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Deuteronômio 21 – Comentários selecionados by jefersonquimelli
1 de janeiro de 2016, 0:30
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1 se achar alguém morto. De acordo com Nm 35:33: “o sangue profana a terra; nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela for derramado, senão pelo sangue daquele que o derramou”. A terra era afetada no sentido de que se as pessoas que nela habitasse acumulassem culpa excessiva, seriam dela expulsas (comparar Lv 18; 20 – expulsão da terra por pecados sexuais e pela adoração idólatra a Moloque. O ritual de Dt 21:1-9 solucionava o problema de que se o assassino não fosse encontrado, a responsabilidade cairia sobre a comunidade [Comparar com 1Rs 2:31-33]. Andrews Study Bible.

No caso de um assassinato sem solução, os anciãos da cidade mais próxima deviam fazer um juramento de inocência e ignorância. O simbolismo da novilha, morta quando o juramento era feito, é claro: ela morria como um símbolo do assassino que deveria morrer. A terra devia ser expurgada de culpa séria. A morte vicária da novilha prenuncia a morte de Cristo como uma satisfação pelos pecados, sejam conhecidos ou desconhecidos, cometidos pelo povo de Deus. Bíblia de Genebra.

4 um vale de águas correntes. Literalmente, “um vale de águas permanentes”. A ênfase aqui está na água permanente e não na dimensão ou na condição do solo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1128.

desnucarão [Lit “quebrar, cf. CBASD] a novilha. Era uma execução cerimonial em que a novilha era reputada substituta do homicida desconhecido [ver tb Hb 9.12-14]. Bíblia Shedd.

Este era um cerimonial que simbolizava a remoção e a retirada (na água corrente) da responsabilidade da comunidade. Este não era um sacrifício oferecido ao Senhor. A morte sacrifical seria efetuada cortando a garganta de forma que o sangue fosse derramado (Lv 1:5, etc.). Andrews Study Bible.

6 lavarão as mãos. Simboliza uma declaração de inocência (v. 7; v. Mt 27.24). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ao pegar água do riacho para lavar as mãos, afirmavam sua inicência e da cidade que representavam. Atitude semelhante tomou o salmista (Sl 26:6; 73:13) e também Pilatos, no julgamento de Cristo (Mt 27:24). CBASD, vol. 1, p. 1128.

8 Sê propício. A palavra assim traduzida pode significar “cobrir”. … A tradução comum é “fazer expiação” (Êx 30:!0; Lv 4:20, 26, 31, 35; 5:6, 10, 13, 19; etc.). O substantivo da mesma raiz é traduzido como “propiciatório” (Êx 25:17-22). CBASD, vol. 1, p. 1128.

11 uma mulher formosa. …se todos os homens tinham sido mortos (Dt 20:13), por conseguinte ela seria solteira ou viúva. CBASD, vol. 1, p. 1129.

Era permitido o casamento com mulheres estrangeiras que vivessem em cidades fora da Palestina. As mulheres estrangeiras que vivessem na própria Palestina tinham de ser mortas com todos os demais cananeus (7.1-3). Bíblia Shedd.

Resultante da situação prevista em 20:14. Tal mulher poderia ser assimilada em Israel através de casamento. Mulheres cativas deveriam ser tratadas com respeito, não como objetos sexuais a serem estuprados (contrastar com Jz 5:30 [Cântico da profetisa Débora, quando da morte de Sísera, cruel comandante do rei Jabim, de Canaã]). Andrews Study Bible.

A lei preservava a santidade do casamento. Um homem israelita podia ficar com uma escrava cativa, mas tinha que esperar um mês. À mulher devia ser dada a oportunidade de ajustar-se e de lamentar pela sua família. Ela era uma esposa e não gado, e se o marido se divorciasse dela, ele então não podia vendê-la como escrava. Bíblia de Genebra.

12, 13 Esses atos de purificação simbolizavam sua remoção do estado de escrava. O mês de luto era para lhe dar tempo de refazer-se no seu íntimo e também testar a sinceridade do amor do homem. Bíblia Shedd.

12 a levarás para casa. Literalmente, “para o meio de sua casa”. Certamente seria um procedimento mais honroso do que mantê-la em segredo em algum outro lugar. CBASD, vol. 1, p. 1129.

rapará a cabeça, e cortará as unhas. Alguns intérpretes tem visto estas ações como parte de seu lamento ou para fazê-la temporariamente não atrativa ao seu captor para que ele pensasse seriamente antes de casar com ela. Andrews Study Bible.

13 chorará a seu pai e sua mãe durante um mês. Protegendo seu direito ao luto e à recuperação emocional do trauma de perder sua família. Andrews Study Bible.

E ela [será] tua  mulher. É evidente que Deus desencorajava relações ilícitas e encorajava matrimônios legais. Mesmo uma cativa não devia se tornar objeto das paixões de um homem, mas se estivesse disposta a viver em harmonia com o povo de Deus, deveria receber posição honrosa. CBASD, vol. 1, p. 1129.

14 se não de agradares dela, deixá-la-ás ir. O vínculo matrimonial podia ser rompido (cf. 24.1-4), mas o homem não podia tratar a mulher como uma escrava. Bíblia Shedd.

O divórcio resultaria na liberdade da mulher (comparar com Êx 21:8). O israelita não poderia obter lucro, vendendo-a como escrava. Andrews Study Bible.

15 duas mulheres. A poligamia não é aprovada, mas é reconhecida como prática existente que precisava ser regulada. A monogamia é a única forma válida de casamento (Gn 2.18, 24; Mt 19.4-6). A Bíblia não condena diretamente os casamentos múltiplos que tiveram lugar no Antigo testamento, mas descreve os maus efeitos de tais uniões. Bíblia Shedd.

Da mesma maneira que o divórcio fora permitido “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19.8), assim também a poligamia era permitida, mas os seus males eram mitigados. A esposa não amada tinha seus direitos e o filho primogênito de uma esposa não amada não podia perder a sua herança. Bíblia de Genebra.

16 ao filho da mulher preferida. A ordem de nascimento, e não o favoritismo do pai, governava a sucessão, embora essa regra fosse ás vezes preterida com aprovação divina (cf. e.g., Jacó ou Salomão). Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 O direito da primogenitura incluía a herança da propriedade em dupla porção relativa aos outros filhos. Esse direito era antigo (Gn 25.29-34) e não podia ser abandonado à custa de preferências pessoais. A primogenitura, heb bekhorah, que vem da raiz bakhar, “ser cedo”, a qual se refere ao próprio raiar da manhã, tem grande significado para o pensamento hebraico. O primogênito do pai é considerado as primícias do seu vigor (Gn 49.3), e fazia as vezes do pai em liderar a família. Bíblia Shedd.

primeiro sinal da força de seu pai. O primeiro resultado da capacidade de procriação de um homem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18-21 um filho contumaz [NVI: “obstinado”] e rebelde. Aqui não está em vista a desobediência banal dos filhos, mas a rebelião contínua e sistemática e o pecado profundo e crônico. Bíblia de Genebra.

Sendo os pais representantes de Deus, em caso de rebelião comprovada o castigo era severo e semelhante ao da blasfêmia, pressupondo que em vão tentavam conduzir ao bom caminho os filhos desobedientes. Bíblia Shedd.

Filhos desobedientes e rebeldes deveriam ser trazidos aos anciãos da cidade e apedrejados até a morte. Não existe evidência bíblica ou arqueológica de que esta punição tenha sido aplicada alguma vez, mas o principal era que a desobediência e a rebelião não deveriam ser toleradas no lar e permitido se manter sem que se tomasse uma atitude. Life Application Study Bible Kingsway.

22 o pendurares num madeiro. Na Bíblia há vários destes casos (Gn 40:22; 2Sm 21:12; Et 7:10; 9:14). Comentaristas judeus afirmam que o acusado era morto; então, o corpo era pendurado numa árvore. CBASD, vol. 1, p. 1130.

O enforcamento, como um método de execução, não é mencionado no Antigo Testamento. A prática aqui em vista é a exposição do cadáver de um criminoso ou de um inimigo (1Sm 31.10-13). Essa horrenda exposição, que simbolizava a maldição divina (v. 23), não podia continuar por mais de um dia. Este versículo motivou o pedido dos fariseus de ter o corpo de Jesus tirado da cruz antes do cair da noite (Jo 19.31). O significado de Gl 3.13 é que Cristo, embora inocente, morreu como se fosse um criminoso, ao tomar a maldição que merecíamos (cf At 5.30). Bíblia de Genebra.

O culpado era primeiramente executado e posteriormente pendurado numa árvore (v. Gn 40.19) ou, como o texto hebraico assim traduzido quer, sem dúvida, dar a entender: “empalado num poste” (v. notas textuais NVI em Gn 40.19 [“o faraó vai decapitá-lo e ‘empalar você em uma estaca’”]; Et 2.23 [“os dois  oficiais foram enforcados”. Ou: “pendurados em postes”; ou ainda “empalados”]). Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 debaixo da maldição de Deus. Pendurar o corpo de um executado era envergonhar a pessoa (comparar Js 8:29; 10:26). Cristo foi suspenso em um “madeiro” (a cruz) para mostrar que Ele levou sobre Si a maldição resultante de nosso pecado (Gl 3:13). Andrews Study Bible.

…pendurar numa árvore simboliza juízo e rejeição divinas. Cristo tomou sobre Si o castigo integral dos nossos pecados, e assim “se tornou maldição em nosso lugar” (Gl 3.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

maldito. A raiz heb. Traduzida como “maldito” também significa ser “desprezível”, “infame”, “vil”. Comparar com o argumento do apóstolo Paulo em Gálatas 3:10-14. CBASD, vol. 1, p. 1130.

Não contaminarás a terra. Considerava-se que a terra era contaminada pela exposição dos corpos de criminosos que tinham sofrido a penalidade máxima. Cria-se que o criminoso que era pendurado estava sob a maldição de Deus, e seu corpo não devia permanecer à vista de todos. Jesus foi condenado pelo Seu própri povo como um dos piores criminosos e como alguém sob a maldição divina (Mt 27:43; cf Is 53:4). CBASD, vol. 1, p. 1130.


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