Filed under: confiança em Deus, fé, obediência, tentação, vitória | Tags: deserto, Mateus, Palavra de Deus
Comentário devocional:
Mateus no capítulo quatro apresenta Jesus como um jovem adulto conduzido pelo Espírito ao deserto. Isso aconteceu logo depois dEle ter sido proclamado o Filho de Deus (Mat. 3:17). Após 40 dias no deserto o diabo chega e tenta Jesus. A tentação não foi apenas sobre transformar pedras em pão. Satanás estava principalmente questionando a identidade de Jesus. “Você é realmente o Filho de Deus? Se você é o Filho de Deus, prove-o!” No deserto, Jesus está buscando compreender melhor seu propósito e missão.
Jesus estava passando por uma crise muito parecida com a nossa. Como outras pessoas que procuram fazer a vontade de Deus, Jesus estava em busca de detalhes a respeito de Sua vida e vocação: os princípios fundamentais, o propósito e o método que Ele iria utilizar. Muitas vezes somos conduzidos a encruzilhadas da fé. Talvez a nossa identidade como filhos e filhas de Deus seja atacada. Às vezes, é difícil encontrar o nosso propósito na vida. Mas Jesus nos deixou um exemplo. Ele buscou corajosamente no deserto respostas para estas questões. Sua segurança em sua missão e identidade foi baseada na Palavra de Deus. Na verdade, cada ataque de Satanás foi derrubado com a Escritura (Mt 4: 4, 7, 10).
Somos tentados todos os dias, todas as horas de nossas vidas. E uma das maiores tentações é nos desviarmos do elevado propósito de Deus para nossas vidas. Lembremos sempre que somos filhos de Deus e que fomos “chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). Assim como Jesus venceu o tentador e foi vitorioso em sua missão de vida, assim também nós podemos ser vitoriosos se nos deixarmos dirigir pelo Espírito de Deus.
Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/4/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 4
Comentário em áudio
Filed under: cuidado de Deus, Egito, fé, obediência, profecias, testemunho | Tags: Mateus, missão, Natal, responsabilidade
Comentário devocional:
Quando foi a última vez que Deus falou com você? No segundo capítulo de Mateus vemos como Deus começou a falar com Seu povo novamente depois de séculos de silêncio entre o AT e o NT, quando não houve nenhum profeta ou nova revelação profética escrita. Ele fala com José em sonho e lhe diz que Maria está grávida pelo Espírito Santo e que ele deveria ir em frente e se casar com ela. Depois, Ele fala com os Magos através da estrela e em um sonho (Mt 2:2,12). Ele fala a Herodes e os sacerdotes através da Escritura (Mt 2:3-4). Então Deus fala com José em sonhos novamente (Mat. 2:13) e de novo (Mat. 2:19) dizendo-lhe o que fazer (Mat. 2:22).
Parece que Mateus queria enfatizar que Deus usa pessoas comuns. Ele queria que os leitores e os ouvintes vissem que foi a obediência de pessoas comuns que possibilitou que o plano de Deus se cumprisse na Terra.
No capítulo dois encontramos também quatro grupos de pessoas. O primeiro grupo é dos sábios do Oriente. Eles vêm para adorar a Jesus, o Rei. Muito provavelmente eram astrônomos com quem Deus falou utilizando uma linguagem familiar a eles: eles seguiram a estrela. Em seguida, houve Herodes, que queria matar Jesus. Herodes tinha medo de que Jesus pudesse tomar seu trono. O terceiro grupo é o dos escribas e sacerdotes. Eles sabiam da profecia, conheciam todas as profecias do AT que apontavam para o Messias, mas não entenderam – ou não queriam entender – o seu significado. Finalmente, o quarto grupo – José e Maria, que acreditou e seguiu a vontade de Deus.
Imagine o que José deve ter sentido ao saber que sua noiva estava grávida e que ele não era o pai! Mas então, o anjo do Senhor lhe aparece em sonho e ele ouviu, acreditou e obedeceu. Mas Deus não parou por aí. Ele enviou José e Maria depois do nascimento de Jesus para o Egito. José continuou a obedecer a vontade de Deus, porque sentiu que lhe havia sido confiada a enorme tarefa de proteger a vida do Messias.
É interessante ver como pessoas simples como José e Maria foram obedientes e é triste ver como meticulosos estudantes da Bíblia, como os sacerdotes, fecharam os olhos para a mais importante profecia, a profecia que indicava a chegada do Messias.
Assim como Deus confiou a José uma responsabilidade, hoje também Ele confia ao Seu povo uma importante tarefa: levar a mensagem de Jesus ao mundo inteiro. Para cumprirmos esta missão necessitamos ouvir a voz de Deus e sermos obedientes. Deus irá nos guiar passo a passo. Precisamos apenas estar dispostos a obedecê-Lo por amor.
Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/2/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 2
Comentário em áudio
Filed under: amor, fé, fidelidade, Justiça, trabalho | Tags: fé, Miqueias, trabalho
Comentário devocional:
Se Miqueias estivesse escrevendo para nós, hoje, ele poderia perguntar: “Você acha que o Senhor ficaria satisfeito somente com a sua presença em todos os cultos, com o fato de você trabalhar como diácono ou como um ancião ou mesmo por dar uma oferta de alta porcentagem de sua renda?”
“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”(Mq 6:8).
É muito mais fácil fazer coisas que são facilmente mensuráveis (como ofertar boa parte de sua renda ou trabalhar pela igreja) do que agir com justiça. É mais fácil discutir sobre a idade da Terra ou outros pontos controversos da doutrina do que ser misericordioso para com todos. A prática de certas ações exteriores podem nos fazer sentir especiais e espiritualmente satisfeitos.
“Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputarem sobre qualquer ponto de somenos importância. Procura assim desviar a atenção do verdadeiro assunto. Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina?” (O Desejado de Todas as Nações, p. 396).
Não são as grandes obras, mas, sim, aquelas feitas pela fé, com espírito justo, fiel e humilde que mais agradam a Deus. Quando as fazemos pela fé, é Ele Quem as faz por nós. Que, ao trabalharmos por Deus, foquemos menos nos detalhes e mais na salvação e o bem estar de nosso próximo. Que Deus nos conceda esta experiência hoje!
Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Miqueias 6
Comentário em áudio
Filed under: confiança em Deus, fé, profecias | Tags: Daniel, fé, profecias
Comentário devocional:
Daniel recebeu várias visões sobre a sucessão das potências mundiais, cada uma agregando mais informações que a anterior (caps. 2,7,8,9,10-12). Os capítulos 10 a 12 formam uma unidade e, em 11:1, Gabriel continua sua fala, iniciada em 10:19, informando que um ou dois anos antes, no primeiro ano de Dario, o havia apoiado pessoalmente. Quem sabe não foi Gabriel quem acalmou os leões, em seu trabalho para garantir a vitória de Daniel contra seus acusadores?
Gabriel, olhando agora para o futuro, descreve (v. 2) os próximos 4 reis da Pérsia, ressaltando o poder e ambição do quarto. Este não foi ninguém menos que Xerxes (a pronúncia grega de Ashuerosh, ou Assuero, 486 a 465 aC), a quem conhecemos como o marido de Ester. A grande festa de Ester 1 mostra o esforço de Assuero em conseguir apoio militar para sua campanha contra a Grécia. Sua derrota nas batalhas de Salamina (480 aC) e Plateia (479 aC) enfraqueceu a Pérsia e fortaleceu as cidades-estado gregas que, mais tarde, sob o domínio de Alexandre, expandiriam o domínio helênico até o Egito e ao ocidente da Índia (v. 3) [1, Maxwell, p. 298].
Nos versos 4 a 14, Gabriel descreve os embates políticos e militares entre dois dos quatro reinos resultantes da divisão do império de Alexandre pelos seus quatro principais generais: Cassandro (Grécia e Macedônia), Lisímaco (Trácia e norte da Turquia), Seleuco (sul da Turquia, Síria, Babilônia, Pérsia, até à Índia) e Ptolomeu (Egito, Líbia e Palestina). Estes dois últimos, ao norte – o Selêucida – e ao sul da Palestina – Ptolemaico-, que alternaram entre si a posse da Terra Santa no período que conhecemos como intertestamentário, são o foco destes versos.
Já a partir do verso 15 pode-se identificar a ascenção e domínio de Roma, o novo império que chegaria a partir do norte, onde podem- se identificar as referências a Cleópatra (v, 17), Júlio César (v. 17-19), Augusto (v. 20), e a morte de Jesus, o Príncipe da Aliança, (v. 22).
Do verso 21 até o verso 39, podemos ver a progressiva atuação espiritual de Roma, com clara identificação com a atividade do chifre pequeno das visões dos cap. 7 e 8 [2, Andrews]. Destaque ao ataque ao Santuário, e o seu serviço, símbolos da intercessão de Jesus, e a introdução de um sistema de salvação baseado em obras e intercessão humanas, a “abominação desoladora”.
Nos emociona ver Gabriel contar a Daniel sobre um “povo que conhece ao seu Deus … forte e ativo” (v. 32), que mesmo sob cruéis ditaduras ensinaram “a muitos” (v. 33), perseguidos “até o tempo do fim” (v. 34). Valdenses, lolardos, hussitas, luteranos, anabatistas, huguenotes e católicos romanos sinceros que “preferiram morrer afogados ou enforcados ou queimados na estaca ou torturados ou aprisionados, a abdicar de sua fé” em resistência ao “espírito de tirania medieval” [1,Maxwell, p. 311]. A reforma protestante foi o “pequeno socorro” do verso 34. [3, CBASD].
É interessante notar que nestes versos, foram revelados a Daniel os aspectos históricos do poder opositor a Deus durante a Idade Média e do remanescente de Deus, enquanto João, em Apocalipse 13, destaca os aspectos religiosos, estendendo este período até o fim.
É oportuno dizer que a Igreja Adventista não tem uma interpretação oficial quanto aos versos 36-45, em especial aos versos 40-45, que são claramente profecias a serem cumpridas. É mera especulação dizer que o verso 45 mostra que os EUA, enquanto segunda besta de Apoc. 14, instalará a sede de seu domínio em Jerusalém (Monte Santo), entre os mares (Mediterrâneo e Morto)
Cabe aqui, com muita propriedade, o comentário da Bíblia de Andrews [2]: “Este texto destaca as tentativas, nos últimos tempos, do inimigo de Deus em estabelecer um controle duradouro sobre todo o mundo. Os precisos eventos na Terra são agora conhecidos apenas por Deus. Predições proféticas são dadas na Bíblia não para que se façam especulações a respeito do futuro, mas para a construção da fé após eles terem passado (ver as palavras de Jesus em João 14:29)”.
Querido Deus,
Ao vermos o fiel cumprimento dos eventos preditos na profecia, nossa fé é fortalecida. No entanto, diante da demora e da incerteza acerca dos eventos futuros pedimos que mantenhas viva a nossa fé e a certeza de que em breve Tu, ó Deus, triunfarás e haveremos de desfrutar da eterna herança contigo. Amém.
Referências:
1. Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel. C. Mervyn Maxwell. Casa.
2. Comentários da Andrews Study Bible. Andrews University Press.
3. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. Casa.
Texto do blog mundial: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/11/
Texto bíblico: Daniel 11
Comentário em áudio
Linhagem simplificada das dinastias gregas Selêucida (reino do norte, Síria) e Ptolemaica (do sul, Egito):
Seleuco I Nicátor (311 – 280 aC) Ptolomeu I Lagi Sóter (323 – 285 aC)
Antíoco I Sóter (280-261 aC) Ptolomeu II Filadelfo (285 – 246 aC)
Antíoco II Téos (261 – 246 aC)
Casou-se com Leodice e, depois com Berenice –> <—- Filha Berenice casou-se com Antíoco II Téos
Seleuco II Calínico (246 – 226 aC) Ptolomeu III Euergetes I (248 – 221 aC)
Antíoco III – O Grande (223-187) Ptolomeu V Epifânio (203 – 181)
Filha Cleópatra, casou-se com Ptolomeu Epifânio –> <—- Casou-se c/ Cleópatra, próxima rainha do Egito
Antíoco IV Epifânio (175 – 164 aC)
Antíoco V Eupátor (163-162 aC) Pttolomeu VI Filometor (181 – 146 aC)
Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida
Comentário selecionado:
6 a filha do rei do sul casará com o rei do norte … ele não permanecerá. Os reis Ptolomeu Filadelfo do Egito e Antíoco Theos da Síria intentaram garantir a paz entre seus países mediante o casamento de Antíoco com Berenice, a filha de Ptolomeu. Antíoco [da Síria] já possuía uma esposa, chamada Laodice. Uma parte do tratado entre os dois reis, previa que Antíoco se divorciaria de sua primeira esposa. Desta forma o divórcio foi arranjado, celebrado o novo casamento, e no devido tempo nasceu um garoto do casamento de Antíoco com Berenice, o qual viria futuramente a ser rei. Infelizmente, em breve Antíoco descobriu que não apreciava muito Berenice. Fazia frequentes comparações entre ela e Laodice. Quando faleceu Ptolomeu [do Egito], o pai de Berenice , Antíoco divorciou-se dela e fez de Laodice outra vez a sua esposa. Mas Laodice tornara-se amargurada. Ela temia, igualmente, os próximos passos que seu esposo poderia dar. Portanto utilizando- os seus poderes reais de uma forma que era muito comum naqueles dias, ela tomou providências para que Antíoco, Berenice, o filhinho desta e todas as suas servas fossem assassinadas. … o anjo apresentou toda esta situação ao profeta quase trezentos anos antes que os fatos ocorressem. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, p. 291, 292.
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Comentário devocional:
Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.
Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).
Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.
O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.
O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico “Deus é meu juiz” foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico “Bel”. O nome Ananias, que significa “Javé é amável”, o comandante mudou para Sadraque. Misael significava “Quem é de Deus”, e foi mudado para Mesaque. Azarias significa “Javé está ajudando”, e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.
Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer “carne de porco”, “carne de boi” e “peixe”. Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).
Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança.
Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: “Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você … não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas” (Prov 23:1 e 3 NVI); “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas” (Prov 23: 31-33, NVI).
Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu “sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência” (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).
Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira.
Querido Deus,
A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 1
Comentário em áudio
Palestra sobre Daniel 1
Palestra sobre o livro de Daniel
Material para estudo adicional
Tema e estrutura do livro de Daniel:
O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):
A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)
B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)
C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)
D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina;
Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);
C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)
B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)
A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)
Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.
As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.
Comentários selecionados:
1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.
A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.
2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.
Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.
O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.
3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.
8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.
Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.
12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.
legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.
17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.
19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.
20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.
Do que todos os mágicos e encantadores. Por meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.
Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. … Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.
21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.
Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Comentário devocional:
Encontramos aqui a história da invasão de Judá pelo Rei Senaqueribe. A narrativa histórica encontrada neste capítulo e em Isaías 37-38 é quase idêntica, palavra por palavra, a partes encontradas em 2 Reis 18-20, aonde podemos encontrar mais detalhes.
Após a queda espiritual do Rei Salomão, a nação israelita se dividiu em dois reinos: o reino de Israel, ao norte, e o reino de Judá, ao sul. Israel foi vítima de nações hostis devido a seus reis corruptos e liderança. Embora também houvessem reis corruptos em Judá, houve alguns reis piedosos, o que manteve um pouco mais de tempo a bênção sustentadora de Deus sobre este reino. Ezequias foi um desses bons reis.
Quando o rei Ezequias chegou ao poder, em contraste com seu ímpio pai, o rei Acaz, ele imediatamente começou a remover os “lugares altos” e cortou os bosques e ídolos. Na verdade, ele confiava tanto no Senhor que a Bíblia nos diz que nem antes nem depois de Ezequias houve um rei como ele em Judá, porque ele se apegou ao Senhor (2 Reis 18:5,6).
No quarto ano de Ezequias como rei de Judá, a Assíria cercou a capital Samaria de Israel, ao norte. Menos de 10 anos depois a Assíria subiu contra Judá. Neste ponto algumas das cidades fortificadas foram tomadas e, em seguida, Jerusalém, a capital, foi cercada. Parecia a todos que Judá estava a ponto de cair. Mas a Bíblia nos diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31 ARA).
Vamos refletir sobre como Rabsaqué, o arrogante porta-voz do Rei Senaqueribe, falou com os homens do rei Ezequias, na tentativa de levá-los a se render. É bastante surpreendente. Parafraseando :
– Em quem você está confiando? ( v. 4)
– Você não está confiando no Senhor, está? ( v. 7)
– Não deixe que Ezequias ou seu Deus enganem vocês! (vs. 14-15)
– Prefiram fazer um acordo conosco e vamos levá-los a uma terra que mana milho e vinho, pão e de vinhas! (vs. 17)
– Não vos engane Ezequias dizendo que o Senhor vai libertar vocês! (vs. 18)
– Outros deuses já livraram alguém do rei da Assíria? (vs. 18)
– Não! Por isso não esperem que o Senhor liberte vocês! (vs. 19)
– Nós somos mais poderosos do que qualquer deus ! (vs. 19-20)
Quanta blasfêmia! Não temos ouvido ainda hoje as mesmas palavras? E o pior: às vezes essas vozes de escárnio vem de cristãos professos!
Que voz que estamos ouvindo: a voz da dúvida e ceticismo ou a voz da fé? “Cuidemos de nossas palavras. Falemos de fé, e teremos fé. Não deis nunca lugar a um pensamento de desânimo na obra de Deus. Nunca deixeis escapar uma palavra de dúvida. Isto é qual semente semeada, tanto no coração do que a profere, como no dos ouvintes, para produzir uma colheita de desânimo e incredulidade” Evangelismo, p. 633.
Não importam as circunstâncias, não importam os exércitos ou montanhas diante de nós, coloquemos nossa confiança em Deus e assistamos o que Ele fará!
Melodious Echo Mason
EUA
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