Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 13, Comentado por Rosana Barros
7 de agosto de 2017, 0:30
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 “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal” (v. 23).


Os pedidos incomuns feitos por Deus ao profeta ilustravam a terrível situação de Jerusalém: “povo maligno… que para nada presta” (v. 10). Recusaram se esvaziar do vinho de sua devassidão e por meio dele tornaram-se ébrios para a própria destruição. A fidelidade de Jeremias era totalmente contrastante com a dureza de coração daquele povo. Mas enquanto prosseguiam alegrando-se com suas luxúrias e adultérios (v. 27), Jeremias chorava copiosamente por eles:

“Mas, se isto não ouvirdes, a Minha alma chorará em segredo por causa da vossa soberba; chorarão os Meus olhos amargamente e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo” (v. 17).

Apesar de todas as afrontas e perseguições, o profeta de Deus conservava amor por seus compatriotas. Não poderia deixar de se compadecer de um povo que insistia em permanecer surdo aos reclamos divinos. Jeremias sabia que ou se arrependiam, ou teriam de sofrer os resultados da multidão de suas maldades (v. 22).

Dotados de um coração enganoso (Jeremias 17:9), como Davi, precisamos nos derramar aos pés do Único que pode criar em nós “um coração puro” (Salmo 51:10). E como Paulo, admitirmos: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Romanos 7:18). As nossas “boas” intenções sem a aprovação de Deus não passam de um cinto podre (v. 7) e de um jarro quebrado (v. 14).

“Até quando ainda não te purificarás?” (v. 27) tem sido a pergunta do SENHOR a cada geração. A pureza requerida por Deus implica em, todos os dias, estarmos imersos na Água da vida. Somente mediante o lavar regenerador do sangue de Jesus podemos ser libertos “do corpo desta morte” (Romanos 7:24).

Assim como Deus pacientemente esperou pelo Seu povo, e insistentemente lhe apresentou o caminho da salvação, Ele tem estendido a Sua destra e oferecido a todos a oportunidade de aceitar o Seu chamado de amor. Ele nos chama para que nos revistamos de Sua armadura, cingindo-nos com o cinto da verdade (Efésios 6:14). Só assim seremos libertos do mal que nos assola: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32). Como barro, devemos nos colocar nas mãos do Oleiro para que sejamos Seus vasos de honra. Mas a decisão é nossa: “Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.” (II Timóteo 2:20).

Bom dia, vasos nas mãos do Oleiro!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 12, Comentado por Rosana Barros
6 de agosto de 2017, 0:30
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“Plantaste-os, e eles deitaram raízes; crescem, dão fruto; têm-Te nos lábios, mas longe do coração” (v. 2).


Um dos maiores desafios na vida do cristão é a perseverança. Não foi sem razão que Cristo afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24:13). O caminho da salvação requer uma fé confiante que prevaleça ainda que tudo ao redor pareça desmoronar.

Jeremias dirige a sua primeira queixa ao SENHOR. Inconformado com a prosperidade dos ímpios, reclamou a justiça divina. A vida tranquila dos perversos era um contraste com a sua, que procurava viver segundo a vontade de Deus. Enquanto o povo prosseguia em sua falsa adoração e em seus negócios prósperos, o profeta era perseguido até pela própria família (v. 6). Com “sede” de justiça, Jeremias expõe perante o SENHOR o seu coração e num impulso de angústia, pede castigo para os perversos de seu povo.

As vicissitudes da vida costumam nos fazer questionar muitas coisas. E ao contemplarmos as injustiças deste mundo, corremos o risco de questionar o próprio Deus. O salmista Asafe também fez o mesmo questionamento, quando disse: “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens” (Salmo 73:3-5). Mas a sua conclusão é a resposta chave da questão: “Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Salmo 73:16-17). Asafe entendeu que A CONCLUSÃO É A RESPOSTA!

Confiança é a mola propulsora da perseverança. Por mais que os filhos de Deus sejam perseguidos e tenham que passar por muitas provações aqui, o fim que lhes aguarda é a salvação. Já os ímpios,“o fim deles” será a morte eterna. A prosperidade dos perversos tem prazo de validade. O salmista já havia compreendido a mensagem do santuário como uma ilustração do plano da redenção, e da justiça de Deus. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, hoje está no santuário celeste tanto intercedendo por cada ser humano que já pisou nesta terra, quanto decidindo o caso de cada um (Hebreus 8:1-2).

A resposta do SENHOR a Jeremias foi de advertência, mas também de amor. Piores coisas estavam por vir, e se em terra de paz ele já estava tão aflito, como conseguiria resistir quando a paz não mais existisse? Estamos, como Jeremias, em provisório “tempo de paz”. A confiança que Jeremias deveria ter, muito mais precisaremos quando os quatro ventos desta terra forem soltos (Ap. 7:1). Este é o tempo que temos à nossa disposição para que, como Asafe, nos apeguemos firmemente à promessa do SENHOR e mantenhamos os nossos olhos fixos no santuário de Deus. É no lugar Santíssimo (Ap. 11:19) que está a nossa esperança e a nossa salvação, “tão certo como vive o SENHOR” (v. 16)!

Bom dia, justificados por Cristo!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 11, Comentado por Rosana Barros
5 de agosto de 2017, 0:30
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“O SENHOR te chamou de oliveira verde, formosa por seus deliciosos frutos; mas agora, à voz de grande tumulto, acendeu fogo ao redor dela e consumiu os seus ramos” (v. 16).


Há algumas semanas presenciei de minha janela uma triste cena: um frondoso jambeiro sendo podado. Cortaram tantos galhos que pensei que a árvore toda seria cortada. Mas, felizmente, aquela árvore que me dá tanta alegria todas as manhãs, só passou por um processo que a deixará ainda melhor e mais forte. O excesso de galhos lhe dava uma aparência deslumbrante, mas o sobrepeso poderia comprometer toda a sua estrutura.

A mensagem profética era para um povo que qual árvore frondosa precisava ser podado. Porém, cada um andava “segundo a dureza do seu coração maligno” (v. 08) e se recusavam em cumprir as palavras da aliança do SENHOR. Recusaram a poda e o resultado de suas próprias obras os levaria ao destino de total destruição: “E não haverá deles resto nenhum” (v. 23).

Além de idólatras, as pessoas tornaram-se totalmente corrompidas pelo governo do próprio coração. Não deixavam de ir ao templo do SENHOR para cumprir com seus rituais (v. 15), mas continuavam fazendo o mal “para si mesmas” (v. 17). Enquanto “cultuavam a Deus”, tramavam conspirações contra o profeta de Deus. Jeremias tornou-se inimigo do estado porque tudo o que dizia da parte do SENHOR contrariava o estilo de vida maligno daquele povo.

O profeta se viu encurralado porque nem com seu pai e com seus irmãos podia contar. Armavam ciladas contra ele, dizendo: Vamos matá-lo e ficaremos livres de suas palavras estúpidas (v. 19). Contudo, o “justo Juiz, que [prova] o mais íntimo do coração” (v. 20), defenderia a causa do Seu fiel servo e puniria os seus algozes.

Se há uma coisa que tenho visto vez após outra na Palavra do SENHOR é que Ele não permite que fique impune todo aquele que se levanta contra um de Seus filhinhos. No tempo certo a Sua justiça se manifesta (v. 12). Jeremias foi extremamente perseguido por sua fé no ASSIM DIZ O SENHOR. Apesar de demonstrar profunda compaixão por todos, suas palavras lhes soavam qual som repugnante e suas lágrimas não conseguiam penetrar naqueles corações petrificados.

O que faz uma árvore frondosa e com frutos deliciosos chegar àquela situação? O completo afastamento da Fonte de toda vida. Assim como uma planta precisa de água, terra (alimento) e luz solar, Jesus é a Água da vida, o Pão da vida e o Sol da justiça. “Não atenderam, nem inclinaram” (v. 08) o ouvido para as Suas palavras, mas “tornaram às maldades de seus primeiros pais” (v. 10). Trocaram o solo fértil da justiça de Deus para tornarem-se como seus deuses, apenas pedaços de madeira que para mais nada servem a não ser para serem consumidos pelo fogo (v. 16).

“Como manso Cordeiro, que é levado ao matadouro” (v. 19), Cristo assumiu a nossa culpa e Se entregou no maior ato de compaixão de todos os tempos. Mas o triste é que quem O matou não foi o império romano apenas, mas este, aliado e instigado pela nação que se chamava pelo nome de Deus.

Como cristãos, não estamos livres da apostasia e precisamos seguir o conselho do apóstolo Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (II Coríntios 13:5). Não são palavras brandas. Como as palavras de Jeremias, estas também são palavras duras de se ouvir, mas são palavras de um homem de Deus, inspirado por Deus, e para o nosso próprio bem.

Que a Palavra do SENHOR não lhe seja uma afronta, mas a doce voz de Jesus a lhe dizer: “dai ouvidos à Minha voz” (v. 7).

Feliz sábado, ramos da Videira verdadeira (João 15:5)!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 10, Comentado por Rosana Barros
4 de agosto de 2017, 0:30
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“Ninguém há semelhante a Ti, ó SENHOR; Tu és grande, e grande é o poder do Teu nome” (v. 6).


Se tem um assunto delicado e desafiador é o que envolve o capítulo de hoje. Apesar de vivermos em um país laico, o Brasil tem uma raiz muito forte no quesito imagens de escultura. Respeito muito a fé de quem acredita nestas imagens e admiro o respeito que tem por elas. Mas, a Palavra do SENHOR é muito clara quando diz que “há só UM Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, Homem” (I Timóteo 2:5).

O grande problema das imagens está no fato de que, materialistas como somos, rapidamente trocamos a adoração verdadeira pela contemplação do que nos é palpável; trocamos “o Deus vivo e o Rei eterno” (v. 10), “o Criador de todas as coisas” (v. 16) pela silhueta de criaturas mortais.

Podemos facilmente transformar em ídolos coisas ou pessoas que amamos. O que fez com que Judá se contaminasse com os deuses pagãos e ainda assim continuasse afirmando ser de Deus, foi porque não mais conhecia ao SENHOR. O povo não via problema em apegar-se às suas imagens e servir a Deus ao mesmo tempo. Jesus certa feita afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mateus 6:24).

Acredito que o problema não começa com uma adoração dividida, mas na falta de conhecimento e no desinteresse em obtê-lo. Como disse o SENHOR por intermédio do profeta Oseias: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Oseias 4:6). Nascemos em uma cultura, crescemos recebendo aquela cultura e nem tomamos tempo para questionar se o que aprendemos é realmente a verdade. E perdemos o inigualável privilégio que tiveram os grandes homens do passado, como Abraão e Moisés, de termos intimidade com o conhecimento verdadeiro.

Eu ainda tenho muito “chão” pela frente para conseguir a experiência daqueles homens de Deus, mas desde que o Deus único me encontrou, a minha vida passou a ter outro sentido. Desde minha adolescência tinha uma paixão pela Bíblia, eu realmente queria entendê-la. O meu problema foi quando no decorrer do percurso eu me distraí, desviando os meus olhos do Deus da Bíblia.

Então, fui me tornando uma “cristã” medíocre, uma dracma perdida dentro de casa. A quem eu adorava? A mim mesma e aos meus gostos. Hoje, quando olho para trás sinto duas coisas: vergonha e gratidão. Vergonha porque por muitos anos troquei o meu Deus por coisas banais. E gratidão porque Ele não descansou até me encontrar. Não tenho como não me emocionar ao lembrar da paciência do SENHOR para comigo. Cada dia em que abro a Sua Palavra e ouço a Sua voz, posso quase ouvi-Lo dizer de forma audível: Eu estou bem aqui!

O SENHOR é Deus zeloso, que olha para cada uma de Suas criaturas com amor eterno. Ele é o mesmo e não muda (Malaquias 3:6). Se tão-somente você confiar que Ele pode todas as coisas e que só Ele é Deus, ainda que você olhe em todas as direções e não veja saída, Ele promete abrir o mar para você. Experimente Deus todos os dias. “Provai e vede que o SENHOR é bom” (Salmo 34:8). Ore, pedindo em nome do nosso único Mediador, Jesus Cristo, e estude a Sua Palavra. Ele não promete uma vida só de bênçãos, mas promete nos dar ombros fortes para suportar as tempestades da vida.

Não importa se você está dentro ou fora do aprisco de Deus. Lembre que a repreensão de hoje foi para os de dentro!

Bom dia, filhos do Deus único!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 9, Comentado por Rosana Barros
3 de agosto de 2017, 0:30
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“Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o SENHOR” (v. 23-24).


No início do texto de hoje encontramos a razão do por que Jeremias ficou conhecido como o “profeta chorão”. Tomado de grande compaixão, sua vontade era de chorar “de dia e de noite” (v. 1) os mortos da casa de Judá. Pois todos eles já estavam mortos e nem se davam conta. A situação era tão terrível, que o profeta desejou um lugar de repouso longe daquele povo (v. 2). Avançavam “de malícia em malícia” e não conheciam a Deus (v. 3). E um dos piores pecados que assolava aquela nação estava na língua: “Flecha mortífera é a língua deles” (v. 8).

Jeremias não podia confiar em ninguém, a não ser em Deus. Além de não ter constituído família, também não tinha amigo ou irmão algum em quem pudesse se apoiar, “porque todo irmão não faz mais do que enganar, e todo amigo anda caluniando” (v. 4). Ou seja, a nação que deveria ser uma luz às demais nações, havia se transformado em um antro de fofoqueiros. Entravam tranquilamente no templo do SENHOR com aparência de santidade enquanto viviam “no meio da falsidade”. Agora prestem muita atenção na continuação do verso, que diz: “pela falsidade RECUSAM CONHECER-ME, diz o SENHOR” (v. 6).

Zombar dos irmãos e caluniar a vida do próximo são atitudes que resultam em abominação aos olhos de Deus: “Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a Sua alma ABOMINA: … O QUE SEMEIA CONTENDA ENTRE IRMÃOS” (Provérbios 6:16 e 19). Umas das piores desgraças que tem destruído a humanidade se chama língua maliciosa e a própria Bíblia deixa isso bem claro: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, E CONTAMINA O CORPO INTEIRO, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tiago 3:6).

Não há como ignorarmos um assunto tão sério! Falar da vida alheia é pecado. Como Jeremias poderia ter agido diferente se habitava no meio de caluniadores? Como não sentiria vontade de fugir dali? Em sua sinceridade e profundo desejo de salvar o seu povo, o profeta não conseguia encontrar uma pessoa sequer para compartilhar a sua angústia; nenhum pecador arrependido com quem pudesse se alegrar. “Toda a casa de Israel” (v. 26) não compreendia as palavras do SENHOR porque estava ocupada demais com sua língua mentirosa.

Um coração endurecido não consegue ouvir a voz de Deus, nem tampouco pensar no bem do próximo. Tudo o que faz pode até aparentar alguma bondade, mas não passa de uma farsa: “com a boca fala cada um de paz com o seu companheiro, mas no seu interior lhe arma ciladas” (v. 8). Deus é Santo! A Sua Casa é santa! E o Céu que Ele tem preparado são para os Seus santos! Portanto, entrar na presença do Santo, no Seu lugar santo e falar mal dos Seus santos, é, no mínimo, suicídio. Entende agora a expressão “mortos” do verso um?

A nossa língua “é mal incontido” (Tiago 3:8), amados! Precisamos desesperadamente da ação do Espírito Santo para contê-la e nos conceder sabedoria! Porém, “se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do Alto; antes, é terrena, animal e demoníaca” (Tiago 3:14-15). Se a vida eterna é conhecer a Deus (João 17:3) e se este mal nos impede de conhecê-Lo (v. 3), isto não explica o fato de Satanás investir tanto em causar intrigas entre irmãos? Como diz uma amiga minha: “Para tudo!” Deus quer que você O conheça! Não troque este privilégio pelo prazer demoníaco de soltar veneno pela boca! Agarre-se à maravilhosa promessa de que há um Deus que não desiste de você! Hoje é dia de fechar a boca e de abrir o coração!

Bom dia, circuncisos de coração!

Desafio do dia: Se não for para proferir bênção, não fale nada!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 8, Comentado por Rosana Barros
2 de agosto de 2017, 0:30
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“Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (v. 20).


Distante do temor do SENHOR, Judá dizia servir ao Deus que não mais conhecia. Suas palavras eram falsas, seus pensamentos eram perversos e suas ações, terríveis. Não havia limites para pecar e não sabiam mais o significado de amar. Estavam colhendo os frutos ruins de seu plantio abominável. Mas o SENHOR não desistia deles!

Nada do que o profeta falasse os fazia mudar de ideia, pois “rejeitaram a Palavra do SENHOR” (v. 9). Não existia um só do povo que buscasse a Deus, “porque, desde o menor deles até ao maior, cada um” era governado pela ganância e movido pela falsidade (v. 10). Até o que nunca tinha passado pela mente do SENHOR, aquele povo fazia, queimando seus filhos como sacrifícios a deuses estranhos (Jeremias 7:31). Falavam mentiras sem escrúpulos e não havia ninguém “que se arrependesse da sua maldade, dizendo: Que fiz eu?” (v. 6). Ou seja, era um típico caso perdido. Mas o SENHOR não desistia deles!

É interessante lançarmos uma lupa sobre a seguinte pergunta feita por Deus: “Quando alguém se desvia do caminho, não torna a voltar?” (v. 4).

Na carta à igreja de Éfeso, primeira igreja do Apocalipse, Jesus revela a causa de Sua indignação para com ela: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap. 2:4).

Quantas vezes, por darmos o primeiro passo na direção certa, pensamos ser o suficiente para permanecermos nela. Contentamo-nos com o início sem nos preparar para chegarmos ao destino final.

O povo tinha perdido o seu primeiro amor, e abandonaram o caminho. Quando aceitamos a Cristo como o nosso SENHOR e Salvador e nos batizamos, declaramos ao mundo que somos novas criaturas; que a partir dali seguiremos o Caminho (João 14:6). Só que por vezes esquecemos que a jornada cristã é um processo (Provérbios 4:18). Um processo gradativo. E se por um acaso houver um desvio de rota, Deus nos chama de volta: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap. 2:5).

Era este o convite do SENHOR ao Seu povo. Este é o convite do SENHOR a cada filho que se desviou do caminho eterno. O desconsolo de Jeremias (v. 18) nos revela a deplorável situação de seus conterrâneos: voluntariamente perdidos. Em breve a colheita findará, e aqueles que deliberadamente rejeitaram ao convite divino concluirão por si mesmos: “não estamos salvos” (v. 20).

Hoje, Deus nos chama para redescobrir o primeiro amor, retrocedendo para podermos avançar! Se por algum motivo você se desviou; se mesmo dentro da igreja você não encontra motivação para buscar e amar ao SENHOR, Ele lhe diz agora:
EU NÃO DESISTO DE VOCÊ!

Como fez Jacó, apegue-se a Deus com todas as suas forças e tome a firme decisão: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gênesis 32:26).

Bom dia, alvos do amor de Deus!

Desafio do dia: Envie uma mensagem “DEUS NÃO DESISTE DE VOCÊ!” a alguém que você sabe ou sente que está se afastando dos caminhos de Deus. Ore por e com essa pessoa.

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 7, Comentado por Rosana Barros
1 de agosto de 2017, 0:30
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“Não confieis em palavra falsas, dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (v. 4).


Você já ouviu a frase: “Placa de igreja não salva ninguém”? Pois é, ela está certa. Não salva mesmo. Porém, pode indicar o caminho. Eu explico: É como no trânsito. Quando estamos em uma estrada, as placas que indicam a velocidade máxima, as curvas sinuosas ou a possibilidade de haver animais na estrada não podem nos livrar de acidentes, mas podem nos indicar a forma mais segura de trafegar pelo caminho a fim de evitá-los.

O templo de Jerusalém era o orgulho da nação judaica. Sua magnífica estrutura denotava imponência e enchia o coração do povo de uma falsa segurança. Eles haviam perdido o foco. O templo indicava a salvação, ele não era a salvação. Trocaram o SENHOR do templo pelo “templo do SENHOR”. E esta é uma das trocas mais perigosas que existe.

Após censurar energicamente os escribas e os fariseus, “tendo Jesus saído do templo” (Mateus 24:1), Seus discípulos se aproximaram para mostrar-Lhe não somente a beleza do templo visto de fora, mas também mostrar-Lhe que ainda não haviam compreendido o que Ele acabara de declarar aos líderes judeus.  Deslumbrados com as construções do templo receberam um verdadeiro “balde de água fria” com a resposta de Jesus: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2).

Atualmente, um dos templos mais simbólicos do Iraque, a Mesquita Al Nuri em Mossul, foi destruída, como alvo dos ataques do Estado Islâmico. Uma recente ilustração do que Jesus disse aos discípulos. Quando depositamos a nossa confiança no fato de fazermos parte de uma igreja e em participarmos ativamente de seus “rituais”, pensando: “Estamos salvos” (v. 10), na verdade estamos direcionando a nossa adoração para a igreja e não para o SENHOR da igreja.

“Que é isso” (v. 9) que acontece? Entrar em um lugar onde deveria reinar a verdadeira adoração, o amor e a união e transformá-lo num covil de serpentes (Mateus 23:33) que não se preocupam com a presença de Deus nem tampouco uns com os outros é, no mínimo, incoerente. Porque a vida de Jesus e Suas palavras incomodaram tanto os judeus? Porque Ele não veio com a missão de adulá-los, mas de salvá-los. E a maior barreira que impede a ação do Espírito Santo na vida de alguém não é apenas uma vida de pecados declarados, mas uma vida de pecados não confessados. Acredite: quem está fora da igreja e admite estar errado está em melhor condição do que o “crente” que está dentro da igreja com pecados acariciados.

O SENHOR não foi insensível ao dizer ao profeta para não interceder pelo povo (v. 16), nem tampouco estava desmerecendo a importância da oração intercessora. Ele estava apenas revelando por Sua onisciência, a dureza do coração dos filhos de Judá.  Enquanto continuassem confiando “em palavras falsas” (v. 8), ao invés de confiar na palavra do SENHOR por intermédio do Seu profeta, continuariam a transgredir a Sua lei “tranquilamente” sem sentir nenhum arrependimento por isso.

Hoje, corremos o perigo de cair na mesma cilada maligna, vivendo uma religião de “faz de conta”, hipócrita e negando o chamado de Deus de andar “em todo o caminho” que Ele nos ordena para o nosso próprio bem (v. 23). Oh, amados, é hora de despertarmos do “vale encantado” da sonolência e clamarmos pelo poder do Espírito Santo! O SENHOR não deixou a Sua casa como um lugar de exposição de falsa piedade, mas como um centro de recuperação de pecadores. “Começando de madrugada” (v. 13) Ele nos fala e nos chama. Se nós O ouvirmos e atendermos ao Seu chamado, certamente não seremos “igrejeiros”, mas voluntários na obra de salvar vidas!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Desafio do dia: Seja a igreja do SENHOR. Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe conduza na melhor forma de servir a Deus e aos seus semelhantes.

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 6, Comentado por Rosana Barros
31 de julho de 2017, 0:30
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“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos” (v. 16).


Uma das piores coisas que pode acontecer a alguém, por incrível que pareça, não é uma doença grave, nem tampouco a perda de bens materiais, mas o afastamento de Deus. Quem, propositadamente, se recusa a ouvir a voz do SENHOR e a seguir os Seus mandamentos, corre o sério risco de entrar em estado de coma espiritual. Assim como um paciente em coma clínico fica incapaz de manifestar algum tipo de reação, uma pessoa que escolhe estar longe de Deus não reage ao tratamento oferecido pelo Médico dos médicos.

Mesmo diante de um povo onde eram “todos corruptores” (v. 28), Deus enviou o Seu mensageiro com um apelo após outro. Cometiam “abominação sem sentir por isso vergonha” (v. 15). Fechavam os olhos para o bem enquanto praticavam o mal como se fosse algo natural. Se não se envergonhavam de seus atos, não havia arrependimento, e se não havia arrependimento, não poderia haver perdão, e, sem perdão, não há salvação.

A terrível obra de Satanás tem amortizado os sentidos da humanidade através da teoria de que não existe nada absoluto, tudo é relativo. Vivemos em uma geração onde tudo é “normal”. Casados que vivem uma vida de solteiros? Ah, é normal! Mídia que incita o sexo livre e a violência ao alcance de crianças? Ah, é normal! Meninas que querem ser meninos e vice e versa? Ah, é normal! Enquanto isso, líderes religiosos passam a mão na cabeça do povo, confundindo inclusão com abominação, e dizendo: “Paz, paz; QUANDO NÃO HÁ PAZ” (v. 14).

Eis que a Palavra do SENHOR é a mesma e não muda! Ele nos chama a atenção para os abusos que muitos têm feito em nome de Deus. É muito bonito e agradável aos ouvidos ouvir de paz, amor e prosperidade. Mas Deus não nos fala o que queremos ouvir, Ele diz o que PRECISAMOS OUVIR! Se tão-somente nos colocarmos nem que seja à margem de ouvir a verdade sobre o “bom caminho” (v. 16) e demonstrarmos algum interesse por ele, o nosso bom Pastor nos fará achar descanso. Ele nos convida a nEle descansar: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:29).

Os atalaias de Deus continuam falando. Cada vez que abrimos a Bíblia com o objetivo de aprender de Deus, conhecer Jesus, a visão de que o SENHOR é um Deus tirano e pronto a castigar é mudada para um Deus AMOR e pronto a salvar. A impiedade da nação que Ele escolheu como “a menina dos olhos” (Salmo 17:8), não merecia qualquer tipo de piedade, porém o SENHOR estava disposto a absolvê-la caso voltasse para Ele. Ele não queria sacrifícios e holocaustos (v. 20), mas a oferta de corações sinceros e convertidos.

“Dá-Me, filho Meu, o teu coração…”, é um texto que tem sido extremamente distorcido pela “teologia” que diz que Deus só quer o nosso coração. De fato, o SENHOR só pede o nosso coração, mas para que aconteça o que diz na continuação do verso acima: “… e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Provérbios 23:26). E não para vivermos uma religião falsa que se envergonha da Palavra do SENHOR e que não gosta dela (v. 10).

“Portanto, ouvi, ó nações… Ouve, tu, ó terra!” Não insista em dizer: “Não andaremos” e “Não escutaremos”. Porque o Dia do SENHOR está chegando, onde “cairão pais e filhos juntamente” e onde “o vizinho e o seu companheiro perecerão” (v. 21). Tempo em que, “ao som da trombeta” (v. 17) de Deus, “ouvida a voz do arcanjo”, Jesus “descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do SENHOR nos ares e, assim, estaremos para sempre com o SENHOR” (I Tessalonicenses 4:16-17). “Informa-te, ó congregação” (v. 18)! Estude a Palavra de Deus, “aceita a disciplina” (v. 8) e, mediante a guia do Espírito Santo, “achareis descanso para a vossa alma”!

Bom dia, mui amados por Deus!

Desafio do dia: “A quem falarei e testemunharei, para que ouçam?” (v. 10). Fale e testemunhe de Jesus para alguém que você considera um caso perdido. Peça ao Espírito Santo que lhe conceda esta oportunidade.

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 5, Comentado por Rosana Barros
30 de julho de 2017, 0:30
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“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na Terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o Meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?” (v. 30-31).


Um dos capítulos que considero mais difíceis de se ler na Bíblia é o capítulo dezenove do livro de Juízes. A narrativa ali contida é extremamente trágica e forte. Era como se fosse uma “amostra” da condição terrível e degradante do ser humano sem Deus. Ao comparar os povos inimigos com animais (v. 6), além da aplicação profética em alguns casos, creio que também seja pelo fato de que quando o homem dá as costas para o Seu Criador, assemelha-se a animais irracionais, e coisas espantosas e horrendas acontecem.

A população estava completamente indiferente ao SENHOR. Não havia uma só pessoa que praticasse a justiça ou buscasse a verdade (v. 1). TODOS juravam por Deus falsamente e sua situação de rebeldia era tão grande que “endureceram o rosto mais do que uma rocha” (v. 3). Diante desta triste realidade, o profeta pensa (parafraseando):
– Bem, a população é insensata porque não conhece o SENHOR. Então, irei falar com os profetas e com os sacerdotes, pois eles certamente conhecem a Deus (v. 4 e 5).

Porém, as expectativas de Jeremias são frustradas ao perceber que os líderes do povo agiam tão pior quanto. Aqueles que deveriam ser representantes do SENHOR na terra, proclamando a Sua Palavra e “o direito do seu Deus” (v. 5), falavam mentiras e “de comum acordo” ultrapassavam “até os feitos dos malignos” (v. 28).

De linhagem sacerdotal, Jeremias enfrentava o triste dilema de afrontar até seus próprios parentes. De maneira insistente e tomado de compaixão, ele pronunciava as palavras do SENHOR a um povo cujo coração era “rebelde e contumaz” (v. 23). Aparentemente, o povo vivia uma falsa segurança. “Se tornaram poderosos e enriqueceram” (v. 27), e para eles não fazia sentido algum dar atenção e nem dar ouvidos às palavras de repreensão do profeta (v. 21). Enquanto o profeta dizia: “os vossos pecados afastam de vós o bem” (v. 25), o povo dizia: “Nenhum mal nos sobrevirá; não veremos espada nem fome” (v. 12).

Jesus nos advertiu que nos últimos dias surgiriam muitos falsos cristos e falsos profetas declarando mentiras e engodos “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24:24). E Paulo também nos alertou acerca de um tempo de falsa paz: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (I Tessalonicenses 5:3). Mas, assim como o SENHOR prometeu ao antigo Israel: “não vos destruirei de todo” (v. 18), o mesmo sucederá no fim dos tempos.

Diferente de como o povo interpretou a mensagem profética como muito dura, devemos encarar os avisos de Deus como um Pai que não quer que nenhum de Seus filhos pereça, mas que todos se arrependam. Não permita que o seu coração se torne insensível às advertências divinas, mas que sejamos instrumentos do SENHOR, levando o Seu evangelho e a esperança de Sua breve volta a um mundo que está em contagem regressiva!

Bom dia, filhos de Deus!

Rosana Garcia Barros

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JEREMIAS 4, Comentado por Rosana Barros
29 de julho de 2017, 0:30
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“Deveras, o Meu povo está louco, já não Me conhece; são filhos néscios e não inteligentes; são sábios para o mal e não sabem fazer o bem” (v. 22).


Ao proferir a parábola das dez virgens, Jesus foi bem claro ao afirmar que seria uma alegoria para o tempo do fim. Apesar de todas serem virgens, haverá uma diferença que as separará em dois grupos: as prudentes e as néscias. Munido de azeite dobrado, o primeiro grupo adentrará às bodas do Noivo. Porém, o grupo das néscias, desprovido de azeite suficiente, com suas lâmpadas apagadas, ouvirá a triste sentença: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mateus 25:12). No início do livro de Mateus, no sermão da montanha, Jesus proferiu mais ou menos a mesma sentença: “Então lhes direi explicitamente: nunca vos conheci” (Mateus 7:23). O conhecimento de Deus vai muito além de teorias e de práticas religiosas. É o conhecimento que conduz à vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (João 17:3).

Os habitantes de Jerusalém haviam perdido o SENHOR de vista. Continuavam com seus rituais vazios, mas seus corações estavam longe do verdadeiro conhecimento de Deus. A circuncisão como um sinal da aliança feita com Abraão e sua descendência não cumpriria o seu propósito se antes o povo não circuncidasse o coração (v. 4). Ao contrário da dureza e da malícia do coração de seu povo, Jeremias mostra profunda piedade e sensibilidade ao contemplar a destruição que sobreviria à Judá por meio de Babilônia: “Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita!” (v. 19). O SENHOR descortinou ao profeta os acontecimentos futuros não só com relação a Judá, mas a “toda a Terra” (v. 27) por ocasião da segunda vinda de Cristo.

Como no princípio, a Terra voltará a ficar “sem forma e vazia” (v. 23; Gênesis 1:2). A cena de completo horror causou no profeta sintomas de um ataque cardíaco, e sacudido por tamanho impacto, sua timidez inicial foi transformada em uma ansiedade urgente de falar: “Não posso calar-me” (v. 19). O que o povo de Deus estava vivendo era uma verdadeira LOUCURA! E o profeta sentiu a imediata necessidade de falar enquanto ainda havia tempo, pois Deus confirmou a Sua Palavra e não Se retrataria de Sua justa punição.

No livro Conhecer Jesus é Tudo, o pastor Alejandro Bullón enfatiza o imprescindível relacionamento que devemos ter com Jesus todos os dias:

“Não podemos, porém, amar uma pessoa sem conhecê-la; por isso o inimigo fará todo o possível para nos distanciar mais e mais de Deus, ou então para nos aproximar de uma ideia errada do Pai. O inimigo não quer que conheçamos Jesus ou, na pior das hipóteses, quer que O conheçamos com a imagem de um Deus tirano, ditador, preocupado mais com Suas normas do que com Seus filhos. Essa imagem de Deus não inspira amor, inspira medo; não inspira desejo de servi-Lo, gera obrigação de servi-Lo. A consequência é uma religião triste, um cristianismo formal” (Conhecer Jesus é tudo, p. 91).

Você entende em que contexto Judá estava inserido? Eu passei muito tempo inserida neste contexto também. Vivia uma religião vazia e sem sentido. Até que Jesus me encontrou e me mostrou que em conhecê-Lo está a vida eterna. Hoje Ele é meu melhor Amigo. É Aquele em Quem me apoio quando não tenho coragem de conversar nem com a minha família. Jesus é Aquele que me faz viver cada dia na expectativa de que em breve O verei face a face. É o Deus da minha salvação e a Rocha em que me escondo. Em andar com Ele – e nEle – a cada passo de minha jornada está a minha verdadeira alegria. Um dia sei que, como Jeremias, verei os resultados que o pecado causou a este mundo, mas o meu coração pulsa na direção de um novo amanhã com o meu Jesus e, no Céu, poderei compartilhar com a família de Deus da mesma emoção: “Olhei” e vi o Meu Jesus! “Olhei” e eis que o meu anjo veio me levar ao encontro dEle! “Olhei” e vi os salvos mais numerosos do que a areia do mar! “Olhei” e diante de mim estava a Casa de meu Pai, o meu Lar doce Lar!

Bom dia, amigos de Jesus!

Desafio do dia: Se você ainda não vive esta experiência salvífica, a partir de hoje comece a encontrar-se com Deus nas primeiras horas da manhã. Estude a Sua Palavra e converse com Ele e você sentirá a real necessidade de permanecer nEle em cada momento do dia.

Rosana Garcia Barros

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