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“Voltai, ó filhos rebeldes, Eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter Contigo; porque Tu és o SENHOR, nosso Deus” (v. 22).
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“Oh! Que geração! Considerai vós a palavra do SENHOR…” (v. 31).
Perante uma geração corrompida pela idolatria e decadência moral, Jeremias declarou as palavras do SENHOR. Deus relembrou o Seu povo do primeiro amor e quando a Ele era consagrado (v. 3). Apesar das dificuldades do deserto, foi naquela peregrinação que Israel aprendeu as maiores lições espirituais que o introduziu “numa terra fértil” (v. 7) e o tornou o povo cujo procedimento era um testemunho do poder de Deus perante as demais nações. Porém, ao entrarem na terra prometida e começarem a desfrutar das maravilhas daquele lugar, trocaram “a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito” (v. 11), e nem os líderes espirituais conheciam mais ao SENHOR (v. 8). Estavam em completa apostasia.
Uma das maiores dificuldades do homem é compreender acerca do castigo divino, e acabamos por interpretá-lo de forma equivocada. Não podemos comparar o castigo ou a vingança humana à disciplina de Deus. O SENHOR não envia a Sua repreensão como retribuição de Sua raiva, mas como uma espécie de apelação, concedendo ao indisciplinado a chance de cair em si e voltar-se para Ele. Eram nos momentos de maior angústia que Israel tornava para Deus: “Levanta-Te e livra-nos” (v. 27). E eram nos momentos de paz que Lhe viravam as costas para adorar “a um pedaço de madeira” ou de “pedra” (v. 27).
A maior tristeza para o coração de Deus é quando o Seu povo O ignora. Você já passou por isso? Já chegou em algum lugar e foi completamente ignorado? Eu já, e é horrível. Imagine então ser ignorado todos os dias por aqueles que mais ama. Foi isso o que aconteceu com o SENHOR: “O Meu povo se esqueceu de Mim por dias sem conta” (v. 32). A missão do profeta era a de dizer aos habitantes de Jerusalém que o SENHOR estava disposto a perdoá-los e aceitá-los de volta. O povo trocou a adoração ao verdadeiro Deus para confiar nos povos vizinhos e em seus ídolos de paus e pedras. Mas Deus provaria que só Ele é poderoso em salvar (v. 37).
Se Jeremias vivesse em nosso tempo, certamente, sob inspiração divina exclamaria: “Oh! Que geração! Considerai vós a palavra do SENHOR”. Outro dia cheguei em casa e ouvi uma música cristã vindo do salão de festas. Mas, ao passar pela frente em caminho do elevador, pude ver uma espécie de culto em meio a mesas repletas de garrafas de bebida alcoólica. Daí percebo porque uma das maiores preocupações do SENHOR ao instituir as Suas leis e os Seus estatutos foi de deixar bem claro ao Seu povo que existe sim “diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Levítico 10:10).
Se temos a Bíblia como a nossa regra de fé e prática, “que mudar leviano é esse dos teus caminhos?” (v. 36). Israel pecava contra Deus e ainda assim dizia: “Não pequei” (v. 35). Ignorar o pecado não o torna inexistente, o torna imperdoável. Porque sem confissão e arrependimento, como haver perdão e restauração? Israel confiava em suas próprias obras para justificar-se, porém, por mais que se lavasse com o sabão mais eficiente da época, continuaria maculado por sua iniquidade (v. 22). Não fosse a bondade de Deus que nos “conduz ao arrependimento” (Romanos 2:4), e estaríamos TODOS perdidos para sempre, porque “todos vós transgredistes contra Mim, diz o SENHOR” (v. 29).
Necessitamos desesperadamente da maravilhosa graça de Jesus! A cada dia Suas misericórdias são renovadas e uma nova oportunidade é concedida a “todo ser que respira” de louvar o nome do SENHOR (Salmo 150:6). Deus não envia Seus mensageiros para aborrecer Seus filhos, mas para conduzi-los de volta ao “caminho eterno” (Salmo 139:24). Nem tampouco permite as provações para nos destruir, mas para nos salvar. Por isso, “meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tiago 1:2-3). E, disse Jesus: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24:13). Portanto, o nosso maior desafio como cristãos é permanecer sendo fiéis a Deus tanto no “deserto” quanto na “terra fértil”. Que a bondade do SENHOR nos ajude!
Bom dia, filhos do Pai de misericórdia!
Desafio do dia: Separe o capítulo de hoje em três partes e leia um por vez pela manhã, à tarde e à noite. Lembre-se: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jeremias2
#RPSP
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“Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo” (v. 18).
Receber um cargo de alta responsabilidade em uma empresa indica que, no mínimo, o funcionário é um exemplo em qualificação, desempenho e competência. A sua capacidade foi testada e aprovada e a contratante confia em seu serviço e dedicação. Mas, antes disso, o contratado precisou passar por uma série de etapas e de preparação para que então pudesse receber tal encargo. Jeremias, mais conhecido como “profeta chorão”, foi constituído como “profeta às nações” antes mesmo de ser formado no ventre materno (v. 5). Deus o escolheu antes que ele existisse e não poupou esforços para que Jeremias entendesse que a sua vida tinha um propósito específico e que nunca, jamais, o abandonaria. Apesar de seu emocional sensível e do fato de não ter constituído uma família, o profeta foi desafiado a superar seus medos e incertezas, confiante na constante presença de Deus.
Mesmo sem saber, a humildade do profeta seria o seu ponto mais forte. Ao reconhecer a sua condição incapaz: “Ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança” (v. 6), Jeremias estava “assinando” um contrato de dependência com o Deus Fortaleza. Mas, assim como usou Isaías para proclamar: “a boca do SENHOR o disse” (Is. 58:14), na sua boca, Deus colocaria as Suas palavras (v. 9). À semelhança do profeta anterior, sua boca foi tocada e purificada pelo toque do poder de Deus. E a sua missão seria a de ir aonde Deus mandar e falar o que Deus o mandasse falar (v. 7). Uma dura mensagem de juízo deveria ser transmitida ao povo de Judá, mas também uma mensagem de esperança ao restante que permanecesse fiel às palavras do SENHOR, ditas por intermédio de Seu profeta (v. 10).
A primeira visão de Jeremias indica a primazia e a fidelidade da Palavra de Deus. “Do heb. shaqed, do radical shaqad, ‘estar desperto’. A amendoeira é a primeira árvore a ‘despertar’ na primavera, fato que possivelmente marcou a grafia de seu nome. Ela floresce na Palestina logo em janeiro” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 378). O que significa que o SENHOR sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para as cumprir (v. 12). Já a visão da panela ao fogo indicava o mal que viria sobre o povo exatamente como os profetas de Deus haviam predito. Judá sofreria os resultados de sua resistência às palavras do SENHOR, mas Jeremias, como Seu fiel sentinela, não deveria se espantar perante a oposição do povo. Apesar de seu quadro de timidez, o profeta é encorajado com a promessa de Deus de torná-lo uma barreira intransponível (v. 18). Por mais que pelejassem contra ele, seus inimigos não prevaleceriam, porque o próprio Deus seria com ele para o livrar (v. 19).
Diante de uma introdução tão linda e tão cheia de promessas edificantes, há uma mensagem de cunho urgente: Deus está prestes a derramar a Sua ira justa sobre esta terra injusta. E Ele tem levantado “Jeremias” atuais que, como “muros de bronze”, têm sido enviados aos quatro cantos deste mundo para falar as Suas palavras. Assim como Jesus veio “a este mundo para juízo” (João 9:39), o SENHOR não nos chama para falar o que o mundo queira ouvir, mas o que precisa ouvir, doa a quem doer. Eu não gosto de ser repreendida e sei que você também não gosta, mas uma das maiores provas do amor de Deus para com a humanidade tem sido a Sua longanimidade em esperar por aqueles que ainda não O conhecem (II Pedro 3:9).
Deus não está esperando que abandonemos costumes mundanos, amados. Deus está esperando que Lhe entreguemos o nosso coração. Então, quando O amarmos de todo o nosso coração e ao nosso próximo como a nós mesmos, abandonaremos os velhos hábitos como RESULTADO do que permitimos que Deus operasse em nós, DE DENTRO PARA FORA. O SENHOR não chamou Jeremias porque ele era capacitado para a obra, mas porque ele permitiu que o SENHOR lhe abrisse os olhos da fé. E a primeira coisa que Deus faz depois de nos constituir Suas testemunhas, é colocar diante de nós a Sua Palavra como fonte de toda sabedoria e conhecimento.
Que nossa boca seja tocada por Deus, que os nossos olhos se abram e do Céu possamos reconhecer a voz do SENHOR a nos dizer: “Viste bem” (v. 12).
Bom dia, testemunhas do SENHOR!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Jeremias1
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“Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (v. 22).
O que acontece quando lemos um bom livro? Desfrutamos de cada página e não queremos que ele acabe logo, não é verdade? O livro de Isaías certamente é um desses livros. Dentre os demais livros da biblioteca sagrada, Isaías se destaca como “o evangelho” no Antigo Testamento, elencando a maioria das profecias messiânicas, tanto acerca da primeira vinda de Jesus como Servo quanto da Sua segunda vinda como Rei. Entre advertências e duras repreensões pudemos aprender mais de um Deus que faz de tudo para salvar o pecador (Provérbios 3:12).
A fidelidade e a aliança eterna de Deus para com o Seu povo foram confirmadas em nosso coração a cada “Assim diz o SENHOR”. Não podemos e não devemos ignorar as palavras da sabedoria deste livro, “porque a boca do SENHOR o disse” (Is. 58:14). Isaías foi apenas um instrumento, um vaso nas mãos do grande Oleiro. O profeta, assim como os demais que estudaremos, foi a voz de Deus para um povo entregue à idolatria e a uma religião fria e sem sentido. Em meio à cegueira espiritual, ele foi o colírio enviado por Deus para abrir os olhos de Israel. Isaías cumpriu o seu chamado e nos deixou um legado de fé e de perseverança mesmo em meio à corrupção de seu povo.
Falar o que todos querem ouvir é muito fácil. Mas falar o que ninguém deseja ouvir é desafiador e até perigoso. Defender as verdades bíblicas de que o sábado é o dia do SENHOR e sempre será (v. 23) e que Deus abomina a carne de porco e outras carnes como alimento (v. 17; Levítico 11) não é popular e não enche bancos de igreja. Isaías desafiava não somente os reinos do Norte e do Sul, mas as maiores autoridades de sua época. De acordo com a história judaica, ele foi serrado pelo meio (Hebreus 11:37) por ordem do rei Manassés (II Crônicas 33). Não foi sem razão que Deus lhe revelou o sofrimento do Messias e a Sua vergonhosa morte. Mas também a Sua cura sem detença e o Seu resplendor eterno. Certamente, Isaías foi consolado por seu Pai (v. 13) e morreu com o coração pleno da certeza da vitória final. Ele compreendeu o princípio que Ellen White igualmente entendeu: “Deus deseja homens [e mulheres] que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas” (Evangelismo, p. 63).
No entanto, mais desafiador do que pregar para quem não conhece o SENHOR, é pregar para aqueles que julgam conhecê-Lo. Assim como iniciou o livro, o profeta o encerrou com palavras de juízo e de redenção. Equiparados a Sodoma e Gomorra (Is. 1:10), Israel e Judá insistiam em sustentar um culto hipócrita e, semelhante aos fariseus da época de Cristo, dependente de manifestações sobrenaturais (v. 5). Perseguiam os poucos dentre o povo que permaneciam fiéis, e seus rituais não passavam de abominações aos olhos do SENHOR (v. 3). “Escolheram aquilo em que” Deus não tinha prazer (v. 4) e morreram em seus próprios delitos.
Por mais que seja uma obra grande e difícil, Jesus nos chamou para sermos Suas testemunhas e declararmos a “todas as nações e línguas” (v. 18) que “eis que o SENHOR virá em fogo” (v. 15) “e com Sua espada entrará o SENHOR em juízo com toda a carne” (v. 16), e os ímpios “serão consumidos” (v. 17). Mas “dos que foram salvos” (v. 19), que anunciaram entre as nações a Sua glória, que trouxeram todos os seus irmãos “dentre todas as nações, por oferta ao SENHOR” (v. 20), o SENHOR mesmo estará com eles na nova terra, e, “de um sábado a outro” (v. 23), O adorarão para todo o sempre.
Como criancinhas de peito, Deus nos chama a dependermos totalmente de Seu cuidado e provisão (v. 11); a deitarmos em Seus braços e sermos acalentados em Seu colo (v. 12). Só assim seremos salvos por Sua graça: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, DE MODO ALGUM entrareis no Reino dos céus” (Mateus 18:3). Entreguemo-nos nos braços do Pai, então logo O veremos, e o nosso coração se regozijará, e os nossos ossos revigorarão como a erva tenra; então, o poder do SENHOR nos será notório (v. 14).
Continuemos sendo reavivados por Sua Palavra!
Bom dia, salvos pela graça!
Desafio do dia: Convide seus amigos e familiares para estudarem o livro de Jeremias. Compartilhe esperança!
Rosana Garcia Barros
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“Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (v. 17).
A resposta de Deus à oração de Isaías revela duas das Suas mais lindas promessas. A primeira é que Deus responde os Seus filhos antes mesmo de clamarem (v. 24). A segunda é que tem um Céu preparado para a alegria e regozijo do Seu povo (v. 18). Não obstante a rebeldia de Israel e de Judá, o SENHOR “todo dia” lhes estendia as mãos. Mas eles escolheram andar “por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos” (v. 2). “De contínuo”, o povo irritava ao SENHOR abertamente (v. 3).
No capítulo anterior, vimos o clamor de Isaías, o pedido de socorro de um filho ao seu Pai. E ontem pela manhã, enquanto acompanhava meu filho mais novo na reunião do clube de Aventureiros, uma das líderes do clube perguntou às crianças a diferença entre os socorristas e Deus, no que uma criança prontamente respondeu:
– É que os socorristas cuidam das feridas do corpo, e Deus sara as feridas do coração.
Você entende porque o Reino dos céus é das crianças? (Mateus 18:3).
Como um Pai amoroso, Deus não cessava de falar ao coração dos Seus filhos: “Eis-Me aqui, eis-Me aqui” (v. 1). Mas tanto o reino de Israel quanto o reino de Judá estavam entorpecidos pela idolatria (v. 3), por práticas abomináveis (v. 4) e pelo orgulho próprio (v. 5). Como filhos rebeldes, o SENHOR os chamava, e não respondiam, falava, e não atendiam (v. 12). Entretanto, apesar de tão terrível condição, o julgamento divino não recairia sobre todos.
Deus sempre teve e sempre terá um povo para chamar de Seu. Um povo que O busca e onde “há bênção” (v. 8). Filhos que buscam o coração dependente e sincero de uma criança, entendendo que só assim “herdarão a terra” e “habitarão nela” (v. 9). Eles “são a posteridade bendita do SENHOR e os seus filhos estarão com eles” (v. 23).
O que está acontecendo conosco? Estamos trocando a eternidade “para viver poucos dias” (v. 20) em um mundo que está em contagem regressiva! O Espírito Santo tem clamado para que Lhe demos atenção e estamos tão ocupados buscando realizar as nossas próprias vontades que não temos tempo de ouvir-Lhe a voz. Oh, amados, em uma linguagem bem simples, esta é a conclusão do capítulo de hoje: Deus quer nos levar para morar em Sua Casa!
Ele é Aquele que deseja sarar as feridas do nosso coração e nos chamar “por outro nome” (v. 15; Ap. 2:17); levar-nos para uma nova terra onde não mais saberemos o que é sofrimento; e onde os maiores inimigos viverão juntos e em paz (v. 25). O apóstolo amado teve o privilégio de contemplar este lugar e diante da vislumbrante visão, escreveu: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe” (Ap. 21:1). Naquela ilha, o mar que separava João da liberdade, representava o seu sofrimento na terra. Qual tem sido o “mar” que tem lhe atormentado a vida? Saiba que, por imenso que pareça, maior é o amor do Pai por você e o desejo de levá-lo ao Lar Eterno.
Por isso, busque ao SENHOR (v. 10). Abandone as “suas obras antigas” (v. 7) e procure abster-se de tudo aquilo que corrompe o seu corpo e, consequentemente, a sua mente, que é o canal para que possas ouvir a voz do Espírito Santo. E muito em breve, como uma criança, entrarás nos átrios do SENHOR cantando “por [teres] o coração alegre” (v. 14).
Bom dia, crianças do Reino de Deus!
Desafio do dia: Você conhece o clube de Aventureiros e o clube de Desbravadores? Se você tem filhos na faixa etária entre os seis e os quinze anos de idade, procure uma igreja Adventista mais próxima de sua casa e obtenha mais informações.
Rosana Garcia Barros
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“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de Ti, que trabalha para aquele que nEle espera” (v. 4).
Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber as leis e os estatutos do SENHOR no deserto, eis o que aconteceu:
“Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre Ele em fogo; a Sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão” (Êxodo 19:18-19).
Foi um dos eventos mais tremendos que olhos humanos já contemplaram. O povo de Israel permanecia no pé do monte, mas não podia tocar nos limites marcados em redor dele. A manifestação de Deus foi tão poderosa e o som de Sua voz tão terrivelmente contrastante com o silêncio do deserto, que o povo temeu grandemente e “disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êxodo 19:19). Israel havia passado 400 anos no Egito e nunca havia presenciado nada parecido em relação aos tantos deuses daquela nação. De forma privilegiada e singular, estavam diante do único Deus verdadeiro. Mas, ao contrário do que o medo os fazia pensar, deveriam regozijar-se, pois o SENHOR do universo estava ali para trabalhar em favor deles.
Isaías declarou o seu desejo em testemunhar tamanha manifestação da glória de Deus, e não somente ele, mas todas as nações. O sentimento do profeta foi motivado pela situação de degradação espiritual do povo e pelas calamidades sofridas nas mãos de povos pagãos. As cidades estavam em ruínas, Jerusalém assolada (v. 10) e o templo “foi queimado” (v. 11). O cenário da nação eleita era de calamidade pública generalizada, resultado de sua própria rebeldia (v. 7).
Foi então que Isaías não mais orou. Ele clamou! Podemos comparar o clamor a um pedido de socorro. Só pedimos socorro quando reconhecemos que precisamos muito de uma ajuda externa, ou que esta ajuda pode ser a nossa única chance. E eu posso afirmar com convicção que não estamos mais no tempo de apenas orar ou rezar, mas de CLAMAR “a plenos pulmões” (Isaías 58:1). O mundo encontra-se imerso num terrível estado de calamidade espiritual. Nunca se falou tanto em Deus, mas nunca o nome de Deus foi tão banalizado. Muitos têm esquecido o fato de que Ele é o Oleiro e que nós somos o barro (v. 8), e têm invertido os papéis dizendo servir a Deus, no entanto, servindo a si mesmos. E se não compreendermos a nossa real condição de imundos e a real natureza de nossa justiça própria (TRAPOS DE IMUNDÍCIA! v. 6), como poderemos reconhecer a nossa necessidade urgente de clamar pelo socorro divino?
“Já ninguém há que invoque o Teu nome, que se desperte e Te detenha” (v. 7) era a triste realidade de Israel. Era ou é? Hoje, somos todos chamados para fazer parte do “Israel de Deus” (Gálatas 6:16). A próxima manifestação de Sua glória está prestes a acontecer e todo aquele que contentar-se com uma porção limitada de Seu azeite, ao ser despertado com o anúncio: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mateus 25:6), perceberá que a sua busca superficial de nada adiantou. O Espírito Santo tem nos guiado “a toda a verdade” (João 16:13) e cabe a nós reconhecermos que precisamos da Sua porção dobrada, ou enganarmos a nós mesmos com um cristianismo de faz de conta.
É tempo de clamarmos pela misericórdia divina e nos apegarmos à Sua Palavra, sendo guiados a TODA a verdade! Só assim com alegria seremos praticantes da justiça (v. 5) aprovada pelo Céu, isto é, “praticantes da Palavra e não somente ouvintes” (Tiago 1:22).
Bom dia, barro nas mãos do Oleiro!
Desafio do dia: Com um pouco de argila, massa de modelar ou biscuit, modele um pequeno vaso e coloque em um lugar visível. Nunca esqueça de que você é obra das mãos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías64
#RPSP
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“Atenta do Céu e olha da Tua santa e gloriosa habitação. Onde estão o Teu zelo e as Tuas obras poderosas? A ternura do Teu coração e as Tuas misericórdias se detêm para comigo!” (v. 15).
Há um “duelo” de atributos divinos no texto de hoje. De um lado a ira de Deus, e do outro, a Sua misericórdia. Os versos 1-6 descrevem “o dia da vingança” (v. 4) do SENHOR, em que Ele pisará os povos com Seu furor (v. 6) e salvará os Seus redimidos (v. 4). Mas, em sua oração, o profeta destaca a bondade de Deus “segundo as Suas misericórdias e segundo a multidão das Suas benignidades” (v. 7). Como entender este último atributo diante da iminência do primeiro?
Imagine o seguinte caso:
Um homem ama muito sua esposa. Ele nunca deixa que lhe falte nada e é muito carinhoso. Eles têm uma bela casa, muito conforto e comida à vontade. Porém, ele resolve lhe dar mais uma “prova de amor”: todos os dias, ao sair para o trabalho, ele passa a chave na casa deixando a sua amada em prisão domiciliar. Podemos chamar isso de amor? Certamente que não.
Deus concedeu ao homem uma verdadeira prova se amor: o livre arbítrio. Somos livres para decidir amá-Lo ou não. A oração de Isaías representa o clamor de um coração sincero, agradecido e consciente de que a rebeldia do povo era a causa de seus próprios conflitos. Eles escolheram contristar o Espírito Santo (v. 10) e teriam de arcar com as consequências de seu descaso para com Ele. A parábola do filho pródigo é uma das mais lindas ilustrações sobre isso. O pai permite que o seu filho vá e que sofra as consequências de seus atos insanos. O pródigo experimentou uma “amostra” do que o pecado pode causar, e não gostou nem um pouco. De volta à casa do pai, sua condição era deplorável e digna da ira paterna. Mas o pai correu ao seu encontro e não se importou com suas vestes sujas, mau cheiro e nem com o que ele fez. Simplesmente o perdoou e o aceitou de volta como filho mui amado.
Enquanto “o SENHOR é tardio em irar-Se” (Naum 1:3), as Suas misericórdias “renovam-Se cada manhã” (Lamentações 3:23). A cada amanhecer acontece o milagre da salvação na vida de cada ser humano. A ternura do Seu coração e as Suas misericórdias (v. 15) são derramadas sobre o mundo pecador de forma plena e abundante. O Espírito do SENHOR nos oferece descanso (v. 14). “Pelo Seu amor e pela Sua compaixão” (v. 9), o Salvador deseja nos remir e declarar: “Certamente, eles são Meu povo” (v. 8). Contudo, temos a liberdade em escolher receber as Suas misericórdias ou perecer em nossos pecados.
Deus é justo e em Sua justiça “jamais inocenta o culpado” (Naum 1:3): “se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse” (Isaías 1:20). Este é o salário do pecado (Romanos 6:23). Esta é a ira retributiva de Deus! Porém, apesar de nossa condição pecaminosa e, consequentemente, culpada, “o Anjo da Sua presença [nos] salvou” (v. 9). O Inocente morreu em nosso lugar e nos oferece, de graça, o “alvejante” da salvação: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Isaías 1:18). Esta é a misericórdia divina!
Como Isaías, abra o seu coração ao Deus misericordioso e tardio em irar-Se. Louve-O por Sua benignidade e reivindique as Suas “obras poderosas”. Não há ninguém no mundo mais ansioso para te ouvir do que o SENHOR. Em toda a sua angústia, Ele também Se sente angustiado (v. 9). O que Ele mais deseja, semelhante ao pai do pródigo, é derramar sobre a sua vida o poder do Espírito Santo e lhe levar de volta para Casa, pois Ele é “nosso Pai” (v. 16). Que o mesmo anseio de Isaías ganhe primazia em nosso coração e em nossas orações a cada dia: “Volta, por amor dos Teus servos”, Jesus! (v. 17)
Bom dia, filhos do Pai de misericórdia!
Desafio do dia: Vamos à Casa do nosso Pai e alegremo-nos em uma linda festa de adoração e louvor!
www.encontreumaigreja.com.br
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías63
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“Eis que o SENHOR fez ouvir até às extremidades da terra estas palavras: Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador; vem com Ele a sua recompensa, e diante dEle, o seu galardão” (v. 11).
Creio que o maior desafio do cristão não seja o de pregar o evangelho a todo o mundo, mas do evangelho ocupar todo o espaço de seu coração. Todo aquele que, à semelhança de Paulo, se esvazia do eu para ser preenchido por Cristo, experimenta a morte para o pecado e a ressurreição para a vida (Gálatas 2:20). Podemos pregar, pregar e pregar, mas se este evangelho não é real em nossa vida, se ele não nos modifica dia após dia, se não promove uma vontade intensa de estarmos cada vez mais perto de Jesus, qual é a finalidade de nossa pregação? Paulo precisou literalmente cair do cavalo para entender que Jesus é real, o Seu amor é real e a salvação por meio de Jesus é real!
Estamos em um ano festivo. Há 500 anos, outro homem de Deus também teve um encontro com Jesus ao “cair do cavalo” das tradições. Lutero não só enfrentou o clero religioso e o governo da época. Primeiro, ele teve de travar uma luta contra o próprio eu. O “evangelho do Reino” (Mateus 24:14) primeiramente precisava preencher o seu coração, e só assim ele estaria preparado para o que viria pela frente. Daí você pode estar se questionando: estou lendo o comentário do capítulo de hoje? Sim, amado. Está.
A “Desposada” (v. 4), a alegria do Noivo (v. 5), a “Cidade Santa, a nova Jerusalém” (Ap. 21:2), é a recompensa que o SENHOR dará ao Seu povo. “Um diadema real” (v. 3) preparado por Deus para os Seus filhos. Mas é interessante observarmos outro nome dado à santa cidade: “Procurada” (v. 12). Quando queremos muito encontrar algo, o que fazemos? Procuramos. E a depender do valor ou do interesse pelo objeto procurado, não descansamos até encontrá-lo, não é mesmo? Paulo perseguia cristão por cristão e não descansaria enquanto não os encontrasse e acabasse com aquela “raça maldita”. Até descobrir que ele era o maldito e “desventurado” (Romanos 7:24), e encontrar o verdadeiro Caminho para Casa: Jesus Cristo.
“EIS QUE VEM O TEU SALVADOR” (v. 11)! Tem sido este o nosso maior interesse? “Procurada” é o nome que mais faz sentido para nós com relação à Cidade Santa? Estamos prontos para, como Paulo e Lutero, colocar em risco a nossa vida terreal em defesa do evangelho da vida eterna? Não estaremos, se este mesmo evangelho não for tão real em nossa vida quanto o foi na vida daqueles homens de Deus.
Precisamos diariamente clamar: Oh, SENHOR, acende em nosso coração a Tua “tocha acesa” (v. 1) para que a nossa cidadania não seja deste mundo!
Estamos a apenas alguns instantes de passar “pelas portas” (v. 10) de pérola. E nós só temos conhecimento desta promessa maravilhosa, porque homens e mulheres arriscaram tudo para que o evangelho nos alcançasse hoje. Quando permitimos que Cristo use a “chave” que abre a porta do nosso coração, os louvores e a alegria da eternidade começam aqui. Então, nossas intenções, nossos pensamentos, nossas palavras, nossas ações são transformados em um eco da voz de Deus a proclamar: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap. 14:7).
“Muitos estão no limiar do Reino, esperando somente serem recolhidos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 109). Que esta seja, pela graça de Jesus, a nossa real condição até que Ele venha!
Bom dia, “Povo Santo, Remidos-Do-SENHOR”!
Desafio do dia: “Pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não” (II Timóteo 4:2).
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías62
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“A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do SENHOR” (v. 9).
Instituída no Éden, a família, como plano original do Criador, é uma das maiores provas de que Ele nos criou para propósitos eternos. A bênção dada ao casal edênico de serem fecundos e de encherem a terra seria o início da grande e perfeita família humana. Mas com a entrada do pecado no mundo, a raça caída foi perdendo as origens e, na descendência do primeiro homicida (Gênesis 4:8), surge também o primeiro caso de bigamia (Gênesis 4:19). O dilúvio, como a maior catástrofe mundial de todos os tempos, também foi resultado da desobediência do homem em estabelecer casamentos ilícitos (Gênesis 6:2). Sodoma e Gomorra foram destruídas pela prática de relações sexuais ilícitas (Gênesis 19:5). Satanás conhece o poder que há em uma família temente a Deus e sua estratégia continua sendo a mesma: destruir o máximo de famílias que puder.
O texto de hoje inicia com um ministério que, por Cristo, foi cumprido com louvor (v. 1-3). Sua vida abnegada foi o maior exemplo do que o poder de Deus é capaz de fazer na vida daquele que nEle confia. Jesus veio a esta terra com um propósito específico: salvar-nos e indicar-nos o caminho da salvação. Fomos salvos para salvar! E todo aquele que entende isso, da mesma forma entende que este ministério começa dentro de casa. Quando Jesus cumpriu a profecia de Isaías na vida do endemoninhado geraseno, este Lhe suplicou para segui-Lo como Seu discípulo, mas observem o que “Jesus… ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti” (Marcos 5:19). Jesus não fez um pedido, amados, ELE DEU UMA ORDEM!
Deus ordena a Seu povo que “[edifiquem] os lugares antigamente assolados, [restaurem] os de antes destruídos e [renovem] as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração” (v. 4). De geração em geração, o mundo tem sido destruído por costumes que corrompem os princípios da Palavra de Deus. Como foi em Sodoma e Gomorra, multidões “publicam o seu pecado e não o encobrem… [fazendo] mal a si mesmos” (Isaías 3:9) e maculando o que Deus criou para ser uma bênção. A ordem dada pelo SENHOR a nós como Seus filhos é que, à semelhança do propósito divino para cada família, sejamos “chamados sacerdotes do SENHOR” e “ministros de nosso Deus” (v. 6); que o mundo nos reconheça “como FAMÍLIA BENDITA DO SENHOR” (v. 9).
Se não cuidarmos de nossa família, somos considerados piores do que os descrentes (I Timóteo 5:8). Da mesma forma, Deus espera que apliquemos este princípio aos de nossa família na fé. A igreja deve ser um testemunho para o mundo de uma “família bendita do SENHOR”. Assim como Jesus, a Sua igreja deve, cheia do “Espírito do SENHOR” (v. 1), ser um bálsamo aos feridos e consolo aos que choram. É desta forma que devemos ser reconhecidos pelos de fora: “Nisto conhecerão TODOS que sois Meus discípulos: SE TIVERDES AMOR UNS AOS OUTROS” (João 13:35). Se uma família que se ama já é mais poderosa do que muitos sermões, imagine uma igreja cheia de famílias que se amam!
Quando compreendermos de verdade a grande obra que nos foi outorgada; “quando os que dizem servir a Deus seguirem o exemplo de Cristo, praticando os princípios da lei em sua vida diária; quando todos os seus atos testemunharem de que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos, então A IGREJA TERÁ PODER PARA ABALAR O MUNDO” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 340).
Bom dia, “família bendita do SENHOR”!
Desafio do dia: Siga a ordem do Mestre. Faça algo especial por alguém de sua família e por alguém de sua igreja.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías61
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“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas os teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor” (v. 18).
Não tenho o costume de acompanhar notícias com regularidade. De uns tempos para cá o derramamento de sangue e a corrupção têm eclodido de uma forma tão absurda, que prefiro não contemplar tamanho caos. Mas isto não muda o fato de que esta é a nossa realidade mundial e que a maioria da população está sofrendo, e muito. De uma forma ou de outra, as notícias correm e, nem que seja pela boca de alguém, ficamos sabendo do que acontece em nosso cenário global. Então, me pego a pensar: Eu estou evitando olhar para não correr o risco de ficar fria ao contemplar tanta desgraça? Ou eu não estou vendo porque simplesmente não me importo? Afinal de contas, eu nem conheço essas pessoas mesmo!
Durante toda a nossa trajetória em estudar a Bíblia e dela ouvir a voz de Deus, o único objetivo de toda a equipe do Reavivados tem sido que todos nós possamos ser preenchidos pelo poder do Espírito para compreender o Assim Diz O SENHOR. Não estudamos doutrinas de uma determinada religião, mas única e exclusivamente a Bíblia, a Palavra de Deus viva. E a Bíblia não é um livro que você abre apenas para ler o que lhe convém, mas toda ela é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (II Timóteo 3:16). A Bíblia é a voz de um Pai que ama os Seus filhos, que sabe quando deve apenas confortar, ou quando deve repreender com severidade. E após repreender o Seu povo no capítulo de ontem e fazê-los entender de que necessitavam confessar os seus pecados e achegar-se ao Único capaz de salvá-los, a promessa que se segue no capítulo de hoje é a melhor notícia mundial de todos os tempos.
Após relatar o jornal de hoje, “porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos” (v. 2), Isaías descreve o ministério do povo de Deus na terra: “mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a Sua glória se vê sobre ti”. Deus não chamou um povo apenas, mas O POVO que seria uma luz para onde as nações se encaminhariam (v. 3). Diferente das notícias e da publicidade que se dá às mazelas e horrores mundiais, o povo de Deus é chamado para publicar “os louvores do SENHOR” (v. 6). Não podemos e não devemos ser alheios ao que acontece ao nosso redor. Podemos até fechar os olhos para não contemplar a maldade humana, mas jamais fechá-los diante das necessidades humanas. Assistir a vídeos chocantes não resolve o problema do teu semelhante, mas estender a mão para ajudá-lo é resplandecer a glória de Deus.
A finalidade da luz não é de chamar atenção para si, mas para as coisas que estão ao redor. Ninguém acende uma lâmpada para ficar olhando para ela. Ninguém, em sã consciência, fica contemplando a luz do sol. Porém, a luz é necessária para que possamos enxergar o caminho por onde andar. Da mesma forma, Deus não nos ilumina para que os outros olhem para nós, mas para que a nossa vida seja uma luz a conduzir o mundo para o Caminho (João 14:6). E é mediante o amor de Cristo em nós que somos capacitados a iluminar. E atenção: Muito cuidado! Quando um anjo de luz pensou que a luz procedia dele mesmo, causou a maior tragédia de todos os tempos, e é por isso que nós estamos vivendo neste mundo escuro até hoje.
Dentro em breve estará cumprida a missão da “luz do mundo” (Mateus 5:14), então, veremos a verdadeira Fonte de luz e ficaremos radiantes de alegria. O nosso “coração estremecerá e se dilatará de júbilo” (v. 5) diante da glória do nosso Salvador e Redentor (v. 16). Iremos para a “Cidade do SENHOR, a Sião do Santo de Israel” (v. 14), onde Ele constituirá “glória eterna, regozijo, de geração em geração” (v. 15). Não precisaremos mais da luz do sol, nem a lua terá mais função, “porque o SENHOR será a [nossa] luz perpétua, e os dias do [nosso] luto findarão” (v. 20). Não mais dor, não mais lágrimas, não mais violência na nova terra, nem ruínas ou desolação nos seus limites (v. 18). “A MORTE JÁ NÃO EXISTIRÁ” (Apocalipse 21:4). Não haverá mais mentirosos, corruptos, assassinos, ou destruidores da terra (Ap. 11:18), mas “TODOS os do Teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra” (v. 21).
“Dispõe-te, resplandece”, povo do Deus Vivo, “porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti” (v. 1). “Levanta em redor os olhos e vê; todos estes se ajuntam e vêm ter contigo” (v. 4), para conhecer o nosso Deus! Falta pouco para contemplarmos a glória do Unigênito do Pai! Falta pouco para o cumprimento da promessa feita pelo próprio Deus: “Eu, o SENHOR, a seu tempo, farei isso prontamente” (v. 22).
“Amém! Vem, SENHOR Jesus!” (Ap. 22:20).
Bom dia, luz do mundo!
Desafio do dia: Seja luz para os teus semelhantes. Faça o bem da forma que Jesus nos ensinou (Vide Mateus 6:2-4).
Rosana Garcia Barros
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