Filed under: bens materiais, dinheiro, Espírito Santo, verdade | Tags: Ananias e Safira, Espírito Santo, mentira, Pedro, verdade
Comentário devocional:
O início deste capítulo aborda algumas questões muito importantes a respeito de nossas motivações que eu acredito que todos nós enfrentamos. Os crentes estava vendendo suas terras e trazendo o dinheiro a Pedro e João para distribuir aos necessitados. Diz o texto sagrado que “Não havia pessoas necessitadas entre eles.” (Atos 4:34 NVI). No entanto, mesmo durante este tempo de grande liberalidade na igreja, alguns retinham de forma egoísta seus bens.
Aqui encontramos a história de Ananias e Safira, que fingindo ser também altruístas, venderam suas terras. No entanto, em vez de trazerem todo o dinheiro da venda (como se esperava), trouxeram somente parte dele. Provavelmente eles se justificavam em seus corações, dizendo: “Tudo bem se não contarmos tudo a Pedro e João; Deus sabe que o amamos. E nós usaremos esta parte que retivemos para uma boa causa.”
Infelizmente, tenho ouvido pessoas usar raciocínio semelhante para justificar “mentiras” como essas. “Deus conhece o meu coração! Ele sabe que eu O amo. Eu estou dizendo o que escolhi dizer para sobreviver, mas está tudo bem, porque Deus me ama!”
É interessante notar que a resposta de Pedro para a oferta parcial não foi: “Por que você mentiu para nós?” Mas em vez disso, ele disse “Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus.” Alguém poderia perguntar: como é que se mente para Deus, se Deus tudo sabe? Contudo, se não estamos sendo honestos em nossas relações com os outros, embora isso possa parecer uma coisa pequena para nós, é realmente Deus quem estamos desonrando, porque Deus olha para os nossos motivos.
No passado eu me preocupava muito com o que os outros pensavam de mim (e eu ainda faço às vezes!). Mas aprendi que é mais importante me preocupar com o que Deus pensa de mim. Quando faço algo para Deus, sempre me preocupo em saber se estou fazendo aquilo buscando a aprovação dos outros ou porque quero honrar a Deus. Isto é o que eu desejo. E oro por isso. Não apenas para aparecer bem diante dos outros, mas para realmente fazer o que é direito, vindo de um coração puro diante de Deus. “O homem olha para a aparência externa, mas Deus olha para o coração” (I Samuel 16: 7). Qual é a condição de seu coração hoje?
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 5
Comentário em áudio
Filed under: caráter de Deus, desobediência, Espírito Santo, unidade, verdade | Tags: Espírito Santo, Igreja primitiva, pecado contra o Espírito Santo
A mera retenção de parte do preço da venda não seria, em si, um pecado. Na verdade, Ananias não tinha obrigação de dar nada. O dinheiro era dele podia dar todo ou apenas parte. Mas ele doou uma parte e agiu como se fosse tudo. Nisso consistiu o engano, que era uma mentira premeditada. CBASD, vol. 6, p. 169.
O testemunho de toda a igreja estava em risco por causa do pecado de uns poucos (cf Lv 10.1-2; Nm 16.23-35; Js 7.19-25; 2Sm 6.1-7). Bíblia de Genebra.
3 Satanás enchesse o seu coração. Realça-se a continuada atividade de Satanás (v. Lc 22.3; Jo 13.2, 27; 1Pe 5.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
mentisses ao Espírito Santo. No v. 4 Pedro diz a Ananias que ele tinha mentido a Deus. As palavras de Pedro indicam que o Espírito Santo é Deus (v. 9). Bíblia de Genebra.
O Espírito Santo é claramente pessoal e identificado com Deus no v. 4. Bíblia Shedd
9 Porque vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Se nenhuma consequência drástica tivesse se seguido a esse ato de pecado, os resultados entre os crentes teriam sido mais graves quando se tomasse conhecimento da fraude. Não somente pareceria lucrativa a desonestidade, mas também se chegaria à conclusão de que o Espírito podia ser logrado. Era importante haver diretrizes definidas desde o in´[icio, a fim de não restarem dúvidas quanto ao fato de Deus não tolerar esse tipo de hipocrisia e de fraude. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 igreja. Usada aqui pela primeira vez em Atos. Andrews Study Bible.
12 Pórtico de Salomão. Uma galeria coberta com duas fileiras de colunas … do lado leste do átrio dos gentios no templo. Era o local mais indicado para todos se reunirem para cultuar e receberem o ensino dos apóstolos. Bíblia Shedd.
13 dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles. Nenhum dos crentes insinceros e superficiais ousava se identificar com a igreja. Os padrões de moralidade eram altos. Bíblia de Genebra.
15 a sombra de Pedro. Corresponde a artigos como os lenços de Paulo (19.12) e a borda do manto de Jesus (Mt 9.20). Não era o caso de algum desses objetos materiais possuir qualidades mágicas, mas o mínimo artigo ou sombra representava um meio direto de contato com Jesus ou Seus apóstolos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17,18 Os saduceus, o partido dos sacerdotes que controlavam o templo e seu serviço; foram os mais contestados pela pregação aberta de Cristo no recinto do templo (12; cf Mt 22.23n). Bíblia Shedd.
34 fariseu. partido popular dos judeus que dava ênfase à Lei como o caminho da salvação. Bíblia Shedd.
Gamaliel, renomado mestre de Paulo (22.3), representante da escola e Hilel, que favorecia uma interpretação mais liberal e humanizante da Lei. Bíblia Shedd.
40 açoitaram-nos. Os apóstolos receberam a tradicional “quarentena de açoites menos um” (2Co 11.24). Bíblia de Genebra.
Compilação: Tatiana W / Jeferson
Filed under: coragem, cura, Espírito Santo, milagres | Tags: coragem, curas, dificuldades, Espírito Santo, milagres, Pedro
Comentário devocional:
Infelizmente, quando milagres estão acontecendo, o diabo trabalha procurando parar as bênçãos. Por essa razão não demorou muito até Pedro e João serem presos pelos líderes religiosos da época e rudemente questionados, “Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?” (v. 7, NVI). Eles poderiam ter ficado com medo e respondido de forma a contornar a questão ou tirar o foco de Jesus. Afinal de contas, eles sabiam o que havia acontecido com Jesus. Ele fora crucificado! Mas eles não tentaram encobrir a verdade. Em vez disso, Pedro, com ousadia, respondeu: “saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores” (v. 10).
Se tivéssemos estado no lugar de Pedro, o que teríamos feito? Creio que a resposta a essa pergunta está na forma como lidamos com as pequenas provas hoje. Quando alguém questiona nossas crenças, nosso estilo de vida, ou nossa fé, tentamos esconder o fato de que somos cristãos adventistas do sétimo dia, ou aproveitamos a oportunidade para compartilhar com ousadia a respeito do nosso Senhor e Salvador e as verdades de Sua Palavra?
Está chegando a hora em que todos os cristãos fiéis serão levado aos tribunais por causa de sua fé. Na verdade, muitos de nossos irmãos ao redor do mundo já estão experimentando este tipo de provação. Mas a Bíblia nos diz: “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria” (1 Pedro 4:12, 13, NVI).
Em Mateus 10:32 somos lembrados das palavras de Jesus: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus”
O objetivo da nossa vida deve ser esse: obter a aprovação de Deus e não dos homens. Portanto, não importa o que aconteça, seja fiel a Deus hoje!
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/4/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Atos 4
Comentário em áudio
Filed under: Espírito Santo | Tags: amor, cura, discípulos, Espírito Santo, evangelho, serviço
Filed under: cura, Espírito Santo, milagres | Tags: curas, Espírito Santo, milagres, Pedro
1 Oração da hora nona. Por volta das três da tarde. Esta era a hora do sacrifício da tarde. Era conhecida como hora de oração e hora do incenso. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 143.
3 Iam entrar no templo. Como os apóstolos estavam prestes a entrar no templo, a fim de adorar, o coxo concluiu que eram homens piedosos, de quem ele poderia esperar uma esmola. CBASD, vol. 6, p. 144.
4 Olha para nós. Pedro não pretendia que o coxo considerasse que eles tinham poder em si mesmos para curá-lo. Mas tentaram concentrar neles a atenção do homem a fim de direcioná-la a Cristo. CBASD, vol. 6, p. 144.
6 Em nome. O nome de Jesus Cristo, o Salvador ungido, contém a descrição da personalidade e do caráter de seu portador divino. A invocação reverente de Seu nome resultou numa demonstração de poder. CBASD, vol. 6, p. 145.
7 E […] o levantou. O gesto de Pedro foi um auxílio à fé iniciante do.coxo. CBASD, vol. 6, p. 145.
10 Reconheceram. As pessoas reconheceram que o homem era mesmo coxo, não um simulante. Viram que estava curado.Puderam vê-lo entrar no templo, saltando e alegrando-se por sua saúde e louvando a Deus. CBASD, vol. 6, p. 146.
13 A quem vós traístes. Ou, “entregastes”. Pedro é franco e ousado ao colocar a culpa pela morte de Jesus sobre os judeus, como os apóstolos passaram a fazer desta ocasião em diante. CBASD, vol. 6, p. 147.
14 Pedistes […] um homicida. Isto é, Barrabás (Mc 15:7). CBASD, vol. 6, p. 147.
17 Por ignorância. A ignorância é perigosa tanto no âmbito espiritual quanto em outros contextos. As pessoas podem pecar por ignorância, como neste exemplo, mas a ignorância não justifica o pecado. CBASD, vol. 6, p. 148.
21 Desde a antiguidade. Estas palavras abrangem as muitas promessas imutáveis dos profetas que despertaram a esperança do povo de Deus ao longo das eras. CBASD, vol. 6, p. 151.
25 Os filhos dos profetas. Os profetas foram enviados especialmente aos israelitas. CBASD, vol. 6, p. 152.
26 Primeiramente a vós outros. Esta primazia dos judeus em relação ao evangelho é digna de nota. Pedro ainda não conhecia as condições da pregação do evangelho aos gentios, mas indica que a mensagem deveria ser pregada primeiramente aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 152.
Para vos abençoar. A bênção mencionada aqui sucede a ressurreição e envolve o poder de Cristo que capacita o ser humano a deixar o pecado e seguir a nova vida que se encontra nEle. CBASD, vol. 6, p. 152.
Cada um se aparte. O sentido desta passagem é dúbio. Pode-se dizer que Jesus aparta os seres humanos da iniquidade ou que Ele os abençoa quando se afastam do mal. Em certo sentido, ambos são verdadeiros. As bênçãos da salvação só podem ser recebidas mediante o poder restaurador do Espírito Santo. Segue-se o necessário afastamento do pecado, com arrependimento e conversão. CBASD, vol. 6, p. 152.
Compilação: TatianaW
Filed under: Espírito Santo, relacionamento | Tags: Comunhão, Espírito Santo, Pentecostes, submissão a Deus
Comentário devocional:
É muito fácil se impressionar com as coisas incríveis que se seguiram ao Pentecostes. Línguas de fogo, grandes milagres, 3.000 pessoas batizadas num só dia. Mas o que aconteceu durante os 10 dias anteriores, no cenáculo, foi tão importante, se não mais, ao que aconteceu depois.
Os discípulos sentiram sua grande necessidade e clamaram ao Senhor pela “santa unção” que iria prepará-los para o grande trabalho diante deles. Mas eles não pediram apenas pelo derramamento do Espírito Santo. Eles humilharam o coração em verdadeiro arrependimento, pediram perdão por seus erros, chegaram a um acordo a respeito de suas diferenças, abandonaram seus desejos por supremacia e até mesmo dividiram suas posses uns com os outros (você pode imaginar os incríveis resultados se fizéssemos isso hoje?).
Além disso, eles se entristeceram por terem desapontado o Mestre devido a sua falta de fé, confessaram sua incredulidade e meditaram muito a respeito da vida de Cristo e Sua Palavra. Eles se aproximaram mais e mais de Deus e uns dos outros enquanto sinceramente ansiavam pela salvação das almas. E o que aconteceu como resultado? O céu se abriu e a bênção do Espírito Santo foi derramada em uma magnitude nunca antes vista (veja Atos dos Apóstolos, p. 36, 37).
Recentemente, alguns colegas e eu nos unimos em prol de um ministério mas não estávamos fazendo muito progresso. Havia muitas diferenças entre nós a respeito de como o trabalho deveria ser feito. Finalmente, reconhecemos nosso erro, e passamos várias horas orando juntos e confessando nossos erros uns aos outros. Depois disso, recebemos tanta força e unidade que o nosso trabalho se desenvolveu com poder e sentimos as bênçãos do céu.
Este é apenas um pequeno exemplo do que Deus está desejoso de fazer por todos nós. E tudo o que aconteceu no dia de Pentecostes é apenas uma pequena amostra do que está por vir. Mas para que isso aconteça, nós, como um povo devemos estar em comunhão uns com os outros e com o Senhor (v. 42). Devemos pôr de lado as diferenças, e corrigir tudo o que está errado.
Ellen White escreveu: “Muitos há que creem e professam reclamar a promessa do Senhor; falam acerca de Cristo e acerca do Espírito Santo, e todavia não recebem benefício. Não entregam a alma para ser guiada e regida pelas forças divinas. Não podemos usar o Espírito Santo. Ele é que deve servir-Se de nós.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 672).
Deus está desejoso de derramar ricas bênçãos sobre nós como povo, famílias e indivíduos, mas precisamos primeiro suplicar que a Sua vontade seja feita e não a nossa.
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/2/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 2
Comentário em áudio
Filed under: comunhão, Espírito Santo, religião viva | Tags: Espírito Santo, Igreja primitiva, Pentecostes
1 Pentecostes (Grego para “quinquagésimo”) era o nome da Festa das Semanas (Lv 23:15-21), que celebrava a colheita da primavera. Acontecia 50 dias após a apresentação dos feixes das primícias na Páscoa (Lv 23:9-14; ver At 20:16). Andrews Study Bible.
O “Quinquagésimo Dia” depois do sábado da semana da Páscoa (Lv 23.4-7, 15-16). … é também chamado de “Festa das Semanas”porque era celebrado sete semanas depois da Páscoa (Dt 16.10); de “Festa da Colheita”, porque os primeiros frutos da colheita eram então juntados (Êx 23.16); e de “o dia das primícias” (Nm 28.26). Bíblia de Genebra.
todos. Os cento e vinte (1.15). Atos não nos informa onde eles estavam quando o Espírito desceu; talvez na área do templo, oferecendo-lhes oportunidade de evangelizar uma grande multidão. Bíblia Shedd.
3 línguas. Metáfora pertinente à situação, na qual vários idiomas seriam falados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 outras línguas. As línguas eram vários idiomas falados em todas as partes da região mediterrânea oriental, de Roma à Pérsia. Bíblia de Genebra.
Estas línguas “estrangeiras” antecipam a penetração do evangelho em toda tribo, nação e língua; contraste o julgamento em Babel (Gn 11.7-9). Bíblia Shedd.
cheios do Espírito Santo. A vinda do Espírito Santo é o cumprimento da promessa de Jesus relatada em 1.5, 8 e Lc 24.49, mas isto não quer dizer que o Espírito Santo não estivesse presente e atuando com o povo de Deus no Antigo Testamento [Sl 55.11; Is 63.10-11; Jz 3.10; 1Sm 10.6s; Is 11.2]. Bíblia de Genebra.
5 Homens piedosos. Provavelmente eram gentios interessados no judaísmo sem serem verdadeiros prosélitos batizados e circuncidados. Bíblia Shedd.
7 galileus. O milagre era especialmente impressivo porque os galileus era conhecido pelo forte sotaque e de pobre capacidade de linguagem (Mt 26:73). Andrews Study Bible.
11 árabes. O reino dos árabes achava-se entre o mar Vermelho e o Eufrates, tendo Petra por capital. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 embriagados. O Gr original acrescenta “com vinho doce”, i.e., ainda em processo de fermentar. A vindima era no mês de agosto. Bíblia Shedd.
15 Estes homens não estão embriagados … sendo esta a terceira hora (cf ARA; NVI: “Ainda são nove horas da manhã!”). Num dia de festa como o Pentecostes, nenhum judeu quebraria o jejum antes das 10 horas da manhã. Assim, era extremamente improvável que um grupo de homens ficasse embriagado tão cedo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 todo aquele que invocar. Cf v. 39; implica fé e compromisso com Deus, muito mais que o mero emprego de palavras (Mt 7.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 aprovado … por meio de milagres, maravilhas e sinais. As obras poderosas realizadas por Jesus eram sinais de que o Messias viera. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Pedro não tem receio em confrontar a multidão com sua iniquidade, em grande parte o mesmo povo que um pouco [de tempo] antes clamara “Hosana … Barrabás … crucifica-O”. Sua iniquidade foi frustrada pela ressurreição. A cruz não era a derrota, mas a chave do plano divino. Bíblia Shedd.
27 morte. Gr hades, que traduz a palavra hebraica sheol, “túmulo”. Bíblia Shedd.
É o túmulo (não um “inferno” que queima permanentemente, uma ideia não bíblica, tendo em vista que o inferno ocorrerá ao fim do tempo; 2 Pe 2:4; Ap 20:9). Andrews Study Bible.
29 Davi … o seu túmulo está entre nós. O túmulo de Davi podia ser visto em Jerusalém. Ainda continha seus restos mortais. Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 O Senhor disse ao meu Senhor. O Senhor (Deus [Yahweh]) disse ao meu Senhor ([Adon] o filho de Davi, o Messias). De acordo com Pedro, Davi dirigiu-se ao seu descendente com respeito incomum, porque Davi, mediante a inspiração do Espírito, reconhecia quão grande e divino seria esse descendente (Mt 22.41-45). Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 Senhor e Cristo. Apresenta o mais primitivo Credo (cf Rm 10.9; 1 Co 12.3; Fp 2.11, etc.). Bíblia Shedd.
37 ficaram aflitos em seu coração. Reflete tanto a crença em Jesus quanto a dor por tê-lo rejeitado antes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
38 Arrependei-vos. O arrependimento era importante na mensagem do precursor, João Batista (Mc 1.4; Lc 3.3), na pregação de Jesus (Mc 1.15; Lc 13.3) e nas instruções que este deixou imediatamente antes da ascensão (Lc 24.47). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Para perdão dos seus pecados. Marca-se o fim de cada mensagem principal apostólica com o apelo ao arrependimento para receber o perdão dos pecados (3.19, 26; 5.31; 10.43; cf 17.30; 26.20). Implica numa mudança de pensamento radical (metanoia) que surge de convicção de pecado. Bíblia Shedd.
Não que o batismo efetue o perdão. Pelo contrário, o perdão se dá por meio do que é simbolizado pelo batismo (v. Rm 6.3, 4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O arrependimento indica que a crença vem antes do batismo, algo impossível para crianças. Comparar 16:30-33. Andrews Study Bible.
cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo. Um resumo de Mt 28.18-19 (batismo em nome do Pai, Filho e Espírito Santo), mencionado aqui somente o nome de Jesus, uma vez que o sermão de Pedro tinha a ver com Jesus e Seu ministério. Bíblia de Genebra.
O dom do Espírito Santo. A regeneração se realiza somente com entrada do Espírito, não por uma espécie de magia no rito do batismo. Bíblia Shedd.
É significativo que Pedro não fale aqui sobre o recebimento do dom de línguas. Bíblia de Genebra.
39 Pedro proclama que a salvação através do Messias de Deus é prometida aos judeus, a seus filhos e a todos que ainda estão longe (isto é, os gentios, Ef 2.11-13). Aqui novamente está a mensagem de Atos – o evangelho é para judeus e gentios. Bíblia de Genebra.
42 na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Este é o resumo dos elementos essenciais necessários no discipulado cristão. Eram elementos que os apóstolos haviam aprendido de sua experiência com Jesus: seu ensinamento a respeito de sua obra (Mt 16.18-19; Lc 24.46) e sobre a responsabilidade deles como seus seguidores (Mt 5-7), a comunhão de Cristo com Seus discípulos (Jo 13), a Ceia do Senhor – o partir do pão (Mt 26.17-30) – e sua vida de oração pelos discípulos e com eles (Mt 6.5-13; Lc 11.1-13; Jo 17). Bíblia de Genebra.
ensino dos apóstolos. Incluía tudo que o próprio Jesus ensinara (Mt 28.20), sobretudo o evangelho, que se centrava na Sua morte, sepultamento e ressurreição (cf. 23, 24; 3.15; 4.10; 1Co 15.1-4). Era ensino incomparável por vir da parte de Deus e por estar revestido da autoridade outorgada aos apóstolos (2Co 13.10; 1Ts 4.2). Hoje, está à nossa disposição nos livros do NT. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 Todos os que creram estavam juntos. Isto demonstra a unidade do Espírito, que Paulo mais tarde advoga (Ef 4.3). Bíblia de Genebra.
tinham tudo em comum. V. 4.34, 35. Tratava-se de compartilhar de modo voluntário, provendo para os que não tinham o essencial para viver. Bíblia de Estudo NVI Vida.
46 partiam pão de casa em casa. Isto se refere às refeições diárias comuns, compartilhadas nos lares. Bíblia de Genebra.
Com alegria e sinceridade de coração. A comunhão, a união e o compartilhar da igreja primitiva são frutos do Espírito. A alegria deve ser o estado de ânimo do crente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Filed under: Espírito Santo | Tags: Atos dos Apóstolos, chuva serôdia, Espírito Santo, Lucas
Comentário devocional:
O livro de Atos enche meu coração de alegria e expectativa quase mais do que qualquer outro livro da Bíblia. Nele encontro um retrato vívido do que está por vir com o derramamento final da chuva serôdia.
Lucas, um médico-historiador, é o autor reconhecido de Atos. E nos próximos capítulos ele compartilha conosco como os primeiros cristãos saíram depois do Pentecostes para compartilhar o evangelho com poder, a começar por Jerusalém (Atos 1-7).
Antes de subir ao céu, Jesus deu a Seus seguidores algo muito importante que lhes permitiu cumprir a grande comissão. Este fator chave é encontrado neste primeiro capítulo e é o que mais precisamos hoje também: “[E Jesus] deu-lhes [a Seus discípulos] esta ordem: Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei” (v. 4 NVI). O verso 8 diz mais: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (NVI).
Cristo nos deu a grande missão de levar o evangelho a todo o mundo. Mas quantas vezes, na ânsia de cumprir a Grande Comissão cometemos o grande pecado da omissão, que é nos apressarmos a deixar Jerusalém (nossa casa) antes de abandonarmos os nossos pecados, antes de estarmos em harmonia com os de nossa própria casa (e a Igreja), e antes de passarmos tempo com a Palavra de Deus e estarmos de joelhos implorando por Seu poder.
Todos nós somos culpados disso. Mas não continuemos nesta falta por mais tempo. Na verdade, imploremos com renovado fervor por este precioso bem.
Em relação ao derramamento da chuva serôdia, nos é dito: “A descida do Espírito Santo sobre a igreja é olhada como estando no futuro; é, porém, o privilégio da igreja tê-la agora. Buscai-a, orai por ela, crede nela. Precisamos tê-la, e o Céu espera para concedê-la” (White, Evangelismo, 701).
Eu quero desesperadamente receber este presente! E você?
Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 1
Comentário em áudio
Filed under: Espírito Santo, missão | Tags: Atos dos Apóstolos, Espírito Santo, Lucas
1-26 Atos se inicia com quatro cenas, as três primeiras repassando Lucas 24:1-53; (1) introdução (vv. 1-5); (2) a ascensão de Jesus (vv. 6-11); (3) os doze e outros em oração (vv. 12-14); e (4) a seleção de Matias (vv. 15-26). Andrews Study Bible.
1 o primeiro livro. O Evangelho de Lucas, conforme mostrado pela referência a Teófilo. Bíblia de Genebra.
É opinião geral que Lucas e Atos formam dois volumes (cujo tamanho foi limitado pelo comprimento de um rolo de papiro) de uma só obra. A palavra “primeiro” e a conclusão súbita de Atos sugere a intenção de Lucas de escrever um terceiro volume. Bíblia Shedd.
7 tempos. Jesus mansamente os lembra que sua paixão deveria ser a missão e não determinar datas (comparar com Mc 13:32). Andrews Study Bible.
8 Atos 1:8 provê um simples resumo do livro de Atos: os discípulos serão testemunhas em Jerusalém (1:1-8:3); em toda a Judeia e Samaria (8;4-12:25), e até os confins do mundo (13:1-28:31). Andrews Study Bible.
11 galileus. Os onze discípulos restantes (os Doze, menos Judas Iscariotes) “provinham da Galileia” (Bíblia de Estudo NVI Vida).
12 cerca de um quilômetro (NVI). Grego: “à distância da caminhada de um sábado”. Nota Textual NVI.
Essa distância baseava-se no raciocínio rabínico a respeito de vários trechos do AT (Êx 16.29; Nm 35:5; Js 3.4). Nenhum judeu fiel devia percorrer distância maior que essa no sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12-26 A igreja se prepara para a missão, unindo-se em oração (vv.12-14). Andrews Study Bible.
13 O cenáculo. Uma sala grande de jantar, no segundo andar, que provavelmente pertencia à mãe de Marcos (cf 12.12) e local da Santa Ceia. Bíblia Shedd.
14 perseveravam … em oração. Jesus estabeleceu um padrão de oração na vida de Seus discípulos. Bíblia de Genebra.
irmãos. A conversão de Tiago, meio-irmão de Jesus e autor da epístola que traz o seu nome, se relata em 1 Co 15.7. Bíblia Shedd.
Maria, mãe de Jesus. Esta é a última referência, no Novo Testamento, à mãe de Jesus. Bíblia de Genebra.
15 naqueles dias. Os dez dias entre a ascensão e o Pentecostes (2.1). Bíblia de Genebra.
18 este homem adquiriu um campo. Judas indiretamente comprou o campo quando devolveu o dinheiro aos principais sacerdotes e anciãos, que, por sua vez, compraram um cemitério para estrangeiros. Bíblia de Genebra.
19 sua própria língua. Aramaico [disseminada pelo domínio persa e trazida da Babilônia pelos judeus no pós exílio], que nessa altura já substituíra o hebraico como língua franca dos judeus na Palestina. Bíblia Shedd.
21 estiveram conosco. Ministraram publicamente. Bíblia de Estudo NVI Vida
22 testemunha … ressurreição. A qualificação humana para o apostolado era ter conhecimento íntimo da vida terrestre de Jesus e ser testemunha ocular de Sua ressurreição. A qualificação divina era ser escolhido por Cristo (aqui, por meio de sortes, Pv 16.33). Bíblia Shedd.
24 Que Deus conhece os corações de todos é um pensamento importante em Atos (ver 15:7-9). Andrews Study Bible.
26 sortes. A prática de lançar sortes – arremessando pequenas pedras ou pedaços de madeira – também havia sido usada nos tempos do AT (Lv 16:8; 1Cr 25:8; Pv 16:33), mas somente aqui no NT. Andrews Study Bible.
Compilação: Jeferson Quimelli
Filed under: cuidado de Deus, Espírito Santo | Tags: Atos, Espírito Santo, Grande Comissão, Lucas, missão
1 Primeiro. Um indicativo de que esta obra é a segunda de uma série. O evangelho de Lucas certamente é o “primeiro livro”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 105.
2 Por intermédio do Espírito Santo. Esta expressão pode ter o sentido de que o Espírito Santo guiaria os discípulos em toda a verdade (Jo 16:13), ou que Jesus, tanto antes quanto depois da crucifixão, falava como alguém cheio do Espírito Santo. Este último deve ser o significado pretendido, pois tudo ligado à vida de Cristo na
Terra foi realizado pelo poder do Espírito: a concepção, o batismo, a justificação, a orientação a uma vida de serviço, os milagres e a ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 106.
Apóstolos. Do gr. apostolai, “aqueles que são enviados”. […] Parece que o ofício de apóstolo na igreja apostólica derivava da ordem e da comissão de Jesus aos doze discípulos. Ao chamar os discípulos de “apóstolos”, é provável que Jesus tenha usado a palavra aramaica shelicha, equivalente ao particípio heb. shaluach, “enviado”. CBASD, vol. 6, p. 106.
3 Provas incontestáveis. Essas “provas infalíveis” foram as aparições de Cristo após a ressurreição, não os
milagres que os discípulos viram Jesus realizar. As provas eram: o fato de Ele ter comido e bebido com os discípulos, Seu corpo real em que eles puderam tocar, as repetidas aparições visíveis a até 500 pessoas de uma vez e as instruções sobre a natureza e as doutrinas do reino. A certeza da ressurreição conferiu poder à mensagem dos apóstolos e constituiu a base do magnífico raciocínio de Paulo sobre a certeza da ressurreição corpórea dos salvos (ICo 15:3-23). CBASD, vol. 6, p. 107.
4 Comendo com eles. Trata-se de possível referência a um encontro na Galileia para a última reunião, na qual os discípulos viram Jesus ascender ao céu. CBASD, vol. 6, p. 107.
Não se ausentassem de Jerusalém. Eles deveriam retornar para a capital, o lugar onde Cristo ministrara tantas vezes e onde sofrera, fora sepultado e ressuscitara dos mortos. Ali, os discípulos receberiam poder e deveriam começar a testemunhar. CBASD, vol. 6, p. 107.
Esperassem. Era preciso esperar com anseio pelo poder de Deus, buscar a condição adequada para recebê-lo e manter oração fervorosa e unidade a fim de ver o cumprimento da promessa. CBASD, vol. 6, p. 108.
6 Reunidos. O próprio Jesus estava com eles. Este foi o último encontro dos discípulos com o Senhor, pois era o dia da ascensão. CBASD, vol. 6, p. 108.
Será este o tempo em que restaures? Os discípulos ainda não compreendiam a natureza do reino de Cristo. Ele não havia prometido o tipo de restauração que esperavam. Achavam que Jesus “havia de redimir a Israel, isto é, dos romanos. CBASD, vol. 6, p. 108.
8 Poder. Lucas se refere ao “poder” sobrenatural recebido por aqueles que têm o Espírito Santo. Este poder é para testemunhar, pois vem dentro, proclama o evangelho e leva outros a Deus. CBASD, vol. 6, p. 110.
Confins. Os discípulos deveriam ir “por todo o mundo”, “a todas as nações” (Mt 24:14). CBASD, vol. 6, p. 111.
9 Elevado. A ascensão foi o clímax apropriado para o ministério de Cristo na Terra. CBASD, vol. 6, p. 111.
À vista deles. Nenhum fiel vira o Salvador ressuscitar dos mortos, mas os onze discípulos e a mãe de Jesus tiveram a oportunidade de vê-Lo subir ao céu. Por isso, tornaram-se testemunhas confiáveis da realidade, da ascensão. CBASD, vol. 6, p. 111.
Uma nuvem. Esta nuvem era uma hoste celestial. De igual modo, o retorno de Cristo será “sobre as nuvens” (Mt 24:30). Hostes de anjos acompanharão o Senhor quando Ele vier em glória. CBASD, vol. 6, p. 111.
11 Virá. A segunda vinda de Cristo está ligada à ressurreição e à ascensão. Trata-se de um evento prometido que se encontra vinculado a incidentes históricos. CBASD, vol. 6, p. 112.
Do modo como. Esta promessa significa que Seu retorno deve ser pessoal. A promessa tranquila, mas solene dos conselheiros angelicais confere certeza à doutrina da segunda vinda de Cristo, garantida pela realidade da ascensão. Sem o segundo advento, toda a obra anterior no plano da salvação seria tão vã quanto semear e cultivar a plantação, mas deixar de colher. CBASD, vol. 6, p. 112.
14 Os irmãos dEle. Eram Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13:55). Eles haviam permanecido indiferentes a Jesus e não são mencionados entre os que se reuniram em volta da cruz. Mas as cenas finais da vida terrena de Cristo os levaram à conversão e então faziam parte dos fiéis. É provável que Tiago seja aquele que se transformou num líder da igreja. Muitos acreditam também que ele seja o autor da epístola de Tiago. Judas pode ser o mesmo que escreveu a breve epístola com esse nome. CBASD, vol. 6, p. 114.
21 É necessário. Pedro considerou que o número original de discípulos deveria ser mantido. Sem dúvida, os apóstolos tinham o conceito de que o número 12 expressava totalidade, seguindo o exemplo das doze tribos de Israel. CBASD, vol. 6, p. 117.
24 Orando. Esta deve ter sido uma oração tremenda, brotando de uma fé simples e insistente. Em todos os
grandes momentos da igreja apostólica, a oração era o recurso buscado de maneira espontânea. A experiência da igreja deve ser sempre assim, tanto no passado quanto agora. CBASD, vol. 6, p. 118.
26 Com os onze. Aos olhos humanos, Matias havia aceitado uma posição humilde, a de líder em um grupo insignificante de pessoas simples que logo seriam perseguidas. No entanto, para os cristãos, a posição que Matias assumiu tinha possibilidades imensuráveis para o futuro. CBASD, vol. 6, p. 118.
Compilação: TatianaW