Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
27 de dezembro de 2020, 0:50
Filed under: Sem categoria

1486 palavras

Os textos bíblicos escritos antes de Ezequiel revelam não somente séculos de promessas de bênçãos pela obediência, mas também de advertências de disciplina e castigos que se seguiriam à rebelião. Então, as pessoas não foram pegas de surpresa nem eram ignorantes do mal que haviam feito.

O passado de Israel também revela que durante séculos homens e mulheres de Deus lembraram a nação do amor de Deus e apaixonadamente apelaram ao povo para retornar à piedade. E, mais importante, revela que quando o Seu povo se arrependeu no passado, Deus os recebeu de volta. O capítulo cinco de Ezequiel não apresenta um Deus arbitrário, mas um Deus justo, que cumpre Suas promessas.

Assim como não podemos ler capítulos como este isolados do passado, não podemos lê-los isolados do futuro também. Na leitura de hoje, vemos que mesmo que tenhamos a tendência de minimizar o pecado, Deus o leva a sério, especialmente o pecado daqueles que tem maior conhecimento. Na leitura de amanhã, veremos que quando Deus traz julgamento, Ele também fornece graça. Amém.

Pr. Eric Bates
EUA, publicado em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/07/02/

 

1 Navalha de barbeiro. A ideia é que o profeta devia tomar uma espada, por causa de seu simbolismo, e usá-la como uma navalha. A figura da navalha é empregada como símbolo da devastação operada por um exército invasor (Is 7:20). Note-se que Ezequiel 5 continua, sem interrupção, a narrativa profética iniciada em 4:1. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 647.

Pela tua cabeça. Ezequiel é instruído a realizar um ato proibido como representação simbólica. Era ilícito a um sacerdote rapar a cabeça ou a barba (Lv 21:5). Desta vez, Ezequiel não faz nenhum protesto (ver Ez 4:14). Ele sabe quando é justificável solicitar modificação ou reversão da ordem divina e quando deve prestar obediência. CBASD, vol. 4, p. 647.

Balança. Possivelmente, uma representação da justiça e do cuidado com que Deus trata cada pessoa. Todos serão pesados e receberão a recompensa de maneira tão cuidadosa que, quando o julgamento de Deus for revelado, no fim dos séculos, nenhuma voz de discordância se ouvirá em toda a vasta criação. Do menos ao maior, todos serão levados a confessar: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!”(Ap 15:3; ver GC, 669). CBASD, vol. 4, p. 647.

2 No meio da cidade. Isto é, no meio do quadro que Ezequiel havia apresentado (Ez 4:1). A terça parte queimada simbolizava os que estavam na cidade [de Jerusalém] e que pereceriam de peste e fome (Ez 5:12). A terça parte ferida com uma espada “ao redor da cidade” representava os que cairiam pela espada nas tentativas de escapar, como os filhos de Zedequias e o resto da comitiva do rei (Jr 52:10). A terça parte espalhada significava o pequeno grupo que, escapando da destruição, seria espalhado entre os pagãos [como os que fugiram para o Egito, levando consigo a Jeremias]. Porém, mesmo ali, a espada os seguiria (ver Ez 5:12). CBASD, vol. 4, p. 647.

3 Nas abas da tua veste. Isto simboliza a proteção limitada que o remanescente que ficasse na terra receberia sob o comando de Gedalias (ver 2Rs 25:22; Jr 40:5, 6). CBASD, vol. 4, p. 647.

4 No meio do fogo. Muitos dos remanescentes [de Judá] deixados deviam perecer pela violência, o que se cumpriu tragicamente na conspiração de Ismael contra Gedalias e nas calamidades provocadas por ela (Jr 40; 41). Por causa disso, muitos desceram para o Egito, onde foram consumidos, segundo a profecia de Jeremias (Jr 42:13-17). Os que permaneceram na terra sofreram outra deportação por ordem de Nebuzaradã (Jr 52:30), de forma que o resultado final foi o total esvaziamento do território da nação. CBASD, vol. 4, p. 647, 648.

Os poucos fios de cabelo que Ezequiel colocou em sua vestimenta simbolizavam o pequeno remanescente de um povo fiel que Deus preservaria. Mas mesmo alguns desse remanescente seriam julgados e destruídos porque sua fé não era genuína. Onde você se posicionará no julgamento vindouro? Mateus 7:22, 23 avisa que muitos que acreditam estar seguros, não estão. Certifique-se de que seu compromisso é vital e sincero. Life Application Study Bible Kingsway.

5 No meio das nações. Aqui é apresentada a estratégica posição de Jerusalém, situada bem no meio dos países do antigo Oriente Médio, na encruzilhada das principais estradas da Antiguidade. Sua localização singular constituía uma das grande oportunidades para Israel. Ao sul, ficava o Egito; a nordeste, a Assíria e a Babilônia; e ao norte, os siros. Na costa, ficavam os filisteus, e um pouco mais distante, na direção leste, os fenícios. Mais próximos, a leste, estavam os moabitas e amonitas, e ao sul, os edomitas. Deus colocou Seu povo “no meio das nações”e planejou que se tornasse numa grande força evangelizadora pela qual o conhecimento de Deus verdadeiro devia se espalhar pelo mundo todo. Era Seu desejo que a nação de Israel fosse uma clara demonstração da superioridade da verdadeira religião sobre todos os falsos sistemas de culto. A experiência e a prosperidade de Israel deviam se tornar tão atrativas que todas as nações passariam a buscar o Deus dos israelitas (ver p. 13-17 [CBASD, vol. 4]. A lição se aplica aos cristãos. de forma individualizada, Deus os colocou como luz para os vizinhos. Ele espera da parte deles uma demonstração da superioridade do cristianismo diante do mundo. Deseja que seja uma religião tão atrativa que outros também a busquem. CBASD, vol. 4, p. 648.

6 Porém, se rebelou contra os meus juízos. A rebelião é um ato deliberado, premeditado e planejado. CBASD, vol. 4, p. 648.

Mais do que as nações. Isto deve ser entendido no sentido de que os israelitas tinham mais pecado porque possuíam mais luz. Deus julga as pessoas com base na luz e nas oportunidades recebidas ou nas que poderiam ter, caso as tivessem buscado. os que constituem a igreja de Deus têm concentrada sobre si a luz acumulada de todos os séculos. Deus espera deles um padrão mais elevado do que das pessoas de qualquer época anterior. Se forem desobedientes e resistirem à luz, como fez Israel, sua culpa será proporcionalmente maior.

7 Mais rebeldes. O povo de Deus chegou a sobrepujar os pagãos no paganismo. Quem conhece a palavra de Deus e recusa-se a obedecer-lhe sofre uma queda maior que a dos ignorantes.Bíblia de Genebra.

Nem procedido (ARA). NTLH: “Vocês têm seguido os costumes de outras nações”.

9 O que nunca fiz. O que parece claro é que Israel tivera mais oportunidades e privilégios do que os concedidos a outras nações. Consequentemente, a punição de seu pecado seria proporcionalmente mais severa e evidente do que a que Deus havia infligido ou iria infligir a qualquer outra nação. CBASD, vol. 4, p. 648.

10 Devorarão a seus filhos. Moisés e, mais tarde, Jeremias predisseram este terrível juízo (Lv 26:29; Dt 28:53; Jr 19:9). A predição se cumpriu no cerco dos siros a Samaria (2Rs 6:28, 29), no cerco dos caldeus a Jerusalém (Lm 4:10) e no cerco final da parte dos romanos (Josefo, Guerras, vi.3.4). CBASD, vol. 4, p. 648, 649.

11 Profanaste o Meu santuário. A profanação é mais plenamente descrita em Ezequiel 8. CBASD, vol. 4, p. 649.

Foi um pecado grave profanar o templo, o santuário de Deus, adorando ídolos e praticando o mal dentro de suas paredes. No Novo Testamento, aprendemos que Deus agora faz sua morada dentro daqueles que são seus. Nossos corpos são o templo de Deus (veja 1 Coríntios 6:19). Nós profanamos o templo de Deus hoje permitindo que fofocas, amargura, amor ao dinheiro, mentiras ou quaisquer outras ações ou atitudes erradas façam parte de nossas vidas. Ao pedir a ajuda do Espírito Santo, podemos evitar contaminar seu templo, nossos corpos. Life Application Study Bible Kingsway.

12 Uma terça parte de ti. Começa aqui uma explicação das ações simbólicas mencionadas na primeira parte do capítulo. O fogo (v. 2) significa fome e peste. CBASD, vol. 4, p. 649.

13 E Me consolarei. Do heb. nacham. Geralmente entende-se o significado original como sendo o de “puxar o ar de maneira forçada”, “suspirar”, “arfar”, “gemer”. … É difícil conceber que Deus obtivesse consolo da execução de juízos tão terríveis. Ele próprio declara posteriormente: “Tão certo como Eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso” (Ez 33:11). Isaías fala do ato da destruição como uma “obra estranha”(Is 28:21). … parece mais natural pensar no significado de nacham como um suspiro de dor ou alívio por terminar uma punição necessária, ou de ser isso o resultado de um plano que deveria ter sido tão diferente. CBASD, vol. 4, p. 649.

15 Escarmento. Isto é, “lição”, ou “advertência”. Jerusalém devia ter sido a grande lição objetiva na educação que Deus estava tentando dar à humanidade (ver p. 14-17 [vol. 4 CBASD]). Sua posição estratégica a fez notória a muitas nações. Nessa situação, a calamidade, com o resultante reflexo negativo sobre a verdadeira natureza de sua religião, também ficaria amplamente conhecida. CBASD, vol. 4, p. 649.

16 Fome. Os v. 16 e 17 recapitulam as tristezas de Jerusalém. Os juízos de Deus são, em outras passagens, representados como flechas (Dt 32:23; Sl 7:13; 64:7). A presença de feras foi um juízo anunciado contra os judeus, juntamente com outras forças devastadoras (Lv 26:22; Dt 32:24). Animais selvagens, como leões e ursos, se multiplicavam quando a terra estava desabitada (ver 2Rs 17:25). “Sangue”, sem dúvida, se refere a morte violenta. CBASD, vol. 4, p. 649.


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