Reavivados por Sua Palavra


Atos 15 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1-35 Um grupo vindo da Judéia chega a Antioquia e reivindica que a circuncisão é necessária para a salvação. Para resolver a controvérsia resultante, uma delegação é designada para visitar Jerusalém (vv 1-2). … Esta é uma história crucial. O que deve ser exigido dos gentios para que estes se tornem cristãos? Andrews Study Bible.

1 Circuncidardes. Esta exigência prova algo que não fora dito com clareza em outra passagem bíblica. Paulo e Barnabé não exigiam que os conversos gentios fossem circuncidados. Aqui se inicia o relato da primeira grande controvérsia da igreja cristã. Certamente ela surgiria logo que o cristianismo saísse das fronteiras da Palestina. Os primeiros conversos ao cristianismo eram judeus que preservavam a maior parte das práticas e dos preconceitos da religião na qual haviam sido criados. CBASD Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 315.

Não podeis ser salvos. Este era o cerne do problema. A circuncisão não podia ser exigida dos gentios com base na antiguidade do costume nem como condição para se tornar membro da igreja. CBASD, vol. 6, p. 317.

2 Paulo e Barnabé. Os apóstolos estavam no centro da disputa, pois as exigências dos judaizantes representavam uma condenação direta do trabalho que os missionários haviam realizado na Cilicia, Antioquia e em toda a primeira viagem missionária. Mas os dois sabiam que sua obra só poderia ser interpretada como um triunfo da graça de Deus. Eles haviam proclamado a salvação pela fé em Cristo. Então não podiam permanecer em silêncio enquanto os conversos eram levados a crer que a aceitação da graça divina pela fé não era suficiente e que ritos exteriores eram necessários para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 317.

Apóstolos e presbíteros. Pedro, João e Tiago, o irmão do Senhor, estavam em Jerusalém (Gl 2:9,1:19). Juntamente com os presbíteros (At 11:30) e talvez outros apóstolos. Eles pareciam ser os líderes da jovem igreja. O fato de se levar a difícil problemática da circuncisão a um concílio de apóstolos e presbíteros, em Jerusalém, é um precedente significativo para a organização da igreja. CBASD, vol. 6, p. 318.

7 Debate. O que fica evidente na maneira como a questão foi tratada é que o Espírito trabalha com seres humanos e, por meio deles, realiza Sua vontade a despeito de fragilidades e desavenças pessoais. CBASD, vol. 6, p. 319.

10 Puderam suportar. Segundo a intenção divina original, os requisitos cerimoniais da lei de Moisés não eram intoleráveis! Os judeus perderam de vista o real significado dessa lei e a transformaram numa série de cerimônias para tentar garantir a salvação. … a verdadeira natureza do cristianismo não se encontra em formas e cerimônias. A essência do cristianismo é a vida espiritual e a adoração a Deus em espírito e em verdade. O cristianismo devia se libertar das formas, dos rituais e das cerimônias típicas, uma vez que Cristo já era uma realidade viva. Se o sentido básico da decisão do concílio de Jerusalém tivesse sido incorporado plenamente à experiência posterior da igreja, grande parte do erro e da apostasia teria sido evitada. CBASD, vol.6, p. 320, 333.

11 Fomos salvos. A salvação é pela graça (ver Rm 3:21-26; 5:1, 2; 11:5, 6; Ef 2:5, 8). As obras são consequência do recebimento da salvação (Rm 8:4; Ef 2:9, 10; Ef 2:12, 13). CBASD, vol. 6, p. 320.

13-21 Claramente o concílio decide que os gentios não precisam se converter ao judaísmo, obedecendo a todos os aspectos da lei cerimonial – incluindo a circuncisão – para se tornarem cristãos. Andrews Study Bible.

19 Julgo eu. Literalmente, “eu decido”. As palavras de Tiago sugerem que ele exercia autoridade. Mas o que vem em seguida não é um decreto, pois, quando finalmente promulgado, sua autoridade se baseou nos apóstolos e presbíteros (ver E f 16:4). CBASD, vol. 6, p. 322.

20 que se abstenham. Obedecer a estas quatro regras ajudaria gentios e judeus a manterem companheirismo. Duas observações são úteis aqui: 1) Estas proibições se baseiam nas leis que se aplicavam tanto a judeus quanto aos “estrangeiros que habitam entre vocês”, em Lv 17-18. O concílio de Jerusalém parece adotar este modelo do AT, argumentando que obedecer a estas regras ajudaria não-judeus a viver e adorar sem ofender a seus vizinhos judeus. 2) Todos estes quatro itens listados estavam associados a templos pagãos. A abstenção destes quatro itens – e se afastar de templos pagãos – tornaria óbvio que os cristãos gentios haviam deixado a idolatria para adorar o único e verdadeiro Deus. Andrews Study Bible.

22 Toda a igreja. Isto mostra a importância da participação dos membros da igreja nas decisões. Eles opinaram na escolha dos representantes enviados com a carta. Nos séculos seguintes, os leigos passariam a ser excluídos dos concílios oficiais. CBASD, vol. 6, p. 325.

Silas. Conhecido como Silvano nas cartas de Paulo, acompanhou Paulo em sua Segunda viagem missionária (15:40 – 18:2) e foi apontado como coautor das cartas a Tessalonica (1Ts 1:1, 2; 2Ts 1:1). Andrews Study Bible.

28 não vos impor maior encargo. A circuncisão, a apresentação de sacrifício, os ritos de purificação e todos os atos formais que faziam parte da religião judaica ou que foram acrescentados a ela não seriam exigidos dos gentios batizados na igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 333.

29 Coisas sacrificadas a ídolos. Estas palavras dão uma definição mais precisa da advertência de Tiago contra as “contaminações dos ídolos”. CBASD, vol. 6, p. 327.

Destas coisas fareis bem se vos guardardes. Pode surgir a dúvida do porquê de o concílio de Jerusalém não ter especificado que todos os dez mandamentos eram obrigatórios. A resposta é que o concílio não tratava acerca do decálogo. A adoração a Deus, a observância do sábado, a honra aos pais, a permissão de que o próximo viva e desfrute a vida, a honestidade e o contentamento eram fatores tão elementares na vida moral básica do cristianismo que nem necessitariam ser mencionados. Estas não eram as questões que motivariam o concílio. Conforme já destacado, as proibições estavam ligadas a coisas relacionadas aos gentios, que, mesmo após a conversão, precisariam ser alvo de atenção, quer para evitar o pecado aberto, quer para se abster de práticas que traziam discórdias à igreja. Comer sangue ou carne cujo sangue não fora drenado implicava envolver-se em idolatria e fornicação, práticas comuns entre os gentios, nas quais se envolviam sem pensar no quanto eram prejudiciais para o corpo e a mente. Portanto, eles precisavam ser advertidos contra elas, a fim de se absterem. CBASD, vol. 6, p. 333, 334.

Ainda não era chegado o tempo para a proclamação do sentido pleno do ensino de Paulo (Gl 2:2). Ele aceitou a decisão do concílio como uma solução satisfatória do assunto debatido e nunca se referiu depois a suas exigências, nem mesmo ao falar sobre um dos pontos da decisão, isto é, o consumo de alimentos oferecidos a ídolos (1Co 8; 10). Na verdade, seu conselho em relação à comida não estava em total harmonia com a decisão do concílio, embora certamente não seja contrário a seu espírito e sua intenção. Paulo argumenta que não era necessariamente errado comer alimentos oferecidos a ídolos, pois os deuses que os ídolos representavam não existiam. Errado seria deixar de considerar a sensibilidade de outro cristão, que não comia tais coisas e se sentiria incomodado com o outro que o fazia. Tal instrução tenderia a evitar atritos desnecessários entre judeus e cristãos gentios em sua convivência social. Quando Paulo abordava a questão da impureza sexual, algo que ele fez diversas vezes, também não fazia referência ao concílio de Jerusalém, mas ao princípio bíblico básico no qual a decisão do concílio se baseou. Em outras palavras, ele lidou com o problema com base no fato de que o cristão pertence a Deus e todo seu ser se torna um templo habitado pelo Espírito Santo. Diante de tal presença divina, não deve existir a impureza. Logo, a importância do concílio não se faria sentir, em primeiro lugar nas conseqüências ligadas a suas proibições específicas. Em vez disso, a decisão foi significativa ao liberar a igreja cristã gentílica de ritos religiosos realizados como um fim em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 334.

33 Em paz. Esta é a tradução da expressão de despedida comum em hebraico. Não significa que os homens receberam permissão para ir embora calados, mas que as orações da igreja para que tivessem paz os acompanhavam (comparar com Mc 5:34). CBASD, vol. 6, p. 328.

37 Queria. Evidências textuais (cf. p. xvi) favorecem a variante “estava determinado”. Sem dúvida, foi a ligação familiar de Barnabé com João Marcos que o fez querer levar o jovem novamente em uma viagem missionária, a fim de lhe dar a oportunidade de se redimir (ver Cl 4:10). Sem dúvida, ele reconhecia, ao contrário de Paulo, que as circunstâncias desculpavam, pelo menos parcialmente, a recuada anterior de João Marcos (ver com. de At 13:13). Paulo, o ávido e corajoso guerreiro de Cristo, entendia que quem agisse assim, nas palavras do próprio Senhor, não estaria “apto para o reino de Deus” (Lc 9:62) e precisaria de disciplina pelo menos por um período, a fim de se preparar melhor. CBASD, vol. 6, p. 328.

38 Não os acompanhando. Estas palavras sugerem que a queixa de Paulo contra Marcos era que, ao voltar para Jerusalém, ele deixara de cumprir sua parcela de responsabilidade na viagem. CBASD, vol. 6, p. 328.

39 Desavença. Do gr. parxusmos, “irritação”, “raiva aguda”. Deste termo vem a palavra portuguesa “paroxismo”, que significa o auge de uma crise ou de um sentimento. A amizade de longa data selada pelo auxílio que Barnabé dera a Paulo num momento crucial (ver com. de At 9:27) e a realização de uma grande obra em conjunto tornaram dolorosa a separação entre os dois. Esta é a última menção que Atos faz a Barnabé e Marcos. Para a igreja, o resultado foi a realização de duas viagens missionárias, em vez de uma só. Embora os apóstolos tenham diferido sobre quem estava apto a participar da obra, não havia divergência quanto ao trabalho a ser feito em prol do evangelho. Paulo cita o nome de Barnabé em suas epístolas (ICo 9:6; Gl 2:1, 9, 13; Cl 4:10). Ao escrever para os coríntios (ICo 9:6), Paulo afirma que o apóstolo Barnabé dava o mesmo exemplo nobre que ele, labutando com as próprias mãos, sem precisar de auxílio financeiro das igrejas. Em Colossenses 4:10, ele revela que voltou a receber João Marcos como companheiro na obra (Fm 24) e reconheceu que o jovem lhe era “útil para o ministério” (2Tm 4:11). Depois de trabalhar com Barnabé em Chipre, parece que Marcos retornou com Pedro e ficou com ele em Roma (IPe 5:13). Pode ter sido durante essa permanência em Roma que Marcos tenha voltado a trabalhar com Paulo. CBASD, vol. 6, p. 328, 329.

40 Paulo, tendo escolhido a Silas. Ver com. do v. 34. Isto revela o interesse de Silas pelo evangelismo entre os gentios. Ele era tão capacitado quanto Barnabé, pois tinha o dom de profecia. Podia então usar o título de apóstolo, no sentido mais amplo de “missionário”, pois foi enviado pela igreja de Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 330.

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



Atos 14 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
12 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: adoração, humildade, idolatria, sofrimento, testemunho | Tags: , , ,
1 Falaram de tal modo. Eles falaram em diversas ocasiões. Em algumas delas, não só judeus, mas também gentios pareciam estar presentes. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 306.
 
Grande multidão. Assim como na pregação em Antioquia da Síria (At 11:21,24), houve êxito na pregação do evangelho em Icônio. CBASD, vol. 6, p. 306.
 
3 Muito tempo. Provavelmente, meses. Como os novos crentes eram muitos, era necessária uma longa permanência para confirmá-los na fé. CBASD, vol. 6, p. 306.
 
6 Sabendo-o. Sem dúvida, havia pessoas do lado dos apóstolos com contato suficiente com o grupo de oposição, a ponto de saberem do plano. CBASD, vol. 6, p. 307.
 
Fixando nele os olhos. A fé do coxo resplandeceu em sua face, e Paulo reconheceu nele alguém pronto a ser curado e se tornar um sinal para o povo de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
 
Possuía fé. Este é um pré-requisito para o milagre. CBASD, vol. 6, p. 308.
 
12 Júpiter […] Mercúrio. Do gr. Zeus […] Hermes, ou seja Zeus, chefe de todos os deuses, e seu filho Hermes, arauto e mensageiro dos deuses, patrono da eloquência. No panteão romano, os equivalentes a esses deuses eram Júpiter e Mercúrio, nomes usados pela versão ARA. A adoração a Zeus e Hermes parecia bem popular na região de Listra. CBASD, vol. 6, p. 308.
 
13 Sacrificar. O sacrifício devia consistir de cortar a garganta de bois e derramar parte do sangue sobre o altar. CBASD, vol. 6, p. 309.
 
14 Rasgando as suas vestes. Entre os judeus, esta era uma expressão de horror, sobretudo como protesto contra a blasfêmia (Mt 26:65). Paulo e Barnabé perceberam que era isso que os habitantes pagãos de Listra estavam prestes a fazer em ignorância. Não se sabe até que ponto a população compreendeu este ato, mas seu caráter drástico deve ter chamado a atenção e detido o povo.  CBASD, vol. 6, p. 309.
 
15 E vos anunciamos. Para os idólatras, a mensagem que exaltava o Deus vivo em lugar de ídolos devia ser, de fato, uma ótima notícia, especialmente considerando que Jesus Cristo Se fez Deus encarnado, o Salvador da humanidade. CBASD, vol. 6, p. 309.
 
18 Com dificuldade que impediram. Tamanha era a avidez do povo em reatar o ato de adoração. Sem dúvida, alguns dos que foram impedidos deixaram as “coisas vãs” e passaram a servir o Deus vivo. De todo modo, Paulo trabalhou em Listra o suficiente para que uma igreja fosse fundada ali. A judia Loide, junto com a filha Eunice e o neto Timóteo estiveram entre os primeiros conversos (2Tm 1:5). CBASD, vol. 6, p. 310.
 
19 Instigando as multidões. A mudança súbita de atitude por parte do povo de Listra lembra a transformação da multidão em Jerusalém, das hosanas para o clamor “Seja crucificado!” (Mt 21:9; 27:22). Não é difícil compreender essas ondas de emoção no caso de pessoas supersticiosas, como os licaônicos, tradicionalmente vistos como não confiáveis. CBASD, vol. 6, p. 310.
 
Apedrejando a Paulo. A forma de punição característica dos judeus, nesse caso ajudados pelos habitantes pagãos de Listra. Este é o único episódio registrado da vida de Paulo em que sofreu esse tipo de ataque (2 Cor 11:25). CBASD, vol. 6, p. 310.
 
20 Levantou-se. A recuperação da consciência de Paulo, a demonstração imediata de vigor e a ousadia ao entrar de novo na cidade podem ter sido consideradas um milagre. O fato de um apedrejado por uma multidão irada, considerado morto, reviver e sair andando como se nada houvesse acontecido era uma evidência ainda mais clara do poder de Deus do que a cura do coxo. CBASD, vol. 6, p. 311.
 
22 Fortalecendo. A ação de Paulo aqui está em harmonia com a ordem de Jesus a Pedro: “Tu,pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22:32). Paulo podia fazer isso por meio de advertências e exortações extraídas das próprias tribulações e dos livramentos que recebera. CBASD, vol. 6, p. 311.
 
26 Que haviam já cumprido. Paulo e Barnabé haviam sido enviados pela igreja em Antioquia para a realização de uma tarefa específica: a evangelização dos gentios. Então podiam retornar para sua congregação com a alegria de uma missão cumprida. Embora tivessem apenas iniciado a obra de pregar aos gentios, o que realizaram fora bem feito. CBASD, vol. 6, p. 313.
 
28 Não pouco tempo. Naturalmente, Paulo se sentia mais atraído por Antioquia do que por Jerusalém, pois foi ali que os gentios formaram uma igreja pela primeira vez, e essa era a igreja que o enviara como missionário. Durante este período, com certeza, os dois apóstolos continuaram a atrair muitos conversos gentios, além dos que já haviam sido conquistados. CBASD, vol. 6, p. 313.


Cronologia da Vida de Paulo by Jeferson Quimelli
11 de fevereiro de 2015, 12:00
Filed under: Evangelho, evangelismo, testemunho, Trabalho de Deus | Tags: , , ,

À primeira vista, interpretamos as viagens de Paulo como viagens de períodos relativamente curtos, seguidos de períodos longos entre eles, à semelhança do que acontece com as viagens de nossos dias.

Entretanto, ao estudarmos a vida de Paulo, vemos que elas ocuparam mais de metade da sua vida, desde os 35/38 anos (após sua conversão, quando viajou para a Arábia) até os 67/68 anos, quando foi decapitado em Roma.

Não seria exagero dizer, então, que Paulo passou praticamente toda a sua vida como cristão em suas viagens missionárias.

Veja a seguinte cronologia aproximada da vida de Paulo, como proposta na Bíblia de Estudo NVI Vida:


               Nascimento em Tarso – em 5 d.C (6/10 d.C?)   *
12?         Viagem a Jerusalém, quando foi estudar com Gamaliel
35           Martírio de Estêvão (At 7.57-60) e conversão de Saulo (At 9.1-19)
35-38      Viagem à Arábia (Gl 1.17). Encaixa-se em At 9.23 durante os “muitos dias”
38           Viagem a Jerusalém, durante 15 dias (At 9.26-29; Gl 1.18,19)
38-43      Ministério na Síria e na Silícia (At 9.30; Gl 1.21)
43           Chegada a Antioquia da Síria (At 11.25, 26)
43/44      Visita a Jerusalém por causa da fome (At 11.27-30; 12.25; Gl 2.1-10?)    *
46-48      Primeira Viagem Missionária (At 13.2; 14.28)
48-49      Composição de GÁLATAS(?) em Antioquia da Síria
49-50      Conferência em Jerusalém (At 15.1-29; Gl 2.1-10?)   *
50-52      Segunda Viagem Missionária (At 15.40 – 18.23)
51/52      Aparecimento diante de Gálio (At 18.12-17)
51           Composição de 1 TESSALONICENSES em Corinto
51/52      Composição de 2 TESSALONICENSES e de GÁLATAS(?) em Corinto   *
52           Retorno à Jerusalém e à Antioquia da Síria (At 18.22)
53           Composição de GÁLATAS(?) em Antioquia da Síria   *
53-57      Terceira Viagem Missionária (At 18.23; 21.17)
53-55      Em Éfeso
55           Composição de 1Coríntios em Éfeso e de 2Coríntios na Macedônia
57           Composição de ROMANOS em Cencréia ou Corinto
57           Preso em Jerusalém (At 21.27 – 22.30)
57-59      Período de prisão em Cesaréia (At 23.23 – 23.62)
59           Viagem a Roma com naufrágio (At 27.1 – 28.16)
59-61/62 Primeiro período de prisão em Roma
60           Composição de EFÉSIOS, COLOSSENSES, FILEMON E  FILIPENSES em Roma
62           Libertação da prisão em Roma   **
62-67     Quarta Viagem Missionária (incluindo o ministério em Creta Tt 1.5)  **
63-65     Composição de 1TIMÓTEO e TITO na Macedônia
67/68     Segundo período de prisão em Roma
67/68     Composição de 2TIMÓTEO na prisão Mamertina (2Tm 4.6-8)
67/68     Julgamento e execução – 72/73 d.C.

* A interrogação se refere a suposição/incerteza de data ou evento
** Algumas fontes não consideram a libertação em Roma e a quarta viagem missionária



Atos 13 by Jeferson Quimelli

Comentário Devocional:

O nascimento de Jesus, sua vida e ministério constituíram a realização do plano de Deus para a nossa salvação. A Escritura nos diz que: “Deus enviou o Seu Filho. . . para remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos “Gal. 4: 4,5). Após ter pago o preço da nossa salvação, quando estava se preparando para voltar para o céu, Jesus disse aos Seus discípulos que contassem ao mundo as boas novas da salvação por meio dEle (Mat. 28:18-20).

E os discípulos, cheios do Espírito Santo, obedeceram! Eles compartilharam a “Verdade Presente” do nascimento, ministério, crucificação e ressurreição de Jesus, junto com a promessa de que Ele viria outra vez para levar Seus remidos para o lar a fim de estarem para sempre com Ele  (Jo 3:16, Jo 14:1-3). 

Os versos 1-3 nos contam de um grupo de cristãos ministrando ao Senhor em Antioquia. Eles são orientados pelo Espírito Santo a separar Paulo e Barnabé para o trabalho de levar ao “mundo” a mensagem de Cristo, nosso Salvador! Os versículos 42-49 nos dizem que Paulo e Barnabé levaram a sério o trabalho de evangelização que lhes havia sido comissionado. Como resultado, milhares aceitaram a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor. 

A partir do século XIX, Deus despertou um reavivamento cristão para despertar o mundo para o iminente retorno de Jesus à Terra, incluindo nisso a impressão de milhões de Bíblias e o movimento mundial das missões em que evangelistas e missionários se espalharam pelo mundo exaltando o nome de Jesus. 

Muitos dons são necessários para o cumprimento da evangelização mundial. Nem todos aceitarão a Cristo, mas é necessário que todos conheçam a respeito do plano da salvação. 

Ore a Deus e peça-Lhe que Ele lhe ajude a descobrir de que maneira você pode cumprir o plano do Espírito Santo para ajudar a concluir a pregação do evangelho!

Alice Voorheis 
Professora aposentada

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/13/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 13
Comentários em áudio



Atos 13 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
11 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: conversão, Espírito Santo, gentios, testemunho | Tags: , , ,

1 Profetas e mestres. Esta é a primeira menção a pessoas com dons específicos do Espírito atuando de forma administrativa na igreja. Não há indício específico de uma organização formal da igreja em Antioquia, embora, sem dúvida, isso existisse. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 285.

2 Separai-me. No texto grego, a partícula  vem depois deste verbo, indicando o aspecto definitivo da ordem e a necessidade de executá-la imediatamente. Paulo e Barnabé deveriam ser separados para uma nova obra. CBASD, vol. 6, p. 288.

5 João. Isto é, João Marcos, primo de Barnabé (Cl 4:10). CBASD, vol. 6, p. 289.

7 Procônsul. As províncias do império romano, sob a organização de Augusto, eram divididas em duas classes. Aquelas que requeriam controle militar eram sujeitas ao imperador em sua função de comandante das legiões e governadas por procuradores. Já as mais pacíficas ficavam sob o domínio do Senado e eram governadas por procônsules. CBASD, vol. 6, p. 289.

8 Procurando afastar. Sérgio Paulo ainda não havia aceitado a doutrina de Cristo, embora seja provável que tanto Elimas quanto ele tivessem ouvido bastante os apóstolos desde a chegada deles a Salamina. O feiticeiro percebeu o interesse do procônsul e desejava desviar a atenção dele, para que não mandasse buscar Barnabé e Saulo. Mas o procônsul estava determinado em seu propósito e convocou os apóstolos. CBASD, vol. 6, p. 290.

11 Ficarás cego. Um juízo bem adequado pois Elimas estava lutando contra a luz da verdade. O castigo de Elimas se contrasta com a experiência anterior do apóstolo. Paulo ficara cego à luz externa, mas fora iluminado por uma luz celestialCBASD, vol. 6, p. 291.

12 O procônsul. Ele viu o milagre e ouviu as palavras que o acompanharam. Ele creu que os apóstolos tinham mais poder e aceitou a mensagem de Cristo, muito superior ao que Elimas fazia. CBASD, vol. 6, p. 292.

13 João, porém, apartando-se. Isto é, João Marcos. Não há pista sobre por que ele se foi. Talvez temesse os perigos e dificuldades da viagem pelo interior. É provável que João Marcos seja o mesmo que escreveu o segundo evangelho. Mais tarde, ele se tornou um diligente obreiro na causa de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 292.

27 Não conhecendo. Paulo subentende que pregava a gentios e judeus da diáspora porque a oferta de salvação fora rejeitada por aqueles que deveriam tê-la aceitado e, caso o tivessem feito, se tornariam testemunhas aos que estavam geográfica e espiritualmente “longe” (Ef 2:17). CBASD, vol. 6, p. 295.

42 Ao saírem eles. “Enquanto eles estavam saindo, suplicaram”, subentendendo-se que tanto judeus quanto prosélitos pediram mais instruções. CBASD, vol. 6, p. 301.

45 Inveja. Do gr. zelos, “zelo” e, num sentido negativo, “inveja”. Parece que dois fatores provocaram este sentimento. Sem dúvida, os judeus de Antioquia estavam incomodados com o fato dos recém chegados Paulo e Barnabé despertarem tal interesse entre os gentios. Eles também perceberam que os gentios eram convidados a desfrutar os mesmos privilégios religiosos que eles, e isso os aborrecia. CBASD, vol. 6, p. 302.

46 Indignos. Há certa ironia nas palavras de Paulo. Os judeus se consideravam dignos das mais elevadas bênçãos de Deus, e os apóstolos estavam, levando a eles a maior bênção de todas: a vida eterna em Jesus. Mas, em seu exclusivismo, rejeitaram a mensagem e se revelaram “indignos”. Logo, pela própria recusa, os judeus atraíram juízo sobre si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 302.

51 Sacudindo […] o pó. Em obediência à ordem do Senhor (Mt 10:14), isso mostra que esses missionários tinham conhecimento do que Jesus ensinara aos doze. Este gesto não foi feito contra os pagãos, mas contra os judeus incrédulos. Por rejeitarem o evangelho, até mesmo o pó da rua onde pisavam era imundo para os apóstolos. CBASD, vol. 6, p. 304.

52 Transbordavam de alegria. A forma verbal usada indica que se tratava de uma experiência contínua. Tal “alegria” é um resultado da conversão. CBASD, vol. 6, p. 304.

 



Atos 9 by Jeferson Quimelli
7 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: conversão, coragem, crescimento espiritual, testemunho | Tags: , , ,

Comentário devocional:

A história da conversão de Saulo [Saul, no original], ou Paulo, registrada no capítulo 9 é tão poderosa que Barnabé teve que pessoalmente recontá-la aos apóstolos em Jerusalém, para convencê-los que Paulo era um novo homem (v. 27). O próprio Paulo duas vezes narrou seu testemunho de conversão tempos depois  (caps 22 e 26). 

Paulo é apresentado pela primeira vez em Atos 7 como estando a aprovar o apedrejamento de Estêvão. E reaparece brevemente em Atos 8 como o opressor que fez com que os primeiros cristãos fugissem de Jerusalém. O capítulo 9 começa dizendo que “Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor” (v 1 NVI). Que contraste Saulo apresentava com Jesus! Este soprou sobre os discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22). Paulo, por outro lado, respirava um espírito profano. 

Assim, Paulo teve muito a contemplar depois de ser cegado por Jesus, e apresentou uma radical mudança de vida. Suas velhas prioridades e ambições se foram, e não pareciam mais importantes. O que ele faria? Não admira que ele deixasse de comer e beber por três dias. Pela imposição de mãos de Ananias, Paulo então recuperou a visão e lhe foi dado o Espírito Santo: “algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e ele passou a ver novamente” (v 18 NVI). Paulo escreveu mais tarde em 1 Co 2:14 que é isso que acontece conosco quando nós recebemos o Espírito Santo – de repente nós recebemos a capacidade de discernir as coisas espirituais.

Paulo não se demorou muito neste intervalo entre a sua antiga e nova vida, e “logo começou a pregar … que Jesus é o Filho de Deus” (v 20 NVI). Este é um exemplo para nós. Não importa se você ou eu cometemos erros ontem, não devemos gastar tempo focando nossas fraquezas ou esperando nos sentirmos perdoados. Em vez disso, devemos manter nossos olhos em Jesus, apegando-nos à Sua graça misericordiosa, e corajosamente compartilhando o nosso amor pelo Mestre.

“Querido Deus, perdoe-me pelos meus pecados e por, como Saulo, perseguir metas que não realizam nada para Ti. Enche-me com o Espírito Santo para que eu possa discernir e praticar a Tua vontade. Que eu possa ser apaixonado como Paulo em partilhar Jesus a partir de hoje, não importa os erros que cometi ontem. Amém.”
Andrew McChesney
Editor de notícias da Adventist Review

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/9/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 9 
Comentário em áudio 



Atos 9 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
7 de fevereiro de 2015, 0:00
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1-31 Esta é a primeira das três narrativas da história de conversão e chamado de Saulo [Saul] de Tarso em Atos (ver também 22:1-21; 26:1-23). … Depois da narrativa da história de Jesus esta é, provavelmente, a mais importante narrativa em todo o NT. Através da intervenção de Deus, o grande perseguidor de cristãos se torna o grande campeão d Cristo. Andrews Study Bible.

A conversão de Paulo, narrada três vezes … é o mais importante acontecimento da história, desde o Pentecostes, até o dia de hoje.  Bíblia Shedd.

1 Respirando. Do gr. emftieõ, “inspirar” ou “respirar sobre”.  A prisão e a morte dos cristãos eram, em sentido figurado, o próprio ar que Saulo respirava. Os povos semitas costumavam associar a emoção da raiva à respiração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 224.

Contra os discípulos. Os nomes das vítimas desta perseguição contínua não são mencionados, mas a confissão posterior de Paulo, “contra estes dava o meu voto, quando os matavam” (At 26:11), revela que Estêvão não foi o único a ser morto na época. CBASD, vol. 6, p. 224.

2 pediu [ao sumo sacerdote] cartas. Cartas de autorização do Sinédrio eram válidas entre os judeus por toda a extensão do império romano. Bíblia Shedd.

Damasco. É uma das cidades mais antigas do mundo. A tradição defende que nela ocorreu o assassinato de Abel. CBASD, vol. 6, p. 224.

Do Caminho. Isto é, “qualquer um que pertença ao caminho”.  A palavra “Caminho” foi um dos primeiros sinônimos de cristianismo.  CBASD, vol. 6, p. 226.

Termo originalmente de uso popular mas agora tornado técnico, usado para denominar o movimento cristão. Bíblia Shedd.

3-9 Próximo ao fim da viagem, Paulo é confrontado por Aquele cujos seguidores ele está perseguindo. A caminho de fazer prisioneiros cujos nomes ele não conhece, ele se torna o prisioneiro dAquele que sabe o seu nome e o chama por ele. Jesus Se identifica com Seus seguidores ao perguntar: Saulo, Saulo, por que me persegues? (v.4), mostrando que tinha conhecimento de suas prisões. Andrews Study Bible.

3 Brilhou. Em Atos 22:6 é dito que isto ocorreu ao meio-dia. Por mais brilhante que seja a claridade do sol oriental ao meio-dia, Paulo afirmou que a luz vinda do céu era “mais resplandecente que o sol”. Em meio a esse fulgor, ele viu o Cristo glorificado com tanta clareza que mais tarde se incluiu entre os que tiveram o privilégio de contemplar o Senhor após Sua ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 227.

4 Saulo, Saulo. A repetição significa um trato íntimo e pessoal (cf Gn 22.11; 46.2; Êx 3.4; 1Sm 3.10; Lc 10.41; 22.31). Bíblia de Genebra

Por que Me persegues? Perseguir os discípulos de Jesus era perseguir Jesus (Mt 5.10-12; Jo 15.19-20). Bíblia de Genebra

Cristo fez ao perseguidor uma pergunta penetrante, desafiando os motivos de sua conduta e mostrando que Saulo não conhecia Aquele a quem perseguia implacavelmente. CBASD, vol. 6, p. 228.

5 Quem és Tu, Senhor? Saulo dificilmente estaria usando a palavra “Senhor” com seu significado pleno do NT. Era uma declaração natural de deslumbramento e respeito. CBASD, vol. 6, p. 228.

A quem tu persegues. O pronome “tu” é enfático no texto grego, assim como o pronome anterior, “Eu”. Isso coloca Cristo, em Seu amor, poder e em Sua glória, em contraste com Saulo, perseguidor, mas então prostrado e temeroso. CBASD, vol. 6, p. 228.

7 ouviam a voz. os que estavam com Paulo ouviam o som, mas não entendiam o que a voz dizia (22.9; cf Dn 10.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Não vendo, contudo, ninguém. Eles viram a luz celestial, mas não reconheceram a forma divina que Paulo viu envolta no resplendor. CBASD, vol. 6, p. 229.

11 rua chamada Direita. Esta é ainda uma rua principal de Damasco. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Forma um nítido contraste com as numerosas ruas tortas da cidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Tarso. Cidade natal de Paulo, onde conseguiu sua cultura grega. Era centro universitário, capital da Silícia [hoje sul da Turquia]. Bíblia Shedd.

está orando. Acontecimentos importantes em Lucas e Atos são acompanhados de oração. Bíblia Shedd.

13 De muitos tenho ouvido. Ananias recua diante da ordem implícita. Seu espírito obediente, mas humano, rejeita o pensamento de ministrar a alguém com uma reputação tão temível quanto Saulo. CBASD, vol. 6, p. 231.

Teus santos. Os crentes ligados ao justo (7.52), separados para Deus, e batizados pelo Espírito Santo, são santos (1 Pe 2.9). Bíblia Shedd.

15 Levar o Meu nome. Isto explica o propósito divino para a eleição de Paulo. Ele levaria o nome de Cristo, ou seja, demonstraria Seu caráter (At 3:16). CBASD, vol. 6, p. 232.

16 Eu lhe mostrarei. Isto sugere instruções especiais de Cristo a Paulo, talvez por meio de visões. A expectativa de sofrimento tende a deter algumas pessoas de dar início a um projeto. Para Saulo de Tarso, porém, tal possibilidade seria um desafio. Mesmo que não expiasse o passado, ela o capacitaria a produzir frutos dignos de seu arrependimento. Esta predição de sofrimento se cumpriu em diversas situações. CBASD, vol. 6, p. 232.

17-19 Nesta cena sagrada, vemos o Senhor ressuscitado reunindo Saulo e Ananias. Ananias inicia a história convencido de que Saulo é mau e termina impondo suas mãos de cura sobre a cabeça de Saulo. Saulo inicia a história como inimigo jurado do Caminho e acaba como seguidor deste Caminho.Estes são estudos de caso da graça transformadora de Deus, que ainda está ativa hoje! Andrews Study Bible.

17 Ananias foi. Ele aceitou as declarações divinas e prestou obediência imediata. CBASD, vol. 6, p. 232.

o próprio Jesus que te apareceu. Saulo não tinha tido um sonho ou uma visão, mas tinha visto o Senhor (cf Is 6.1, 5). Bíblia de Genebra

fiques cheio do Espírito Santo. Cf 2.38. Nada é dito a respeito de quaisquer dons sobrenaturais, mas a ênfase recai sobre a poderosa pregação a respeito de Jesus como o Filho de Deus (v. 20). Bíblia de Genebra

18 como que umas escamas. Lucas frequentemente chama atenção para as enfermidades físicas (13.11; 28.3-8). Bíblia de Genebra

Batizado. O relato mais completo em Atos 22:16 mostra que Ananias exortou Paulo a participar do rito. Fica claro que o batismo era considerado uma condição para a admissão na igreja. Nenhuma visão ou revelação de Senhor, nem a intensidade da convicção pessoal eximiram Saulo de ser batizado. CBASD, vol. 6, p. 233.

20 sinagogas. Saulo adotou o costume de pregar nas sinagogas em cada oportunidade que se apresentava (13.5; 14.1; 17.1, 2, 10; 18. 4, 19; 19.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 Saulo, porém, mais e mais. Ele crescia em experiência e eficácia. O Espírito Santo lhe concedia mais e mais poder com o passar do tempo. CBASD, vol. 6, p. 234.

Confundia. A instrução que Paulo recebera de Gamaliel o colocava em posição vantajosa. Ele podia usar seu conhecimento do judaísmo para embasar suas novas convicções. Seus métodos chamavam a atenção dos judeus que buscavam com sinceridade a Esperança de Israel. Infelizmente, porém, esse grupo não era a maioria dos ouvintes. O restante dos judeus se “confundia”. Eles ouviam as passagens das Escrituras aplicadas à vida de Jesus com a mente fechada. Continuavam a rejeitar o Salvador, mas ainda não tinham chegado a atacar Saulo. CBASD, vol. 6, p. 234.

23 muitos dias. Provavelmente o período de aproximadamente três anos que Paulo passou na Arábia (ver Gl 1:17-18), provavelmente fazendo seus primeiros trabalhos de evangelismo na Arábia dos Nabateus, que tinha Petra como capital. A fuga de Paulo de Damasco (v. 25) ocorre ao final deste período. Andrews Study Bible.

os judeus decidiram de comum acordo matá-lo. Quando Paulo voltou a Damasco, o governador que representava Aretas deu ordens para a sua prisão (2Co 11.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 Seus discípulos. Esta tradução, comprovada por evidências textuais, está de acordo com as implicações da expressão “muitos dias”, no v. 23. Em sua segunda visita a Damasco, Saulo permaneceu ali o suficiente para reunir um grupo de seguidores que o aceitaram como mestre e então se mostraram dispostos a arriscar a própria vida para garantir a segurança dele. CBASD, vol. 6, p. 236.

Ver 2Co 11:32-33, onde o próprio Paulo conta a história desta fuga. Andrews Study Bible.

26 Jerusalém. A fuga de Damasco para Jerusalém ocorreu após os três anos de residência na Arábia (Gl 1:17, 18).  Portanto, seria a primeira visita de Paulo à capital desde a partida para Damasco e é provável que ainda fosse conhecido pelos cristãos em Jerusalém somente como um inimigo. CBASD, vol. 6, p. 236.

o temiam. Consideravam que a estratégia de Paulo era fingir-se de crente para se infiltrar na Igreja. Bíblia Shedd.

27 Barnabé. Por que Barnabé aceitou Saulo enquanto os outros discípulos o temiam? A resposta é que ele era uma pessoa gentil e generosa (At 4:36, 37). CBASD, vol. 6, p. 236.

30 Ao conhecimento dos irmãos. Eles conheciam Saulo e a conspiração que fora feita contra ele. Tal conhecimento os despertou para ação imediata. Desceram com ele para o litoral, de onde poderia fugir. CBASD, vol. 6, p. 238.

Tarso. Onde Barnabé foi buscar Paulo uns dez anos mais tarde (11.25; Gl 2.1). teria viajado de barco; Cesareia era porto importante. Bíblia Shedd.

31 Igreja. Só aqui encontramos o singular para significar mais do que uma igreja local. Bíblia Shedd.

A igreja ideal: 1) Edifica-se por ensino e amor (Rm 15.1-14); 2) Vive na consciência da presença imediata de Deus (1Pe 1.15-17); 3) Vive impulsionada (gr paraklesis, “exortação”, “encorajamento”; …) pelo Espírito; 4) Cresce pela evangelização dos perdidos (8.4). Bíblia Shedd. 

9:32 – 12:24 Tendo apresentado Saulo de Tarso, Lucas aqui se volta para o importante papel que Pedro desempenha no início do cristianismo dos gentios, uma história contada em cinco segmentos: (1) a cura de Eneias e Dorcas, por Pedro (9:32-43); (2) a história de Cornélio (10:1-48); (3) O ministérios de Pedro por Cornélio homologado em Jerusalém (11:1-18); (4) Antioquia como um centro do cristianismo (11:19-30); e (5) Herodes Agripa I e a igreja (12:1-24). Andrews Study Bible.

32  Lida. 18 km a sudoeste de Jope; um importante porto da Judeia. Andrews Study Bible.

34 Jesus Cristo. Pedro toma o cuidado de não sugerir que ele possui poder pessoal para curar. Ele atribui a Cristo a habilidade de ajudar o sofredor . CBASD, vol. 6, p. 240.

35 Sarona [ou Sarom]. A planície fértil de Sarona segue o litoral mediterrâneo por uns 80 km, aproximadamente de Jope até Cesaréia. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Os quais se converteram. O milagre da restauração física de Eneias despertou fé no poder de Jesus Cristo para realizar curas espirituais. Desse modo, o círculo de cristãos aumentou ainda mais. Estava sendo preparado o caminho para a apresentação do evangelho aos gentios que viviam na região litorânea. CBASD, vol. 6, p. 242.

36-43 Curar um paralítico (vv 32-35) era um grande milagre, mas ressuscitar Tabita (Dorcas, em aramaico) era ainda mais espantoso e resultou em muitas conversões. Aparentemente, é nesta mesma estadia de Pedro em Jope que Pedro teve a visão dos animais em um grande lençol (10:5). Andrews Study Bible.

36 Jope. Um antigo porto de mar (atualmente Jafa, ao sul de Tel Aviv), cerca de 60 km a noroeste de Jerusalém, o porto do qual Jonas zarpou (Jn 1.3). Bíblia de Genebra

Boas obras. Alguns consideram Dorcas a diaconisa da igreja de Jope. Caso seja verdade, isso pode refletir a influência de Filipe. Ele era um dos sete (At 6:3, 5) e é possível que tenha instituído o modelo organizacional da igreja de Jerusalém nos grupos que fundou. Por isso, Dorcas demonstraria cuidado especial pelas viúvas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 242.

37 quarto do andar superior [NVI; ARA: Cenáculo]. Se houvesse atraso no sepultamento, o costume era colocar o corpo num quarto do andar superior. Em Jerusalém, o corpo devia ser sepultado no mesmo dia que a pessoa morresse, mas fora de Jerusalém, permitia-se um período de até três dias para o sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

39 mostrando-lhe. Do grego dá pra entender que elas se vestiam de trajes feitos por Dorcas. Bíblia Shedd.

40 Orou. Pedro se ajoelhou e fez uma oração fervorosa, reconhecendo que somente o poder de Deus seria capaz de realizar o milagre. Mais uma vez, a oração demonstra ser o canal usado pela igreja apostólica para obter poder. CBASD, vol. 6, p. 243.

Levanta-te. A brevidade desta ordem demonstra sua firme crença de que a oração seria respondida positivamente. CBASD, vol. 6, p. 243.

42 Muitos creram. A notícia do milagre espalhou com rapidez. Toda a região de Jope passou por um despertamento espiritual, e a mensagem do evangelho recebeu poderoso ímpeto. CBASD, vol. 6, p. 244.

43 um curtidor chamado Simão. Os judeus acreditavam que a curtição de peles era uma profissão imunda, pois envolvia contato com animais mortos (Lv 5.2). Pedro estava disposto a hospedar-se com um curtidor porque a mensagem do evangelho estava começando a romper barreira entre as pessoas. Bíblia de Genebra

A disposição de Pedro de hospedar-se com ele, já demonstra uma disposição de rejeitar o preconceito judaico e prepara o caminho para sua visão iminente e para a missão junto aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q