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“Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito, pois o rei havia ordenado a todos os oficiais da sua casa que fizessem segundo a vontade de cada um” (v.8).
O rei Assuero, ou, conforme a história grega, Xerxes I, era o líder político mundial da época e gostava de contar vantagem de seu poder, riqueza e domínio. No período de incríveis “cento e oitenta dias”, mostrou a todos “as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza” (v.4), promovendo um grande banquete a todos os seus príncipes e seus servos (v.3). Logo após, ofereceu um banquete de sete dias a todo o povo (v.5), dando a liberdade de que, “sem constrangimento” (v.8), cada um agisse conforme a própria vontade.
Após dias de embriaguez e orgia sem limites, Assuero decidiu encerrar as festividades com a joia de sua vaidade. O desfile da rainha Vasti, que a Bíblia descreve como “em extremo formosa” (v.11), seria a perfeita conclusão da exposição da glória de seu reino. A recusa da rainha, contudo, causou-lhe o constrangimento que arruinou a sua alegre expectativa. Diante dos nobres e príncipes, sentiu-se desmoralizado e não permitiria que aquele ato ficasse sem punição. E o conselho de um de seus sábios logo foi ouvido e atendido: devido à sua recusa pública, Vasti foi deposta para sempre de sua posição de rainha.
A atitude de Vasti foi considerada um mau exemplo a ser eliminado. Os sábios consideraram a afronta da rainha como a ameaça de uma revolução feminina. A sua influência e posição lhe concedia uma exposição de figura pública, e muitas mulheres a viam como um modelo a ser seguido. Isso deixa claro que a preocupação de Memucã, portanto, fazia todo o sentido. Não estamos aqui considerando o motivo da desobediência de Vasti, pois ela teria até muitas razões para não aceitar aparecer diante de milhares de homens bêbados. Mas a necessidade de Assuero em exibir tudo o que tinha, aliada à recusa da rainha, por pouco não se tornou em um problema de ordem pública.
Quando o homem dá lugar à dissolução e às obras da carne, “sem constrangimento” (v.8), o resultado não pode ser outro senão um estado de loucura. Entorpecidos pelo pecado, muitos têm resumido suas vidas ao consumo de bens materiais e à sua exposição como troféus de sua imagem. Há uma necessidade quase que irresistível de publicar aos outros as coisas que perecem, e isso, à velocidade de um clique. Beleza, riquezas, luxúria e baixas diversões ganham exposição e destaque como amostras de uma prosperidade que, se pudessem ver o desfecho, se recolheriam em grande vergonha. E assim, o nosso mundo vai sendo moldado pelas aclamadas figuras públicas e seus exemplos que em nada edificam.
Qual tem sido a nossa escolha, hoje, diante dessa realidade? Se os cristãos estudassem mais a vida de Cristo e contemplassem menos as redes sociais, certamente não haveria tanta incoerência no cristianismo. Não estaremos seguros, a menos que nos recusemos a participar desse banquete atual de iniquidades e de uma sutileza que chega a ser delicada no sentido de expor “coisas boas”. Se almejamos morar onde Cristo mora, amados, somos chamados a viver como Ele viveu. Lembremos de que “o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo.2:17).
Estudando este livro na temporada passada, fui grandemente impressionada ao perceber que Ester carrega consigo um cenário profético muito bem delineado. A estratégia de um grande banquete para angariar a cumplicidade do “escol da Pérsia e Média” (v.3), e um banquete menor para conquistar a simpatia de todo o povo. Para a nobreza, glamour e poder. Para a plebe, a liberdade sem restrições. Interessante, não? Vivemos tempos difíceis, amados, mas também dias decisivos. Satanás já expôs seu banquete extravagante aos poderosos e influentes. Acredito que não restam dúvidas de que também já fez o convite a todos, “tanto para os maiores como para os menores” (v.5), oferecendo uma falsa liberdade cujo fim é a destruição. E será que nós entendemos o tempo em que estamos vivendo? “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Enquanto a maioria deseja conhecer e contemplar seus ídolos modernos, que o nosso desejo seja conhecer a Jesus, o nosso Redentor, para, muito em breve, O contemplarmos face a face. Logo Ele voltará, meus irmãos! Portanto: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3).
Pai Celestial, iniciamos mais um livro da Tua preciosa Palavra e clamamos pela iluminação do Espírito Santo! Queremos cavar fundo e encontrar os maravilhosos tesouros que, por Tua bondade, colocaste no livro de Ester. Creio que este livro tem uma contribuição profética muito especial para os nossos dias, assim como temos percebido que cada livro não só contém informações do passado, mas princípios que são eternos. Por favor, Senhor, imploramos por Teu auxílio para que estejamos acordados e apercebidos do que desejas falar e gravar em nosso coração! Que possamos subir mais um degrau em nosso relacionamento Contigo e fugir das ofertas deste mundo! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, conhecedores de Deus e do tempo!
Rosana Garcia Barros
#ESTER1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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