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Comentário devocional:
Em Atos 11 somos lembrados do poder de um testemunho pessoal, apenas dois capítulos depois da poderosa história da conversão de Paulo, em Atos 9. Este capítulo começa com o retorno de Pedro a Jerusalém, onde ele foi imediatamente denunciado pelos companheiros judeus por comer com Cornélio , um gentio. Em vez de discutir, Pedro simplesmente explica detalhadamente sua visão sobre as carnes impuras (Atos 10). Ele concluiu dizendo aos “apóstolos e outros irmãos” reunidos que Jesus queria que o Espírito Santo fosse outorgado para os gentios como para os judeus.
Os corações irritados então se acalmaram. Os ouvintes rapidamente abandonaram seus preconceitos de longa data contra os gentios e “não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!'”(verso 18).
Esse é o poder do testemunho pessoal! A reação dos apóstolos nos é também um lembrete de que a visão de Pedro não cancelou as restrições alimentares do Antigo Testamento como algumas denominações religiosas ensinam hoje. Se assim fosse, os apóstolos teriam dito “Agora podemos comer todos os tipos de carne! ”
O capítulo termina com o estabelecimento da primeira agência cristã de socorro e apoio social. Mas, em vez de organizar a distribuição de alimentos para uma área de desastre como a Agência Adventista de Recursos Assistenciais (ADRA) faz hoje, esta organização em Antioquia tomou conhecimento por uma profecia de uma crise que estava para ocorrer na Judeia. Então eles prepararam carregamentos de ajuda humanitária: “Um deles, Ágabo, levantou-se e pelo Espírito predisse que uma grande fome sobreviria a todo o mundo romano, o que aconteceu durante o reinado de Cláudio. Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos que viviam na Judéia.”(versos 28, 29 NVI). Como seria útil se pudéssemos nos preparar com antecedência para os desastres de hoje!
“Querido Deus, eu posso não ter uma visão como a de Pedro para compartilhar, mas compreendo o poder dos testemunhos pessoais. Ensina-me a partilhar a minha experiência de fé mais eficazmente de forma que os ouvintes Te glorifiquem, dizendo: ‘Que maravilha, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo a [seu nome]!’ Amém “.
Andrew McChesney
Editor de notícias da Adventist Review
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/11/
Traduzido por: JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 11
Comentários em áudio
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1-18 A repetição em substância da narrativa da conversão de Cornélio revela a importância que a admissão dos gentios à plena comunhão da Igreja tinha para Lucas e a Igreja primitiva. Bíblia Shedd.
1 Na Judeia. Ou, “por toda a Judeia”. O contexto indica que, enquanto Pedro ficou em Cesareia, a notícia de seu contato com “Cornélio se espalhou bastante, provavelmente primeiro para Jope e Lida e depois para Jerusalém. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 262.
Os gentios. A nova situação deve ter sido um choque para a igreja de Jerusalém. Foi a primeira vez que gentios incircuncisos foram batizados e aceitos como povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 262.
2 Os … da circuncisão. Os crentes judaicos que se opuseram à admissão de gentios incircuncisos na Igreja, logo se constituíram num partido da circuncisão ou judaizantes. Bíblia Shedd.
… cuja influência causava divisão aberta dentro das congregações. CBASD, vol. 6, p. 262.
Arguiram. Do gr. diakrinõ, “separar”, “duvidar”, “discriminar”, “opor-se” ou “contender”. Neste caso, significa que eles se separaram de Pedro de maneira hostil, opondo-se a ele e discutindo. Os interlocutores insistiam que as diferenças entre judeus e gentios permaneciam, e os cristãos deviam aceitar a comunhão só dos prosélitos do judaísmo que obedeciam à lei cerimonial. O fato de Pedro ser abertamente contestado demonstra que ele não era considerado o cabeça da igreja, nem “chefe dos apóstolos”, muito menos infalível. CBASD, vol. 6, p. 262.
12 seis irmãos.Juntos com Pedro, seriam um total de sete testemunhas que, no conceito da época, garantiria a veracidade de um relatório (cf Ap 5.1). Bíblia Shedd.
16 batizados com o Espírito Santo.Os judeus interpretavam exclusivamente como promessa a Israel. No derramar o Espírito Santo sobre os gentios, Deus mesmo tinha incluído a todos os homens. Bíblia Shedd.
17 opor-me a Deus. Os crentes judeus viram-se obrigados a reconhecer que Deus salvaria os gentios da mesma forma que os judeus. Mediante a atuação divina, não por escolha humana, a porta estava sendo aberta aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 arrependimento para a vida. Mudança de atitude que nos volta contra o pecado e em direção a Deus, resultando na vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 os que foram dispersos. … se espalharam. Perseguição resulta em avanço. Bíblia Shedd.
Antioquia. No rio Orontes ao norte da Síria; era a terceira cidade do Império com cerca de 500.000 habitantes. Este velho baluarte do judaísmo se tornou centro do avanço da igreja gentia. Bíblia Shedd.
Ficava 24 km afastada do litoral, no canto nordeste do Mediterrâneo. Aqui se localizava a primeira igreja constituída na maior parte de gentios, sendo que dela partiram as três viagens missionárias de Paulo (13.1-4; 15.40; 18.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Fenícia. O moderno Líbano. Bíblia Shedd.
Chipre. Paulo e Barnabé evidentemente não foram os primeiros missionários em Chipre (13.4-12). Bíblia Shedd.
20 até Antioquia. É de notar que os fundadores das Igrejas de Roma e Antioquia eram leigos.Bíblia Shedd.
helenistas. Judeus de fala grega. Andrews Study Bible.
26 cristãos. A palavra “cristão” ocorre três vezes no Novo Testamento: aqui, em 26.28 e em 1Pe 4.16. Bíblia de Genebra.
Esse título, quer adotado pelos crentes, quer inventados por inimigos como termo de censura, é título bem achado para os que “pertencem a Cristo” (significado do termo). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 profetas. A primeira menção do dom de profecia em Atos. Os profetas pregam, exortam, explicam ou, como neste caso, predizem (v. 13.1; 15:32; 19.6; 21.9, 10; Rm 12.6; 1Co 12.10; 13.2, 8; 14.3, 6, 29-37; v tb notas em Jo 3.2;Zc 1.1; Ef 4.11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Ágabo. Posteriormente, prediz a prisão de Paulo (21.20). Em Atos, os profetas estão ocupados em prenunciar (v 27; 21.9, 10) tanto quanto em anunciar (15.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.
grande fome … nos dias de Cláudio. Reinou de 41-48 d.C. A fome veio entre 44-48, sendo 46 a data indicada. Bíblia Shedd.
Todo o mundo. Refere-se ao Império romano. Bíblia Shedd.
Filed under: Evangelho, salvação | Tags: alimentos impuros, alimentos imundos, Cornélio, evangelho, gentios, judeus, Pedro
10:1 – 11:18 A história de Cornélio é muito importante. … Ela não significa que as leis dietéticas [de dieta alimentar] tenham sido abolidas. … Pedro acredita que as leis de restrição alimentar do AT vieram de Deus; no entanto, a voz divina lhe diz: “Levanta-te e come” e “O que Deus purificou não consideres comum” (10:13-15). Esta tensão revela o verdadeiro significado: “Deus me demostrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (10:28). O que muda não é a dieta alimentar de Pedro, mas as pessoas com quem eles está disposto a se associar. Ele agora entende que “Deus não faz acepção de pessoas” e que Jesus Cristo é “Senhor de todos” (10:34-36). E este é precisamente o ponto a respeito do qual ele é mais tarde questionado: “Entraste na casa de incircuncisos e comeste com eles!” (11:3). Eles não questionaram o que ele comeu, mas com quem ele comeu. Pedro novamente resume o que ele aprendeu no eirado: “Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles [os servos de Cornélio], sem hesitar” (11:12; ver notas em Mt 15:11; Mc 7:15-23; e 1Tm 4:1-5). O que esta história significa? Cornélio representa um ponto de virada crítico na missão dos cristãos. Enquanto Filipe tinha já pregado na Samaria (At 8:4-11) e batizado o oficial etíope (8:26-40), estas pessoas ainda estavam na órbita do judaísmo. Cornélio era claramente um gentio e ele foi ganho à fé pelo próprio Pedro. então, Cornélio representava a quebra definitiva, o caso teste ou precedente. O evangelho não seria restrito aos limites do judaísmo. E seria estendido aos gentios. Andrews Study Bible.
1 Cesareia. Localizada 48 km ao norte de Jope, recebeu esse nome em homenagem a Augusto César. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cornélio. A conversão de Cornélio marca uma nova etapa de expansão no crescimento da igreja. Ele era centurião romano, mas não completamente pagão. Era “piedoso”, “temente a Deus” e dava esmolas. Mesmo assim, aos olhos dos judeus, era um gentio, por não ser circuncidado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 247.
Centurião. Oficial no exército romano que comandava 100 homens (cf Mt 8.11; Lc 7.2-10). Bíblia Shedd.
Os centuriões eram cuidadosamente selecionados; todos os mencionados no AT parecem ter qualidades nobres (e.g., Lc 7.5). Os centuriões davam a estabilidade necessária a todo o sistema romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 Com toda a sua casa. Cornélio não se contentou em encontrar uma verdade mais elevada para si, mas procurou reparti-la com seus familiares, servos e outros que estavam sob sua influência. O soldado enviado para encontrar Pedro é qualificado como “piedoso”. CBASD, vol. 6, p. 248.
Muitas esmolas. Cornélio era generoso assim como o outro centurião, de quem os judeus disseram: “é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga” (Lc 7:5). CBASD, vol. 6, p. 248.
Orava. A combinação de esmolas e oração era comum tanto no judaísmo quanto no inicio do cristianismo. Sem dúvida, a visão pode ser considerada uma resposta às orações de Cornélio, logo, é natural pensar que ele estava buscando orientação e conhecimento mais detalhado dos caminhos de Deus. CBASD, vol. 6, p. 248.
3 Hora nona. Esta era a hora da oração vespertina no templo. Parece que Cornélio havia adotado os horários judaicos de oração e estava orando quando recebeu a visão. CBASD, vol. 6, p. 248.
anjo de Deus. Os Manuscritos do Mar Morto indicam que uma crença comum entre judeus fiéis era que anjos não se associavam com gentios; portanto, o fato de um anjo vir a Cornélio era significante. Andrews Study Bible.
4 Subiram. A oração pode ser vista como o incenso que sobe ao trono de Deus ou como a fumaça dos holocaustos, que, em hebraico, era chamada de ‘olah, “aquilo que ascende”. Esta era uma expressão especialmente adequada para se referir à oração feita no momento do sacrifício da tarde. CBASD, vol. 6, p. 248.
7 Um soldado piedoso. A palavra “piedoso” significa que este homem, assim como seu superior, o centurião, era um adorador do Deus verdadeiro, mas não um prosélito circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 249.
9 ao eirado … a fim de orar. É provável que Pedro orasse três vezes por dia (cf. 3.1; Dn 6.10); esta era a oração do meio-dia. As casas típicas tinham um teto plano, alcançado por uma escadaria externa. Bíblia de Genebra.
10 Um êxtase. Lucas usa esta palavra de novo para se referir à visão de Paulo no templo (At 22:17). Representa um estado no qual a ação costumeira dos sentidos é suspensa, a fim de que a visão seja contemplada apenas mentalmente, como em um sonho. CBASD, vol. 6, p. 250.
A consciência de Pedro foi retirada das coisas externas, em preparação para a visão. Bíblia de Genebra.
13 Mata e come. Pedro estava com fome e o impulso natural foi confirmado por uma voz do céu. Ele resistiu por uma questão de consciência. Pedro ainda não havia aprendido que a distinção entre judeus e gentios não se mantinha, em Cristo (Gl 3:28,29). Mesmo depois da visão, ele não conseguiu entender essa ideia com clareza. Isso ficou evidente mais tarde em sua dissimulação em Antioquia, quando Paulo o repreendeu abertamente (Gl 2:9-21). CBASD, vol. 6, p. 250.
14 De modo nenhum, Senhor! A enfática resistência de Pedro mesmo a uma voz do céu está em harmonia com seu caráter. Sua exclamação lembra a de Ezequiel, quando contemplou Israel comendo alimento imundo (Ez 4:14). A abstenção de carnes impuras era uma das marcas distintivas de um judeu, que devia ser cumprida com todo rigor. No entanto, a distinção entre animais limpos e imundos, que se tornou definitiva em Levítico 11, precede a nação judaica. A distinção foi feita por Deus e respeitada por Noé ao supervisionar a entrada de animais na arca (Gn 8:20). A alimentação original dos seres humanos consistia de frutas, cereais e nozes (Gn 1:29). Antes da introdução de alimentos cárneos à dieta, a diferença entre animais puros e imundos já ficara evidente. Portanto, não há base para a posição de que a restrição aos alimentos impuros foi removida quando o ritual das cerimônias judaicas se encerrou na cruz. Na visão de Pedro, essas restrições alimentares eram referências simbólicas da distinção feita pelos judeus entre eles e os gentios. O assunto em pauta era a anulação de tais diferenças étnicas. CBASD, vol. 6, p. 251.
Comum. O uso da palavra “comum” no sentido de “impuro”, segundo o ritual mosaico, se refletia na atitude dos judeus em relação aos gentios. Todos os não judeu eram considerados gente comum, excluída da aliança com Deus. CBASD, vol. 6, p. 251.
16 três vezes. A repetição reforça a lição. É interessante que o número de repetições da visão se encaixa com o número de mensageiros que vieram da parte de Cornélio. Andrews Study Bible.
15 Ao que Deus purificou. Na visão animais puros e imundos estavam na mesma posição e eram trazidos do céu no mesmo lençol. Portanto, representavam uma mistura de coisas, nenhuma das quais deveria ser chamada de comum ou imunda. Ao interpretar esta visão, é preciso reconhecer que embora tenha ocorrido no contexto de fome física, ela não trata de comida, mas de pessoas. Pedro devia ver os gentios como “purificados” na era da graça. CBASD, vol. 6, p. 251.
17 Perplexo. Isto é, “sem saber o que pensar”. Desperto do êxtase, Pedro não sabia como entender o que vira e ouvira. Os representantes de Cornélio, chamando por ele no momento, deram a resposta. CBASD, vol. 6, p. 251.
19 Meditava Pedro. Ele refletia sobre as dificuldades que encontrara e perguntava a Deus o que Ele queria ensinar com a visão, enquanto meditava nessas coisas, a explicação chegou. CBASD, vol. 6, p. 252.
Disse-lhe o Espírito. Pedro não estava mais em êxtase. O Espírito divino então falou ao apóstolo. A instrução do Espírito subentendia que Pedro deveria relacionar a chegada dos mensageiros à visão que tivera. CBASD, vol. 6, p. 252.
19-20 O Espírito confirma o significado evidente da visão. Deus abolira em Cristo a distinção entre judeu e gentio (Gl 3.28). Bíblia Shedd.
20 Duvidando. Assim como antes, Pedro ainda não sabia o que o Senhor estava fazendo. Tanto ele quanto os mensageiros de Cornélio estavam agindo em obediência às instruções do Espírito Santo, a visão não dera a Pedro nenhuma pista de que ele faria uma viagem. Então ficou sabendo disso e entendeu que “nada duvidando” significava, ao fim da jornada, não fazer distinção entre os judeus e as outras pessoas. Dessa maneira, a visão foi se tornando inteligível pouco a pouco até que sua perplexidade terminou. CBASD, vol. 6, p. 252.
23 Convidando-os. O convite para os gentios entrarem na casa foi o primeiro passo de Pedro em abandonar as reservas dos judeus em relação aos não judeus. CBASD, vol. 6, p. 253.
24 Cornélio estava esperando. Sua atitude preparada demonstra o quanto ele tinha certeza de que sua visão fora real e de que Deus estava prestes a responder suas orações. CBASD, vol. 6, p. 253.
Parentes e amigos íntimos. Com certeza, este grupo incluía os soldados sob o comando de Cornélio que sentiam simpatia por seus sentimentos religiosos, bem como amigos da comunidade. Ele tentou reunir o maior número de pessoas para terem também a nova luz que estava prestes a receber. CBASD, vol. 6, p. 253.
26. Pedro o levantou. A reação de Pedro demonstra que só Deus deve ser adorado. Um ser humano nunca deveria exigir ou receber esse tipo de homenagem. CBASD, vol. 6, p. 253.
É possível que Cornélio apenas pretendesse homenagear Pedro como alguém superior – sendo mensageiro de Deus. Pedro, no entanto, não quis deixar margem a nenhum equívoco – não devia ser adorado como se fosse mais que um ser criado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Entrou. Contrário à lei e à prática judaicas. Pedro entrou na casa de um gentio obedecendo à revelação da visão no eirado. Bíblia Shedd.
28 É proibido. O apóstolo declarou como fato conhecido que um judeu não podia se associar a um gentio. CBASD, vol. 6, p. 253.
A nenhum homem considerasse comum. O apóstolo demonstrou o que havia aprendido com a visão. Toda humanidade fora redimida por meio da encarnação, do sacrifício e da ascensão de Cristo. Nem mesmo o mais humilde pagão era considerado comum ou imundo. Deus estava disposto a aceitar todos os seres humanos e foi isso que Ele fez mediante Jesus. Somente o pecado faz separação entre as pessoas e Deus (Is 59:2). CBASD, vol. 6, p. 254.
33 Fizeste bem. A expressão não é de mera aprovação, mas de gratidão verdadeira. CBASD, vol. 6, p. 255.
Estamos todos aqui. As palavras sugerem que os amigos reunidos na casa de Cornélio sentiam a mesma avidez por conhecer a verdade e estavam prontos para obedecer ao que lhes fosse revelado como a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 255.
34 Acepção de pessoas. Deus não é como rei que dispensa favores a seus favoritos. A frase no grego é uma tradução do hebraico que se refere a um juiz parcial e interesseiro. Bíblia Shedd.
Pedro vira no Mestre uma ausência de “acepção de pessoas”, pois Cristo não fazia distinção de posição social, conhecimento ou riqueza. Até Seus inimigos reconheceram isso (Mt 22:16). CBASD, vol. 6, p. 255.
35 Aceitável. Deus não tem mais um povo escolhido. Ele convida todas as pessoas a se arrependerem e aceita quem o faz com sinceridade. CBASD, vol. 6, p. 256.
Pedro não proclama salvação pelas obras, mas sim, a aceitabilidade dos homens de qualquer nacionalidade. Nem herança nem rito religioso (e.g., circuncisão) facilitam a aproximação de Deus que se revela aos que O procuram (17.27). Bíblia Shedd.
36 A palavra. Isto é, a mensagem de boas-novas que trouxe paz à Terra por meio de um Salvador, que é Cristo, o Senhor. CBASD, vol. 6, p. 256.
evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo … o Senhor de todos. Cristo não é apenas o messias nacional de Israel, mas o Rei do mundo. Paz entre Deus e os homens (Is 52.17) e entre judeus e gentios (Ef 2.17). Bíblia Shedd.
37 depois do batismo que João pregou. De modo semelhante ao esboço de Marcos [em seu evangelho], o sermão de Pedro começa com o batismo feito por João Batista e continua até a ressurreição de Jesus. Esse fato é relevante, uma vez que os pais da igreja primitiva consideravam Marcos o “intérprete de Pedro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 Caiu o Espírito Santo. A descida do Espírito Santo sobre o gentio Cornélio e sua família antes do batismo cumpriu diretamente, para os companheiros de Pedro, a promessa de Cristo de que o Espírito Santo “vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). A despeito da visão que o apóstolo recebera, ele ainda estava despreparado para aceitar os gentios na igreja até o momento em que o Espírito Santo demonstrou que esses eram aceitáveis para Deus. CBASD, vol. 6, p. 258.
45 os fiéis que eram da circuncisão … admiraram-se. Era difícil para os judeus rigorosos, que não tinham a visão de Pedro, entender que Deus não mostrava favoritismo em sua oferta. Bíblia de Genebra.
48 Ordenou que fossem batizados. A construção da frase sugere que não foi Pedro quem batizou os conversos. Jesus (Jo 4:1, 2) e Paulo (ICo 1:14-16) evitavam batizar e parece que Pedro adotou uma conduta semelhante nesta situação. Paulo declarou que se abstinha de batizar para não criar divisões e atrapalhar a unidade cristã por meio da cisão entre partidos com o nome de quem batizou cada grupo. Este pode ter sido o motivo aqui (1Co 1:12). CBASD, vol. 6, p. 260.
Pedro mesmo não batizou para não suscitar grupinhos em torno dele (cf 1Co 1.15ss). Bíblia Shedd.
Permanecesse. É provável que Pedro tenha consentido em ficar, demonstrando que estava preparado para agir segundo a visão recebida. Ele deve ter se misturado aos novos conversos, comendo e bebendo com eles. CBASD, vol. 6, p. 260.
Compilação: Tatiana W / Jeferson Q
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1 Saulo consentia. A escuridão deste momento desponta esperança ao sermos apresentados ao homem que se tornou o maior dos missionários cristãos – o Apóstolo Paulo. Andrews Study Bible.
Ele estava de acordo com o ato, embora não tenha participado do apedrejamento. Sem dúvida, o testemunho destemido de Estêvão teve mais influência sobre Saulo do que ele se deu conta. Isso resultou num conflito interior entre seu fanatismo farisaico e a suspeita de que a causa de Estêvão era correta. A consequência desse conflito foi o aumento da amargura contra os cristãos e perseguição intensificada. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 208.
A permanência dos apóstolos em Jerusalém seria animadora para os encarcerados e serviria de centro ao qual os dispersos poderiam recorrer. A igreja passou a ser subterrânea. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 devastava. V 22.4. A palavra grega em questão diz respeito, ás vezes, às devastações provocadas por animais selvagens. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O verbo grego é enfático, e significa não somente perseguição, mas um esforço para destruir a igreja. Bíblia de Genebra.
Casas. Sugere que Saulo entrava primeiro nas sinagogas em busca das vítimas e depois perseguia os cristãos de casa em casa. As casas também podiam ser locais de encontro dos cristãos. CBASD, vol. 6, p. 210.
4 dispersos … pregando a palavra. Através da perseguição, a mensagem foi espalhada mais longe e mais rapidamente (11.19). Como disse Tertuliano, “o sangue dos cristãos é a semente da igreja”. Bíblia de Genebra.
5 Filipe. O Filipe desta história não é o apóstolo Filipe (1:13; Jo 1:43-46). Tudo que sabemos dele nos vem de At 6:1-7 (onde ele é um dos sete diáconos), esta passagem [At 8:5], e At 21:8, 9. Em 21:8-9 ele é “Filipe, o evangelista”, tinha se estabelecido em cesareia (ver 8:40), e tinha quatro filhas que profetizavam. Andrews Study Bible.
Anunciava-lhes. Do gr. kêrussõ, que significa “proclamar”, subentendendo uma pregação mais formal e deliberada que a dos cristãos não ordenados. O mesmo termo é usado para a pregação de João Batista e a de Cristo (Mt 3:1, 4:17). O tempo verbal indica que Filipe pregava continuamente. CBASD, vol. 6, p. 212.
uma cidade da Samaria. Alguns manuscritos trazem “a cidade de Samaria”, referência à antiga capital de Samaria, que recebera o novo nome de Sebaste ou Neápolis (atual Nablus). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Justino Mártir afirma que Simão Mago era natural de Gita na Samaria. Bíblia Shedd.
6 atendiam. A ótima preparação dos samaritanos fora feita por Cristo (Jo 4). Bíblia Shedd.
9 Simão. Este homem costuma ser chamado de mago. Relatos posteriores dos pais da igreja o descrevem como um inimigo persistente de Pedro, a quem seguiu até Roma, a fim de se opor a seus ensinos ali. CBASD, vol. 6, p. 212.
Nos escritos cristãos primitivos, o “feiticeiro” (Simão, o Mago) é apresentado como arqui-herege na igreja e “pai” da doutrina gnóstica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O gnosticismo (nome que vem da palavra grega gnosis, que significa “conhecimento”) ensinava que uma pessoa ganhava a salvação não pelo mérito da morte de Jesus pelos pecadores, mas por conhecimento especial a respeito de Deus. Bíblia de Genebra.
13 Abraçou a fé. Convencido do poder sobrenatural exercido por Filipe, Simão creu intelectualmente sem se converter de fato. Bíblia Shedd.
Sem dúvida, Simão ficou impressionado com os milagres que Filipe operava. Viu que estava na presença de um Poder infinitamente maior do que o dele. Simão compreendeu o bastante para ser batizado, mas a atitude posterior demonstrou que o batismo não representou um nascimento para uma vida mais elevada. Lucas traça uma distinção entre a crença dos samaritanos e a de Simão: o povo foi conquistado pela pregação de Filipe, ao passo que Simão foi atraído pelas maravilhas que viu. Deus, porém, não rejeitou sua fé imperfeita, Ele a aceitou como uma base sobre a qual Simão deveria desenvolver uma crença mais aceitável. CBASD, vol. 6, p. 213.
14 recebera a palavra. Samaria forma o terceiro passo na prometida expansão geográfica do evangelho (1.8; 5.16n). Bíblia Shedd.
João. Filho de Zebedeu, autor do evangelho e de três epístolas, aparece aqui pela última vez em Atos (cf Gl 2.9). Aquele que quis trazer fogo do céu sobre os samaritanos (Lc 9.54) agora lhes traz o Espírito Santo. Bíblia Shedd.
15 recebessem o Espírito Santo. Os crentes samaritanos, até esse ponto, não haviam recebido a evidência da dinâmica presença interior do Espírito Santo, embora, como crentes, o Espírito Santo estivesse habitando neles (Rm 8.9). Bíblia de Genebra.
Deparamos aqui o Pentecostes de Samaria (cf 10.44). Bíblia Shedd.
19 Concedei-me. O caráter de Simão foi plenamente revelado. Ele não queria o Espírito Santo como um dom espiritual que selaria seu batismo, mas para usar o poder e dominar os outros. Queria o poder exterior sem passar pela mudança interna que justifica o dom. É possível que tivesse a intenção de ganhar dinheiro com a habilidade de conceder o Espírito Santo a outros a seu bel-prazer. CBASD, vol. 6, p. 215.
20 dinheiro. Nenhum dom divino pode ser adquirido com dinheiro. Bíblia Shedd.
21 Não tens parte nem sorte. Este não foi um pronunciamento arbitrário, mas um juízo baseado no conhecimento do coração de Simão. Ele não pertencia à família de Deus, portanto não se qualificava a ter parte em seus privilégios e responsabilidades. CBASD, vol. 6, p. 215.
22 O pecado de Simão não é aquele que Cristo declarou ser imperdoável (Mt 12.32). O perdão depende do pecador se arrepender, confessar seu pecado e pedir perdão. Bíblia Shedd.
23 fel de amargura. Esta expressão tem origem em Dt 29.18 (citado em Hb 12.15). Nesse contexto trata da influência má que, de um indivíduo, passa a contaminar o povo todo. Bíblia Shedd.
Pelas suas ações, Simão comprovou que não cria em Cristo. … Uma profissão de fé sem arrependimento é inválida. Bíblia de Genebra.
24 Rogai vós por mim. A súplica de Simão revela que ele não fora tocado por um arrependimento genuíno. Ele não demonstra tristeza nem senso de necessidade de mudança. Só pede para ser poupado da ameaça de punição. CBASD, vol. 6, p. 216.
25 Jerusalém. Evidentemente a Igreja de Jerusalém não criou embaraços para a inclusão dos samaritanos na Igreja (contraste-se 11.3). Bíblia Shedd.
27 etíope. O etíope era um homem de prestígio, influente, rico, educado (ele está lendo um rolo), e piedoso (veio para adorar; vv 27-28). Andrews Study Bible.
Ireneu (180 d.C.) diz que ele se tornou em missionário entre os etíopes. Bíblia Shedd.
A Etiópia correspondia nesse período à Núbia, desde a região do alto Nilo, na primeira catarata (Assuã), até Cartum. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O cristianismo africano não se iniciou com os missionários da era colonial, mas encontra suas raízes no tempo dos apóstolos. Andrews Study Bible.
Candace. O título da rainha-mãe, que governava em lugar de seu filho. Acreditava-se que ele era sagrado demais para ser envolvido com negócios seculares. Bíblia de Genebra.
28 Vinha lendo. Se o etíope estivesse lendo a passagem sobre a misericórdia do Senhor para com os eunucos (Is 56.3-5; cf Dt 23.1), teria sido natural para ele ler também Is 53. Bíblia de Genebra.
29 disse o Espírito a Filipe. Lucas deixa bem claro que o avanço da Igreja foi dirigido passo a passo pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
Filipe é dirigido à carruagem do etíope (provavelmente parte de uma grande caravana) e o escuta lendo Is 53:7-8 (nos tempos antigos, era costume ler em voz alta). Andrews Study Bible.
31 Convidou. Ou, “suplicou”. A palavra expressa um pedido intenso e revela a avidez do eunuco por receber mais instrução. A ordem do Espírito se cumpre de maneira natural. Filipe se aproxima, e o próprio eunuco convida o evangelista a entrar em sua carruagem e viajar com ele. CBASD, vol. 6, p. 218.
A passagem profética de Is 52.13-53.12 é quase incompreensível para os que desconhecem a história de Cristo. Bíblia Shedd.
35 Explicou. Sempre que o termo ocorre no NT, sugere um discurso bem formulado, não o mero ato de falar. CBASD, vol. 6, p. 219.
37 Este versículo não consta nos melhores manuscritos. Preserva, no entanto, uma liturgia muito antiga e uma fórmula de credo dos primeiros tempos. Bíblia Shedd.
38-39 o batizou. O NT conhece apenas uma forma de batismo cristão pela água, que é por imersão. Eles desceram à água e saíram da água. Para mais sobre batismo, ver Rm 6:3-8. Andrews Study Bible.
39 Saíram. Isto ocorreu para que o eunuco fosse batizado por imersão. CBASD, vol. 6, p. 220.
E este foi. Isto sugere que o etíope aceitou o desaparecimento de Filipe como um ato sobrenatural, por isso não perdeu tempo buscando aquele que o ensinara e batizara. Em vez disso, seguiu o próprio caminho, ou seja, continuou a jornada. CBASD, vol. 6, p. 220.
cheio de júbilo.Indica a presença do Espírito Santo [comparar com o jovem rico, Mc 10.22]. Bíblia Shedd. .
40 Azoto. É a Asdode do Antigo Testamento (1Sm 5.1), uma das cinco cidades filisteias, cerca de 32 km ao norte de Gaza e 96 km ao sul de Cesaréia, na costa. Bíblia de Genebra.
Cesaréia. Uma grande cidade que Herodes, o Grande, tinha reconstruído. … Tinha um excelente porto que Herodes expandiu para importante tráfego marítimo (21.8) e servia como quartel general para os procuradores romanos, tais como Pilatos, Félix (23.33-24.4) e Festo (25.6). Filipe deve ter se radicado em Cesaréia, porque anos depois ele ainda está la. Bíblia de Genebra.
Evangelizava. Ou, “ele estava evangelizando” ou “continuava a evangelizar”. A experiência extraordinária de Filipe com o eunuco não interrompeu suas outras atividades de pregação do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 221.
O relato, nessa altura, deixa Filipe em Cesaréia; quando reaparece, 20 anos mais tarde, ainda está localizado na mesma cidade (21.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Compilação: Tatiana W / Jeferson
Este capítulo revela que os amigos de Jesus viram e creram. Só de olhar para dentro do túmulo vazio João “viu e creu” (v. 8, ARA). Maria “viu Jesus” (v. 14) e com seu coração ela se apegou a ele, mas não teve permissão para tocá-Lo (v. 17). Em seguida, ela relatou aos discípulos: “Vi o Senhor!” (v. 18).
Jesus apareceu aos discípulos com a saudação da paz e “lhes mostrou as mãos e o lado” (v.20), como prova de que Ele não era um fantasma ou fruto da imaginação deles, mas uma pessoa real. Eles “alegraram-se ao verem o Senhor” (v. 20). Mais uma vez Jesus lhes disse “Paz seja convosco”, e lhes relembrou a missão. Ele disse: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (v. 21). Tendo dito isso, soprou sobre eles o Espírito Santo. Como Tomé não estivera lá, eles lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele disse: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei” (v. 25).
Uma semana depois, eles estavam noutra reunião de oração e Jesus mostrou-se novamente a eles com a mesma afirmação de consolação “Paz seja convosco!” (v. 26). Não é maravilhoso que Jesus venha estar conosco sempre que nos reunimos em Seu nome? Desta vez, Ele aparece em benefício de Tomé e lhe diz: “Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.” (v. 27). Tomé tem uma resposta surpreendente: “Senhor meu e Deus meu!” (v. 28). Por duas vezes ele utilizou o pronome “meu”, indicando uma fé viva e ardente. Ao dizer: “Senhor meu e Deus meu”, Tomé dá a Jesus o título mais elevado que pode vir de lábios humanos. Desde então, esta tem sido a afirmação cristológica central da igreja viva. O Senhor ressuscitado é Deus! Através das palavras proferidas por Tomé o Filho é honrado do mesmo modo que o Pai (João 5:23).
A fé verdadeira não se fundamenta em ver, cheirar ou tocar, mas na palavra de Deus! João foi ao sepulcro e creu antes de ter visto o Senhor ressuscitado. Nós também podemos acreditar no testemunho daqueles que viram e acreditaram e deste modo sermos abençoados (v. 29).
João decididamente compartilha a razão de ter escrito seu Evangelho: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (v. 31). Você consegue crer em Jesus mesmo sem ter presenciado pessoalmente a sua ressurreição?
Christopher Bullock
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Caríssimos,
Apesar dos comentários dos capítulos 19 e 20 terem ficado um pouco longos, creio que estes dois capítulos merecem toda a atenção e compreensão, pois serem o ponto alto dos evangelhos.
Que Deus nos dirija e abençoe no estudo e que todos possamos crer, como João.
Jeferson
1-31 Os quatro Evangelhos têm o registro de vários aparecimentos depois da ressurreição; junto com At 1.3-8 e 1Co 15.5-8, há o registro de doze aparições: as primeiras seis ocorreram em Jerusalém, quatro na Galileia, uma no monte das Oliveiras e uma no caminho de Damasco. Bíblia de Genebra.
2 e não sabemos. O plural indica que algumas mulheres estavam ali, como registrado nos outros Evangelhos [Mt 28:1; Mc 16:1; Lc 24:10]. Eram as mesmas mulheres que estiveram ao pé da cruz, talvez com exceção de Maria, mãe de Jesus, que não é mencionada. Bíblia de Genebra.
Nem passava pela mente de Maria a possibilidade da ressurreição. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A ressurreição foi uma surpresa para os discípulos. Andrews Study Bible.
3 Foram ao sepulcro. O incidente relatado nos v. 3 a 10 reflete bem o diferente temperamento de Pedro e João. O discípulo amado era tranquilo, reservado e de sentimentos profundos (ver com. de Mc 3:17). Pedro era impulsivo, entusiasta e precipitado (ver com. de Mc 3:16). Após receberem a notícia de Maria, cada um deles reagiu de maneira característica. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1186
7 Lenço. Do gr. soudarion (ver com. de Jo 11:44). O fato de os lençóis estarem ali cuidadosamente dobrados mostra que não se tratava de um roubo na tumba. Os ladrões não se dariam ao trabalho de dobrar os lençóis que envolviam o corpo de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1187
o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus… estava dobrado. Em ordem, ao contrário do desalinho que teria resultado de um assalto ao túmulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8. Creu. Isto é, ele creu que Jesus tinha ressuscitado. Sem dúvida, João se lembrou da predição de Jesus sobre a ressurreição. Pedro talvez fosse mais cético, embora Lucas relate que Pedro “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (Lc 24:12). CBASD, vol. 5, p. 1187.
Viu, e creu. João foi o primeiro discípulo a crer na ressurreição de Jesus. Andrews Study Bible.
Cf 20.29; 9:36-41. Não existe fé real sem fatos e acontecimentos reais. O que convenceu os dois discípulos da realidade da ressurreição foram os lençóis (Lc 24.12). Mostram que o corpo transformado de Jesus traspassara o invólucro de linho e aromas (19.40) sem perturbá-lo. O discípulo amado reconheceu o cumprimento das predições específicas de Jesus (Mc 8.31; 9.9, 31; 10.34; Jo 2.19; 10.18). Bíblia Shedd.
9 compreendido a Escritura. Em primeiro lugar, vieram a saber a respeito da ressurreição por meio daquilo que viram no túmulo; foi só depois que a perceberam nas Escrituras. Fica óbvio que não inventaram uma história para se encaixar a um entendimento preconcebido das profecias bíblicas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cf Sl 16.8-11; 2.7; At 2.24-31; 13.32-37, 1Co 15.4. O Espírito logo mostraria aos discípulos o significado das passagens da Bíblia que predisseram a ressurreição. Bíblia Shedd.
10. E voltaram […] para casa . Talvez a mãe de Jesus já estivesse na casa de João, e o discípulo “a quem Jesus amava” (v. 2) compartilharia a notícia com ela. CBASD, vol. 5, p. 1187.
11. Maria , entretanto, permanecia. Maria Madalena havia seguido Pedro e João ao túmulo, porém, com menos pressa. Estava afligida pela dor. Os olhos cheios de lágrimas e a condição emocional a impediram de reconhecer os visitantes celestiais, com novas que amenizariam seu sofrimento. CBASD, vol. 5, p. 1187.
12 dois anjos vestidos de branco. Os anjos geralmente são descritos com este tipo de vestidura (Mt 28:3; Lc 24:4; At 1:10). CBASD, vol. 5, p. 1187.
Mt 28.2 registra “um anjo”; Mc 16.5 refere “um jovem”; e Lc 24.4 “dois homens”… Não há necessariamente contradição, uma vez que os anjos devem ter aparecido em forma humana e um deles pode ter se destacado por ser o que falava. Bíblia de Genebra.
14 e viu Jesus em pé. Mateus revela que Jesus já tinha aparecido uma vez a um grupo de mulheres quando iam para Jerusalém, para contar as novas do túmulo vazio (Mt 28.8-10). Bíblia de Genebra.
Não reconheceu. Os olhos de Maria a impediam de reconhecer o Senhor, como os dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:16). Provavelmente as lágrimas não lhe permitiam ver claramente. CBASD, vol. 5, p. 1187.
Era Jesus. Esta foi a primeira aparição após a ressurreição (Mc 16:9). CBASD, vol. 5, p. 1187.
15 Se tu O tiraste. O pronome é enfático no grego. Maria não abrigava nenhuma esperança da ressurreição. Sua única preocupação era recuperar o corpo do Senhor. Ela poderia sepultá-Lo no túmulo em que seu irmão tinha estado e que Jesus dali o chamara (Jo 11:1, 38; ver Nota Adicional a Lucas 7). CBASD, vol. 5, p. 1187.
16 Maria! Maria foi incapaz de reconhecer a Jesus pela mudança de Sua aparência e as lágrimas. Chamada pelo nome (10.3) percebeu que era Jesus. Bíblia Shedd.
Evidentemente, Jesus pronunciou o nome dela num tom familiar. Ela foi tomada de intensa emoção ao compreender que o Senhor estava vivo. CBASD, vol. 5, p. 1187.
Disse. Evidências textuais atestam a adição da frase “em hebraico” (ARA; cf. p. 136). CBASD, vol. 5, p. 1187.
Mestre. Do gr. didaskalos, “aquele que ensina”. “Raboni“, provavelmente, tenha sido a forma habitual de Maria saudar a Jesus (ver Jo 11:28). CBASD, vol. 5, p. 1187.
17 Não Me detenhas. O grego pode ser interpretado com o significado de “pare de me tocar” (o que implicaria que Maria estivesse abraçando Seus pés) ou “interrompa o intento de abraçar”. Este último deve ser o significado aqui. A objeção não indica que fosse errado ou pecaminoso o contato físico com o corpo ressuscitado. Há uma urgência na expressão. Jesus não queria ser detido para receber a homenagem de Maria. Ele desejava primeiro ascender ao Pai a fim de obter a certeza de que Seu sacrifício fora aceito (ver DTN, 790). Depois da ascensão temporária, Jesus permitiu, sem protesto, o que pedira a Maria para adiar (ver Mt 28:9). CBASD, vol. 5, p. 1187, 1188.
Meus irmãos. Isto é, os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1188.
Meu Pai e vosso Pai. Não “nosso Pai”, talvez com o propósito de mostrar que existem algumas diferenças importantes entre o relacionamento de Cristo com o Pai e o nosso. “Pai” e “Deus” são utilizados aqui como sinônimos. CBASD, vol. 5, p. 1188.
Não há impropriedade em tocar um corpo ressurreto; no v. 27, Jesus diz a Tomé para toca-Lo (ver também Mt 28.9). Bíblia de Genebra.
19. Ao cair da tarde. O encontro ocorreu depois que os dois discípulos retornaram de Emaús, tarde da noite (ver com. de Lc 24:33). CBASD, vol. 5, p. 1188.
trancadas as portas da casa. …ter as portas trancadas para se proteger dos inimigos é perfeitamente compreensível, (cf. DTN, 802). A seguinte tradução ilustra essa relação, entre as frases: “os discípulos tinham fechado as porás do lugar onde se achavam, por medo dos judeus” (BJ). CBASD, vol. 5, p. 1188
pôs-Se no meio. O corpo glorificado de Cristo ressurreto não foi impedido por portas fechadas [ver tb At 12.10]. Bíblia Shedd.
Paz seja com vocês! Poderiam ter esperado repreensão e censura por causa do seu comportamento na sexta-feira anterior; mas Jesus acalmou os seus temores. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 Assim como o Pai Me enviou, eu também vos envio. Esta é uma breve afirmação da comissão que Jesus deus aos Seus discípulos. Uma declaração mais completa é encontrada em Mt 28.18-20 e em Lc 24.44-53. Jesus é o exemplo supremo de evangelismo e missão. Bíblia de Genebra.
Recebei o Espírito Santo. Este foi um cumprimento preliminar e parcial da promessa de João 14:16 a 18; e 16:7 a 15. O derramamento pleno ocorreu cerca de 50 dias depois, no Pentecostes (At 2). CBASD, vol. 5, p. 1188.
Lembra-nos do começo da vida humana no Éden (Gn 2.7). Vida natural e espiritual dependem do sopro (o Espírito) de Deus. Bíblia Shedd.
23 perdoardes … retidos. Somente Deus pode perdoar pecados (At 8:21-22). Mas é através da pregação do Evangelho que o perdão de Deus é tornado disponível a outros. Rejeição do Evangelho significa rejeição ao perdão de Deus. ver tb 3:16-21; 2Co 2:15-16. Andrews Study Bible.
…de acordo com a aceitação ou rejeição de Jesus Cristo por parte dos ouvintes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Se eu não vir … não crerei. Uma firme expressão de descrença. Andrews Study Bible.
Deus sempre oferece evidências suficientes para fundamentar a fé, e os que estão dispostos a aceitá-las sempre encontram o caminho da salvação. Ao mesmo tempo, Deus não obriga ninguém a crer contra a própria vontade, pois assim os privaria do direito de usar o livre-arbítrio. Se todas as pessoas fossem como Tomé, as gerações posteriores nunca poderiam chegar ao conhecimento do Salvador. Na verdade, ninguém, exceto as poucas centenas de pessoas que viram o Senhor ressuscitado com os próprios olhos, teria acreditado. Porém, a todos os que O recebem pela fé e acreditam em Seu nome (ver com. de Jo 1:12) o Céu reserva uma bênção especial: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). CBASD, vol. 5, p. 1189.
De modo algum acreditarei. Esta expressão é mais enfática no grego. CBASD, vol. 5, p. 1189.
26 Passados oito dias. Isto é, “oito dias”, segundo a contagem inclusiva, ou seja, no domingo seguinte … A nova reunião, de acordo com o cômputo judaico, ocorreu uma semana mais tarde, talvez à noite outra vez … Alguns atribuem significado especial ao fato de este segundo encontro com os discípulos ter ocorrido no primeiro dia da semana. Insistem que este foi o início da comemoração do dia da ressurreição, ocasião para a santificação e consagração do domingo como dia de culto e adoração. Certamente, se este tivesse sido o objetivo, seria esperada alguma menção a isso. Porém, não há nenhum indício de tal propósito. Por outro lado, a narrativa dá uma razão válida para que a reunião se realizasse: Tomé, o discípulo cético, estava presente, e Jesus queria fortalecer sua fé. CBASD, vol. 5, p. 1189.
Portas trancadas . Provavelmente por medo dos judeus, como na ocasião anterior (ver com. do v. 19). CBASD, vol. 5, p. 1189.
27 Põe aqui o dedo. O Senhor sabia o que Tomé pensava e, assim que chegou, dirigiu Sua atenção ao discípulo. Jesus lhe ofereceu a prova exata que ele esperava, embora fosse irrazoável (ver v. 25). Não se menciona que Tomé tenha aceitado o oferecimento de Jesus. O fato de o Senhor ter lido as dúvidas de seu coração com tanta precisão foi para ele prova convincente da ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1189.
28 Senhor meu e Deus meu. Reconhecer Jesus como Senhor e Deus é o ponto alto da fé. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Por sua confissão, Tomé relacionou quem estava diante dele com o Yahweh do AT. Esta confissão se tornou, mais tarde, uma fórmula padrão de fé (ver ICo 12:3). CBASD, vol. 5, p. 1189.
Uma perfeita contrapartida do Prólogo do Evangelho (1:1-2, 14), que afirma a divindade de Jesus. Andrews Study Bible.
Esta é, provavelmente, a mais clara e simples confissão da divindade de Cristo encontrada no Novo Testamento. As duas mais elevadas palavras, “Senhor” (usada na tradução grega do Antigo Testamento para o nome divino “Javé” [Yahweh]) e “Deus” estão juntas e dirigidas a Jesus, em reconhecimento de Sua glória. Jesus aceita este culto sem hesitação. Este é um forte contraste com os anjos que foram erradamente cultuados em Ap 19.10; 22.9. Bíblia de Genebra.
A fé de outras gerações partirá não da vista, mas do testemunho dos discípulos. Bíblia Shedd.
29 Aparentemente Tomé não chegou a tocar as marcas dos pregos e a cicatriz deixada pelo golpe de lança (v. 27). Mas ele queria pelo menos comprovar com os olhos. Ele não estava disposto a acreditar unicamente pelo testemunho dos outros. Jesus repreendeu sua falta de fé e louvou aqueles que estavam dispostos a acreditar, sem a comprovação dos sentidos. CBASD, vol. 5, p. 1189, 1190.
Bem aventurados os que não viram e creram. Bem-aventurados. Do gr. makarioi (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 1190.
Aqueles cuja fé não é baseada no contato físico com Jesus. Andrews Study Bible.
Conquanto aceitasse a fé que Tomé demonstrava, Jesus abençoa aqueles que virão a crer pelo testemunho dos discípulos (17.20; cf 1Pe 1.8-9). Esta bênção apresenta a razão para o Evangelho ser escrito (vs 30-31). Bíblia de Genebra.
Essas palavras obviamente, também se aplicam aos futuros crentes em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 muitos outros sinais. “Muitos”, neste versículo, pode se referir a “outros sinais”, com os quais o leitor já estava familiarizado por meio de relatos da vida de Cristo já em circulação. CBASD, vol. 5, p. 1190.
Nenhum dos Evangelhos procura dar um registro completo ou estritamente cronológico, tal como ocorre numa biografia moderna (cf 21.25). Bíblia de Genebra.
31 Estes [sinais] … foram registrados para que creiais. João tinha escolhido alguns para narrar, no meio de muitos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta expressão afirma o propósito deste Evangelho. Através dos sinais narrados, o leitor virá à fé em Jesus, como mais do que um operador de milagres. Ele é o Cristo, a Palavra encarnada, com o Pai e o Espírito, como Deus triúno. Através da fé, encontramos vida nEle, que é a fonte da vida (6.32-58). Bíblia de Genebra.
Manifesta o propósito evangelístico de João. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A finalidade do evangelho é dupla: 1) intelectual, i.e., convencer o leitor que Jesus, Homem perfeito, é o Messias que cumpriu as promessas e esperanças de Israel, e o Filho de Deus que cumpriu o destino da humanidade; 2) espiritual, compartilhar por essa fé a vida eterna pelo Seu nome. Bíblia Shedd.
Através do Espírito Santo este livro realizará em nossas vidas tudo o que poderia acontecer se Jesus estivesse conosco na carne. Para mais do papel da Bíblia na vida do cristão, ver Lc 24:44; Rm 15:4; 2Tm 3:15-17. Andrews Study Bible.
E, crendo, tenham vida. Outra expressão de propósito – produzir a fé que leva à vida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
João resume o propósito do que escreveu e o plano que seguiu em sua seleção do material. Não era seu objetivo apresentar uma história completa ou mesmo uma biografia detalhada de Jesus. Escolheu os “sinais” que formavam o fundamento de seu tema e o propósito pelo qual escreveu. CBASD, vol. 5, p. 1190.
Jesus é o Cristo. Jesus foi o nome de Cristo em Sua humanidade (ver com. de Mt 1:21). Foi Seu nome pessoal, o nome pelo qual Ele era conhecido por Seus contemporâneos. Para muitos, esse nome só identificava o filho do carpinteiro. O propósito de João era demonstrar que o Jesus que as pessoas conheciam era realmente o Messias. “Cristo” significa “Messias” (ver com. de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 1190.
Vida. Do gr. zõê (ver com. de Jo 1:4; 8:51; 10:10); ver Jo 6:47; ver com. de Jo 3:16.
Comentário devocional:
Apenas seis dias antes da Páscoa, Jesus está de volta ao povoado de Lázaro e participa de um jantar em sua honra. Muitos judeus estavam em Betânia quando Lázaro havia morrido. E como Jerusalém ficava muito próxima, apenas 3 quilômetros de Betânia, amigos e muitos que tinham vindo pranteá-lo quando de sua morte vieram ver Lázaro vivo novamente.
Compare isso com o que acontece em seguida. Maria leva um frasco de perfume que valia o salário de um ano, derrama-o sobre os pés de Jesus e então começa a limpar os pés dele com os seus cabelos. Maria demonstra o seu amor como nenhuma outra pessoa. O salário de um ano, através daquele perfume, derramado sobre os pés de Jesus! Isso é adoração genuína! Judas Iscariotes critica o ato, porque ele quer uma parte do dinheiro para si mesmo. Adoração falsa e egoísmo!
Uma grande multidão de Judeus ouvira que Jesus estava lá e queria vê-Lo e a Lázaro. Ironicamente, os principais sacerdotes queriam matar também a Lázaro porque ele era um testemunho vivo de que Jesus era o Messias. Segundo pensavam, Jesus representava uma ameaça a segurança nacional dos judeus que se encontravam sob a lei romana.
Por um tempo, muitos judeus passaram a crer em Jesus. Eles até mesmo o receberam em Jerusalém, com ramos de palmeiras e “Hosanas” quando Jesus adentrou a cidade montado num jumentinho. Saudaram a Jesus como o Messias; afinal Suas bênçãos e curas deram prova disso. Ao agitarem ramos de palmeira era como se estivessem balançando a bandeira nacional à vista de seus opressores romanos.
Havia crença e descrença entre os judeus e seus líderes, mas alguns que acreditavam estavam com medo de exporem publicamente a sua fé em Jesus (João 12:42-43). Eles teriam sido bem mais corajosos se soubessem que no domingo seguinte Jesus haveria de ressuscitar!
E você? É um crente autêntico, ou falso? É um verdadeiro adorador, ou um falso adorador? É você um verdadeiro crente ou um crente com medo? Sejamos espiritualmente honestos a respeito de nossa fé.
Adoremos ao Pai como resultado daquilo que Jesus fez por nós! Pois “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (João 4:23, ARA)
Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/12/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: João 12
Comentário em áudio
Filed under: Evangelho, Israel, Jesus, sofrimento | Tags: choro de Jesus, Jesus, Jesus chorou, Lázaro
“Jesus chorou.” João 11:35.
Jesus foi tocado pela tristeza humana e chorou ante a dor. “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos” (Hb 2:17, ARC). Por identificar-se com a humanidade, “pode socorrer aos que são tentados”(Hb 2:18, ARC). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1127.
“Onde o pusestes?” perguntou. “Disseram-Lhe: Senhor, vem e vê”. João 11:34. Juntos, dirigiram-se para o sepulcro.
Foi uma cena dolorosa. Lázaro fora muito amado, e as irmãs por ele choravam, despedaçado o coração, ao passo que os que haviam sido amigos
seus, misturavam as lágrimas com as das desoladas irmãs. Em face dessa aflição humana e de que os amigos consternados pranteavam o morto, enquanto o Salvador do mundo ali Se achava — “Jesus chorou”. João 11:35.
Se bem que fosse o Filho de Deus, revestira-Se, no entanto, da natureza humana e comoveu-Se com a humana dor. Seu terno, compassivo coração está sempre pronto a compadecer-se perante o sofrimento. Chora com os que choram, e alegra-Se com os que se alegram.
Não foi, porém, simplesmente pela simpatia humana para com Maria e Marta, que Jesus chorou. Havia em Suas lágrimas uma dor tão acima da simples mágoa humana, como o Céu se acha acima da Terra. Cristo não chorou por Lázaro; pois estava para o chamar do sepulcro. Chorou porque muitos dos que ora pranteavam a Lázaro haviam de em breve tramar a morte dAquele que era a ressurreição e a vida. Quão incapazes se achavam, no entanto, os incrédulos judeus de interpretar devidamente Suas lágrimas! Alguns, que não conseguiam enxergar senão as circunstâncias exteriores da cena que perante Ele estava, como causa de Sua tristeza, disseram baixinho: “Vede como o amava!” Outros, procurando lançar a semente da incredulidade no coração dos presentes, disseram, irônicos: “Não podia Ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?” João 11:36, 37. Se estava no poder de Cristo salvar a Lázaro, por que, então, o deixou morrer?
Com profética visão, percebeu Cristo a inimizade dos fariseus e dos saduceus. Sabia que Lhe estavam premeditando a morte. Não ignorava que alguns dos que tão cheios de aparente simpatia se mostravam, em breve fechariam contra si mesmos a porta da esperança e os portais da cidade de Deus. Em Sua humilhação e crucifixão estava para verificar-se uma cena que daria em resultado a destruição de Jerusalém, e então ninguém lamentaria os mortos. O juízo que estava para cair sobre Jerusalém foi perante Ele claramente delineado. Contemplou Jerusalém cercada pelas legiões romanas. Viu que muitos dos que agora choravam por Lázaro morreriam no cerco da cidade, e não haveria esperança em sua morte.
Não foi somente pela cena que se desenrolava a Seus olhos, que Cristo chorou. Pesava sobre Ele a dor dos séculos. Viu os terríveis efeitos da transgressão da lei divina. Viu que, na história do mundo, a começar com a morte de Abel, fora incessante o conflito entre o bem e o mal. Lançando o olhar através dos séculos por vir, viu o sofrimento e a dor, as lágrimas e a morte que caberiam em sorte aos homens. Seu coração pungiu-se pelas penas da família humana de todos os tempos e em todas as terras. Pesavam-Lhe fortemente sobre a alma as misérias da pecadora raça, e rompeu-se-Lhe a fonte das lágrimas no anelo de lhes aliviar todas as aflições.
O Desejado de Todas as Nações, p. 462 – 464.