Reavivados por Sua Palavra


Mateus 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
7 de novembro de 2014, 0:00
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1 justiça. Jesus afirma o valor positivo que há na justiça prática, mas somente quando praticada em submissão a Deus e por amor a Ele, ao invés de feito em busca de glória pessoal humana.  Bíblia de Genebra.

Ele [Jesus] não está condenando a oração, jejum e caridade públicos e, sim, a natureza centrada em si mesma da religiosidade pública (em 5:14-16 temos os atos centrados em Deus). Andrews Study Bible.

a humildade, e não o orgulho, é a base da comunhão com Deus.  Bíblia Shedd.

2 hipócritas. A palavra grega significa “ator de teatro”. … Aqui, refere-se aos que fingem ser consagrados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

No Novo Testamento, o hipócrita é aquele que alega ter um relacionamento com Deus e amar a justiça, mas que está buscando seu próprio interesse, enganando-se a si mesmo. Bíblia de Genebra.

3 mão esquerda … mão direita. …a pessoa não deve chamar atenção para a sua generosidade. A autoglorificação é um risco sempre presente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus quer dizer que os cristãos não devem fazer caridade a fim de obterem louvor e honra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 358.

7 sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Estes citavam nas orações longas listas com os nomes de seus deuses, na esperança de, mediante a constante repetição, invocarem o nome daquele deus que os ajudasse.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 nosso. A oração do Pai Nosso é uma oração pública.  Andrews Study Bible.

…embora reflita, até certo ponto, as orações do judaísmo, a oração do Senhor é, contudo, inspirada e original. Sua originalidade está na escolha das petições e no seu arranjo. Sua aceitação universal reflete o fato de que expressa mais perfeitamente do que qualquer outra oração as necessidades fundamentais do ser humano. CBASD, vol. 5, p. 359.

Santificado seja o Teu nome. Santificamos Seu nome quando reconhecemos a santidade de Seu caráter e permitimos que Ele reproduza esse caráter em nós. CBASD, vol. 5, p. 360.

11 dai-nos. A oração se inicia com Deus e Seus assuntos e somente então se dirige para os nossos pedidos e desejos.  Andrews Study Bible.

12 dívidas. A referência aqui é a dívidas pessoais. Os cristãos perdoam os outros em resposta ao perdão de Deus (18.32-33); porém, se não perdoarmos os outros, não podemos clamar pelo perdão de Deus para nós mesmos (vs 14-15). Bíblia de Genebra.

16-18 jejum. Is 58:3-9, a mais extensiva passagem da Bíblia sobre o jejum, fala do jejum, não como sendo um ritual, mas em termos de alcançar os pobres e necessitados.  Andrews Study Bible.

O jejum não é condenado se tiver como alvo o aproximar-se de Deus e a negação de si mesmo. Bíblia Shedd.

17 arrume o cabelo e lave o rosto. Os judeus colocavam cinzas na cabeça ao jejuarem. Jesus manda manter a aparência regular [normal]. O jejum não deve ser realizado de modo ostensivo.  Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Tesouros no céu ajuntam-se somente convertendo pecadores que viverão eternamente.  Bíblia Shedd.

24 riquezas. Gr mamõn, transliteração da palavra aramaica que significa “riqueza”, mas que jesus aqui está dando como nome pessoal, como se fosse um ídolo pagão. Bíblia Shedd.

26 não semeiam, não colhem….os passarinhos não se preocupam com o que o futuro reserva. Bíblia de Genebra.

27 côvado. Medida de comprimento de 46 cm. Aqui é humoristicamente considerada como mais um pedacinho de visa.  Bíblia Shedd.



Mateus 5 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Quando foi a última vez que você experimentou alegria real? O que lhe traz a verdadeira felicidade?

Jesus começa o Sermão do Monte com uma lista de como obter a felicidade. Tente ler estes versos substituindo a palavra “bem-aventurado” pela palavra “feliz”.

Agora, como alguém pode ser feliz, se está chorando? Se é pobre? Não parece fazer sentido.

O Sermão do Monte de Jesus foi verdadeiramente radical. Quando Jesus pronunciou estas palavras, Ele virou de cabeça para baixo os conceitos do mundo político e social do Império Romano e da elite religiosa judaica. Este sermão, que ocupa os capítulos cinco, seis e sete no Evangelho de Mateus, bem poderia ser chamado de “Manifesto do Reino de Jesus”, as intenções de Seu governo. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “Estas são as bases do Reino dos céus que veio a este mundo”.

Em Suas declarações sobre o reino Jesus apresenta conceitos que parecem contradizer a natureza humana. Mas é exatamente por isso que este sermão é tão poderoso e tão transformador. Ele toca os cantos mais profundos de nossas vidas.

Em Jesus até mesmo nossas dores, tristezas e maus tratos podem ser transformados pela alegria de tê-Lo conosco. Talvez os melhores exemplos disso são as vidas dos Seus seguidores. Quando Paulo e Silas foram severamente espancados e jogados na prisão, eles cantaram, oraram e louvaram a Deus (Atos 16:23-25). A única explicação para a alegria deles era Jesus em seus corações. Eles entenderam o verdadeiro significado do Reino de Deus, que pode ser experimentado mesmo aqui na terra. É uma alegria que nasce da total dependência dEle e da plena fé nEle.

Hoje, o Sermão do Monte é considerado a mais bela declaração do cristianismo, mas é muito difícil de se colocar em prática. Não é de admirar que Gandhi em sua famosa palestra no Ceilão em 1927 tenha dito: “Muito do que é apresentado como cristianismo na verdade é uma negação do Sermão do Monte.” Em outras palavras, é uma negação do que Jesus disse a respeito do modo como devemos viver.

Leia Mateus 5 novamente e pense em como você pode viver esse sermão em sua vida hoje.

Oleg Kostyuk
Hope Channel

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 5 

Comentário em áudio 



Mateus 5 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

 

1 multidões. Ao que tudo indica, essas multidões eram as “numerosas multidões” de Mateus 4:25 que seguiam Jesus depois de Sua primeira viagem missionária pelas cidades e vilas da Galileia. O Sermão do Monte foi feito provavelmente no fim do verão (MDC, 2, 45) do ano 29 d.C., por volta da metade de Seus três anos e meio de ministério. … o Sermão do Monte é a o mesmo tempo o discurso inaugural de Cristo como Rei do reino da graça e também a constituição do reino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 333.

monte. Mateus continua a traçar paralelos entre Cristo e Moisés. Andrews Study Bible.

O monte no qual Cristo proferiu o Sermão do Monte é chamado de “Sinai do Novo Testamento”, visto que ele é para a igreja cristã o que o monte Sinai foi para a nação judaica. CBASD, vol. 5, p. 333.

O conteúdo deste sermão é semelhante ao sermão da planície, registrado em Lc 6. Bíblia de Genebra.

Apesar de algumas diferenças no relato do sermão e sobre as circunstâncias de seus ouvintes, … não se pode questionar o fato de que esses dois relatos se refiram à mesma ocasião. … os relatos não são excludentes, mas complementares. … Várias outras partes do Sermão do Monte apresentadas em mateus ocorrem em pontos diferentes do evangelho de Lucas, sem dúvida porque Cristo repetiu esses pensamentos em ocasiões posteriores. O Sermão do Monte apresenta um contraste notável entre o cristianismo e o judaísmo da época de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 334.

discípulos. Lit., “alunos”. … pode ter sido empregado aqui em sentido mais amplo, não se referindo somente aos doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3-12 bem-aventurados. gr. makarios. Bíblia Shedd.

A palavra significa mais que “feliz”, porque a felicidade é um sentimento que muitas vezes depende das circunstâncias externas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Nas primeiras palavras do Sermão do Monte, Cristo enfatiza o desejo supremo de todo coração humano: felicidade. Esse desejo foi implantado no ser humano pelo próprio Criador e, originalmente, tinha o propósito de levá-lo a encontrar verdadeira felicidade por meio da cooperação com o Deus que o criou. O pecado acontece quando o ser humano tenta alcançar a felicidade como um fim em si mesma, sem considerar a obediência a Deus. … A felicidade está no coração daqueles que estão em paz com Deus (cf Rm 5:1) e com seu próximo (cf. Mq 6:8), que caminham de acordo com os dois grandes mandamentos da lei de amor (ver Mt 22:37-40). CBASD, vol. 5, p. 335.

Inclui bem-estar espiritual, tendo a aprovação de Deus e, assim, um destino mais feliz (Sl 1). Bíblia de Genebra.

Se as bem-aventuranças forem divididas em dez (uma para cada verso), elas podem ser divididas de modo similar às duas tábuas a lei dada no Monte Sinai: as primeiras quatro tratam do relacionamento do homem com Deus e as seis últimas do relacionamento do homem com seus semelhantes. Andrews Study Bible.


3 pobres “em” espírito (NVI). Os pobres “em espírito” podem se referir a todos que dependem de Deus, não importa seu status social ou econômico. Andrews Study Bible.

…[O termo] se refere àqueles que são extremamente pobres no sentido espiritual e sentem necessidade daquilo que o reino dos céus tem a lhes oferecer (cf. At 3:6; ver com. de Is 55:1). CBASD, vol. 5, p. 336.

Reino dos céus. Os judeus imaginavam que o reino dos déus se baseava na força que obrigaria as nações da terra a se submeterem a Israel. Mas o reino que Cristo veio estabelecer começa no coração do ser humano, permeia a vida e transborda para o coração de outras pessoas 

O reino não é algo merecido por serviços prestados. É mais uma dádiva que uma recompensa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 mansos. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus. Nosso modelo de mansidão é Deus. Bíblia de Genebra.

13 sal. O sal era utilizado para dar sabor e preservar (em uma sociedade sem refrigeração). A metáfora é um chamado evangelístico para se misturar com o mundo e transformá-lo. Andrews Study Bible.

Os depósitos de sal, ao longo do mar Morto, contêm não só o cloreto de sódio, mas uma variedade de outros minerais também. Este sal pode tornar-se sem utilidade quando a chuva lava sua salinidade, tornando-o insípido no correr dos anos. Bíblia de Genebra.

17 lei … profetas. Os cinco primeiros livros do AT e todos os demais da Escritura hebraica. Jesus não está fazendo distinção entre as leis cerimoniais, civis e morais. Ele está aqui confirmando toda a vontade de Deus registrada nas Escrituras hebraicas e mostrando sua continuidade. E mais, Ele as cumpre. Andrews Study Bible.

cumprir. Jesus cumpriu a lei no sentido de dar a ela seu significado pleno. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 escribas e fariseus. Eles eram exatos e escrupulosos em seguir as 613 leis encontradas na Torah. Mas a justiça que Jesus exigia estava acima das particularidades externas da lei. Ia ao cerne da intenção. Jesus dá seis exemplos nos vv. 21-48. Andrews Study Bible.

21-48. As questões abordadas nestes versos foram chamadas tradicionalmente de “as seis antíteses” (ou declarações por contraste), porque cada uma se inicia com “Vocês tem escutado o que foi dito… mas Eu digo a vocês“. Jesus toma um ensino ou entendimento de uma passagem da Escritura e lhe dá um entendimento mais profundo, completo e cristão.  Andrews Study Bible.

22 inferno de fogo. Literalmente, “o geena [gr. geena] de fogo”, ou “o inferno de fogo”. Geena, inferno, é uma transliteração do heb. ge’ ben hinnom,  “vale de Hinom” ou “vale do Filho de Hinom” (Js 15:8). Esse vale está ao sul e a oeste de Jerusalém e se encontra com o vale de Cedrom ao sul da Cidade de Davi e do tanque de Siloé (ver com. de Jr 19:2). O ímpio rei Acaz (ver vol. 2, p. 70) parece ter introduzido o rito pagão bárbaro de queimar crianças a Moloque num lugar chamado Tofete, no vale de Hinm (2Cr 28:3; cf. PR, 57), no tempo de Isaías … Manassés, neto de Acaz, retomou essa prática (2Cr 33:1, 6; cf. Jr 32:35). … Como punição por essa e outras maldades, Deus advertiu Seu povo de que o vale de Hinom um dia se tornaria “o vale da Matança” para os cadáveres deste povo” (Jr 7:32, 33; 19:6; cf. Is 30:33). Da mesma forma, o fogo de Hinom se tornou símbolo do último grande dia de juízo e punição dos ímpios (cf. Is 66:24). No pensamento escatológico judaico, derivado em parte da filosofia grega, geena era o lugar onde as almas dos pagãos eram mantidas sob punição até o dia do juízo final e das recompensas. A tradição que diz que o vale de Geena era um lugar onde se queimava lixo e, portanto, um símbolo do fogo do último dia, parece ter se originado com o Rabbi Kimchi, um erudito judeu dos séculos 12 e 13. CBASD, vol. 5, p. 347,

27, 28 não adulterarás. Adulterar, para o judeu, observando-se a letra de Êx 20.14, seria deitar-se com a mulher do seu próximo. Para Jesus, é isto e ainda algo mais. Bíblia Shedd.

31-32 divórcio. Duas escolas rabínicas tinham interpretações diferentes para Dt 24:1, quanto ao divórcio: Hillel o permitia para qualquer motivo; Shammai o permitia apenas por adultério. Jesus está mais próximo ao pensamento de Shammai. … Além disso, Ele corrige o mau uso da passagem bíblica acentuando a importância e permanência do matrimônio.  Andrews Study Bible.

34 de modo algum jureis. Jesus está se referindo a um legalismo estreito e enganador, que exige um juramento específico para obrigar o cumprimento daquilo que foi falado. A implicação de uma tal abordagem com relação à honestidade, é que só necessitamos ser verdadeiros sob juramento.  Bíblia de Genebra.

38-42. Jesus está ensinando um pacifismo ativo. Ele rejeita vingança violenta e retaliação.  Andrews Study Bible.

40. túnica … capa. A túnica era uma roupa interna, e a capa, uma roupa solta, externa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 se alguém te obrigar. A possibilidade de um soldado romano coagir uma pessoa a servir como guia ou transportador de carga era real. Mesmo se compelido por força a fazer alguma coisa por alguém, a pessoa pode demonstrar liberdade para fazer voluntariamente mais do que foi exigido, ao invés de fazer o serviço de má vontade.  Bíblia de Genebra.

42 Provavelmente, não uma referência de dar a todos os que pedirem, mas uma referência específica aos pobres (cf. Dt 15.7-11; Sl 112.5, 9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

43 odeie o seu inimigo. …o ódio para com os inimigos era parte aceitável na ética judaica da época. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Isto não está no Antigo Testamento, mas era uma falsa conclusão derivada do ensino dos escribas, inferido da estreita compreensão daquilo que significava “próximo”, que para eles era simplesmente um outro judeu. Jesus mostra que a verdadeira intenção de Lv 19.18 é incluir até os inimigos (Lc 10.29-37). Bíblia de Genebra.

Esta expressão pertence à tradição popular dos judeus, à época. Bíblia Shedd.


Nota: Infelizmente, por questões práticas de tempo disponível e espaço, tivemos que restringir a compilação dos excelentes comentários do Comentário Bíblico Adventista, vol 5, que apresenta 22 páginas sobre o cap. 5, o qual em muito recomendamos.



Mateus 4 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
5 de novembro de 2014, 5:49
Filed under: Estudo devocional da Bíblia, tentação
1-11 A importância das tentações de Jesus, ainda mais por terem ocorrido no início do Seu ministério público, pode ser mais bem entendida se levarmos em conta o tipo de Messias que Ele haveria de ser. Não levaria a efeito a Sua missão usando Seu poder sobrenatural para necessidades próprias (primeira tentação), usando-o para conquistar muitos seguidores mediante milagres ou magias (segunda tentação) ou fazendo concessões a Satanás (a terceira tentação). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 tentado. A tradição aponta o Monte da tentação no sul da Judeia. Diabo. Gr diabolos, “maldizente”, o que lança uma pessoa contra a outra. Na mesma narrativa, Marcos emprega a palavra Satanás (Mc 1.13), que é uma transliteração da palavra hebraica sãtãn, “adversário”, “acusador”. Bíblia Shedd.
 
Foi das alturas do monte Nebo que “O Senhor lhe mostrou [ a Moisés] toda a terra” Dt 31:1-4; PP, 471-477), e pode ter sido do mesmo ponto, “um monte muito alto”, que o diabo apresentou a Cristo “todos os reinos do mundo” (Mt 4:8); CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 316.

Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg 1.13), as tentações que sofremos estão incluídas no plano soberano de Deus para nosso bem. Se vencermos, seremos fortalecidos; se sucumbirmos, reconheceremos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça. Bíblia de Genebra.

Jesus assumiu a natureza humana e, com ela, a possibilidade de ceder ao pecado (DTN, 117). … Só assim poderia ser dito que “foi Ele tentado em todas as coisas, mas sem pecado” (Hb 4:15). De outro modo, se, como afirmam alguns, por ser divino, Jesus não pudesse ser tentado, então Sua tentação teria sido uma farsa. CBASD, vol. 5, p. 317.

2 jejuar quarenta dias e quarenta noites. Somente Mateus menciona o jejum. Ele traça um paralelo com o jejum de Moisés de 40 dias e noites no Monte Sinai (Dt 9:9-18). E também com os 40 anos que os israelitas vaguearam no deserto acossados por tentações e testes (Dt 8:2-3). Andrews Study Bible.

O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para a luta com o diabo: destacam-se também as 40 noites, por causa do costume árabe de observar o jejum durante o dia. … A arma usada por Jesus nesta batalha de três etapas, era a Palavra de Deus. “Está escrito”; através dessa arma o diabo foi golpeado e vencido. Bíblia Shedd.

3 Se és o Filho de Deus. Um claro eco das palavras do Pai no Jordão, 40 dias antes. … Com insolente desprezo, Satanás se dirigiu Àquele contra quem tinha falado tão desafiadoramente no Céu antes de ser expulso. … As palavras de Satanás nessa ocasião foram, mas tarde, ecoadas pelo líderes judeus ao zombarem de Cristo na cruz (Mt 27:40). CBASD, vol. 5, p. 318.

pedras se transformem em pães. O tentador primeiramente ataca Jesus no ponto em Sua maior necessidade. De modo similar, somos tentados em nossas maiores vulnerabilidades – por exemplo, materialismo no mundo desenvolvido e poder (religioso e politico) no mundo em desenvolvimento. As tentações de materialismo e poder foram as duas grandes tentações de Jesus de acordo com Mateus. Andrews Study Bible.

4 Está escrito. A fé de Cristo em Deus e o conhecimento de Sua vontade estavam fundamentados nas Escrituras. … Cristo afirma que obedecer à Palavra escrita de Deus tem mais valor e importância até mesmo do que realizar milagres. As citações que Cristo fez das Escrituras nessa ocasião foram todas extraídas de Deuteronômio [Dt 6:13; 6:16 e 8:3]. … As palavras usadas por Cristo para frustrar o tentador foram originalmente ditas por Moisés com referência à primeira ocasião no deserto quando os filhos de Israel murmuravam por causa da falta de água (ver Êx 17:1-7). CBASD, vol. 5, p. 319, 321.

Toda Palavra. …é de vital importância considerar toda a Palavra de Deus. O homem não tem a liberdade de escolher partes da Palavra de Deus que lhe agradam e rejeitar outras. CBASD, vol. 5, p. 320.

5 Então. Em Lucas, a ordem da segunda e terceira tentações é diferente. Não se sabe qual foi a real ordem cronológica, mas á razão para se crer que as três tentações ocorreram na ordem dada por Mateus. … A sequência de eventos apresentada em um dos evangelhos sinóticos [Mateus, Marcos e Lucas] com frequência difere da ordem dada nos outros. Deve-se observar que nenhum dos evangelistas afirma ter disposto a narrativa numa sequência estritamente cronológica,. CBASD, vol. 5, p. 320.

6 Satanás cita as Escrituras, mas usa o Sl 91.11-12 de um modo exatamente oposto ao do sentido original. O Sl é uma exortação para se confiar em Deus; Satanás tenta substituir a confiança por um teste, lançando dúvida sobre a fidelidade de Deus. Não há lugar para a presunção em uma grande fé. Fé e presunção são incompatíveis. Bíblia de Genebra.

Jamais devemos nos colocar desnecessária ou descuidadamente numa posição em que Deus tenha que fazer um milagre a fim de nos salvar dos resultados adversos de uma conduta tola. Não devemos esperar que Deus nos resgate quando sem necessidade nos precipitamos para o perigo. A maturidade da fé nos levará a viver em harmonia com o que Deus já nos revelou e, então, confiar nEle quanto ao restante.  CBASD, vol. 5, p. 322.

8 reinos do mundo. Mateus coloca esta tentação por último. No grego, o mais importante é colocado por último ou em primeiro. Para Mateus, o reinado de Jesus é a chave de seu evangelho.  Andrews Study Bible.

Satanás afirmou ter substituído a Adão como governante legítimo deste mundo (ver Gn 1:28; Jó 1:6,  7), mas governava como usurpador. Contudo, Cristo não contestou diretamente a reivindicação de Satanás, apenas negou que ele tivesse qualquer direito de ser adorado.  CBASD, vol. 5, p. 322.

9 Tudo isto. Satanás de forma eficiente exercia controle sobre os assuntos religiosos e políticos do mundo (Lc 4:6). … [porém] O controle de Satanás da raça humana não era completo. Ainda havia alguns que não lhe eram fiéis. Ele percebeu o desafio implícito na natureza perfeita de Cristo.  CBASD, vol. 5, p. 322.

10 Ao Senhor, teu Deus, adorarás. A crença de que alguém pode servir a dois senhores é um engano do diabo (ver Mt 6:24). Qualquer filosofia de vida que ofereça “tudo isto” e também o céu faz parte da doutrina do próprio diabo. CBASD, vol. 5, p. 323.

12 A prisão de João Batista encerra o ministério de Jesus na Judeia, passando então a exercer Seu ministério na Galileia, estabelecendo o centro das Suas atividades messiânicas em Cafarnaum, importante cidade da Galileia. Bíblia Shedd.

A despeito da aparente popularidade e êxito de Cristo (ver DTN, 181), Seu ministério na Judeia deu poucos frutos (DTN, 194, 245). embora os breves comentários de João sejam toda a informação que se tem do que ocorreu durante esse período, fica claro que transcorreu um tempo considerável (cf. DTN, 214, 231). … A rejeição de Jesus pelo Sinédrio após a cura em Betesda (Jo 5:16, 18) resultou no término de Sua obra na Judeia e fez com que partisse para a Galileia, quando se deu o início formal de Seu ministério ali. Outro fator contribuinte foi a prisão de João Batista (Mt 4:12; Mc 1:14; vem com. de Jo 4:1).  CBASD, vol. 5, p. 324.

Retirou-se. Isto é, transferiu Seu campo de ministério para aquela região. Isso aconteceu na primavera de 29 d.C., após a Páscoa, e foi pelo menos a terceira vez, desde Seu batismo, que Jesus saiu da Judeia para a Galileia. A primeira vez em que partiu para Galileia foi no inverno de 27-18 d.C. (ver Jo 1:43) e a segunda, um ano depois, no inverno de 28-29 d.C. (ver com. de Jo 4:1-4). Após deixar a Judeia, depois da Páscoa de 29 d.C., Jesus não retornou para lá até a Festa dos Tabernáculos, no outono de 30. d.C (DTN, 393, 395, 450-452). … Ao conduzir Sua obra primeiramente na Judeia, Jesus propôs dar aos líderes judeus a oportunidade de aceitá-Lo como o Messias. Se tivessem feito isso, sem dúvida a nação judaica teria se unido a Ele e tido o privilégio de representá-Lo diante das nações do mundo, conforme o plano original previsto nos profetas (ver vol. 4, p. 12-15). CBASD, vol. 5, p. 324, 325.

15 Galileia dos gentios! Depois da deportação das dez tribos para a Assíria, em 722 a.C., a região conhecida como Galileia (ver Is 9:1) foi habitada quase que exclusivamente por não judeus. Na época de Cristo muitos judeus tinham se estabelecido ali, resultando numa população mista de judeus e gentios.  CBASD, vol. 5, p. 326.

Mateus realça o enfoque de Jesus sobre a nação de Israel, durante o Seu ministério terreno (10.5-6). Contudo sua observação de que o ministério de Jesus cumpre Is 9.2 mostra que o mandato de ir aos gentios, em Mt 28.19, não é uma reflexão posterior; o propósito último sempre incluiu as nações. Bíblia de Genebra.

16 O povo que jazia em trevas. Sua situação é descrita por “trevas”, sem iluminação espiritual, e só na expectativa da morte. A vida, por mais movimentada que seja, é apenas o prelúdio da morte, quando se desconhece o goxo das realidade espirituais que Cristo veio oferecer. Bíblia Shedd.

17 Daí por diante passou Jesus a pregar.Isto é, na Galileia. A frase não implica necessariamente que essa tenha sido a primeira ocasião em que Jesus pregou. Seu ministério público já tinha um ano e meio (ver com. do v. 12).  CBASD, vol. 5, p. 326.

Arrependam-se. Jesus começou Seu ministério público com a mesma mensagem de João Batista (3.2). O povo devia arrepender-se porque o reino de Deus se aproximava na pessoa e ministério de Jesus Cristo. O arrependimento é mais que uma mudança de opinião ou sentir tristeza pelos pecados. É uma reviravolta radical e deliberada, um retorno a Deus, que resulta em mudanças e ações morais e éticas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Próximo. Gr eggiken, “chegou”, “aproximou-se”, “está perto” no tempo ou espaço. Era o ponto vital da história da redenção, o cumprimento de tudo aquilo que é o reino de Deus. Agora forma-se um povo especialmente de Deus pela obra de Cristo. Bíblia Shedd.

19 vinde a Mim. No sentido de se tornar um discípulo em tempo integral.  CBASD, vol. 5, p. 329.

23. Percorria Jesus toda a Galileia. Mateus nem sempre segue uma sequência cronológica estrita de eventos. … Ele tende a reunir os incidentes de acordo com a natureza deles, em vez de o tempo em que ocorreram. A narrativa de Mateus da cura da sogra de Pedro e dos doentes e aflitos que se reuniram à porta da casa de Pedro no findar do sábado em Mateus 8:4 a 17 deveria ser inserida entre os v. 22 e 23 do cap. 4, a fim de apresentar uma sequência cronológica. CBASD, vol. 5, p. 330.

ensinando … pregando … curando. A missão e o evangelismo de Jesus era holístico – englobava proclamação, assim como preocupação social e física.  Andrews Study Bible.

24. lunáticos [ARA; epiléticos, NVI]. A palavra grega assim traduzida … reflete a superstição antiga de que as crises era provocadas pelas mudanças da lua. Bíblia de Genebra.

25 Decápolis. Liga de cidades livres caracterizadas por alto nível de cultura grega. Todas, exceto uma – Citópolis (Bete-Seã) – , ficavam a leste do mar da Galileia e do rio Jordão.  Bíblia de Estudo NVI Vida.



Mateus 4 by Jeferson Quimelli
5 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: confiança em Deus, , obediência, tentação, vitória | Tags: , ,

Comentário devocional:

Mateus no capítulo quatro apresenta Jesus como um jovem adulto conduzido pelo Espírito ao deserto. Isso aconteceu logo depois dEle ter sido proclamado o Filho de Deus (Mat. 3:17). Após 40 dias no deserto o diabo chega e tenta Jesus. A tentação não foi apenas sobre transformar pedras em pão. Satanás estava principalmente questionando a identidade de Jesus. “Você é realmente o Filho de Deus? Se você é o Filho de Deus, prove-o!” No deserto, Jesus está buscando compreender melhor seu propósito e missão. 

Jesus estava passando por uma crise muito parecida com a nossa. Como outras pessoas que procuram fazer a vontade de Deus, Jesus estava em busca de detalhes a respeito de Sua vida e vocação: os princípios fundamentais, o propósito e o método que Ele iria utilizar. Muitas vezes somos conduzidos a encruzilhadas da fé. Talvez a nossa identidade como filhos e filhas de Deus seja atacada. Às vezes, é difícil encontrar o nosso propósito na vida. Mas Jesus nos deixou um exemplo. Ele buscou corajosamente no deserto respostas para estas questões. Sua segurança em sua missão e identidade foi baseada na Palavra de Deus. Na verdade, cada ataque de Satanás foi derrubado com a Escritura (Mt 4: 4, 7, 10). 

Somos tentados todos os dias, todas as horas de nossas vidas. E uma das maiores tentações é nos desviarmos do elevado propósito de Deus para nossas vidas. Lembremos sempre que somos filhos de Deus e que fomos “chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). Assim como Jesus venceu o tentador e foi vitorioso em sua missão de vida, assim também nós podemos ser vitoriosos se nos deixarmos dirigir pelo Espírito de Deus.

Oleg Kostyuk
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Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 4 

Comentário em áudio



Mateus 3 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
4 de novembro de 2014, 5:00
Filed under: arrependimento, Estudo devocional da Bíblia | Tags: ,

1 João Batista. “João”, heb Yohãnãn, “Deus teve misericórdia”. A palavra “Batista” refere-se à sua vocação especial de batizar, assinalando arrependimento em preparação para a aceitação de Cristo. Bíblia Shedd.

A influência que João exercia sobre o povo se tornou tão grande que Herodes Antipas, em princípio, hesitou em fazer-lhe dano (Mt 14:1, 5; Mc 11:32), e os líderes judeus não ousavam falar abertamente sobre ele (Mt 21:26; Lc 20:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 300.

Deserto da Judéia. Esta expressão em geral se refere aos montes áridos e escarpados entre o mar Morto e as montanhas do centro da Palestina, uma região de pouca chuva e de poucos habitantes. CBASD, vol. 5, p. 301.

2 Arrependei-vos. Operar uma mudança radical na vida como um todo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr metanoeo, literalmente, “pensar de forma diferente depois”, “mudar de idéia”, “mudar de propósito”. Inclui muito mais que a confissão de pecados, embora isso certamente estivesse incluído na pregação de João (v. 6). No sentido teológico, a palavra envolve não só mudança de pensamento, mas nova direção da vontade, uma mudança de propósito e atitude. CBASD, vol. 5, p. 301.

O reino dos céus. Mateus prefere usar “céus” ao invés de “Deus”, em deferência à prática judaica de evitar dizer o nome divino. Marcos e Lucas, que estavam escrevendo para uma audiência majoritariamente não judia, usam “reino de Deus” mais frequentemente. CBASD, vol. 5, p. 301.

a expressão significa a maneira de vida dos que se deixam dirigir por Deus em tudo. É o reino dos céus porque sua origem, seus propósitos, e seu rei, são celestiais. Bíblia Shedd.

O reino dos céus é a soberania de Deus, tanto uma realidade presente quanto uma esperança futura. A ideia do reino de Deus é fundamental nos ensinos de Jesus, sendo mencionada 50 vezes só em Mt. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 Voz. Mateus cita Is 40:3. Assim como João Batista foi a voz que conclamava a “preparar o caminho ao Senhor” na primeira vinda de Jesus, os seguidores de Deus, hoje, devem trabalhar para preparar Sua Segunda Vinda (ver Mat 28:19-20). Andrews Study Bible

João representava apenas uma voz, mas ela ecoou através dos séculos, até os nossos dias. Como profeta, João foi a voz de Deus à sua geração. CBASD, vol. 5, p. 301.

A figura de linguagem usada representa os preparativos que devem ser feitos antes da vinda do rei. Quando um monarca oriental queria visitar partes de seu reino ele enviava mensageiros aos lugares a serem visitados, anunciando sua visita e ordenando aos habitantes a se prepararem para sua chegada. Os habitantes de cada distrito deviam preparar o caminho pelo qual ele passaria, visto que pouco se fazia para conservar as estradas. CBASD, vol. 5, p. 301, 302.

A preparação deveria ser moral e espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 vestes … cinto … mel silvestre. Os alimentos, as roupas e o modo de vida singelos de João eram um protesto visual conta a vida regalada. Bíblia de Estudo NVI Vida.

João era nazireu de nascimento (DTN, 102), e sua vida simples e sóbria estava de acordo com as exigências desse voto sagrado. … Contudo, não se deve concluir que ele era essênio. … Os essênios se separaram da sociedade e se tornaram ascetas. João passou tempo considerável sozinho no deserto, mas ele não era um asceta, pois de tempos em tempos se misturava com o povo, mesmo antes do início de seu período oficial de ministério (ver DTN, 102). … não há evidência histórica de que João estivesse associado a essa seita rígida. Entretanto, observam-se notáveis semelhanças entre João e os essênio. CBASD, vol. 5, p. 302.

pelos de camelo. Não pele de camelo, como imaginavam alguns, mas uma vestimenta de pelo tecida em tear. CBASD, vol. 5, p. 302.

5 Saíam a ter com ele. João se estabelece num vau natural do Jordão conhecido como “Betabara” ou “Betânia do outro lado do Jordão” (Jo 1.28), por onde tinha de passar todo israelita que demandava Jerusalém. Bíblia Shedd.

A forma do verbo grego [saíam] indica ação continuada: o povo continuava saindo. As multidões continuavam indo ao Jordão para ver e ouvir João e para serem batizadas por ele. … O fato de eles estarem dispostos a deixar seu trabalho e caminharem quilômetros pelo deserto testemunha do poderoso magnetismo da mensagem que João proclamava. CBASD, vol. 5, p. 302, 303.

7 fariseus e saduceus. Os fariseus eram um grupo legalista e separatista que guardava de modo rigoroso, porém de modo também hipócrita, a lei de Moisés e a “tradição dos anciãos” não registrada por escrito (15.2). Os saduceus eram mais mundanos e dados à política e, além disso, não eram teologicamente ortodoxos – entre outras coisas, negavam a ressurreição, os anjos e os espíritos (At 23.8) [influências helenizantes]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 por pai a Abrão. João adverte à sua audiência e Mateus aos seus leitores que passado familiar religioso não assegura salvação. Não é um direito de nascimento. Andrews Study Bible.

A salvação não ocorre por direito de nascença (nem sequer para os judeus), mas mediante a fé em Cristo (Rm 2.28, 29; Gl 3.7,9,29). Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 Já está posto o machado à raiz das árvores. O juízo está próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

11 batizo com água. Também traduzido “batizo na água”. O batismo por imersão era uma prática comum no judaísmo para não-judeus que se convertiam à religião judaica. Os Essênios, uma seita judaica, praticavam este rito como um ato simbólico através do qual as impurezas eram lavadas. Andrews Study Bible.  

mais poderoso do que eu. A pregação de João era tão cheia de poder que muitos criam que ele era o Messias. Até mesmo os líderes da nação foram forçados a considerar seriamente essa possibilidade (Jo 1:19, 20). CBASD, vol. 5, p. 306.

12 A sua pá. Do gr. ptuon, uma “peneira” com a qual se levantava o grão da eira e o lançava contra o vento para tirar a palha (ver com. de Rt 3:2). O grão caía no chão e a palha era levada pelo vento e, depois, queimada. CBASD, vol. 5, p. 307.

Essa pá é para joeirar. Aqui serve de figura do dia do juízo, na segunda vinda de Cristo. Os profetas do AT e os escritores do NT às vezes encaixam a primeira e a segunda vinda de Cristo de modo que parecem ser um só acontecimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

fogo inextinguível. Um fogo que não se apaga até que queime todo o combustível. Para mais sobre inferno e o fogo do inferno, ver 13:42; 25:41; Mc 9:43; Judas 7. Andrews Study Bible.

13-17 O batismo de Jesus não era para arrependimento. Era apenas um sinal de que Jesus se colocava do lado da minoria dos fiéis e que dava apoio à obra de João. Além disso, era a unção sacerdotal de Jesus, o cumprimento da cerimônia descrita em Ex 29.4-7. Bíblia Shedd.

15. Assim, nos convém. Isto é, “é adequado”, “é apropriado”. CBASD, vol. 5, p. 309.

16,17 saiu logo da água. Note que todas as pessoas da Trindade estão presentes no batismo (Jesus, sendo batizado; o Pai fala; o Espírito desce). Mateus conclui o seu evangelho com uma ênfase similar na presença dos três membros da Trindade no batismo de todos os crentes (ver 28:19). Andrews Study Bible.

17 me comprazo (ARA; me agrado, NVI). A forma verbal grega aqui empregada passa a ideia de algo interminável. Deus sempre Se agradou do Seu Filho e sempre Se agradará. Bíblia de Estudo NVI Vida.



Mateus 3 by Jeferson Quimelli
4 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: arrependimento, batismo | Tags: , ,

Comentário devocional:

Todos os quatro Evangelhos dedicam uma atenção especial a uma pessoa específica, além de Jesus. Uma das pessoas mais mal compreendidas no Novo Testamento, mas que teve uma profunda influência sobre Jesus e o Cristianismo. Seu nome era João Batista.

Toda a história de Jesus e do cristianismo começa a partir do momento em que João batiza Jesus. Josefo, historiador judeu do 1º século, descreve João Batista como uma figura profética tão significativa que adquiriu muitos e animados seguidores. Na verdade, ele se tornou tão influente que representava uma ameaça séria para os líderes políticos da época.

O próprio Jesus disse em Mateus 11:11: “Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista” (NVI). Mas, entre os cristãos, há uma tendência a subestimar João como não mais que um mensageiro do Messias.

O  que João Batista tinha de tão significante que levou tantas pessoas a se tornarem suas seguidoras? A resposta a esta questão reside na mensagem de João Batista: ““Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (v. 2).

Esta mensagem era dirigida àqueles que pensavam que seria salvos somente por pertencerem à nação judaica. O conceito de batizar judeus era absolutamente radical. Em suas mentes, eram os gentios que precisavam ser batizados, não os judeus. Então, por que os judeus vinham para serem batizados?

A resposta é que muitos sentiam que seus rituais e observâncias externas não lhes traziam a paz de um coração purificado pelos céus. Assim, o batismo para eles era um ato simbólico e eficaz de lavar as suas impurezas.

Deste modo, o ministério de João é um exemplo para todos os cristãos. Afinal, o próprio Jesus foi batizado, não porque Ele precisava, mas como um exemplo para nós. O batismo é mais do que um ritual simbólico; é uma confissão pública de fé e compromisso com Cristo e Sua igreja. Ele simboliza uma verdadeira mudança de vida.

Se ainda não fomos batizados, façamos planos de demonstrar publicamente nossa fé e devoção a Jesus através dessa cerimônia. E quer sejamos novos ou antigos cristãos, aceitemos a mensagem de João Batista e vivamos uma vida que evidencie o verdadeiro arrependimento.

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
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Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 3 

Comentário em áudio 



Mateus 2 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
3 de novembro de 2014, 7:08
Filed under: Estudo devocional da Bíblia

1 Belém da Judéia. Aldeia a uns 8 km ao sul de Jerusalém. … É chamada “Belém da Judéia” não para distingui-la da cidade de mesmo nome, uns 12 km a noroeste de Nazaré, mas para ressaltar que Jesus provinha da tribo e do território que deram origem à linhagem dos reis davídicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Belém. Literalmente, “casa do pão”. Seu nome anterior, Efrata (Gn 48:7), significa “fertilidade” (ver com. de Gn 53:19). A região de Belém, com suas colinas e seus vales cobertos de vides, figueiras, oliveiras e campos de cereais, provavelmente era, em parte, o celeiro da Judeia. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 292, 293.

rei Herodes. Herodes, o Grande (37 – 4 a.C.), que deve ser distinguido dos outros Herodes da Bíblia. … Assim como a maioria dos governantes daqueles dias, eera implacável: assassinou a esposa, os três filhos, a sogra, o cunhado, o tio e muitos outros – sem mencionar os meninos de Belém (v. 16). Seu reinado também ficou célebre pelo esplendor, conforme se vê nos muitos teatros, anfiteatros, monumentos, altares pagãos, fortalezas e outros edifícios que erigiu ou reformou – incluindo a maior de todas as obras, a reconstrução do templo de Jerusalém, iniciada em 14 a.C. e terminada 68 anos depois de sua morte. Bíblia de Estudo NVI Vida.

uns magos do oriente. As lendas populares atribuíram nomes a estes magos, fazendo deles três reis orientais; talvez o número de presentes (v. 11) e uma aplicação do Sl 72.10-11 levaram a estas conjeturas, porém o evangelho não se detém nestes assuntos. Bíblia Shedd.
Do Gr. magoi, que designava homens de diferentes classes cultas. A palavra “magos” vem dessa raiz. Entretanto, esses “magos” não eram magos no sentido como hoje se entende essa palavra. Eles eram nobres de nascimento, educados, ricos e influentes. Eram os filósofos, os conselheiros do reino, instruídos em toda sabedoria do antigo Oriente. Os “sábios” que foram em busca do Cristo recém-nascido não eram idólatras; eram homens retos e íntegros. Eles estudavam as Escrituras hebraicas e ali encontraram uma clara exposição da verdade. Em particular, as profecias messiânicas do AT chamaram sua atenção e, entre elas, as palavras de Balaão: “uma estrela procederá de Jacó” (Nm 24:17). É provável que também conhecessem e entendessem a profecia de tempo de Daniel (Dn 9:25, 26), e chegaram à conclusão de que a vinda do Messias estava próxima. CBASD, vol. 5, p. 293.

Jerusalém. O fato de os magos terem sido guiados a Jerusalém em vez de a Belém (DTN, 61) é um indício do propósito divino de que a sua visita fosse um meio de chamar a atenção dos líderes da nação para o nascimento do Messias (ver v. 3-6). A atenção e o interesse do povo foram despertados ao saberem da missão dos magos, e então buscaram estudar as profecias. Os líderes judeus se ofenderam com o fato de os magos serem gentios e se recusaram a crer que Deus passaria por alto os hebreus e Se comunicaria com pagãos (ver DTN, 62, 63). CBASD, vol. 5, p. 293.

2 Rei dos judeus. Uma indicação de que os magos eram gentios e que Mateus desejava também adorá-Lo com seu evangelho. Andrews Study Bible.

Sua estrela. Essa estrela não era uma conjunção de planetas, como imaginaram alguns, nem uma nova (fenômeno astronômico), como sugeriram outros. A “estrela” que apareceu na noite do nascimento de Cristo era um “longínquo grupo de anjos resplendentes” (DTN, 60; v. 7). CBASD, vol. 5, p. 294.

alarmou-se o rei Herodes. A aparente relutância dos sacerdotes em divulgar informações sobre as profecias messiânicas, mencionadas sem dúvida pelos magos, fez Herodes suspeitar de que os sacerdotes conspiravam com os magos a fim de destroná-lo, talvez por meio de uma revolta popular. CBASD, vol. 5, p. 294.

alarmou-se … toda a Jerusalém. Não é de se surpreender que toda a cidade se alarmasse, pois seus habitantes sabiam do que Herodes era capaz. Temendo uma revolta popular, ele bem poderia decretar a matança de centenas ou milhares do povo. CBASD, vol. 5, p. 294.

4 chefes dos sacerdotes. Os saduceus responsáveis pelo culto no templo em Jerusalém.
Mestres da lei. Os estudiosos judaicos daquela época, instruídos para profissionalmente desenvolver, ensinar e aplicar a lei do AT. A autoridade deles era rigorosamente humana e tradicional. Bíblia de Estudo NVI Vida.

indagava. A forma do verbo, em grego, indica que Herodes indagou com persistência. Aparentemente os sacerdotes tentavam se evadir de uma resposta direta. Herodes teve que arrancá-la deles. CBASD, vol. 5, p. 295.

5 assim está escrito. Em João 7:42 fica claro que o significado de Miqueias 5:2 era conhecido mesmo do povo. CBASD, vol. 5, p. 295.

7 com precisão. Herodes exigiu informação específica. CBASD, vol. 5, p. 295.

11 o menino com Maria, Sua mãe. Todas as vezes que Jesus e Sua mãe são mencionados juntos, Ele é mencionado primeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O adoraram ... ouro, incenso e mirra. A adoração incluía presentes significativos: ouro, simbolizando a realeza; incenso, a divindade; mirra, o sacrifício. Bíblia Shedd.
Alguns dos mais valiosos e transportáveis presentes disponíveis, eles foram, sem dúvida, essenciais para a sobrevivência financeira da família de José na viagem ao Egito. Andrews Study Bible.

11 na casa. Jesus então tinha pelo menos 40 dias. CBASD, vol. 5, p. 295.
A lei levítica estipulava que o tempo de “impureza” da mãe se tivesse um menino era de 40 dias, se tivesse uma menina, era de 80 dias. … Durante esse período ela deveria permanecer em casa e não deveria participar das práticas religiosas públicas. Era a mãe, e não a criança, que precisava de “purificação”. A mãe e a criança precisavam comparecer ao templo para a “purificação” de um e apresentação do outro. Houve uma finalidade dupla que levou José, Maria e Jesus a Jerusalém nessa ocasião [Lc 2:22], numa distância de oito quilômetros. A ida ao templo ocorreu antes da visita dos magos, porque, depois disso, José e Maria não se atreveriam a visitar Jerusalém. Além disso, deixaram Belém e foram ao Egito quase que imediatamente após a visita dos magos. CBASD, vol. 5, p. 770 [com. sobre Lc. 2:22].

13 tendo eles partido. Tanto os magos como José e Maria foram desviados do caminho de Herodes pela mensagem mandada por Deus. Bíblia Shedd.

foge para o Egito. O Egito era outra província romana e estava além da jurisdição de Herodes. … Nessa época, muitos judeus viviam no Egito. Portanto, José não estaria completamente entre estranhos. Havia sinagogas nas cidades, e até mesmo templos judeus. Heliópolis (Om, cf. Gn 41:45, 50; 46:20) é o lugar para o qual, segundo a tradição, José e Maria figuram em busca de segurança. CBASD, vol. 5, p. 296.

15 Do Egito chamei Meu Filho. Essa citação de Os 11.1 referia-se aos tempos de Moisés, quando Deus chamou a nação para sair do Egito. Mateus, porém, sob a inspiração do Espírito, também a aplica a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 matar todos os meninos. …estimou-se que numa aldeia cuja população provavelmente não excedesse 2 mil habitantes, incluindo arredores, teriam existido apenas cerca de 50 ou 60 crianças da idade indicada, e que somente metade delas seriam meninos [justificando um dos possíveis porquês do historiador Josefo não ter
citado a matança dos meninos de Belém]. CBASD, vol. 5, p. 297.

18 Ramá. Há diferença considerável de opinião quanto a identificação de Ramá. CBASD, vol. 5, p. 297.
Raquel chorando. As palavras de Jermias [Jr 31:15] ser referem às amargas experiências dos cativos hebreus levados a Babilônia, em 586 a.C. [provavelmente passando por
Ramallah, de Efraim, a 15 km a noroeste de Jerusalém]… A morte de Raquel, em algum lugar próximo dali, no nascimento de Benjamin (ver Gn 35:18-20), torna a metáfora bem apropriada. Ela chamou seu filho de Benoni (ver Gn 35:18), que significa “filho da minha tristeza”. Inspirado, Mateus aplica as palavras de Jeremias à matança das crianças de Belém ordenada por Herodes. CBASD, vol. 5, p. 297.

22 Arquelau. Esse filho de Herodes, o Grande, reinou sobre a Judéia e sobre Samaria durante dez anos apenas (4 a.C. – 6 a.C.). Foi excepcionalmente cruel e tirânico, sendo deposto por isso. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 Galileia. Sua população era uma mistura de judeus e gentios, e os preconceitos religiosos da maioria judia eram menos evidentes ali. … Seus habitantes era desprezados pelos residentes da província da Judeia, mais próspera (Jo 7:52; cf. Mt 26:69; Jo 1:46). CBASD, vol. 5, p. 298.

23 Nazaré. Um pequeno vilarejo serca de 100 km ao norte de Jerusalém, entre o extremo sul do mar da Galileia e o mar Mediterrâneo. … Era uma vila proverbial por sua impiedade, mesmo entre o povo da Galileia. CBASD, vol. 5, p. 298.

Ele será chamado Nazareno. Essas palavras exatamente não se acham no AT e provavelmente se referem a várias prefigurações e/ou predições do AT (observe o plural “profetas”) de que o Messias seria desprezado (e.g., Sl 22.6; Is 53.3), pois nos dias de Jesus, “Nazareno” era quase sinônimo de “desprezado” (v. Jo 1.45,46). Alguns sustentam que Mateus, ao chamar “Nazareno”, refere-se em primeiro lugar à palavra “renovo” (heb netser) de Is 11.1. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A raiz mais provável [para o nome de Nazaré] é nasar, da qual deriva netser, um “ramo”, “rebento” ou “renovo”. CBASD, vol. 5, p. 299.



Mateus 2 by Jeferson Quimelli
3 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: cuidado de Deus, Egito, , obediência, profecias, testemunho | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Quando foi a última vez que Deus falou com você? No segundo capítulo de Mateus vemos como Deus começou a falar com Seu povo novamente depois de séculos de silêncio entre o AT e o NT, quando não houve nenhum profeta ou nova revelação profética escrita. Ele fala com José em sonho e lhe diz que Maria está grávida pelo Espírito Santo e que ele deveria ir em frente e se casar com ela. Depois, Ele fala com os Magos através da estrela e em um sonho (Mt 2:2,12). Ele fala a Herodes e os sacerdotes através da Escritura (Mt 2:3-4). Então Deus fala com José em sonhos novamente (Mat. 2:13) e de novo (Mat. 2:19) dizendo-lhe o que fazer (Mat. 2:22).

Parece que Mateus queria enfatizar que Deus usa pessoas comuns. Ele queria que os leitores e os ouvintes vissem que foi a obediência de pessoas comuns que possibilitou que o plano de Deus se cumprisse na Terra.

No capítulo dois encontramos também quatro grupos de pessoas. O primeiro grupo é dos sábios do Oriente. Eles vêm para adorar a Jesus, o Rei. Muito provavelmente eram astrônomos com quem Deus falou utilizando uma linguagem familiar a eles: eles seguiram a estrela. Em seguida, houve Herodes, que queria matar Jesus. Herodes tinha medo de que Jesus pudesse tomar seu trono. O terceiro grupo é o dos escribas e sacerdotes. Eles sabiam da profecia, conheciam todas as profecias do AT que apontavam para o Messias, mas não entenderam – ou não queriam entender – o seu significado. Finalmente, o quarto grupo – José e Maria, que acreditou e seguiu a vontade de Deus.

Imagine o que José deve ter sentido ao saber que sua noiva estava grávida e que ele não era o pai! Mas então, o anjo do Senhor lhe aparece em sonho e ele ouviu, acreditou e obedeceu. Mas Deus não parou por aí. Ele enviou José e Maria depois do nascimento de Jesus para o Egito. José continuou a obedecer a vontade de Deus, porque sentiu que lhe havia sido confiada a enorme tarefa de proteger a vida do Messias.

É interessante ver como pessoas simples como José e Maria foram obedientes e é triste ver como meticulosos estudantes da Bíblia, como os sacerdotes, fecharam os olhos para a mais importante profecia, a profecia que indicava a chegada do Messias.

Assim como Deus confiou a José uma responsabilidade, hoje também Ele confia ao Seu povo uma importante tarefa: levar a mensagem de Jesus ao mundo inteiro. Para cumprirmos esta missão necessitamos ouvir a voz de Deus e sermos obedientes. Deus irá nos guiar passo a passo. Precisamos apenas estar dispostos a obedecê-Lo por amor. 

Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
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Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 2 

Comentário em áudio 



Mateus 1 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
2 de novembro de 2014, 15:02
Filed under: Estudo devocional da Bíblia, profecias | Tags: ,

1-17 A genealogia de Mateus (diferentemente à de Lucas, que a traça desde Adão com foco de mostrar que Jesus é o Salvador universal) busca mostrar que Jesus está na linha direta de Abraão e Davi e, portanto, é o Messias Judeu. Andrews Study Bible.

Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Bíblia da Família, SBB.

Ao escrever um relato da vida de Jesus dirigido primeiramente a leitores judeus de nascimento (ver p. 272, 275), Mateus começa em estilo judaico típico ao dar a linhagem familiar de Jesus. Pelo fato de que a vinda do Messias era tema de muitas profecias, ele mostra que Jesus de Nazaré é de fato aquele a respeito de quem Moisés e os profetas testemunharam. Visto que o Messias nasceria da linhagem de Abraão (Gn 22:18; Gl 3:16), o pai da nação judaica, e de Davi, fundador da linhagem real (Is 9:6, 7; 11:1; At 2:29, 30), Mateus apresenta evidência de que Jesus satisfaz as condições de descendente desses dois homens ilustres. Sem essa evidência, as afirmações de Jesus ser o Messias de nada valeriam, e todas as provas adicionais poderiam ser descartadas sem serem examinadas (cf Ed 2:62; Ne 7:64). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 278.

A genealogia, como é o costume oriental, se demora apenas nos nomes conhecidos, mencionando 42 gerações num período de cerca de 2000 anos. A divisão em três seções de 14 gerações, seria uma ajuda à memória… . Não se deve, aqui, procurar uma lista completa dos antepassados de Jesus; Esdras, por exemplo, omitiu seis gerações no seu relatório (cf Ed 7.1-5 com 1Cr 6.3-15). Bíblia Shedd.

Entre Davi e Jesus, um período de cerca de mil anos, Lucas alista 15 gerações a mais do que Mateus, o que indica mais omissões da parte do último. CBASD, vol. 5, p. 282.

1 Jesus. Do grego Iesous, equivalente ao heb. Yehoshua’, “Josué” (ver At 7:45; Hb 4:8, em que Lucas e Paulo se referem a Josué como Iesous, “Jesus”). Em geral se entende que este nome significa “Yahweh é salvação” (ver Mt 1:21). … Hoje os nomes servem apenas como identificação, mas nos tempos bíblicos o nome de um filho era escolhido com todo cuidado porque representava a fé e a esperança dos pais (ver Profetas e Reis, p. 481), as circunstâncias do nascimento da criança, suas características pessoais ou estava relacionado a sua missão na vida: principalmente quando o nome era designado por Deus. O nome Jesus está repleto de lembranças históricas e vislumbres proféticos. Assim como Josué tinha conduzido Israel à vitória na terra prometida, assim também Jesus, o capitão de nossa salvação, veio para abrir os portões da Canaã celestial. Contudo, Jesus não é só o autor de nossa salvação (Hb 2:10), Ele também é “Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb 3:1). O sumo sacerdote que voltou do cativeiro babilônico (ver com. de Ed 2:2) se chamava Josué (Zc 3:8; 6:11-15). Assim como Oseias (nome idêntico no hebraico ao Oseias de Nm 13:16), que amou uma esposa indigna e buscou em vão ganhar suas afeições e finalmente a comprou de volta no mercado de escravos (Os 1:2; 3:1, 2), Jesus veio para libertar a raça humana da escravidão do pecado (Lc 4:18; Jo 8:36). CBASD, vol. 5, p. 278.

Cristo. Do Gr. Christos, tradução do heb. Mashiach (ver com. de Sl 2:2), “Messias”, que significa “Ungido” ou “o Ungido”. Antes da ressurreição, nos quatro evangelhos, em geral, Jesus é chamado de “o Cristo”, o que torna o termo um título, em vez de um nome próprio. Após a ressurreição, o artigo definido geralmente desaparece e “Cristo” se torna tanto nome como título. … Usados juntos, (como em Mt 1:18; 16:20; Mc 1:1, etc.), os dois nomes “Jesus” e “cristo” constituem uma confissão de fé na união das naturezas divina e humana em uma pessoa, na crença de que Jesus de Nazaré, Filho de Maria, Filho do homem, é de fato Cristo, o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 278, 279.

filho de Davi. Título messiânico que aparece várias vezes nesse evangelho (em 1.20 não é titulo messiânico). Filho de Abraão. Como Mateus escrevia aos judeus, era importante identificar Jesus dessa maneira. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 a Judá e seus irmãos. Mateus faz referência aos outros filhos de Jacó, talvez com a intenção de relembrar aos judeus de outras tribos que Jesus, da tribo de Judá, era salvador deles também. CBASD, vol. 5, p. 279.

8 Jorão gerou. Mateus apresenta Jorão como pai de Uzias, mas fica claro, em conformidade com 2Cr 21.4-26.23, que também aqui várias gerações foram subentendidas (Acazias, Joás, Amazias); subentende-se também que “gerou” é usado no sentido de “foi antepassado de”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Essa omissão dificilmente foi acidental, pois a genealogia original, apresentada repetidas vezes no AT, era bem conhecida. CBASD, vol. 5, p. 281.

11 Josias gerou. Josias é classificado como pai de Jeconias (i.e., Joaquim), ao passo que era, na realidade, pai de Jeoiaquim e avô de Joaquim. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 José, marido de. Com cuidado, Mateus evita afirmar que José “gerou” a Jesus. A relação entre José e Jesus não era de pai e filho de sua esposa. O termo “gerou” que une todas as gerações até esse ponto desaparece, e com isso Mateus enfatiza o nascimento virginal. CBASD, vol. 5, p. 283.

Nessa genealogia, Mateus demonstra que, embora Jesus não fosse filho físico de José, é juridicamente filho, e, portanto, descendente de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Maria. Do Gr. Maria, Mariamna LXX, do heb Miryam. Como José, Maria era da casa de Davi (DTN, 44; cf At 2:30; 3:23; Rm 1:3; 2Tm 2:8), pois só por meio dela Jesus podia ser descendente, segunda a carne, da linhagem de Davi (Rm 1:3; cf Sl 132:11). … Sem dúvida Maria foi escolhida em primeiro lugar porque, no tempo apontado (Dn 9:24-27; Mc 1:15; Gl 4:4), seu caráter refletia com mais perfeição os ideais divinos de maternidade do que a que qualquer outra filha de Davi. Ela pertencia à seleta minoria que “esperava a consolação de Israel” (Lc 2:25, 38; Mc 15:43; cf Hb 9:28). Foi essa esperança que purificou sua vida (cf 1Jo 3:3) e a qualificou para seu papel sagrado (PP, 308; PR, 245; DTN, 69). Toda mãe entre o povo de Deus hoje pode cooperar com o Céu como fez Maria (DTN 512), e pode, em certo sentido, consagrar seus filhos a Deus. CBASD, vol. 5, p. 283.

da qual. Como em português, no original grego essa expressão está no feminino singular, tornando “Maria” o antecedente e excluindo José como o pai natural de Jesus. Mas, ao se casar com Maria, José se tornou o pai legal, embora não literal, de Jesus (ver Mt 13:55). CBASD, vol. 5, p. 283.

17 catorze gerações […] catorze […] catorze. Essas divisões refletem duas características de Mateus: 1) predileção indisfarçada por números e 2) preocupação com uma disposição sistemática. O número 14 pode ter sido escolhido por representar duas vezes 7 (o número da perfeição) e/ou por ser o valor numérico do nome de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

No AT, há listas abreviadas como, por exemplo, as de Esdras (ver com. de Ed 7:1, 5). Mas é evidente que essa genealogia abreviada foi considerada prova suficiente de que Esdras era descendente de Arão, num tempo em que foi negado a outros entrar para o sacerdócio porque não poderiam dar prova aceitável de sua linhagem (Ed 2:62; Ne 7:64). … A divisão da genealogia de Jesus em três no livro de Mateus é historicamente sólida, pois cada divisão constitui um período distinto na história judaica. No primeiro, de Abraão a Davi, a nação hebraica era essencialmente patriarcal; durante o segundo, era monárquica; e no terceiro, os judeus passaram pelo domínio de nações estrangeiras. CBASD, vol. 5, p. 283, 284.

Mateus usa diferentes técnicas para convencer seus leitores (que somente as perceberiam se fossem judeus) que Jesus é o Messias-Rei na linha de Davi. Ele faz isso genealogicamente e teologicamente. Andrews Study Bible.

18 o nascimento. Mateus menciona apenas algumas circunstâncias que envolveram o nascimento de Jesus, o necessário para mostrar que Sua primeira vinda era o cumprimento das profecias do AT (ver v. 22). Em harmonia com o propósito de seu evangelho, Mateus, em contraste com Marcos e Lucas, omitiu muito do que poderia nos interessar sobre a vida de Jesus, a fim de que pudesse se concentrar nos ensinos do Mestre (ver p. 178, 179). CBASD, vol. 5, p. 284.

Maria, Sua mãe. Jesus nasceu “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3). Maria necessitava tanto da salvação de seus pecados como qualquer outro filho ou filha de Adão (Rm 3:10, 223). Há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). CBASD, vol. 5, p. 284.

Desposada (ARA; prometida em casamento, NVI). Isto é, noiva ou comprometida com ele. … Parece que José era viúvo quando se casou com Maria. Ele tinha pelo menos outros seis filhos (Mt 12:46; 13:55, 56; Mc 6:3; DTN 90, 321; são mencionados quatro irmãos e um número não especificado de irmãs), todos provavelmente mais velhos que Jesus (DTN, 86, 87; ver com. de Mt. 1:25). CBASD, vol. 5, p. 284.

Não havia relações sexuais durante o noivado judaico, mas era um relacionamento muito mais definitivo do que um noivado de hoje, só podendo ser rompido mediante o divórcio (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

grávida pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é representado como o agente por meio do qual o poder divino criador e doador da vida é exercido (cf. Gn 1:2; Jó 33:4; Jo 3:3-8; Rm 8:11; etc.). O papel do Espírito Santo no nascimento de Jesus está mais claro no evangelho de Lucas do que no de Mateus (Lc 1:35). Foi por meio do Espírito Santo que “o Verbo se fez carne” (Jo 1:14) e que o Filho de Maria pôde ser chamado de “Filho de Deus” (ver com. de Lc 1:35). Numa tentativa de não aceitar Jesus como o Messias, os judeus diziam que Ele era um filho ilegítimo (Jo 8:41; 9:29). Mas é digno de nota que os maiores eruditos judeus hoje reconhecem isso como pura invenção. Joseph Klausner, por exemplo, diz que “não há fundamento histórico para a tradição de que Jesus era filho ilegítimo” (Jesus of Nazareth, 36). A encarnação de Jesus é um milagre insondável. … Porém, o mistério da encarnação não é maior que o mistério do amor que a originou (Jo 3:16; Rm 5:8; Gl 2:20; 1Jo 4:9). O “mistério da piedade” é o grande mistério de todos os tempos (1Tm 3:16; ver com. de Fp 2:7, 8; ver Nota Adicional a João 1). CBASD, vol. 5, p. 285.

19 De acordo com o costume dos judeus daquele tempo, os que iam casar firmavam primeiro um contrato de casamento, que só podia ser desmanchado pelo divórcio. Bíblia da Família. SBB.

justo. Para os judeus, significava ser zeloso na guarda da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr. dikaios, que pode descrever alguém correto, como observador de regras e costumes, ou justo, em harmonia com o que é certo. No NT, dikaios é usado no sentido amplo de harmonia com o padrão divino. … Do ponto de vista judaico, um homem “justo” era um observador rigoroso das leis de Moisés e das tradições rabínicas. Como resultado, José pode ter questionado se seria moralmente correto se casar com alguém que aparentava ser adúltera. CBASD, vol. 5, p. 285.

anular o casamento secretamente (NVI. ARA: deixá-la secretamente). Assinaria os documentos jurídicos necessários, mas não a submeteria ao julgamento público e ao apedrejamento (v. Dt 22.23,24). Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 não temas. Ele não devia hesitar ou questionar a virtude de Maria. Como um homem “justo” (v. 19), José não precisava temer que ao tomar para si Maria ele estivesse se desviando do que era correto. Na verdade, Deus requeria esse ato de fé. CBASD, vol. 5, p. 286.

receber Maria como sua esposa. Tinham mútua obrigação segundo a lei, mas ainda não conviviam como marido e mulher. Bíblia de Estudo NVI Vida.

e lhe porás o nome. José teria o privilégio de dar o nome a seu “Filho”, ato que em geral se considerava prerrogativa do pai (ver Lc 1:59-63). Maria também participaria (Lc 1:31). Os nomes das crianças judias eram oficialmente dados uma semana após o nascimento, no oitavo dia, quando se realizava o rito da circuncisão (Lc 2:21). CBASD, vol. 5, p. 286.

dos pecados deles. Ele veio para nos salvar de nossos pecados, não nos nossos pecados. Ele veio não só para nos salvar de pecados realmente cometidos, mas de nossas tendências em potencial que conduzem ao pecado (Rm 7:5-23; 1Jo 1:7-9). … Cristo não veio para salvar Seu povo do poder de Roma, como os judeus ansiavam, mas do poder de um inimigo muito maior. Ele não veio para restaurar o reino a Israel (At 1:6), mas para restaurar o domínio de Deus no coração humano (Lc 17:20, 21). Cristo não veio em primeiro lugar para salvar as pessoas da pobreza e injustiça social (Lc 12:13-15), como muito defensores do evangelho social afirmam, mas do pecado, a causa fundamental da pobreza e da injustiça. CBASD, vol. 5, p. 286.

22 para que se cumprisse. Doze vezes Mateus refere-se ao cumprimento do AT, i.e., de fatos dos tempos do NT profetizados no AT – testemunho poderoso da origem divina das Escrituras e da exatidão delas nos mínimos detalhes. Nos cumprimentos vemos, ainda, a intenção do autor de vincular o seu evangelho ao AT.

23 a virgem. Mateus e Lucas, ao escreverem inspiradamente, não teriam relatado a história do nascimento virginal se isso não tivesse sido verdade. Eles sabiam bem como os líderes judeus tinham zombado de Jesus por causa das circunstâncias misteriosas que envolviam Seu nascimento, e que, repetindo esta história, estavam dando aos críticos mais oportunidades para ridicularizar o fato (DTN, 715). CBASD, vol. 5, p. 287.

A primeira de no mínimo 47 citações – na maioria messiânicas – que Mateus extrai do AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Emanuel … Deus conosco. A transliteração grega do heb. ‘Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”. O Filho de Deus não só veio para habitar entre nós, mas também para Se identificar com a família humana … “Emanuel” era mais um título que descrevia a missão de Cristo do que um nome pessoal (cf. Is 9:6, 7; 1Co 10:4). CBASD, vol. 5, p. 288

O Cristo encarnado possuía duas naturezas: Ele era tanto divino (Is 9:6; Mat 28:19; Jo 1:1,14; 8:58; 10:30; Tt 2:13,14; Hb 1:8) quanto humano (Jo 1:14; Fp 2:5-8; Hb 4:14-17). Andrews Study Bible.