Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 12 – Comentário Rosana Barros
12 de maio de 2017, 0:30
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O último capítulo de Eclesiastes aborda quatro dos temas bíblicos mais questionados no meio cristão: criação, morte, observância dos mandamentos e juízo. Vejamos hoje que, assim como “O Pregador” (v. 9) escreveu “com retidão palavras de verdade” (v. 10), “dadas pelo único Pastor” (v. 11), toda a Bíblia explica a verdade sobre estes quatro assuntos, sem deixar margem de dúvida. Comecemos:
1. “Lembra-te do teu Criador” (v 1): o relato da criação apresentado em Gênesis é tão real quanto o relato da redenção apresentado nos evangelhos. A expressão “Lembra-te”, também aparece no quarto mandamento da Lei de Deus (Êxodo 20:8-11), aliás, o único mandamento que nos remete a Deus como Criador. O livro de Salmos confirma o relato de Gênesis (Salmo 33:6 e 9; Salmo 104). Jesus confirmou a criação (Marcos 10:6). Paulo confirmou a criação (Romanos 1:20; I Coríntios 15:45; I Timóteo 2:13-14). O livro de Hebreus confirma o relato de Gênesis (Hebreus 11:3).
2. “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (v. 7). Além de ser mais uma confirmação do relato da criação do homem (Gênesis 2:7), também desmistifica a verdade sobre a morte. A Bíblia afirma que a matéria-prima, pó da terra, volta para o Seu lugar, e o espírito, ou seja, fôlego de vida, retorna para Deus, o Doador da vida. A palavra usada é “ruach“, que significa “vento”, “sopro”, e não uma entidade fora do corpo. Pois nós não temos uma alma, nós somos uma alma (Ezequiel 18:4). A Bíblia também afirma que a morte é um sono (João 5:28-29), e que os mortos não sabem coisa alguma (Eclesiastes 9:5-6). O próprio Jesus comparou a morte com o sono (João 11:11-14) e o apóstolo Paulo também (I Tessalonicenses 4:13-14).
3. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é:
Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (v. 13): a conclusão apresentada por Salomão é a mesma que foi apresentada a Adão e Eva antes do pecado, aos homens antes do dilúvio, a Israel no êxodo e a nós hoje (Apocalipse 14:7, 14:12). Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). Tiago reforçou: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2:10 e só para não restar dúvidas, leia até o verso 12). João confirmou: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (I João 5:3). O povo de Deus dos últimos dias serão conhecidos como “os que guardam os mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17). E, preste bastante atenção: a observância dos mandamentos não foi algo para os judeus, mas “É O DEVER DE TODO HOMEM” (v. 13).
4. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (v. 14): Chegará o dia em que todo ser humano terá de prestar contas ao justo Juiz (Atos 17:31). “Manifesta se tornará a obra de cada um” (I Coríntios 3:13) e cada um será julgado com base na “lei da liberdade” (Tiago 2:12). Tiago chama os dez mandamentos de lei da liberdade, lei sob a qual seremos todos julgados, e ainda reforça: “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1:25). Paulo afirmou em Romanos 13:10 que “o cumprimento da lei é o amor”. Veja só o que João escreveu: “Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança” (I João 4:17). A Lei de Deus, além de ser uma expressão do Seu caráter, é uma manifestação do Seu amor.
Amados, o Espírito Santo tem nos guiado “a TODA a verdade” (João 16:13). A função da verdade é de nos libertar (João 8:32). E “para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gálatas 5:1). A escravidão deste mundo destrói, a liberdade em Cristo nos salva e nos move a cumprirmos o nosso DEVER (v. 13) por amor. Não fomos salvos por obedecer, mas obedecemos porque já fomos salvos. Porque amamos a Deus!
Resumindo: O Criador tanto nos amou que nos deu o Seu único Filho, para que todo o que nEle crê, ou seja, que é fiel aos Seus mandamentos, não durma o sono da morte para sempre, mas receba a vida eterna (João 3:16).
Bom dia, libertos pela verdade!
Desafio do dia: Escreva ou imprima os dez mandamentos (Êxodo 20:3-17) e coloque em um lugar visível de sua casa. Lembre-se: obedecê-los é seu DEVER!
Rosana Garcia Barros
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ECLESIASTES 11 – Comentário Rosana Barros
11 de maio de 2017, 0:30
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“Doce é a luz, e agradável aos olhos, ver o sol” (v. 7).


De todas as coisas apreciadas e de tudo o que Salomão aplicou o coração a examinar, a prudência, aliada à sabedoria, sem dúvida, é indispensável para quem deseja ter uma vida mais tranquila e feliz. Aquele que é prudente pratica a sabedoria com diligência e evita o mal com urgência. Diante do fato de que não sabemos o dia de amanhã (v. 2) e que não temos conhecimento das misteriosas obras de Deus (v. 5), ser prudente é procurar viver com regozijo os dias bons, sem esquecer “de que há dias de trevas” (v. 8) também.
 
O conselho dado aos jovens parece mais uma contradição com o que temos aprendido acerca do cuidado com o que vemos. Nossos olhos são “a lâmpada do corpo” (Mateus 6:22), disse Jesus, e precisamos preservá-los puros. Contudo, o final do verso 9 nos revela o limite da visão: “sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas”. É na luz que percebemos as coisas com nitidez. Da mesma forma, Deus espera que tenhamos prazer na luz, no que pode ser revelado pelo sol. Que nossas ações, além de prudentes, sejam transparentes. Tudo aquilo que está envolto em trevas e que pode macular nosso coração e nossos olhos deve ser evitado e até detestado. Recebemos do Alto o privilégio de sermos luz (Mateus 5:14), e de cumprir uma missão que os anjos gostariam de realizar.
 
“Afasta, pois do teu coração” (v. 10), e dos teus olhos, tudo o que pode colocar em risco a tua salvação e do teu semelhante. “Lança o teu pão sobre as águas” (v. 1), sendo generoso para com o teu próximo e “reparte” (v. 2) o que a benevolência do SENHOR tem lhe concedido. Que a sabedoria que tens recebido não fique “debaixo do alqueire, mas no velador” (Mateus 5:15) e ilumine a todos ao seu redor, pois isto é prudente. Que a luz e tudo o que dela provém seja o que lhe agrade os olhos e que o desgosto, a dor (v. 10) e as trevas deste mundo não tomem o lugar da verdadeira alegria que só o SENHOR pode dar.
 
Bom dia, luz do mundo!
 
Desafio do dia: Tome um banho de sol, pratique uma atividade física leve, respire fundo, converse com Deus, beba água pura e veja como seu dia será mais agradável!
 
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
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ECLESIASTES 10 – Comentário Rosana Barros
10 de maio de 2017, 0:30
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“O coração do sábio se inclina para o lado direito, mas o do estulto para o da esquerda” (v. 2).


Na cidade em que moro há um hotel à beira-mar cuja arquitetura frontal dá a ideia de que parte do prédio é inclinado para a esquerda. É claro que é só uma faixada criativa e que tudo lá dentro segue os padrões de uma construção normal. Mas, em meus pensamentos de criança, ficava imaginando que tudo lá dentro também deveria ser inclinado. O texto de hoje também se refere a uma inclinação, na verdade, duas: uma natural e ainda outra, adquirida.
 
Somos naturalmente inclinados, ou seja, tendenciosos, para o mal. E por mais insignificante que seja considerado o pecado cometido, ele pode colocar tudo a perder (v. 1). Nossa natureza pecaminosa nos torna inevitavelmente culpados. Contudo, recebemos, mediante a graça de Jesus Cristo, a oportunidade ímpar de, apesar desta inclinação, permitir que Ele construa em nosso interior os padrões celestiais. Ao recusar que o grande Arquiteto e Edificador promova a reforma necessária em nossa vida, inclinamos cada vez mais para o lado errado, e a jornada da vida vai revelando isso (v. 3). Paulo escreveu: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2:14).
 
Por outro lado, aquele que permite que a obra do Espírito Santo seja realizada em sua vida, inicia uma jornada cujo fruto vai sendo revelado em suas palavras e atitudes. O “ânimo sereno” (v. 4) ou mansidão faz parte do fruto do Espírito (Gálatas 5:23) e é indispensável na vida de todos os que desejam herdar o Reino eterno: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5:5); além de ser uma das características que Cristo nos convidou a adquirir: “Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, porque sou MANSO e humilde de coração…” (Mateus 11:29). A mansidão, aliada ao domínio próprio, nos torna aptos a discernir melhor como reagir em determinadas situações e nos livra de ações tolas e constrangimentos desnecessários.
 
A excelência da sabedoria está na vida e obra do Deus que Se fez homem. Suas palavras ecoavam vida. Suas ações manifestavam amor. Seus pensamentos eram de paz. Tudo nEle revelava uma sabedoria excelente e inquestionável. O Rei dos reis não almejou tronos ou posições terrenas. O Príncipe da Paz andou “a pé como” servo “sobre a terra” (v. 7) e nos deixou traçado, em solo enegrecido pelo pecado, o Caminho que DEVEMOS seguir. Apesar de nossa natural inclinação, não estamos fadados à queda, se tão-somente permitirmos que Cristo entre em nosso coração e nos torne coparticipantes com Ele de Seu banquete que nos refaz as forças (v. 17).
 
Que o meu e o seu coração esteja até o fim inclinado para o lado direito. Pois, não tarda a hora em que Cristo dirá aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).
 
Bom dia, salvos por Cristo!
 
Desafio do dia: Por mais que a sua natureza seja acostumada a reagir de modo contrário, escolha ser manso. Não revide. Não responda ao insulto. Se não for para falar com mansidão, prefira o silêncio. Que hoje seja o início de uma reforma em sua vida.
 
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes10 #RPSP


ECLESIASTES 9 – Comentário Rosana Barros
9 de maio de 2017, 0:30
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“… se é amor ou se é ódio que está à sua espera, não o sabe o homem. Tudo lhe está oculto” (v. 1).


A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos climáticos, dando-nos a possibilidade de saber a previsão do tempo e a proximidade de possíveis desastres naturais. Porém, esta mesma previsibilidade, infelizmente, não podemos ter com relação ao que fazemos neste mundo. Ainda que sejamos, aos olhos de Deus, justos e sábios, nunca saberemos ao certo o que nos espera no futuro. Nossas ações, por melhores e bem intencionadas que sejam, nem sempre são respondidas de maneira positiva. Mas existe algo completamente previsível: “Tudo igualmente sucede a todos” (v. 2). E, só para não restar dúvidas, “a todos sucede o mesmo” (v. 3).

Ninguém conhece o dia da morte, mas sabe que, enquanto estivermos neste mundo cujo “salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23), estamos todos sujeitos à mesma “remuneração”. Temos dentro de nós algo que pode decretar a nossa sentença de morte antes mesmo dela chegar de fato: o nosso coração. Pois “o coração dos homens está cheio de maldade” (v. 3). “Enganoso é o coração…” (Jeremias 17:9), lembram? Porém, enquanto há vida, há esperança (v. 4)!

Existem várias doutrinas sobre o estado dos mortos, mas a verdade sobre a morte é apenas UMA, e o sábio (como toda a Bíblia) deixa isto bem claro: “… mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque A SUA MEMÓRIA JAZ NO ESQUECIMENTO” (v. 5). Os sentimentos que dantes os governavam, já não existem (v. 6), nem tampouco qualquer obra ou conhecimento (v. 10). Portanto, precisamos realizar, EM VIDA, o que nos vier às mãos para fazer, conforme às nossas forças (v. 10), “pois o homem não sabe a sua hora” (v. 12).

De forma sábia e prudente, o SENHOR nos convida a procurar viver aqui um prenúncio do que viveremos na eternidade. O prazer de desfrutar com alegria das dádivas que Deus nos dá não é pecado, amados. O pecado está em permitir que os prazeres da vida ultrapassem os limites estipulados por Ele nas Escrituras. Mas se o nosso gozo não macular as alvas vestes que Jesus nos concede e nem esgotar o óleo do Espírito de nossa mente (v. 8), então devemos louvar a Deus pela porção de regozijo que Ele nos oferece “todos os dias” (v. 9). Este mundo já tornou-se triste o suficiente para que a nossa vida seja regida por “ódio ou inveja” (v. 6), ou qualquer outro tipo de sentimento que nos roube a esperança da vida eterna em Cristo Jesus.

A ilustração a respeito do pobre sábio descreve com exatidão esta verdade. Ainda que a sua sabedoria seja desprezada e suas palavras negligenciadas, “melhor é a sabedoria do que a força” (v. 16). Porque a sabedoria “dá vida ao seu possuidor” (Ec. 7:12), “mas um só pecador destrói muitas coisas boas” (v. 18). Não pense que você tem o poder de prever suas intenções. Fuja do mal enquanto há esperança (v. 4). “Vai” (v. 7) e desfruta da porção que Deus lhe confiou na companhia do cônjuge “que amas” (v. 9). “Em TODO TEMPO sejam alvas as tuas vestes e JAMAIS falte o óleo sobre a tua cabeça” (v. 8). Tudo o que Deus lhe confiar para fazer, não faça motivado por motivos egoístas, mas “conforme as tuas forças” (v. 10), “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16). E lembre-se:
Mais vale ouvir “as palavras dos sábios” em silêncio do que “os gritos de quem governa entre tolos” (v. 17). E a previsão do teu tempo porvir será a chegada da chuva serôdia, culminando no raiar do Sol da Justiça!

Bom dia, sábios do SENHOR (v. 4)!

Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes9 #RPSP



ECLESIASTES 8 – Comentário Rosana Barros
8 de maio de 2017, 0:30
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“Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo” (v. 5).

O tema da submissão na Bíblia nunca foi visto como um princípio de fácil compreensão. O texto mais conhecido e mais polêmico a este respeito, encontra-se em Efésios 5:22: “As mulheres sejam SUBMISSAS ao seu próprio marido, como ao SENHOR”. Este verso tem sido interpretado como machista e fora do contexto atual, o que não é verdade. Já o texto de hoje indica uma submissão suprema (v. 4). Ou seja, o que o rei (governante) falar, cumpre-nos obedecer.

Talvez, se as pessoas soubessem simplesmente qual é o significado de submissão, não a considerassem tão absurda. SUBMISSÃO é a circunstância em que se DEVE obedecer. Guarde bem esta palavra: DEVE (voltaremos a destacá-la no capítulo 12). O problema é que a maioria confunde submissão com subserviência. Este último significa aquele que obedece de forma humilhante. Com certeza não é isto que pedem as Escrituras. A obediência nunca foi requisito para a salvação, mas DEVE ser resultado dela. Se Jesus não tivesse sido obediente até a morte, a morte seria o nosso destino eterno. Ele mesmo nos deixou exemplo quando declarou: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (João 15:10).

A submissão bíblica é, sem dúvidas, uma forma de tirarmos o foco de nós mesmos e de nossos propósitos egoístas e permitirmos que Deus faça resplandecer o Seu rosto sobre nós (v. 1). Não adianta ficarmos cogitando desculpas para a desobediência, mas precisamos buscar na Palavra como fugir da rebeldia. O limite das ordens de um rei ou governante foi muito bem definido por Pedro e os demais apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). O nosso dever cívico não deve ultrapassar o nosso dever cristão.

Estamos cercados de cenas que retratam a grande desigualdade social que há em nosso país e na grande maioria dos países do globo. Mesmo sendo, em grande parte, consequências da corrupção e má gestão pública, isto não nos autoriza a deixarmos de obedecer às autoridades. Assim também funciona no sentido espiritual. Muitos têm julgado que os perversos gozam privilégios ao passo que os cristãos têm sofrido apesar de fazer o bem (v. 10 e 14). Entretanto, a Bíblia diz que “o perverso não irá bem” (v. 13) e que, com certeza, o bem que “sucede aos que temem a Deus” (v. 12) é a promessa de um Reino onde o Rei é eternamente Justo. Portanto, o que DEVEMOS fazer não nos torna escravos de um Deus tirano, mas libertos pelo Rei dos reis. Tiremos, pois, o foco deste mundo e das obras que se fazem debaixo do sol, as quais não podemos compreender (v. 17), e busquemos viver aqui a nossa verdadeira cidadania: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19).

Bom dia, filhos do Rei dos reis!

Desafio do dia: Escreva o nome de cinco governantes e ore por eles. Coloque esta folha em um lugar estratégico para que você sempre lembre de orar.

Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes8 #RPSP



ECLESIASTES 7 – Comentário Rosana Barros
7 de maio de 2017, 0:30
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“Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (v. 29).


Você já foi a um velório ou enterro? Quais os sentimentos que geralmente se externam em um momento como esses? Tristeza, luto, muitas vezes desespero, não é mesmo? Familiares e amigos chorando a ausência do ente querido. Em contraste com este quadro, o nascimento de um bebê é um dos momentos mais felizes na vida dos pais, senão o mais feliz. Visitar um bebê é motivo de alegria e de celebração da vida. Mas parece que Salomão inverteu as coisas neste capítulo. Ele chega a afirmar que é melhor “o dia da morte… do que o dia do nascimento” (v. 1). Na verdade, o início do verso nos oferece a explicação: “Melhor é a boa fama do que o unguento precioso”. Para quem teve uma vida temente a Deus, a morte torna-se apenas um intervalo intrajornada até que Cristo volte e lhe conceda o galardão eterno. Por isso que “preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos Seus santos” (Salmo 116:15).

Entretanto, nós, os vivos, devemos tomar isto em consideração (v. 2), sabendo que ainda estamos sujeitos às vicissitudes da vida e que as nossas escolhas definirão o nosso destino final. A morte não é o fim para os que temem ao SENHOR, porque “quem teme a Deus de tudo isto sai ileso” (v. 18). Muitos têm vivido de um lado o extremismo (v. 16) e do outro, a loucura da insensatez (v. 17). Diante do fato de que “não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (v. 20), devemos reconhecer a nossa total e completa dependência do único Justo que já pisou sobre esta terra. Ao reconhecermos que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5), estamos adquirindo a sabedoria que “dá vida ao seu possuidor” (v. 12). E nem a morte poderá afastar-nos do Amor que nos salvou (Romanos 8:38-39).

Apesar de ter recebido do próprio Deus o título de homem mais sábio que já pisou sobre esta Terra, Salomão confessou que por mais que buscasse a sabedoria, ainda a considerava algo muito distante de ser alcançado (v. 23). Então, ele inicia um tipo de “investigação” (v. 25) cuja conclusão dá a entender que ele excluiu qualquer possibilidade de haver alguma mulher dentro dos padrões que ele mesmo formou. A expressão “como esperava” (v. 28) deixa bem claro que a Bíblia não está excluindo as mulheres de serem sábias, mas que a própria experiência de Salomão com mulheres que quase o levaram à perdição, o fez chegar à conclusão de que desviar-se do plano original de Deus (Gênesis 2:24) para enredar-se com mulheres que não têm o temor do SENHOR, é lançar-se em um cárcere (v. 26).

Amados, diante da afirmação de que “quem teme a Deus de tudo isto sai ileso” (v. 18), precisamos dar ouvidos ao urgente clamor do Espírito Santo para nós hoje: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7). Muito em breve Jesus voltará e precisamos estar prontos. Logo, todos, homens e mulheres, estaremos diante do justo Juiz que não faz distinção entre nós (Romanos 3:22), pois TODOS pecamos e carecemos da glória de Deus (Romanos 3:23).

Que os momentos tristes e difíceis purifiquem o nosso coração (v. 3). Que aguardemos com paciência (v. 8) e que não sejamos governados pela ira (v. 9). Que deixemos as coisas que para trás ficam (v. 10) e prossigamos “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:14).

Bom dia, homens e mulheres salvos pela graça de Cristo!

Desafio do dia: Peça ao SENHOR que o ajude a fugir de tudo aquilo que tem lhe afastado de Seus propósitos.

Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes7 #RPSP



ECLESIASTES 6 – Comentário Rosana Barros
6 de maio de 2017, 0:30
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“É certo que há muitas coisas que só aumentam a vaidade, mas que aproveita isto ao homem?” (v. 11).


Propositadamente, não incluí no texto de ontem a vaidade das riquezas porque o capítulo de hoje é uma continuação acerca deste assunto. A abundância de riquezas e a falta delas sempre foram motivos de contendas entre os homens. O ser humano é insaciável (v. 7) e a ganância tem trazido tantos males para o mundo quanto os trágicos efeitos de uma epidemia. “O proveito da terra é para todos” (Ec. 5:9), mas nem todos têm usufruído desta dádiva divina. Muitos têm depositado sua segurança em algo que é inseguro e incerto e privado a si mesmos e ao próximo das bênçãos da caridade.

Cresci em uma família que sempre foi bem estruturada financeiramente. Meu pai tinha um comércio e levávamos uma tranquila vida de classe média. Até que o comércio entrou em falência e nossa situação mudou completamente. Precisei enfrentar um ensino público defasado e, não fosse a generosidade de um irmão na fé que me concedeu uma bolsa de estudos em seu colégio, não teria concluído com êxito o ensino médio. Sempre gostei muito de estudar, mas precisei ir trabalhar ao invés de ingressar numa faculdade. Me entristeceu o tempo em que tive que ficar afastada dos livros, porém, hoje olho para trás e percebo o quanto aquela experiência me fez crescer. No pouco que tínhamos, o SENHOR jamais permitiu que nos faltasse o básico. E com minha mãe, aprendi e tenho aprendido lições de economia e de altruísmo que escola alguma pode superar.

“Quem ama o dinheiro jamais dele se farta” (Ec. 5:10) é uma verdade tão real quanto o fato de você estar lendo este texto neste exato momento. Quem ama ter muito, nunca se sentirá satisfeito com o que tem. Mas aquele que experimenta compartilhar o que possui, quanto mais distribui, mais tem. Na matemática de Deus, o subtrair equivale ao multiplicar. Experimente abrir as portas do seu guarda-roupa, e verá que quanto mais roupas dá, mais roupas tem. Experimente abrir as portas da sua dispensa, e perceberá que a feira que não durava um mês renderá muito mais. Isto é barganha? Não, amados. Isto é cumprimento de uma promessa divina: “O que dá ao pobre não terá falta” (Pv. 28:27).

Deus, sendo o dono do ouro e da prata (Ageu 2:8), deseja dar o melhor para os Seus filhos. Mas Ele nunca dará para um justo além ou aquém do que ele possa administrar. Muito mais do que riquezas terrestres, Ele deseja nos dar tesouros celestes. Este foi o propósito de Jesus no pedido feito ao jovem rico. A versão deste relato, aos olhos de Marcos, descortinou a real intenção de tal pedido: “E, Jesus, fitando-o, O AMOU” (Marcos 10:21). “Vai, vende tudo o que tens”, atingiu no alvo o pecado que não o deixava dormir em paz (Ec. 5:12). “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16:26). “Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6:24).

Ter riquezas não é pecado. O perigo está em não conseguir viver sem elas. Precisamos buscar no SENHOR, a mesma alegria e contentamento que descobriu o apóstolo Paulo: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE” (Filipenses 4:11-13).
Os pedidos de Jesus para nós sempre vêm acompanhados de um mesmo propósito: SALVAÇÃO. Não faça a escolha do jovem rico. Escolha crer que o melhor para a sua vida é seguir Aquele que deu tudo por você e que hoje, fitando-o com amor, te chama:
“Vem e segue-Me” (Marcos 10:21).

Feliz sábado, herdeiros das riquezas eternas!

Desafio do dia: Não tem dia melhor para nos desapegarmos das coisas como no sábado. Siga o exemplo de Jesus. Faça o bem. Compartilhe com quem precisa as dádivas que Deus têm lhe confiado.

Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Eclesiastes6
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ECLESIASTES 5 – Comentário Rosana Barros
5 de maio de 2017, 0:30
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“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras” (v. 2).


No santuário, tanto o móvel no deserto, quanto a suntuosa construção de Jerusalém, havia três compartimentos: o pátio, o lugar Santo e o lugar Santíssimo. O acesso ao lugar Santo era permitido apenas aos sacerdotes e ao sumo sacerdote. No lugar Santíssimo só poderia entrar o sumo sacerdote, uma vez ao ano. E o pátio era o único compartimento onde o povo de Israel poderia ter acesso. E, mesmo assim, o pátio era um lugar de extrema solenidade, onde o povo levava seus sacrifícios e fazia suas orações. Por isso que Jesus reagiu energicamente quando viu o lugar de oração transformado em “um covil de salteadores” (Mateus 21:13). A reverência descrita no verso 1 diz respeito não apenas à forma de adoração, mas à intenção. Não é o sacrifício que agrada a Deus, e sim se o que há por trás do sacrifício for um coração que agrada ao SENHOR.
 
Quando Saul descumpriu as ordens de Deus e usou os sacrifícios como desculpa, a resposta do profeta Samuel lançou por terra as suas obras: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender a Deus, melhor do que a gordura de carneiros” (I Samuel 15:22). Apesar de não termos mais a prática de sacrificar animais, pois o verdadeiro Cordeiro de Deus pagou o preço de forma perfeita e completa (Hebreus 10:14), os “sacrifícios” ganharam uma nova roupagem, e muitas vezes têm tirado o foco do principal: “atender a Deus“. Se você chegar hoje em minha casa, para que eu possa abrir a porta, você precisa antes apertar a campainha, ou bater à porta, ou pelo menos me chamar. Mas de alguma forma se você quiser ser atendido, precisará que eu o ouça ou ficará em frente à porta até que alguém apareça.
 
Jesus está sempre à porta do nosso coração, porém, Ele não entra se não for convidado. Ele diz que está à porta e bate. Mas se a nossa atenção estiver voltada para “sacrifícios de tolos” (v. 1) ou “palavras néscias” (v. 3), abafamos a Sua voz com os ecos de uma adoração vazia. Então, não sentindo preenchido o coração com o Único capaz de saciá-lo, fazemos votos na tentativa de angariar pontos com Deus. E diante de um deslize quanto ao voto feito, nós mesmos nos sentenciamos culpados. Lembrem-se de Pedro. Tão impetuoso e tão rápido com as palavras. Diante da possibilidade de ver o seu Salvador sentenciado à morte, prontamente Lhe fez um voto: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo Te negarei” (Mateus 26:35). Porém, na prática, as suas palavras não se consumaram, e, ao se dar conta do que havia feito, “saindo dali, chorou amargamente” (Mateus 26:75).
 
A conclusão do verso 7 resume em uma frase qual deve ser a minha e a sua atitude:
“Tu, porém, teme a Deus”.
Toda a Bíblia confirma o fato de que usar mais os ouvidos e menos a boca é sinônimo de sabedoria e de discernimento espiritual:
“OUVE, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt. 6:4).
“Amando o SENHOR, teu Deus, dando OUVIDOS à Sua voz” (Dt. 30:20).
“… e todo o povo tinha os OUVIDOS atentos ao Livro da Lei” (Ne. 8:3).
“Hoje, se OUVIRDES a Sua voz, não endureçais o coração” (Sl. 95:7).
“Quem tem OUVIDOS para OUVIR, OUÇA” (Mc. 4:9).
“Bem-aventurados aqueles… que OUVEM as palavras da profecia” (Ap. 1:3).
De Gênesis a Apocalipse encontramos a confirmação das Escrituras a este respeito. Precisamos nos calar mais e permitir que o SENHOR fale. É quando calamos o nosso eu, que percebemos com clareza a voz de Deus.
 
Sejamos, pois, comedidos no falar. Entretanto, se tivermos de falar, que sigamos o conselho do próprio Pedro, após compreender esta verdade: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (I Pedro 4:11)… a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (I Pedro 2:9).
 
Bom dia, ouvintes do SENHOR e proclamadores de Suas virtudes!
 
Desafio do dia: Separe três momentos especiais no dia para orar e ouvir a voz de Deus através de Sua Palavra. Se possível, faça disso um hábito.
 
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Eclesiastes5 #RPSP


ECLESIASTES 4 – Comentário Rosana Barros
4 de maio de 2017, 0:30
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“Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (v. 12).

As tribulações são momentos de nossa vida em que temos que suportar algum tipo de tristeza. Salomão denomina esses momentos de opressões. A expressão “vi a violência na mão dos opressores” (v. 1), dá a ideia de que para ser oprimido, é necessário haver pelo menos um opressor. Segundo o dicionário, opressão significa sujeitar alguém a fazer algo pelo emprego de violência. Podendo esta violência ser psicológica ou física, causando “lágrimas dos que foram oprimidos”. A vida de Jesus é um total contraste com este quadro. O Seu ministério foi uma revelação do verdadeiro caráter de Deus, cujo atributo principal se chama AMOR (I João 4:8). O Seu convite aos oprimidos foi: “Vinde a Mim” (Mateus 11:28) e a Sua promessa foi: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus 5:4).

Logo após, o rei concluiu que em melhor condição estão os que já morreram (v. 2) e aqueles que ainda nem nasceram, pois estão livres das “más obras que se fazem debaixo do sol” (v. 3). E não bastasse este cenário humano tão triste, o verso 4 apresenta outra realidade que, além de ser vaidade, é egoísta e completamente reprovada por Deus. A Bíblia está nos dizendo que o esforço do homem por galgar degraus cada vez mais altos e a corrida por alcançar excelência no que se faz é resultado “da inveja do homem contra o seu próximo” (v. 4). O que fazemos tem sido reflexo do poder do SENHOR em nossa vida? Ou fazemos para mostrar aos outros que o nosso trabalho é superior? Qual tem sido a finalidade das suas obras? Um tolo e preguiçoso (v. 5-6) acaba passando por melhor condição do que quem procura o crescimento e a destreza para humilhar o próximo. Cristo condenou tal atitude na disputa de Seus seguidores pelos lugares de honra: “Pois todo aquele que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lucas 14:11).

A nossa vida não deve ser um espetáculo para o mundo, mas luz que indica o espetáculo da glória de Deus (Mateus 5:14-16). E este é um processo que além de gradual (Pv. 4:18), não é solitário. O famoso “cordão de três dobras” tem recebido diversas interpretações que dividem os estudiosos em discussões que não têm importância diante de Deus. A mensagem central é que “é melhor serem dois do que um” (v. 9). Isto sim faz todo sentido. E Salomão não enfatizou aqui o casamento, mas a importância dos relacionamentos. Tanto que ele usou a figura de filhos e irmãos no verso 8. A solidão nunca foi plano de Deus e a vida de Cristo foi a maior prova disto. O Salvador nunca estava sozinho. Se não estava envolto por multidões, estava cercado por Seus discípulos. Se não estava na companhia de todos os discípulos, estava com aqueles com os quais compartilhou os momentos mais difíceis e marcantes de Seu ministério. E na ausência de todos, estava em “audiência” com Seu Pai. Ou seja, ficar só não era opção. E, a certeza de Sua companhia para os que procuram cumprir a missão que requer relacionamento inclui a certeza de que jamais estaremos sozinhos: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mateus 28:20).

A inversão da opressão, do orgulho e da solidão é a vida de Cristo. Eis o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6). Eis “O cordão de três dobras que não se rebenta”! Eis o nosso único exemplo: “deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (I Pedro 2:21).

Bom dia, imitadores de Cristo!

Desafio do dia: Faça um nó em um pedaço de fita e coloque em sua Bíblia como marca-página para que você sempre lembre da importância de Seu relacionamento com Jesus e com o próximo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes4 #RPSP



ECLESIASTES 3 – Comentário Rosana Barros
3 de maio de 2017, 0:30
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“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v. 1).


Há um tempo atrás, um banco privado criou um slogan que prometia aos seus clientes um atendimento de 30 horas por dia. Apesar da impossibilidade literal de tal propaganda, a estratégia foi a de somar as 6 horas de funcionamento diário das agências mais as 24h de atendimento via telefone. A ideia era de transmitir aos clientes a segurança de que poderiam ter acesso à sua conta e negócios a qualquer tempo. E em uma época em que “tempo é dinheiro”, as estratégias têm sido cada vez mais ousadas e criativas.
 
O tempo pode ser imprevisível ou pode ser influenciado por nossas próprias escolhas. Ninguém escolhe o tempo em que vai nascer, mas as escolhas podem influenciar no tempo de morrer. Ninguém, em sã consciência, escolhe o momento de chorar, mas pode escolher sorrir. Não perdemos algo porque programamos a perda, mas temos a escolha de procurar até encontrar. Não compramos nada pensando no dia em que jogaremos fora. Não acordamos decididos: “Hoje vou me aborrecer com Fulano!” (Ou pelo menos, como cristãos, não deveríamos), mas podemos escolher amar. E, diante de tudo isso, percebam que o tempo não é naturalmente previsível. Na verdade o tempo de cada ser humano nesta Terra foi designado por Deus antes mesmo de nascer: “Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Salmo 139:16).
 
Deus é o dono do tempo, mas Ele não interfere no livre arbítrio que concedeu a cada um de nós. Usamos a liberdade de forma errada e acabamos maculando os perfeitos propósitos de Deus com nossas más escolhas. Mas aqueles que não se cansam de fazer o bem, no devido tempo colherão os resultados do que plantaram (Gálatas 6:9).
 
Nós nascemos e já começamos a morrer. O nosso tempo aqui é limitado e escasso. “… todos procedem do pó e ao pó tornarão” (v. 20). E nesta corrida contra o tempo começamos a tentar preencher o nosso coração com tudo aquilo que o mundo afirma ser felicidade, mas, que como vimos nos capítulos anteriores, não passa de vaidade.
 
Então, o verso 11 nos diz uma verdade que se todos pudessem ter conhecimento, certamente entenderiam o porquê ainda sentem um grande vazio na vida mesmo tendo alcançado tudo aquilo que aos olhos humanos trazem felicidade. Atentem bem para a parte destacada do verso: “Tudo fez Deus formoso no Seu devido tempo; TAMBÉM PÔS A ETERNIDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM”. O lugar que multidões têm tentado preencher com coisas corruptíveis, tem um espaço do tamanho da eternidade!
 
Portanto, o segredo da verdadeira felicidade, amados, não está em ganhar mais dinheiro; nem em ter um trabalho de destaque; nem em diversões e entretenimentos; nem em relacionamentos. Nada disso é eterno. Tudo isso é perecível. A verdadeira felicidade está em Deus, o único que é eterno e o único que tem o poder de renovar “o que se passou” (v. 15). Quer ganhar mais tempo? Invista o seu tempo no SENHOR. Ore mais, estude mais a Bíblia, louve mais, seja mais assíduo nos cultos da igreja “tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25). Que a sua comunhão com o Céu reflita a luz de Cristo em sua vida e que o seu tempo não se resuma a este mundo, pois Deus te fez para que você tenha vida em abundância, pois “sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (v. 14).
 
Bom dia, herdeiros do tempo eterno!
 
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus  #Eclesiastes3  #RPSP