Filed under: Sem categoria
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (v. 2).
O tema principal deste capítulo aborda o assunto mais evitado ou até ignorado pela maioria, mas que envolve a todos, “porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Não há como fugir desta realidade. A “lei do pecado que está nos [nossos] membros” (Romanos 7:23) nos aprisiona a uma condição desfavorável e na maioria das vezes nos leva a praticar aquilo que não queremos fazer. Ignorar a existência do pecado não o torna inexistente, mas cria um obstáculo ainda maior para que se possa compreender o significado da graça. Sobre isto, escreveu George R. Knight:
“É importante reconhecer que uma doutrina inadequada de pecado levará inevitavelmente a uma doutrina inadequada de salvação. Edward Vick ensina corretamente que ‘o primeiro elemento na perfeição cristã [ou em qualquer outro aspecto da salvação] é reconhecer que somos pecadores… Reconhecer que somos pecadores significa admitir que existe um poder que nos domina e nos impede de ser o que Deus quer que sejamos. Esse poder é o poder do pecado’” (Pecado e Salvação, p. 29).
Israel cometeu o desatino de comparar o SENHOR aos deuses de paus e pedras das nações pagãs, que “têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam” (Salmo 115:5-7). Então, o SENHOR tratou de deixar bem claro o Seu incomparável poder ao declarar através do profeta: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o Seu ouvido, para não poder ouvir” (v. 1). O problema não estava em que Deus havia esquecido do Seu povo, mas em que Seu povo havia esquecido do seu Deus. Tornaram-se indiferentes ao assim diz o SENHOR. Não havia “justiça nos seus passos” (v. 8) e andavam “falando mentiras” (v. 4). Os seus pés corriam para o mal (v. 7) e do coração proferiam “palavras de falsidade” (v. 13). Esperavam pela luz e pelo resplendor, mas só havia trevas e escuridão (v. 9).
Não é difícil “rebaixar” a Deus ao patamar de “deuses” fajutos. Foi exatamente o que fez Israel. E é exatamente o que muitos [até professos cristãos] têm feito. Lançam seus pecados para “debaixo do tapete” e ficam esperando que o poder de Deus se manifeste onde não há arrependimento e confissão. E quando não são atendidos, em quem colocam a culpa?
Corremos o sério perigo de agir como agiu o antigo Israel e transgredir as primícias da lei do SENHOR. Diante deste contexto, “é fácil perceber… que todo pecado sempre constitui um desrespeito ao primeiro grande mandamento e o primeiro do decálogo: ‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento’. ‘Não terás outros deuses diante de Mim’ (Mt 22:37; Êx 20:3)” (Pecado e Salvação, p. 43).
Sabe qual é a nossa realidade? Exatamente a mesma. E aqui destaco em letras garrafais: “SIM, A VERDADE SUMIU, E QUEM SE DESVIA DO MAL É TRATADO COMO PRESA” (v. 15).
Somente quando os pecados do povo são transformados de um relato em uma confissão (v. 9-15), é que surge a esperança e a redenção (v. 16-21). O pecado pode não ser o seu assunto preferido nas Escrituras, mas ele está ali para nos lembrar de nossa real condição: condenados à morte (Romanos 6:23). Somente a intercessão e a graça de Jesus pode nos livrar de nossa condenação. Se a verdade some, vai com ela a liberdade: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).
Como o SENHOR dos Exércitos, Deus se revestiu de Sua armadura (v. 17) e prometeu ser fiel à aliança que havia feito com o Seu povo (v. 21). E Ele nos oferece o mesmo hoje. Não só está revestido de Sua armadura, como nos dá o privilégio de vesti-la também: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Efésios 6:11). O “Espírito do SENHOR” está prestes a ser derramado “como torrente impetuosa” (v. 19) sobre as virgens prudentes (Mateus 25:4), e “virá o Redentor” para salvar os “que se converterem, diz o SENHOR” (v. 20). Apesar da condição de pecadores, escolheram odiar o pecado e desviar-se do mal (v. 15), por isso o Espírito Santo e a Palavra do SENHOR não se apartarão da boca deles, “nem da de [seus] filhos, nem da dos filhos de [seus] filhos, não se apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o SENHOR” (v. 21).
Clame pela justiça, confesse os seus pecados diante de Deus, abrace a verdade que liberta e converta-se ao Redentor que breve virá!
Bom dia, povo do SENHOR!
Desafio do dia: Separe um momento do dia para fazer uma oração somente de confissão. Seja sincero com Deus, pois Ele conhece o seu coração.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías59
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados” (v. 1).
Estamos diante de um dos textos bíblicos mais fortes em termos de real compreensão da visão divina acerca da verdadeira piedade. A hipocrisia havia atingido as práticas religiosas mais solenes em seus efeitos, tornando-as rituais frios e sem sentido. Mesmo afastados do SENHOR, a observância dos rituais religiosos não cessaram e, de contínuo, ainda jejuavam e guardavam o sábado como dia de descanso. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (v. 2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião.
O capítulo de hoje não foi apenas mais uma advertência, mas um clamor “a plenos pulmões”. Erguendo “a voz como a trombeta”, Isaías declarou cada palavra que, em silêncio, acabamos de ler.
Imagino a seguinte cena:
O profeta cheio do Espírito de Deus! Semelhante a Estêvão, o povo viu “o seu rosto como se fosse rosto de anjo” (Atos 6:15). A sua voz ganhou a entonação de uma trombeta e seus pulmões dilataram-se como se em estado de perfeição edênica. Suas palavras ecoaram por todos os lados, e cada habitante de Jerusalém pôde ouvir com nitidez “a sua transgressão” e “os seus pecados” (v. 1).
Não havia qualquer desculpa para se eximir de sua culpa. As duas formas de adoração mais sublimes diante de Deus foram corrompidas e eram praticadas para proveito próprio e desgraça alheia. O jejum e a guarda do sábado haviam perdido totalmente a sua finalidade e foram transformados, respectivamente, em aparência de santidade e dia de fazer a própria vontade.
Era um jejum orgulhoso e um sábado maledicente. Erguiam suas orações com palavras bonitas enquanto seus corações tramavam o mal. “Observavam” o sábado, mas era um dia de cuidar dos “próprios interesses” (v. 13) e de falar “palavras vãs”.
Geralmente, o jejum era realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (v. 4). Por isso que o texto de hoje não poderia ser falado de uma forma branda. O SENHOR precisava intervir no meio daquela crise espiritual com intrepidez, ou corria-se o risco de não restar um só adorador que O adorasse “em espírito e em verdade” (João 4:23).
O que o profeta “gritou” ao povo, em resumo, foi isto: o AMOR é a essência do jejum e do sábado!
Quando Jesus voltar, Ele fará a seguinte pergunta aos Seus filhos: “Você amou?” (Pr. Ivan Saraiva). O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24:12). A prática de qualquer dos mandamentos do SENHOR consiste em AMAR. Vejamos a confirmação disto em Romanos 13:10:
“O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.
Entendem meus amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (João 15:10). Ele não veio revogar (Mateus 5:17-18) o que Ele mesmo instituiu (Leia Gênesis 2:1-3 e João 1:1-3), mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso DEVER (Eclesiastes 12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mateus 4:1). Ele não cumpriu com as tolas e repressivas regras criadas pelos judeus aos sábados, mas observou o quarto mandamento (Êxodo 20:8-12) de Seu Pai transbordando cura e salvação por meio de Seu ministério de amor, ensinando-nos como guardar este dia santo.
O texto de hoje é muito claro, meus irmãos. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores do Amor (I João 4:8). Jejuar para interceder, e lembrar-se do dia de sábado como um dia de fazer o bem (Mateus 12:12), são as maiores declarações de amor que podemos fazer a Deus e aos nossos semelhantes. Foi isto o que Isaías clamou “a plenos pulmões”. É isto o que o SENHOR espera de Seu povo nestes últimos dias!
A escolha está diante de você: ignorar a verdade e “cuidar dos teus próprios interesses” (v. 13) ou aceitá-la e seguir o “que a boca do SENHOR o disse” (v. 14).
Bom dia, cumpridores da lei do amor!
Desafio do dia: Planeje-se para viver as bênçãos do amor no próximo sábado e procure uma Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima de sua casa.
www.encontreumaigreja.com.br
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías58
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (v. 15).
A fidelidade, além de fazer parte do fruto do Espírito (Gálatas 5:22), é um atributo inerente a Deus e que por Ele é outorgado a todo aquele que nEle crê como o Deus único e verdadeiro. Assim como em um casamento, a aliança do SENHOR com o Seu povo deveria ter sido respeitada e levada muito a sério. Mas Israel havia caído na idolatria e maculado o concerto que o tornava nação eleita.
De uma forma desafiadora e extremamente corrupta, o povo de Deus revelou o que de pior havia em seu coração. Sacrificavam os próprios filhos, colecionavam ídolos, e, abominações, como “símbolos eróticos” (v. 8) e rituais sensuais, faziam parte de uma ritualística satânica e completamente avessa aos “que andam em retidão” (v. 2).
Entretanto, apesar deste cenário caótico e abominável, Deus suscita uma luz no fim do túnel. O Deus “que habita a eternidade” estava disposto a estender a Sua paz aos arrependidos. Usando uma das figuras de linguagem mais lindas das Escrituras, “o Alto, o Sublime” se dispõe a habitar “com o contrito e abatido de espírito”. Uau! Mais uma vez, estamos diante da extravagante graça de Deus! Ele estava mesmo falando acerca daquele mesmo povo citado dos versos 3 a 12? Incrivelmente, sim.
O amor de Deus não é uma autorização para pecar. Muitos têm distorcido o verdadeiro caráter do amor divino como uma desculpa para seus atos insanos. Não podemos ignorar o fato de que Deus também fica indignado e, por conseguinte, também faz juízo. Porém, “o caminho da sua escolha” (v. 17) não muda o amor de Deus por você, mas pode mudar o seu amor por Ele. E é exatamente aí onde mora o perigo.
A cura espiritual só pode acontecer na vida daquele que se permite ser curado. Não adianta tentar consertar o que só Deus tem o poder de o fazer. A idolatria pode não ter hoje as mesmas práticas que antes, mas ela continuará existindo até que Cristo volte para dar a herança daqueles que nEle confiam (v. 13). Satanás tem entrado na maioria dos lares em forma de ídolos disfarçados, sendo verdadeiros “tropeços [no] caminho” (v. 14) do povo do SENHOR. E está mais do que na hora de reconhecermos estas “pedras lisas” (v. 6) que levarão muitos “até à profundidade do sepulcro” (v. 9) e clamarmos com contrição para que o SENHOR nos livre deste mal.
Não é propósito de Deus tirar do pecador “o fôlego da vida” (v. 16), mas, por Sua bondade, conduzi-lo ao arrependimento (Romanos 2:4) e conceder-lhe nova vida. Não tem nada de complicado na oferta divina. Ele escolheu nos amar, nos perdoar e nos dar uma vida feliz e em paz. Ponto. Mas cabe a mim e a você escolher aceitar esta oferta ou seguir “o caminho da [nossa] escolha” (v. 17).
Só existem dois caminhos a seguir, amados, e o final de cada um é o resultado do que ofereceram no decorrer do percurso da vida. “Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz” (v. 21), “mas o que confia em Mim herdará a terra e possuirá o Meu santo monte” (v. 13). Deus quer lhe sarar, guiar e consolar. Que a tua escolha não seja seguir na “tua longa viagem” (v. 10) cansativa e vã, e sim os passos dAquele que nos deixou exemplo (I Pedro 2:21).
Bom dia, habitação do Santo!
Desafio do dia: Ore e peça ao SENHOR que lhe ajude a livrar-se do que pode estar afetando a sua comunhão com Ele.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías57
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma, que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal” (v. 2).
É muito interessante observar a sequência do livro de Isaías a partir do capítulo 53. O profeta relata o que aconteceria com Jesus em Sua primeira vinda (53); descreve a linda forma com que o SENHOR primeiro procuraria redimir o Seu povo (54); esclarece que a salvação mediante a Sua graça não foi um favor exclusivo para Israel, mas é um presente ofertado para TODOS (55); então, para não restar dúvida alguma, no capítulo de hoje Ele confirma o que Moisés já havia escrito (Deuteronômio 10:17) e que o apóstolo Paulo reescreveria centenas de anos depois: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Romanos 2:11).
Dado como um presente ao homem (Marcos 2:27), o sábado foi estabelecido por Deus como um dia de descanso, de bênção e de santificação (Gênesis 2:2-3). O selo da criação revela o cuidado do Criador para com a Sua obra-prima. O Deus de todo o universo separou um santuário no tempo para que você e eu possamos desfrutar das bênçãos deste dia santo e jamais esquecermos (“Lembra-te…” Êxodo 20:8) que Ele é o Criador de todas as coisas. A “gênese dos céus e da terra” (Gênesis 2:4) foi concluída com o selamento do sinete divino e a perfeição ganhou forma de 7.
Longe de ser um mandamento revogado (Mateus 5:17-18), a observância do sétimo dia da semana como um dia separado dos demais não se trata de um mandamento que não tem mais validade, mas que é tão válido quanto o fato de que “Não matarás” e “Não adulterarás” também o são (Tiago 2:10-12). O sábado não está associado aos judeus, mas à raça humana, que geme e clama por descanso e paz. Os eunucos, além de servos, eram uma classe repudiada pelos judeus e sua condição de mutilação os acusava de imundos e condenados ao esquecimento. Contudo, Deus os chama a fazer parte da glória de Seu Reino e receber um nome “que nunca se apagará” (v. 5).
As bênçãos sabáticas iniciaram na perfeição e serão eternizadas quando a perfeição for restabelecida e “de um sábado a outro” (Isaías 66:23) todos os salvos estiverem desfrutando dos novos céus e da nova terra (Apocalipse 21:1). A esperança de em breve estar neste lugar se renova de uma forma especial a cada sábado no coração de todo aquele que decide viver as dádivas deste dia. TODOS são convidados à congregação sabática na “Casa de Oração para todos os povos” (v. 7)! Mas, o SENHOR ainda congregará “outros aos que já se acham reunidos” (v. 8): “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um Pastor” (João 10:16).
Jesus nos advertiu que em nossos dias surgiriam muitos falsos cristos e falsos profetas ensinando doutrinas mentirosas e operando grandes sinais, e, se possível fosse, enganariam até mesmo os escolhidos (Mateus 24:24). No entanto, “são pastores que nada compreendem” (v. 11), entorpecendo a mente de todos os que “se tornam para o seu caminho” com o discurso da morte: “Meu Senhor demora-Se” (Mateus 24:18), “vinde, dizem eles… e nos encharcaremos de bebida forte; o dia de amanhã será como este” (v. 12).
Referindo-se aos últimos dias, Jesus também citou o profeta Daniel (Mateus 24:15), que, em uma de suas visões, relatou que “os tempos e a lei” (Daniel 7:25) estabelecidos pelo Altíssimo seriam mudados, e que a Sua verdade seria lançada por terra com êxito (Daniel 8:12). Amados, Deus está convocando as últimas ovelhas de Seu aprisco: as que guardam os Seus sábados, escolhem aquilo que O agrada e abraçam a Sua aliança (v. 4). Em contrapartida, Satanás tem um exército de “pastores que nada compreendem” enganando a muitos “cada um para a sua ganância” (v. 11), “movidos por avareza… com palavras fictícias” (II Pedro 2:3), para desviar a atenção das verdades contidas na Palavra do SENHOR.
A qual aprisco você pertence?
Desfrute do único dia da semana que o Criador deu um nome e, faça parte do aprisco onde cada ovelhinha receberá do SENHOR “um nome eterno” (v. 5)!
Feliz sábado, ovelhas do aprisco do SENHOR!
Desafio do dia: Viva as bênçãos do sábado e siga o exemplo de Jesus: Faça o bem aos seus semelhantes (Mateus 12:12).
Rosana Garcia Barros
Filed under: Sem categoria
“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (v. 6).
A imerecida graça de Deus é o que dá e conserva a vida de cada ser humano. Quer muitos acreditem ou não, TODOS desfrutamos deste dom e por meio dele vivemos. Como está escrito: “pois Ele mesmo é Quem a TODOS dá vida, respiração e tudo mais” (Atos 17:25). A graça gratuita é a “redundância” salvífica que não é presumida com base no que fazemos ou deixamos de fazer, mas é um dom de Deus que nasceu a partir da nossa necessidade de recebê-lo. Ellen White escreveu o seguinte a respeito:
“A graça é um atributo de Deus, exercido para com as indignas criaturas humanas. Não a buscamos, porém ela foi enviada a procurar-nos. Deus Se regozija de conceder-nos Sua graça, não porque somos dignos, mas porque somos tão completamente indignos. Nosso único direito a Sua misericórdia é nossa grande necessidade” (A Ciência do Bom Viver, p. 161).
Diante disto, o SENHOR tem nos chamado para Si, para que dEle desfrutemos das águas que saciam a alma e do alimento que a nutre por completo (v. 1). O ser humano tem buscado satisfação em saquitéis furados e gastado todas as energias “naquilo que não satisfaz” (v. 2), trocando os finos manjares de Deus pelas migalhas deste mundo. Embotados os sentidos para ouvir a voz de Deus, a percepção quanto ao significado da graça fica encoberto. O SENHOR é muito claro! A ilustração usada é como se o dono de um supermercado local dissesse à população: – Venham todos “os que não tendes dinheiro” (v. 1) e levem DE GRAÇA toda a água e todo o alimento do estoque!
É difícil imaginar uma situação como essas? Mas é exatamente o que Deus está nos dizendo: Venham “todos vós”, “sem dinheiro e sem preço” e recebam DE GRAÇA da água e do pão da vida!
A graça de Deus é um presente completamente acessível a todo o tempo, mas, um dia, assim como teve o seu cumprimento ao encerrar Noé e sua família seguros na arca, cumprir-se-á a sua oferta. Precisamos buscar ao SENHOR enquanto O podemos encontrar, enquanto, através de Sua graça, “está perto” (v. 6). O aviso preciso e que dispensa explicações deixa bem clara a função da graça: “Deixe o ímpio o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (v. 7).
A graça é estendida a todos? Sim. Todos têm sido por ela beneficiados? Sim. A função da graça se cumprirá em todos? Infelizmente, não. Nem todos compreendem que a oferta realizada pelo nosso Salvador (Isaías 53) como perfeita e completa também foi o exemplo de como deve ser a nossa entrega. Buscar a Deus está longe de ser uma atitude inerente ao homem, mas é a aceitação do convite dAquele que “nos amou primeiro” (I João 4:19). Assim como nos tempos de Noé havia pessoas que consideravam-se justas por seus próprios procedimentos e só caíram em si engolindo as águas do juízo, muitos têm perdido o SENHOR de vista, esquecendo-se de que os pensamentos de Deus são bem mais altos do que os nossos (v. 9) e que a Sua Palavra nunca Lhe retorna vazia, mas sempre prospera em seus desígnios (v. 11).
Não era desígnio de Deus que a geração de Noé fosse tragada pelo dilúvio, mas a Sua Palavra de que quem não entrasse na arca morreria não poderia Lhe voltar vazia. O desejo do SENHOR é que o desígnio que se cumpra em nossa vida não seja o dos Seus juízos, mas de Sua graça para a salvação. A oferta gratuita continua à nossa disposição, mas não sabemos por quanto tempo mais. “Por amor do SENHOR” (v. 5), aceitemos HOJE o convite que nos é feito: “HOJE, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15). “Inclinai os ouvidos e VINDE A MIM; ouvi, e a vossa alma viverá” (v. 3). Então, sairemos com alegria e em paz seremos guiados (v. 12) e “será isto para a glória do SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto” (v. 13)!
Bom dia, salvos pela graça imerecida!
Desafio do dia: Além do estudo da Bíblia, leia um bom livro cristão. Indico com propriedade as literaturas da Casa Publicadora Brasileira. Acesse o site:
www.cpb.com.br
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías55
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Porque o Teu Criador é o teu marido; o SENHOR dos Exércitos é o Seu nome; e o Santo de Israel é o Teu Redentor; Ele é chamado o Deus de toda a terra” (v. 5).
Na cultura antiga, ser estéril era considerado uma grande vergonha. Geralmente, a mulher que não tinha filhos era repudiada e abandonada pelo marido, ficando a mercê da própria sorte.
O SENHOR compara o Seu povo a uma viúva que não teve filhos e por isso sofreu humilhação (v. 4). Israel havia atravessado um período de apostasia e, por suas próprias escolhas, tornaram-se como uma “viúva negra”, “matando” o seu próprio Marido. Deram as costas à aliança do SENHOR, assumindo assim as trágicas consequências de sua alienação. Ao contrário de uma mulher estéril que desejaria filhos de seu marido, rejeitaram as bênçãos de Deus e os resultados foram desastrosos. Porém, até mesmo diante de uma condição de desvantagem, Deus provê grandes vantagens. Assim como a esterilidade não define a maternidade, a nossa condição pecaminosa não define a medida do amor de Deus por nós.
De uma forma vitoriosa e triunfante, o SENHOR convida o Seu povo a cantar alegremente e a exultar “com alegre canto” (v. 1), porque por mais que a sua condição não fosse aparentemente favorável, Ele multiplicaria a sua esperança muito mais do que seria em boas condições. Para Deus, a esterilidade, tanto física quanto espiritual, não é sinônimo de derrota ou de vergonha, mas de superação e de abundância de amor.
“Alarga o espaço da tua tenda” (v. 2) é uma mensagem de fartura na escassez. Só o SENHOR tem o poder de fazer transbordar “para a direita e para a esquerda” (v. 3) o que, aos olhos humanos, são fontes secas. Ele reergueria um povo que, massacrado e humilhado como uma viúva sem filhos, seria elevado à posição de cônjuge do “Deus de toda a terra” (v. 5).
Percebam que Deus não concedeu esta honra a um povo cujo procedimento era perfeitamente harmônico com a Sua vontade, mas a um povo cujas atitudes foram tão terríveis a ponto de causarem o Seu afastamento (v. 8). E esta mesma honra, de um Deus que não muda (Malaquias 3:6), foi confirmada nas palavras de Jesus: “Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mateus 18:11). “O SENHOR te chamou” (v. 6) é uma mensagem para cada ser humano que reconhece a sua condição pecadora e a sua incapacidade de justificação. Nossos pecados podem causar a indignação de Deus por um momento, “mas com misericórdia ETERNA” (v. 8) Ele Se compadece de nós e nos oferece a aliança da Sua paz (v. 10).
“Ó tu, aflita, arrojada com a tormenta e desconsolada!” (v. 11). Ó, igreja do Deus vivo, “o Teu Criador é o Teu marido” (v. 5) e Ele está te conduzindo à Sua preciosa morada! Ó, filhinhos do SENHOR, que sentem-se massacrados pelo pecado e que não suportam mais esta condição de ignomínia, “não temas” (v. 4)! Muitos podem ser os teus acusadores, e “eis que poderão suscitar contendas”, porém “quem conspira contra ti cairá diante de ti” (v. 15). Deus está ajuntando os Seus filhos, e quando todos forem “ensinados do SENHOR”, por meio da salvação em Cristo Jesus (João 6:45), Ele nos estabelecerá “em justiça, longe da opressão” (v. 14), em um lar preparado especialmente para nós (v. 11 e 12).
“Esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direito que [dEle] procede, diz o SENHOR” (v. 17).
Apegue-se a Jesus Cristo! Em sua vergonhosa situação, confie nos méritos dAquele que pagou o preço que jamais seríamos capazes de pagar! Louve a Deus! “Canta alegremente” (v. 1), “Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido”, ou seja, VOCÊ e EU!
Bom dia, salvos unicamente pela graça de Jesus Cristo!
Desafio do dia: Envie uma mensagem ou faça uma visita a alguém que está precisando de conforto.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías54
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (v. 5).
A maravilhosa obra de Jesus na Terra foi a assinatura do amor de Deus pela humanidade. De uma forma totalmente altruísta, Cristo despiu-Se de Sua glória para caminhar no solo enegrecido deste mundo, experimentando o sofrimento humano e sendo desprezado e rejeitado (v. 3). Porém, mesmo diante da atitude irracional daqueles pelos quais veio salvar, Ele nos amou a tal ponto de entregar-Se no maior ato de compaixão de todos os tempos! E eu lhe convido a, neste momento, contemplar o que o Amor (I João 4:8) aceitou sofrer por você e por mim:
Jesus escolheu deixar a glória do Céu para vir a este mundo como um bebê indefeso. Cresceu em uma família pobre. Encaliçou as mãos no serviço de carpintaria com José. Passou quarenta dias e quarenta noites jejuando e orando, e foi tentado por Satanás. Esteve entre nós suportando a fadiga, o escárnio, o desprezo daqueles que tanto amava e o sofrimento daqueles que criou para a perfeição. Era constantemente acusado como um falsário. Foi maltratado, cuspido e esbofeteado. Apanhou com um caniço. Teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Foi dilacerado por uma massacrante sessão de açoites. A madeira que por anos havia sido o Seu instrumento de trabalho, foi transformada em instrumento de morte em forma de cruz. Por uma longa e dolorosa via teve que carregá-la sob sofrimento descomunal. Em meio a desmaios e quedas, enfrentou uma turba enfurecida que blasfemava do Seu nome. Foi despido e deitado no madeiro, e as mãos que haviam curado e abençoado receberam os cravos que O prendiam ao “castigo que nos traz a paz” (v. 5). Os mesmos pés que, mui formosos, haviam percorrido toda aquela região espalhando as boas-novas da salvação, foram unidos ao madeiro com golpes cruéis de um enorme cravo que os traspassava. A cruz foi erguida, e o peso do Seu corpo rasgava Suas feridas. Quando teve sede, ofereceram-Lhe fel a beber. Seus discípulos e companheiros de jornada O abandonaram, ficando apenas o discípulo amado. Foi insultado pelos líderes religiosos como incapaz de salvar-Se a Si mesmo, e morreu com o coração dilacerado pela dor de sentir-Se separado do Pai por pecados que jamais cometeu!
Que cena! Quanta dor! Quanto amor por um mundo que nem merece! Mas, foi ali no Calvário que Jesus orou por você e por mim: “Pai, perdoe-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). O que achamos que estamos fazendo quando damos as costas ao Salvador de nossa vida?
Apesar de todo o sofrimento, a clara expressão do amor de Deus em nenhum momento desvaneceu, e Seu olhar permaneceu perscrutando cada coração ali presente. Mesmo em meio às trevas que ocultaram a Sua vergonha, as trevas morais dos que O rejeitaram eram atingidas por Seus olhos de amor.
Qualquer que seja a nossa condição hoje, todos nos encontramos separados do SENHOR pelo abismo que é o pecado. O Salvador Se doou por amor de todos e TODOS estamos sujeitos tanto ao Seu amor, quanto às trevas deste mundo. Professos cristãos hoje podem não O ser amanhã. Enquanto homens e mulheres considerados casos impossíveis poderão levantar-se nas últimas horas (Mateus 20:7) como fiéis sentinelas do SENHOR. Não cabe a nós julgar, mas agir conforme nos deixou exemplo o nosso Mestre: amar a todos assim como Ele nos amou!
Em uma geração onde “por se multiplicar a iniquidade, o amor esfriará de quase todos” (Mateus 24:12), o amor de Deus a se manifestar em nós será o que nos tornará diferentes do mundo. Eis o nosso maior desafio! Eis a ordem de Cristo:
“Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que vós outros, Me odiou a Mim” (João 15:17 e 18).
Que a Bíblia, com a sabedoria que ela traz do Alto, seja o nosso mapa para o Céu. E que aceitemos, todos os dias, o chamado de Cristo de buscá-Lo. E quem O busca O encontra, cumpre com os Seus propósitos e vive o amor!
Bom dia, justificados pelo “penoso trabalho” (v. 11) de Jesus!
Desafio do dia: Em seu caderno de oração, escreva uma carta especial para Jesus agradecendo pela oferta que Ele fez em seu lugar.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías53
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (v. 7).
A pregação do evangelho é um privilégio dado aos homens que anjos gostariam de executar. O SENHOR incumbiu o Seu povo de, como Seu porta-voz, anunciar as boas-novas de salvação. Porém, os próprios anjos tiveram que assumir tal missão quando apareceram a uns poucos pastores em Belém, anunciando o nascimento do Messias. A missão que não foi compreendida por Israel está diante de nós, agora como o último chamado de Deus. E corremos o sério risco de, como Israel, assumir uma postura de indiferença e exclusivismo (Ap. 3:16).
O nome do SENHOR tem sido “blasfemado incessantemente todo o dia” (v. 5) e este caos está prestes a ter o seu fim. Deus despertará a Sua “cidade santa” (v. 1), que, como noiva, estará pronta para receber os seus cidadãos. A estes, o SENHOR faz um chamado urgente: “Retirai-vos, retirai-vos, saí de lá… saí do meio dela, purificai-vos” (v. 11). “Retirai-vos dela, povo Meu” (Ap. 18:4). Pois na Sua santa cidade não entrará coisa alguma imunda ou qualquer tipo de impureza (v. 1). Este é um chamado para AGORA, “porquanto não saireis apressadamente, nem vos ireis fugindo” (v. 12) somente quando vir se cumprindo os últimos eventos. Mas, quando estes eclodirem, Deus já terá selado um povo de Sua propriedade particular, onde estará à sua frente e lhe será por retaguarda (v. 12).
O tempo de conhecermos o nome do SENHOR é HOJE, então, “naquele Dia” saberemos que é Ele “Quem fala: Eis-Me aqui” (v. 6). Quando nossos pés avançam para anunciar a salvação, também avançam para recebê-la. Os calçados da “preparação do evangelho da paz” (Efésios 6:15) fazem parte integrante da armadura de Deus e sem eles não suportaríamos andar por sobre os “pedregulhos” do caminho. Aqueles que não compreenderem a sua missão como atalaias do SENHOR, terão seus pés esfolados pelas tribulações e abandonarão a fé com a mesma rapidez com que a aceitaram. É imprescindível, principalmente nestes últimos dias, que tomemos “TODA a armadura de Deus” (Efésios 6:13) para que perseveremos até o fim.
Ouça hoje o grito dos atalaias do SENHOR! Não deixe para ouvi-lo quando for tarde demais, diante da glória do Deus que eles aguardavam, mas que você rejeitou! Breve virá Aquele que como Servo nasceu, viveu e morreu sendo rejeitado, mas que naquele Dia “será exaltado e elevado e será mui sublime” (v. 13). Revistamo-nos de TODA a armadura de Deus, calçando AGORA os nossos pés com os “sapatos” do Céu e declarando onde quer que o Espírito nos enviar: O NOSSO DEUS REINA!
Então, com santa ousadia, nossa vida será uma constante declaração de que, dentro em pouco, com nossos próprios olhos distintamente veremos o retorno do SENHOR (v. 8), “e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” (v. 10). Apeguemo-nos à misericordiosa graça de Deus e avancemos anunciando o evangelho eterno “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap. 14:6).
Despertai, pés formosos!
Bom dia, atalaias do SENHOR!
Desafio do dia: Você já é um missionário? Ore para que, assim como o Espírito Santo conduzia Paulo para onde devia ir, que Ele também lhe conduza neste dia, todos os dias, até aquele grande Dia.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías52
#RPSP
Filed under: Sem categoria
“Ponho as Minhas palavras na tua boca e te protejo com a sombra da Minha mão, para que Eu estenda novos céus, funde nova terra e diga a Sião: Tu és o Meu povo” (v. 16).
Hoje, o SENHOR nos apela:
“Ouvi-Me vós… os que buscais o SENHOR; olhai para a rocha” (v. 1).
“Atendei-Me, povo Meu, e escutai-Me, nação Minha” (v. 4).
“Levantai os olhos para os céus” (v. 6).
“Ouvi-Me, vós que conheceis a justiça, vós, povo em cujo coração está a Minha lei” (v. 7).
“Desperta, desperta, levanta-te” (v. 17).
De uma forma praticamente desesperada, Deus profere uma série de apelos ao Seu povo. As muitas lutas os haviam deixado aflitos e desanimados, e “a assolação e a ruína, a fome e a espada” (v. 19) eram-lhes constantes ameaças. O SENHOR os convidou a mudar o foco e ouvir não mais o som de batalhas, mas a voz do SENHOR dos Exércitos. A não mais olhar para as forças inimigas, mas erguer os olhos para os céus e, pela fé, contemplar a vitória.
Este texto, como os demais, não se refere apenas ao antigo Israel, mas ao Israel espiritual de todos os tempos. “O exilado cativo” (v. 14) é uma referência aos salvos que serão libertos de uma vez por todas do jugo do pecado, e viverão em um lugar onde não mais haverá morte (Ap. 21:4). Onde Deus estabelecerá novos céus e nova terra (v. 16; Ap. 22:1). Onde a salvação e a justiça do SENHOR durarão para sempre (v. 6 e 8). Um lugar onde não mais haverá inimigos, ameaças ou sombra de inimizades. Onde “perpétua alegria lhes coroará a cabeça; e o regozijo e a alegria os alcançarão, e deles fugirão a dor e o gemido” (v. 11). A pergunta é: É para este lugar que estamos caminhando?
Ninguém gosta de ser humilhado. O tratamento tirano das nações inimigas causava a Israel grande opróbrio e temor. A humilhação pode causar duas reações: vingança ou mais humilhação ainda.
Quando eu tinha onze anos de idade, uma “valentona” da escola simplesmente não foi com a minha cara e resolveu me dar um tapa no rosto, no meio da rua, com uma “plateia” de alunos ao redor. Bem, eu tinha duas opções: revidar e iniciar uma briga defendendo a minha honra, ou ignorá-la e seguir o meu caminho para casa. Eu escolhi a segunda opção e a deixei sem palavras ao dar as costas e ir para casa. É claro que fui humilhada e segui o meu caminho com o rosto vermelho de vergonha, mas tranquila de que tinha feito a melhor escolha.
Deus deseja colocar Sua sabedoria em nossa boca e nos usar como Seus instrumentos no despertamento do Seu povo. Ele nos escolheu e tem nos carregado desde o ventre de nossa mãe, lembram? Não precisamos temer a criatura se o Criador luta por nós! Todo “o cálice de atordoamento” (v. 22) que julgamos ter em nossas mãos, Ele tomará e colocará “nas mãos dos que [nos] atormentaram” (v. 23) e nos humilharam. As más línguas cessarão. O olhar malicioso será destruído. E os que insistiram em ferir os filhos do Reino “morrerão como mosquitos” (v. 6). É forte, mas é a verdade.
“Porque o SENHOR tem piedade” do Seu povo “e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do SENHOR; regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música” (v. 3). “Pelo que AGORA ouve isto, ó tu que estás aflita(o)” (v. 21)… Assim diz o SENHOR, o SENHOR, teu Deus” (v. 22):
“Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23:12).
Então, amados, sigamos pela fé com os olhos no Céu e com a lei do SENHOR no coração, e, apesar de ter aqui “as costas como chão” (v. 23), despertemos para a certeza de que a nossa caminhada para Casa está quase no fim!
Bom dia, humilhados que serão exaltados!
Desafio do dia: Anote em seu caderninho de oração a seguinte ordem do SENHOR Jesus: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:44). Clame ao SENHOR para colocar esta ordem em prática e siga o caminho da perfeição aos olhos de Deus (Mateus 5:48)!
Rosana Garcia Barros
Filed under: Sem categoria
“O SENHOR Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos” (v. 4).
No texto de hoje, o SENHOR inicia Sua fala esclarecendo o fato de que o sentimento de abandono e de descaso que Seu povo experimentava não tinha fundamento nEle, mas em suas próprias escolhas (v. 1). Suas iniquidades estavam fazendo separação entre eles e o seu Deus. Este vinha, e ninguém aparecia. Chamava, e ninguém respondia (v. 2). Aos poucos, foram perdendo a comunhão que os podia livrar de toda aquela sensação de desalento.
A palavra erudito significa aquele que é disciplinado, instruído, ensinado. E a “língua de eruditos” é uma promessa condicional. Isto é, ela está disponível a todo aquele em que “todas as manhãs” se dispõe a ser despertado pelo SENHOR e dEle ouvir a sabedoria, para que “saiba dizer boa palavra ao cansado” (v. 4). Deus tem feito um apelo após outro de despertamento. Despertamento para que os Seus servos abandonem toda e qualquer rebeldia que os impeçam de ouvir a Sua voz com clareza (v. 5).
No entanto, parece que a continuação do capítulo mostra um discurso, aos olhos humanos, nada motivador. Ele diz que o erudito ofereceu as costas aos que o feriam e o rosto a quem lhe afrontava e cuspia (v. 6). Quem, em sã consciência, é capaz de se humilhar desta forma? Somente aquele que está escondido no esconderijo do Altíssimo (Salmo 91). Quem deu as costas ao açoite sem reclamar, foi afrontado e cuspido na face sem proferir palavra? Aquele que foi ultrajado, mas permaneceu fiel. Aquele que, pelo exemplo, nos ensinou o que significa ser um servo do SENHOR. Aquele que “todas as manhãs” estava, em primeiro lugar, na presença do Pai. JESUS CRISTO.
A vida de Jesus faz um total contraste com o discurso humano. De acordo com a sabedoria humana, a melhor forma de libertar a nossa mente de maus pensamentos é expressando tudo o que pensamos e não levando “desaforo” para casa. Mas a psicologia de Cristo nos ensina que a cura emocional advém de uma cura espiritual, e que este “tratamento” deve ser diário e matinal, diretamente com o Médico dos médicos. Esta “consulta” diária é gratuita, não tem fila de espera e é 100% garantida. É o único Médico que você não precisa marcar consulta, mas Ele mesmo te chama, manhã após manhã: “Quem há entre vós que tema ao SENHOR e que ouça a voz do Seu Servo?” (v. 10).
Jesus disse que as Suas ovelhas vão adiante dEle “porque Lhe reconhecem a voz” (João 10:4). As ovelhinhas de Jesus, dia após dia, por Ele são alimentadas, dessedentadas e conduzidas a pastos verdejantes. E ainda que se levantem adversários, confiando na companhia e proteção dAquele que as acompanha até no “vale da sombra da morte” (Salmo 23), com profunda convicção erguem suas vozes: “Perto está O que me justifica; quem contenderá comigo?” (v. 8). “Eis que o SENHOR Deus me ajuda; quem há que me condene?” (v. 9).
Amados de Deus, o que pensamos estar fazendo quando trocamos a voz de Jesus pelo som da televisão? Que loucura é esta de trocar a presença de Deus pelo visor de um celular? Onde está o povo cujos joelhos tocam o chão e o coração toca o Céu? Aquele que se fez Servo está às portas de voltar como “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap. 19:16). É hora de dizer aos adversários: “Chegue-se para mim” (v. 8) e mostrar-lhes que servimos ao Deus Todo-Poderoso que não conhece derrota! Ao contrário do que pensa o mundo, não é vergonhoso sofrer pelo nome de Jesus (v. 7). Vergonha e horror sentirão todos os que acenderam fogo e armaram “setas incendiárias” (v. 11) contra as ovelhinhas do SENHOR! Portanto, ovelhinha do bom Pastor, “confie em o nome do SENHOR e se firme sobre o seu Deus” (v. 10), cada manhã, “todas as manhãs”, até a manhã gloriosa!
Bom dia, servos de Jesus!
Desafio do dia: Programe o seu despertador reservando a primeira hora do dia para ouvir a voz de Jesus através da sua comunhão: estudo da Bíblia, louvor e oração. Logo, você não precisará mais do despertador.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías50
#RPSP