Reavivados por Sua Palavra


ECLESIASTES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
3 de agosto de 2020, 0:50
Filed under: Sem categoria

1. Disse comigo. Aqui a parte racional da mente de Salomão fala com a parte que representa o desejo físico e a satisfação…
Eu te provarei. Ou seja, “fazer um teste” ou “experimentar” para descobrir os resultados de determinado modo de agir.
Alegria. Ou “prazer”. A palavra hebraica tem significado amplo: “felicidade”, “prazer”, “júbilo”, todas elas denotando satisfação física. Aqui, seu uso está limitado às emoções e apetites despertados ao participar dos prazeres terrenos, embora em outros lugares a palavra possa denotar alegria e felicidade religiosas.
Goza, pois, a felicidade. Literalmente, “pareça bem”, isto é, “aproveite bem as boas coisas da vida”. Um moderno idiomatismo equivalente seria “divirta-se”. Salomão se propôs sorver os prazeres que o mundo oferece até se saciar, na busca de satisfação duradoura.

3. Dar-me ao vinho. Ou melhor, “refrescar meu corpo com vinho”…
Regendo-me […] pela sabedoria… Salomão pretendia que o bom senso lhe permitisse satisfazer o apetite e a paixão com moderação. Em outras palavras, ao iniciar a experiência (…), ele se propôs a não ser tão imprudente, nem se exceder. Essa, naturalmente, é a intenção da maioria das pessoas que cedem aos prazeres sensuais. Porém, a ideia de que é possível utilizar moderadamente as coisas erradas, é um engano fatal.
Loucura. Talvez, nesse caso, signifique “o que pode levar ao pecado” sem ser algo pecaminoso em si mesmo. Parece que Salomão procurou estas experiências para tirar o máximo proveito delas, visando aprender pela experiência o que a satisfação tinha a lhe oferecer, porém, sem permitir que ela o dominasse.
Até ver. Aqui Salomão declara explicitamente seu propósito. Ninguém o obrigou a se portar de forma tão arriscada e insensata. Deus não podia elogiá-lo por essa conduta.
Homens. Do heb. ‘adam, o termo genérico que inclui homens e mulheres …

4. … Vinhas. Comparar com Ct 8:11. A condição econômica do povo comum nos dias de Salomão é sugerida em I Reis 4:25: “cada um debaixo da sua videira e debaixo de sua figueira”.

5. Jardins. Literalmente, “cercos”, do verbo “encerrar”, “cercar”. Devido ao fato de cabras, asnos e outros animais no Oriente Médio pastarem sem restrições, é impossível ter um jardim sem uma cerca forte e bem conservada.
Pomares. Do heb. pardes … era um parque ou área real preservada e cercada…

6. Açudes. As chuvas da palestina não fornecem água suficiente (…). A irrigação já era necessária nos tempos antigos, quando os agricultores escavavam cisternas e reservatórios…

7. Servos e servas. Uma grande comitiva de servos e trabalhadores seria necessária para manter os vastos projetos de Salomão. A rainha de Sabá ficou admirada com a quantidade de empregados nas suas obras (IRs 10:5). Ele utilizou escravos não hebreus (IRs 9:21; 2Cr 8;8) bem como um grande número de servos hebreus submetidos a um tipo de escravidão mais branda…

8. … Cantores. Salomão deve ter feito muitas festas e recebido visitantes de vários países. Isso requeria grande grupo de artistas profissionais (ver 2Sm 19:35; Am 6:5).

9. … Preservou também comigo a minha sabedoria … A expressão pode significar que a sua sabedoria se manteve com ele no sentido de ajudá-lo a adquirir todas as suas posses e também guardá-lo de praticar excessos…

11. … Correr atrás do vento. Banquetes, festividades, música e prazer sensual não fornecem satisfação duradoura. De acordo com João 4:24, literalmente, “Deus é espírito” e não “um espírito” no sentido de ser um espírito entre muitos, mas essencial e absolutamente espírito. O ser humano deve se aproximar de Deus mediante seu próprio espírito. Somente nesse tipo de união o ser humano pode encontrar perfeita satisfação e contentamento. Salomão observou que todos os prazeres do mundo eram como o “vento”, “sopro” ou “correr atrás do vento”…

12. Passei a considerar… Salomão havia experimentado e tomado nota das alegrias materiais da vida. Então, ele começou a examinar a sabedoria e a tolice de forma realista…
Já fizeram. A pessoa inferior que viria “depois do rei” dificilmente poderia esperar fazer mais do que Salomão já tinha realizado. Ele havia comprovado o vazio e a futilidade dosa prazeres deste mundo, portanto, o assunto podia ser considerado resolvido.

13. Luz traz mais proveito do que as trevas... Nesta figura de linguagem se compara “a luz” com o desenvolvimento espiritual e mental e “as trevas”, com a depravação moral e mental…

15. … Também isso era vaidade. Salomão raciocinava que a ambição e o esforço para progredir na vida não têm valor, são um mero e fugaz alento. Na verdade, à parte de Deus, não há resposta para os enigmas da vida. A verdadeira finalidade da existência somente se encontra quando o ser humano cresce em sabedoria divina e organiza sua vida em harmonia com a vontade de Deus (ver Mt 6:33).

16. A memória não durará para sempre. Tanto o tolo quanto o sábio são rapidamente esquecidos poe seus semelhantes. Esta afirmação é verdadeira no que se refere a este mundo, mas uma pessoa que organiza sua vida de acordo com a sabedoria divina é lembrada para sempre (Sl 112:6; Pv 10:7) e pode se alegrar com confiança porque seu nome está escrito no Céu (Lc 10:20; Fp 4:3).

21. Destreza… o pensamento de Salomão era: mesmo que uma pessoa tenha sido habilidosa e bem-sucedida, ela ainda deixa os frutos de seu trabalho a alguém que não contribuiu na sua edificação e que, portanto, é incapaz de valorizá-los

23. Dias. Em contraste com “noite”. As horas de trabalho foram plenas de atividade, e a “noite”, para examinar as labutas do dia. Salomão parece não ter compreendido completamente as bênçãos da disciplina do esforço, tristeza e desapontamento (ver Jó 35:10; cf Rm 8:35; 2Co 12:9; Hb 12:11; Ap 3:19).

24. Comer, beber. Salomão apresenta suas conclusões baseadas nas experiências vividas. Ele sente que o ganho final é nulo, portanto, por que não comer e beber e se alegrar com as coisas que a vida oferece?…
Da mão de Deus. É da vontade de deus que o ser humano não apenas desfrute os frutos de seu trabalho, mas que também encontre prazer em realizar suas tarefas. Esta expressão também sugere que Salomão reconhecia o soberano poder de Deus, e o desenlace feliz que Ele reserva para Seus filhos a despeito de sofrimentos e desapontamentos.

26. Porque Deus dá… Salomão confessa a onipotência e a vigilância onipresente de Deus, que não abandona o ser humano…
Ajunte. O pecador desperdiça a vida em trabalhos que não o levam ao reino eterno. Tudo o que ele acumula é apenas para esta vida. Ele labuta para ajuntar riquezas e as acumula, mas não com um propósito eterno (ver Mt 13:12; 25:28; Lc 12:20)…
Correr atrás do vento… A ênfase está no fato fundamental de que Deus dispõe como Lhe apraz.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.


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