Filed under: cuidado de Deus, Israel, profecias | Tags: juízo final, oposição
Comentário devocional:
Quando Deus restaura Seu povo, as forças do mal se levantam contra ele. Nos capítulos 38 e 39, temos a história de uma grande aliança do mal que vem guerrear contra a nação restaurada de Israel, Vemos também como Deus lida com o problema.
O líder dessa aliança contra Israel (contra Deus, na verdade) é chamado de Gogue e ele vem da terra de Magogue. Não sabemos muito sobre a pessoa de Gogue nem da localização de Magogue a não ser que a coalizão de forças encabeçada por ele virá do extremo norte.
A Bíblia diz que isso acontecerá depois de muitos dias (versos 7, 8 e 16). Curiosamente esta terminologia de Gogue e Magogue é usada em Apocalipse 20:7 para o grande exército que se ajuntará contra Deus ao final dos mil anos.
Muitas interpretações foram feitas sobre o real significado destes versos que não cabe discutir aqui, mas a idéia central é clara: antes da restauração final do povo de Deus, uma aliança do mal virá contra ele. Mas Deus não permitirá que eles tenham vitória sobre o Seu povo.
O povo de Deus não deve se surpreender com a oposição do mal. Isto é inevitável em um mundo onde Satanás está ativo. O que deve ficar claro é que, assim como o juízo de Deus veio contra Gogue e Magogue, também virá contra as forças do mal ao final dos tempos. Neste conflito, não só o povo de Deus é salvo, mas o próprio Deus é glorificado e conhecido por quem Ele realmente é, mesmo aos olhos de muitas nações (v. 23).
Quando isso acontecer, as pessoas saberão com certeza, como Ezequiel afirma repetidamente, que “Eu sou o Senhor.” Isto é o que Deus quer que todos nós saibamos, que Ele é o Senhor e que realiza tudo o que seja necessário para a salvação do Seu povo.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/38/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 38
Comentário em áudio
Comentários selecionados:
Estes capítulos [38 e 39] formam uma unidade literária e contém uma profecia contra Gogue, da terra de Magogue. Andrews Study Bible.
1 O princípio [para determinar o que é imediato e o que é futuro ou escatológico nesta profecia] pode ser declarado da seguinte forma: As profecias com respeito à glória futura de Israel e de Jerusalém eram primariamente condicionais e dependiam da manutenção da aliança (ver Jr 18:7-10; PR, 704). Elas teriam um cumprimento literal nos séculos subsequentes se Israel tivesse aceitado totalmente os planos de Deus. O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias em seu propósito original. … Ezequiel 38 e 39 teria se cumprido literalmente depois que os judeus retornaram do exílio, caso eles tivessem atendido às condições apresentadas pelos profetas. Pelo fato de eles as haverem recusado persistentemente, a condição de prosperidade aqui retratada nunca se cumpriu. Consequentemente, não pôde haver o ataque combinado dos pagãos contra um povo que habitasse na prosperidade mencionada. A profecia terá uma aplicação futura? … tal aplicação pode ser estabelecida com certeza apenas por uma revelação subsequente. No NT, há apenas uma referência direta aos símbolos usados nesta profecia: Apocalipse 20:8. Nesta passagem, João diz como esta profecia, que teria se cumprido literalmente em época anterior, terá certo grau de cumprimento na luta final contra Deus empreendida pelas hostes dos ímpios, chamadas de “Gogue e Magogue”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 773, 774.
2 contra Gogue. Gogue é um misterioso inimigo de Deus e Seu povo, cuja identidade não é clara, provavelmente de propósito. A predição do ataque e derrota de Gogue e seus aliados , contudo, nunca ocorreu na história, mesmo que possa ter ocorrido de forma parcial em algumas circunstâncias … em Cristo … na Igreja. De acordo com o livro de Apocalipse, esta profecia tem cumprimento específico , tanto ao tempo da Segunda Vinda de Cristo quanto ao final do milênio. Jesus é o vitorioso na última guerra (Apoc 17:14) e todo aquele que O escolhe, identifica-se e permanece com Ele, pode compartilhar de Sua vitória. Andrews Study Bible.
Na verdade não é necessário encontrar um Gogue nos registros históricos. Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem o ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que o povo de Deus está desfrutando a prosperidade sob a condição de obediência. CBASD, vol. 4, p. 775.
Magogue. Visto que o prefixo hebraico ma– pode significar “lugar de”, é possível que Magogue aqui signifique simplesmente “terra de Gogue”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 todo o teu exército.Do ponto de vista militar, todas as vantagens pareciam estar com os que atacavam. No entanto, se Yahweh estava contra Gogue, Israel não tinha nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 778.
O orgulho e a destruição de Gogue refletem muito de perto o orgulho e queda de Lúcifer, como descritas em Is 14:12-15 (compare com Ez 28:17-19). Andrews Study Bible.
5-6 O número sete [das nações] desempenham um papel significativo nesta profecia e no livro inteiro de Ezequiel, simbolizando complitude ou totalidade, e neste contexto específico aponta para uma conspiração universal, um plano mundial contra Israel. Andrews Study Bible.
7 prepara-te. O profeta parece ironicamente encorajar Gogue a fazer os preparativos para a guerra e a reunir forças para que todos os inimigos de Deus pereçam juntos. CBASD, vol. 4, p. 779.
8 serás visitado. Quer dizer “atingido pela justiça divina”. Bíblia Shedd.
10 você maquinará um plano maligno [NVI]. Uma invasão seguida de saque (cf. v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus fará isto no sentido de permitir a Gogue executar os desígnios de seu coração perverso. CBASD, vol. 4, p. 779.
11 parte central do território. A palavra hebraica traduzida por “parte central” também significa “umbigo”, uma figura pitoresca da crença de que Israel era o elo vital entre Deus e o mundo (tb em 5.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 quando Eu tiver vindicado a Minha santidade. Na destruição de Gogue, o caráter de Deus seria completamente vindicado; da mesma forma, na destruição de Satanás e da vasta multidão de ímpios no final do milênio, a sabedoria, justiça e bondade de Deus serão plenamente vindicadas. CBASD, vol. 4, p. 780.
17 não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio dos Meus servos, os profetas de Israel? Uma declaração chave da profecia, que afirma que Deus, através de Seus profetas, falara em tempos anteriores a respeito de Gogue. Isto significa que Deus falara sobre ele de modo geral, porque em nenhum lugar no AT é mencionada uma profecia direta contra Gogue. Andrews Study Bible.
Vista em seus aspectos mais amplos, a batalha aqui descrita é apenas a culminação da luta milenar entre os poderes do mal e o povo de Deus, e há frequente menção disso em profecias anteriores. A mais antiga vem do jardim do Éden, na maldição pronunciada sobre a serpente. … qualquer sucesso da parte do povo de Deus encontra a mais violenta oposição do adversário. CBASD, vol. 4, p. 780.
17-23 Aqui se percebe que esta profecia vai muito além de uma invasão física. É o dia do Senhor mencionado pelos profetas antigos, um dia de julgamento (Am 5.18). É a guerra final entre a luz e as trevas, na qual os partidários de Satanás serão lançados no abismo de fogo e enxofre (22 e Ap 20.7-10). Bíblia Shedd.
19 terremoto. Assinalando a poderosa presença de Deus, que vem para derrotar totalmente o exército que invadia a sua terra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Aqui está um aspecto para o qual os escritores do NT chamam a atenção. Eles falam das terríveis convulsões da natureza que precederão a vinda do Filho do homem. Jesus menciona o “bramido do mar e das ondas” e “homens que desmairão de terror”, não tanto por causa de alguma ameaça militar à segurança, mas porque toda a natureza parecerá estar fora de seu curso (Lc 21:25, 26; GC, 636). CBASD, vol. 4, p. 780.
21 a espada de cada um será contra o seu irmão. A coligação dos inimigos de Israel se voltará contra si mesma, assim como fizeram os exércitos que atacaram Judá nos dias de Josafá (2Cr 20.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 grande pedras de saraiva. Isto encontra paralelo na sétima praga, quando pedras de cerca de um talento ampliarão a destruição em andamento (Ap 16:21). O “fogo” pode achar correspondente nos “relâmpagos” de Apocalipse 16:18. CBASD, vol. 4, p. 781.
A lista de armas divinas faz crer que Deus intervirá diretamente, sem o benefício de um exército terrestre. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 saberão que Eu sou o Senhor. à medida que o conflito se aproxima de seu clímax, os elaborados estratagemas do enganador serão desmascarados, e será revelada a debilidade e falsidade de suas reivindicações. Demônios e homens vão reconhecer que há apenas um que é supremo, e que seu modo de agir no grande conflito visava a promover o bem eterno de Seu povo e do universo em geral (ver GC, 671). CBASD, vol. 4, p. 781.
Filed under: correção, cuidado de Deus, desobediência, discernimento, escolhas, idolatria, profecias | Tags: arrependimento, confiança em Deus, escolhas, rebeldia
Comentário devocional:
O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.
A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa “Rei Divino.” No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13). Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.
A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).
A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta “cidade da alegria” (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.
A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades.
A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.
Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas – individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/49/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 49
Filed under: arrependimento, correção, cuidado de Deus, discernimento, escolhas, esperança, Justiça, profecias, Queda de babilônia | Tags: advertência, Apocalipse, juízos divinos
Comentário devocional:Que capítulo intenso! Deus envia aqui Sua Palavra a toda a nação de Judá e, também, ao mundo todo, em todas as épocas, através de seu servo Jeremias.
A mensagem de Deus é simples e clara. Observe Seu “Plano de três pontos” para a sobrevivência espiritual:
1. Arrependei-vos dos vossos maus caminhos e maldades;
2. Não vá atrás de outros deuses para os servir e adorar;
3. Não Me obrigue a agir por causa das más obras das tuas mãos.
A Escritura registra a triste verdade que eles se recusaram a ouvir. Recusaram não apenas poucas vezes, mas de forma permanente.
A leitura deste capítulo me faz imaginar Jeremias tentando conseguir a atenção das pessoas no portão da cidade. Mas o povo não deu ouvidos às palavras de Deus. Estas palavras os teriam salvo se tivessem levado o profeta a sério.
Jeremias detalha os resultados devastadores de desprezar as repreensões divinas. Os babilônios se tornaram instrumento divino de juízo. Os sons da vida foram silenciados e as luzes se apagaram.
Mas existe uma esperança: encontramos neste capítulo a profecia de Jeremias de que os cativos ficariam na Babilônia por 70 anos e depois retornariam.
Veja que interessante: como registrado em Daniel 9, esta é a mesma profecia que Daniel estava estudando perto do fim do cativeiro! Preste atenção: vemos aqui um profeta – Daniel – estudando as palavras de outro profeta – Jeremias – que tentava entender o que Deus dizia! Quão importantes são as palavras de Deus!
No restante do capítulo observamos Jeremias ser levado em visão para além dos 70 anos de cativeiro, após a punição de Babilônia por seus pecados, até o desfecho do conflito entre o bem e o mal no fim dos tempos.
Estas questões que trouxeram os juízos divinos ao povo de Deus agora se aplicam a todo o mundo. Deus diz: “Pegue de minha mão este cálice com o vinho da minha ira e faça com que bebam dele todas as nações a quem eu o envio.” (v. 15 NVI).
Os estudantes da Bíblia reconhecem aqui uma forte semelhança com as palavras de Apocalipse [em especial, Apoc 14], descrevendo o conflito final dos tempos. Deus tem um acerto de contas a fazer, não só com o Seu povo, mas com todas as nações. A devastação do pecado e do mal não perdurará para sempre.
No final deste capítulo é feita referência aos líderes e pastores no Dia do Juízo. Não é uma imagem bonita. Parece mais um momento de terror. Eu não gostaria de ser responsabilizado por ter levado um dos filhos de Deus a se extraviar!
A boa notícia é de que haverá um fim para a loucura de rejeitar as palavras de Deus. Façamos a nossa parte em aceitar as mensagens de Deus para nós e as colocarmos em prática. Assim seremos aprovados no juízo final.
“Senhor, que cada membro da família mundial “Reavivados por Sua Palavra” ouça atentamente as Suas palavras e as pratique”.
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/25/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto original: Texto bíblico: Jeremias 25
Filed under: Amor de Deus, cuidado de Deus | Tags: justiça própria, salvação
Comentário devocional:
O profeta Isaías, na seção compreendida entre 63:11 a 64:7 do seu livro, lança um olhar retrospectivo para a história de Israel lembrando como Deus fielmente tem guiado o Seu povo (63:13,14) e como, de bom grado, Ele ajuda aqueles que alegremente fazem o certo e obedecem aos Seus caminhos (64:5). O profeta está cheio de admiração pelo caráter de Deus. “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam” (v. 4 NVI; ver tb 1Co 2:9).
Isaías lembra, também, quão teimoso Israel tem sido e se sente mortificado pelo modo como esta nação tem agido para com o seu terno e paciente Deus. “Em Seu amor e em Sua misericórdia Ele os resgatou; foi Ele que sempre os levantou e os conduziu nos dias passados. Apesar disso, eles se revoltaram e entristeceram o Seu Espírito Santo. Por isso Ele Se tornou inimigo deles e lutou pessoalmente contra eles.” (Is 63:9,10 NVI).
A experiência de Israel ilustra a condição moral da humanidade como um todo. “Somos como o impuro [leproso] – todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo [trapos que cobriam o corpo em decomposição do leproso]. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe. Não há ninguém que clame pelo teu nome, que se anime a apegar-se a ti…” (Is 64:6-7, NVI).
Então ocorre uma mudança no discurso. O profeta, de repente, intercede em nosso favor. Ele pede para Deus Se lembrar! “Lembre-se, Senhor”, diz ele, “Tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; Tu és o oleiro” (v.8 NVI), somos mortais frágeis e mesmo nossos melhores atos não são nada além de “trapo imundo” (v.6 NVI). Por três vezes ele lembra o Senhor: “Tu és nosso Pai” (63:16 a, b; 64:8); lembra também que Ele é nosso criador (v.8) e que Seu nome, desde o início, é “Redentor” (63:16).
Como Moisés, Isaías implora a Deus para não desistir de seu povo, para não esconder Seu rosto deles (v.7), mesmo que seja só por causa do Seu nome e reputação (63:14; 64:10,11).
Quando nos sentimos distantes de Deus, podemos clamar como Isaías: “Não te ires demais, ó Senhor! Não te lembres constantemente das nossas maldades. Olha para nós! Somos o teu povo! … Ficarás calado e nos castigarás além da conta?” (v. 9,12 NVI). Em resposta às nossas humildes súplicas já conhecemos de antemão a promessa de Deus: “Antes de clamarem, eu responderei; enquanto ainda estiverem falando eu os ouvirei” (65:24 NIV). Que conforto e segurança nos traz o amoroso, justo e misericordioso Deus a quem servimos em Sua Palavra!
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/64/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 64
Comentário devocional:
Existe muita profundidade de sentimento neste capítulo. Três personagens estão em constante conversação. Isaías fala aos justos deixados em Judá (v. 1-3), Deus fala com ternura ao Seu povo (v. 4-8) e Judá fala de volta a Deus (v. 9-10). Então Isaías repete a promessa do retorno dos exilados (v. 11), Deus fala a Judá novamente (v. 12-16), especificamente, a Jerusalém (v. 17-20) e, finalmente, Isaías fala aos aflitos e desencorajados (v. 21-23).
Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade.
Deus encerra, então, esta descrição dolorosa com uma nota de esperança. É o próprio Senhor “que defende o seu povo” (v. 22) e retribuirá ao inimigos o sofrimento causado ao Seu povo (v. 22 e 23). O capítulo salienta aqui dois atributos maravilhosos de Deus: Sua justiça e Sua salvação (v. 5-6).
Que Deus extraordinário nós servimos! Ele estaria em seu direito se nos deixasse colher as conseqüências de nossas ações, sem dar nenhuma explicação. No entanto, ele se inclina até nós para nos ajudar a entender a causa de nossa doença e as razões de Suas ações. Ele deixa claro que preferiria evitar ministrar a nós remédio tão amargo, pois Ele é um Pai terno que se condói com o sofrimento de seus filhos. Mas Ele está mais interessado em que saremos da doença – não importa o custo ou a dor – a continuarmos no pecado e, assim, acabarmos perdidos para sempre.
Ao vermos o imenso interesse de Deus para que abandonemos tudo aquilo que nos prejudica, tomemos a firme decisão de seguir o exemplo de Abraão, nosso pai na fé (v.2). Ele saiu da Babilônia, respondendo ao chamado de Deus para se dedicar a Ele. Nós também, pela graça de Deus, precisamos sair da nossa Babilônia de pecado, dúvida, indolência, entretenimento e auto-indulgência e seguir este maravilhoso Deus até o fim. Amém.
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/51/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 51
Comentário devocional:
Depois de vermos no capítulo 37 Deus efetuar tão grande vitória a favor de Jerusalém, ficamos surpresos com a informação de que “naqueles dias Ezequias ficou doente, à beira da morte” (Isaías 38:1, NVI). A Bíblia não revela quando Ezequias ficou doente. Talvez ele tivesse adoecido antes mesmo da Assíria ter cercado Jerusalém. No entanto, é interessante notar que o rei Ezequias recebeu ordem do Senhor para colocar sua casa em ordem. Isto implica em que, embora ele possa ter servido a Deus com “devocão sincera” (v. 3, NVI), algo em sua casa ou reino precisava ser acertado antes dele morrer.
Em resposta a essa notícia Ezequias se volta para Deus, pedindo misericórdia, com choro e humildade. É incrível ver nesta passagem como Senhor está disposto a alterar o curso dos acontecimentos em resposta a nossas orações. Quando Deus vê verdadeira humildade de coração e um novo curso de ação, Ele se dispõe a alterar o veredito ou mesmo cancelar a sentença.
Ezequias se humilha e Deus lhe responde, dando-lhe 15 anos adicionais de vida. Não só isso, Ele faz o sol voltar dez graus como sinal de que prolongaria a vida do Rei Ezequias e também livraria Jerusalém da Assíria. Isso nos leva a pensar que talvez esta doença tenha ocorrido no mesmo período em que o reino de Judá estava sendo invadido pelos Assírios.
Em resposta à misericórdia de Deus, Ezequias canta uma canção de louvor, uma canção que nos ensina muito sobre a condição da humanidade. É também uma canção que todos aqueles a quem Deus resgatou podem cantar hoje: “Meus dias estavam contados, mas você recuperou a minha saúde e me fez viver . Eu estava em grande amargura, mas você amou a minha alma e me livrou da cova. Você lançou os meus pecados para longe; por isso eu te louvo. Aqueles que morrem não pode louvá-lo. São os vivos que lhe louvam, querido Deus. Muito obrigado por me permitir permanecer mais tempo entre os vivos” (Minha paráfrase dos versículos 10, 16-19).
As lições que podemos extrair deste capítulo são bastante significativas. Vivemos em um mundo onde o Grande Conflito é iminente e todos somos feridos nessa batalha entre o bem e o mal. Contudo, Deus não nos abandonou e está disposto a atender a nossas súplicas. 2 Crônicas 7:14 nos encoraja : “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (NVI).
Alguns de nós precisamos de cura física, mas todos precisamos de cura espiritual. Não percamos tempo, nos humilhemos, oremos e coloquemos em ordem a nossa casa. Oremos pessoalmente e como igreja para que Deus estenda os nossos dias, conceda-nos mais tempo para louvar o Seu nome e levar a Sua verdade a outros. Ele certamente atenderá a nossa oração, pois está voltando e não quer ver ninguém perdido.
Melodious Echo Mason
EUA
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/38/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Isaías 38