelo perdão dos pecados. CBASD, vol. 5, p. 869.

Pai. Um novo nome pelo qual Jesus ensinou as pessoas a se dirigirem a Deus, a fim de fortalecer a fé e imprimir nelas a ideia do íntimo relacionamento que se pode desfrutar em companheirismo com Deus (PJ, 141, 142). CBASD, vol. 5, p. 869.

Isto corresponde a Abba em aramaico, que é a palavra comum para dirigir-se a um pai de família. Bíblia de Genebra.

No aramaico, seria Abba, “paizinho” (cf Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6), denotando, assim, uma íntima afeição, o que exclui a possibilidade de uma familiaridade superficial. Bíblia Shedd.

Uma introdução simples e não usual usada pelo próprio Jesus. Andrews Study Bible.

Santificado. Honrado como santo. Andrews Study Bible.

nome. O nome representa uma pessoa. A petição é para que as pessoas reverenciem a Deus. Bíblia de Genebra.

venha o Teu reino. Busca a breve vinda do reino eterno de Deus (ver 10:9; Dn 2:44; 7:13-14), bem como o Seu reino em nossas vidas no momento presente. Andrews Study Bible.

3 o pão nosso cotidiano. Pedido por comida simples, o necessário para cada dia. Andrews Study Bible.

4 deve. O pecado é uma dívida, porque tudo o que somos e temos pertence a Deus. A desobediência é roubo aos direitos divinos, que não podem nunca ser restituídos. Bíblia Shedd.

tentação. Reconhecimento da contínua guia de Deus. Andrews Study Bible

5-8 A persistência na oração alcançará objetivos que uma mera amizade não espera. Lucas é o evangelho da oração. Bíblia Shedd.

5 à meia-noite. No Oriente, muitas viagens durante o verão ocorrem à noite. Por outro lado, pode ser que este visitante (v. 60) se atrasou na viagem. CBASD, vol. 5, p. 869.

eu nada tenho. O fato de o homem não ter nada explica porque ele pediu ajuda à meia-noite. A consciência de que não podemos fazer nada de nós mesmos (Jo 15:5) deveria, de modo semelhante, levar-nos à Fonte de alimento espiritual (ver Jo 6:27-58). Às vezes, aqueles que desejam levar os amigos a Cristo sentem que lhes falta o pão celestial que desejam compartilhar. CBASD, vol. 5, p. 869.

7 Não me importunes. Deus não é como o ser humano que se irrita ao ser importunado. Ele é um Pai generoso, amoroso e solícito. (ver v. 9-13). A relutância do amigo em se levantar para suprir a necessidade do próximo de modo algum representa a Deus (ver v. 13). A lição da parábola não é de comparação, mas de contraste. CBASD, vol. 5, p. 870.

a porta já está fechada. Como se dissesse: “Está fechada e permanecerá fechada.” Tornar uma porta segura, nos tempos antigos, não era uma tarefa simples. CBASD, vol. 5, p. 870.

comigo também já estão deitados. Em uma casa de um só quarto, a família inteira dormiria numa plataforma elevada, e para uma pessoa levantar-se, perturbaria todas as outras. Bíblia de Genebra.

Não posso levantar-me. Na verdade, atender ao pedido do amigo era apenas uma questão de disposição, não de capacidade. CBASD, vol. 5, p. 870.

8 o fará por causa da importunação. Várias vezes o líder do lar repeliu os chamados urgentes do visitante à meia-noite (ver PJ, 143), mas o visitante não aceitaria um “não” como resposta. … Novamente, a parábola ensina por contraste e não por comparação (ver com. do v. 7). Deus não está indisposto a conceder o que é bom. Não é preciso que O convençamos a fazer algo que de outro modo não estaria disposto a fazer. Deus conhece nossas necessidades, é plenamente capaz de supri-las e está disposto a fazer “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef 3:20). CBASD, vol. 5, p. 870.

A amizade não era suficiente para fazer com que alguém se levantasse, mas a persistência era. Bíblia de Genebra.

9 Pedi. A oração não é para persuadir Deus acerca de nossa vontade a respeito de alguma questão; ás vezes, é para descobrir a vontade dEle a respeito dessa questão. Ele conhece as necessidades antes de pedirmos; mais do que isso, ele sabe o que é melhor. Por outro lado, o ser humano tem uma consciência vaga de suas próprias necessidades. Com frequência, pensa que precisa de coisas que não são necessárias e que até podem ser prejudiciais. Às vezes, sequer está consciente de suas maiores necessidades (cf. PJ, 145). A oração pode levar a vontade e, desta forma, a vida, a estar em harmonia com a vontade de Deus (ver PJ, 143). A oração é o meio divinamente indicado para educar os desejos. Não é o verdadeiro propósito da oração operar uma mudança em Deus, mas operar uma mudança em nós, para que desejemos”tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:13). … A lição central da parábola é a constância na oração. A parábola também define o tipo de pedidos para os quais o Senhor aconselha perseverança: orações cujo objetivo é o bem dos semelhantes e a extensão do reino de Deus. CBASD, vol. 5, p. 870.

13 maus. Isto é, imperfeitos em pensamentos e atos. Bíblia Shedd.

16 um sinal do céu. Jesus acabara de curar um mudo. Aí estava o sinal do céu que buscavam, mas não queriam conhecê-lo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 dedo de Deus. os milagres que Ele realiza são evidências para aqueles que têm olhos para ver que Deus está em operação. Bíblia de Genebra.

21-22. Esta parábola ensina que o reino de Deus … vem com poder para derrotar Satanás. Bíblia de Genebra.

21 o valente (ARA. NKJV: homem forte). Refere-se a Satanás (vv. 15, 18). Andrews Study Bible.

O diabo guarda em segurança o que ele domina, mas somente até a chegada do Senhor, que tem autoridade e poder para destruí-lo e resgatar a humanidade (cf. os despojos, v. 22; Cl 1.13; 2.15; Hb 2.14). Bíblia Shedd.

22 Um mais valente. Jesus, que venceu Satanás. Andrews Study Bible.

24 casa, donde saí. O demônio fala do lugar que ele deixou como se ainda fosse dono dele. Bíblia de Genebra.

25 varrida e ornamentada. O homem apenas limpou a sua vida e não fez mais nada. Sua vida está vazia e, portanto, aberta a qualquer influência má. Bíblia de Genebra.

26 habitam ali. Não há segurança contra Satanás a não ser que Deus reine no interior (v. 23). Andrews Study Bible.

28 Antes. Jesus não contradisse o elogio da mulher a Maria; como qualquer boa mãe ela era merecedora de honra. Em vez disso, Jesus salientou a impropriedade do conceito da mulher acerca do reino dos Céus. Ele não aprovou nem desaprovou o que ela disse. Se Jesus pretendesse que os cristãos concedessem honra especial a Maria, esta teria sido uma oportunidade ideal para tanto. Ele também não aprovou cordialmente o que foi dito, como fez com Pedro (ver com. de Mt 16:17). nas Escrituras, o reconhecimento da divindade de Jesus é essencial, enquanto a ideia de prestar honra a Maria não é sequer insinuada (ver com. de Mt 1:18, 25; 12:48, 50; Lc 1:28, 47). Jesus parece negar qualquer importância especial atribuída a Maria, por parte dos cristãos (ver Mt 12;46-50). CBASD, vol. 5, p. 871.

Jesus não nega que Maria fosse abençoada; ele está dizendo que ouvir e obedecer a palavra de Deus é mais importante. Bíblia de Genebra.

Maior que o privilégio de ser mãe de Jesus e compartilhar da Sua humanidade é atender à Sua mensagem salvadora e gozar o privilégio de participar do Seu corpo espiritual (Tg 1.22ss). Bíblia Shedd.

Aqueles que escutam e praticam a palavra de Deus entram num relacionamento com Ele mais íntimo do que o de uma família de sangue. Andrews Study Bible.

30 Exatamente como Jonas ficou três dias no ventre de um grande peixe como um sinal para o povo de Nínive, assim a ressurreição de Jesus, depois de três dias no túmulo, seria um sinal aos judeus de sua época. Bíblia de Genebra.

31 a rainha do Sul. A rainha de Sabá (c. 1Rs. 10-1-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 luz. Jesus, que foi enviado para iluminar a todos (ver 8:16). Andrews Study Bible.

34 olhos forem bons. A vontade do homem é que limita e controla a entrada da luz. Bíblia Shedd.

38 não Se lavara antes de comer. O ato de lavar as mãos não era por motivos higiênicos, mas por motivos cerimoniais. As mãos tinham contato com todo tipo de coisas, algumas das quais podiam ter sido ritualmente profanadoras. Os judeus escrupulosos purificavam-se, lavando suas mãos antes de comer, de forma que as mãos impuras não contaminassem seus alimentos. Bíblia de Genebra.

41 Antes, dai esmola. A generosidade e o cuidado pelos pobres é mais eficaz para a limpeza do coração do que a preocupação com minúcias do coração. CBASD, vol. 5, p. 872.

e tudo vos será limpo. O sentido aqui é: “você será puro aos olhos de Deus”; e, quando esta condição predominar, nada mais deverá causar preocupação. CBASD, vol. 5, p. 872.

42 dízimo. O dízimo era para ser uma oferta alegre e de gratidão, que expressava amor por Deus, mas os fariseus, por darem o dízimo da hortelã e de coisas semelhantes, tinham transformado o dízimo num dever incômodo. Bíblia de Genebra

43 saudações. Saudações elaboradas que indicavam que os que as recebiam eram pessoas importantes. Bíblia de Genebra.

44 sepulturas invisíveis.Tocar uma sepultura tornava a pessoa cerimonialmente impura. Andrews Study Bible.

Os judeus caiavam seus túmulos para que ninguém por acidente tocasse neles e assim ficasse contaminado (cf. Nm 19.16; Mt 23.27). Assim, como tocar em um túmulo resultava em impureza, associar-se aos fariseus podia levar à impureza moral. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 sobrecarregais os homens com fardos superiores ás suas forças. Ao longo dos séculos regras e regulamentos foram adicionados à lei de Deus, dada por Moisés. Andrews Study Bible.

Deus exige perfeição, o que é um fardo muito superior às nossas forças, mas Cristo carregou este fardo por nós (cf 2Co 5.21). Bíblia Shedd.

47, 48 Ai expressa não somente ira e maldição, como também tristeza e compaixão. Bíblia Shedd.

49 a sabedoria de Deus. É mais provável que Ele quisesse dizer: “Deus em Sua sabedoria”. Não há conhecimento de um livro que tenha este título. CBASD, vol. 5, p. 873.

50 contas. Visa a guerra judeu-romana (66-70 d.C.), na qual os judeus sofreram atrocidades das mais desumanas (cf 21.20-24). Esta geração é mais culpada porque rejeita o Filho de Deus (20.14ss). Bíblia Shedd

50-51 De Abel até Zacarias. Abrange toda a história do AT, que, na ordem hebraica, começa com o Gênesis e termina com 2 Crônicas. Bíblia Shedd.

Abel foi a primeira pessoa assassinada (Gn 4.8), enquanto o assassinato de Zacarias é registrado em 2Cr 24.21-22 (ver Mr 23.35, nota). Bíblia de Genebra.

52 a chave da ciência. É a que abre a porta do conhecimento da salvação, como este contexto e o de Mateus 23:13 o indicam. CBASD, vol. 5, p. 873.

Significa a chave que abre a porta do conhecimento de Deus – a salvação. Os escribas fecharam o acesso às escrituras por interpretações falsas e por julgarem o povo comum indigno da salvação. Bíblia Shedd.

Através da sua interpretação tradicional da lei, os “intérpretes” tinham tornado impossível, às pessoas comuns, entenderem o verdadeiro sentido da lei; os fariseus e os próprios intérpretes também usavam suas tradições para fugir ás exigências da lei (cf. Mt 7.5-13). Bíblia de Genebra.



Lucas 9 – Comentários selecionados: by Jeferson Quimelli
24 de dezembro de 2014, 0:30
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3 não levem nada. Nenhum excesso de bagagem que dificultasse a viagem, nem sequer as provisões usuais. Deviam depender das pessoas na casa de quem se hospedassem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

nem alforje. Uma espécie de bolsa em que o viajante leva seus pertences e provisões de viagem. Bíblia de Genebra.

4 fiquem ali. Não deviam mudar de casa, procurando alojamentos melhores, mas usar uma única casa como centro de operações enquanto pregavam em determinada comunidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 sacudi o pó dos vossos pés. Um ato simbólico praticado pelos judeus religiosos ao retornarem à Palestina, que aqui indica relações cortadas, responsabilidade cessada, e um apelo seríssimo ao arrependimento. Bíblia Shedd.

9 E se esforçava por vê-Lo. Literalmente, “procurava vê-Lo”. Era mais que um desejo, por parte de Herodes; ele realmente procurava uma oportunidade adequada para ter uma entrevista com Jesus sem, como ele pressentia, comprometer sua dignidade como rei …  No entanto, como Nicodemos (ver DTN, 168), Herodes entendia que seria humilhante a alguém de sua posição ir a Jesus abertamente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 853.

O desejo de Herodes de ver a Jesus só se cumpriu no julgamento de Jesus (23.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

retirou-se para Betsaida, para descansar (Mc 6.31) e sair do território de Herodes. Esse ministérios de ensino e milagres (v. 11) só resultou em condenação (cf “Ai”, 10.13). Bíblia Shedd.

12-17 O milagre da multiplicação dos pães é o clímax do ministério de Jesus na Galileia. Bíblia Shedd.

18 orando à parte. Lucas salienta a oração de Cristo antes do Batismo, da escolha dos Doze, da confissão de Pedro, da transfiguração e da traição. Bíblia Shedd.

Quem as multidões dizem que Eu sou? O relato trazido pelos discípulos foi igual ao que chegou até Herodes (cf. v. 7, 8). Esse fato se deu ao norte, fora do território de Herodes, nos arredores de Cesareia de Filipe (v. Mt 16.13 e Mc 7.24; notas). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre os v. 17 e 18 ocorre o que, algumas vezes, é descrito como a “grande omissão” de Lucas. Nestes versículos, Lucas omite tudo o que está registrado em Marcos 6:45 a 8:26; e João 6:25 a 7:1, isto é, Jesus caminhando sobre o lago, o sermão do Pão da Vida, as discussões com os fariseus, o retiro para a Fenícia, a cura do surdo-mudo, a alimentação das quatro mil pessoas e a cura do cego de Betsaida. Para equilibrar essa “grande omissão”, Lucas faz o que é chamado algumas vezes de a “grande inserção”, que consiste aqui dos eventos de Lucas 9:51 a 18:14. Quase nenhum deles ocorre nos outros evangelhos. CBASD, vol. 5, p. 853.

20 Cristo. É a tradução de  Mashiah, “o ungido’, termo que inicialmente se referiu ao Sumo Sacerdote (Lv 4.5, LXX) e depois ao rei (cf 1Sm 2.10, 35; Sl 2.2;Dn 9.25), interpretado pelos judeus como o Salvador vindouro, o Messias. Bíblia Shedd.

22 sofra. O primeiro aviso aos discípulos de que o Messias seria diferente do Messias conquistador que eles tinham esperado. Andrews Study Bible.

23 Os discípulos provenientes da Galileia sabiam o que significava a cruz, visto que na região deles centenas de homens tinham sido mortos por esse método de execução. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 a aparência do Seu rosto Se transfigurou. Literalmente, “a aparência de Seu rosto tornou-se diferente”. CBASD, vol. 5, p. 853.

30 Moisés e Elias. Os dois representavam a Lei e os Profetas do AT; ambos haviam testemunhado de Cristo (e. g., Dt 18:15; Is 9:6; Lc 24:27). Andrews Study Bible.

37-43 A sequência da transfiguração e depois a cura do jovem, ensinam a necessidade do serviço suceder ao culto. Apenas a permanência no monte do êxtase, sem tentar melhorar  a vida dos outros no vale, ou vice-versa, resultam na falta de poder. Bíblia Shedd.

38 único. Do gr monogenes (ver com. de Lc 7:12; 8:42; Jo 1:14). CBASD, vol. 5, p. 854.

46, 47 o maior. Lucas contrasta o desejo dos discípulos de terem o melhor lugar com a preocupação de Jesus em favor dos outros. Bíblia de Genebra.

A grandeza no reino de Deus é o serviço humilde. Bíblia Shedd.

51 ao se completarem os dias. O ministério de Cristo rapidamente chegava ao final. A cruz estava, nesse momento, cerca de seis meses adiante. CBASD, vol. 5, p. 854.

assunto. Corresponde a “glorificado” em João (cf Jo 13.31), incluindo a paixão, a ressurreição e a ascensão. Bíblia Shedd.

ir para Jerusalém. Começa aqui a seção central de Lucas que conclui em 19.44 e concentra a atenção sobre o ensino de Jesus. Bíblia Shedd.

52 enviou mensageiros. Foram adiante para conseguir alojamento e sustento. Bíblia Shedd.

aldeia de samaritanos. A menor rota entre a Galileia e a Judeia passava através das montanhas da Samaria. … Com frequência, principalmente nas ocasiões de festas, quando multidões iam a Jerusalém, os judeus preferiam a rota mais longa através do vale do Jordão, para evitar contato com os samaritanos. No entanto, o próprio Jesus dedicou uma fatia do restante de Seu ministério à região de Samaria às quais os setenta foram enviados primeiro. CBASD, vol. 5, p. 855.

53 não O receberam. Eles recusaram a Jesus uma noite de hospedagem (DTN, 487). Havia um ódio atroz entre judeus e samaritanos. CBASD, vol. 5, p. 855.

ia para Jerusalém. Passar por Samaria até a Judeia, como geralmente faziam os judeus da Galileia, com o objetivo de adorar a Deus em Jerusalém, indicava a inferioridade da religião samaritana e era, desta forma, tido como insulto pelos samaritanos. CBASD, vol. 5, p. 855.

54 Tiago e João. Estes dois irmãos foram os mensageiros enviados adiante para fazer os arranjos (ver DTN, 487) e o áspero tratamento que receberam dos aldeãos feriu seu coração. CBASD, vol. 5, p. 855.

55 repreendeu (cf v. 50). Cristo demonstrou o amor que pregou (Mt 5.44). Bíblia Shedd.

O espírito de vingança não é de Cristo. Qualquer tentativa para coagir os que agem de modo diferente a nossas ideias é evidência do espírito de Satanás, não de Cristo (ver DTN, 487). O espírito de preconceito e intolerância religiosa é ofensivo aos olhos de Deus, especialmente quando manifestado por aqueles que professam amá-Lo e servi-Lo. CBASD, vol. 5, p. 855, 856.

62 olha para trás. Devoção absoluta e integral é essencial no verdadeiro discipulado. Aquele que deseja realizar um trabalho digno para Deus deve fazer sua tarefa de todo o coração, com atenção ininterrupta. O provérbio do v. 62 já era conhecido havia séculos em várias regiões do antigo oriente Médio. Hesíodo, um poeta grego do 8º século a.C. escreveu: “Aquele que deseja arar sulcos retos não deve olhar ao redor” (Os Trabakhos e os Dias, ii.60). CBASD, vol. 5, p. 857.



Lucas 6 by Jeferson Quimelli
21 de dezembro de 2014, 1:00
Filed under: amor, formalismo, oração, sábado | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O capítulo 6 de Lucas é importante porque encontramos preciosos ensinamento de como utilizar bem o dia de sábado, fazendo o bem (6-11), como lidar com pessoas difíceis e sobre o melhor da vida no resumo do Sermão do Monte (20-14).

Menos perceptível, porém mais importante que isso, é que nos capítulos cinco e seis, Lucas usa uma forma literária na qual a mesma afirmação ou ideia introduz e conclui uma seção da Escritura. O capítulo 5 descreve como Jesus lidou com sua crescente popularidade: “multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava”  (Lucas 5:15-16, NVI). Quais foram os resultados das sessões de oração de Jesus no deserto? “O poder do Senhor estava com ele para curar os doentes” (Lucas 5:17). 

Então Lucas conclui essa porção dos seus escritos com outra história de sessões de oração de Jesus resultando em poder de cura: “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos… E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos Seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, que vieram para O ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos” (Lucas 6:12, 13, 17-19, ARA). 

Pela oração Ele conseguia poder para atender solicitamente a todos – tanto às multidões como a cada um, individualmente – sob a tensão dos constantes olhares dos espiões que sempre estavam prontos a criticá-Lo, ao menor pretexto.

Na oração, nós também temos acesso ao mesmo poder para fazer o bem que estava disponível a Jesus. Peça a Deus, ao ler as histórias das multidões que seguiam a Jesus e dos conflitos que se abatiam sobre Ele em todos os lugares, para dar-lhe o poder de curar seus conflitos pessoais e o poder de lidar com as tensões que você enfrenta a cada dia.

Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/6/ 
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6 
Comentários em áudio 



Marcos 9 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

O relato de Marcos difere dos outros três evangelhos. Todo o seu foco está sobre o poder de Deus. Na mente de Marcos, a melhor maneira de demonstrar o grande poder de Deus é mostrar o que Ele é capaz de fazer. Por isso, as páginas que ele escreveu estão cheias de poderosas obras – milagres – em muito maior número do que os milagres registrados pelos outros evangelistas.

Os milagres registrados em Marcos estão cheios de vitórias sobre o inimigo. Você pode achar um pouco estranho eu dizer isso, mas é por isso que eu amo Marcos. E este capítulo ilustra o que eu quero dizer.

Descendo as encostas da montanha, onde Pedro, Tiago e João tinham recebido o retrato de uma “mini Segunda Vinda”, Jesus descobriu um pai muito perturbado. Este homem buscava uma demonstração do poder de Deus, em benefício de seu filho possuído pelo demônio.

Os discípulos, que tinham permanecido na base da montanha, não estavam à altura da tarefa. Agora a necessidade do pai é canalizada a Jesus nesta questão embaraçosa: “se podes fazer qualquer coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” (Mc 9:22 NVI). Jesus então transformou a questão do desejo do pai em uma exibição externa de poder em convocação à fé interior.

Fé e entrega devem preceder o poder! Jesus procurou chamar o pai em um relacionamento eterno com a Divindade: “Se você pode crer, todas as coisas são possíveis ao que crê” (Mc 9:23 NKJV). A resposta do pai foi imediata, ao ele gritar: “Senhor, eu creio. Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9:24 NKJV).

Esta é a oração perfeita! É a que brota de um coração sincero, quebrado, e desesperado. Esta é a oração que você e eu devemos fazer. Muitas vezes nos achegamos a Deus buscando bênçãos e não relacionamento. Deus está nos convidando a entrar em um relacionamento experimental com Ele e a partir deste relacionamento virá o poder. Deus está procurando um povo a quem Ele possa confiar o grande poder da Chuva Serôdia. E não vai concedê-lo a alguém que não esteja totalmente entregue a Ele. Você está?

Não importa que dificuldades estejam ocorrendo em sua vida neste exato momento, clame a Deus, busque-O de todo o seu coração, submeta a Ele todos os aspectos de sua vida, e Ele responderá a você com o poder.

Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/9/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Marcos 9 
Comentário em áudio 



Mateus 17 by Jeferson Quimelli
18 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: , oração, unidade | Tags:

Comentário devocional:

Este capítulo nos traz algumas preciosas percepções sobre o ministério de Jesus. Numa noite, Jesus convidou a Pedro, Tiago e João para O seguirem até o alto de uma montanha. Ao chegaram lá, Jesus afastou-se, orou e então apareceu a Eles com a glória que tinha originalmente no Céu. O Seu rosto resplandecia como o sol, e Seu manto era tão brilhante como a luz. Jesus deu aos discípulos um vislumbre de Sua divindade para fortalecê-los em suas provações e ministério.

Logo após, eles vêem Moisés e Elias conversando com Jesus. Sabemos que Cristo havia ressuscitado Moisés dos mortos e o levado para o Céu mais de mil anos atrás (Judas 9), e que para lá Elias havia sido trasladado e levado em uma carruagem de fogo centenas de anos antes (2 Reis 2: 11,12). Ao ver Moisés e Elias vivos, os discípulos receberam uma representação visual da certeza da vida eterna. Moisés representava aqueles que seriam ressuscitados na Segunda Vinda de Cristo e Elias aqueles que seriam trasladados. Enquanto na terra, Moisés e Elias tinham sido colaboradores de Cristo e depois de levados para o Céu, continuaram a compartilhar Seu anseio pela salvação dos seres humanos. Agora eles tinham vindo, não para anunciar o reinado de Jesus como Rei dos reis, mas para incentivá-lo e consolá-lo, porque antes da coroa deve vir a cruz. Então os discípulos ouviram o Pai dizer: “Este é o meu Filho amado, escutai-O” (v. 5, NVI).

Na outra parte deste capítulo vemos os discípulos na parte inferior da montanha tentando, sem sucesso, curar um menino possuído pelo demônio. Quando Jesus e os três discípulos, se aproximaram, o pai do menino implorou a Jesus para curar seu filho, o que Jesus fez facilmente. Chama-nos a atenção nesta seção do capítulo o questionamento dos discípulos a Jesus do porquê não terem conseguido expulsar o demônio. Jesus explicou que não era só por causa de sua falta de fé, mas pela falta de cuidado com o que consideravam a sagrada obra a eles confiada. Ao invés de fortalecer a sua fé por meio da oração, quando Jesus e os três companheiros discípulos estavam na montanha, eles estavam cheios de inveja e se demorando em suas queixas pessoais. Para ter sucesso no conflito com os maus espíritos, eles devem vir para o trabalho com uma disposição diferente. Sua fé deve ser fortalecida por meio da oração, jejum e humilhação de coração. Que lição para nós, hoje! Eles devem ser esvaziados de si mesmos e ser totalmente dependente de Deus (O Desejado de Todas as Nações p. 302-303). 

Jack J. Blanco, Th.D. 
Professor Emérito 
Universidade Adventista do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/17/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 17
Comentário em áudio 



Mateus 6 by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2014, 1:00
Filed under: comunhão, confiança em Deus, oração, relacionamento | Tags: ,

Comentário devocional:

A Oração do Senhor é familiar a todos os cristãos. Na verdade, tornou-se tão costumeira que quase perdeu a sua abordagem revolucionária. Mas ela foi, é, e continuará sendo uma oração com uma mensagem radical.

Primeiramente, até mesmo a língua em que foi proferida encerra um significado profundo. O Novo Testamento foi escrito em grego. Jesus, por outro lado, falava aramaico, a língua da comunicação diária. Os estudiosos da Bíblia concordam que Jesus também apresentou esta oração na língua aramaica, o que em si já foi uma ação revolucionária. Apesar dos judeus falarem aramaico em suas vidas diárias, eles deveriam recitar suas orações em hebraico, não em aramaico. O hebraico era considerada língua sagrada. Assim, o uso do aramaico nas orações diárias e na adoração era inaceitável naquele tempo.

Ao nos ensinar a orar Jesus transforma a visão de religiosidade do seu tempo. Para Jesus não há nenhuma língua sagrada, não existe uma cultura sagrada. Os crentes são incentivados a adentrar na presença de Deus usando a linguagem que estão acostumados a usar no dia a dia. A linguagem mais eficaz junto a Deus é a linguagem do coração.

Depois, a primeira palavra que Jesus usa na oração modelo é “Abba”. Essa é a primeira palavra que as crianças aprendem a falar no Oriente Médio até o dia de hoje e significa “papai”. Para um judeu sincero dos tempos de Jesus seria impensável dirigir-se a Deus com um vocativo que demonstrasse tamanha intimidade e proximidade. Porém Jesus demonstrou com o uso da palavra “Abba” – que demonstra respeito e uma relação pessoal muito íntima-, como deveria ser o relacionamento entre Deus e seus filhos.

Quando você orar hoje lembre-se que Deus é o seu “papai” e use a linguagem do coração. Suas palavras serão muito bem recebidas pelo coração de Deus!

Oleg Kostyuk
Hope Channel

 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/6/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Mateus 6 

Comentário em áudio



Mateus 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Bíblia, oração | Tags: , ,

1 justiça. Jesus afirma o valor positivo que há na justiça prática, mas somente quando praticada em submissão a Deus e por amor a Ele, ao invés de feito em busca de glória pessoal humana.  Bíblia de Genebra.

Ele [Jesus] não está condenando a oração, jejum e caridade públicos e, sim, a natureza centrada em si mesma da religiosidade pública (em 5:14-16 temos os atos centrados em Deus). Andrews Study Bible.

a humildade, e não o orgulho, é a base da comunhão com Deus.  Bíblia Shedd.

2 hipócritas. A palavra grega significa “ator de teatro”. … Aqui, refere-se aos que fingem ser consagrados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

No Novo Testamento, o hipócrita é aquele que alega ter um relacionamento com Deus e amar a justiça, mas que está buscando seu próprio interesse, enganando-se a si mesmo. Bíblia de Genebra.

3 mão esquerda … mão direita. …a pessoa não deve chamar atenção para a sua generosidade. A autoglorificação é um risco sempre presente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus quer dizer que os cristãos não devem fazer caridade a fim de obterem louvor e honra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 358.

7 sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Estes citavam nas orações longas listas com os nomes de seus deuses, na esperança de, mediante a constante repetição, invocarem o nome daquele deus que os ajudasse.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 nosso. A oração do Pai Nosso é uma oração pública.  Andrews Study Bible.

…embora reflita, até certo ponto, as orações do judaísmo, a oração do Senhor é, contudo, inspirada e original. Sua originalidade está na escolha das petições e no seu arranjo. Sua aceitação universal reflete o fato de que expressa mais perfeitamente do que qualquer outra oração as necessidades fundamentais do ser humano. CBASD, vol. 5, p. 359.

Santificado seja o Teu nome. Santificamos Seu nome quando reconhecemos a santidade de Seu caráter e permitimos que Ele reproduza esse caráter em nós. CBASD, vol. 5, p. 360.

11 dai-nos. A oração se inicia com Deus e Seus assuntos e somente então se dirige para os nossos pedidos e desejos.  Andrews Study Bible.

12 dívidas. A referência aqui é a dívidas pessoais. Os cristãos perdoam os outros em resposta ao perdão de Deus (18.32-33); porém, se não perdoarmos os outros, não podemos clamar pelo perdão de Deus para nós mesmos (vs 14-15). Bíblia de Genebra.

16-18 jejum. Is 58:3-9, a mais extensiva passagem da Bíblia sobre o jejum, fala do jejum, não como sendo um ritual, mas em termos de alcançar os pobres e necessitados.  Andrews Study Bible.

O jejum não é condenado se tiver como alvo o aproximar-se de Deus e a negação de si mesmo. Bíblia Shedd.

17 arrume o cabelo e lave o rosto. Os judeus colocavam cinzas na cabeça ao jejuarem. Jesus manda manter a aparência regular [normal]. O jejum não deve ser realizado de modo ostensivo.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Tesouros no céu ajuntam-se somente convertendo pecadores que viverão eternamente.  Bíblia Shedd.

24 riquezas. Gr mamõn, transliteração da palavra aramaica que significa “riqueza”, mas que jesus aqui está dando como nome pessoal, como se fosse um ídolo pagão. Bíblia Shedd.

26 não semeiam, não colhem….os passarinhos não se preocupam com o que o futuro reserva. Bíblia de Genebra.

27 côvado. Medida de comprimento de 46 cm. Aqui é humoristicamente considerada como mais um pedacinho de visa.  Bíblia Shedd.



Chuva para São Paulo by Jeferson Quimelli
25 de outubro de 2014, 19:53
Filed under: Espírito Santo, oração, salvação

Amigos,

Deus tem nos impressionado fortemente a orarmos por chuvas para São Paulo.

Como sabem, a disponibilidade do abastecimento de água desta cidade chegou a um nível crítico, em vias de causar uma tragédia, principalmente aos mais pobres, justamente os que mais sofrem quando tragédias acontecem.

Além disso, a seca em São Paulo e em todo o Sudeste não é somente de chuva literal. Há enorme necessidade entre nós da chuva do Espírito. O materialismo (uma das formas de idolatria) tem se tornado o deus deste século.

Assim, convidamos a todos a orarmos por chuva para São Paulo. Não apenas a chuva física, mas também a chuva espiritual de que tanto carecemos.

#chuvaparaSaoPaulo




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