Reavivados por Sua Palavra


AMÓS 3, Comentado por Rosana Barros
9 de dezembro de 2017, 0:30
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“Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (v.7).


Continuando sua fala a Israel, Amós profere palavras de juízo “contra toda a família que Ele [Deus] fez subir da terra do Egito” (v.1). A confirmação da eleição não os eximiria de receber o castigo por todas as suas iniquidades (v.2). Então, uma série de perguntas retóricas são feitas, não com o fim de atribuir justiça à ação divina, mas de confirmá-la.

Certamente” (v.7), tudo o que sucederia aos filhos de Israel não deveria surpreendê-los, pois já haviam sido devidamente avisados. A armadilha já estava armada e a trombeta já havia dado o seu sonido. Israel quebrou a aliança com o Senhor e teve de arcar com as consequências de tal conduta. Inflamados pela torpeza e violência, permitiram que o mal lhes cegasse para “o que é reto” (v.10), mas o resultado de tais mazelas não destruiria uma parcela do povo: “assim serão salvos os filhos de Israel que habitam em Samaria com apenas o canto da cama e parte do leito” (v.12).

Em meio à “devastação” (v.10), um remanescente seria poupado do castigo iminente. Deus livraria os Seus fiéis de forma que nem “um pedacinho da orelha” (v.12) deles seria perdida. Notem que o Senhor não diz que os livraria do ataque do leão, mas de serem por ele devorados. Com certeza, a depender da gravidade do ataque, o leão pode deixar cicatrizes bem profundas, mas que, impedido no momento certo, não atingem a vitalidade da vítima.

O apóstolo Pedro já nos advertiu: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar“, e nos aconselha: “resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1Pe 5:8-9). Temos visto que, desde a geração de Noé, não tem sido fácil permanecer fiel em meio à infidelidade. Não é fácil, mas, pela graça de Deus, é possível.

Apesar de não ser considerado um profeta, Pedro, inspirado por Deus, nos deixou revelações que o tempo não invalida. Como nunca antes, o diabo tem cercado o povo de Deus com provações de forma cruel e covarde. Sob suas ordens, os anjos caídos têm oprimido os filhos do Reino com toda sorte de provações. Contudo, para o seu desespero e ira, existe um pequeno povo espalhado pelo mundo cuja fé firme não permite que ele lhe devore “as duas pernas ou um pedacinho da orelha“, mas cujo sofrimento tem lhe aperfeiçoado, firmado, fortificado e fundamentado em Cristo (1Pe 5:10). O sofrimento que o diabo causa visando morte, Deus transforma em um caminho para a vida.

As dificuldades que permeiam a vida dos santos do Altíssimo não lhes serão por tropeço, mas os provará e os purificará como se prova o ouro e se purifica a prata (Zc 13:9). Está sendo retirada toda a impureza para que neles seja notória a impressão do caráter de Cristo. Nenhuma prova, por maior que pareça ser, acontece sem que Deus conceda força suficiente para suportá-la. E, a cada batalha vencida, as cicatrizes não se tornam motivos de revolta, mas de gratidão ao Senhor que, por nós, carregará cicatrizes pela eternidade.

As lutas e sofrimentos daqueles que invocam o nome do Senhor em busca de auxílio deixam de ser pedras de tropeço e passam a ser oportunidades de aperfeiçoamento cristão. Uma vida consagrada é aquela que permite que Jesus a viva em seu lugar. E cada dia surge a necessidade de uma renovação. Cada dia traz o seu mal e se não houver genuína rendição, Satanás aproveita-se da fragilidade espiritual e o que antes era tentação toma forma de pecado. A oferta da graça se renova a cada manhã, mas perto está o Dia da justiça, portanto, hoje, é tempo de aceitá-la como se amanhã já não o fosse possível.

Não importa o quanto o leão maligno tenha lhe machucado ou o quanto de você ele tenha arrebatado. Ainda há tempo de gritar pelo socorro do Bom Pastor e Ele fará de sua vida a declaração de um milagre.

Feliz sábado, remanescente do Deus vivo!

Desafio do dia: Faça uma visita missionária. Leve esperança a quem necessita.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós3
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AMÓS 2, Comentado por Rosana Barros
8 de dezembro de 2017, 0:30
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“Assim diz o SENHOR: Por três transgressões de Judá e por quatro, não sustarei o castigo, porque rejeitaram a lei do SENHOR e não guardaram os Seus estatutos; antes, as suas próprias mentiras os enganaram, e após elas andaram seus pais” (v.4).


Dentre as nações citadas pelo profeta, Israel ganha destaque como aquela que mais abominações cometeu contra o Senhor. Começando por Judá, o povo já não mais considerava a lei de Deus e desprezava os Seus estatutos. Envolvidos em idolatria e prostituição cultual, rapidamente se esqueceram de Deus e de tudo o que Ele havia operado para que pudessem desfrutar da terra em que viviam.

A zona de perigo em que Israel passou a viver fez com que os corações se fechassem para qualquer tentativa do Senhor de trazê-los de volta. E, imersos em seus próprios conceitos e ideias, foram afastando-se cada vez mais da verdadeira adoração ao único Deus verdadeiro. Esta rebelião, no entanto, nunca alterou o fato de que Israel foi eleito para ser um representante do Senhor entre os povos. O povo não abandonou o título de nação santa, pelo contrário, se orgulhava disto. Nem tampouco deixou de praticar os rituais do templo.

A confusão que muitos fazem acerca da obediência à lei de Deus tem sido o motivo da falta de compreensão sobre este assunto. De Gênesis a Apocalipse, toda a Bíblia aponta para um povo que, de geração em geração, se mantém fiel aos preceitos da legislação divina. As Escrituras são claras ao afirmar que os salvos dos últimos dias serão “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Mas não podemos esquecer que foram os “guardadores” da lei que incitaram a turba enfurecida a gritar a maldita sentença: “Crucifica-O!” (Mt 27:23).

Ao citar palavras do antigo testamento, Jesus revelou o verdadeiro caráter da lei de Deus e o motivo áureo que deve reger o coração de todo filho obediente: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo“, então, encerrou dizendo: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas” (Mt 22:37-40). O amor é a essência da lei divina. Jesus não anulou os mandamentos de Deus, mas lembrou aos fariseus a verdadeira motivação para observá-los.

O verdadeiro objetivo da lei é de nos revelar nossa pecaminosidade e nos dizer: “Olha, você precisa de um Salvador!” Podemos ser exímios observadores da lei, sem, contudo viver o amor. Exemplo? Os fariseus. Mas é impossível viver o amor e não ser um filho obediente. Exemplo? Jesus (Fl 2:8). Que exemplo temos procurado seguir? Por muitos anos andei cambaleando no caminho do farisaísmo até que permiti que o Amor me resgatasse. Desde então, cada dia, o Espírito Santo tem me ensinado que o amor é muito mais do que fazer parte de uma igreja e me comportar conforme a cartilha eclesiástica. O amor é Jesus Cristo em mim e eu nEle.

O Senhor tem Seus filhos fiéis em todos os cantos deste mundo que, ainda que desconheçam Suas ordenanças, têm sido fiéis no pouco que possuem:

Aqueles que Cristo louva no Juízo, talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriam Seus princípios… Mesmo entre os gentios existem pessoas que têm cultivado o espírito de bondade; antes de lhes haverem caído aos ouvidos as palavras de vida, acolheram com simpatia os missionários, servindo-os mesmo com perigo da própria vida. Há, entre os gentios, almas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos; todavia, não perecerão. Conquanto ignorantes da lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 638).

Hoje, Deus nos convida a olhar para Jesus, que veio “engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is 42:21). Ninguém será salvo por ser um exemplar guardador da lei, mas por conhecer Aquele que por Seu amor nos deixou o perfeito exemplo (Jo 17:3). “Vinde a Mim” (Mt 11:28) é o convite irrecusável do Deus que nos amou primeiro (1Jo 4:19)!

Bom dia, amados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós2
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AMÓS 1, Comentado por Rosana Barros
7 de dezembro de 2017, 0:30
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“Ele disse: O SENHOR rugirá de Sião e de Jerusalém fará ouvir a Sua voz…” (v.2).

Mais um profeta menor surge nas páginas finais do Antigo Testamento. Amós foi chamado para a missão específica de advertir não só Israel, mas as nações vizinhas de que seus pecados haviam, literalmente, passado dos limites. “Por três transgressões… e por quatro, não sustarei o castigo” (v.3) é uma expressão que indica um juízo inevitável.

A disciplina de Deus possui etapas tal qual a disciplina de um pai para com um filho. Funciona na seguinte ordem: orientação, advertência, disciplina corretiva, castigo definitivo. A orientação está contida na Bíblia. Tudo o que precisamos saber para ter uma vida de acordo com a vontade de Deus está escrito na Palavra Inspirada. Mas, diante da rebeldia do povo, Deus enviava os Seus profetas para advertir quanto às consequências da desobediência. Fosse a rebeldia persistente, a disciplina corretiva era aplicada por meio dos povos aos quais se misturavam. E, não obstante, fosse a correção um meio de trazer de volta os filhos rebeldes, aqueles que endurecessem o coração caminhavam, por escolha própria, para o castigo definitivo.

Ainda hoje esta é a ciência da educação divina. De uma maneira insistente e misericordiosa, o Espírito Santo nos aponta a Palavra de Deus como o nosso manual de sobrevivência. Mediante uma busca sincera e desprovida de sentimentos egoístas, o estudante das Escrituras torna-se mais e mais semelhante à imagem outrora maculada, como está escrito: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (1Co 3:18).

Infelizmente, apesar de ser o livro mais vendido no mundo, a Bíblia tem sido usada não como fonte de vida, mas como um meio de justificar escolhas equivocadas ou até mesmo distorções de sua verdadeira interpretação assim como o diabo usou as Escrituras no deserto quando tentou a Jesus (Mt 4). A pior mentira que existe é um coração malicioso que usa a Bíblia para aparentar ser o que não é. E por mais que engane pessoas, jamais conseguirá enganar Aquele que esquadrinha as intenções humanas (Sl 139:2).

Percebam que cada castigo não sustado (confirmado) possuía um único motivo: a quebra “da aliança de irmãos” (v.9). Deus não admite ações que sejam realizadas com o fim de prejudicar pessoas, ainda que revestidas com o “véu” da sutileza. Cada povo citado “perseguiu o seu irmão à espada e baniu toda a misericórdia” (v.11), rompendo assim os limites da longanimidade divina por seus atos de desamor. A espada não significa apenas a violência física, mas algo que pode ser ainda pior: “Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada” (Pv 12:18). Ou seja, falar com o objetivo de ferir, diante de Deus, equivale a uma tentativa de homicídio.

Uma das maiores necessidades que temos de aplicar diariamente à nossa vida é o exame do nosso coração; clamar para que o Espírito Santo nos aponte nossos pecados e invocar o nome do Senhor por socorro. Por mais que a nossa vida represente, diante dos homens, algum tipo de exemplo a ser seguido, enquanto não entendermos que a nossa débil condição e a opinião pública não garantem a nossa salvação, a santificação fica estagnada e retrocedemos iludidos com os aplausos errados.

Você e eu temos um débito com o Céu, débito este que foi perfeitamente pago por Jesus. Todo aquele que compreende este princípio e deseja viver em harmonia com a natureza de Cristo, não precisa de subterfúgios para mostrar que está vivendo uma nova vida, mas a aprovação do Céu já lhe é o bastante. Foi assim com os maiores nomes da Bíblia, que foram rejeitados, perseguidos, mal compreendidos e humilhados por seus contemporâneos, mas que serão glorificados por Jesus no grande Dia de Sua volta. Portanto, que possamos dar ouvidos às orientações de Deus, aceitar as Suas advertências e, quando necessário, ser moldados por Sua disciplina, para que não participemos do castigo que foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41).

Bom dia, filhos do Pai de amor!

Jornada de oração, dia 21/21: Rasgue o seu coração diante de Deus e humilhe-se perante Aquele que, hoje, deseja lhe salvar.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós1 #RPSP

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JOEL 3, Comentado por Rosana Barros
6 de dezembro de 2017, 0:30
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“Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o Dia do SENHOR está perto, no vale da Decisão” (v.14).

Um dos registros de milagres mais fantásticos do Antigo Testamento encontra-se no segundo livro de Crônicas, capítulo vinte. Josafá, rei de Judá, após ser liberto de uma cilada armada por Acabe, rei de Israel,  teve de enfrentar outra dura prova. Os reinos de Moabe e Amom reuniram seus exércitos para marchar contra o reino de Judá e, sob a forte ameaça destes reinos sobremodo intimidantes, “Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá” (2Cr 20:3). A sua oração, registrada nos versos seguintes, declara a beleza de um coração contrito e que se humilha diante de Deus reconhecendo a sua incapacidade de vencer diante das batalhas da vida.

Muito mais do que uma guerra externa, Josafá e o povo enfrentaram uma tremenda guerra interna, abrindo mão de suas preferências, gostos e ideias humanas, para dar lugar à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Todos, repito, todos estavam “em pé diante do SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos” (2Cr 20:13). As famílias, percebem? Ninguém estaria imune de enfrentar a fúria dos exércitos inimigos, portanto, ninguém poderia estar indiferente num momento em que a decisão de cada um era caso de vida ou morte.

É interessante observar que a busca começou pelo líder do povo, partiu para Judá, e de Judá para “todas as cidades de Judá” (2Cr 20:4). Notaram a sequência? Sempre que um líder se empenha a buscar ao SENHOR “em espírito e em verdade” (Jo 4:24), e convoca os seus liderados a fazer o mesmo, algo de sobrenatural acontece e esta busca se expande para fora dos limites de uma igreja. O que foi que Josafá e o povo fizeram? Eles oraram. Simplesmente oraram. Todos, homens, mulheres e crianças unidos num mesmo propósito. E qual foi o resultado? “Veio o Espírito do SENHOR” (2Cr 20:14). Uau! Meus irmãos, até quando não entenderemos o papel da oração, principalmente nos momentos mais difíceis de nossa vida?

A resposta do Espírito Santo ao povo foi muito clara e objetiva: “Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o SENHOR vos dará… Não temais, nem vos assusteis… porque o SENHOR é convosco” (2 Cr 20:17). Mil vezes uau! Entendem o porquê do profeta Joel citar esta batalha no capítulo de hoje? Ela é a ilustração mais assertiva quanto à batalha final em que já estamos inseridos. Enquanto muitos dizem que nós temos que fazer algo, Deus diz: “Fiquem parados”. Enquanto outros dizem que não precisamos fazer nada porque vivemos no tempo da graça, está escrito: “Crede no SENHOR, vosso Deus e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20). E nesta luta entre fazer e não fazer, o Espírito Santo clama ao coração humano na esperança de que alguém entenda que ficar parado não significa se entregar ao inimigo, mas confiar no Deus que já o venceu; e que deixar de lutar não significa não fazer nada, mas permitir que o Espírito Santo faça a Sua obra em nós.

O resultado da obediência de Judá aos reclamos divinos foi a vitória em uma guerra na qual eles não tiveram de levantar uma arma sequer, mas apenas as suas vozes. Eles simplesmente louvaram e um vale que seria o cenário de uma guerra cruel e sangrenta, tornou-se em “vale de Bênção” (2Cr 20:26). O chamado do Senhor, hoje, para cada homem, mulher e criança é: “Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá; porque ali Me assentarei para julgar todas as nações em redor” (v.12). Ele não chama os corajosos e poderosos, mas transforma o medroso e humilde, em valente e cheio do poder do Espírito Santo.

Para os que se unirem ao exército do inimigo, o Dia do SENHOR será “dia de escuridade e densas trevas” (Jl 2:2), “mas o SENHOR será o refúgio do Seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel” (v.16). O vale da Decisão, amados, não é onde estamos hoje, mas para onde iremos amanhã. Ali, Deus dará o veredito de cada vida humana. E para que destino final estamos avançando? Para o alto de onde apenas veremos “o castigo dos ímpios” (Sl 91:8), ou para o lugar cheio de “corpos mortos” (2Cr 20:24)? Estas podem não ser mensagens muito agradáveis e pode acreditar que eu preferia estar escrevendo apenas sobre o quanto Deus é amor. Porém, quer você acredite ou não, as advertências dadas aos profetas menores são apelos divinos de amor e de misericórdia a um mundo que necessita ser alertado de que pouco tempo lhe resta para a decisão definitiva.

Assim como foi com Judá, o grande conflito em que estamos inseridos não envolve a luta de uns contra os outros, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6:12). Semelhante a Josafá, é normal sentirmos medo dos inimigos. Mas o Senhor nos chama a termos a mesma atitude daquele rei, buscando-O e confiando em Sua justiça infalível. Preencha o seu coração com orações e louvores, permitindo que o Espírito Santo venha sobre você, e confie que o Senhor mesmo cuidará dos seus inimigos. Que no vale da Decisão sejamos declarados inocentes pelo sangue do Cordeiro que nos levará para a eterna Sião!

Bom dia, expiados pelo sangue de Cristo!

Jornada de oração, dia 20/21: Oremos pedindo que o Senhor nos socorra em nossas lutas e nos batize com o Seu Espírito.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Joel3 #RPSP

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JOEL 2, Comentado por Rosana Barros
5 de dezembro de 2017, 0:30
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“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (v.23).

Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que perdeu a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a comunidade cristã e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o assim diz o SENHOR, para uma falsa adoração, conforme o homem diz que o SENHOR disse.

Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta que já anunciam “o Dia do SENHOR” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25).

O último chamado de Deus à cada ser humano tem sido feito pela Pessoa do Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8 ) e que rasgam o coração perante Deus (v.12). “O SENHOR levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12).

O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. Não é algo que se dará do coletivo para o individual, mas ao contrário disto. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a esta promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo, mas apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu o que significa o dobro do azeite.

O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito, inclusive, para os servos e as servas (v. 28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro avivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano sendo guiado por Ele.

Quando os discípulos receberam o Espírito Santo estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At 1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At 1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e a dependência da graça de Cristo, e invocaram o nome do SENHOR em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração perseverante.

Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra. Há uma igreja invisível em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap 18:4). São pessoas que invocam ao SENHOR e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do avivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt 5:3). A salvação em Cristo não se limita aos doutores da Palavra de Deus, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto. A própria palavra “avivamento” já diz tudo, é tornar mais vivo, é viver o evangelho e não apenas conhecê-lo. Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa atitude é o que definirá o nosso destino eterno (Jo 8:9). Não é o lugar em que estamos, mas diante de quem escolhemos nos curvar.

Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15), que não é convidada a viver um farisaísmo, mas um cristianismo que reflete a imagem do seu Criador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para TODOS, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa.

Não temos o que temer se o Espírito Santo é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com o Senhor. Que aceitemos, hoje, a provisão do SENHOR (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã que rega o nosso coração num trabalhar diário preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar” (v.32).

Bom dia, sobreviventes dos últimos dias!

Jornada de oração, dia 19/21: Oremos por um coração verdadeiramente convertido e preparado para receber a chuva serôdia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Joel2 #RPSP

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JOEL 1, Comentado por Rosana Barros
4 de dezembro de 2017, 0:30
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“Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do SENHOR, vosso Deus, e clamai ao SENHOR” (v.14).


Apesar de seus autores serem chamados de “profetas menores”, nos livros a partir de Oseias nos são apresentadas grandiosas e solenes mensagens. O livro de Joel apresenta uma mensagem diferenciada e universal: “escutai, todos os habitantes da terra” (v.2); e que não deve ser esquecida, sendo transmitida de geração a geração (v.3). Apesar das diversas interpretações teológicas acerca do que possa significar o gafanhoto citado no verso quatro, o objetivo central está no fato de que onde há afastamento de Deus há destruição. Tanto que no verso seguinte, há um chamado ao arrependimento: “Ébrios, despertai-vos e chorai” (v.5).

O momento que é apresentado em seguida é de juízo sobre a terra, que causaria grande tristeza e lamentação. As figuras de linguagem utilizadas eram bem características da época e representavam as ocasiões mais festivas do povo de Israel: o casamento (v.8), os rituais religiosos (v.9) e a colheita (v.10 e 11). Ou seja, nada mais seria motivo de “alegria entre os filhos dos homens” (v.12).

Em seguida, há um chamado extremamente solene e urgente. Observe que ele começa pelos líderes religiosos: “Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes” (v.13). Os ministros de Deus são convocados a serem os primeiros a reconhecer que é tempo de angústia e de contrição diante do Senhor. O termo “passai a noite” indica um período em que o silêncio das madrugadas deve ser quebrado com as súplicas daqueles que entendem o tempo em que estão vivendo. Deve partir deles a iniciativa seguinte, de convocar “todos os moradores da terra” (v.14) a participar deste clamor coletivo.

Então, logo depois, o profeta anuncia o porquê disso tudo: “Porque o Dia do SENHOR está perto” (v.15). Você entende agora para que época especificamente esta mensagem é dirigida? Entende que você e eu estamos inseridos neste livro como dois e dois são quatro? Deus não está dizendo que devemos ser pessoas tristes e desanimadas, mas plenamente conscientes de que a nossa vida não deve se resumir aos prazeres deste mundo; que os momentos que deveriam ser de maior alegria não mais o serão para os que compreendem que o Senhor não tarda em cumprir a Sua promessa.

O tempo de angústia que diante de nós está não se resume a uma perseguição coletiva, mas à consciência individual daqueles que já estão cientes da brevidade destes últimos dias: “Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: ‘Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo‘ (Ap 3:10)… Sofrendo embora a mais profunda ansiedade, terror e angústia, não cessam as suas intercessões. Apoderam-se da força de Deus como Jacó se apoderara do Anjo; e a linguagem de sua alma é: ‘Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 624 e 625).

Amados, Deus nos fala em linguagem que possamos compreender. O Consolador ainda está à nossa disposição para aclarar a nossa mente e nos revelar os propósitos divinos. Não temos mais tempo a perder com coisas corruptíveis. Necessitamos urgentemente de um novo Pentecostes, e este, com força superior, para que se cumpra o sinal decisivo antes da vinda do Filho do Homem: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14).

Erguei-vos, pastores, “ministros de meu Deus” (v.13)! Humilhai-vos perante o Senhor, nosso Deus, e convocai as ovelhas a participar deste clamor coletivo que moverá o coração de Deus a abreviar os tempos e a nos fortalecer para a batalha final. Então, haverá um só povo que, ainda que separado geograficamente, estará unido pelo elo infalível da oração. “Afligem a alma perante Deus, indicando o anterior arrependimento de seus muitos pecados, e reclamando a promessa do Salvador: ‘Que se apodere de Minha força e faça paz Comigo; sim, que faça paz Comigo‘ (Is 27:5)” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 625).

Clamai ao SENHOR“, “todos os moradores desta terra“, “porque o Dia do SENHOR está perto“!

Bom dia, habitantes de toda a terra!

Jornada de oração, dia 18/21: Peça ao Espírito Santo que lhe traga à memória todos os pecados dos quais ainda não se arrependeu, inclusive os que nem imagina que sejam pecados, e clame pelo perdão divino. Se possível for, faça isto de madrugada.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Joel1
#RPSP



OSEIAS 14, Comentado por Rosana Barros
3 de dezembro de 2017, 0:30
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“Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9).

A idolatria de Israel representava a sua situação perante Deus: completamente indiferente. Ele não deixou de ser o povo de Deus, nem de ser chamado nação eleita, nem tampouco de praticar os rituais do templo. No entanto, tudo tornou-se uma espécie de religiosidade barata e adoração fingida. O mesmo esmero que dedicavam às obras do templo, também dedicavam a praticar coisas que os afastavam cada vez mais da verdadeira adoração.

Por mais que o mundo ofereça inúmeros meios para desviar a nossa atenção do sagrado, acredito que a pior situação seja a indiferença. Uma pessoa indiferente acomoda-se em uma condição espiritual rasa e sem propósito a ponto de pensar que está adorando a Deus quando, na verdade, nem faz ideia de quem Ele realmente seja. E assim como Israel, o indiferente se envaidece de sua vida religiosa superficial, pensando que disto depende a sua salvação. Pregam a graça de Jesus, mas não fazem ideia do que seja a graça.

Graça é um Deus que olha para a nossa infidelidade e ainda nos diz: “Eu de Mim mesmo os amarei” (v.4). É estender perdão a pessoas indesculpáveis. É intercessão por pecados detestáveis. É amor em troca de rebeldia. É favor onde não há misericórdia.

Foi Jesus inocente, em troca da humanidade culpada.

Este livro que terminamos apresenta uma nova forma de dizer que Israel pecou demasiadamente e que seus pecados eram passíveis de morte. De igual forma é mais um livro que Deus encerra com palavras de graça e de esperança. O que o Senhor espera do Seu povo não é nada menos do que isso: que a nossa vida seja uma fonte de graça e de esperança. Que não seja apenas uma “referência” religiosa, porque se a nossa justiça “não exceder em muito a dos escribas e fariseus”, jamais entraremos no reino dos céus (cf. Mt 5:20). Não existiam melhores exemplos de religião exterior do que as dos líderes de Israel. Sua religião polida e imponente conduta causavam admiração e tinham forte influência no meio do povo. Mas foram eles que crucificaram o Messias.

Eu não nasci na igreja, mas passei a fazer parte dela ainda em minha adolescência. Conheci a igreja, suas doutrinas, regras e serviços. Conheci a sua liturgia, organização e membresia. Mas faltava conhecer o principal: Jesus. Será que esta não é sua realidade hoje?

“Volta, ó _______ [seu nome] , para o SENHOR, teu Deus” (v.1), é o apelo divino para cada filho Seu. Enquanto os nossos pecados nos encerram na vala da perdição, Deus nos chama à salvação. E a única coisa que Ele nos pede é: Arrependei-vos e convertei-vos (v.2). O Senhor não exige de nós uma religiosidade baseada em obras vazias, mas a confissão de lábios que exprimem o que vai no âmago do coração.

Deus deseja que entendamos e saibamos que só Ele é Deus e que andemos por Seus retos caminhos. Pode acreditar: após conhecê-Lo e experimentar o Seu amor incondicional, você nunca mais passará um só dia sem sentir saudades de um Deus a Quem você nunca viu pessoalmente e de um lugar que você nunca foi.

“Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR” (v.2).

Bom dia, conversos do SENHOR!

Jornada de oração, dia 17/21: Oremos pedindo ao Senhor que nos conceda sabedoria e prudência para andar em Seus retos caminhos.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Oseias14 #RPSP

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OSEIAS 13, comentado por Rosana Barros
2 de dezembro de 2017, 0:30
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“A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de Mim, o teu socorro” (v.9).

O verso acima apresenta a diferença entre os resultados da obra humana e os da obra divina. O pecado frequente de Israel o levou a esquecer-se de Deus e envolver-se em uma idolatria sem precedentes. Ignoravam as palavras do Senhor enquanto beijavam a “obra de artífices” (v.2). E apesar das inúmeras manifestações das misericórdias divinas, rebelavam-se “mais e mais” (v.2) contra a aliança do Senhor.
 
Desde o Egito, os filhos de Israel receberam provas suficientes do amor e do cuidado de um Deus misericordioso, o Único capaz de salvar (v.4). No deserto lhes sobreveio abundância de milagres; em Canaã, fartura e segurança. Bem pouco compreendido é o objetivo do deserto e a maioria deixa de receber as benesses “em terra muito seca” (v.5).
 
Há um certo equívoco quanto à vida cristã que tem custado o distanciamento de muitos do caminho eterno. Quando Cristo foi batizado, logo após Ele foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt 4:1). Tomando posse do trio espiritual – jejum, oração e Bíblia – Jesus venceu o diabo e foi servido pelos anjos. Da mesma forma, cada ser humano que decide entregar a sua vida a Deus, torna-se objeto da ira do inimigo e alvo de seus “dardos inflamados” (Ef 6:16). Mas, da maneira que Jesus venceu, podemos ser vitoriosos com Ele.
 
Observem a sequência: Israel saiu do deserto para entrar em uma terra que manava leite e mel. Jesus venceu no deserto e foi servido pelos anjos. Os salvos dos últimos dias sairão “da grande tribulação” (Ap 7:14) para um lugar onde “jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum” (Ap 7:16).
 
Não podemos permitir que a fartura do “pasto” (v.6) deste mundo torne soberbo o nosso coração a ponto de nos esquecermos do Senhor. Uma vida destituída de oração e do estudo das Escrituras está fadada não somente ao fracasso, mas à morte espiritual e ao castigo definitivo. Infelizmente, nem todos compreendem isso e, provados no deserto das tentações e angústias, julgam demasiado pesado o fardo que não souberam depositar aos cuidados dAquele que prometeu: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28).
 
As “dores de parturiente” (v.13) estão aumentando e enquanto isso multidões têm rejeitado o último chamado de Deus. “O último inimigo a ser destruído é a morte” (1Co 15:26), e, a respeito disto, a promessa foi garantida: “Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte” (v.14). Apeguemo-nos, pois, a tão maravilhosa promessa e os desertos de nossa vida não serão o fim, mas o caminho que nos provará e conduzirá ao banquete da eternidade.
 
Feliz sábado, provados para a eternidade!
 
Jornada de oração, dia 16/21: Oremos consagrando nossa família ao Senhor e firmando uma aliança para a realização do culto familiar, pela manhã e ao findar do dia.
 
Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus
#Oseias13
#RPSP
 
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OSEIAS 12, Comentado por Rosana Barros
1 de dezembro de 2017, 0:30
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“Converte-te a Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre” (v.6).


Sem dúvida alguma, Jacó não é o melhor exemplo a ser seguido. Desde o ventre  já demonstrava uma índole desvirtuada do que deveria ser. Na fase adulta, usou da mentira para conquistar algo que Deus já havia prometido conceder. Ou seja, Jacó gostava de dar o seu “jeitinho” para acelerar o processo que só cabia a Deus resolver.

A angústia de Jacó em sua luta com Deus revelou um homem transformado: daquele que dava uma “mãozinha” no destino, para aquele cujas mãos não largavam o Único que poderia verdadeiramente conceder-lhe um destino eterno e feliz. Em meio às lágrimas e profunda aflição, “ali falou Deus conosco” (v.4), ali falou Emanuel com Jacó que, pela primeira vez, demonstrou uma verdadeira entrega de sua vida abrindo o coração e agarrando-se Aquele que sabia exatamente por onde conduzi-lo.

A condição espiritual de Israel indicava um Jacó antes da experiência de Betel. Com “balança enganosa” (v.7) e espírito opressor, fazia as vezes de Laodiceia do Antigo Testamento. Tendo “enriquecido e adquirido grandes bens” (v.8), julgava-se sem pecado, desprezando, assim, a necessidade da graça divina. Mas o “SENHOR, o Deus dos Exércitos” (v.5), não desistia de Seus filhos enviando-lhes muitos profetas e multiplicando “as visões” (v.10).

Estamos vivendo o tempo da oportunidade. Tempo este que requer de nós a mesma atitude que teve Jacó “no vigor da sua idade” (v.3). Jacó deixou de lutar contra Deus para lutar por meio de Deus. Em meio a uma experiência surreal, entendeu o seu papel no plano da redenção: perseverar até o fim; agarrar-se nas vestes de justiça de Cristo e não deixá-Lo até receber a bênção. Jesus não nos prometeu uma vida desprovida de sofrimentos neste mundo. Muito pelo contrário, Ele foi bem claro ao dizer: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Enquanto não há genuína conversão, o amor é fingido, o juízo é desprezado e a fé é equivalente a um “saquitel furado” (Ag 1:6). É fácil ser cristão da boca para fora. Basta parecer ser o que não é, fingir que se importa com as pessoas e falar meia dúzia de palavras bonitas. Enquanto Jacó apegou-se ao fato de ter sido escolhido por Deus, colocando o seu chamado acima do Deus que o chamou, teve de sofrer as consequências de sua insanidade. Mas quando, em humilhação, rasgou o seu coração cheio de medo e de angústia diante do Senhor, entrou na luta que lhe tornaria vitorioso.

A grande batalha na qual estamos inseridos não reclama a nossa vida miserável, mas reclamou a vida perfeita dAquele que veio ser “Deus conosco” (v.4). Lutar com Deus não significa usar nossas próprias forças, mas aceitar a força divina em nossa vida ainda que tenhamos que manquejar no caminho para Casa (Gn 32:31). Assim como, “por meio de um profeta“, o Senhor “fez subir a Israel do Egito” (v.13), Deus ergueu a Sua mensageira para fazer com que a Sua igreja derradeira seja guardada para subir a Canaã. E, inspirada por Deus, ela escreveu:

A experiência de Jacó durante aquela noite de luta e angústia, representa a prova pela qual o povo de Deus deverá passar precisamente antes da segunda vinda de Cristo… Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, então começará este tempo de angústia… Assim como Jacó foi ameaçado de morte por seu irmão irado, o povo de Deus estará em perigo por parte dos ímpios, que procurarão destruí-los. E assim como o patriarca lutou toda a noite para conseguir livramento da mão de Esaú, clamarão os justos a Deus dia e noite por livramento dos inimigos que os cercam” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 137).

Jesus não está vindo buscar um povo “rico e abastado” (Ap 3:17), mas ao “aflito e abatido de espírito e que treme da [Sua] palavra” (Is 66:2). Perseveremos em lutar com Deus, revistamo-nos de Sua armadura e oremos uns pelos outros “em todo tempo no Espírito” (Ef 6:18). Eis a batalha da vitória!

Bom dia, exército de oração!

Jornada de oração, dia 15/21: Clamemos ao Senhor para que nos preserve em Seu caminho eterno.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Oseias12
#RPSP

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OSEIAS 11, Comentado por Rosana Barros
30 de novembro de 2017, 0:30
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“Quando Israel era menino, Eu o amei; e do Egito chamei o Meu filho” (v.1).


Creio que uma das piores situações na vida seja cultivar um amor não correspondido. Amar alguém que não nos ama é frustrante e chega a causar, inclusive, sérios problemas emocionais. Infelizmente, hoje em dia, muitos confundem amor com obsessão, fazendo loucuras na tentativa de conquistar a pessoa “amada” ou cometendo insanidades a fim de vingar-se de quem não lhe nutre o mesmo sentimento.

No capítulo de hoje encontramos um exemplo de amor não correspondido, mas que, ao contrário dos exemplos citados acima, demonstrou ser um amor incondicional, independentemente da reação do outro. Um amor que só a eternidade para explicar e que nem a eternidade poderá mensurar. O Deus que é amor (1Jo 4:8) Se manifestou como um Pai que Se compadece do filho que “é inclinado a desviar-se” (v.7) dEle, mas, que ainda assim, não o abandona e que o leva nos braços quando preciso (v.3).

E uma das sentenças que mais explicam este amor está no verso nove: “porque Eu sou Deus e não homem”. O amor de Deus excede toda a nossa limitada compreensão acerca do que é o amor. Israel havia perdido essa noção e, como um filho rebelde, recusava “converter-se” (v.5). A grande necessidade de Israel não estava em aprender a lei, nem em melhorar a sua liturgia de culto, nem tampouco reformar a estrutura do templo.  A grande necessidade de Israel estava em lembrar do que facilmente havia esquecido: de Deus. Como o povo reconheceria a voz do Deus que ele não mais conhecia?

Com laços de amor” (v.4), o Senhor usava Seus profetas para oferecer-lhe alimento sólido e eficaz, mas quanto mais Deus o chamava, mais se afastava de Sua presença (v.2). Então, o Céu envia o Seu melhor: o Filho obediente (Fp 2:8) em favor do filho desobediente. Enquanto Deus cumpria a promessa que os filhos de Israel tanto almejavam, eles não reconheceram em Jesus o cumprimento da promessa. Enquanto os joelhos eternos tocavam o enegrecido solo pecaminoso e a voz que criou todas as coisas (Jo 1:1-3) ecoava pelos montes em favor de um povo rebelde, este mesmo povo sonhava com a ilusão de uma liberdade terrena. Israel estava perdido na ilusão de estar adorando a um Deus que há muito esqueceram!

Tudo isto nos leva a uma conclusão: Deus nos ama independente de nós O amarmos ou não. As Suas misericórdias continuam acesas (v.8). E Ele nos convida a jamais esquecê-Lo. Como? Praticando a Sua Palavra através do amor altruísta. Em cada nu vestido, em cada enfermo visitado, em cada desabrigado acolhido, em cada aflito confortado, podemos ver a face dAquele que nos criou e que nos ama de forma ilimitada. Amar como Jesus amou, eis a única maneira de jamais nos esquecermos de Deus!

Nós carregamos uma verdade eterna que precisa ser proclamada com amor, à luz da Palavra. E essa verdade, essa mensagem de vida que é pura e divina, não condiz estar sendo pregada por quem não a ama e não a vive. Muitos professos cristãos que lançam olhos de condenação sobre aqueles que estão lá fora, muito em breve, terão de dar lugar a eles nas fileiras do Senhor. O tempo está acabando e o Espírito Santo tem conduzido uma igreja invisível que aceitará viver esse amor. Muitos virão, muitos retornarão e muitos hão de prevalecer.

Precisamos repensar a nossa vida. A cada dia dispor nas mãos do Senhor o nosso coração, para que seja purificado e santificado; confessar os nossos pecados e clamar que Deus nos preencha com a plenitude do amor para não sermos considerados culpados naquele Grande Dia. Deus não aceitará o mentiroso e o enganador (v.12) porque o Céu será um lugar onde reinará a verdade e o amor. Portanto, “se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a Quem não vê” (1Jo 4:20).

A Palavra de Deus é muito clara. Se professamos amar a Deus, mas falamos mal dos nossos líderes religiosos, ignoramos os mais humildes, criticamos a atitude de nossos irmãos, nos afastamos dos mais instáveis, estamos confessando em alto e bom som que não nos importamos com o nosso semelhante e, consequentemente, que não amamos a Deus. Impactante, não é mesmo? Mas é a verdade. Deus é amor, mas Deus também é justiça. Ele não permitirá que um mentiroso atravesse os portais de pérola (Ap 21:27).

Que a Bíblia e a sabedoria que ela traz do alto seja o nosso mapa para o Céu. E que aceitemos, todos os dias, o chamado de Cristo de buscá-Lo. E quem O busca O encontra, cumpre com Seus propósitos, e vive o amor.

Bom dia, filhos amados do Pai!

Jornada de oração, dia 14/21: Oremos para que o Espírito Santo derrame em nosso coração a Sua abundante chuva de amor.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Oseias11
#RPSP

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