Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
18 de fevereiro de 2021, 0:45
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“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas” (v.2).

A jornada espiritual de vinte e um dias feita por Daniel vai muito além de apenas abstenção de certos tipos de alimentos. Ela nos revela a sabedoria que obteve aquele servo de Deus quanto à verdade de que as visões que teve “envolvia grande conflito” (v.1). E, em tempos de guerra, meu irmão e minha irmã, precisamos estar munidos das armas corretas (Ef.6:10-18), ou, do contrário, corremos o sério risco de perecer.

Daniel entrou em um período de profunda angústia de alma, e, tomando posse do que já lhe era um costume, as três orações especiais do dia tornaram-se em “três semanas inteiras” (v.3) de reavivamento espiritual. Abstendo-se de “manjar desejável” (v.3) e de tudo aquilo que pudesse lhe embotar a mente ou distraí-la, Daniel provou, mais uma vez, que o que nós consumimos tem uma íntima relação com o nosso todo. Ou, “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo…?” (1Co.6:19).

O mérito da questão, contudo, não se trata de comida ou de bebida, mas da escolha de um servo de Deus de buscar na Fonte de toda a sabedoria as respostas para os anseios de sua alma. A abstinência de certos tipos de alimento foi a consequência e não a causa. A profunda comunhão que estabeleceu nesses dias o levou a uma intimidade tal que, desta vez, Deus não Se contentou em enviar o Seu anjo, mas Ele mesmo Se manifestou. Comparem a descrição feita nos versos cinco e seis com a visão de João em Apocalipse 1:13-15, e percebam que trata-se da mesma Pessoa: o próprio Jesus Cristo.

Semelhante ao que aconteceria com o apóstolo Paulo centenas de anos depois (At.9:7), os homens que estavam na companhia de Daniel foram tomados de “grande temor, e fugiram e se esconderam” (v.7). Duas coisas ficam bem evidentes aqui: Primeira, que, diferente de Daniel, Paulo não teve aquela visão após um período de reavivamento espiritual, mas enquanto perseguia severamente os cristãos; o que comprova a veracidade das palavras do Senhor ao profeta Samuel: “… porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Segunda, que todo aquele que não possui um coração sincero e pronto a ouvir a voz de Deus, foge e se esconde de Sua presença. Portanto, não foi o que Daniel fez que o levou a ver Jesus, mas o que ele permitiu que o Espírito Santo fizesse nele.

Contemplando tão sublime visão e ouvindo tão poderosa voz, o profeta perdeu as forças e sofreu um desmaio (v.8, 9). Mas “certa mão” (v.10) o tocou e colocou Daniel na posição de submissão, e também de vigor espiritual (v.10). Gosto muito de uma frase de um autor desconhecido, que diz: “Quando você se curva diante de Deus, você anda reto diante dos homens”. Daniel não foi colocado em pé imediatamente, e sim na posição que lhe daria forças para se levantar. Notem que as orações daquele “homem muito amado” (v.11) não somente moveram o coração de Deus, ao lhe enviar Miguel, mas também a ira de Satanás.

Sobre este conflito entre o bem e o mal, escreveu o pastor Henry Feyerabend: “O nome Miguel significa ‘Quem é como Deus?’. O Novo Testamento descreve Jesus como um ser ‘na forma de Deus’ (Filipenses 2:6), ‘a imagem do Deus invisível’ (Colossenses 1:15), ‘a expressa imagem da Sua pessoa’ (Hebreus 1:3). Os melhores escritores judeus estão de acordo, ao ensinarem que o nome ‘Miguel’ é o mesmo que o título de ‘Messias’. Nenhum ser criado pode preencher essas qualificações”(CPB, Daniel Verso por Verso, p. 174). Enquanto no livro de Daniel ele é identificado como um príncipe, no livro de Judas é chamado de arcanjo, que não pode ser confundido com um anjo. Contribuindo para o nosso entendimento, o pastor Henry continua: “a palavra grega archaggelos é composta de archi, um prefixo que denota ‘chefe’ e a palavra aggelos, ‘mensageiro’. Ele é o Mensageiro-Chefe. Ele não é um anjo, mas o Comandante dos anjos” (CPB, Daniel Verso por Verso, p. 177).

No findar dos setenta anos para ver cumprida a promessa de Deus e o povo de Israel poder voltar à sua terra, houve profunda resistência do rei da Pérsia, que, julgando o enredo ali envolvido devido ao personagem “Miguel”, é certo de que aquele rei estava sendo persuadido pelo próprio Satanás. Este título para Jesus, “Miguel”, só aparece mais duas vezes na Bíblia, e em todas elas, há um cenário de guerra contra o inimigo de Deus (Jd.9 e Ap.12:7). Portanto, é certo de que, enquanto Daniel lutava em oração, Miguel guerreava “contra o dragão” (Ap.12:7).

No findar da história terrestre, o Espírito do Senhor tem trabalhado com grande urgência a fim de que apliquemos o coração a compreender a verdade presente e a humilharmo-nos perante Deus (v.12). Deus não escolhe a quem salvar, mas nos dá a liberdade de escolher a quem servir. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito…” (Jo.3:16), isto é, Ele amou a toda humanidade desde Adão. Ele não faz acepção de pessoas (Rm.2:11). O Seu dom gratuito de amor é uma oferta para todos. Porém, a salvação implica na condição contida no final do mesmo verso: “[…] para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Estamos todos inseridos no “grande conflito” (v.1) que envolve o meu e o seu destino eterno. Assim como Daniel despertou a ira de Satanás, o inimigo de Deus está irado contra um pequeno povo (Ap.12:17) que tem sido uma “pedra no seu sapato”. Perseverando em viver de acordo com a luz dada ao profeta Daniel, este povo despertará a cólera final do inimigo, que usará governantes e autoridades para dispersá-lo e impedir que avance para a Canaã celeste. Mas, todo aquele que, semelhante ao “homem muito amado” (v.19), permitir que o Espírito Santo o conduza, não terá o que temer, pois ainda que tenha que passar por um período em que sentirá lhe fugir as forças e até a própria vida (v.17), será fortalecido pelo Príncipe da Paz (v.19).

Repito, amados, não serão as nossas obras que moverão o coração de Deus para nos resgatar, mas a obra de reavivamento e reforma que permitirmos que Ele realize em nós por meio do Seu Espírito. Não é sem razão que estejamos estudando este capítulo justamente no primeiro dia dos dez dias de oração. Tão perto como estamos do cumprimento profético do retorno de Jesus, necessitamos da experiência de Daniel em proporção ainda maior. Daniel orava e chorava para que o povo de Deus pudesse retornar à Jerusalém terrestre. Como o povo que aguarda a bendita esperança de subir à Jerusalém celeste, quão intensa deve ser a nossa experiência, tal qual a noite de luta de Jacó (Gn.32:26)! Em nossos lugares de oração, quer seja num bosque ou numa montanha, quer num canto do quarto ou num cômodo solitário, sejam expostas nossas fraquezas e debilidades e ouvida a voz de Deus a nos dizer: “[…] como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn.32:28). Que façamos parte do seleto grupo dos amados de Deus que estão, como escreveu Ellen White, “esperando somente serem recolhidos” (CPB, Atos dos Apóstolos, p.109). Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados do Príncipe da Paz!

* Dez Dias de Oração, 1o dia: Oremos pelo reavivamento espiritual de nosso lar e que, em família, estejamos unidos num mesmo propósito, nos momentos de jejum e oração do próximo sábado.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Daniel10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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