Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 2 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de maio de 2018, 0:30
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“Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (v.11).


Chamando o pecado pelo nome, Paulo deixou muito claro de que não há desculpas para o erro; que o raciocínio humano é loucura quando estabelecido sobre os ditames de uma consciência obscurecida pela insensatez. Mas o que vimos no capítulo de hoje é que loucura maior comete aquele que condena o outro por coisas que ele mesmo pratica. Paulo iguala aos ímpios todo aquele que possui uma vida dupla. Julgam sem piedade aqueles cujos pecados se tornam públicos enquanto acumulam para si mesmos “ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (v.5). A estes, Jesus chamou de hipócritas (Mt 15:7).

Deus sempre dá o primeiro passo na direção do homem. É Ele quem sempre toma a iniciativa. É a Sua bondade que nos “conduz ao arrependimento” (v.4), e não o contrário. Seríamos incapazes de discernir entre o certo e o errado não fosse a Sua bondade nos revelando esta diferença. E no dia do justo juízo de Deus não haverá desculpas para o pecado. Todos serão julgados conforme a luz que receberam. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13). Diante do Senhor, mesmo os que não têm o conhecimento de Sua lei e ainda assim andam como se a conhecessem, “estes mostram a norma da lei gravada no seu coração” (v.15). A transformação é feita de dentro para fora e grande luz é manifestada na vida para a salvação de outros e para a glória de Deus.

Quando avançamos para o livro de Hebreus, capítulo onze, percebemos a perfeita coerência entre a fé e a obediência. Discorrendo desde Abel até aos profetas, a Bíblia apresenta as obras de homens e mulheres de Deus que ganharam destaque na galeria dos heróis da fé. “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício” (Hb 11:4). “Pela fé”, Enoque foi trasladado porque agradou a Deus. “Pela fé”, Noé construiu a arca conforme as orientações dadas por Deus. “Pela fé”, Abraão saiu de sua casa e seguiu viagem conforme Deus lhe ordenara. E lá se vai uma lista de pessoas que provaram da confiança em Deus e de seus resultados; que, por sua influência, revelaram o caráter de Deus e a manifestação do Seu poder.

Era esta a obra que o Senhor desejava realizar por meio de Seu povo. Que Israel fosse “guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças” (v.19 e 20). A realidade, porém, era que “o nome de Deus [era] blasfemado entre os gentios” por causa do mau procedimento dos israelitas (v.24). Ao mesmo tempo em que ensinavam a lei, não a cumpriam. Viviam conforme o famoso ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Sobre esta incoerência, Jesus advertiu aos Seus ouvintes: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23:3).

Infelizmente, não estamos livres desta condição. Mahatma Gandhi certa vez desabafou o seguinte: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos.” Se trocarmos a palavra “judeu” por cristão, veremos que Paulo dissertou sobre a mesma ideia: “Porque não é [cristão] quem o é apenas exteriormente… Porém [cristão] é aquele que o é interiormente” (v.28 e 29). Cristão não é o legalista ou o moralista, mas o que, pela fé, de coração, é obediente à Palavra de Deus, porque a sua intenção não é angariar o louvor de homens, “mas de Deus” (v.29). E suas obras exteriores, naturalmente, refletem a constante obra interior realizada pelo Espírito Santo.

Deus não nos criou para “ira e indignação” (v.8.), mas para “a vida eterna” (v.7) em Cristo Jesus, nosso Senhor. Também não fomos chamados por Deus para condenar nossos irmãos, mas para fazer o bem, atender à justiça, repreender ao opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas (Is 1:17). Podemos sim, como Paulo, proferir palavras de advertência, desde que, antes, examinemos o nosso próprio coração para que Deus não seja desonrado por nosso “sobrenome [cristão]” (v.17).

“Tornai-vos, pois, “praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22).

Bom dia, praticantes da Palavra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos2 #RPSP


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