Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
28 de agosto de 2020, 0:50
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2011 palavras

1 No dias de Acaz. Ao que indica, esta mensagem foi transmitida por volta de 734 a.C., próximo ao início do reinado de Acaz.

Não prevaleceram. Judá tinha sofrido uma derrota desastrosa nas mãos de Peca e Rezim, e Elate, no golfo de Áqaba, tinha caído nas mãos da Síria (ver 2Cr 28:5-15; 2Rs 16:6). Mas, embora sitiada, a cidade de Jerusalém não foi tomada.

2. Deu-se aviso. Isto é, comunicou-se a Acaz, o representante da casa de Davi, visto que o propósito era depor Acaz e estabelecer um novo rei, da casa de Tabeal, no trono de Judá (v. 6).

Ficou agitado. Ou, “estremeceu-se”. Acaz estava aterrorizado com a perspectiva de ser deposto (v. 6). Como apóstata, ele não confiava em Deus, e parecia que seu reino logo sucumbiria.

3 Agora sai. Embora Acaz fosse um rei ímpio, o Senhor não tinha intenção de permitir que a dinsatia de Davi fosse extinta (ver Gn 49:10; 2Sm 7:12, 13). Portanto, Isaías foi enviado ao rei para lhe informar do propósito do Senhor de preservar Judá e derrotar os invasores.

Sear-Jasube (ARC). Literalmente, “Um-Resto-Volverá” (ARA). Deus designou que Isaías e seus filhos fossem como sinais para o povo (Is 8:18). … Isaías manteve constantemente diante do povo essa mensagem do retorno do remanescente (Is 4:2, 3; 10:21; etc.).

Açude superior. Nos dias de Acaz, essa fonte estava fora da cidade e, sem dúvida, estudou-se a maneira de levar a água para dentro da cidade para que, em caso de sírio, os inimigos não pudessem usá-la.

4 Dois tocos de tições. Uma expressão depreciativa. Os debilitados reinos da Síria e de Israel, assim como seus reis, embora parecessem fortes, não eram mais que restos de tições fumegantes. Quase haviam se extinguido. Restava-lhes apenas um pouco de vida. Deus predisse o destino deles a fim de que Acaz pudesse seguir uma estratégia inteligente. Acaz devia se preocupar com o poder crescente da Assíria, não com os reinos cambaleantes da Síria ou de Israel. Durante os 40 ou 50 anos seguintes, Judá seria quase totalmente engolido pela Assíria, contudo Acaz seguia uma política que inevitavelmente facilitaria a vitória dos Assírios.

7 Isto não subsistirá. A casa de Davi não cairia. O plano proposto por Israel e Síria estava direcionado contra Deus, e não poderia dar certo. Deus tinha outros planos para a casa de Davi (ver Gn 49:10; 2Sm 7:12). Ele não permitiria que homens interferissem em Seu propósito para Judá, ou que acabassem com a dinastia por meio da qual o Messias viria.

8 Efraim … deixará de ser povo. … por volta de 722, Israel, o reino do norte, chegou ao fim com a queda de Samaria nas mãos dos assírios. …A estratégia assíria de espalhar os povos súditos foi planejada para apagar a antiga identidade e lealdade nacionais. As dez tribos foram absorvidas de tal maneira pelos povos vizinhos que são, com frequência, chamadas de as tribos “perdidas”. Muitos provenientes dessas tribos, mais tarde, uniram-se aos cativos de Judá e retornaram com eles após o exílio, mas como indivíduos de uma comunidade judaica que era a continuação do antigo reino de Judá, não de Israel.

9 Se o não crerdes. Era evidente que Acaz não cria no que Deus assegurava: que Peca [Israel] e Rezim [Síria] não teriam êxito em seus planos. Ele ainda estava com medo. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6), e muito menos se submeter à Sua liderança sábia e misericordiosa.

11 Pede ao SENHOR, teu Deus, um sinal. Deus fez esta oferta para fortalecer a fé de Acaz. Sinais como este são dados com frequência para firmar a fé de mentes vacilantes.

12 Não o pedirei. Acaz se recusou a ser persuadido. Ele não queria acreditar, e não queria saber de nada que o ajudasse a crer. Ele tinha estabelecido sua política, estava determinado a levá-la adiante e temia tudo que pudesse influenciá-lo a mudar. O auxílio que procurava era o da Assíria, não o de Deus.

Nem tentarei ao SENHOR. Isto é, não colocarei o Senhor à prova pedindo um sinal. Com isso, Acaz revelou sua teimosia e rebelião contra Deus. O Senhor ofereceu ajuda e direção, mas ele escolheu confiar na ajuda da Assíria. Acaz estava determinado a não ter nada com Deus, e manifestou isso com toda clareza.

14 O Senhor mesmo vos dará. Acaz teria um sinal do Senhor a respeito de sua vontade, mas o Senhor escolheria o sinal. Para encorajar aqueles que permaneceriam fiéis nos anos de crise por vir, Deus entendeu ser conveniente proporcionar a certeza de que estaria com eles. A nação tinha recebido um sinal por meio de “Sear-Jasube”…, cujo nome significava “Um-Resto-Volverá” e cuja presença era um lembrete constante de que nas futuras invasões assírias um remanescente seria salvo.

Vos. No v. 13, é possível notar que “vos” se refere à “casa de Davi”, isto é, a casa real de Judá, da qual Acaz era representante.

Sinal. Do heb. ‘oth, “sinal”, “prova”, “marca”, “lembrete”. … Sem exceção, um “sinal”consistia de um objeto ou ato cujo propósito era confirmar ou recordar a verdade espiritual ou a mensagem profética ligada a ele pela Inspiração. O elemento miraculoso podia estar presente ou não. Uma das características essenciais de um “sinal” era que fosse literalmente visível à pessoa ou às pessoas a quem fosse dado, a fim de que, por sua vez, os olhos da fé pudessem perceber a vontade de Deus e se apegar firmemente às Suas promessas. Sempre que alguém pediu um “sinal”, como Deus convidou Acaz a fazer (Is 7:11), ou quando o próprio Deus escolheu o “sinal”, ele foi literalmente visível àqueles a quem foi dirigido. Em relação a isso, é importante observar a declaração de Isaías: “Eis-me aqui, e os filhos que o SENHOR me deu, para sinais e para maravilhas em Israel da parte do SENHOR dos Exércitos” (Is 8:18), cujo significado é aclarado pelo fato de ocorrer na mesma sequência profética com o “sinal” prometido em Is 7:14. … Isaías e seus filhos eram sinais designados por Deus para assegurar, se possível, a cooperação de Acaz e Judá durante os anos de crise que acompanhariam o colapso e o cativeiro do reino do norte, Israel.

A virgem. Do heb. ‘almah. … Lexicográficos do hebraico concordam que ‘almah vem da raiz ‘alam, “estar maduro [sexualmente]”, e que a palavra almah denota uma “mulher jovem”, capaz de ter filhos. … O contexto de Isaías 7:14, junto ao que foi dito anteriormente com relação às palavras traduzidas como “sinal”e “virgem, torna claro que a predição feita aqui tinha uma aplicação imediata dentro do contexto das circunstâncias históricas apresentadas no capítulo. A referência de Mateus à predição torna claro que ela também aponta para o Messias. Muitas profecias do AT tem aplicação dupla como esta, primeiramente, ao futuro imediato e, depois, ao futuro mais distante (ver com. de Dt 18:15). Na narrativa de Isaías 7, nada mais se diz quanto à identidade da “virgem”a quem Isaías se refere. No entanto, em hebraico ela é designada como “a jovem“, indicando uma jovem em particular. Porém, não se sabe se ela estava presente nessa ocasião ou se Acaz ou mesmo Isaías a conheciam. … Com base na suposição de que o “sinal”devia ser de natureza miraculosa e de que a palavra ‘almah significa estreitamente “virgem”e não só “jovem mulher”, alguns sugerem que o cumprimento literal da predição nos dias de Isaías exige que a mãe do filho prometido fosse, como Maria, uma virgem no sentido estrito do termo. Certamente, Deus faria que isso se desejasse. Mas, essa criança representaria, como cristo, uma união das naturezas divina e humana, e assim privaria Cristo de Sua posição exclusiva como o Filgo de Deus divino-humano.

Emanuel. Do heb. Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”, que significa “Deus [está] conosco], como o contexto torna claro, para livrar Israel de seus inimigos … o nome Emanuel era um sinal designado por Deus para revelar Seu propósito para Judá naquele tempo e a natureza dos eventos prestes a ocorrer … O Sinal de Emanuel testificaria da presença de Deus com Seu povo para o guiar, proteger e abençoar. Enquanto outras nações seriam derrotadas, Judá seria mantida; enquanto Israel pereceria, Judá viveria.

15 Manteiga e mel. A “manteiga” dos tempos bíblicos era leite coalhado, considerado uma iguaria em muitas partes do Oriente, mesmo nos dias de hoje (ver Êx 3:17; Jz 5:25). Uma terra que mana “leite e mel”era uma terra de fartura. Portanto, a menção aqui de comer coalhada e mel indica abundância de alimento. A terra seria desolada, mas haveria comida suficiente para os poucos que permaneceriam nela após a invasão [assíria].

16 Desamparada a terra ante cujos dois reis. Isaías advertiu Acaz a não temer Rezim e Peca, os “dois tocos de tições fumegantes”(v. 4). … A Assíria estava empregando um esforço persistente para ter controle de todo o noroeste da Ásia. Na campanha contra Assíria, Peca e Rezim se opuseram a Acaz, que tinha se aliado com Tiglate-Pileser (2Rs 16:5-7). Judá não tinha razão para temer se seus líderes tão somente confiassem na promessa implícita no nome Emanuel: “Deus [está] conosco”.

17 Mas o SENHOR fará vir sobre ti. Acaz tinha deixado claro que não pediria o auxílio divino. Em vez disso, ele planejava confiar na Assíria (2Rs 16:5-7). No entanto, Isaías o advertiu que a Assíria não ajudaria Judá, e sim será [seria] fonte de angústia (Is 7:17-20; 8:7, 8; 10:6). Mais tarde, quando a Assíria invadiu Judá, este buscou ajuda do Egito, mas isso também foi em vão (Is 30:1-3; 31:1-3, 8). O profeta tenta esclarecer tudo isso ao rei.

[Mas o SENHOR fará vir sobre ti… por intermédio do] Rei da Assíria [, dias tais quais nunca vieram]. Dias de trevas e perigo estavam diante de Judá, dias de angústia como não havia desde a revolta de Jeroboão, dois séculos antes. … Isaías buscou ferventemente guiar o rei e seu povo de volta para Deus, mas eles se recusaram. Por essa razão, a Assíria teria permissão de invadir o país.

18 Assobiará o SENHOR às moscas. Assobiará às moscas para reunir os exércitos desde distantes partes do Egito. … O rei [egípcio] … é chamado aqui de “mosca”, porque as moscas incomodam, e os egípcios provariam ser um estorvo em vez de um auxílio para Judá. Isaías ressalta a tolice do povo de Deus em buscar ajuda do Egito (Is 30:1-7; 31:1-3). O Senhor, não o Egito, é que salvaria Judá da Assíria (Is 31:4-9; 37:33-36).

Às abelhas. A Assíria é comparada a uma abelha. Abelhas, neste caso, simbolizam um inimigo persistente (Dt 1:44; Sl 118:12). O ferrão de uma abelha, embora doloroso, é raramente fatal [como em casos de reação alérgica]. A Assíria iria contra Judá como o cetro da ira divina (Is 10:5-7), mas a nação não pereceria.

19 Elas virão. Os egípcios e os assírios invadiriam todas as partes do país como moscas e abelhas.

20 Naquele dia. Isto é, ao mesmo tempo.

Uma navalha alugada. Desta vez, a nação é comparada a um homem sujeito à indignidade suprema de ter os pelos e cabelos raspados da cabeça aos pés, incluindo a barba. Os orientais consideravam isso uma desgraça.

Do outro lado do rio. O Eufrates (ver com. de Js 24:2). A Assíria seria um instrumento nas mãos do Senhor para devastar e humilhar a impenitente Judá (comparar com a metáfora empregada em Is 10:5-7).

21 Uma vaca nova. Embora a maior parte do gado fosse levada, algumas das pessoas que permaneceram conseguiram salvar alguma vaca e talvez algumas ovelhas.

22 A abundância de leite. Porém o restante deixado na terra não seria abandonado pelo Senhor. As bênçãos do Céu estariam sobre eles, e eles comeriam “manteiga e mel”. embora o homem trouxesse maldição, Deus abençoaria o remanescente fiel.

23 Mil ciclos de prata. Isto é, “peças de prata” … Uma peça de prata por uma vide era um preço alto, e, portanto, essas vides deviam ser de elevada qualidade. O significado, nesse caso, é que as melhores vinhas se tornariam em deserto, por falta de cuidado.

24 Com flechas e arcos. Estes seriam levados para proteção contra animais selvagens que vagueavam pelas regiões outrora cultivadas, mas então, desoladas.

25 Que os homens costumam sachar. Literalmente, “que costumava ser cavada”.

Para ali não irás. No hebraico, “não virás”.

Espinhos e abrolhos. Fazendas outrora pacíficas e produtivas se tornariam em desertos, porque seus antigos donos e cultivadores seriam levados em cativeiro para jamais retornarem à terra natal.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.

Seleção e digitação: Jeferson Quimelli.


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