Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
24 de agosto de 2020, 0:50
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1700 palavras

1. De Jerusalém e de Judá. Esses nomes representam o professo povo de Deus, que, na época de Isaías, tinha se distanciado do Senhor; e, contudo, professavam, em vão, a religião. Atualmente no mundo prevalece uma situação similar, e, nestes últimos dias, o povo que adora a deus com os lábios, mas cujo coração está distante dEle, necessita da mesma mensagem. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.3, p. 102.

O sustento e o apoio. O Senhor estava prestes a remover de Judá os dois principais elementos necessários à vida: o pão e a água… Sem dúvida, Isaías se refere à fome literal, mas o contexto parece aplicar as figuras da fome literal a uma escassez de líderes capazes. A nação sofreria com a falta de liderança assim como o corpo sofre com a falta de alimento…   CBASD, vol.3, p. 102.

2. O juiz; o profeta. Os v. 2 e 3 alistam os diferentes tipos de líderes que eram o apoio da nação… O Senhor não diz que iria removê-los de forma deliberada, apenas chama atenção para a lei da causa e do efeito. Ele permitiu que Israel escolhesse seus líderes, que governassem como o povo gostaria de ser governado.  CBASD, vol.3, p. 102– 103.

3. O respeitável… Este versículo prossegue com a lista de líderes hábeis que seriam tirados de Judá – oficiais do exército, funcionários civis, todas as pessoas necessárias para tornar uma nação forte e próspera. Esses homens foram levados a Babilônia por Nabucodonosor (ver 2Rs 24:14; cf. Jr 24:1; Dn 1:3, 4). CBASD, vol.3, p. 103

4. Dar-lhes-ei meninos. O manejo das questões nacionais estaria nas mãos  de pessoas com mente de meninos. Homens sem habilidade seriam escolhidos para governar a nação… “Meninos” – indivíduos caprichosos, sem clareza de pensamentos e de sabedoria para agir – tomariam as decisões e controlariam o destino da nação. Sob tais condições, a desintegração nacional seria rápida e certa. CBASD, vol.3, p. 103.

5. Oprimem uns aos outros. Nações com governantes sábios e capazes não sofrem com injustiça e opressão. Um esforço determinado da parte dos líderes de um país a fim de promover igualdade e justiça prevenirá abusos que resultem na ruína da civilização… Onde há injustiça, engano, violência e opressão, a nação vai abaixo, e o dia de acerto de contas certamente virá. Isso aconteceu em todas as eras. Ocorreu em Judá nos dias de Isaías e ocorre hoje. A corrupção prepara o caminho para o caos e a ruína. CBASD, vol.3, p. 103.

O menino se atreverá. Os jovens sem experiência rejeitariam o conselho dos mais velhos… CBASD, vol.3, p. 103.

6. Tu tens roupa. Tentativas seriam feitas de se confiar a liderança a homens ricos, ignorando o fato de que a posse de bens materiais não é evidência de habilidade para governar. CBASD, vol.3, p. 103.

7. Não sou médico. Esta é a resposta do irmão a quem se convoca a governar sobre a “ruína” (v.6)… Não é dele a tarefa de curar as feridas de outros. Se há uma obra de restauração a ser feita, que outro assuma a responsabilidade… CBASD, vol.3, p. 103.

8. Jerusalém está arruinada. Na época das invasões de Senaqueribe (…), o reino de Judá tinha sido em grande parte reduzido a ruínas. O rei Ezequias for forçado a pagar um elevado tributo imposto pelo rei assírio (…). Embora Senaqueribe não tenha conseguido invadir Jerusalém, o restante da nação estava em suas mãos. CBASD, vol.3, p. 103.

A sua língua e as suas obras. Isaías apresenta o motivo da humilhação que Israel tinha sofrido e a completa ruína que se seguiria: o povo tinha abandonado ao Senhor, e, como resultado, Ele não mais podia abençoá-lo e protegê-lo. CBASD, vol.3, p. 103.

9. O aspecto do seu rosto… isto é sua parcialidade (ver At 10:34). Esses ímpios não distinguiam entre o certo e o errado; faziam o que queriam… CBASD, vol.3, p. 103-104.

Como Sodoma, publicam o seu pecado. Os homens de Sodoma pecaram abertamente. A cidade era famosa por sua impiedade, e o povo se deleitava com sua reputação de fazer o mal. Não pretendiam fazer o bem e publicamente se jactavam da maldade. Esse tipo de pecadores estava em franca rebelião contra Deus e não se esforçava para esconder o fato… CBASD, vol.3, p. 104.

10. Dizei aos justos. O que se planta se colhe. Os justos plantam boa semente, o que produzirá boa colheita. A grande lição que o ser humano precisa aprender é que tudo aquilo que se planta se colhe… CBASD, vol.3, p. 104.

11. Ai do perverso! Este não é um decreto arbitrário da parte de Deus, mas a declaração de um fato fundamental. Nada no mundo é mais certo do que o fato de que plantar o mal produz o mal… Não há maior patriota ou cidadão de mais valor do que o pregador da retidão. Do início até o fim, Isaías fez isso diante de seu povo, e, em certa medida, seus esforços tiveram sucesso. Sua pregação influenciou uma reforma, e assim a nação se livrou da tragédia que teria, mais cedo, arruinado o país. CBASD, vol.3, p. 104.

12. Os opressores do Meu povo são crianças… O significado é que os governantes da época eram crianças em seu critério e capacidade. Faltavam líderes experientes, no trono, no lar e em toda parte. CBASD, vol.3, p. 104.

Mulheres estão à testa do seu governo… Embora as palavras “crianças” e “mulheres” não devam ser consideradas de forma literal, a influência da arrogantes e dissolutas “filhas de Sião” descritas nos v, 16 a 24 deve ter impactado de forma indireta os assuntos do estado. Em vez de ajudar seus maridos, essas mulheres foram um estorvo, e, em vez de ensinarem aos seus filhos  os caminhos da retidão, os conduziram nos caminhos do mal. CBASD, vol.3, p. 105.

Os que te guiam… O mundo atual está sob más influências que estão lenta, mas seguramente guiando os seres humanos pelos caminhos do mal, cujo fim é a destruição eterna. Assim como no tempo de Isaías, hoje se necessita de liderança capaz. CBASD, vol.3, p. 105.

14… Consumistes esta vinha. A vinha representa a nação de Israel (Is 5:7; ver 1:1, 8, 27; 2:1, 3; 3:1, 8, 16; 4:3, 4). Os líderes civis e religiosos eram os vigias da vinha. Em vez de cuidarem dela, a devoraram. Seu interesse estava em si mesmos em vez de no bem-estar do povo que governavam. CBASD, vol.3, p. 105.

O que roubastes do pobre. Os pobres eram defraudados pelos governantes, A razão para o empobrecimento do povo era a cobiça daqueles que ocupavam posições influentes e de poder. CBASD, vol.3, p. 105

15. Esmagais o meu povo. O povo de Israel era o povo de Deus. O pobre e desafortunado também era filho de Deus e tinha grande valor para o Céu, assim como os ricos… Oprimir o pobre é violar os princípios básicos do reino dos Céus. Deus não olhará com agrado os que se enriquecem à custa do pobre, e depois tentam aliviar a consciência dando ofertas ao Senhor desses ganhos adquiridos de forma imprópria. CBASD, vol.3, p. 105.

16. As filhas de Sião. Depois de ter descrito a situação dos príncipes e anciãos de Israel, Isaías se volta para suas esposas e filhas, que eram tão corrompidas quanto eles… CBASD, vol.3, p. 105.

Os ornamentos de seus pés. Em alguns países do Oriente pequenos sinos de prata eram atados aos tornozelos, os quais tilintavam quando a pessoa andava… CBASD, vol.3, p. 106.

17. Fará tinhosa a cabeça. As mulheres seriam acometidas de várias enfermidades e seriam vítimas de invasores brutais que as despiriam de suas vestes caras. CBASD, vol.3, p. 106.

18… Toucas. Do heb. shevisim, talvez “redes de cabelo”ou “faixas para cabeça”, de ouro ou prata usadas na cabeça de orelha a orelha. CBASD, vol.3, p. 106.

Ornamentos em forma de meia-lua. Do heb. saharonim, literalmente, “pequenas luas”, talvez pendentes em forma de lua crescente usados como colar… CBASD, vol.3, p. 106

19… Braceletes. Os braceletes eram, e ainda são, o enfeite preferido nos países do Oriente. Em sua maioria eram grandes e chamativos, e usavam-se muitos de uma vez so. CBASD, vol.3, p. 106

20… Cadeiazinhas para os passos… “braceletes”, provavelmente usados nas pernas, e talvez também nos braços… CBASD, vol.3, p. 106.

Amuletos… “amuletos”, que continham provavelmente palavras mágicas e eram usados para produzir um efeito mágico em quem os usasse, CBASD, vol.3, p. 106.

23. Espelhos. Do heb. gilyonim, da raiz galah, “descobrir”, “revelar”. Não se sabe ao certo se gilyonim se refere a “vestes transparentes”, como creem alguns que seguem a LXX, ou “espelhos”, como sugerem outros que seguem a Vulgata… CBASD, vol.3, p. 106.

24. Podridão. Ou, “cheiro de ranço”, Muitos que viviam no luxo seriam destituídos das riquezas terrenas e levados cativos a países estrangeiros. os assírios eram mestres cruéis. Senaqueribe afirma ter levado 200.150 do povo de Judá cativo para a Assíria, em 701a.C. Dentre os cativos, ele menciona em especial filhas da casa real, concubinas do rei e músicos, tanto homens como mulheres. Muitas das “filhas de Jerusalém” que exibiam seu luxo quando Isaías pronunciou a severa repreensão, sem dúvida, estavam entre as que, despojadas de seus enfeites, foram levadas para a Assíria em desgraça e vergonha. Em vez do perfume aromático do bálsamo havia podridão de miséria, pestilência e morte. CBASD, vol.3, p. 107.

Encrespadura de cabelos. Do heb. miqsheh, “penteado artificial”. Em vez de um cabelo bonito e bem adornado, se veria a cabeça raspada da escrava. CBASD, vol.3, p. 107.

Veste suntuosa. Do heb. pethigil, uma”veste” fina e trabalhada. Em vez dessa veste, haveria apenas cilício ou uma tira de pano de saco para cobrir os lombos. CBASD, vol.3, p. 107.

Marca de fogo em lugar de formosura… Tradutores e comentaristas modernos seguem a tradução da ARA, sugerindo que as mulheres de Jerusalém seriam marcadas como escravas (…) como o gado é marcado com ferro quente… CBASD, vol.3, p. 107.

25… Os teus valentes, na guerra. Senaqueribe menciona as tropas de elite de Ezequias caindo em suas mãos. Sem dúvida, muitos dos soldados mais valentes pereceram e muitos outros foram levados cativos à distante Assíria. CBASD, vol.3, p. 108.

26. As suas portas. Jerusalém é descrita como uma mulher sentada no chão, desolada e aflita, chorando amargamente sobre os terrores que lhe sobrevieram. A experiência do antigo Israel foi registrada “para o nosso ensino” (Rm 15:4), “para advertência nossa” (1C0 10:11), com o propósito de evitarmos cometer os mesmos erros (1Co 10:1-10) e, assim, podermos cumprir o propósito glorioso que Deus tem para o Seu povo  (ver Hb 3:7, 8, 12-15; 4:1-3, 11, 14, 15). CBASD, vol.3, p. 108.

Compilação e digitação: Jeferson e Gisele Quimelli.


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