Reavivados por Sua Palavra


ATOS 7 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de maio de 2018, 0:30
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“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à Sua direita” (v.55).


Discorrendo desde Abraão até os profetas de Deus que foram perseguidos e mortos e o próprio Cristo que foi rejeitado e morto, a defesa de Estêvão confirmou o cumprimento exato do cenário profético para o povo de Israel. A morte do primeiro mártir da igreja primitiva assinalou o fim de Israel como nação eleita. Conforme as profecias de Daniel, foi determinado um tempo para que aquela nação se arrependesse e se convertesse. No entanto, este tempo foi desperdiçado e as oportunidades, perdidas. E assim como mataram Aquele que viera pagar o preço de seu resgate, mataram a Estêvão, confirmando a sua rebelião.

Deliberadamente, rejeitaram aos apelos do Senhor. Decididamente, deram as costas à misericórdia divina e ao desejo de Deus de salvá-los. Vez após outra declararam ser sua religião formal mais importante do que o amor do Senhor. Seus olhos estavam vendados, e com as próprias mãos “taparam os ouvidos” (v.57) à inevitável sentença. Desde a saída do decreto de Ciro para reconstruir Jerusalém, em 457 a.C., até a morte de Estêvão, cumpriu-se com precisão as “setenta semanas” (ou 490 anos) de Daniel capítulo nove. A visão de Estêvão, portanto, não foi apenas um privilégio dado a um fiel servo do Altíssimo, mas o cumprimento da palavra profética de um Deus que não mente e não falha.

Quando Estêvão declarou: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, à destra de Deus” (v.56), ele viu uma cena de juízo. O justo Juiz levantou-Se de Seu trono para declarar o veredito final. Israel deixara de ser a representante de Deus na Terra e aquele que segurara as vestes dos algozes de Estêvão (v.58), seria separado para uma obra mundial que faria da igreja cristã o que Deus sempre idealizara: “Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7). O fato de Estêvão ter resumido toda a história de Israel foi a mais contundente e irrefutável prova das grandes misericórdias de Deus e de como Ele conduziu o Seu povo apesar dos erros de percurso daqueles que elegeu como Seus representantes.

Estamos situados no tempo profético denominado “tempo do fim”. O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, declarou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (2Tm 3:1). Tempos em que o desejo humano estaria acima da vontade divina; em que a avareza, a arrogância e a desobediência comandariam o coração do homem; em que a ingratidão, a irreverência e a calúnia propagariam os veios da corrupção. Tempos em que o bem não apenas seria rejeitado, mas odiado; em que não é constrangedor encher a mente e o corpo de tudo o que não presta, enquanto se aparenta “forma de piedade” (2Tm 3:2-5). Verdadeiramente, são tempos sobremodo difíceis!

Jesus anunciou: “Eis que venho sem demora” (Ap 22:7). E independentemente de você acreditar, ou não, de estar pronto, ou não, Ele voltará. Ele prometeu! O segundo advento de Cristo é mencionado mais de 300 vezes no Novo Testamento. Enquanto isso, como estamos aguardando esta preciosa promessa? Como Israel no deserto, que mesmo após tantas provas do amor e do cuidado de Deus, “no seu coração, voltaram para o Egito” (v.39)?

Israel não deixou de ser a nação eleita de Deus porque matou a Estêvão, senão, o assassinato de Jesus seria infinitamente mais ofensivo aos olhos de Deus. Israel deixou de ser a nação eleita porque cometeu o pecado imperdoável: “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3:29).

As últimas palavras de Estêvão foram dirigidas diretamente ao povo: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo” (v.51). Deus está prestes a soltar de vez “os quatro ventos da terra” (Ap 7:1), e quando isso acontecer, findo estará o “tempo da oportunidade” (2Co 6:2).

Eu não sei você, mas eu estou cansada daqui, cansada de mim mesma, de minhas tentativas de ser uma pessoa melhor e da frustração ao perceber que nada do que eu faça é suficientemente bom o bastante comparado ao incomparável caráter de Cristo. Cansada de ver tanta miséria, violência e injustiça e, ao mesmo tempo, tanta riqueza, luxúria e descaso. Já chega! Eu quero, como Estêvão, olhar para o céu e contemplar a glória de Deus e a face do meu bom Jesus. Se este também é o seu desejo, ore comigo neste momento:

“Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti” (EGW, Caminho a Cristo, p. 69).

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Atos7
#RPSP


1 Comentário so far
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Bom dia agraciada e escolhida de Deus…me sinto como vc, cheia deste lugar injusto e cruel. Volta logo Jesus.
Deus vos abençoe grandemente.

Comentário por iracema lima da silva jesus




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