Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 42 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de fevereiro de 2021, 0:45
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“Quando os sacerdotes entrarem, não sairão do santuário para o átrio exterior, mas porão ali as vestiduras com que ministraram, porque elas são santas; usarão outras vestiduras e assim se aproximarão do lugar destinado ao povo” (v.14).

Havia no templo salas especiais em ambos os lados do santuário como uma espécie de salas pastorais, a fim de servir de apoio aos sacerdotes. Ali eles depositavam “as coisas santíssimas” (v.13) e servia-lhes também como um vestiário, onde ficavam as roupas separadas exclusivamente para o ofício do santuário. Todas as vezes que os sacerdotes iam ao “lugar destinado ao povo” (v.14), suas vestes sagradas eram veladas nas “câmaras santas” (v.13). De modo que, no meio da congregação, os sacerdotes eram reconhecidos por sua função, e não por uma aparência superior ou privilegiada.

As vestes dos sacerdotes tinham um traço distintivo em Israel. Principalmente na vestimenta do sumo sacerdote, encontramos símbolos que apontam para a responsabilidade pública de sua função e para o ministério sacerdotal de Cristo. “O sumo sacerdote, em sua posição oficial”, diz M. L. Andreasen, “não era simplesmente um homem. Era uma instituição; era um símbolo, não representava meramente a Israel, era sua própria encarnação. Levava o nome de Israel, nas duas pedras sardônicas ‘nas ombreiras do éfode, por pedras de memória’; levava-as nas doze pedras preciosas ‘no peitoral do juízo sobre o seu coração’; levava ‘o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente’. Êx.28:30. Assim, levava Israel tanto sobre os ombros, como sobre o coração. […] O caráter representativo do sumo sacerdote deve ser salientado. Adão era o representante do homem. Quando ele pecou, pecou o mundo, e a morte passou a todos os homens. […] Semelhantemente, Cristo, sendo o segundo homem e o último Adão, era o representante do homem” (O Ritual do Santuário, p.64, 65).

Deixando as vestiduras santas de Sua morada celeste, Jesus veio aos átrios deste mundo como nosso semelhante. Não era Sua aparência ou as roupas que vestia que O caracterizava como o Desejado de todas as nações, e sim a natureza de Sua missão. Era “do lugar destinado ao povo” (v.14) que irradiava a luz de Suas palavras, iluminando a todos quantos a Ele se achegavam com a santa convicção de que estavam perante o seu Redentor. As madrugadas eram as “câmaras santas” (v.13) de Seu encontro com o Pai, e os montes e jardins, o lugar santo de Sua comunhão diária com Ele. Jesus, porém, não saía dali a fim de fazer notória a Sua santidade, mas buscava conquistar a afeição dos pecadores apontando-lhes o caminho através de Sua submissão ao Pai, vestindo o “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). Hoje, conforme a profecia, Jesus atua como o nosso Sumo Sacerdote no lugar Santíssimo do santuário celestial (Hb.8:1-2), de onde em breve sairá para buscar “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8).

Portanto, era dever do sumo sacerdote estabelecer o mesmo contato, aproximação e afeição com os filhos de Israel. Como líder espiritual da nação, sua missão consistia em apresentar ao povo a perspectiva futura de um Salvador que Se despiria de Suas vestes celestiais para Se vestir da ignominiosa humanidade. Quão tremenda e sagrada é a obra de todos aqueles que se dedicam ao ministério de Deus! Aos pastores e obreiros cabe responder por seus liderados seguindo a ordem do Mestre: “Apascenta as Minhas ovelhas” (Jo.21:17). É seu dever ensinar a igreja de Deus a fazer “separação entre o santo e o profano” (v.20), apontando-lhes o Salvador crucificado e ressurrecto, mas também O mesmo que breve voltará como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16).

Assim, sobre a responsabilidade dos ministros do evangelho como aqueles que devem revelar o caráter de Cristo, encerro com as pontuais palavras de Andreasen: “Deve ser pronto a discernir a vontade de Deus no clarão fugaz ou na sombra de Sua aprovação ou desaprovação; o ouro do valor e da obediência deve-se achar entremeado na própria estrutura de seu caráter; no semblante, no vestuário e no coração cumpre-lhe refletir a pureza, a paz e amor de Deus. Ele tem de ser submisso e pronto a deixar que Deus faça como Lhe apraz; e esquecer o próprio eu e pensar nos outros, não se eximindo a pesadas cargas. Cumpre-lhe ter de contínuo em mente que o bem-estar e a felicidade de outros dele depende, que cada ato seu, em virtude de seu caráter público e oficial, é de vasta significação. Ao contemplar o verdadeiro ministro a responsabilidade que sobre ele impende, bem como as consequências que adviriam de um fracasso ou falta sua, pode bem exclamar: Para essas coisas, quem é idôneo?” (O Ritual do Santuário, p.71). Vigiemos e oremos!

Um bom dia especial a todos os ministros do evangelho!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel42 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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