Reavivados por Sua Palavra


JONAS 2, Comentado por Rosana Barros
18 de dezembro de 2017, 0:30
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“Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e Ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e Tu me ouviste a voz” (v.2).


Tragado pelo grande peixe, Jonas passou pelos momentos mais aterrorizantes de sua vida. Diante da morte, absorto pelas circunstâncias em que fora parar, o profeta ergueu um clamor a Deus. Imagino Jonas gritando com todas as forças que ainda lhe restavam, em prantos, confessando o seu pecado e suplicando pelo perdão divino. Maior do que o abismo que o rodeava (v.5), era o abismo que estava em seu coração. Mas foi quando sentiu como se fosse morrer por dentro, apresentando sinais de um quadro emocional debilitado, que Jonas lembrou-se do Senhor (v.7).

Por mais que tenhamos uma aversão natural à dor, é ela que nos alerta que precisamos de ajuda. Reconhecendo a sua necessidade real, Jonas não pediu para sair do ventre do peixe, mas para ser salvo do que estava dentro dele mesmo (v.7). Sua desobediência foi a causa de todo aquele sofrimento e, ciente de sua culpa, ofereceu sacrifício ao Senhor “com a voz do agradecimento” (v.9). Um coração agradecido, que reconhece que “ao SENHOR pertence a salvação” (v.9) e, submetendo-se à guia do Espírito Santo, permite que Ele o molde, torna-se lugar propício à Sua morada.

Não existe inimigo mais perigoso do que aquele que se chama “eu”. Muitos há que, no abismo da aflição pessoal, estão sofrendo sozinhos e clamando em silêncio. E a pergunta que não cala em seus corações, é: “Ainda existe salvação para mim?” Jonas também levantou a possibilidade de não mais haver salvação para ele (v.4). Porém, quando a sua oração foi recebida e a voz de lamentação tornou-se em “voz do agradecimento” (v.9), a alegria da salvação em Deus inundou o seu coração de esperança e de gratidão.

O objetivo do chamado de Jonas não foi apenas ir advertir o povo de Nínive, mas, sim, chamá-lo à salvação e deixar registrado nas páginas sagradas um relato absurdamente surreal, mas repleto de lições espirituais. Quebrando o estigma de que a fragilidade emocional é sinônimo de falta de fé, Jonas nunca havia experimentado uma experiência tão íntima com Deus como naqueles três dias de terrível angústia.

O Senhor tem um plano específico na vida de cada um de Seus filhos. Não precisamos temer as adversidades e as provações, pois elas surgem como “lições de casa” dadas pelo eterno Instrutor para nos habilitar para o Seu serviço e nos revestir de poder. “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1Co 4:20). Que o Eterno tenha misericórdia de nós assim como teve de Jonas e de Nínive, e que jamais O abandonemos (v.8).

Bom dia, salvos para servir!

Desafio do dia: Seja um conforto para alguém que está triste, nem que seja só para ouvi-lo (a).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Jonas2
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JONAS 1 – Comentário Pr. Heber Toth Armí
17 de dezembro de 2017, 0:45
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JONAS 1 – A história de Jonas revela muitas lições para todas as gerações. Ela tem atraído adultos e crianças.

Uma das razões da longa popularidade de Jonas é que ele convida ao bom humor. O livro de Jonas, tanto no conteúdo quanto no estilo, é alegre, e ele evoca alegria em nós. Essa história, embora alegre, não é frívola, pois não existe nada de fútil, apenas a mais séria verdade” (Eugene Peterson).

O livro de Jonas é o maior livro missionário do Antigo Testamento. Ele mostra o interesse de Deus por nações que estão mergulhadas no pecado, porque almeja salvá-las.

• Deus está mais interessado no bem dos seres humanos do que eles mesmos.

Jonas é o único profeta que recebeu a missão de sair de sua terra para pregar aos estrangeiros, os gentios. O conteúdo do livro mostra aos leitores que Deus é Deus em todos os lugares, o qual ama a todas as nações do mundo; que anseia abençoar e salvar até aos maiores pecadores, por isso usa diversos recursos para atraí-los ao arrependimento.

Mas, talvez a teologia mais relevante para nós é que Deus escolhe pessoas imperfeitas para uma missão nobre e gloriosa; e Ele é paciente com Seus instrumentos egoístas, medrosos e desobedientes. Se deixarmos o preconceito, podemos nos ver na história do profeta Jonas.

Experimente ler com oração e atenção ao primeiro capítulo: Veja que…

• Apesar da rebeldia, desobediência e indiferença dos crentes, com eles Deus alcança o coração dos perdidos. Enquanto Jonas fugia da missão dada por Deus, estava em um navio de pagãos, que ao enfrentarem uma tempestade, oraram, repreenderam Jonas que dormia, jogaram o profeta ao mar por sugestão dele mesmo e, finalmente, temeram e adoraram ao Deus verdadeiro, O qual acalmou a tempestade (vs. 1-16).

• Apesar da rebelião, desprezo e covardia dos crentes, Deus os acolhe, protege e preserva-lhe nas consequências de seus pecados, visando salvá-los. Deus enviou um grande peixe não para comer Jonas, mas para engoli-lo vivo a fim que tivesse tempo para refletir na vida (v. 17).

Reflita: Pode ser que…

• …você esteja fugindo de seus compromissos com Deus;
• …tuas atitudes te levaram “ao fundo do poço” (ou “ao estômago do peixe”);
• …Deus esteja te dando oportunidade para aprender algumas lições!

Portanto, anima-te! – Heber Toth Armí



JONAS 1, Comentado por Rosana Barros
17 de dezembro de 2017, 0:30
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“Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (v.9).


Sob o olhar de Deus, um homem seguia a passos vacilantes. Seu coração palpitava como nunca antes e sua decisão mantinha-se firme a cada passo dado na direção contrária a que deveria ir. Em sua mente havia uma constante batalha que se arrefecia cada vez mais enquanto caminhava para o barco que o conduziria para bem longe de sua missão “impossível”. Finalmente, os seus pés pousaram por sobre as madeiras daquela embarcação e em seus primeiros movimentos de partida encontrou um sentimento de alívio que o fez cair em pesado sono. Mal sabia ele, que em sono profundo, cambaleava para a morte, levando com ele toda a embarcação e, consequentemente, todos aqueles para os quais havia se recusado pregar. Ou pelo menos este poderia ter sido o resultado final se Deus não tivesse agido.

O SENHOR pediu ao profeta para ir a Nínive, capital da Assíria e terra de um dos piores inimigos de Israel, para pregar uma mensagem de juízo e de arrependimento. Aquele povo já tinha realizado tantas atrocidades contra Israel e outros povos que…  …o que importava se fossem destruídos? Afinal, era o que eles mereciam: a destruição. Era esta a opinião de Jonas com relação àquele povo detestável. Além do mais, deve ter pensado, não duraria um dia vivo em um lugar onde matar era diversão.

O relato do livro de Jonas é uma das maiores provas de que não há limites para o perdão divino. Afinal, os ninivitas nem pediram para ser ajudados. Eles nem faziam ideia do castigo que lhes aguardava caso não fossem avisados e se arrependessem. Mas a lição que Deus deu ao profeta Samuel pôde ser aplicada para aquele povo e para Jonas: “… porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” (1 Samuel 16:7).

Jonas só conseguia enxergar as atrocidades que aquele povo fazia. Diante de seus olhos estavam homicidas, adúlteros e idólatras. Mas, diante dos olhos do SENHOR, estavam criaturas que necessitavam de instrução. O papel que cabia ao povo de Israel não foi desempenhado. O povo de Deus deveria ser um espetáculo ao mundo, apresentando aos demais povos o verdadeiro e único Deus. Coube a Jonas esta missão. E não porque Jonas fosse melhor do que seus demais conterrâneos, mas porque ele mesmo também precisava de conversão. Sua atitude final revelaria que, assim como o povo de Nínive, Jonas também precisava de uma transformação.

Muitos têm considerado alguns dos chamados de Deus como apuros e ao invés de O buscarem ainda mais, fogem “para longe da presença do SENHOR” (v.3). Então, arriscam-se no “navio” errado, que conduz ao caminho errado, caindo em profundo sono espiritual. Mas quando Deus tem um propósito na vida de alguém, Ele lança “sobre o mar” da vida “um forte vento” (v.4) que atinge não somente uma pessoa, mas todos os que se encontram na mesma embarcação, com o fim de salvar a todos.

Aqueles tripulantes fizeram sete perguntas a Jonas. Vamos analisá-las, trazendo-as para o nosso contexto:

  1. Que se passa contigo?” (Você não percebe o que está acontecendo?)
  2. Agarrado no sono?” (Está dormindo enquanto o mundo está prestes a perecer?
  3. Que ocupação é a tua?” (O que você tem feito dos dons que Deus lhe deu?)
  4. Donde vens?” (Qual foi o teu ponto de partida com o Senhor?)
  5. Qual a tua terra?” (A que reino você pertence?)
  6. E de que povo és tu?” (Dispensa contextualização)
  7. Que te faremos, para que o mar se nos acalme?” (O que precisará acontecer na tua vida para que venha a bonança?)

A turbulenta situação de Jonas podia não fazer parte do plano original de Deus, mas, certamente, foi usada para alcançar aqueles marinheiros: “Temeram, pois, estes homens em extremo ao SENHOR; e ofereceram sacrifícios ao SENHOR e fizeram votos” (v.16). Ser tragado por “um grande peixe” (v.17) não é uma experiência agradável, mas, sem dúvida alguma, pode ser a mais eficaz. Deus tem o poder de usar até mesmo as nossas fugas para a glória do Seu nome e para a salvação de pessoas.

Não fuja do chamado de Deus para a tua vida. “Dispõe-te, vai” (v.2)! Mas fique ciente de que, se você fugir, Ele fará de tudo para trazê-lo (a) de volta. Porque Ele te ama, independente do “que fizeste” (v.10)!

Bom dia, chamados para a missão!

Rosana Garcia Barros

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OBADIAS, Comentado por Rosana Barros
16 de dezembro de 2017, 0:30
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“Porque o Dia do SENHOR está prestes a vir sobre todas as nações…” (v.15).


Em viagem recente a São Paulo, trafeguei por estradas privatizadas, passando pelos pedágios. E saindo do aeroporto até uma cidade próxima percebi em todo o trajeto estradas impecáveis, muito bem sinalizadas e também vários pontos de “SOS”. Caso alguém enfrentasse alguma dificuldade, poderia fazer uso deste recurso para conseguir ajuda.

Apesar de conter apenas um capítulo, podemos considerar o livro de Obadias como mais um “SOS” de Deus em favor da humanidade. Como mais um sinal do Senhor a dizer para cada um de nós: “Deixa Eu te ajudar”! Há um duelo entre irmãos e entre montes neste livro. Descendentes de Esaú, os edomitas tornaram-se rivais dos israelitas, assim como houve rivalidade entre Esaú e Jacó. Mas todos os crimes e maldades cometidos contra o Seu povo seriam vingados.

Não era propósito do Senhor que Edom fosse destruído, contudo a soberba do seu coração o enganou (v.3). Não havia “em Edom entendimento” (v.7). Não quiseram conhecer o Senhor e não deram ouvidos às palavras de Seus profetas. Olharam com prazer para o dia mau de Israel e deleitaram-se “no dia da sua calamidade” (v.13). A sua maldade tornaria sobre a sua cabeça (v.15).

E, novamente, a Bíblia faz referência a “todas as nações” (v.15) com relação ao dia do juízo final. Conforme as profecias de Daniel e Apocalipse, estamos vivendo no tempo do fim. Crentes e descrentes, todos, muito em breve, terão de enfrentar o grande Dia do SENHOR. E nos últimos dias da história de pecado deste planeta, nos deparamos com multidões sendo enganadas por seguir o próprio coração. Pois está escrito que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17:9). Isto é, seguir a “voz” do coração é o mesmo que trafegar por estradas perigosas e com sinalizações que ao invés de ajudar, podem causar terríveis acidentes ou até mesmo a morte, e morte eterna.

Mais uma oportunidade é estendida a cada um de nós nas palavras deste pequeno livro. Mais uma vez, Deus deixa claro que há sim diferença entre o santo e o profano, “entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18). Em que “monte” você está? No “monte de Esaú” (v.8), que guiado pelo enganoso coração consentiu em fazer guerra contra seu próprio irmão, alegrando-se de seu infortúnio? Ou no “monte Sião” (v.17), buscando conhecer ao Senhor e confiando em Sua justiça?

Naquele Dia, não haverá desculpas para o erro. Todos nós estaremos diante do justo Juiz. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14). Portanto, não adianta de nada tentar encobrir, à vista dos homens, o que Deus vê com uma lupa. O último chamado de Deus a cada ser humano pode ser resumido nas palavras de João Batista: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2). Pois “o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído” (Dn 2:44). E é Ele mesmo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, que nos convida: “Vinde a Mim” (Mt 11:28). Qual será a tua resposta?

Aceitemos este convite de amor e não consideremos de menor importância este “pequeno” aviso em forma de livro, “porque o SENHOR o falou” (v.18).

Feliz sábado, “casa de Jacó” (v.17)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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AMÓS 9, comentado por Rosana Barros
15 de dezembro de 2017, 0:41
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“Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o SENHOR, teu Deus” (v.15).


A mensagem dada a Amós possuía um teor de juízo, mas também de esperança. Apesar dos inevitáveis juízos sobre os desobedientes, também será inevitável a recompensa guardada para todos aqueles que, pondo em risco a própria vida, não mediram esforços para servir ao Senhor com inteireza de coração. Motivo pelo qual Deus não destruiu “de todo a casa de Jacó” (v.8).

Este último capítulo nos dá um vislumbre acerca da desafiadora missão do profeta. Declarar o “assim diz o SENHOR” não é tarefa fácil, principalmente quando o público alvo não reconhece a sua pecaminosidade: “O mal não nos alcançará, nem nos encontrará” (v.10). Deus falava com Seu povo por intermédio de Seus profetas e lhes apresentava importantes sinais que transmitiam os propósitos divinos com exata precisão.

O Senhor não chamou Amós para ser um porta-voz de más notícias, mas para gerar na mente do povo o desejo de buscá-Lo enquanto ainda O podiam achar (Is 55:6). O início do primeiro verso deixa isso bem claro: “Vi o Senhor, que estava em pé junto ao altar” (v.1). Por mais que a Sua posição indicasse um juízo iminente, eu creio que também nos indica a Sua posição como Intercessor. No Santíssimo do santuário celeste, Jesus anseia pelo aroma suave de nossas orações. Ele ali estava para declarar a condenação de “todos os pecadores” (v.10) e a salvação de Seus servos fiéis (v.14).

Parece que esconder-se de Deus é a primeira atitude precipitada e insensata do ser humano (v.2-4). Desde Adão (Gn 3:8), o pecado criou uma barreira entre Deus e o homem que provoca este receio e dúvida. Os juízos de Deus não são anunciados para provocar medo, mas para nos advertir de que, assim como as leis que regem a natureza precisam seguir o seu curso, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23) e todos nós estamos sujeitos a esta maldita “folha de pagamento”.

O crivo de Deus já está em atividade cumprindo o seu papel no plano diretor. Sob a égide da justiça, encontra-se todo o mundo, mas nem todos aceitam esta proteção. Contudo, apesar da sacudidura provocar intensa dor, ela não tem o objetivo de lançar fora os grãos (v.9), e sim de torná-los resilientes e, como Paulo, fortalecidos no Senhor seja qual for a circunstância (Fp 4:11-13), aguardando com fé a terra da qual jamais “serão arrancados” (v.15).

Jesus nos prometeu: “Mudarei a sorte do Meu povo de Israel” (v.14). E também declarou a João: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22:12). Ele deseja reparar as brechas (v.11) que o pecado nos causou e restaurar em nós a Sua perfeita imagem (2Co 3:18). Que as advertências da Palavra de Deus não lhe causem o mesmo que causaram ao coração de Faraó (Êx 14:4), mas que lhe ajudem a eliminar de sua vida tudo aquilo que macula o seu coração e lhe afasta do propósito de almejar o caráter de Cristo e a terra eterna.

Bom dia, remanescente do Deus vivo!

Desafio do dia: Surpreenda alguém hoje com uma mensagem ou telefonema dizendo o quanto o(a) estima e quer vê-lo(a) feliz.

Rosana Garcia Barros

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#Amós9
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AMÓS 8, Comentado por Rosana Barros
14 de dezembro de 2017, 0:30
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Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR” (v.11).


Este capítulo descreve um dos momentos mais tristes não somente na história de Israel, mas do mundo. Escolhendo endurecer o coração aos apelos divinos, Israel assinou a própria sentença: “Chegou o fim para o Meu povo de Israel” (v.2). Se não tinham amor pelo Senhor, que dirá pelos seus semelhantes! Destruíam “os miseráveis da terra” (v.4) e exploravam os pobres e necessitados (v.6). “Guardavam” o sábado já pensando no que iriam fazer de errado após as horas sabáticas (v.5). E para quem pensa que se tratava de um povo bárbaro e sem escrúpulos, era um povo religioso e aparentemente abençoado.

Confiantes em sua religião e no conforto de um tempo de bonança, abandonaram a essência da Palavra de Deus apegando-se aos seus rituais como se isso fosse suficiente para aplacar a justiça divina. Porém, “jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não Me esquecerei de todas as suas obras, para sempre!” (v.7). As obras que julgavam ser um meio de escape para os seus pecados, não foram levadas em conta pelo Senhor, que já havia advertido por intermédio do contemporâneo de Amós: “De que Me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios?” (Is 1:11)

Amados, Deus não levará para o Céu um povo que se orgulha de sua religião, mas um povo que fez do seu coração morada do Espírito Santo. A “religião pura e sem mácula” (Tg 1:27) não tem valor diante de Deus quando vivida como um troféu de santidade, mas é naturalmente praticada por todo aquele que compreende que tipo de oferta Deus espera que Lhe façamos: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Pv 23:26). Mas é só isso que o Senhor nos pede? Para o desespero dos legalistas, é só isso. Mas preste atenção na segunda parte do verso: “e os teus olhos se agradem dos meus caminhos“. Percebem o resultado da entrega genuína do coração a Deus? A obediência será agradável. Os caminhos de Deus tornar-se-ão um prazer: “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1:2).

Eis que vêm dias” (v.11), e não estão distantes, em que haverá no coração do homem uma busca desesperada por Deus e por Sua Palavra. Tempo em que, os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” (Ez 9:4) na Terra, estarão selados pelo Senhor, mas aqueles que ignoraram os avisos de Deus e aqueles que viviam uma religião hipócrita sentirão a plenitude do vazio que não permitiram que o Eterno preenchesse (Ec 3:11). Sem a instrução do Espírito Santo, a Bíblia lhes será por livro impossível de se compreender e, mesmo correndo “por toda parte, procurando a palavra do SENHOR… não a acharão” (v.12).

Estamos vivendo no período mais solene da história deste mundo. O destino das imensas multidões da Terra está prestes a decidir-se. Nosso próprio bem-estar futuro, e também a salvação de outras almas, dependem do caminho que ora seguimos. Necessitamos ser guiados pelo Espírito da verdade. Todo seguidor de Cristo deve fervorosamente indagar: ‘Senhor, que queres que eu faça?’ Necessitamos humilhar-nos perante o Senhor, com jejum e oração, e meditar muito em Sua Palavra, especialmente nas cenas do juízo. Cumpre-nos buscar agora uma experiência profunda e viva nas coisas de Deus. Não temos um momento a perder” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 606, 607).

Continuemos sendo reavivados pela Palavra de Deus enquanto há tempo!

Bom dia, reavivados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

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#Amós8
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AMÓS 7, Comentado por Rosana Barros
13 de dezembro de 2017, 0:30
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“Respondeu Amós e disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta…” (v.14).


A declaração de Amós revela porque Deus o chamou. Diferente dos príncipes e sacerdotes que tinham prazer em usar de sua autoridade para ganho próprio, Amós não aceitou o título de profeta, mas colocou-se na posição de servo. Acusado injustamente como conspirador, foi envolvido numa trama que visava calar-lhe a voz. Mas confiante nAquele que o elegeu (v.15), não só permaneceu em Israel, como também prosseguiu em profetizar em nome do Senhor.

O profeta que Israel rejeitou foi aquele que intercedeu por seu povo, clamando pelo perdão divino: “Deus, perdoa, rogo-Te” (v.2). Mas o prumo (v.8) de Deus no meio de Israel seria a prova de que um juízo inevitável estava por vir. O perdão de Deus foi recusado e a retidão abandonada. Certamente, a nação sofreu os danos que ela mesma causou.

O “salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), mas Deus faz de tudo para que cada ser humano (objeto de Sua mais terna afeição) não receba a recompensa que merece. Há dois tipos de arrependimento na Bíblia: o humano e o divino. O Senhor jamais estabece os Seus juízos de forma premeditada ou tirana. Ele simplesmente é onisciente e conhece o fim desde o princípio. O Seu arrependimento não significa “voltar atrás”, mas “uma expressão que se refere à dor do amor divino ocasionada pela pecaminosidade do ser humano… Deus, em harmonia com Sua imutabilidade, assume uma mudança de posição em resposta a uma mudança ocorrida na criação… O pecado enche o coração divino de profunda dor e piedade. Desperta todo o insondável oceano de simpatia pelos pecadores da qual o amor infinito é capaz. Contudo, Deus Se move também para uma retribuição judicial” (Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 239).

A porta da graça ainda está aberta. Ainda está à nossa disposição a oportunidade de nos arrependermos e crermos no único e verdadeiro Deus, que não muda e que não Se arrepende como o homem (1Sm 15:29). A imutabilidade da bondade divina é o motivo pelo qual não somos destruídos em nossos pecados e o motivo pelo qual somos levados ao arrependimento. “Ora, pois, ouve a palavra do SENHOR” (v.16), hoje! Não deixe para ouvi-la quando proferir a sentença final, pois será tarde demais.

… escolhei, hoje, a quem sirvais” (Js 24:15).

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Desafio do dia: Eleja um amigo secreto de oração. Ore por ele, todos os dias. Na véspera de Natal, diga que orou por ele e, se possível, o presenteie com algo que faça lembrá-lo da importância da oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós7
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AMÓS 6, Comentado por Rosana Barros
12 de dezembro de 2017, 0:30
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“Ai dos que andam à vontade em Sião e dos que vivem sem receio no monte de Samaria, homens notáveis da principal das nações, aos quais vem a casa de Israel!” (v.1).


Estudando as Escrituras, mais precisamente o livro do profeta Jeremias, Daniel se deu conta do momento solene em que estava vivendo, às portas de cumprir-se a profecia acerca dos setenta anos de cativeiro babilônico. Diante de tal descoberta, o profeta quedou-se a buscar ao Senhor “com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Dn 9:3). E a resposta de Deus foi imediata e sublime. Ele enviou o anjo Gabriel no princípio das súplicas do profeta para revelar-lhe o entendimento acerca da profecia e declarar-lhe o quanto ele era amado (Dn 9:23).

Ao compreender o “grande conflito” (Dn 10:1) de que falava a profecia, Daniel pranteou, ou seja, angustiou-se “durante três semanas” (Dn 10:2). Durante vinte e um dias, o profeta aplicou o seu coração a humilhar-se perante Deus e nEle buscar as respostas às suas inquietações. Foi quando, em visão, contemplou o próprio Jesus e, diante da Majestade dos Céus, ao som de Suas palavras, caiu sem sentidos, “rosto em terra” (Dn 10:9). Contudo, uma mão lhe tocou, lhe sacudiu e lhe pôs prostrado. Daniel se pôs em pé ainda tremendo e uma dor sobremodo grande tomava conta de seu corpo a ponto de declarar não ter lhe sobrado “força alguma” (Dn 10:17). Então, ao ouvir a voz segunda vez, sentiu-se fortalecido.

O capítulo de hoje mostra um povo completamente inerte ao cenário profético que estava prestes a enfrentar. Acomodados com sua religiosidade e despreocupados quanto a sua condição laodiceana, regalavam-se em suas festas insanas, comendo, bebendo e cantando “à toa” (v.5). Banqueteavam-se enquanto diziam “estar longe o dia mau” (v.3). Ao contrário de Daniel que se absteve de “manjar desejável”, de carne e de vinho e de ungir-se “com óleo algum” (Dn 10:3), os filhos de Israel comiam “os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro” (v.4), bebiam “vinho em taças” e ungiam-se “com o mais excelente óleo” (v.6). Eles não se afligiram com a ruína que estava prestes a cair sobre a nação.

Será que estamos longe desta realidade? Examinemos o que aconteceu com Daniel por etapas:

1. Daniel estudou as profecias;
2. Daniel entendeu as profecias;
3. Daniel orou, jejuou e se humilhou perante Deus;
4. Daniel recebeu entendimento ainda maior;
5. Diante de tal entendimento, Daniel angustiou-se e aplicou o coração a entender melhor os planos de Deus;
6. Em tempo de angústia, abriu mão do que poderia atrapalhar a sua busca;
7. Ao contemplar Jesus, e ao ouvir as Suas palavras, sentiu-se fraco e débil;
8. Prostrado, recebeu forças para se levantar;
9. Reconhecendo a sua fraqueza, suas forças foram renovadas;
10. Firmado na “escritura da verdade” (Dn 10:21), tornou-se vitorioso pela vitória de Miguel, o Senhor dos Exércitos.

Conforme estudamos nas profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844, estamos vivendo o grande dia da expiação profético. E qual deve ser a nossa conduta diante de tal entendimento? Vejamos: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). Percebem a solenidade deste momento? Quanto mais examinamos as Escrituras, mais devemos sentir a necessidade de buscar ao Senhor. Quanto mais buscamos ao Senhor, mais o Seu Espírito nos mostra o que precisamos renunciar por amor a Jesus. Quanto mais nos aproximamos de Jesus e buscamos entender as Suas palavras, mais reconhecemos a nossa debilidade. E quanto mais reconhecemos a nossa debilidade e fraqueza, mais sentimos a necessidade de um Salvador. “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30:21).

O que é a força do homem comparada à força do Onipotente? Nada! O Senhor não está interessado em ver templos suntuosos e cultos atraentes, mas eis para quem Ele olha: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha palavra” (Is 66:2). A aflição que o profeta Daniel sentiu e a que a Bíblia se refere não é no sentido de reclamar da vida, mas de dedicar a vida por completo aos cuidados dAquele que muito em breve tornará a nossa aflição em eterna alegria. O tempo de aflição antecede o tempo de regozijo.

Como estamos vivendo o dia de angústia? Vivendo sem receio, pensando estar adorando a Deus quando na verdade estamos servindo ao nosso ventre e aos nossos desejos? Ou, como Jacó, estamos clamando em grande angústia de alma: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn 32:26)? Despertemos, amados! As profecias nos apontam um fim iminente. A natureza grita que este mundo está nos momentos finais. As desculpas e o esforço humano para nada servirá quando eclodir o tempo de angústia final: “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos estes é sem esperança” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 626).

Fazemos parte de um movimento profético e com uma mensagem sobremodo solene. Hoje é tempo de buscar ao Senhor com toda oração e súplicas a fim de resistirmos à hora de aflição que diante de nós está: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada… Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova o poder da oração importuna… Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus – quão poucos sabem o que isso significa!” (Idem, p. 626, 627). Despertai e tremei vós “que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes” (Is 32:11). Pois eis que a profecia “se apressa para o fim e não falhará” (Hc 2:3).

Bom dia, aflitos do Senhor!

Desafio do dia: Se ainda não possui o hábito, estabeleça momentos especiais de oração três vezes ao dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós6
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AMÓS 5, Comentado por Rosana Barros
11 de dezembro de 2017, 0:30
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“Pois assim diz o SENHOR à casa de Israel: Buscai-Me e vivei” (v.4).

Uma lamentação é proferida pelo profeta. A queda de Israel seria inevitável diante da revelação que ignorou. De todo o povo, apenas a décima parte seria poupada do castigo vindouro (v.3), aqueles que buscassem ao Senhor (v.4). Mas os que deram as costas à misericórdia, aborreceram a repreensão e tiveram por inimigo o que lhes falava com sinceridade (v.10), experimentariam a amargura de sua própria injustiça (v.7). Chamaram ao mal de bem e ao bem, de mal.

Este capítulo apresenta um Israel religioso, exímio cerimonialista e músico excepcional. No entanto, quanto à sua religião, Deus disse: “Aborreço”. Quanto às cerimônias: “nem atentarei” (v. 22). E quanto aos louvores: “Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos” (v.23). E ainda proferiu um “Ai” que dá um nó na cabeça de quem não compreende o contexto: “Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR!” (v.18).

Era um povo que sonhava com a vinda do Messias. Confiantes na promessa de um Salvador que descenderia da raiz de Davi, ostentava ser o povo da aliança, esquecendo-se, porém, do Deus da aliança. Os pobres e necessitados eram rejeitados e o tratamento de uns para com os outros era medido conforme o poder aquisitivo. Não havia amor genuíno, mas um jogo de interesses que fazia de Israel um povo com a mensagem certa, mas com atitudes erradas.

Imagine que você vivesse no tempo da segunda guerra mundial e, buscando algum conforto, entrasse em uma igreja e desse de cara com Hitler pregando sobre o amor de Deus. Você conseguiria dar ouvidos a tal sermão? Creio que não. E o porquê desta resposta é um tanto lógica: porque as suas palavras não eram fiéis ao que ele realmente praticava. É fácil ser um bom crente de igreja, difícil é ser a igreja do Único que é bom (Mt 19:17).

Tudo isso foi resumido por Tiago numa única sentença: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22). Ele ainda faz alusão à prática dos mandamentos (Tg 1:25) e ao perigo que existe em não refrear a língua (Tg 1:26). E termina explicando o que é, aos olhos de Deus, a verdadeira religião: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).

Jesus está às portas de vir buscar as dízimas da terra, aqueles que buscam viver o evangelho que pregam. O Senhor não dirá a Seus justos: “Vinde benditos de Meu Pai, porque vocês construíram suntuosas igrejas, vestiram-se com decência e bom gosto, prepararam os melhores programas e cantaram como ninguém”. Mas Ele dirá: “Vinde benditos de Meu Pai… Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e fostes ver-Me” (Mt 25:34-36).

Precisamos parar de edificar “casas de pedras lavradas” (v.11) em um tempo que requer de nós a renúncia do eu em favor do próximo. Do contrário, “para que desejais vós o Dia do SENHOR?” (v.18).

Bom dia, praticantes da Palavra!

Desafio do dia: Adote uma criança carente neste Natal, para vestir e presentear.

Rosana Garcia Barros

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AMÓS 4, Comentado por Rosana Barros
10 de dezembro de 2017, 0:30
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“Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (v.12).


Longe de ter sido uma expressão pejorativa, “vacas de Basã” (v.1) designava as mulheres israelitas que, à semelhança dos animais que pastavam em terra fértil para serem sacrificados, amontoavam riquezas para a sua própria morte. A palavra profética dirigida diretamente às mulheres da época revela a insatisfação de Deus quanto à luxuriante vida que viviam às custas de seus maridos, que deixavam de prestar auxílio aos necessitados para sustentar os seus caprichos.

Contrariando o modelo descrito por Salomão (Pv 31:10-31), as mulheres de Israel abandonaram as virtudes que lhes eram devidas como filhas de Deus. O papel de auxiliadora idônea (Gn 2:18) foi trocado pela insensatez de uma vida desprovida de propósitos eternos. Seus olhos estavam fixos nos tesouros corruptíveis e com eles caminhariam para a destruição.

Como mulher, sei bem quais são as tentações que envolvem o universo feminino. E, certamente, uma delas, senão a maior, é a compulsividade por mais, pelo mais bonito e pelo mais novo. Tentação esta que não é uma exclusividade das mulheres, mas que tem afetado toda a família. É uma corrida em busca de coisas que não precisamos, que não nos edificam e que nos afastam uns dos outros, provocando a ruína de toda a casa.

O retrato das mulheres não foi o único a ser maculado pela rebeldia. Semelhante às “casas de marfim” (Am 3:15), casas inteiras estavam entregues à perdição. E não pensem que Israel havia abandonado o culto a Deus. Sistematicamente, o povo continuava a oferecer “sacrifício de louvores” e a devolver seus dízimos, declarando e publicando o quanto eram “fiéis”, porque gostavam disso (v.5). E sobre este tipo de falsa adoração, advertiu Jesus: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt 6:1).

Então, o Senhor declara uma sequência de juízos sobre os filhos de Israel que, na verdade, foram oportunidades para que se arrependessem de seus pecados e voltassem para Ele. No entanto, vez após outra, as oportunidades foram rejeitadas e os apelos ignorados. Tomados por sua religiosidade cega e hipócrita, Israel fingia ser um povo santo enquanto se deleitava com o profano. E nesta cegueira insistente, não conseguia enxergar a sua situação de perdido dentro de casa.

Por muitos anos persegui sonhos pensando estar incluindo Deus quando, na realidade, Deus era o último a ser consultado. A minha religião se baseava em trabalhar na igreja, dar um bom testemunho e me orgulhar de ser alguém que era admirada. Permiti que estes “entulhos” me escondessem no lugar errado, de forma que Jesus, com muita paciência e insistência, tivesse que revirar um por um até me encontrar. E, como fez com Israel, Ele teve de permitir que a vida me lapidasse para que finalmente pudesse me declarar achada. Não que a Sua obra tenha encerrado, mas apenas começado.

Eu não me considero hoje o perfeito exemplo de pessoa convertida, mas creio que, pela graça de Jesus pela qual tenho clamado dia e noite, o Senhor tem realizado a Sua perfeita obra diária. E quanto mais luz o Senhor incide, mais imperfeições enxergo e mais necessidade tenho de um Salvador que me salve de mim mesma. Não conheço a sua história, mas conheço o Deus que quer escrever um final feliz para ela. Acredite, meu irmão e minha irmã, nada do que façamos neste mundo nos atribui mérito algum, porque o que realmente merecemos é a morte (Rm 6:23). Mas Jesus escolheu pagar o preço de nosso resgate. Aceite esta oferta de graça e permita que ela se renove em sua vida todos os dias. Então, quando “te encontrares com o teu Deus” (v.12) não serás motivo de Suas lágrimas, mas de Seu gozo eterno.

Feliz semana, antegozo de Cristo!

Desafio do dia: Faça uma planilha de sua situação financeira. Peça ao Espírito Santo que lhe ajude a eliminar os gastos desnecessários e usar estes recursos para fins beneficentes.

Rosana Garcia Barros

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