Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
10 de agosto de 2020, 0:50
Filed under: Sem categoria

1 … Todas estas coisas. Ou seja, a questão da adversidade do justo e da prosperidade do ímpio.

Os justos. As obras de uma pessoa declaram o que ela é. pelos frutos serão conhecidos (Mt 7: 15-20).

Nas mão de Deus. A vontade de Deus é suprema. A mão é uma figura de  poder e autoridade (Dt 33:3; Is 62:3).

Se é amor ou se é ódio. É difícil saber qual a intenção  por trás das várias experiências da vida.Na maioria das vezes, estas experiências ilustram uma questão de causa e efeito (ver Gl 6:7). Às vezes Deus pode decidir realizar algo que, em Sua sabedoria, Ele sabe ser o melhor. Por meio da providência de Deus todas as experiências podem se tornar uma oportunidade para desenvolver o caráter.

Tudo lhe está oculto. A razão humana, sozinha, não pode penetras as vicissitudes da vida nem a natureza dos planos de Deus para a ida ou para o futuro…

2 … Ao bom. Todas as versões antigas com excessão dos Targuns acrescentam “e dos maus”, que parece necessário para completar o paralelo.

Ar puro. Possivelmente, uma referência à purificação cerimonial.

Ao que sacrifica. Ou seja, à pessoa que é meticulosa em cumprir as exigências rituais  exteriores da vida religiosa.

3 Este é o mal. Salomão ainda não aceitava o fato de que os bons e os maus morrem.

4 … Um cão vivo. O cão é descrito na Bíblia  como o mais desprezado de todos os animais (ÊX 22:31; 1Sm 17:43; Pv 26:11; 2Pe 2:22) e ainda é considerado assim nos países orientais. O cachorro é um símbolo de impiedade cruel (Sl 22:16, 59:2, 6, 14; Is 56:10, 11; Ap 22:14, 15).

5 Os vivos sabem. Eles conseguem planejar e fazer preparativos para a morte, pois sabem que devem enfrentá-la.

Os mortos não sabem coisa nenhuma. Ver Sl 88:10-12; 115:17.

Recompensa. Não é uma referência à recompensa eterna, quer seja da morte para os ímpios (Ap 20:11-15) ou da imortalidade para os justos (ver Ap 21:1-4; cf. Mt 16:27; 1Co 15: 51-54). Salomão está falando aqui sobre usufruir os frutos do trabalho nesta vida.

Sua memória. Ou seja, a lembrança deles na mente dos vivos e não a própria memória dos mortos. Isto é claro por causa  do sentido da palavra zeker, “lembrança”, “memorial” e de seu uso no AT. Isto se refere,  sem exceção, à “lembrança” de pessoas ou eventos, e junca à capacidade de memória (Jó 18: 17; Sl 31:12; 112:6).

6 … Parte. Quando a pessoa está viva tem uma parte a desempenhar e pode desfrutar a recompensa de seus labores, Mas, com a morte, suas funções terminam. Jó (Jó 14: 10-14), o salmista (Sl 30:9) e o profeta Isaías (Is 38:10) expressam esta mesma verdade.

7 … Tuas obras. Deus concede abundância de bençãos nesta vida e é Sua vontade que as pessoas as desfrutem. Porém, chegará o dia em que será feita a distinção entre o justo e o ímpio (Ml 3:18) com base na forma como utilizaram essas bençãos: se para fins egoístas ou para ministrar às necessidades de seus semelhantes (Mt 25:31-46).

8 … O óleo. Era um costume oriental aplicar óleo na cabeça para refrescar o corpo e perfumá-lo (ver Sl 23:5; Am 6:6). Não ungir a cabeça era considerado sinal de luto ou jejum (2Sm 14:2; Mt 6:17). O óleo também é símbolo das ricas bençãos de Deus (Sl 92:10; 104:15; cf. Is 61:3).

9 Goza a vida. Esta parte da oração diz, literalmente, para “ver a vida com a mulher que tu amas”. O casamento foi ordenado para trazer alegria suprema, e o lar deverias o Céu na Terra (ver Pv 5:18, 19; 18:22).

Tua porção. Ou seja, para que um homem tenha um casamento feliz. Era desígnio de Deus que o ser humano tivesse uma vida feliz e a  consciência tranquila. O ser humano deve aproveitar plenamente os privilégios e responsabilidades que a vida lhe dá.

10 … No além. Do heb. she’ol, o figurado domínio dos mortos (…). Esta é a única menção de she’ol em Eclesiastes. É evidente que Salomão cria num estado de  inconsciência no she’ol (…).

11 Ligeiros. Ao contrário dos seres humanos, Deus não depende de qualidades físicas e força mental (1Sm 14:6; 17:47). de modo semelhante,  entre as pessoas,  as qualidades exteriores, que parecem dar vantagem a uns sobre outros, não são as mais importantes.

14 Um grande rei. Comentaristas especulam por muito tempo com relação a que cidade Salomão se referia. Não há base para determinar que cidade estaria na mente do escritor nem qual seria o “grande rei”. Isto por ter sido uma alusão velada a algum evento histórico.

15 … Livrou. Em 2 Samuel 20:13 a 22, é descrito um evento semelhante, no qual uma cidade foi salva por uma sábia mulher.

Ninguém se lembrou. Quando a crise passou, o libertador foi ignorado e esquecido (comparar com a experiência de José em Gn 40:23). A aclamação pública é volúvel e não confiável. este pobre homem sábio mergulhou novamente na obscuridade.

16 … Suas palavras. Ele demonstrou bom senso, mas conselhos extras, talvez indesejáveis, não foram aceitos.

17 … Governa entre tolos. Num momento de empolgação, o demagogo pode ser seguido, para grande perda da nação.

18 Armas de guerra. O mundo precisa de sabedoria divina mais do que  de um arsenal de bombas.

Destrói. Uma pessoa pode trazer grande perda para a nação (Js 7: 1, 4).

 

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.


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