Reavivados por Sua Palavra


OSEIAS 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de fevereiro de 2021, 0:45
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“O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque, tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos” (v.6).

O relacionamento entre Oseias e Gômer tornou-se um símbolo do que Deus desejava realizar no meio do Seu povo. O procedimento do profeta em receber de volta sua esposa e preservá-la em um tempo de purificação de sua prostituição era exatamente o que o Senhor desejava operar na nação apóstata. A verdade, o amor e o conhecimento de Deus foram apresentados como inexistentes em Israel, “porque ao Senhor deixaram de adorar” (v.10). A verdade representa a liberdade que há no relacionamento com Deus. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). O amor é símbolo de uma aliança eterna: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3). E o conhecimento de Deus é a intimidade que nos aproxima dEle e que nos faz desejar prosseguir em conhecê-Lo cada vez mais, ansiando por Sua vinda (Os.6:3).

Foi dentro do contexto de líderes e liderados destituídos desta tríplice comunhão, que Deus levantou Oseias com uma mensagem muito clara e direta. Os sacerdotes viviam uma espécie de sacerdócio de fachada. Sua função ainda era mantida, mas haviam perdido o respeito do povo que os acusava, mas que também refletia a insensatez da liderança. E nessa troca de ofensas e acusações, seus corações estavam tão distantes do Senhor e de Sua Palavra, que pela sensualidade e pela prostituição espiritual e física, “abandonaram o seu Deus” (v.12). Enganados por “um espírito de prostituição” (v.12), deixaram de ouvir o Espírito Santo, que é Quem dá o entendimento, e “o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” (v.14).

A ausência do conhecimento que resulta em corrupção e destruição não se trata do conhecimento intelectual apenas. Nunca houve um tempo de tanto esclarecimento bíblico como o que vivemos hoje. Com as facilidades da tecnologia, estamos a um “clique” de um vasto leque de informações, e nossa igreja vai além, com inúmeros materiais de conteúdos riquíssimos. Mas nem tudo isso junto é capaz de preencher o vazio da alma se não compreendermos o real objetivo de examinarmos as Escrituras: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Se não buscarmos o conhecimento da Bíblia a fim de conhecermos a Deus e Seu caráter na Pessoa de Jesus Cristo, então o nosso conhecimento é vão e não menos insignificante quanto o de Satanás, que também conhece bem as Escrituras (Mt.4:6).

Deus desejava comungar uma amizade genuína com os sacerdotes e com o povo, e isto implicava viver a verdade presente através de um conhecimento prático. Mas eles rejeitaram o conhecimento. Ou seja, sabiam o que deviam fazer, mas não faziam. E essa negligência implicaria em consequências inevitáveis sobre a sua descendência (v.6). Seus filhos sofreriam não porque pagariam pelos pecados de seus pais, e sim porque seriam frutos de lares nominalmente religiosos, mas fatalmente apostatados. Será que o “pedaço de madeira” e “a vara” (v.12) não mudaram apenas de cenário, e prosseguimos hoje consultando o que nos é conveniente e não o que sabemos ser a vontade de Deus? Creio que Satanás tem dado risadas de um povo que julga ter tudo o que precisa (Ap.3:17), mas que não passa de escravo da própria razão pervertida.

Temos todo o conhecimento necessário para este tempo do fim, mas será que isso basta? Para quê uma mensagem de saúde, um apelo claro para que as famílias busquem uma vida simples no campo e se envolvam no trabalho missionário ou que os pais assumam suas funções na educação do lar, se nossa vida não reflete nenhuma dessas mensagens? Somos detentores de uma verdade presente repleta de orientações práticas, enquanto o “que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar” (v.2). Muitos têm acusado seus líderes, mas a realidade é que “como é o povo, assim é o sacerdote” (v.9). Eis aqui uma serva de Deus que deseja ardentemente viver tudo o que o Senhor nos deixou revelado como sendo Sua vontade para o Seu povo nos últimos dias. Mas aqui também está quem enfrenta uma grande luta diária para caminhar nesse sentido.

Não é uma jornada fácil, amados! Então, lutemos juntos em oração até que o Senhor nos abençoe! Também não são palavras fáceis de falar, visto que nunca foi o meu desejo causar nenhum tipo de polêmica. Muito pelo contrário. O meu coração anseia que todos nós possamos viver a vontade do Senhor em meio a uma terra que “está de luto” (v.3), assim como viveram os patriarcas, “confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra” (Hb.11:13). Há um propósito glorioso por trás de manter uma vida saudável, simples e tranquila. Mas tudo isso deve ser buscado mediante muita oração e comunhão, pois o inimigo sempre se levanta para atacar aqueles que resolvem firmemente fazer a vontade de Deus. Portanto, o convite do Senhor para nós a cada dia é o mesmo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Em aceitá-lo, está a nossa segurança e o caminho do verdadeiro conhecimento. Vigiemos e oremos!

Bom dia, amigos de Deus!

* Dez Dias de Oração, 7° dia: Oremos para que nossa vida financeira seja guiada por Deus e sejamos sempre fiéis no que pertence a Ele: nos dízimos e nas ofertas. Oremos por nossos familiares.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Oseias4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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