Reavivados por Sua Palavra


Lucas 17 – Comentários selecionados by jquimelli
1 de janeiro de 2015, 0:00
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1 escândalos. “Pedras de tropeço”. Aquilo que afasta, do Senhor (cf 17.23; 21.8; Mc 9.43ss; Rm 14.13ss), a um crente menos maduro na fé. Bíblia Shedd.

A palavra grega originalmente designava o alimento colocado na haste de uma armadilha; veio a significar, depois, qualquer coisa que faz tropeçar e cair numa armadilha. Bíblia de Genebra.

10 servos inúteis. Cf iCo 9.16. Deus não é nosso devedor, mesmo quando fazemos tudo quanto Ele pede. O escravo não tem direitos. Bíblia Shedd.

11 pelo meio. Melhor, “entre”, isto é, na divisa da Galileia e Samaria, indo para a Pereia, ou Transjordânia. Bíblia Shedd.

12 A lei exigia que os leprosos ficassem longe das pessoas sadias (Lv 13.46); estes leprosos chegaram tão perto quanto possível e gritaram com estardalhaço. Bíblia de Genebra.

18 estrangeiro. Os nove ingratos leprosos representam a maioria do povo judaico diante da missão e a mensagem de Cristo. O samaritano é como uma amostra do acontecimento da antecipada aceitação do evangelho pelos não-judeus. Bíblia Shedd.

O fato de ser ele um samaritano torna tudo mais interessante, pois não se esperaria que ele mostrasse gratidão a um judeu que o curou. Bíblia de Genebra.

19 a tua fé te salvou. “Salvar” tem um duplo significado, de curar e redimir. Fé não é obra meritória mas graça recebida, e portanto motivo de gratidão. Bíblia Shedd.

20-37 Jesus ensina sobre Sua Segunda Vinda. Bíblia de Genebra. 

21 o reino de Deus está dentro de vós. Através do ministério de Jesus, o reino de Deus já está presente nos corações de Seus seguidores. Andrews Study Bible.

Isto é, o reino está presente como uma realidade interior, uma coisa escondida no coração das pessoas (cf. Rm 14.17). Bíblia de Genebra.

23-25 Ainda que alguns procurem falsos messias (21.8-9), a vinda final de Cristo será tão pública que todos saberão. Bíblia de Genebra.

24 como o relâmpago. De forma diferente aos falsos messias que tem aparecido desde os tempos de Jesus, a Volta de Jesus será súbita e amplamente visível (21.27; Ap 1:7). Andrews Study Bible. 

Sua vinda será repentina, inesperada e pública (cf 12.40). Bíblia de Estudo NVI Vida.

27-29 comiam… A ênfase deste trecho não recai sobre a pecaminosidade, mas sobre a indiferença relativa às coisas espirituais e ao juízo. Bíblia Shedd.

As pessoas nos dias de Noé e de Ló levavam uma vida normal neste mundo (Jesus não fala de seus pecados) e negligenciaram sua espiritualidade. Bíblia de Genebra.

30 Filho do Homem for revelado. Na segunda vinda, Jesus estrá claramente visível a todos (1Co 1.7; 2Ts 1.7; 1Pe 1.7, 13; 4.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

32 A esposa de Ló esteve bem perto do livramento, porém, ao olhar para trás, perdeu-se. Bíblia de Genebra.

33 Quem quiser preservar a sua vida perde-la-á. Jesus repete o ensino de 9.24 de que a vida egoísta e de auto-afirmação significa morte espiritual. Bíblia de Genebra.

34-35 Uma estreita proximidade com algumas pessoas salvas não ajudará no dia da vinda de Cristo. Bíblia de Genebra.

A escolha de estar pronto para a Volta de Cristo é uma decisão que deve ser tomada por cada um, individualmente. Os versos 34-36 não estão falando de um arrebatamento secreto porque, de acordo com o v. 24, a Vinda de Jesus será um evento público. Será então que os anjos reunirão Seu povo dos quatro cantos da terra (Mt 24.31). Andrews Study Bible.

37 Onde, Senhor? (NKJV). Os discípulos queriam saber em qual lugar o Filho do Homem viria (ver v. 24). O provérbio sugere que ele será tão óbvio quanto o ajuntamento de abutres em volta de um animal morto. Andrews Study Bible.

“Assim como o ajuntamento de abutres indica que existe perto uma carcaça, então estes sinais indicam que o fim está próximo”. New Living Translation [de Lc 17:37].



Marcos 4 by Jobson Santos
3 de dezembro de 2014, 1:00
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Comentário devocional

Em Marcos 4 encontramos quatro parábolas. Elas ilustram um importante princípio do reino de Deus, que é o crescimento. 

Na parábola do semeador a semente que caiu em boa terra “deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um” (versículo 8, ARA), mostrando que mesmo bons corações reagem de modo diferente à Palavra de Deus, produzindo menor ou maior fruto. 

A parábola da lâmpada inclui a seguinte observações: “Pois ao que tem se lhe dará…” (Verso 25). Esta é uma bênção à semente que se transforma em um semeador. 

Nas parábolas restantes, da semente e da semente de mostarda, o foco também está no crescimento. A semente que é espalhada cresce em estágios até que esteja madura. O reino de Deus é como uma pequena semente de mostarda que “uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra” (versículo 32). O amadurecimento da Palavra no coração do crente o transforma, cada vez mais, à semelhança do Eterno, para benefício daqueles que estão ao seu redor. 

Estes pensamentos se completam com o reconhecimento da grande necessidade de que aqueles que receberam a Palavra de Deus passem a ser também “trabalhadores para a Sua seara”, pois “a colheita é grande” (Mt 9:37-38). Há vários anos, eu perguntei ao líder da obra adventista no Peru o que a igreja estava fazendo com os novos convertidos. Eu sabia que não havia suficientes prédios de igrejas ou ministros para servi-los. “É simples”, disse ele. “Quando alguém é batizado, lhe pedimos para ir e encontrar outras vinte pessoas que precisam saber acerca do evangelho”. Isto é exatamente o que Jesus nos pediu para fazer. Ele afirmou “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo” (Mateus 24:14), e nos comissionou “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). 

Decidamos ajudar o reino de Deus a crescer utilizando todas as oportunidades de compartilhar o evangelho com os outros. 

David Smith 
Pastor da Igreja da University Collegedale, 
Tennessee, EUA 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/4/
Traduzido por JDS/JAQ 
Texto bíblico: Marcos 4 
 Comentário em áudio



Mateus 13 – Comentários selecionados by jquimelli
14 de novembro de 2014, 0:00
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1. Naquele mesmo dia. Os eventos registrados em Mateus 8:18 a 27 se deram ao final desse mesmo dia … Embora não haja provas de que, nesse dia, Jesus estivesse mais ocupado do que nos demais, o registro completo dele ganhou o nome de “o dia cheio”. Foi um desses dias comuns em que Jesus mal tinha tempo para comer ou descansar. Andrews Study Bible. 

3 parábolas. Nossa palavra “parábola” provém do grego parabole, que significa “disposição lado a lado” – portanto, comparação ou ilustração. … Os evangelhos sinóticos [“semelhantes”, Mt, Mc e Lc] contém cerca de 30 dessas histórias. O evangelho de João não contém parábolas, mas emprega outras figuras de linguagem. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Embora o termo “parábola” possa ter uma ampla gama de significados, as “parábolas” de Jesus são um ensino distintivo feito por meio de breves comparações ou narrativas. Em geral elas tem um ponto ou ideia central. A maior parte das parábolas de jesus é clara, mas contém também uma profundidade de sentido, que somente quem tem um correto relacionamento com Jesus pode compreender. É só aos discípulos que Jesus dá a interpretação da parábola do semeador (vs 18-23) e da parábola do joio (vs. 36-43). Ao ímpio falta a compreensão deste mais profundo significado, porque ele não mantém com Deus um relacionamento apropriado, e este fato obscurece seus pensamentos e seus corações (Rm 1.21). Bíblia de Genebra.

O uso de parábolas era amplamente à época de Jesus, especialmente pelos rabis. Andrews Study Bible.  

à beira. Por causa da superfície dura do caminho, a semente fica exposta e não tem sequer a chance de germinar. Os ouvintes da beira do caminho são superficiais, sobre os quais a verdade do evangelho não tem efeito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 423.

5 terreno pedregoso (NVI. Rochoso, ARA). Não terreno coberto de pequenas pedras, mas área de rocha maciça com fina camada de terra. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A semente do evangelho que cai no coração de ouvintes representados pelo solo rochoso encontra terra suficiente para germinar, mas de pouca profundidade e, com isso, o efeito do evangelho é no máximo superficial. O evangelho toca as emoções dessas pessoas, que reagem a ele prontamente, mas essa impressão passa da mesma forma que as instáveis emoções que as causaram. … Não estão dispostos a encarar o fato de que seus hábitos devem ser mudados. … a única esperança para os ouvintes de solo pedregoso é nascer de novo (PJ, 48). CBASD, vol. 5, p. 423, 424.

7 espinhos. Em Lucas, Jesus define os espinhos da vida do cristão como os”cuidados, riquezas e deleites da vida” (Lc 8:14; cf. Mt 13:22). … Tais pessoas se tornam tão atraídas por este mundo que não têm tempo de se preparar para a eternidade. … Os ouvintes do solo espinhoso precisam de uma transformação moral. CBASD, vol. 5, p. 424.

8 deu fruto. O fruto do Espírito manifestado exteriormente é evidência de uma experiência cristã saudável. … O cristão de êxito não depende de circunstâncias; ele persevera até o fim (ver Mt 24:13). CBASD, vol. 5, p. 424.11

a vós outros … mas àqueles. os “mistérios” do reino são coisas que foram indicadas, de um modo velado, no Antigo testamento, mas agora são tornadas claras aos discípulos, com a vinda do Rei. Bíblia de Genebra.

mistérios. Conhecimentos mais profundos sobre as verdades espirituais. Bíblia Shedd.

13 porque, vendo. em Mateus, as parábolas de Jesus são apresentadas em resposta à descrença e à incapacidade do povo de entender. Bíblia de Genebra.

15 para não suceder que. Não era a vontade de Deus que alguém estivesse nessa condição, nem que não pudesse entender e ser convertido. A condição dos líderes judeus foi resultado natural de sua própria conduta e modo de vida. … Na verdade, foi Satanás que “cegou o entendimento dos incrédulos” (ver 2Co 4:4). Não é a luz do Céu que cega o ser humano, mas sim as trevas (ver 1Jo 2:11). CBASD, vol. 5, p. 426.

23 é o que ouve a palavra e a compreende. Há em última análise, só duas espécies de terreno: aquele que genuinamente recebe a palavra para produzir fruto e aquele que não a recebe. Bíblia de Genebra.

25 joio. O joio é uma planta que se confunde com o trigo, crescendo juntamente com ele, e só se distingue quando vem a época da ceifa, quando então o trigo revela o seu valor, produzindo cereal comestível. Bíblia Shedd.

Esta parábola é exclusiva de Mateus e ilustra o caráter misto da igreja. … rejeita as restrições dos essênios que separavam os justos dos injustos em suas comunidades. Andrews Study Bible.

31, 32 semelhante a um grão de mostarda … a menor … a maior.  O grão de mostarda não é a menor semente conhecida hoje, mas era a menor que os agricultores e jardineiros da Palestina semeavam, e em condições favoráveis a planta podia alcançar uns 3m de altura. Bíblia de Estudo NVI Vida.
As coisas de Deus podem parecer pequenas no mundo, contudo tem grande resultados. Certamente o reino de Deus, naquele ponto da história, parecia ser nada em comparação com Roma; contudo, ele provaria ser muito maior. Bíblia de Genebra.
32 seus ramos. Provável alusão a Dn 4.21. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A figura de uma árvore com pássaros se aninhando em seus ramos lembra Ez 17.23, onde os pássaros representam as nações gentílicas refugiando-se no Messias, e participando das bênçãos da aliança. Bíblia de Genebra.

33 Na Bíblia, o fermento em geral simboliza o perverso ou impuro. Aqui, no entanto,, é símbolo de crescimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esta parábola enfatiza o poder transformador invisível do evangelho, especialmente na vida particular dos discípulo totalmente entregue a seu mestre, Cristo. Além dessa transformação individual, possivelmente, Jesus aponta para a influência do evangelho que, silenciosamente e com poder, muda a sociedade e a cultura (ou governo, no caso em que os cristãos decididos existem em suficiente proporção). Bíblia Shedd.

43 resplandecerão como o sol. Uma alusão a Dn 12.3, promessa de restauração futura. Bíblia de Genebra.
44-46 Essas duas parábolas ensinam a mesma verdade: o reino tem tanto valor, que a pessoa deve estar disposta a abrir mão de tudo o que possui para obtê-lo. Jesus não estava ensinando que a pessoa pode comprar o reino com dinheiro ou com boas obras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus, por meio de parábolas, tornou conhecidas as coisas ocultas do reino (v. 35), mas essas coisas permanecem encobertas à maioria das pessoas, que não percebem o seu valor. Porém, como o homem que encontra um tesouro ou o comerciante que negocia com pérolas, aqueles que percebem o valor do reino sacrificarão qualquer coisa para obtê-lo. Bíblia de Genebra.
47-51 A parábola da rede ensina a mesma lição geral da parábola do joio: haverá separação irreversível entre justos e ímpios. A parábola do joio ressalta também que não devemos tentar fazer essa separação agora, pois isso é exclusivamente da alçada do Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.

52 todo escriba. Cristo não se refere aos escribas profissionais, ou mestres, de Seus dias, mas aos discípulos no papel de mestres ou “apóstolos” (ver com. de Mc 3:14). “Todo escriba”, neste caso, significa todo homem ou mulher que ensina os tesouros da Palavra de Deus aos outros. CBASD, vol. 5, p. 432.

versado. Literalmente “que foi feito discípulo”, no sentido de ter recebido uma preparação completa daquilo que um discípulo deve saber e entender. CBASD, vol. 5, p. 432.

coisas novas e coisas velhas. Por “velhas”, Cristo se refere a toda vontade de Deus revelada “outrora […] aos pais, pelos profetas” (Hb 1:1; ver com de Dt 31:9; Pv 3:1). Por “novas”, Ele Se refere a Seus ensinos (ver Hb 1:2; ver com. de Mc 2:22; 7:1-13). É importante observar que, nessa ocasião ou em qualquer outra, Jesus nunca depreciou o valor do AT ou insinuou que, no futuro, ele teria menos força (ver com. de M5 5:17, 18; Lc 24:27, 44; Jo 5:39). O AT não foi invalidado pelo NT, mas ampliado e revitalizado. Ambos foram inspirados por Cristo e estão cheios da verdade para quem a busca com sinceridade. O AT revela a Cristo que viria; o NT revela o Cristo que veio. O AT e o NT não se excluem mutuamente nem se opõem um ao outro, como o arqui-inimigo de ambos tem persuadido alguns cristãos a acreditar. Eles se complementam. CBASD, vol. 5, p. 432.

55 filho do carpinteiro. A palavra grega traduzida por “carpinteiro” pode também significar “pedreiro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

é também um termo geral para significar qualquer artífice ou trabalhador. José pode ter trabalhado com madeira ou pedra. Bíblia de Genebra.
58 a recusa de Jesus em operar muitos milagres em Nazaré não foi porque ele necessitasse de fé por parte do povo para dar-lhe poder, mas porque os milagres são de pouco valor para aqueles que não tem fé (cf 1Co 13.2). Bíblia de Genebra.


Mateus 5 by jquimelli

Comentário devocional:

Quando foi a última vez que você experimentou alegria real? O que lhe traz a verdadeira felicidade?

Jesus começa o Sermão do Monte com uma lista de como obter a felicidade. Tente ler estes versos substituindo a palavra “bem-aventurado” pela palavra “feliz”.

Agora, como alguém pode ser feliz, se está chorando? Se é pobre? Não parece fazer sentido.

O Sermão do Monte de Jesus foi verdadeiramente radical. Quando Jesus pronunciou estas palavras, Ele virou de cabeça para baixo os conceitos do mundo político e social do Império Romano e da elite religiosa judaica. Este sermão, que ocupa os capítulos cinco, seis e sete no Evangelho de Mateus, bem poderia ser chamado de “Manifesto do Reino de Jesus”, as intenções de Seu governo. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “Estas são as bases do Reino dos céus que veio a este mundo”.

Em Suas declarações sobre o reino Jesus apresenta conceitos que parecem contradizer a natureza humana. Mas é exatamente por isso que este sermão é tão poderoso e tão transformador. Ele toca os cantos mais profundos de nossas vidas.

Em Jesus até mesmo nossas dores, tristezas e maus tratos podem ser transformados pela alegria de tê-Lo conosco. Talvez os melhores exemplos disso são as vidas dos Seus seguidores. Quando Paulo e Silas foram severamente espancados e jogados na prisão, eles cantaram, oraram e louvaram a Deus (Atos 16:23-25). A única explicação para a alegria deles era Jesus em seus corações. Eles entenderam o verdadeiro significado do Reino de Deus, que pode ser experimentado mesmo aqui na terra. É uma alegria que nasce da total dependência dEle e da plena fé nEle.

Hoje, o Sermão do Monte é considerado a mais bela declaração do cristianismo, mas é muito difícil de se colocar em prática. Não é de admirar que Gandhi em sua famosa palestra no Ceilão em 1927 tenha dito: “Muito do que é apresentado como cristianismo na verdade é uma negação do Sermão do Monte.” Em outras palavras, é uma negação do que Jesus disse a respeito do modo como devemos viver.

Leia Mateus 5 novamente e pense em como você pode viver esse sermão em sua vida hoje.

Oleg Kostyuk
Hope Channel

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 5 

Comentário em áudio 



Mateus 5 – Comentários selecionados by jquimelli

 

1 multidões. Ao que tudo indica, essas multidões eram as “numerosas multidões” de Mateus 4:25 que seguiam Jesus depois de Sua primeira viagem missionária pelas cidades e vilas da Galileia. O Sermão do Monte foi feito provavelmente no fim do verão (MDC, 2, 45) do ano 29 d.C., por volta da metade de Seus três anos e meio de ministério. … o Sermão do Monte é a o mesmo tempo o discurso inaugural de Cristo como Rei do reino da graça e também a constituição do reino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 333.

monte. Mateus continua a traçar paralelos entre Cristo e Moisés. Andrews Study Bible.

O monte no qual Cristo proferiu o Sermão do Monte é chamado de “Sinai do Novo Testamento”, visto que ele é para a igreja cristã o que o monte Sinai foi para a nação judaica. CBASD, vol. 5, p. 333.

O conteúdo deste sermão é semelhante ao sermão da planície, registrado em Lc 6. Bíblia de Genebra.

Apesar de algumas diferenças no relato do sermão e sobre as circunstâncias de seus ouvintes, … não se pode questionar o fato de que esses dois relatos se refiram à mesma ocasião. … os relatos não são excludentes, mas complementares. … Várias outras partes do Sermão do Monte apresentadas em mateus ocorrem em pontos diferentes do evangelho de Lucas, sem dúvida porque Cristo repetiu esses pensamentos em ocasiões posteriores. O Sermão do Monte apresenta um contraste notável entre o cristianismo e o judaísmo da época de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 334.

discípulos. Lit., “alunos”. … pode ter sido empregado aqui em sentido mais amplo, não se referindo somente aos doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3-12 bem-aventurados. gr. makarios. Bíblia Shedd.

A palavra significa mais que “feliz”, porque a felicidade é um sentimento que muitas vezes depende das circunstâncias externas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Nas primeiras palavras do Sermão do Monte, Cristo enfatiza o desejo supremo de todo coração humano: felicidade. Esse desejo foi implantado no ser humano pelo próprio Criador e, originalmente, tinha o propósito de levá-lo a encontrar verdadeira felicidade por meio da cooperação com o Deus que o criou. O pecado acontece quando o ser humano tenta alcançar a felicidade como um fim em si mesma, sem considerar a obediência a Deus. … A felicidade está no coração daqueles que estão em paz com Deus (cf Rm 5:1) e com seu próximo (cf. Mq 6:8), que caminham de acordo com os dois grandes mandamentos da lei de amor (ver Mt 22:37-40). CBASD, vol. 5, p. 335.

Inclui bem-estar espiritual, tendo a aprovação de Deus e, assim, um destino mais feliz (Sl 1). Bíblia de Genebra.

Se as bem-aventuranças forem divididas em dez (uma para cada verso), elas podem ser divididas de modo similar às duas tábuas a lei dada no Monte Sinai: as primeiras quatro tratam do relacionamento do homem com Deus e as seis últimas do relacionamento do homem com seus semelhantes. Andrews Study Bible.


3 pobres “em” espírito (NVI). Os pobres “em espírito” podem se referir a todos que dependem de Deus, não importa seu status social ou econômico. Andrews Study Bible.

…[O termo] se refere àqueles que são extremamente pobres no sentido espiritual e sentem necessidade daquilo que o reino dos céus tem a lhes oferecer (cf. At 3:6; ver com. de Is 55:1). CBASD, vol. 5, p. 336.

Reino dos céus. Os judeus imaginavam que o reino dos déus se baseava na força que obrigaria as nações da terra a se submeterem a Israel. Mas o reino que Cristo veio estabelecer começa no coração do ser humano, permeia a vida e transborda para o coração de outras pessoas 

O reino não é algo merecido por serviços prestados. É mais uma dádiva que uma recompensa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 mansos. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus. Nosso modelo de mansidão é Deus. Bíblia de Genebra.

13 sal. O sal era utilizado para dar sabor e preservar (em uma sociedade sem refrigeração). A metáfora é um chamado evangelístico para se misturar com o mundo e transformá-lo. Andrews Study Bible.

Os depósitos de sal, ao longo do mar Morto, contêm não só o cloreto de sódio, mas uma variedade de outros minerais também. Este sal pode tornar-se sem utilidade quando a chuva lava sua salinidade, tornando-o insípido no correr dos anos. Bíblia de Genebra.

17 lei … profetas. Os cinco primeiros livros do AT e todos os demais da Escritura hebraica. Jesus não está fazendo distinção entre as leis cerimoniais, civis e morais. Ele está aqui confirmando toda a vontade de Deus registrada nas Escrituras hebraicas e mostrando sua continuidade. E mais, Ele as cumpre. Andrews Study Bible.

cumprir. Jesus cumpriu a lei no sentido de dar a ela seu significado pleno. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 escribas e fariseus. Eles eram exatos e escrupulosos em seguir as 613 leis encontradas na Torah. Mas a justiça que Jesus exigia estava acima das particularidades externas da lei. Ia ao cerne da intenção. Jesus dá seis exemplos nos vv. 21-48. Andrews Study Bible.

21-48. As questões abordadas nestes versos foram chamadas tradicionalmente de “as seis antíteses” (ou declarações por contraste), porque cada uma se inicia com “Vocês tem escutado o que foi dito… mas Eu digo a vocês“. Jesus toma um ensino ou entendimento de uma passagem da Escritura e lhe dá um entendimento mais profundo, completo e cristão.  Andrews Study Bible.

22 inferno de fogo. Literalmente, “o geena [gr. geena] de fogo”, ou “o inferno de fogo”. Geena, inferno, é uma transliteração do heb. ge’ ben hinnom,  “vale de Hinom” ou “vale do Filho de Hinom” (Js 15:8). Esse vale está ao sul e a oeste de Jerusalém e se encontra com o vale de Cedrom ao sul da Cidade de Davi e do tanque de Siloé (ver com. de Jr 19:2). O ímpio rei Acaz (ver vol. 2, p. 70) parece ter introduzido o rito pagão bárbaro de queimar crianças a Moloque num lugar chamado Tofete, no vale de Hinm (2Cr 28:3; cf. PR, 57), no tempo de Isaías … Manassés, neto de Acaz, retomou essa prática (2Cr 33:1, 6; cf. Jr 32:35). … Como punição por essa e outras maldades, Deus advertiu Seu povo de que o vale de Hinom um dia se tornaria “o vale da Matança” para os cadáveres deste povo” (Jr 7:32, 33; 19:6; cf. Is 30:33). Da mesma forma, o fogo de Hinom se tornou símbolo do último grande dia de juízo e punição dos ímpios (cf. Is 66:24). No pensamento escatológico judaico, derivado em parte da filosofia grega, geena era o lugar onde as almas dos pagãos eram mantidas sob punição até o dia do juízo final e das recompensas. A tradição que diz que o vale de Geena era um lugar onde se queimava lixo e, portanto, um símbolo do fogo do último dia, parece ter se originado com o Rabbi Kimchi, um erudito judeu dos séculos 12 e 13. CBASD, vol. 5, p. 347,

27, 28 não adulterarás. Adulterar, para o judeu, observando-se a letra de Êx 20.14, seria deitar-se com a mulher do seu próximo. Para Jesus, é isto e ainda algo mais. Bíblia Shedd.

31-32 divórcio. Duas escolas rabínicas tinham interpretações diferentes para Dt 24:1, quanto ao divórcio: Hillel o permitia para qualquer motivo; Shammai o permitia apenas por adultério. Jesus está mais próximo ao pensamento de Shammai. … Além disso, Ele corrige o mau uso da passagem bíblica acentuando a importância e permanência do matrimônio.  Andrews Study Bible.

34 de modo algum jureis. Jesus está se referindo a um legalismo estreito e enganador, que exige um juramento específico para obrigar o cumprimento daquilo que foi falado. A implicação de uma tal abordagem com relação à honestidade, é que só necessitamos ser verdadeiros sob juramento.  Bíblia de Genebra.

38-42. Jesus está ensinando um pacifismo ativo. Ele rejeita vingança violenta e retaliação.  Andrews Study Bible.

40. túnica … capa. A túnica era uma roupa interna, e a capa, uma roupa solta, externa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 se alguém te obrigar. A possibilidade de um soldado romano coagir uma pessoa a servir como guia ou transportador de carga era real. Mesmo se compelido por força a fazer alguma coisa por alguém, a pessoa pode demonstrar liberdade para fazer voluntariamente mais do que foi exigido, ao invés de fazer o serviço de má vontade.  Bíblia de Genebra.

42 Provavelmente, não uma referência de dar a todos os que pedirem, mas uma referência específica aos pobres (cf. Dt 15.7-11; Sl 112.5, 9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

43 odeie o seu inimigo. …o ódio para com os inimigos era parte aceitável na ética judaica da época. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Isto não está no Antigo Testamento, mas era uma falsa conclusão derivada do ensino dos escribas, inferido da estreita compreensão daquilo que significava “próximo”, que para eles era simplesmente um outro judeu. Jesus mostra que a verdadeira intenção de Lv 19.18 é incluir até os inimigos (Lc 10.29-37). Bíblia de Genebra.

Esta expressão pertence à tradição popular dos judeus, à época. Bíblia Shedd.


Nota: Infelizmente, por questões práticas de tempo disponível e espaço, tivemos que restringir a compilação dos excelentes comentários do Comentário Bíblico Adventista, vol 5, que apresenta 22 páginas sobre o cap. 5, o qual em muito recomendamos.



Mateus 3 by jquimelli
4 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: arrependimento, batismo | Tags: , ,

Comentário devocional:

Todos os quatro Evangelhos dedicam uma atenção especial a uma pessoa específica, além de Jesus. Uma das pessoas mais mal compreendidas no Novo Testamento, mas que teve uma profunda influência sobre Jesus e o Cristianismo. Seu nome era João Batista.

Toda a história de Jesus e do cristianismo começa a partir do momento em que João batiza Jesus. Josefo, historiador judeu do 1º século, descreve João Batista como uma figura profética tão significativa que adquiriu muitos e animados seguidores. Na verdade, ele se tornou tão influente que representava uma ameaça séria para os líderes políticos da época.

O próprio Jesus disse em Mateus 11:11: “Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista” (NVI). Mas, entre os cristãos, há uma tendência a subestimar João como não mais que um mensageiro do Messias.

O  que João Batista tinha de tão significante que levou tantas pessoas a se tornarem suas seguidoras? A resposta a esta questão reside na mensagem de João Batista: ““Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (v. 2).

Esta mensagem era dirigida àqueles que pensavam que seria salvos somente por pertencerem à nação judaica. O conceito de batizar judeus era absolutamente radical. Em suas mentes, eram os gentios que precisavam ser batizados, não os judeus. Então, por que os judeus vinham para serem batizados?

A resposta é que muitos sentiam que seus rituais e observâncias externas não lhes traziam a paz de um coração purificado pelos céus. Assim, o batismo para eles era um ato simbólico e eficaz de lavar as suas impurezas.

Deste modo, o ministério de João é um exemplo para todos os cristãos. Afinal, o próprio Jesus foi batizado, não porque Ele precisava, mas como um exemplo para nós. O batismo é mais do que um ritual simbólico; é uma confissão pública de fé e compromisso com Cristo e Sua igreja. Ele simboliza uma verdadeira mudança de vida.

Se ainda não fomos batizados, façamos planos de demonstrar publicamente nossa fé e devoção a Jesus através dessa cerimônia. E quer sejamos novos ou antigos cristãos, aceitemos a mensagem de João Batista e vivamos uma vida que evidencie o verdadeiro arrependimento.

Oleg Kostyuk
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Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 3 

Comentário em áudio 



Naum 2 by jquimelli
5 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: confiança em Deus, cuidado de Deus, paz, profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Como os orgulhosos governantes de Nínive Senaqueribe  e Assurbanipal, um grande número de líderes arrogantes afirmaram que seus reinos durariam para sempre. Nabucodonosor, a “cabeça de ouro” (Dan 2:38), fez para si mesmo uma estátua inteiramente coberta de ouro (Dan 3:1), proclamando que seu reino não teria fim. Hitler declarou que seu Terceiro Reich duraria mil anos, mas este durou apenas mil dias, e trouxe enorme sofrimento e inúmeras morte para o mundo. Khrushchev prometeu “enterrar o Cristianismo”, mas em vez disso foi enterrado em uma cova bastante comum.

As profecias de Naum sobre a destruição de Nínive e do poder assírio tem também uma aplicação secundária, descrevendo o fim de todos os reinos da terra, cidades e riqueza. Eles vão ficar devastados, destruídos, desolados (Naum 2:10) durante o período de mil anos  após a Segunda Vinda de Cristo. 

É surpreendente como os homens confiam em alianças, poder militar e riqueza para a segurança! No entanto, em tudo isso, eles exibem uma sensação de insegurança e erguem torres de Babel para se protegerem, ignorando Aquele que lhes deu a inteligência e a força para realizar grandes coisas (Deut 8:11-20). 

Quando os homens confiam em conquistas, falsos deuses, governos, força militar, riquezas ou tecnologia a fim de alcançarem “paz e segurança”, ao invés de buscarem ao Senhor, para eles vem a advertência: “…a destruição virá sobre eles de repente, … ; e de modo nenhum escaparão” (I Tess 5: 3 NVI).

A paz e a segurança originam-se no Senhor e vem de conhecer e confiar no Criador. Seu maior interesse é pelo nosso bem estar. Lancemos todos os nossos cuidados sobre Ele, porque Ele cuida de nós (I Pedro 5: 7).

Gary Councell
Capelão aposentado do Exército dos EUA


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/nah/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Naum 2 

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