Filed under: acontecimentos finais, fé, Tempo do Fim | Tags: segunda, vigiar, Volta de Jesus
Comentário devocional:
Após a descrição da Segunda Vinda e dos sinais que a anteciparão, Jesus dá uma série de ilustrações para destacar certas coisas a respeito da Segunda Vinda em si. Esta série de comentários começa em Mt 24:32 e continua através de Mateus 25.
Dois temas importantes se destacam nestas declarações. Primeiro é o tema da data da vinda e a surpresa associada. Se por um lado ninguém sabe o dia nem a hora (24:36), por outro podemos saber que o tempo de Sua vinda está próximo (24:32-35).
Apesar de podermos saber da proximidade, muitos serão pegos de surpresa (24:39) e Ele virá para eles em um momento inesperado (24:44). Relacionado com este momento inesperado, alguns pensarão que o retorno está demorando e não farão uma preparação adequada (24:45-51; 25:1-13). Estas parábolas que citam o atraso nos dão a chave para não sermos pegos de surpresa. O servo que trabalha fielmente para promover os interesses do patrão, não terá qualquer angústia ou surpresa quando do seu retorno.
A segunda ênfase temática envolve a mensagem básica do julgamento. As referências a Noé e ao dilúvio, os servos fiéis em contraste com os servos infiéis (Mt 24:36-51), juntamente com as parábolas das 10 virgens, dos talentos e da separação das ovelhas e dos bodes, todas elas apontam para uma grande separação dos justos e dos perversos através de um processo de julgamento. As duas parábolas acerca dos servos apontam mais claramente ao juízo investigativo. O mestre ou rei vem, inspeciona e avalia, investiga e, em seguida, decreta uma sentença de recompensa ou punição. Várias parábolas são apresentadas uma após a outra as quais enfatizam esse tema do julgamento.
Fica evidente que Jesus não está ensinando que todos serão salvos (universalismo). Além disso, é muito claro que Deus julga e acerta contas com cada pessoa individualmente. Quem crê em Jesus não será julgado – os Seus méritos apagam suas faltas (Jo 3:18). Este se envolverá com os negócios do Rei, multiplicando talentos e tratando outros servos com dignidade e graça.
Esta é a forma de nos prepararmos para a segunda vinda: manter vivo nosso relacionamento com Deus através do Espírito Santo (azeite das virgens). Este envolvimento com o Espírito nos motivará e capacitará a estarmos ativamente engajados na construção do reino como servos do Mestre e Rei.
Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/25/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 25
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, adoração, parábolas | Tags: fogo eterno, inferno, vigiar, virgens
1 o reino dos céus. Jesus e pelo menos quatro dos discípulos estavam [na terça à tardinha] na encosta ocidental do monte das Oliveiras. Os sol se pôs, e as sombras do crepúsculo foram se aprofundando. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 542.
1-13 A demora da volta de Cristo distingue o sábio do tolo. Estar pronto significa estar preparado para uma longa espera; o zelo de pouca duração é inadequado. Bíblia de Genebra.
Na hora da vinda de Cristo, revelar-se-á quais são os crentes verdadeiros que confiam em Cristo e aguardam Sua vinda, e quais são aqueles cuja profissão religiosa não inclui a “vigilância” – a fé transformadora em Cristo. Bíblia Shedd.
2 néscias. As cinco “virgens néscias” não são hipócritas (PJ, 411), são “tolas”, por não terem se rendido ao trabalho do Espírito Santo. CBASD, vol 5, p. 543.
3 azeite. Simboliza o Espírito Santo (PJ, 408; ver Zac 4:1-14), do qual os membros da igreja aqui representados são destituídos. Eles estão familiarizados com a teoria da verdade, mas o evangelho não efetuou nenhuma mudança em sua vida. CBASD, vol 5, p. 543.
4 as prudentes. As virgens prudentes da parábola representam os cristãos que entendem, apreciam e se valem no ministério do Espírito Santo. São “sábios” de fato os cristãos que hoje acolhem o Espírito Santo em suas vidas e cooperam com Ele na Sua tarefa designada (ver Jo 14:16, 17; 16:7-15). CBASD, vol 5, p. 543.
5 e, tardando. Os cristãos de hoje fariam bem em lembrar que o atraso do Esposo celestial não se deve a qualquer falta de preparação da parte dEle. Ele poderia ter vindo há muito tempo se Seu povo estivesse pronto para recebê-Lo e se tivesse sido fiel em completar a tarefa que lhe fora designada de preparar o mundo para a Sua vinda (ver DTN, 633, 634). CBASD, vol 5, p. 54
6 à meia-noite. O momento em que as donzelas cansadas de esperar estariam mais sonolentas. “Meia-noite” representa a escuridão espiritual, a hora mais tenebrosa. Grandes trevas espirituais cobrirão a terra nos últimos dias. CBASD, vol 5, p. 544.
8 do vosso azeite. A preparação das virgens néscias não tinha sido completa nem séria, mas superficial. CBASD, vol 5, p. 544.
14 Pois será. Enquanto a parábola das dez virgens (Mt 25:1-13) enfatiza a preparação pessoal para o retorno de Cristo, a dos talentos sublinha a responsabilidade do trabalho para a salvação dos outros. Assim, “vigiar” (Mt 24:42) inclui tanto a preparação pessoal quanto o trabalho missionário individual. CBASD, vol 5, p. 544.
14-30 A parábola dos talentos emprega a palavra “talento” (peso de 30 kg de prata equivalente a 6.000 denários) no sentido de uma fé e capacidades que Deus concede aos crentes, que implicam em uma compreensão do amor de Deus revelado em Cristo e suas consequentes implicações. Bíblia Shedd.
Um talento de prata … correspondia a mais de 18 anos de salário comum. CBASD, vol 5, p. 545.
15-28 Esta parábola [dos talentos], como as outras duas neste capítulo, tem o seu foco naquilo que os cristãos deveriam estar fazendo entre o “agora” e a Segunda Vinda – outra descrição para o que significa “vigiar”. Andrews Study Bible.
15 talentos. A palavra “talento”, em português, significando um dom natural ou habilidade, é derivada desta parábola. Bíblia de Genebra.
24 Senhor, sabendo que és. O servo admite francamente que seu procedimento não foi devido à ignorância ou à falta de capacidade. Foi deliberado. CBASD, vol 5, p. 545.
25 O servo que não fez uso do talento agiu assim porque desconfiava de seu senhor e o odiava.Não quis arriscar-se e fazer o dom circular. Preferiu a neutralidade (Mt 5.15, 16) e isentar-se da responsabilidade. Bíblia Shedd.
…ele supôs que todo o lucro iria para o seu mestre, e ele seria responsabilizado por qualquer perda. Ele não estava disposto a aceitar a responsabilidade envolvida, e faria o mesmo se oportunidades maiores lhe fossem oferecidas. CBASD, vol 5, p. 546.
27 juros. A palavra grega assim traduzida era usada a princípio no sentido de “prole”, sendo os juros os “filhotes” do dinheiro investido. Andrews Study Bible.
29 Os dons de Deus multiplicam-se se os utilizarmos, pois transformam nossas vidas, de tal maneira que ficamos em condições de receber muito mais da plenitude que nos oferece o Senhor. O amor gera mais amor, a fé gera mais fé, a obediência à Palavra de Deus produz uma fonte de virtude que vai influenciando nosso ambiente (2Pe 1:3-7). Bíblia Shedd.
31-46 A base do julgamento: a vida frutífera em boas obras que são o sinal exterior da presença de Cristo no coração de quem sinceramente crê nele. Bíblia Shedd.
32-40 A separação e julgamento são baseados em como os seguidores de Jesus tratam o menor e o marginal enquanto eles esperam pelo retorno de Jesus. Esta parábola não está ensinando salvação pelas obras da lei, o que Paulo rejeita (Rom 3.27). Ela articula as obras éticas e sociais que caracterizam o próprio trabalho de Jesus, e o que, depois, o apóstolo Tiago requer dos seguidores de Cristo (Tg 2:14-16). Andrews Study Bible.
32 Nos campos de Israel, as ovelhas e os cabritos viviam juntos; as ovelhas tinham alto valor, e os cabritos, pouco valor. Bíblia Shedd.
40 Quando refletirmos o caráter de Jesus perfeitamente, agiremos como Ele pelos necessitados e, por meio de nós, ele poderá consolar e socorrer os outros. A melhor prova de amor a Deus é o amor que nos leva a levar “as cargas uns dos outros, e assim cumprir a lei de Cristo” (Gl 6:2; cf 1Jo 3:14-19; ver com. de Mt 5:43-48). CBASD, vol 5, p. 548.
41 fogo eterno. Descrito em outros lugares como “fogo inextinguível” (ver com. de Mt 3:12) e “fogo do inferno” (ver com. de Mt 5:22). Todos os três se referem às chamas do último dia que hão de consumir os maus e todas as suas obras (2Pe 3:10-12; Ap 20:10, 14, 15). A palavra aionios traduzida como “eterno” ou “para sempre”, significa “que dura um tempo”, no sentido de ser algo contínuo e não sujeito à mudança caprichosa. Os antigos papiros gregos contêm numerosos exemplos de imperadores romanos descritos como aionios. … É, portanto, claro que as palavras “eterno” e “para sempre”, na língua portuguesa, não refletem como precisão o significado de aionios. O termo significa, literalmente “época duradoura”, e expressa permanência ou perpetuidade dentro dos limites. Por sua vez, “eterno” e “para sempre” é de duração ilimitada. A duração de aionios deve, em cada caso, ser determinada pela natureza da pessoa ou coisa que ela descreve. No caso de Tibério César, por exemplo, aionios descreve um período de 23 anos, ou seja, o tempo de sua ascensão até sua morte. No NT, aionios é usado para descrever tanto o destino dos ímpios quanto o estado futuro dos justos. Seguindo o princípio acima referido, vemos que a recompensa do justo é a vida que não tem fim, a recompensa dos ímpios é morte para a qual não há fim (Jo 3:16; Rm 6:23, etc.). … Esse “fogo eterno”, aionios, não significa que ele é de duração infinita. Isso fica claro a partir de Judas 7. Obviamente, o “fogo eterno” que destruiu Sodoma e Gomorra queimou por um tempo e depois se extinguiu. CBASD, vol. 5, p. 550, 551.
44 quanto foi que Te vimos […]? Eles não conseguiram aprender a grande verdade que o amor genuíno de Deus se revela no amor para com os Seus filhos sofredores. A verdadeira religião envolve mais do que o assentimento passivo aos dogmas. CABSD, vol. 5, p. 551.
Filed under: acontecimentos finais, Tempo do Fim | Tags: Segunda Vinda, Volta de Jesus
Comentário devocional:
Neste capítulo, Jesus deixa o Templo, e os debates sobre a Sua autoridade espiritual iniciados pelos líderes religiosos se encerram (Mt 21-23). Ao sair, Jesus previu a destruição do Templo (Mat 24:2). Os discípulos agora buscam uma conferência privada com Jesus para mais explicações e parte da resposta de Jesus é o Seu famoso discurso sobre os sinais de Sua Segunda Vinda. Um desses sinais é muitas vezes incompreendido pelos cristãos em geral.
Nos versículos 4-8, temos uma série de sinais que vão desde falsos “Cristos” e falsos profetas a guerras, fome e terremotos. Mas “ainda não é o fim” e essas coisas “são apenas o início das dores de parto” do fim. Essas dores de parto são seguidas por perseguição do povo de Deus, traição, mais falsos profetas, ilegalidade e esfriamento do amor (vs 9-12). Mas, Jesus diz, aquele que perseverar até o fim será salvo (v. 13).
Agora chegamos ao verso mal entendido: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (v. 14 NVI). Esse versículo é muitas vezes pregado como se Jesus tivesse proferido uma sentença condicional: “SE o evangelho for pregado no mundo inteiro, ENTÃO virá o fim.” Isso se reflete nos apelos que são feitos para “terminarmos o trabalho de modo que Cristo possa vir.” Os membros acreditam em nós quando pregamos isso e eles observam que o mundo não cristão, como a “janela 10-40”, fortemente muçulmana ou hindu, está crescendo mais rápido do que a população cristã tem conseguido pregar para eles. Assim, alguns membros tranquilamente concluem que, se Cristo não virá até alcançarmos a última pessoa com o Evangelho, então Ele não virá tão rápido assim. E certamente seus estilos de vida declaram que não acreditam que Cristo está vindo muito em breve.
Na realidade, a gramática da expressão grega de Mt 24:14 é uma declaração de fato profético, assim como as guerras, fomes e terremotos. Gramaticalmente, a pregação do Evangelho a todo o mundo é um SINAL da vinda de Cristo e não somente uma CONDIÇÃO para isto. A boa notícia é que o evangelho será pregado a todo o mundo e que Jesus certamente está chegando!
Quando como membros acreditarmos que a vinda de Cristo é certa e que nós temos um tempo limitado para preparar o mundo para a Sua vinda, suplicaremos pelo poder do Espírito Santo para que nos capacite a cumprir nossa missão no mundo. Como resultado, deixaremos de lado nossas tolas discussões e controvérsias na vida congregacional, seremos reavivados espiritualmente e começaremos a trabalhar a sério na pregação do evangelho.
Jesus CERTAMENTE está voltando. Peçamos a Ele que nos mostre qual a parte que nos cabe para representá-Lo ao mundo!
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/24/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 24
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, adoração, escolhas, influência, Israel, salvação | Tags: dízimos, tradição, Volta de Jesus
1 Então, falou Jesus. Isto ocorreu, provavelmente, na terça-feira, no fim do dia. Foi a última vez que Jesus ensinou no templo, a última em que falou ao povo. Evidentemente, Ele procurou, através de denúncias contundentes contra os escribas e fariseus, quebrar as correntes que prendiam as pessoas à tradição e àqueles que a perpetuavam. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 518.
2 Na cadeira de Moisés, se assentaram. Ou, como intérpretes oficiais da lei de Moisés. … os arqueólogos descobriram que as antigas sinagogas judaicas tinham cadeiras literais em que o intérprete da lei, sem dúvida, se assentava. CBASD, vol. 5, p. 518.
3 não os imiteis. Fazemos bem em examinar nossa vida em busca dos traços dos mesmos males que fizeram “fariseu” sinônimo de “hipócrita. CBASD, vol. 5, p. 518.
dizem e não fazem. Dizer sem fazer é o que faz de um homem um hipócrita. CBASD, vol. 5, p. 519. … Escribas e fariseus professavam lealdade absoluta às Escrituras, mas falhavam na prática dos princípios ali estabelecidos. CBASD, vol. 5, p. 519.
4 Atam pesados fardos. Esses “pesados fardos” eram parte da tradição rabínica e não das leis de Moisés (ver com. de Mc 7:1-13). CBASD, vol. 5, p. 519.
5 serem vistos pelos homens. Sua conduta era regulamentada pelo que imaginavam que os outros pensariam dela, mais do que por amor a Deus (cf 2Co 5:14). CBASD, vol. 5, p. 519.
filactérios. Eram cápsulas, ou rolos de couro, que os judeus usavam na testa, perto do coração, e no braço esquerdo. Continham quatro passagens bíblicas: Êx 13.1-10; 13. 11-16; Dt 6:4-9; 11.13-21. … Honravam-se as cápsulas tanto quanto as próprias Escrituras (imaginava-se que o próprio Deus usava filactérios), e seu tamanho era considerado como um sinal de zelo de quem o usava. Também eram considerados como amuletos para evitar o mal. Bíblia Shedd.
A ideia de usar filactérios foi baseada em uma interpretação literal de Dt 6;8. … Para muitos o filactério se transformou num talismã. CBASD, vol. 5, p. 519.
franjas. São as borlas descritas em Nm 15.37-41, usadas de maneira singular, como lembrete visível da profissão religiosa dos judeus e que Jesus também usava (cf Mt 9.20 onde se traduz por “orla”). Os fariseus desenvolveram esse costume até sobrecarregá-lo de minúcias, esquecendo-se, porém, da sua singela mensagem espiritual. Bíblia Shedd.
Alongá-las era um meio de torná-las mais visíveis; e, como as roupas adornadas com essas franjas ou borlas eram usadas para fins religiosos, a pessoa que as usava procurava chamar a atenção dos outros como sendo piedoso além das exigências da lei e além das pessoas comuns. CBASD, vol. 5, p. 519.
8-10 A advertência é contra procurar títulos de honra para alimentar o orgulho. Obviamente, devemos evitar um literalismo insensato ao aplicar esses mandamentos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ao proibir o uso dos títulos “Mestre” (v. 8), “Pai” (v. 9) e “guias” (v. 10), Jesus não proíbe a organização ou o uso de todos esses títulos na igreja (cf At 20.17; 1Co 9:1; 1Tm 1.1-2, 8, 12; Tt 1:5-7). A advertência de Cristo é contra a tentação de conceder, aos líderes humanos, a autoridade e prerrogativa que pertencem só Deus – uma tentação aqui exemplificada pelo uso de pretensas formas de tratamento. Bíblia de Genebra.
13 fechais o reino dos céus. Os escribas e fariseus tornaram quase impossível, aos sinceros de coração, encontrar o caminho da salvação, em primeiro lugar, fazendo da religião um fardo insuportável (Mt 23:4) e, em segundo, pelo seu próprio exemplo hipócrita (v. 3). CBASD, vol. 5, p. 521.
15 prosélito. Os gentios eram convertidos ao judaísmo eram convertidos ao regulamento legalístico da circuncisão e à Lei Mosaica e não a um relacionamento pessoal com Deus. Andrews Study Bible.
Um número muito maior acreditava no Deus verdadeiro e O adorava, mas sem participar dos ritos do judaísmo; esses eram conhecidos como “prosélitos de portão” ou “tementes a Deus”. CBASD, vol. 5, p. 521.
duas vezes mais. Um convertido empolgado acabava se tornando, se possível, ainda mais intolerante do que os fariseus. CBASD, vol. 5, p. 521.
23 dízimo. Jesus não está abolindo a prática de dar um décimo das entradas a Deus. Justamente o oposto. Os comentários de Jesus reafirmam a permanência da lei do dízimo e a coloca em perspectiva ao mais importante: justiça e misericórdia e fé. Andrews Study Bible.
As três hortaliças [hortelã, endro e cominho] teriam algum valor comercial, mas o dízimo obtido seria o mínimo. Os fariseus, ao se mostrarem zelosos nos pormenores, pensaram que poderiam esconder, de si mesmos e de Deus, o fato de não estarem á altura da verdadeira religião. Bíblia Shedd.
os preceitos mais importantes. Os escribas e fariseus davam grande valor às ordenanças humanas e às formas externas de observância da lei (ver com. de Mc 7:3-13), mas se esqueciam quase completamente do verdadeiro espírito da lei em si, do amor a Deus e ao próximo. CBASD, vol. 5, p. 523.
24 coam. A cláusula deveria dizer, literalmente, “coar todos os insetos”, da água potável. CBASD, vol. 5, p. 523.
O fariseu rigoroso coava cuidadosamente a água potável em um pano para ter certeza de não engolir um mosquitinho, considerado o menor ser vivo impuro. Mas, figuradamente, engolia um camelo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
…camelo, o maior animal impuro da Palestina (Lev 11:4, 41-45). Andrews Study Bible.
27 sepulcros caiados. De acordo com a lei ritual, uma forma extrema de contaminação era o contato com a morte. Os sacerdotes, por exemplo, não deviam se “contaminar” pelo contato com os mortos, salvo em caso de parentes próximos (Lv 21:1-4), mas até essa exceção era negada ao sumo sacerdote (v. 10, 11). de acordo com a Mishnah, era costume caiar as sepulturas em 15 de adar, um mês antes da Páscoa, a fim de que os sacerdotes e nazireus pudessem evitar a contaminação através do contato involuntário com as sepulturas. CBASD, vol. 5, p. 523.
29 edificais os sepulcros. Os mártires de uma geração, muitas vezes, se tornam os heróis da seguinte. Enquanto os profetas estavam vivos, era comum apedrejá-los. Algum tempo após a sua morte, era costume edificar monumentos elaborados em pedra para homenageá-los. Os judeus não poderiam honrar os profetas vivos sem aceitar as suas mensagens, mas era simples honrar os mortos sem acatar suas exortações. CBASD, vol. 5, p. 524.
30 Se tivéssemos vivido. Cada geração tende a se orgulhar de ser mais sábia e tolerante do que as anteriores. … Se esses profetas, teriam comunicado as mesmas mensagens em denúncia do pecado, e essas mesmas mensagens provavelmente teriam encontrado a mesma resistência insensível e provocado as mesmas tentativas de silenciar seus portadores. CBASD, vol. 5, p. 524.
35 sobre vós. Isso não quer dizer que as pessoas da geração de Cristo deveriam ser punidas pelos erros de seus antecessores, pois as Escrituras ensinam especificamente que ninguém é punido pelos pecados os outros (ver Ez 18:2-30; cf. Êx 32:33). Mas a rejeição a Jesus e a Seus ensinamentos tornou a sua culpa maior do que a de qualquer geração anterior. CBASD, vol. 5, p. 525.
Abel, até […] Zacarias. O assassinato de Abel é registrado em Gn 4.8, e o de Zacarias, filho de Joiada, em 2Cr 24.20-22 (2Cr é o último livro do AT, segundo a ordem em hebraico). A expressão é algo semelhante ao que dizemos hoje: “Do Gênesis ao Apocalipse”. Jesus estava resumindo a história dos martírios no AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 todas estas coisas. Ou, o clímax das más ações resumidas nos vs. 34 e 35. A taça da iniquidade dos judeus como nação estava se enchendo rapidamente. CBASD, vol. 5, p. 525.
37 Jerusalém, Jerusalém. Reconhecimento pleno da rejeição dos judeus (cf Jo 1.11). Deus fez tudo para Seu povo, mas este rejeitou a Jesus. Bíblia Shedd.
quis Eu reunir. Literalmente, “como desejei reuni-los!” Esta é uma das expressões mais pungentes e solícitas dos lábios de Jesus. Com o mesmo terno anelo, Deus contempla todos os perdidos (ver com. de Lc 15:7). O tempo em que Deus devia rejeitar os judeus como povo escolhido estava prestes a chegar (ver Mt 23:38). mas com que relutância Ele os abandonou á sua própria perversidade e a seu trágico destino! CBASD, vol. 5, p. 526
vossa casa. Apenas um dia antes, Jesus tinha Se referido ao templo como “Minha casa” (Mt 21:13). Então, passou a ser “vossa casa”. As palavras de Jesus devem ter despertado terror no coração dos sacerdotes e príncipes. Pode ser que, durante o julgamento de Cristo, eles tenham se lembrado dessa declaração (Mt 26:61-64). O véu rasgado, três dias depois, foi um sinal visível de que Deus não aceitava mais as formas e cerimônias destituídas de significado. Por cerca de 40 anos mais, elas continuaram a ser praticadas (ver Mt 27:51). CBASD, vol. 5, p. 526.
A cidade e a nação seriam assoladas em 70 d.C. Biblia Shedd.
desde agora, já não Me vereis. Por “desde agora” Jesus não se refere à Sua saída do templo, na tarde de terça-feira, mas a todas as circunstâncias ligadas à rejeição, ao julgamento e crucifixão. CBASD, vol. 5, p. 526.
até que venhais a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Jesus se referiu ao tempo em que os homens, incluindo os “que O transpassaram” (Ap 1:7), O veriam “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24:30). No último dia, mesmo os escarnecedores seriam obrigados a reconhecer a bem-aventurança dAquele a quem eles amaldiçoaram tão livremente (ver Fp 2:9-11). Os escribas e fariseus , a quem Jesus falou, estariam nessa multidão. Jesus quis dizer: “Vocês não mais me verão até que Eu retorne em glória.” Logo depois de dizer essas palavras, Jesus partiu para sempre do recinto do templo. CBASD, vol. 5, p. 526
Filed under: acontecimentos finais | Tags: chuva serôdia, Chuva temporã, remanescentes, sacudidura, Segunda Vinda
Na Palestina as primeiras chuvas após o verão ocorrem entre os meses de setembro, outubro e novembro. Os agricultores aproveitam essas chuvas, também chamadas de temporãs, para semear e plantar. Por outro lado, as últimas chuvas, também chamadas de serôdias, vem para amadurecer os grãos para a colheita e ocorrem nos meses de março, abril e maio.
A chuva temporã representa o início da obra do Espírito Santo quando a semente do evangelho foi semeada, logo após a primeira vinda de Cristo. A chuva serôdia vem no fim da história da Terra, antes de segunda vinda de Cristo, momento de se fazer a colheita. O Espírito Santo tem duas funções principais: amadurecer o caráter de crentes para a colheita e permitir a pregação mundial final do evangelho a fim de preparar um povo para a Sua vinda. Zacarias aconselha o povo a pedir ao Senhor a chuva serôdia para que venha a colheita.
A chuva serôdia produzirá o verdadeiro reavivamento e reforma. No entanto, esta será precedida por uma falsa experiência de chuva espiritual, caracterizada por emocionalismo, sons ritmados e barulhentos, e emoções descontroladas. As pessoas envolvidas neste falso reavivamento carecem de uma percepção tranquila da verdade e de decisões racionais em prol do Senhor. Haverá falsas doutrinas, populares, mas incorretas. Para não sermos enganados precisamos compreender profundamente a verdade e praticá-la diariamente.
As ovelhas têm a tendência de facilmente se perderem. Pastores amorosos farão de tudo para trazer as ovelhas perdidas de volta ao redil. Este é o trabalho dos líderes fiéis.
Zacarias repreende os líderes (vs. 2-3), que enganaram o rebanho de Deus por sua adoração de ídolos, pelos ensinamentos inverídicos, e por suas falsas visões. Você é um líder? Você ocupa uma posição administrativa na igreja? Você é um pastor ou professor? Você é um ancião de sua igreja local? É um diácono ou diaconisa? Você precisa agir em total harmonia com a verdade. Procure jamais afastar as pessoas da verdade, mas busque levá-las até a Cristo, a água da vida.
Deus tem um grande interesse em seu povo. Ele anseia por sua restauração. Ele irá trazê-los de volta como se nunca os tivesse castigado antes. Embora Ele os tenha dispersado, fará com que se lembrem dEle, e Ele mesmo recolherá o Seu remanescente.
Zacarias 10:4 (ARA) diz: “De Judá sairá a pedra angular; dele, a estaca da tenda; dele, o arco de guerra; dele sairão todos os chefes juntos”. A pedra angular, a estaca da tenda, e o arco de guerra são todos símbolos do verdadeiro líder, o Messias. Ele trará de volta para casa Seu povo remanescente de todas as partes do mundo (vs. 8-9).
A pregação das três mensagens angélicas, a última advertência a ser dada ao mundo, será feita pelo poder da chuva serôdia. Esta pregação produzirá dentro da igreja uma sacudidura em que muitos sairão da igreja. Então o remanescente será reunido para preencher os espaços vazios deixados. Eles vão substituir aqueles que foram sacudidos. Haverá tantos se unindo ao corpo de Cristo que dificilmente haverá espaço suficiente para eles (v. 10).
Em sua segunda vinda, o Messias pisará os seus inimigos, ferirá o orgulho da Assíria, e do Egito (v. 11). Jesus está vindo. O principal propósito de Sua vinda não é tanto julgar os ímpios, mas reunir o Seu povo e levá-los de volta para casa. É hora de sermos fortalecidos pelo Senhor e de sermos verdadeiros representantes do Senhor (v. 12). Queremos ser cheios do Espírito Santo, queremos receber a chuva serôdia.
“Querido Senhor, abre os nossos olhos para ver o momento em que todas as pessoas remanescentes voltarão para Ti pela pregação da última mensagem. Dê-nos o anseio genuíno pelas chuvas do Espírito Santo, a temporã e a serôdia, a fim de que estejamos prontos para a Tua vinda. Amém”.
Traduzido por JDS
Texto bíblico: Zacarias 10
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, cuidado de Deus, Israel, Joel, Tempo do Fim | Tags: Dia do Senhor, libertação, Segunda Vinda
Comentário devocional:
O capítulo final do livro fornece um clímax apropriado à mensagem profética de Joel. Os temas enfatizados eram importantes não só para o público de Joel, mas também para os nossos dias. De fato, vários dos temas ressaltados no capítulo 3 antecipam e prenunciam temas que são também destacados no último livro da Bíblia, o Apocalipse. Vamos considerar brevemente alguns desses temas:
Em primeiro lugar, há a ênfase na proximidade do Dia do Senhor. Joel proclama: “Pois o dia do Senhor está próximo” (3:14). É claro que este tema não está limitado ao profeta Joel. Repetidamente, a Bíblia fala da certeza da intervenção da vinda do Senhor nos assuntos humanos. Este tema chega a um grande clímax na última promessa das Escrituras: “Certamente, venho sem demora” (Apoc 22:20).
Este tema tem um significado especial para os que aguardam a breve segunda vinda de Jesus. Precisamos levar a mensagem de Joel a sério e renovar, como nunca antes, nosso foco na proximidade da vinda do Reino de Deus.
Um segundo tema enfatizado é a libertação que o Senhor efetua em favor Seu povo. Joel não estava afirmando que o povo de Deus não iria enfrentar nenhum perigo. De jeito nenhum!. De fato, Deus advertiu que seus inimigos batalhariam contra eles (3:9-12). Mas no momento extremo, um livramento maravilhoso seria experimentado, porque “o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para Israel” (3:16 NVI). Esta mesma ênfase ocorre em outros lugares da Escritura, e tem um significado especial para a igreja de Deus do último dia.
Finalmente há o foco na presença contínua do Senhor com o Seu povo. Depois de experimentar a devastação resultante da praga de gafanhotos (cap. 1) e a destruição provocada pelo exército inimigo (cap. 2), a pergunta que surge é: qual será o futuro do povo de Jerusalém?
Felizmente, o profeta responde a esta pergunta de uma maneira magnífica na última frase do livro: “O Senhor habita em Sião” (3:21 NVI). Isso não é nada mais, nada menos do que uma bela antecipação da promessa do último livro da Bíblia de que Deus habitará com o Seu povo para sempre quando Ele lhes restituir a Cidade Santa, a nova Jerusalém (Apoc 21).
Que nós, como povo de Deus hoje, vivamos na expectativa do tempo previsto pelo profeta Joel. Tenhamos sempre em vista o dia do breve retorno do Senhor. Mantenhamos vivo em nossa mente a certeza da Sua gloriosa salvação. E aguardemos com expectativa o momento em que Ele habitará com o Seu povo para sempre e sempre.
Greg A. King, Ph. D.
Decano da Escola de Religião
Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/joe/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Joel 3
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, Espírito Santo, Israel, Tempo do Fim | Tags: chuva serôdia, Dia do Senhor, Israel espiritual, reavivamento, reforma
Comentário devocional:
O profeta Joel escreve sobre o “Dia do Senhor”, que há de vir sobre o seu povo e faz um convite ao arrependimento, reavivamento e reforma. Depois de descrever a terrível invasão de gafanhotos e dos exércitos estrangeiros, o profeta diz: “Então o Senhor mostrou zelo por sua terra e teve piedade do seu povo.” (2:18). E também transmite promessas de libertação, sustento, uma chuva próxima (temporã) e uma mais distante (serôdia) (2:23), e restauração (2:25-27).
A profecia tem três aplicações: (1) ao antigo Israel que vivia no tempo dos profetas (ver Ez. 39:29); (2) ao Israel espiritual (a igreja) no tempo do Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre o seu povo (Atos 2:16-21); e (3) para os últimos dias da história da Terra (GC 611, AA 54-55).
A terminologia aqui aponta para “os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar.” (2:32b NVI). Israel foi chamado para ser o remanescente no contexto imediato da profecia, mas eles não se arrependeram e assim não experimentaram o reavivamento e a reforma prometidos. A profecia condicional não foi cumprida no tempo deles. Após a morte de Cristo e com o início da igreja primitiva a promessa foi estendida ao Israel espiritual. Durante o Pentecostes milhares responderam ao derramamento do Espírito Santo e ao testemunho de Pedro e dos primeiros apóstolos. Este foi o início da primeira chuva espiritual (temporã) (AA 54).
Hoje, enquanto aguardamos a breve volta de Jesus, somos convidados a experimentar a chuva do Espírito Santo dos últimos dias (serôdia). Esse derramamento do Espírito Santo será mais abundante do que o anterior e fará com que filhos e filhas profetizem, velhos tenham sonhos e jovens tenham visões. Até os servos e as servas experimentarão este poder (2: 28-29).
A profecia para o tempo final é tão condicional como a profecia foi ao antigo Israel. “E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2:32a NVI). “Todos os que consagram alma, corpo e espírito para Deus será receberão constantes novas dotações de poder físico e mental” (DTN, 287).
Estamos prontos para receber o Espírito Santo ou estamos satisfeitos e complacentes com o nosso estado espiritual atual? Temos consagrado a Deus o nosso corpo e a nossa mente? O que existe na minha ou na sua vida que precisa ser entregue a Deus a fim de que Ele possa fazer em nossas vidas o que Ele prometeu? Jesus está voltando! O maior presente que Ele prometeu é o Seu Espírito. A sua vida está cheia do Espírito Santo?
Martin Klingbeil
Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/joe/2/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Joel 2
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, Joel, Tempo do Fim | Tags: Segunda Vinda, Volta de Jesus
Comentário devocional:
O nome Joel (“O Senhor é Deus”) reflete o caráter imutável de Deus e Sua intervenção maravilhosa tanto na história quanto nos eventos dos últimos dias.
A partir de um histórico “Dia do Senhor” que o antigo Israel experimentara através de um desastre natural de uma invasão de gafanhotos (Joel 1), Joel muda para um “Dia do Senhor” profético (Joel 2), que se materializou na forma de um exército invasor estrangeiro (possivelmente as forças babilônicas que invadiram Judá antes do Exílio). Então, ele termina seu pequeno livro com uma visão profética sobre o tempo do fim (“o Dia do Senhor”) e os eventos finais que o acompanham (capítulo 2 e 3).
O livro de Joel é uma obra-prima da poesia hebraica em que o habilidoso uso da linguagem e suas vívidas figuras são empregados. As mensagens do profeta aparecem na forma de sermões dirigidos a todo Israel. Ele chama a atenção para as calamidades que Deus enviou para lembrar Seu povo da necessidade de uma reforma completa.
As expressões utilizadas na tradução da Bíblia Hebraica moderna (Tanakh) descrevem vividamente essa necessidade: “Escutem isto, ó anciãos! Ouçam, todos os habitantes da terra! Tem algo como isto ocorrido em vossos dias, ou nos dias de vossos pais? Contem aos seus filhos sobre o assunto. Os sacerdotes devem lamentar. O país é violentado. Convoquem uma reunião e clamem ao Senhor. Porque o dia do SENHOR está perto” (vv. 2 e 3).
Considerando-se que Joel também tem em mente os acontecimentos dos últimos dias, assistimos os desastres naturais se tornarem parte constante das notícias mundiais diárias. De deslizamentos de terra na Bolívia e no Burundi a terremotos no Chile e na China, vemos nos noticiários da TV em nossas salas de estar as longas caminhadas de pessoas que perderam suas casas caminhando em busca de um novo lugar de habitação, através das devastadas paisagens do nosso velho planeta.
Quando acontecerem catástrofes perto de nós ou mesmo conosco, que possamos olhar ao redor e afirmar que Deus continua no controle. Que possamos ver nestes sinais evidências de que a vinda de Cristo está próxima (Lucas 21:28) e isto nos traga consolo e esperança!
Martin Klingbeil, Ph.D.
Professor de Estudos Bíblicos e Arqueologia
Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/joe/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Joel 1
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, ressurreição | Tags: angústia de Jacó, tempo de angústia, Volta de Jesus
Comentário devocional:
Neste capítulo, Daniel vê a ordem mundial como a conhecemos chegando ao fim e Miguel (Cristo), nosso Sumo Sacerdote, concluindo Seu juízo investigativo. Ele é o “príncipe que protege os fiéis a quem Daniel também pertence” (v. 1). Os comentaristas não concordam se Daniel 11:45 e capítulo 12: 1 são ou não eventos simultâneos. O judaísmo entende que os versos 1-4 são a conclusão do capítulo 11.
Cristo, que estava assentado com Seu Pai no trono irá Se levantar. Isto ocorre durante o tempo da tribulação “como nunca aconteceu desde que houve nação”. Quando Ele se levanta, fecha-se a Porta da Misericórdia. Antes Miguel era descrito como “O Príncipe”, mas aqui em Seu estado de glorificação após a conclusão do processo de expiação, Ele é “O Grande Príncipe”.
Começa, então, o tempo de angústia de Jacó. Contudo, “naquela ocasião o Seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no Livro [da Vida] , será liberto” (v. 1b NVI). Estes são os remanescentes fiéis ainda vivos. Uma parte dos que dormem o sono da morte serão ressuscitados, “acordarão” (v. 2 NVI). Uns para a vida eterna, e outros, como os que feriram a Cristo, para a vergonha eterna e destruição final Cristo (v. 2). (Apoc 1: 7). Todos os que aceitam a Cristo como Salvador serão chamados sábios, e todos aqueles que estiveram envolvidos ativamente no negócio mais importante de Deus, ganhar almas, brilharão como as estrelas para sempre (v. 3).
O Livro de Daniel deveria ser selado até o tempo do fim (v. 4). Depois de 1798, data que marca o início do tempo do fim (11:35), entendimento mais completo seria dado. Também o conhecimento iria aumentar rapidamente (v. 4). Esta data é obtida quando o ser vestido de linho ergue suas mãos, jurando que estes dias se cumpririam após “tempo, tempos e metade de um tempo” (v.7a). Daniel entendeu que cada tempo corresponderia a um ano de 360 dias, o que totaliza 1.260 dias proféticos ou anos literais, o que nos leva ao período de domínio secular papal de 538 a 1798.
O ser vestido de linho continua: “Quando o poder do povo santo for finalmente quebrado, todas essas coisas se cumprirão” (v. 7b NVI). Daniel ouviu tudo isso, mas não entendeu (v. 8). Ele ainda queria saber “qual será o resultado de tudo isso?” O que acontecerá então? A mensagem que veio a Daniel dizia que ele tinha que seguir o seu caminho, porque estas palavras estavam fechadas e seladas até o fim (v. 9).
Aquele que falava a Daniel fornece a partir de agora informações adicionais a respeito dos fiéis. Eles serão purificados, sem manchas, através do processo de santificação, e sua fé em Cristo será testada. Diariamente a justiça será vista em suas vidas, porque eles não mais andam em seus maus caminhos (v. 10). Mas os ímpios continuarão seus maus hábitos, encobrimento seus pecados, participando timidamente da verdadeira adoração de Deus, da boca para fora, em vez de rendição do coração. No entanto, aqueles que são sábios andarão com Cristo e Seu Espírito e “entenderão”.
Aqui são dados, então, dois elementos de tempo que não haviam sido dados antes a Daniel e sobre os quais nenhuma informação adicional é fornecida: 1290 dias (v.11) e 1335 anos (v.12).
Não foi dado a Daniel nenhum período de tempo após o encerramento da profecia dos 2300 anos. No entanto, foi dada resposta à pergunta de Daniel de como tudo iria terminar. Os tempos difíceis da história durante a Idade Média mencionados anteriormente deveriam terminar em 1798, mas iriam recomeçar logo antes do final. Daniel ainda não entende tudo, mas é orientado a seguir o seu caminho e descansar (dormir em Cristo): “você se levantará para receber a herança que lhe cabe” (v. 13 NVI). Este evento marcará o final do tempo histórico e o início da eternidade.
Não há nenhuma posição oficial de nossa denominação a respeito dos 1.290 e 1.335 dias. As informações que dispomos a respeito disto são as que tem sido divulgadas de pesquisas particulares.
Querido Deus,
Não sabemos quando Jesus virá; tudo o que sabemos é que a Sua Vinda está próxima. Se tivermos que ir para o nosso descanso, que seja em Jesus, e se continuarmos vivos, sustenha-nos em Teus braços. Amém.
Koot van Wyk
Coreia do Sul.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/12/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 12
Comentário em áudio