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“O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nEle se refugiam” (v.7).
Muitos confundem a ira de Deus com a ira humana. O profeta Naum, que em hebraico significa “compassivo”, foi enviado a Nínive com uma mensagem de juízo, assim como Jonas o foi muitos anos antes. A diferença é que os ninivitas não tiveram a mesma reação de seus antepassados e, mediante a sua conduta violenta e má, todo o povo seria “inteiramente exterminado” (v.15).
A expressão “O SENHOR é tardio em irar-Se” (v.3), revela que Ele tolerou por muito tempo as atrocidades de Nínive, principalmente contra o Seu povo. Inimigo declarado de Israel, a Assíria também foi instrumento de Deus para corrigir o Seu povo, mas ultrapassou os limites com sua violência sem escrúpulos tornando-se inimiga de Deus. Foi tida por culpada perante o Senhor, e Ele “jamais inocenta o culpado” (v.3).
Esses relatos geralmente causam medo em muitos que, equivocados em sua concepção acerca do juízo divino, ou decidem não servir a um Deus “tirano”, ou decidem servi-Lo, mas movidos pelo motivo errado. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo 4:8). E o discípulo amado prossegue dizendo: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1Jo 4:18).
Amados, quando Deus pronunciava uma sentença punitiva contra algum povo era porque, certamente, antes, de todas as formas, Ele tentou salvá-lo. Mas a partir do momento em que a maldade ultrapassa os limites para prejudicar um filho de Deus que seja, podemos ter a certeza de que o Senhor, no tempo certo, agirá. Quando não há arrependimento genuíno, a aparência não consegue enganar Aquele que lê as intenções do nosso coração. Ele “conhece os que nEle se refugiam”, os que O amam e provaram que o “SENHOR é bom” (v.7).
Muito em breve veremos com nossos próprios olhos o Senhor andando sobre as nuvens (v.3), vindo declarar o Seu juízo final. Para os que não se arrependeram, o medo será terrível, mas para os que fizeram de Deus a sua “fortaleza no dia da angústia” (v.7), será dia de indescritível alegria. Jesus derrotará o nosso último inimigo chamado “morte”. Mães reencontrarão seus filhinhos. Filhos abraçarão novamente seus pais. Para os ímpios, aquele Grande Dia será a maior cena de destruição que este mundo já presenciou; mas a maior celebração de amor que já houve para os salvos.
Medo ou amor? O que te move a adorar a Deus? Escolha calçar “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef 6:15). Seja um portador do evangelho do amor. Que seus pés anunciem “boas-novas” (v.15). Que seus pés sejam considerados lindos: “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52:7). Então, muito em breve, estes mesmos pés pisarão sobre o estrado dos pés de Jesus e por Ele mesmo serão admirados por toda a eternidade.
Bom dia, portadores de boas-novas!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Naum1
#RPSP
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“Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (v.19).
A corrupção havia atingido um grau tão elevado em Israel, que até os mais retos dos homens foram comparados a espinheiros (v.4). Não havia mais quem fosse confiável (v.5), nem mesmo os da própria família (v.6). E esta advertência não ficou num passado remoto, mas foi descrita por Jesus como a realidade do mundo nos últimos dias: “Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mt 10:36). “Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra” (Lc 12:53).
Miqueias, porém, escolheu desviar os seus olhos da terrível condição em que se encontrava e olhar para a salvação: “Eu, porém, olharei para o SENHOR e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (v.7). Deus tiraria o Seu povo do lamaçal do pecado e o salvaria “para o reino do Filho do Seu amor” (Cl 1:13). Apesar da certeza de ter de enfrentar um juízo, ele não seria de condenação, mas um juízo remissivo.
O Deus que deixou o Seu trono de glória vindo a este mundo como um servo sofredor é o mesmo que deseja perdoar todos os nossos pecados e lançá-los em um abismo inalcançável. A nossa confiança não deve estar depositada em pessoas, por mais que as amemos. A nossa confiança deve estar alicerçada em Cristo, que nos ama com amor eterno (Jr 31:3). Aquele que “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl 103:10).
O desejo do Senhor é o de converter “o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos seus pais” (Ml 4:6), e esta também é uma obra do Espírito Santo nos últimos dias. Mas esta derradeira obra só tem cumprimento na vida daqueles que, pela fé, aceitam o perdão do bom Pastor e o apascentar de Seu bordão (v.14). O perdão é a única dádiva divina pela qual pedimos e não precisamos esperar. Ela é imediata e plenamente eficaz.
“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32:1). Sigamos, pois, o conselho divino: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7:14), e seremos verdadeiramente felizes.
Bom dia, povo do Deus que “tem prazer na misericórdia” (v.18)!
Desafio do dia: Escreva uma oração em forma de carta para Jesus. Abra o seu coração para Aquele que deseja entrar (Ap 3:20).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Miqueias7
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“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (v.8).
“Povo Meu” (v.3) é a expressão utilizada por Deus para expressar o Seu desejo de reunir os Seus filhos. De uma forma clara e objetiva, o Senhor declara quais são as verdadeiras obras, resultado de uma vida de fé e de amor: justiça, misericórdia e humildade.
“A voz do SENHOR clama” (v.9), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9) e alcancem a verdadeira sabedoria: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7).
Muito em breve todos nós estaremos perante o justo Juiz, e a única oferta aceitável “ante o Deus excelso” (v.6) será um coração segundo o Seu coração. Oh, amados, quão difícil para nós é compreender a maravilhosa graça de Jesus! Ela é perfeita e completa. É a graça que perdoa um ladrão em uma cruz mediante um simples pedido (Lc 23:42). É a graça que concede a mesma recompensa até nos últimos instantes (Mt 20:14). É a graça que transforma prostitutas em mulheres virtuosas, bêbados em ébrios e ladrões em honestos. É a graça que alcança até a mim e a você, miseráveis pecadores.
“Levanta-te” (v.1), amado e amada de Deus, para ser “o que o SENHOR pede de ti” (v.8): “que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo… repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante” (Is 58:6,7).
Este será o povo que Jesus dirá naquele Grande Dia: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34), “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 14:12). Os que verdadeiramente viveram o amor! É só isso que o Senhor nos pede. Viver como Cristo viveu, uma vida por amor.
O Senhor nos pergunta hoje: É tão difícil de entender isso? “Responde-Me!” (v.3).
Bom dia, povo de Deus!
Desafio do dia: Que neste dia, cada palavra e cada atitude sua, revelem o amor de Jesus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Miqueias6
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PS.: Obrigada a todos pelo carinho, orações e mensagens de consolo. Dia 24 meu pai descansou no Senhor… Fica a saudade, o amor e a esperança do breve reencontro.
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“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti Me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (v.2).
A esperança apresentada pelo profeta não consistia em uma experiência de livramento para Israel apenas, mas no maior livramento de todos os tempos para todas as nações da Terra. Na cidade de Belém, nasceria Aquele cuja primeira vinda dividiu o tempo em antes e depois de Cristo, e garantiu com sangue inocente a salvação de “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). Sendo constantemente assaltados pelas nações inimigas, os filhos de Israel acabaram canalizando suas esperanças em uma mera libertação terrena. Aguardavam o Messias que destruísse de uma vez por todas o poderio estrangeiro e perderam o privilégio de participar das alegrias que somente a verdadeira esperança pode proporcionar.
Jesus veio primeira vez exatamente como descrito pelos profetas. Tudo em Sua vida revelava o íntegro e fiel testemunho das Escrituras e o caráter dAquele que O enviou. Em uma família pobre e temente ao Senhor, o menino Deus cresceu sentindo na pele as dificuldades deste mundo de pecado e adquirindo, um dia após o outro, a resistência espiritual que o estava forjando para assumir, de fato, o Seu ministério à humanidade. O Príncipe da Paz não veio para erguer a bandeira de um só país, mas para ser levantado como vergonha para os perversos e alegria para os redimidos. Por Sua morte ignominiosa, Ele Se tornou “a nossa paz” (v.5).
As fileiras do Senhor que hoje são ocupadas por muitos cuja visão não passa das coisas desta terra, logo serão preenchidas pelo “restante de Jacó”, que está “no meio de muitos povos” (v.8) e ao “restante de seus irmãos” que retornarão “aos filhos de Israel” (v.3). As ovelhas perdidas serão carregadas de volta, as dracmas serão encontradas e os pródigos voltarão. Esta é uma obra que já está sendo realizada e se apressa para o seu desfecho. O remanescente “estará no meio de muitos povos, como orvalho do Senhor” (v.7). A presença e influência peculiar do povo de Deus será uma bênção entre as nações, de modo que muitos que ainda se encontram em Babilônia, ao ver o santo procedimento do remanescente através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), atenderão ao último apelo: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
Sim, Jesus é paz, Jesus é amor, Jesus é vida. Mas Jesus também é justiça, e não permitirá que o mal atinja um limite acima do que Ele mesmo estabeleceu como medida final. Ele diz: “Com ira e furor, tomarei vingança sobre as nações que não Me obedeceram” (v.15). A obediência não é a causa da salvação, já que somos salvos pela graça mediante a fé (Ef.2:8). Contudo, ela se torna um resultado inevitável na vida de todos os que foram salvos por Jesus. E, por conseguinte, uma das características do remanescente dos últimos dias: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Logo o nosso Salvador virá e a urgência com que pregamos não deve estar mais evidente em palavras do que em atitudes. Aquele “cujas origens são […] desde os dias da eternidade” (v.2) deseja realizar a obra necessária em nossa vida a fim de que muito em breve com Ele possamos habitar seguros. Não temos o que temer se descansarmos nAquele que quer nos apascentar “na força do Senhor” (v.4). Nesses dias difíceis, clamemos ao Senhor pelo poder do Consolador, para que sustentados em Suas mãos sejamos o que Ele nos criou para ser. Vigiemos e oremos!
Bom dia, restante de Jacó!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Miqueias5 #RPSP
Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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“Mas, nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão os povos” (v.1).
A profecia de Miqueias a respeito dos “últimos dias” (v.1), destaca a missão do Israel espiritual de Deus como hospedeiro de todos os povos. Como na parábola do bom samaritano, o Senhor tem um povo peculiar pronto para receber “muitas nações” (v.2) e ensiná-las a andar “pelas Suas veredas” (v.2), sob o firme alicerce de Sua Palavra.
Antes que venha o juízo, Deus acrescentará ao Seu povo todos aqueles que, de coração, trocarão os instrumentos deste mundo pelos instrumentos divinos (v.3). A Bíblia será examinada com seriedade e humildade, e seu teor será tido como fonte suprema da vontade de Deus. Os mandamentos do Senhor estarão no coração (Dt 6:6) de um só povo que, à semelhança dos três amigos de Daniel, permanecerão fiéis ainda que em face da fornalha da aflição.
Os filhos de Israel deveriam ter sido um povo peculiar que despertasse as demais nações para o conhecimento do verdadeiro Deus, mas falharam em sua missão. Esperavam um Messias que os libertasse, mas em sua esperança egoísta, não reconheceram o Autor da salvação da humanidade: “Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11). Após compreenderem que o seu chamado era para o alcance de todas as nações, os apóstolos iniciaram o ministério aos gentios, sendo perseguidos e até mortos pelos seus próprios patrícios. No entanto, nestes últimos dias, Deus levantou um povo que, como detentor de Suas verdades eternas, tem a missão de anunciar o evangelho a todos os povos, sem distinção.
A obra de Cristo como nosso Sumo Sacerdote está prestes a ser concluída. E a Sua grande luta tem sido para que o Seu povo não O adore apenas com os lábios, porque para estes, no Dia do “Senhor de toda a terra” (v.13), com o coração partido, Ele terá de dizer: “Nunca vos conheci” (Mt 7:23). Precisamos buscar o conhecimento de Jesus com o coração de uma criança (Mt 18:3): rápido para amar, rápido para perdoar e totalmente dependente. O conhecimento da Bíblia vai muito além de teoria. É muito mais que teologia. É seguir a voz que sai da boca de Deus.
Não há lugar para o assim diz o Senhor no coração orgulhoso. A arrogância do homem cria um bloqueio para as verdades da Palavra do SENHOR e sua mente torna-se privada de receber o “pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (2Pe 1:2). As verdades de Deus são negligenciadas e o engano, facilmente admitido: “Satanás bem sabe que todos quantos ele pode levar a negligenciar a oração e o exame das Escrituras, serão vencidos por seus ataques” (EGW, O Grande Conflito, p. 524).
O plano de Deus é o de ajuntar a todos “como feixes na eira” (v.12). “Os pensamentos do SENHOR” (v.12) para nós, são “pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29:11). O segredo está em buscá-Lo de todo o nosso coração: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13). Não é tempo de levantar bandeiras religiosas, é tempo de levantar a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel. Não é tempo de falar, é tempo de viver! Que sejamos testemunhas de Jesus “até aos confins da terra” (At 1:8), anunciando a preciosa promessa: “Eis que venho sem demora” (Ap 22:7).
Bom dia, “casa do Deus de Jacó” (v.2)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Miqueias4
#RPSP
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“Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do SENHOR, cheio de juízo e de força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado” (v.8).
Uma dura e solene repreensão foi proferida aos líderes de Israel, alcançando, por assim dizer, os quatro poderes da nação: executivo, legislativo, judiciário e religioso. Toda a esfera diretiva da nação tornara-se corrompida e, sob sua liderança, todo o povo se corrompeu. Aos olhos de seus dirigentes, os filhos de Israel eram como “pedaços de carne” para seu consumo (v.3). Fazendo o “mal nas suas obras” (v.4), não se importavam com o bem de seus liderados, declarando uma falsa paz e fazendo-os errar (v.5). O Senhor não mais os ouvia, não mais havia para eles “resposta de Deus” (v.7).
Contudo, Miqueias declarou o que deve ter provocado grande ira no coração dos falsos profetas: “Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do SENHOR” (v.8). Mas o que significa estar cheio do poder do Espírito Santo? Podemos encontrar a resposta na vida de Jesus. Já em Seu batismo, o mesmo Espírito que, no princípio, “pairava por sobre as águas” (Gn 1:2), foi o mesmo que pairou sobre as águas do Jordão, em forma de uma pomba (Mt 3:16). E foi pelo Espírito Santo que Jesus foi levado ao deserto “para ser tentado pelo diabo” (Mt 4:1) e fortalecido para o cumprimento de Seu ministério terrestre. Percebem a sequência? Nem todos atentam para isso, e, diante do primeiro deserto, desistem do caminho. Ou, impulsionados pelos motivos errados, pensam estar sob a direção do Espírito Santo quando, na verdade, estão sendo guiados pelo próprio coração enganoso. Este foi o caso dos líderes de Israel.
O exemplo de liderança que Cristo nos deixou é aquele que se humilha à condição de servo e considera seus subordinados mais do que a si mesmo. A cerimônia do lava-pés foi inaugurada pelo Rei do Universo como símbolo da perfeita humildade (Jo 13:15). Há muito mais nesta cerimônia do que lavar os pés de nosso cônjuge ou de quem amamos. Jesus lavou os pés dos que fugiriam no momento em que Ele mais precisaria deles. Jesus lavou os pés daquele que O trairia por três vezes; Jesus lavou os pés daquele que O entregaria à morte. Eis o mistério da verdadeira liderança: a vida de Cristo Jesus, cheia do poder do Espírito Santo!
Uma vida cheia do poder do Espírito Santo é aquela que, como Paulo, pôde afirmar: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). Miqueias exaltou o Messias como Senhor do santuário celeste (Mq 1:2), como o bom Pastor (Mq 2:12) e como Rei dos reis (Mq 2:13), inspirado pelo Espírito de Deus como um dos profetas que anunciaram o cumprimento da profecia messiânica (Mq 5:2). Certamente, Miqueias foi perseguido, ignorado e até ameaçado, como foram os demais profetas do Senhor, mas a sua vida não estava à procura de uma falsa segurança, mas escondida nAquele que é o “Príncipe da Paz” (Is 9:6).
Os líderes de Israel falharam quando permitiram que seus interesses falassem mais alto do que o clamor do Espírito Santo. Não permita que o seu coração se torne inacessível à voz do Consolador: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15). Então, “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis” testemunhas de Jesus tanto em sua família, como em sua cidade, como em seu país, “e até aos confins da terra” (At 1:8). São estes os líderes que o Senhor procura para findar a Sua obra.
Oh, Deus eterno, nos toca por herança a porção dobrada do Teu Espírito!
Feliz sábado, testemunhas do verdadeiro Líder!
Desafio do dia: Oremos pelos líderes de nosso país e pelos líderes e pastores da igreja de Deus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Miqueias3
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“Subirá diante deles o que abre o caminho; eles romperão, entrarão pela porta e sairão por ela; e o seu Rei irá adiante deles; sim, o SENHOR, à Sua frente” (v.13).
Iniciando pelos amantes da ganância, Miqueias declarou os juízos do Senhor contra os líderes de Israel. De forma injusta e opressora, os “políticos” corruptos da época exploravam o povo através de enriquecimento ilícito a fim de realizar seus projetos iníquos. Da mesma sorte, os falsos profetas também faziam uso do engano para obter favores pessoais. Desfaziam as palavras que o Senhor dizia por meio de Seus verdadeiros profetas, seguindo “o vento da falsidade” (v.11).
A situação do povo de Deus certamente era degradante e desesperadora. A corrupção havia atingido até aqueles que lideravam a Casa do Senhor. Havia extorsão, anarquia, idolatria, bebedice, falsidade e toda a “imundícia que destrói, sim, que destrói dolorosamente” (v.10). O povo que julgava ser detentor das verdades eternas comportava-se como se daqui nunca fosse sair. Edificaram para si casas corruptíveis, a elas apegando-se como pedaços do Céu. A corrupção foi tão grande que caíram na comodidade satânica de ouvir somente o que lhes era conveniente e não o que lhes era necessário, a ponto de, rejeitando a voz do “Espírito do SENHOR” (v.7), tornarem-se Seus inimigos (v.8).
Você consegue imaginar um filho de Deus maquinando maldades em sua cama? Você consegue imaginar um filho de Deus que se aproveita de um cargo ou função para prejudicar alguém? E um filho de Deus que destrói a família de um irmão? Esta era a realidade em Israel. Era cada um por si e todos por nenhum. Entravam e saíam do templo com suas ofertas afirmando adorar o Deus do Céu, enquanto seus corações eram para Deus uma abominação. Ostentavam uma vida religiosa e, ao mesmo tempo, egoísta. E, tranquila e sutilmente, praticavam suas ambições “à luz da alva” (v.1).
Ao contemplar este cenário perturbador, Asafe ficou sobremodo confuso. No Salmo setenta e três, ele começa reconhecendo a bondade de Deus e como quase caiu por desviar os olhos do lugar certo. Pois ele chegou a invejar “os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl 73:3). O povo tinha uma visão completamente equivocada a respeito das bênçãos de Deus e considerava os ricos e os líderes afamados como os mais abençoados (Sl 73:10). No entanto, as bênçãos materiais e a posição privilegiada nem sempre condiziam com a vida deles, pois a maioria eram soberbos e gostavam de ser vistos pelos homens. Mas o que havia sido uma lamentação, tornou-se em ações de graças quando Asafe volveu os olhos para o lugar certo: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl 73:17).
As palavras do Senhor “fazem o bem ao que anda retamente” (v.7). Por mais que as dificuldades muitas vezes nos façam pensar como Asafe, olhando na direção errada, Deus nos convida a olhar ao nosso bom Pastor, que logo ajuntará “o restante de Israel… como ovelhas no aprisco” (v.12). É tempo de colocarmos em prática a ordem vital para os nossos dias: “Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto” (Jl 2:12). Então, romperemos, entraremos pela porta e sairemos por ela, e o nosso Rei irá adiante de nós; sim, o SENHOR, à nossa frente (v.13). “Levantai-vos e ide-vos” cumprir a missão que o Senhor nos confiou, pregando o evangelho eterno “aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6), “porque não é lugar aqui de descanso” (v.10). Ainda não estamos em casa!
Bom dia, ovelhas do bom Pastor!
Desafio do dia: Lembra-se do desafio do amigo secreto de oração? Está chegando o dia da revelação. Prepare algo especial para entregar-lhe, se possível, no Natal.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Miqueias2
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“Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra e tudo o que ela contém, e seja o SENHOR Deus testemunha contra vós outros, o Senhor desde o Seu santo templo” (v.2).
Além dos profetas maiores e daqueles que tiveram apenas seus nomes citados nos livros históricos do Antigo Testamento, os profetas menores representam o amor e a longanimidade de Deus para com o Seu povo. Após a divisão de Israel entre Reino do Norte, sendo a capital em Samaria, e Reino do Sul, com a capital em Jerusalém, os judeus assumiram uma posição de superioridade por serem detentores da cidade santa e pela promessa do Messias descender da tribo de Judá. Mas a mensagem de Miqueias quebra por completo o orgulho daquela nação, afirmando que, diante de Deus, Judá (Jerusalém) tornou-se tão culpada quanto Israel (Samaria) (v.5).
A voz do atalaia deveria atingir não somente as tribos de Israel, mas “todos os povos” (v.2). O recado divino quanto à idolatria é mundial. O Criador da “terra e tudo o que ela contém” (v.2) reivindica a Sua autoridade e o Seu domínio de forma misericordiosa, alertando a todos das consequências da desobediência. Ele poderia simplesmente acabar com tudo e criar uma nova terra com seres vivos que O obedecessem automaticamente. Mas Deus não criou máquinas de obedecer, e, sim, seres pensantes e livres para amá-Lo ou não. O “preço da prostituição“, ou seja, da idolatria, (v.7) é a morte, mas “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). Somos merecedores do salário mortal, mas Deus nos oferece o presente vital.
A lamentação de Miqueias foi uma mensagem tão forte quanto as suas palavras. Ao manifestar os sinais de luto (v.8), o profeta tornou-se um recado ambulante da degradante e terrível situação do povo de Deus. Como chagas incuráveis (v.9), assim eram os pecados de Judá. Certamente, a ira do SENHOR desceria “até à porta de Jerusalém” (v.12). As cidades de Israel, bem como “as casas” (v.14) que lhes eram por engano seriam subvertidas, e os filhos dos quais se orgulhavam, seriam “levados para o cativeiro” (v.16). De nada serviria a sua pompa religiosa e nem o seu orgulho nacional.
O desejo de Deus sempre foi o de manter um relacionamento pessoal e íntimo com Seus filhos. O privilégio edênico de andar com Deus face a face foi perdido após a entrada do pecado no mundo. Desde então, este desejo inerente ao coração humano tem sido deturpado por Satanás no sentido de fazer de coisas e pessoas, objetos de culto. E muitos, inclusive aqueles que dizem ser detentores da verdade, têm maculado o lugar que deveria somente adorar ao Senhor Deus. Semelhante a visão de Ezequiel, se pudéssemos abrir “um buraco na parede” (Ez 8:7), iríamos nos deparar com “terríveis abominações” (Ez 8:9). Parece que esquecemos que o que não conseguimos enxergar nitidamente, Deus o vê por completo. A questão da idolatria é bem mais ampla do que imagens de escultura. Ela envolve tudo o que você e eu possamos estar colocando acima de Deus.
Na era do avanço tecnológico, pequenos aparelhos têm ocupado o tempo e preenchido a mente com tantas informações que torna-se praticamente impossível sobrar algum tempo de qualidade para ouvir a voz do Espírito Santo. “Prestai atenção” (v.2) é o apelo divino para cada ser humano. Mas como, se a mente está sendo bombardeada por tantas outras vozes? Trocamos a “rede social” do Céu pelas redes sociais que têm sido causa de invejas, dissensões, facções, cobiça e até de morte. Se não temos controle e não sabemos separar as coisas em seus devidos lugares, porque insistimos em manter em nosso coração esses ídolos modernos?
Por experiência própria, eu tive que me desfazer de meu perfil no Facebook e Instagram exatamente porque percebi que não estavam me edificando em nada. Eram simplesmente um “outdoor” de minha vida e meios de “fuçar” a vida alheia. Eu não as usava para a glória de Deus, mas para servir a mim mesma. E qual é o nome disso, amados? Idolatria! Você pode querer usar um nome menos ofensivo, mas, no fim, o sentido é o mesmo.
Se as suas redes sociais têm sido instrumentos de salvação na vida das pessoas, glória a de Deus por isso! Mas se o Espírito Santo está falando ao seu coração através da minha experiência, “prestai atenção“: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3:15). O Senhor está prestes a sair “do Seu lugar” (v.3) e descer para declarar o Seu juízo final. Não perca mais tempo com os ídolos deste mundo. Não troque o seu futuro eterno por migalhas corruptíveis. “Ouvi, todos os povos”, só “o SENHOR é Deus” (1Rs 18:39)! Que seja só Ele o Senhor de sua vida!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Desafio do dia: Utilize suas redes sociais apenas para navegar onde sua vida seja edificada e, declarar ao mundo que só o Senhor é Deus. E se sentir que não tem o controle para fazer apenas isso, estipule um tempo diário de acesso.
Rosana Garcia Barros
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“E disse o SENHOR: É razoável essa tua ira?” (v.4).
Inconformado e irado com a ação dos ninivitas e com a reação de Deus, Jonas fez uma oração que confirma a razão de ter fugido. O maior medo de Jonas não era o de enfrentar a violência dos ninivitas, mas de que eles fossem perdoados. Esta foi a motivação de sua fuga. “Tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (v.3), foi o pedido desesperado e inconsequente do profeta.
Apesar de suas intempéries e senso de justiça própria, Jonas conhecia ao Deus que servia: “és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal” (v.2). Diferente da versão tirana criada pelo pensamento de que Deus é um ser que tem prazer em destruir os desobedientes, a experiência de Nínive certamente é uma prova contundente de que Ele não tem prazer na morte do perverso. Antes, deseja “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez 18:23).
A paciência de Deus para com o profeta foi tão grande quanto o foi com os ninivitas, senão maior. Porque Jonas era conhecedor da Palavra, mas aquele povo não sabia “discernir entre a mão direita e a mão esquerda” (v.11). Eram ignorantes acerca do que era certo e do que era errado. Deus, então, em Sua infinita misericórdia, permite que aquele Seu zeloso servo aprenda uma lição de amor.
Jonas construiu um abrigo provisório para assistir “o que aconteceria à cidade” (v.5). Em seu desconforto, Deus fez crescer sobre ele uma planta que lhe daria um pouco de alívio em meio ao calor do oriente. O fato de ele ter se alegrado “em extremo por causa da planta” (v.6) não foi só pela sombra que ela lhe proporcionou, mas, provavelmente, o profeta pensou em ser a planta um sinal de que Deus o estava abençoando e confirmando a sentença condenativa que logo ele contemplaria.
Contudo, a planta secou, o calor aumentou, pela segunda vez Jonas pediu a morte e pela segunda vez o Senhor lhe perguntou: “É razoável essa tua ira…?” (v.9). Faltava algo para Jonas. A sua vida passou a não fazer mais sentido. A sua resposta diante do ocorrido revelava algo que tem sido a principal causa das enfermidades da mente humana: a ausência do espírito de perdão. E isto não é somente um princípio bíblico, mas um fato cientificamente comprovado. Não perdoar pode causar problemas emocionais, e até físicos, muito graves.
O perdão não é algo automático. Perdoei e está tudo certo. Não. Exige todo um processo que requer paciência e perseverança. Percebam que Deus provocou Jonas a, mesmo sem perceber, passar pela primeira fase do processo que é reconhecer a ira, a mágoa: “É razoável a minha ira até à morte” (v.9). Por mais que a atitude do profeta estivesse “temperada” de raiva, ele reconheceu o seu rancor diante de Deus. Ele deixou bem claro o que estava sentindo. E Deus não nos priva de expressarmos os nossos sentimentos. Muito pelo contrário, Ele nos dá a total liberdade para isso. Se “a oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 94), então Ele espera que as nossas palavras sejam a exata expressão do que está em nosso coração.
“Robert Enright, cofundador do International Forgiveness Institute… concluiu que o processo de perdão envolve quatro fases. São elas:
- Reconhecimento da raiva, considerando a sua influência na nossa forma de viver e sentir.
- Decidir perdoar, a partir de dentro e no tempo de cada um.
- Trabalhar o perdão desenvolvendo empatia e compaixão.
- Descobrir e libertar-se da prisão emocional.”
(https://goo.gl/soiBbg).
Portanto, se como Jonas, você tem dificuldade de perdoar, não se desespere. O SENHOR nos tem feito a mesma pergunta: “É razoável essa tua ira?” (v.4). Responda-O com inteireza de coração. Não tente esconder o que Deus já conhece. Não perca a sua saúde física, emocional e espiritual acalentando sentimentos que lhe destroem pouco a pouco e lhe fazem perder o privilégio de ser reconhecido como um discípulo de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35); e de tornar-se perfeito “como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). Se Deus perdoa as nossas ofensas, quanto mais devemos perdoar as ofensas de nossos semelhantes! Permita que o Espírito Santo derrame em seu coração a abundante chuva do amor de Deus (Rm 5:5), e que a sua vida seja uma manifestação do milagre do perdão.
Bom dia, perdoados pelo Pai e perdoadores de seus irmãos!
Desafio do dia: Inicie hoje o passo a passo do perdão. Respeite cada fase, confiando na provisão divina.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jonas4
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“Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor” (v.5).
Recebendo uma segunda chance, Jonas finalmente se dispôs não mais para fugir, mas para cumprir sua missão como atalaia do Senhor. O profeta teimoso iniciou a jornada de três dias apregoando a mensagem divina àquela cidade, porque “Nínive era cidade mui importante diante de Deus” (v.3). Os resultados ali obtidos num intervalo de três dias, Moisés não pôde testemunhar em quarenta anos pastoreando Israel. As atitudes de Jonas bem refletiam o coração de seu povo: zeloso pela lei, mas intolerante quanto à misericórdia.
Ainda que não compreendesse o porquê de estar advertindo a um dos povos mais bárbaros da época, desta vez, Jonas “levantou-se… e foi” (v.3). Contudo, diferente de Abraão, quando questionou ao Senhor sobre a possibilidade de haver justos em Sodoma e Gomorra (Gn 18:22-33), Jonas esperava que a mesma destruição que baniu aquelas cidades realmente caísse sobre Nínive. A sua disposição não era a de salvar pessoas, mas a de garantir de que todas fossem advertidas de sua iminente destruição. Ele nutria em seu coração a “esperança de contemplar de camarote” as cenas de juízo que livraria o seu povo de mais um inimigo.
Porém, o que se seguiu frustrou por completo as ideias e concepções que Jonas tinha de seus ouvintes. Jonas foi testemunha ocular da maior história de conversão coletiva registrada nas páginas sagradas. A inclusão dos animais indica uma submissão total de cada criatura e o fato de que aqueles povos eram extremamente idólatras e pervertidos moralmente. Além da prática de adoração a certas espécies de animais, a prática do bestialismo ou zooerastia também era muito comum entre os povos pagãos. Os ninivitas reconheceram que tudo o que respirava estava contaminado pelas abominações que até então haviam cometido, todos, compreenderam a mensagem e arrependeram-se.
A Bíblia relata que todo o povo se arrependeu e, como um só homem, clamava a Deus pelo perdão. Toda aquela cidade foi salva por causa da pregação de um homem. Ele tinha uma mensagem de juízo para proclamar, mas, ainda que não entendesse dessa forma, uma mensagem de misericórdia. Jonas sabia que se eles se arrependessem, Deus os perdoaria. O que ele temia era exatamente isso, que Deus perdoasse aqueles que ele odiava. Os ninivitas haviam oprimido o seu povo e assassinado seus amigos e, quem sabe, familiares. Como levar salvação para este tipo de gente? O que você faria no lugar dele? E se Deus lhe pedisse para pregar para o assassino de alguém de sua família?
Um dos piores enganos de Satanás tem sido o de desvincular o amor de Deus de Sua justiça. Isto faz com que grande parte do mundo cristão pregue sobre o amor de Deus, mas descarte a justiça divina. Por isso o Antigo Testamento tem sido negligenciado como se fosse uma parte das Escrituras que perdeu o seu valor. Lançam por terra verdades que o próprio Senhor disse que jamais passariam (Is 40:8), perdendo o privilégio de proclamar a mensagem completa (2Tm 3:16-17). Assim, o amor tem sido pregado não como a essência do caráter divino, mas como um escape para se viver da forma que bem desejar. A mensagem de Jonas era de juízo, mas também era um chamado de amor para uma vida transformada.
Nestes últimos dias, Deus tem um povo com a mesma missão de Jonas, que é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19:9), independente a quem seja ou de sua reação. Deus tem chamado “Jonas” modernos para difundir o Seu último chamado de juízo e de amor. Não com o mesmo sentimento que houve no profeta, mas tendo “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5). “Deus é amor” (1Jo 4:8), e Ele tem usado os Seus pregadores da justiça dos últimos dias, convocando, sem fazer acepção de pessoas, todos, para receberem de igual modo a salvação em Cristo Jesus. O verdadeiro amor não é uma emoção, nem tampouco desculpa para se levar uma vida libertina. O verdadeiro amor é Jesus Cristo e quem O ama segue os Seus passos (1Pe 2:21) e cumpre as Suas palavras: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15).
O fato é: assim como amou aos ninivitas, Deus te ama, quer você tenha conhecimento disto ou não, quer você aceite, quer não. No entanto, amá-Lo ou não, é uma escolha sua. Clamemos “fortemente a Deus” (v.8) e busquemos, pelo poder do Espírito Santo, a conversão diária a qual tanto necessitamos.
Desafio do dia: Assista a este testemunho poderoso e prova real de que é possível, pela graça de Deus, viver o verdadeiro amor: https://goo.gl/4rh1aN
Bom dia, convertidos pelo amor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jonas3 #RPSP
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