Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
4 de agosto de 2020, 0:45
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“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1).

Você já ouviu alguém dizendo que o tempo está passando muito rápido? Talvez você tenha esta mesma impressão. Na verdade, há uma batalha invisível acontecendo a fim de que o bom ou o mau uso do tempo pelo homem o aproxime ou o afaste do propósito original e eterno para o qual foi criado. Desde a queda de nossos primeiros pais, a Terra se tornou o palco do grande conflito cósmico entre o bem e o mal. E quanto mais o tempo passa, mais aumenta a expectativa do Universo pelo desfecho desta batalha. De um lado, Aquele que venceu no Céu, no deserto, na cruz e no sepulcro, e que voltará para destruir o mal e o último inimigo: a morte (1Co.15:26). Do outro lado, um inimigo vencido, o originador do pecado e da morte, que será “lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10) e que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).

Para Satanás e seus anjos, portanto, o tempo é um recurso que, por estar se esgotando, é utilizado com bastante astúcia e determinado esforço. Enquanto as trevas estão reunidas e focadas em retirar pessoas da eternidade, Deus convoca Seu povo a iluminar o mundo com Sua glória e unir-se a Ele na obra de preparar as pessoas para a vida que, pela fé, já podem começar a experimentar aqui, pois Ele “também pôs a eternidade no coração do homem” (v.11). Enquanto empregamos o valioso dom do tempo de forma egoísta e negligente, existe um plano maligno seguindo o seu curso a fim de destruir a nossa vida e aquelas pelas quais deveríamos nos esforçar por ganhar. No determinado tempo de Seu juízo, o Senhor não exigirá de nós uma lista de boas obras, mas o fiel cumprimento dos talentos que nos confiou.

Assim como “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (v.1), o nosso tempo de vida deve ser confiado a Deus a fim de que cumpra fielmente o plano que Ele estabeleceu. Lembre de Noé e sua família, que tiveram sua fé provada durante 120 anos até que viesse o dilúvio. Lembre de Sara e Abraão, que foram provados pela demora em ver cumprida a promessa. Lembre de Moisés, que foi educado 40 anos na escola da mansidão para que pudesse suportar 40 anos guiando Israel pelo deserto da provação. Lembre de Jesus, que aguardou com paciência o tempo determinado por Deus para só então iniciar o Seu ministério terrestre. O Senhor também tem um chamado individual para cada um de nós. Para identificá-lo, basta estarmos dispostos a obedecer ao conselho do salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5).

A obra do Espírito Santo na vida é gradual e paciente. Como perfeito Professor, ensina o penitente a lição do tempo, concedendo a cada um a oportunidade de aprender mediante cada circunstância. Em “tempo de chorar”, são provados a fidelidade, a fé e a paciência com o mesmo rigor com que são provados a humildade, a gratidão e a alegria em “tempo de rir” (v.3). A bondade, a benignidade e o amor são virtudes que devem brilhar em “tempo de abraçar” e com mais intensidade incidir a sua luz em “tempo de afastar-se de abraçar” (v.5). A mansidão e o domínio próprio devem ser notados “em tempo de estar calado e tempo de falar” (v.7), em “tempo de guerra e tempo de paz” (v.8).

Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (v.14). E que, dentro em breve, “Deus fará renovar-se o que se passou” (v.15). “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram… E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (Ap.21:1 e 4). Eu almejo esse tempo determinado por Deus com todo o meu coração! Logo, “Deus julgará o justo e o perverso” (v.17). O lugar em que “reinava a maldade” (v.16) será transformado no centro do Universo, habitação dos salvos, e “Deus habitará com eles” (Ap.21:3). Ali, tanto “os filhos dos homens… como os animais” (v.18) viverão seguros e para sempre felizes.

Mães e pais, mestres e pastores, ou qualquer que seja o posto do dever, “cada um segundo a sua própria capacidade” (Mt.25:15), será coroado por Cristo pela fidelidade com que dependeu dEle no emprego de Seus bens. Da mesma sorte, serão lançados fora os servos infiéis, que julgaram seus esforços próprios como suficientes. É tempo de fervorosa oração e zeloso preparo a fim de sermos nesta Terra exatamente quem o Senhor nos criou para ser: “os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz”, diz o Senhor (Is.43:7). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Eclesiastes3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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