Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
30 de agosto de 2020, 0:50
Filed under: Sem categoria

1984 palavras

1 A obscuridade. Nos dias de Isaías, os exércitos da Assíria impuseram miséria e escuridão (Is 9:2) para Zebulom e Naftali, duas das tribos que estavam mais ao norte de Israel. Isaías se deu conta de que isso era resultado da escuridão espiritual e, com visão profética, contemplou a “grande luz”(v. 2, 6, 7), que dissipará a escuridão dos seres humanos (Jo 1:4-9; 8:12; 9:5). As mesmas regiões que viram tanta angústia veriam uma revelação de glória e luz. A descrição é a da vinda do Messias ao mundo com a mensagem de vida e esperança. O Sol da Justiça brilhará (Ml 4:2) sobre um mundo imerso em trevas e trará salvação em Suas asas (ver DTN, 34, 35).

O caminho do mar. Na antiguidade, davam-se nomes descritivos às estradas (ver Nm 21:22; Dt 1:2; ver com. de Nm 20:17; Dt 2:27). Alguns identificam “o caminho do mar” com a famosa rota das caravanas que ia desde Damasco e das regiões além do Jordão, passava pela Galileia, até o mar Mediterrâneo (ver com. de Mc 2:14). Outros identificam “o caminho do mar” com a rota costeira que ia em direção ao norte para Tiro e Sidom.

2 Grande luz. Para o povo da Galileia, que vivia numa escuridão tão impenetrável, uma grande luz brilharia (ve Jo 1:3-9). A mente do profeta foi dirigida à vinda do Messias ao mundo. Estas palavras se cumpriram no começo do ministério de Cristo na Galileia (ver com. de Mt 4:12-16). Desde a época do cativeiro das dez tribos em 723/722 a.C., a Galileia esteve literalmente em trevas, sujeita a poderes estrangeiros e sem o ministério de um sacerdote ou profeta, até a vinda do Messias.

3 A alegria lhe aumentasse. O profeta descreve um dia mais feliz, quando o Messias terá vindo para Seu povo, trazendo paz e alegria. Eles seriam em maior número (ver Is 26:15; Ez 36:10, 11) e sua felicidade se multiplicaria.

Como se alegram na ceifa. Isto é, alegria como a dos trabalhadores na época da colheita, que para os agricultores é a mais feliz do ano. … Alegravam-se porque sabiam que Deus estava com eles (Fl 3:1; 4:4). Cristo veio para proclamar paz e felicidade (Is 61:3; Lc 2:13, 14).

4 Quebraste o jugo. Cristo quebraria o jugo do pecado e aliviaria a humanidade da opressiva carga de culpa e ansiedade que pesa tanto (Is 61:1, 2; ver com. de Lc 4:18, 19; Mt 11:28-30).

No dia dos midianitas. Durante os dias dos juízes, Israel esteve com frequência sob a dura mão de um opressor, mas era finalmente libertado por um herói nacional.

5 Toda bota. A figura é de luta e derramamento de sangue, de tumulto, agitação e morte, mas de vitória final e queima dos restos da batalha. O conflito entre Cristo e Satanás atinge o clímax na grande batalha do Armagedom, o prelúdio do reino eterno do Messias (Sl 46:6-9; 76:2, 3; Is 63:1-6; Ez 38:21, 22; 39:9; Jl 3:11, 16; Zc 9:9, 10; 14:13; Ap 16:14, 16; 19:11-19).

6 Um menino nos nasceu …. Isaías conclui a descrição da era vindoura de paz com uma notável profecia sobre o grande Príncipe da Paz. A paz jamais será alcançada neste mundo por meio de esforços humanos. na descrição do Rei vindouro, que reinará com justiça e santidade, Isaías emprega termos que não podem pertencer a nenhum governo terreno. Sem dúvida há apenas uma pessoa em todo o universo a quem se possa aplicar esta descrição: Cristo. Em nenhum outro lugar da Bíblia se encontra ideia tão excelsa, tamanha beleza de expressão, intensidade de sentimento na descrição do Salvador e Rei vindouro.

O governo. Cristo governará sobre todo o Céu e a Terra (ver Dn 2:44, 45; Mt 25:31; 28:18; Lc 1:32, 33; 1Co 15:25, cf. Sl 110:1; Fp 2:10; Ap 11:15).

Maravilhoso Conselheiro. Ver Is 11:2, 3; 25:1; 28:29. Este nome encerra a ideia de sabedoria, amabilidade e consideração, um nome que suscitaria adoração e louvor de todos os seres no Céu, na Terra e em todo o universo (ver Fp 2:9-11; Ap 5:12, 13).

Pai da Eternidade. Assim como Deus, o Pai, é eterno, Cristo também o é. Isaías o chama de pai porque Ele é o Pai de toda a humanidade de uma forma especial, como Criador do ser humano e do mundo (Jo 1:3; Ef 3:9; Cl 1:16; Hb 1:2; cf. Gn 1:26).

Príncipe da Paz. Ver Zc 9:9, 10; Ef 2:14. A paz só existe onde há justiça (Is 32:17, 18), e Jesus é o rei justo (Jr 23:5, 6; 33:15, 16), que imputa e concede Sua própria justiça ao ser humano. Ele veio ao mundo para trazer a paz (Lc 2:14; Jo 14:27; ver também Fp 4:7).

7 Seu governo. Daniel prediz que o reino de Cristo esmiuçará todos os reinos da Terra e “consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2:44; cf. Ap 11:15). O anjo Gabriel declarou que “o seu reinado não terá fim”(Lc 1:33).

O trono de Davi. Ele foi um símbolo de Cristo, e é por meio de Cristo que o trono de Davi será estabelecido para sempre (Gn 49:10; 2Sm 7:11-13; Sl89:3, 4, 29, 36; 132:11, 12; Jr 23:5; 33:17; Lc 1:32; ver com. de Dt 18:15; 1Cr 28:7; Mt 1:1).

O juízo e a justiça. Literalmente, “com justiça e com retidão”(ver Is 11:4, 5; 16:5).

O zelo. Por que o Senhor fará tudo isso? Ele é movido por zelo santo e ardente, por um espírito de amor. O seu amor não pode permanecer inativo. Quando Ele pensa no ser humano perdido em pecado, isso o impulsiona a realizar obras de graça e perdão. Não há poder maior que o amor, nada que possa mover alguém a fazer maior sacrifício ou mais vigoroso serviço.

8 Contra Jacó. Como o contexto deixa claro (v. 9-17), a mensagem apresentada em seguida é dirigida “contra Jacó”como presságio do juízo divino. Este versículo dá início a uma nova seção, que se estende até o cap. 10:4, na qual o Senhor repreende a nação de Israel. A visão do Rei que reinará em glória termina, e o profeta volta a atenção para os problemas da situação imediata. A época é a mesma que a dos capítulos anteriores, pois Rezim, da Síria, ainda está vivo (v. 11), e a mensagem deve, portanto, ter sido dada entre 735 e 732 a.C., quando Rezim morreu.

Em Israel. A mensagem de Isaías 9:8 até 10:4 é primeiramente dirigida às dez tribos rebeldes, em geral chamadas de Efraim ou Samaria (Is 9:9, 21). … Porém, num sentido mais geral, Isaías, com frequência, usa os termos Jacó e Israel para todo o povo de Deus … Após a queda final do reino do norte, ambos os termos, em geral, se referem a Judá.

9 Efraim. O Senhor tinha assegurado que os planos de Efraim e da Síria contra Judá não teriam êxito (Is 7:4-7). Eles já tinham passado alguns reveses, mas Peca, de Israel, ainda estava determinado a continuar o ataque a Judá.

Em soberba e altivez de coração. Com arrogância perversa, Peca se recusou a aceitar as advertências dadas por meio de Isaías, e decidiu seguir adiante com seus planos contra Acaz.

10 Tornaremos a edificar. Isaías se refere ao fracasso dos esforços anteriores de peca, que, nesse contexto, fazia planos para recuperar o que havia perdido (ver Is 7:1). É como se um edifício de tijolos tivesse sido demolido, mas Peca o reconstruisse de novo, desta vez com pedras. Os “sicômoros”, tendo sido cortados, (ver com. de Lc 17:6; 19:4), seriam substituídos por cedros, mais caros e duráveis (ver 1Rs 10:27). ele estava mostrando sua perversidade e rebeldia contra a vontade do Céu.

11 Os adversários. O Senhor enviaria os assírios, inimigos de Rezim, contra Israel. Em 2 Reis 15:29 está o relato das medidas de Tiglate-Pileser contra peca.

12 Os siros. Nesse momento, a Síria era aliada de Efraim contra Judá (Is 7:1, 2), mas o Senhor prometeu colocar os siros contra Israel, seu antigo inimigo. Alianças entre nações do Oriente eram efêmeras, e o aliado de hoje podia se tornar um inimigo implacável no dia seguinte. Os siros atacariam Israel desde o norte e o leste, e os filisteus viriam contra eles do sul e do oeste.

Continua ainda estendida. O Senhor tinha ferido Israel com juízos, mas Sua mão estava estendida como se fosse mandar mais juízos sobre a nação. Tiglate-Pileser III tomou grande parte de Israel, mas não o destruiu; o cerco de Salmaneser V, ainda por vir, traria o fim completo da nação.

13 Não se voltou. Deus enviou Seus juízos, não para destruir, mas para que o povo se arrependesse. Contudo, eles falharam em aceitar as mensagens de repreensão, e continuaram em iniquidade e perversidade. Por isso, outros juízos mais severos, inevitavelmente cairiam.

14 Corta de Israel. Visto que Israel não se arrependeu, o Senhor não podia fazer mais nada além de enviar mais juízos, que cortariam deles “cabeça e cauda”(ver com. do v. 13). A nação seria destruída por completo, e os juízos cairiam em especial sobre aqueles que desviaram a nação (ver v. 16).

A palma e o junco. A palma se refere aos nobres e aos governantes do país. O junco pode se referir aos que fingiam humildade (Is 58:5), ou, de acordo com Isaías 9:14 e 15, aos falsos profetas.

15 O ancião. Ver Is 3:2, 3. Príncipes, juízes, oficiais civis e militares estavam dentre os líderes mais importantes da nação. O juízo seria particularmente severo para essa classe.

Que ensina a mentira. A classe mais desprezível da nação era o grupo responsável por prover liderança espiritual, mas que conduzira o povo pelos caminhos do erro e da necessidade. Isaías não os poupou nas mensagens de repreensão (Is 28:7; 29:9, 10).

16 São enganadores. O destino de uma nação depende do conselho e do exemplo de seu líder. Israel falhou porque seus líderes desviaram o povo.

17 Não se regozija. O rolo 1QIsa do Mar Morto traz “não tem piedade”, que parece se harmonizar melhor com o contexto.

Ímpios. Quando Israel caiu, o povo estava totalmente entregue ao mal. Eles ainda professavam a religião, mas se regozijavam abertamente com a iniquidade. Todas as classes estavam envolvidas, e todos sofreriam, do jovem até o velho. Quando a iniquidade chegou a esse ponto, a justiça exigiu que caíssem os juízos.

18 Lavra como um fogo. Esta é uma descrição impressionante dos efeitos da iniquidade. O pecado mata, mas não cura. … Abrolhos e espinhos, destinados apenas para a destruição, simbolizam a iniquidade que prevalecia entre o povo (ver Is 5:6; 7:23-25; 10:17; 27:4; 32:13). Quando o país estivesse cheio de espinhos e abrolhos, de modo a asfixiar as boas árvores da floresta, então a iniquidade irromperia como fogo para consumir a si mesma. O pecado, seria punido; na verdade, traria sua própria destruição (ver Is 22:11, 12; Jr 21:14; Jl 1:19, 20; Hb 6:8). Desse modo, a terra ficaria limpa, pronta para o crescimento da nova vegetação ver 2Pe 3:10-13).

19 A terra está abrasada. Ver com. dos v. 1, 2. O profeta vê uma cena de caos e confusão. As pessoas estão confusas, e o país está coberto de trevas. Paixão e amargura, ódio e vício, injustiça e crueldade dilaceraram de tal modo o coração das pessoas e inflamaram seu espírito que todas se voltavam contra o próximo. Tal será o efeito final do mal quando “a espada de cada um se voltará contra o seu próximo” (Ez 38:21) e quando cada um “levantará a mão contra o seu próximo” (Zc 14:13).

20 A carne do seu próximo. Uma descrição vívida dos efeitos finais da cobiça e da corrupção. … Ninguém pode, ao final, ser perfeitamente feliz e próspero a menos que seu próximo também esteja feliz. Quando alguém se exalta, oprimindo seu próximo, prepara caminho para a própria destruição. Quando nações se destroem a fim de promover seus interesses egoístas, cometem a maior das tolices, pois estão se destruindo a si mesmas e ao mundo em que vivem. Assim como no passado, nações e indivíduos  se destruíram mutuamente por causa de discórdia e cobiça, o mundo hoje está em processo de provocar a própria destruição.

21 Manassés ataca a Efraim. Essas duas tribos eram irmãs e tinham interesses em comum. Mas, quando Efraim se levantou contra Manassés e vice-versa, a destruição de ambas foi inevitável. E quando essas duas tribos se levantaram contra sua irmã Judá, estavam assegurando que logo viria seu próprio fim. nenhuma nação pode suportar por muito tempo tal confusão de crime, concupiscência e sangue, como foi o caso do reino do norte durante os primeiros anos de Isaías.

Continua ainda estendida. No capítulo seguinte há outra série de crimes para os quais a mão do Senhor continuou estendida para punir. Isso dá continuidade à linha de pensamento.

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.

Seleção e digitação: Jeferson Quimelli.


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.



%d blogueiros gostam disto: