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“Também mediu o seu comprimento: vinte côvados, e a largura: vinte côvados, diante do templo, e me disse: Este é o Santo dos Santos” (v.4).
Contemplando o interior do templo, Ezequiel se deparou com a descrição do lugar Santíssimo. Era ali que Deus manifestava a Sua glória e a luz de Sua presença. Tendo “vinte côvados” (v.4) de comprimento e de largura, o Santo dos Santos formava um quadrado perfeito. Em sua visão da nova Jerusalém, João também viu um quadrado perfeito: “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais” (Ap.21:16). O que Deus tem preparado “para aqueles que O amam” (1Co.2:9) é o Santíssimo lugar de Sua habitação.
Quando, no dia da expiação, o sumo sacerdote entrava no lugar Santíssimo, todo o povo, em atitude de humilhação (Lv.23:29), era purificado de todos os pecados com que havia contaminado o tabernáculo. O Senhor deseja realizar a mesma obra em nossa vida. Jesus afirmou: “se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3). A menos que busquemos o coração de uma criança; a menos que peçamos a Deus “um coração puro” (Sl.51:10), rápido para amar, rápido para perdoar, nossos pés jamais pisarão a santíssima habitação do Eterno.
Há mais de 500 anos, um homem permitiu que Deus fizesse morada em seu coração, e, seguindo o princípio declarado por Pedro e os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29), cheio de santa ousadia e fé inabalável, pregou com batidas de convicção as 95 teses contra as indulgências, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517. Martinho Lutero não tivera a intenção de agir contra a igreja, mas em que a igreja reconhecesse o seu erro e promovesse o princípio que, em todos os tempos, deve nortear o povo de Deus: “Sola Scriptura”. Mas a humildade que guiava a sua busca em fazer a vontade de Deus foi rejeitada pelos que, professos religiosos, negaram a verdadeira mensagem da cruz.
A reforma não foi simplesmente um marco histórico, mas o início de um movimento cujo fundamento sobre a “pedra que vive” (1Pe.2:4) jamais cairá devido ao derradeiro grupo de “crianças” que irá perseverar até o fim (Mt.24:13). Cristo está para encerrar a Sua obra no santuário celestial e, quando isso acontecer, virá reclamar um povo que, à semelhança dos reformadores, não cederam às ameaças da abominável união (Ap.16:14). Mas, “com jejuns, com choro e com pranto” (Jl.2:12), rasgaram seus corações na presença do Senhor, aborreceram o mal e amaram o bem (Am.5:15).
Muitos querem hoje comemorar o fim da Reforma Protestante. Eu, porém, oro para que seja o início de uma reforma em nossa vida como a geração que contemplará, em vida, a vinda do Filho do Homem. Estamos vivendo no grande dia da expiação profético. É tempo de colocar em prática o conselho do próprio Lutero: “Não podemos atingir a compreensão das Escrituras, quer pelo estudo quer pelo intelecto. Teu primeiro dever é começar pela oração. Roga ao Senhor que te conceda, por Sua grande misericórdia, o verdadeiro entendimento de Sua Palavra. Não há nenhum intérprete da Palavra de Deus senão o Autor dessa Palavra, como Ele mesmo diz: ‘E serão todos ensinados por Deus’. Nada esperes de teus próprios trabalhos, de tua própria compreensão: confia somente em Deus, e na influência de Seu Espírito. Crê isto pela palavra de um homem que tem tido experiência” (O Grande Conflito, p.129). Vigiemos e oremos!
Bom dia, crianças herdeiras do reino dos céus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ezequiel41 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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Amém. Bom dia irmã. Bom dia a todos na paz do Nosso Senhor Jesus Cristo
Comentário por Márcio Barbosa Freire 1 de fevereiro de 2021 @ 10:25